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Atenas, Grécia: Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de Novembro de 2017.

Xs dois companheirxs presxs estão a lutar contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambos xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão feminina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

(todas as postagens relacionadas em grego)

em inglês, alemão

[Prisões mexicanas] Nova atualização da situação do anarquista Fernando Bárcenas

Resumo recebido a 25 de Julho

Como se tem vindo a informar por diversos meios desde 13 de Julho, o companheiro Fernando Bárcenas, preso no reclusório norte, encontra-se encerrado permanentemente numa cela da zona de isolamento – onde é mantido pela instituição desde Setembro de 2016; este encerramento ocorreu sob o pretexto de que Fernando se defendeu das agressões de um preso afim à administração carcerária. Por fim, após uma semana nesta situação, a 19 de Julho Fernando foi levado para uma área de máxima segurança e portanto de maior segregação, onde para além disso foi ameaçado pelo pessoal da custódia pela seu labor no jornal El Canero, ali mesmo lhe sendo revistada a correspondência e documentos pessoais; nesta nova zona mantêm o companheiro em encerramento total. No entanto, durante estes dias, Fernando também recebeu mostras de solidariedade, de gente que de diversas latitudes o reconhecem como companheiro e que repudiam não só as represálias contra Fernando por sustentar os seus projetos ainda que em condições de encerramento mas também o castigo que o aparelho carcerário representa.

As diversas iniciativas realizadas em solidariedade com Fernando Bárcenas ajudaram a amortizar as agressões contra si, esperando-se que nos próximos dias seja posto fora de toda a área de isolamento. No entanto isto não é suficiente, queremos a liberdade do nosso companheiro, pelo que apelamos a seguir atentamente o que sucede com ele mas, principalmente a exercer pressão sobre o governo da cidade do México no sentido de Fernando ser libertado.

México: Atualização da situação do preso anarquista Fernando Bárcenas

“SOLIDARIEDADE COM FERNANDO BÁRCENAS – NÃO ESTÁS  SÓZINHO” Faixa de solidariedade com o compa Fernando Bárcenas – Bloomington, Indiana (EUA) – Fev/2016.

Em Julho foi feita uma Chamada à solidariedade com o compa Fernando Bárcenas.

Desde sexta-feira, 14 de Julho, Fernando Bárcenas foi colocado em isolamento total na sua cela por ordem da instituição. Entretanto o assédio e a violência exercida contra ele por outros presos a soldo da administração penitenciária tem vindo a aumentar.

O compa enviou uma carta pública a 16 de Julho de 2017 sobre as condições de isolamento em que se encontrava, das agressões de que tem sido alvo por parte de reclusos a soldo da administração e do perigo que isso representa para a sua integridade física e emocional.

A mãe de Fernando Bárcenas Castillo enviou a 17 de Julho as seguintes informações:

“Até hoje, as autoridades prisionais mantêm Fernando na mesma área do seu agressor, apesar dos pedidos para mudança, solicitados repetidamente. Ele ainda apresenta traços de contusões e de mordedura na mão, sem ter recebido atenção médica e está em total isolamento,por ordem da instituição, Isto representa um risco para a sua integridade física.”

Hoje, 19 de Julho, a CNA México emitiu um comunicado no qual se refere ao papel dos grupos de máfia que operam no interior da prisão e que exercem um forte controlo para que nada perturbe a tranquilidade da prisão – sem protestos que serão maus para o seu negócio – e por outro lado esclarece os esforços do Fernando e de outros compas para estabelecer com outros presos um processo de construção de comunidade onde se compartilha problemas e necessidades e em que juntos, cooperando, os conseguem resolver, sem necessidade da autoridade.

Para lhe escrever – o compa encontra-se atualmente na zona 7 do CDUDT – Centro de diagnóstico, classificação e determinação de tratamento:

Fernando Bárcenas
Reclusorio Preventivo Varonil Norte
Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma,
Cuautepec Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero,
Ciudad de México.

Chamamos para se estar atentx à situação do Fernando. Exigimos à Prisão Norte a sua imediata transferência à zona da população prisional em geral.

Se tocam a um/a tocam a todxs!

Liberdade para todxs!

[Prisões mexicanas] Carta pública do compa Fernando Bárcenas (16/7/2017)


CARTA PÚBLICA DO COMPANHEIRO FERNANDO BÁRCENAS

16 de Julho de 2017, a partir do Reclusorio Norte (Prisão Norte da Cidade do México)

Primeiro quero começar por sublinhar que a minha situação nos últimos meses tem vindo a tornar-se cada vez mais complicada – mais concretamente desde que fui condenado à zona 7 do C.O.C. da prisão (Centro de Observação e Classificação) – como castigo e repressão das ações de protesto e organização que tenho vindo a levar a cabo na prisão, juntamente com outros companheiros.

Desde esse momento, 28 de Setembro de 2016, tenho-me encontrado imerso numa dinâmica de vida asfixiante numa zona de castigo onde crescem os conflitos – após 9 meses de segregação por motivos de segurança institucional, devido às minhas ideias e à minha forma de ser e actuar – identificando isso como uma forma de violência da instituição contra mim, pois ao não ser possível me agredirem frontalmente através do seu pessoal, agora utilizam os presos para me intimidar e me agredir, uma táctica muito comum na prisão; esta situação já provocou vários confrontos na área onde me encontro, pelo que faço responsável a instituição e os encarregados de a administrar por qualquer coisa que suceda à minha integridade física e psicológica visto serem os responsáveis de me manterem nesta situação.

Fernando Bárcenas

Desde sexta-feira, 14 de Julho que Fernando Bárcenas se encontra em encerramento total na sua cela, por ordem da instituição, enquanto o assédio e a violência contra ele por parte de alguns reclusos afins à administração tem vindo a aumentar, pelo que é feita uma chamada urgente para se exigir que seja retirado da zona de castigo – pelo risco iminente que representa para a sua vida, bem como para que o companheiro sinta a nossa solidariedade de várias maneiras. Por favor difundir esta informação.

Aqui estão os dados da prisão (morada, telefones e nome do director) para quem deseje ligar, mandar faxes ou visitar o centro:

Reclusorio Preventivo Varonil Norte: Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma, Cuautepec  Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero, Ciudad de México, Teléfonos: 5306 4540 / 5306 2540. Director: Enrique Serrano Flores

Nota dxs tradutorxs:
Fernando Bárcenas Castillo é um jovem anarquista [estudante e músico, trabalhador de uma fábrica de móveis] de 21 anos – com 18 anos de idade quando foi detido a 13 de Dezembro de 2013, na sequência dos protestos contra o aumento do preço dos bilhetes de metro na Cidade do México. Desde então em prisão preventiva, acusado de queimar a árvore de Natal da empresa Coca-Cola. Encontra-se novamente numa zona de segregação, desde Setembro de 2016, como resposta da instituição prisional à sua última greve de fome. Foi condenado a 5 anos e nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa de cerca de 35,550 pesos (€ 1755) em Junho de 2017.

em espanhol l francês

Prisões mexicanas: Solidariedade com o compa anarquista Fernando Bárcenas!


ALERTA. DENÚNCIA PÚBLICA PELO ISOLAMENTO IMPOSTO A FERNANDO BÁRCENAS

Fernando é um companheiro anarquista, preso no reclusório norte da cidade do México desde 2013 e que se tem mantido ativo dentro da prisão em diversos projetos. Grande parte da sua vida dentro dos muros tem sido mantida em regime de isolamento. A partir da sua última greve de fome, juntamente com três companheiros mais, Miguel Peralta, Abraham Cortés e Luis Fernando Sotelo – como parte de uma jornada de luta empreendida a partir de diversos centros de reclusão, em Setembro de 2016 – foi transferido a uma área de isolamento no reclusório e nesta condição foi mantido mais nove meses como forma de castigo por ser rebelde e ser um companheiro que continua a contribuir com propostas e açõesa na luta pela liberdade total.

A zona onde Fernando se encontra está permeada de conflitos e tensão constantes – próprias do isolamento mas que se agravam no seu caso, pois o assédio sobre ele é constante – tudo isso gerou danos na saúde do nosso companheiro, pondo em risco crescente a sua integridade física e emocional; a situação terá piorado nas últimas semanas, pelo que esta chamada urgente é tanto para exigir o fim imediato do isolamento de Fernando Bárcenas como para exteriorizar a nossa solidariedade até ele; pedimos também para estarem atentxs e dar difusão a esta informação e o se vá gerar nos próximos dias.

Queremos Fernando Bárcenas em liberdade!

Até que todxs sejamos livres
Julho, 2017

Reclusório Preventivo Varonil Norte: Calle Jaime Nuno no. 155, Colonia Guadalupe Chalma,  Cuautepec Barrio Bajo, C.P. 07210, Gustavo A. Madero, Ciudad de México, Teléfonos: 5306 4540 / 5306 2540

em espanhol 

[Prisões norte-americanas] Sean Swain em greve de fome desde 26 de dezembro

“Não consegues aprisionar o espírito” – Thoreau

Via SeanSwain.org (12 de Janeiro de 2017)

Recebemos notícias recentemente de Sean através de um amigo dele, Sean está atualmente em greve de fome e colocaram-no numa célula de suicídio.

Embora os detalhes ainda sejam obscuros, sabemos que Sean está sem comida desde 26 de Dezembro de 2016. Ele foi acusado de extorsão de um supervisor-adjunto – tendo um processo disciplinar a iniciar-se quando começou a sua greve de fome – e foi colocado numa cela de suicídio.

Sabemos que a prisão está a reconhecer a sua greve de fome, seguindo os procedimentos associados que incluem levá-lo a uma unidade médica todos os dias, pesá-lo e medir os seus sinais vitais. Não está claro se estão a tentar negociar com ele, de qualquer forma.

Por favor, disponha de um momento para escrever uma carta de encorajamento a Sean:

Sean Swain #243-205
Warren CI, P.O. Box 120, 5787 State Route 63
Lebanon, Ohio 45036 [USA]
– EUA

em inglês l grego

Alabama, EUA: Companheiro anarquista Michael Kimble colocado em isolamento disciplinar na prisão Holman

mmmainA 1 de Agosto de 2016 eclodiu um motim na prisão Holman no Alabama, após uma altercação, na qual vários presos e pelo menos um guarda prisional ficaram feridos. Alguns presos barricaram-se no interior da ala-dormitório C, que abriga 114 detidos, ateando fogo e resistindo ao esquadrão anti-motins (CERT) que entretanto tinha chegado pronto para reprimir a rebelião. Energia e água foram desligados, todos os detidos foram bloqueados nas celas. Trata-se apenas da mais recente de uma série de revoltas na prisão Holman. Em Março de 2016 o diretor tinha sido esfaqueado quando colocou o pé na ala-dormitório C tendo os presos se amotinado repetidamente, ateando fogo, colocando barricadas, etc.
prisonrev-624x382Abaixo apresenta-se a transcrição de uma carta do companheiro anarquista Michael Kimble, colocado em isolamento disciplinar, na prisão Holman, na sequência do último motim ali ocorrido; recebida através de Anarchy Live! com data de 8 de Agosto de 2016:

Rebelião em contínuo

No momento estou a escrever a partir do isolamento disciplinar (segregação), depois de ter sido despojado, algemado, esbofeteado e colocado aqui pelo CERT (esquadrão anti-motins) na segunda-feira, 1 de Agosto de 2016, eram aproximadamente 23:45.

Agora é quarta-feira e ainda não me foi devolvido nem os objetos pessoais (sapatos/slides, sabonete, desodorizante, roupas, escova de dentes, etc.) nem uma nota da investigação, a respeito do motivo porque sou mantido em segregação, ao fim de 72 horas.

Estou a assumir que estou a ser retido por ter estado numa rebelião (motim), ocorrida a 1 de Agosto de 2016, por volta das 15:06. Inicialmente tinha havido uma briga entre os presos mas que rapidamente se transformou numa rebelião contra os guardas – quando estes tentaram intervir, depois de se ser dito inúmeras vezes que as coisas estavam sob controle.

Os guardas não nos deram ouvidos e foram expulsos da ala-dormitório C – tornada num espaço de auto-governação e resistência contra os funcionários da prisão. Fogos foram levantados, as unidades de controlo tomadas.

Sou um dos cerca de dez prisioneiros que também foi colocado em segregação.

Então, se não tiver notícias de mim pessoalmente, isso significa que todos os meus bens, incluindo cartas, endereços, números de telefone, foram destruídos ou perdidos. Tive que pedir emprestado material de escrita para obter isto aí fora.

em  inglês, grego, italiano

 
Nota de Contra Info: No dia 13 de Agosto, os prisioneiros continuavam em isolamento não lhes tendo sido entregue ainda a nota justificativa dos motivos para serem mantidos em tal situação – de acordo com o regulamento prisional isso teria de ser feito nas primeiras 72 horas – nem os seus bens básicos devolvidos ou ter tido acesso aos endereços ou números de telefone de contactos. Um apelo para se fazerem chamadas telefónicas para a prisão, a exigir o fim do isolamento de Michael Kimble e dos seus companheiros, foi lançado aqui

Itália: Atualização da seção AS2 da prisão de Ferrara

Domingo, 1 de Março de 2015

Enviamos uma breve atualização para completar a sequência dos acontecimentos.

A 28 de Fevereiro, Alfredo regressou do isolamento. No mesmo dia, Graziano foi transferido ao isolamento.

Isto é a consequência de um relatório disciplinar que todos (Adriano, Fra, Graziano, Lucio, Michele, Nicola) recebemos nos dias seguintes ao nosso protesto. Somos acusados ​​de ter insultado os guardas, nos dias 13, 14 e 15 de Fevereiro, e de, oiçam esta, “desordens e distúrbios” (artigo 77 do regulamento para a execução das sanções penitenciárias).

Uma acusação generosamente forte, da qual não podemos deixar de estar orgulhosos. Portanto, após o usual “procedimento sumário” – ou seja, a reunião do conselho disciplinar, consistindo no diretor, chefe da guarda, médico e vários cabecilhas da prisão – condenaram-nos a todos a 15 dias de “exclusão de atividades comuns”. A punição terá lugar quando e como seja mais conveniente para a logística da prisão. Desconhecemos se vamos ser levados para células de confinamento solitário a cada 15 dias, um de cada vez, mas sabemos que, nos próximos meses, cada um de nós vai acabar por permanecer duas semanas na prisão disciplinar.

Entretanto Gianluca e Franco foram transferidos da prisão de Alessandria para aqui. Assim, no momento, estamos nove em seis celas.

Um abraço a Graziano!

Os companheiros anarquistas da seção AS2 da prisão de Ferrara.

Francesco Porcu
Gianluca Iacovacci
Lucio Alberti
Graziano Mazzarelli
Francesco Sala
Adriano Antonacci
Alfredo Cospito
Nicola Gai
Michele Fabiani

Casa Circondariale, via Arginone 327, ΙΤ-44122 Ferrara (Itália)

em grego | inglês

Prisões italianas: O anarquista Alfredo Cospito em isolamento

Após uma comunicação telefónica a 13/2/2015 com um dos companheiros que se encontram na ala de Alta Segurança 2 da prisão de Ferrara (AS2), tomamos conhecimento de que o anarquista preso Alfredo Cospito tinha sido posto em isolamento, após uma altercação com um carcereiro. A medida de isolamento punitivo (ordem penitenciária 14bis) tinha sido aplicada dois dias antes, tendo também outro companheiro sofrido um aviso disciplinar relacionado com o mesmo incidente. Os restantes presos na AS2 estão a protestar e a tentar seguir com a sua mobilização, até que seja levantada a medida de isolamento que impuseram a Alfredo.

A 14 de Fevereiro fez-se saber que Alfredo tinha sido transferido imediatamente para outra ala da prisão de Ferrara e que não tem contacto com outros presos – nem com os do AS2 nem com os das outras alas. Os restantes companheiros, presos na AS2, viram suspenso o direito à socialização e encontro entre si.

Atualizações à medida que chegarem.

espanhol | grego | inglês

Grécia: Palavras de Angeliki Sotiropoulou em relação à nova prisão de tipo C em Domokos

radioMais uma vez – como esperado, claro – o Estado e os media enganosos estão a tentar semear o medo e terror. Todas as prisões na Grécia, excepto asprisões agrárias, são e sempre foram instalações de segurança máxima. Especialmente a cave na prisão feminina de Koridallos, onde os prisioneiros do caso “17 Novembro” têm vivido nos últimos 12 anos e meio, é visivelmente a secção mais fortemente vigiada. O que construíram então em Domokos são prisões de isolamento e não prisões de segurança máxima.

Fora de um estado de direito, eles querem fazer estes prisioneiros invisíveis. Todos os argumentos da extrema direita que passaram e aplicaram a respectiva lei são baseados em mentiras e enganos. Christodoulos Xiros (recapturado a 3 de Janeiro) não escapou de nenhuma prisão, para assim invocarem razões ou falhas na segurança. Ele deixou a sua casa. Estamos assim confrontadxs com uma vingança pura e simples em relação aos/às inimigxs políticxs e principalmente com uma vulgar exploração política para fins de comunicação baratos. O novo anúncio de televisão pré-eleições do extremista de direita Samaras que associa os jihadistas com organizações armadas de contra-violência, mostra a verdadeira razão para a criação destas prisões, assim como o seu enorme pânico.

Eu pergunto-me: de onde é originado o fascismo? Lá, na prisão de Domokos, nada mudou; está tudo como estava antes, assim como qualquer outra prisão. Tudo o que elxs fizeram de diferente foi descobrir, após 12 anos e meio, que estas pessoas subitamente se tornaram perigosas – um delas tem 72 anos – e afastaram-nas das suas famílias, tanto quanto possível no momento, para lhescausarem ainda mais problemas. Nós resistimos, mesmo se nos mandarempara as fronteiras.

Palavras da ex-prisioneira política Angeliki Sotiropoulou — companheira de Dimitris Koufontinas, que de momento é mantido na prisão de tipo C em Domokos— transmitidas durante um programa de radio online (15 de Janeiro, 2015).

inglês

Veria, Grécia: Ações contra as prisões de máxima segurança

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Na manhã de 30 de Dezembro de 2014, o compa Nikos Maziotis foi transferido às prisões de tipo C de Domokos, na intenção de a inaugurar de maneira oficial.

Como reflexo disso, saímos nessa mesma noite e vandalizamos com tinta e pintadas o edifício do Conselho Legal do Estado – Oficina Judicial de Veria, além de termos sabotado 4 caixas automáticos.

Luta contra as prisões, ao lado dxs compas encarceradxs.

Grécia: Novo endereço de correspondência do preso anarquista Nikos Maziotis

fylakes_domokouO membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis é o primeiro companheiro preso a ser transferido para nova prisão tipo C de segurança máxima em Domokos.

Para escrever-lhe:

Nikos Maziotis
Geniko Katastima Kratisis Domokou, Ε Pteryga, 35010 Domokos, Fthiotida, Grécia

Estado espanhol: Palavras de Francisco Solar a partir da prisão de Villabona

closeHá um ano, a polícia irrompeu no nosso apartamento gritando: “ Têm algo quente?!”. Surpreendeu-me ao mesmo tempo que me fez rir um bocado. Depressa percebemos que se referiam a se tínhamos algum dispositivo explosivo utilizado como armadilha, o que aumentou o nosso riso.

Um ano em que me separaram por centenas de quilómetros da minha companheira, podendo escutar a sua voz durante 5 minutos a cada 15 dias, e isso há apenas alguns meses.

Um ano encerrado em isolamento, em 3 prisões diferentes do reino espanhol. Prisões que baseiam a sua política penitenciária na psiquiatria, medicando os presos com o propósito de os anular. Estabelecendo um controlo absoluto sobre as comunicações e o contacto com o exterior. Nestas prisões do primeiro mundo prioriza-se a relação impessoal com o exterior, tudo o que seja contacto físico é extremamente restringido, diferente da minha experiência nas prisões chilenas. A possibilidade deestares com a tua gente é impensável em sítios como este.

Um ano em que a solidariedade se fez sentir a cada minuto, especialmente por parte dxs anarquistas de Barcelona, os quais com a sua vontade e iniciativa destroçaram a dispersão e o isolamento. Demonstraram que a solidariedade não é uma palavra vazia, que é conteúdo inseparável de toda a nossa prática e luta pela libertação total.
Com isto, o poder torna uma vez mais claro que não entende minimamente em que se sustentam as nossas relações. As dificuldades que levantam tornam-nos mais fortes, perante as adversidades cconhecemos-nos melhor e quanto mais aprendemos a conhecer-nos mais nos rimos do que acreditávamos insuperável. Se decidimos enfrentar o estado é porque há muito que decidimos deixar de viver ajoelhados.

Francisco Solar
Centro Penitenciário Villabona, 13 de Novembro de 2014

Para escrever a Mónica e a Francisco:

Mónica Caballero Sepúlveda
Centro Penitenciario Ávila
Ctra. de Vicolozano-Brieva, s/n
05194 Brieva
Ávila (España) – Espanha

Francisco Solar Domínguez
Centro Penitenciario Villabona
Finca Tabladiello
33480 Villabona-Llanera
Asturias (España)- Espanha

Grécia: Sobre a monstruosidade da nova lei para a construção de prisões de segurança máxima

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Após algumas modificações na proposta de lei do ministro da Justiça, Charalambos Athanasiou, relativa às prisões de segurança máxima, a seção de recesso do Parlamento Grego votou a favor da nova lei em 8 de Julho.

Presos de toda a Grécia pararam a sua greve de fome em massa desde 1 de Julho, prometendo outras formas de protesto no interior das prisões (não temos informações relativas, até ao momento).

As modificações principais foram as seguintes:

– Período inicial de encarceramento em unidades prisionais de tipo C para xs presxs recalcitrantes: (a partir de 4 anos) 2 anos.

– Período inicial de encarceramento em unidades prisionais de tipo C para presxs condenadxs a 12 anos por terrorismo (artigo 187A do Código Penal grego), e para xs presxs condenadxs a mais de 15 anos por organização criminosa (artigo 187 do Código Penal grego): (a partir de 10 anos) 4 anos.

Os prisioneiros sob acusações de terrorismo (artigo 187A), que ainda estão à espera de julgamento (ainda não condenados), também serão enviados para unidades prisionais Tipo C.

É ainda um fato que os presos trancados em unidades prisionais tipo C não terão o direito a saída temporária (dias de licença da prisão).

Mesmo que os presos “perigosos” sirvam quatro anos completos numa prisão Tipo C, o período de encarceramento pode ser prorrogado pelo procurador da prisão para mais 2 anos (quando estes prisioneiros não são “bem-comportados”, ou de repente tiverem mais “indicações incriminatórias” apresentadas contra eles, etc); quando os 2 anos adicionais passarem, o seu encarceramento numa prisão do tipo C pode ser prolongado novamente para mais um período de 2 anos, e assim por diante…

Solidariedade com xs prisioneirxs do Estado/Capital.  

Destrói todas as prisões!

Suiça: Atualização sobre o prisioneiro anarquista Marco Camenisch

Desde 15 ou 16 de Maio, Marco Camenisch tem sido mantido em isolamento, durante cinco dias, na prisão de Lenzburg, Suíça,  por se ter recusado a fornecer uma amostra de urina.

Em 23 de Maio de 2014, será transferido para a instituição penal Bostadel. Se a sua transferência foi ordenada por mais uma vez se ter recusado a fornecer uma amostra de urina, ou se foi planeada de antemão, (ainda) não é claro para nós.

O encarceramento de Marco está previsto terminar em 8 de Maio do ano de 2018. A libertação antecipada da prisão (“liberdade condicional”) tem sido rejeitada por causa da sua “propensão para a violência crónica” e “ideologia de promoção da delinqüência”, entre outras coisas. 

Marco Camenisch

Strafanstalt Bostadel
Postfach 38CH-6313 Menzingen, Schweiz/Suíça

Tel. +41 41 757 1919, Fax +41 41 757 1900

MARCO LIBERO!

Alemanha: Mensagem de saudações de Thomas Meyer-Falk para a manif de 21 de Dezembro, em Hamburgo

De vez em quando, a resistência termina na prisão.

Portanto, nesta conjuntura: Sinceras e combativas saudações a partir da Casa – Morte de Freiburg. O edifício onde os detidos preventivamente estão presos é chamado casa de morte por aqui.

O Sicherungsverwahrung, a prisão preventiva após a conclusão da sentença, é baseada numa lei nazi de 24 de Novembro de 1933;  um regulamento contra o qual o próprio Kurt Tucholsky tinha lutado.  Os excluídos da sociedade sentem-se, aqui, sem esperança.

Na generalidade, as prisões são lugares onde as pessoas estão a ser armazenadas, exploradas e oprimidas. A sociedade como um todo está refletida no seu interior; a violência, aqui, fica só alguns graus acima.

Manifestações como a atual de Hamburgo são como uma luz ao fundo do túnel. Não só para a sociedade fora destes muros mas, também, dentro dos muros da prisão.

Vamos quebrar as cadeias!

Thomas Meyer-Falk
Skinhead Comunista e Anarquista (RASH)
Prisioneiro de longo prazo, a partir de 1996
Freiburg, Dezembro de 2013.

Tessalónica, Grécia: Sobre o caso do isolamento na prisão do compa anarquista Sokratis Tzifkas

Em 3 de Agosto, o compa S. Tzifkas, no seu regresso à prisão de Diavata (depois de uma curta transferência para o hospital de Tessalónica), depois de se recusar a submeter-se a controlo  com nudez integral,  foi levado perante o procurador do ministério público da prisão,  tendo este lhe aplicado uma punição de 10 dias,  em regime de isolamento, assim como uma transferência disciplinar. Atualmente,  enquanto na Grécia se enfrenta um verão quente e húmido, Sokratis foi enviado para a unidade de isolamento das prisões de Diavata, sem ventilador, sem TV, sem livros e, até mesmo, sem água engarrafada. Além disso, o Serviço Correcional de prisões de Diavata não lhe permite chamar para nada ou ir ao pátio (coisas ainda ditadas no código correcional), ou receber a medicação prescrita por razões de saúde.

Na sexta-feira, 10 de Agosto foi realizada uma concentração solidária com microfone aberto na rua pedonal de Agia Sofia, em Tessalónica, enquanto que em 7 de Agosto, um grupo de combatentes presos emitia um comunicado em solidariedade com Sokratis. A declaração de apoio, foi assinada por Alexandros Mitrousias, Rami Syrianos, Giorgos Karagiannidis, Andrzej Mazurek, Mustafa Eryun, Babis Tsilianidis, Michalis Tzimas, Spyros Stratoulis, Makis Gerakis, Kostas Sakkas e Dimitris Dimtsiadis.

Finalmente, e depois de completar os 10 días de isolamento, o compa Sokratis Tzifkas regressou à sua cela, não tendo ainda sido aplicado o castigo de transferência disciplinar.

FOGO ÀS PRISÕES
NÃO DEIXAR NENHUM/A COMPA SÓZINHO/A
SOLIDARIEDADE COM TODOS/AS OS/AS REFÉNS DO ESTADO

Alemanha: Liberdade para Thomas Meyer-Falk, prisioneiro desde 1996

Se você luta contra o Estado, se luta por um mundo melhor, luta pela liberdade, há uma possibilidade de que te tranquem na cadeia – que é onde estou. Há 15 anos. Nos lugares mais infernais, mantido em isolamento por razões de segurança, há mais de 10 anos. Fui preso em 1996 e só posto em liberdade na prisão geral popular em 2007.

Em outubro de 1996 fui preso depois de roubar um banco para levantar dinheiro para projetos revolucionários e antiautoritários – alguns legais e outros ilegais. Fui condenado a 11 anos e meio e a “Sicherungsverwahrung” (prisão preventiva, com base em uma lei nazi de 1933, que permite ao Estado mantê-lo sob custódia pela vida, alegando que pensam que eu sou “uma ameaça à segurança pública”). Pelo fato de haver lutado ativamente, tenho sido mantido em isolamento por mais de 10 anos; passei os últimos quatro anos na prisão geral popular, mas me recuso a cooperar com o Estado ou a aceitar trabalhos forçados. E assim, em 2009, os da condicional não encontraram nenhuma razão para me libertar. Em 2013, vou cumprir minha condenação e serei mudado para outra prisão de segurança máxima pelo prisão preventiva. Na verdade, a “Sicherungsverwahrung” deveria ter começado em 2008, mas tive alguns pequenos julgamentos na última década por “insultar juízes, políticos e chefes de prisão”; por causa disto eu tenho mais 5 anos e meio (não é brincadeira). Continuar a lerAlemanha: Liberdade para Thomas Meyer-Falk, prisioneiro desde 1996