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Grécia: O companheiro Konstantinos Giagtozglou finaliza greve de fome e sede após sucesso da sua exigência de transferência à prisão de Korydalos

recebida em espanhol (revisada por Contra Info)

Segundo informação do Indymedia Atenas, o companheiro Konstantinos Giagtozglou teria finalizado a sua greve de fome e sede no momento em que o conselho de autoridades – que discutiria hoje, 2 de março, o assunto – aceitara a sua pretensão de transferência à prisão de Korydalos, a qual se tornaria efectiva a 10 de abril.

O companheiro – acusado de pertencer à Conspiração de Células de Fogo e de enviar pacotes explosivos a instituições europeias e ao ex primeiro-ministro grego – encontrava-se em greve de fome desde o día 21 de fevereiro e em greve de sede desde 25 de fevereiro, exigindo a sua transferência permanente à prisão de Korydalos, de forma a poder estar mais próximo da sua família, amigxs e pessoas próximas.

Não há dúvida de que as ações solidárias e ofensivas levadas a cabo por companheirxs na Grécia – dentro e fora das prisões – constituíram um elemento importante de pressão em relação à decisão tomada em benefício de Dinos.

Compartilharemos mais informação logo que sejam difundidas novas actualizações sobre o caso.

Saudamos o companheiro, assim como a todxs aquelxs que se solidarizaram de diversas formas e que não se mantiveram indiferentes perante a greve de fome e sede do companheiro.

Fontes 1 e 2

Sin Banderas Ni Fronteras, núcleo de agitação anti-autoritária

em espanhol

Grécia: Comunicado de presas a partir das prisões para mulheres de Koridallos

bourloto-kai-fwtia-se-ola-ta-keliaA 16 de Janeiro de 2015 foi realizada uma incursão da unidade anti-terrorista da EKAM nas prisões masculinas de Koridallos, mantendo a prisão fechada a partir do meio-dia até a manhã seguinte, privando os presos do seu direito ao pátio e à sua movimentação em geral.

Uns dias antes, a 31/12/2014, na véspera do ano novo, ordenaram-se as transferências de presos às prisões de Domokos para que comecem a funcionar as prisões tipo C, ou seja, a Guantanámo contemporânea. Nos dias seguintes realizaram-se mais transferências a Domokos, enquanto dois membros da Conspiração das Células de Fogo eram levados às celas brancas de isolamento nas prisões para mulheres de Koridallos.

Dentro deste jogo pré-eleitoral que é montado às costas dxs internxs, as mulheres presas são tratadas há algum tempo como sacos de batatas que se apertam e se apinham em armazéns de almas sem que a ninguém lhes interesse. Embora as prisões femininas tenham três módulos com capacidade para 150 pessoas cada um, existem actualmente 120 mulheres que estão apertadas num andar de um único módulo, já que o resto dos espaços têm sido utilizados para outros usos ou permanecem vazios. Não vamos analisar mais os dados, uma vez que ainda há pouco tempo entramos em mobilizações para denunciar todos os problemas que enfrentamos hoje em dia, nem passou muito tempo das promessas que nos fizeram directamente os representantes do ministério e que nunca foram cumpridas.

Porque não vamos tolerar viver mais como animais – que esteja claro que nenhum animal merece viver como nós – porque as prisões do tipo C são hoje para presos do sexo masculino, mas amanhã vão construir outra também por nós e porque não deixaremos os jogos políticos serem jogados nas nossas costas: a partir de hoje, 18 de Janeiro até 21 de Janeiro, recusamos-nos a entrar nas nossas celas durante o encerramento do meio dia, como mostra de apoio às exigências dos presos do sexo masculino nas prisões de Koridallos.

Prisões femininas de Koridallos

Grécia: Comunicado de presos a partir das prisões de Koridallos

koridalosA 16 de Janeiro de 2015, polícias da unidade antiterrorista EKAM e doutras forças repressivas invadiram as prisões de Koridallos e realizaram registros em celas de vários presos. Devido a isso proibiram-nos de sair ao pátio ao meio dia e permanecemos encerrados todo o dia. Há uns dias atrás, ao meio dia da véspera de Ano Novo, foi ordenada a transferência repentina de presos, inaugurando deste modo a Guantánamo grega das prisões de máxima segurança de Domokos (normalmente não se fazem transferências na véspera de Ano Novo) fazendo o seu sujo jogo pré-eleitoral às nossas costas.

No sábado, 3 de Janeiro de 2015, após outra invasão policial e registro pela EKAM, foram sequestradxs e levadxs ao isolamento, no sótão das prisões femininas das prisões para mulheres de Koridallos, xs nossxs companheirxs de prisão e membros da Conspiração de Células de Fogo, Christos Tsakalos e Gerasimos Tsakalos. Perante estes factos decidimos mobilizarmo-nos: até sábado, 24 de Janeiro de 2015, negamos-nos a voltar às celas após o pátio do meio dia. Esta é uma primeira reação e, se for necessário, nos próximos dias intensificaremos as nossas ações.

Exigimos:

1) A abolição das prisões de tipo C.

2) Que os presos que se encontram agora nas prisões de tipo C de Domokos  sejam transferidos de volta às prisões onde se encontravam antes tal como os nossos companheiros de prisão Christos Tsakalos e Gerasimos Tsakalos que estão atualmente na secção especial de isolamento nas prisões femininas de Koridallos.

3) Durante a nossa mobilização não aceitaremos transferências de presos às prisões de máxima segurança de Domokos. Qualquer intenção de transferência será considerada como um ato de vingança contra a nossa luta e responderemos como se merece.

Até quando permitirão este tipo de ilegalidades a diretora das prisões de Koridallos,  Hara Koutsomihali e xs procuradorxs Nikolaos Poimenidis e Victoria Marsioni? Talvez sejam indiferentes à tortura dos presos ou será esse o seu objetivo? Que cada um/a assuma as suas responsabilidades.

Os presos nos módulos A, B, C, D, E das prisões masculinas de Koridallos e do módulo de isolamento das prisões femininas de Koridallos.

$hile: Ação em solidariedade com xs presxs anarquistas e antiutoritárixs na Grécia

Sin-título

Cumplicidade e solidariedade para além dos idiomas, bandeiras e fronteiras.

No início do ano, aproveitando as comemorações, o governo grego deu início a um processo de transferência de prisionerxs para as prisões tipo C de Domokos, com o objectivo claro de isolar xs prisionerxs em guerra e tentar amainar a luta anárquica que se intensifica a cada dia que passa, nas ruas e dentro dos sinistros muros das prisões.

O primeiro prisioneiro transferido foi o companheiro anarquista Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária a que rapidamente juntaram Dimitris Koufontinas, membro da organização 17 de Novembro, Kostas Gournas membro da Luta Revolucionária, Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, condenados por assalto à mão armada e pela suposta participação nas CCF.

Sabemos que estas são as primeiras de muitas transferências que virão aí, entendendo-se que este tipo de prisões foram criadas com a finalidade específica de refrear a luta pela destruição do poder, através da prisão política; portanto, como mostra mínima de solidariedade revolucionária do outro extremo do mundo, realizamos na madrugada de 8 de Janeiro um corte de estrada com pneus em chamas.

Realizar esta ação em solidariedade é um apelo para se assumir o comando das nossas ideias e práticas na guerra contra o poder, a solidariedade internacional com xs nossxs companheirxs que resistem dignamente à prisão e enfrentam cara a cara o Estado/Capital, trata-se de um apelo claro à multiplicação das ações/gestos que consigam romper o isolamento da prisão.

Aqui no Chile começou o período estival e torna-se claro que o poder não descansa e  aproveita a oportunidade para desencadear acções contra xs seus/suas declaradxs inimigxs. Por isso, chamamos a multiplicarem-se gestos e ações ofensivas contra o poder, que se faça notar que aqui estamos e que aqui iremos continuar, que daqui não nos esquecemos dxs nossxs presxs, dxs nossxs caídxs, nem da guerra que declaramos contra toda a forma de autoridade.

Saudamos xs anarquistas/antiautoritários encarceradxs nas prisões gregas, com especial carinho e força para Nikos Maziotis, Kostas Gournas e, para além das diferenças, ao combatente, irredutível e não arrependido, Christodoulos Xiros.

COMPLICIDADE E SOLIDARIEDADE ATIVA E COMBATIVA
COM XS PRESXS ANARQUISTAS/ANTIAUTORITÁRIOS NA GRÉCIA.

De algum lugar de Santiago de Chile para a Grécia.
Alguns e algumas Anarquistas pela Solidariedade Revolucionária 

Grécia: «Comunicado de guerra» dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo

Nota de Contra Info:

Nos princípios de Janeiro de 2014 Christodoulos Xiros, membro condenado da organização marxista-leninista 17 Novembro (17N), encontrava-se em fuga após uma permissão de saída da prisão, à qual não regressou. A polícía grega pôs a sua cabeça a prémio por uma enorme quantia além de realizar una série de buscas em várias casas em Atenas e Tessalónica (como no caso do entorno da ex-okupa Nadir).

Após um ano, a 3 de Janeiro de 2015, Christodoulos Xiros foi localizado e recapturado próximo de Anavyssos, na região de Ática, sem resistir à sua detenção. A casa que utilizava foi detalhadamente registrada peos serviços antiterroristas: encontraram armas de fogo, explosivos e objetos vários, entre eles um cartão de identidade falsificado com a foto de uma mulher jovem, cujo nome verdadeiro parece ser Angeliki. Na mesma noite, forças da unidade especial antiterrorista EKAM e agentes da segurança estatal invadiram o módulo A das prisões de homens de Koridallos e pouco depois os anarquistas presos Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros presos da CCF, assim como dois anarquistas presos mais (acusados como supostos membros da CCF), Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis (que assumiu a responsabilidade pelo Comando Mauricio Morales – FAI/FRI), foram separados da população geral da prisão e transferidos à seção especial das prisões de mulheres de Koridallos. Apesar da transferência a moral dos compas continua alta.

Pouco antes das eleições de 25 de Janeiro de 2015, os aparelhos de Estado desencadearam outro círculo de histeria mediática, em busca de indivíduos que possam estar vinculados com Christodoulos Xiros e/ou com xs  membros presxs da CCF. A polícia invadiu também diversas casas noutras cidades gregas enquanto publicava a foto da mulher que aparece no bilhete de identidade falsificado. Simultaneamente diziam ter encontrado notas que indicavam que se estava a planificar um assalto às prisões de Koridallos, com o objetivo de ajudar xs membros presxs da CCF a escapar. Em resposta às reportagens policiais sobre a «prevenção de um ataque terrorista» relacionado com o caso da tentativa de fuga, o núcleo de membros presxs da CCF sacou a público um comunicado enviando a sua forças e solidariedade com as pessoas anónimas  que estão a ser alvo de busca pela sua suposta participação na planificação da fuga.

Segue-se a sua carta mais recente, a partir de Koridallos, traduzida do original em grego em Asirmatista

hCOMUNICADO DE GUERRA

« Disparei-lhe uma bala na boca pelas mentiras que dizia e outra bala na mão pelas sujeiras que escrevia »
–Jacques Mesrine sobre o sequestro de um jornalista francês

A guerra suja e a desvergonha dos jornalistas sobre o caso da intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo não tem limites. Puseram em ponto de mira a companheira Angeliki, chantageando sentimentalmente os seus pais e difundindo asquerosas mentiras pela sua suposta relação como amiga do detido.

Angeliki é amiga da insurreição, da anarquia, da liberdade.

Se houvessem mais pessoas como a Angeliki, a luta e a anarquia seriam a única realidade possível.

CABRÕES, INFORMADORES, JORNALISTAS – VINGAR-NOS-EMOS.

Força e solidariedade por todos os meios com a companheira Angeliki e para todxs xs perseguidxs pelo mesmo caso.

As Células estarão sempre a seu lado…

Conspiração de Células de Fogo

Olga Ekonomidou
Giorgos Polidoros
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Haris Hadjimihelakis
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos
Panagiotis Argirou                                                             

 espanhol     francês

Atenas: Fotos e texto do encontro contra as prisões de segurança máxima

ANULAÇÃO IMEDIATA DAS TRANSFERÊNCIAS DE PRESOS POLÍTICOS E SOCIAIS ÀS PRISÔES DE SEGURANÇA MÁXIMA DE DOMOKOS.
NEM EM DOMOKOS, NEM EM NENHUM LUGAR – FOGO E PÓLVORA A TODAS AS CELAS.
LIBERDADE AOS/ÀS PRISIONEIRXS ANARQUISTAS E AOS/ÀS PRESXS COMBATIVXS.
FOGO À SOCIEDADE CARCERÁRIA!

Na tarde de sábado, 10 de Janeiro de 2015, realizou-se no bairro ateniense de Kerameikos uma concentração com megafone contra as prisões de segurança máxima. Na atividade, que durou quase 4 horas, participaram algumas dezenas de compas, foram atirados flyers  nas ruas à volta, pintaram-se e colocaram-se faixas, leram-se textos de anarquistas encarcerados e de presos em luta e repartiu-se o seguinte texto:

Contra a sociedade carcerária

No dia 30 de Dezembro de 2014 a democracia grega inaugurou as prisões de segurança máxima de Domokos, transferindo das prisões de Diavata para lá o anarquista Nikos Maziotis, membro preso da Luta Revolucionária.

Na noite de 31 de Dezembro de 2014, a polícía atacou o encontro solidário junto às prisões de homens de Koridallos, procurando dispersar o mais rápido possível xs que lá foram para passar a véspera de Ano Novo junto aos/às que estão presxs nos cárceres do Estado grego.

A 2 de Janeiro de 2015 foram transferidos, da seção especial das prisões femininas de Koridallos para Domokos, Dimitris Koufontinas (membro da 17 Novembro) e o anarquista Kostas Gournas (Luta Revolucionária), ambos condenados como membros de organizações de luta armada. Na mesma manhã foram transferidos, das prisões de Koridallos às de Domokos, os anarquistas presos Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, condenados pelo assalto à mão armada na localidade de Pyrgetos (perto de Larisa), assim como pela sua suposta participação numa organização de luta armada (Conspiração de Células de Fogo).

A 3 de Janeiro de 2015 forças antiterroristas de EKAM e órgãos da segurança estatal irromperam na ala A das prisões de homens de Koridallos; no seguimento disso realizaram-se as transferências dos anarquistas Christos Tsakalos e Gerasimos Tsakalos (membros da Conspiração de Células de Fogo), e dos anarquistas Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis (membro da Federação Anarquista Informal) para o sótão das prisões de mulheres de Koridallos. Entretanto, as transferências de presos para Domokos continuam.

Novo ano, novos costumes na repressão. O Poder passa à ofensiva, mostra-se agradável para as eleições, enquanto simultaneamente afirma que xs que se atreveram a levantar a cabeça e resistir contra a miséria dos nossos tempos deverão isolar-se para sempre nas masmorras de tipo C de Domokos, numa prisão dentro da prisão.

O objetivo de cada uma das leis do Poder é a defesa dos seus interesses assim como o objetivo de cada prisão é o castigo exemplar dxs que desafiaram essas leis. É claro que a implementação das prisões de máxima segurança é uma resposta concreta dos aparelhos do Estado e Capital contra xs que escolheram de maneira consciente fazer-lhes frente por todos os meios, propagando com factos de que o inimigo não é invencível nem tem o monopólio da violência.

As prisões do tipo C são ao mesmo tempo uma medida de vingança e de prevenção, com a qual o Poder procura, por um lado, esmagar xs revolucionárixs e xs presxs insubmissxs, e por outro procura intimidar xs que queiram seguir caminhos de liberdade similares. As prisões do tipo C são a monstruosidade gerada por uma sociedade educada na submissão e na denúncia, sendo a mais recente validação institucional das medidas de contra-insurreição, através das quais se vai blindando, desde há anos, o conjunto de poderes políticos, económicos e mediáticos.

Na guerra social aberta que cada um de nós vive – desde os mais pequenos gestos de rebelião individual até aos momentos coletivos de insurreição – a repressão é a ameaça permanente que o Poder instala para nos desanimar de tomar o caminho do conflito. Dos golpes às lutas parciais até à aniquilação dxs lutadorxs armadxs, o que procuram os poderosos é como quebrar qualquer resistência que nasça contra os seus sempre totalitários planos.

E quando nos vendem o conto da mudança eleitoral o objetivo disso é a assimilação dxs revoltosxs e a castração de todo o discurso e prática que se tornem perigosos para o estado de coisas existente. Pode ser que tenha sido o governo de Samaras a introduzir as prisões de segurança máxima. No entanto a instituição da prisão é inerente ao regime democrático. Não há democracia sem reclusão. Por isso o nosso inimigo não é só a carniça da extrema direita mas também os vermes da esquerda e do progresso, que tentam montar a sua festa eleitoral às costas dxs exploradxs. “Queima com azeite, unta com mel”, este é o princípio que o parlamentarismo cumpre e ninguém já pode fingir ser o inocente que não sabia ou que não tinha ouvido nada.

Frente  à agudização da repressão estatal projectamos a solidariedade ativa com xs anarquistas encarceradxs e xs presxs em luta. Frente ao conto das eleições projectamos a revolta generalizada contra o Estado e o  Capital. Frente à resignação e ao derrotismo projectamos a luta anarquista multiforme, com a caneta, com a arte, com o fusil.

Não esquecemos xs que caíram no combate, não esquecemos xs que foram presxs, não esquecemos xs que assumiram a clandestinidade.

Anarquistas
Contacto: kolitiria@riseup.net

Grécia: Mais transferências de prisioneiros para a prisão de segurança máxima em Domokos

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O anarquista Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária, encontra-se encarcerado há cinco dias na 5ª ala da nova prisão tipo C, em Domokos.

A 2 de Janeiro de 2015, mais dois presos condenados como membros de organizações revolucionárias armadas, anarquista Kostas Gournas (Luta Revolucionária) e Dimitris Koufontinas (17 de Novembro), foram transferidos das celas das masmorras da prisão de mulheres de Koridallos para as instalações de segurança máxima de Domokos. Na mesma manhã, os presos anarquistas Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, ambos condenados por assalto à mão armada em Pyrgetos-Larissa bem como pela -suposta- participação numa organização revolucionária armada (Conspiração das Células de Fogo), também foram levados da prisão de homens em Koridallos para a prisão tipo C em Domokos. Sarafoudis foi transferido para Domokos ainda que, actualmente, seja co-acusado no caso do assalto à mão armada em Filotas-Florina ao lado de outros companheiros, cujo julgamento vai continuar, no tribunal especial da prisão de Koridallos, em Janeiro deste ano.

Entretanto,  da véspera de Ano Novo até hoje vários outros prisioneiros foram transferidos para a prisão de segurança máxima em Domokos.

[Prisões espanholas] Atualização da situação de Gabriel Pombo Da Silva – Agosto de 2014

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Na quarta-feira, 6 de Agosto de 2014, o companheiro Gabriel Pombo da Silva saiu, por fim, do isolamento provisório (no qual foi colocado em A Lama, a 17 de Junho) para ser transferido para a prisão de Topas (Salamanca). Chegou lá na sexta-feira, 8 de Agosto, agora encontrando-se numa cela individual.

No entanto, à entrada, foi mais uma vez notificado da intervenção em todas as comunicações (escritas, telefónicas e visitas). A administração penitenciária dispõe ainda de um arsenal de medidas e vexações para punir e se vingar daquelxs que, como Gabriel, Francis, Mónica e muitos outrxs se recusam a baixar a cabeça e a submeter-se. Citemos, entre outras, as tentativas repetitivas de romper as relações do companheiro, dificultando – e para alguns impossibilitando – os contactos com o exterior ou separando-o das suas amizades com transferências de módulos, como agora aconteceu, passados apenas três dias da sua chegada a Topas.

Estes mesquinhos jogos sujos, característicos do Poder e da Autoridade, nada têm de surpreendente, fazem mesmo parte da abominável rotina carcerária e da chantagem ao “bom comportamento”, da cenoura e do pau.

Precisamente porque sabemos desta situação, e não estando dispostxs a aceitá-la, que vamos continuar atentxs à situação dxs companheirxs e, especialmente, continuar a lutar contra a maquinaria trituradora que nos pretende esmagar.

Tanto dum lado como do outro do muro, destruir o que nos destrói!

Pela liberdade,
Alguns/algumas anarquistas
A 16 de Agosto de 2014

Para escrever ao compa:

Gabriel Pombo Da Silva
Centro Penitenciario de Topas – Salamanca
Ctra. N-630, km. 314
37799 Topas (Salamanca)
España – Espanha

Estado espanhol: Sobre a situação de Francisco Solar e Mónica Caballero

Solidariedade com Mónica e Francisco

NENHUM/A COMPANHEIRX SÓZINHX NAS GARRAS DO ESTADO

Há já cinco meses que xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar se encontram presxs, em regime FIES, dispersxs na geografia do estado espanhol. Encontram-se em prisão preventiva, à espera de julgamento, acusadxs – juntamente com outrxs três detidxs que agora se encontram em liberdade, com acusações – de pertença a organização terrorista, estragos consumados e estragos em tentativa.

Francisco Solar acaba de ser transferido para a prisão de Villabona, nas Astúrias. Após passar três meses na prisão de Córdoba – onde esteve sempre em isolamento, com dificuldade constante para lhe autorizarem contatos telefónicos e sob a persistente ameaça de lhe retirarem todas as comunicações – transferem-no agora de novo, sendo já este o terceiro presídio a que foi destinado, neste período.

Mónica Caballero continua a estar em Brieva (Ávila), uma prisão muito pequena, com capacidade apenas para 150 pessoas, onde tem contato com outras presas, assim como acesso a oficinas de formação. Tem visitas e chamadas telefónicas autorizadas. Tanto ela como Francisco têm todas as comunicações sob vigilância, quer sejam visitas, chamadas telefónicas ou cartas.

É evidente que as condições carcerárias adversas a que têm estado sujeitxs visam dobrá-lxs – acabar com a sua força e também com a sua firme posição rebelde sob a qual se têm mantido sempre, atrás das grades. Perante esta desprezível estratégia deve destacar-se a força de ambxs ao enfrentar esta máquina repressiva – altivxs, fortes, orgulhosxs e fidedignxs.

Esta última transferência de Francisco pretende também atingir e desarticular os diferentes laços de solidariedade que se foram gerando, a nível de apoio direto e prático, com xs nossxs companheirxs. Desde já garantimos que nenhuma transferência nem nova fórmula repressiva – como a da campanha mediática recente que procura “satanizar” o financiamento axs represaliadxs neste caso – corroará a nossa ativa solidariedade, aquela que, sabemos, tanto incomoda ao poder.

Para que ninguém se sinta sózinhx no hostil território que as prisões representam. Para que xs carcereirxs não se sintam intocáveis e cometam, impunes, os seus abusos. Para que a palavra solidariedade se carregue de sentido e inunde as nossas vidas. Para que a nossa luta se nutra com a prática das nossas teorias. Para que o nosso quotidiano tenha o sabor da anarquia… São necessários alguns ingredientes que ninguém nos pode dar ou emprestar: Senti-lo. Pensá-lo. Fazê-lo. Sempre é o momento.

Morte ao Estado e viva a anarquia!

Barcelona, 11 de Abril, 2014.

Para lhes escrever:

Mónica Caballero Sepúlveda
Centro Penitenciario Ávila
Ctra. de Vicolozano-Brieva, s/n
05194 Brieva
Ávila (Espanha)

Francisco Solar Domínguez
Centro Penitenciario de Villabona
Finca Tabladiello
33480 Villabona-Llanera
Asturias (Espanha)

mais info aqui

Roma, Itália: Dois companheiros detidos acusados sob a lei antiterrorista

dust-bathNa quinta, 19 de Setembro, esquadrões de ROS (carabineiros das forças especiais) invadiram as casas de quatro jovens na zona de Castillos, apreendiram objetos pessoais e arrestaram o Adriano Antonacci e o Gianluca Iacovacci. Aos dois compas se quer atribuir ações assinadas com diversas siglas, encontrando-se, agora, em confinamento solitário nas prisões romanas. O artigo utilizado desta vez é o 270 bis do Código Penal no combate ao terrorismo que diz “Associação para fins de terrorismo, também internacional, ou da subversão da ordem democrática”.

A cerca de um mês dos protestos planeados para Roma e no resto do país, a maquinaria repressiva foi posta em marcha desencadeando a tormenta habitual dos meios de desinformação e do alarmismo preventivo. Os dois jovens, que da mesma forma que os restantes milhares de habitantes de Castillos Romanos estiveram na rua para se mobilizar contra a exploração do território, somente dentro de alguns dias poderão ver os seus familiares.

À espera de mais informação, convidamos-los a que atuem em solidariedade com os presos, para que estes não se sintam sózinhos.

Terrorista é quem, diariamente, coloca em risco a saúde de milhares de pessoas para a construção de pequenas e grandes obras de lucro,que explora todos os dias milhares de pessoas no trabalho, quando apenas algumas poucas famílias podem fazer face às despesas,aqueles que reprimem e matam nas ruas e bairros impunemente, que estão a colonizar e a destruir cada vez mais os nossos territórios em nome do deus dinheiro.

A nossa arma é a solidariedade.
Todos/as fora das prisões.
ADRIANO E GIANLUCA LIVRES AGORA!

Companheiros/as e amigos/as de Castillos Romanos

Atualizações:
9 de Outubro: Adriano Antonacci, compa preso em Setembro passado en Roma, foi tranferido ao módulo de Alta Segurança 2 da prisão de Ferrara, que se confirma como espaço para encarcerar os/as prisioneros/as anarquistas à espera de julgamento. Não se têm, todavia, atualizações sobre a possível transferência de Gianluca Iacovacci, compa detido durante a mesma operação repressiva.

Esta é a sua nova direção:
Adriano Antonacci
CC di Ferrara Via Arginone 327 44122 (Itália)

2. A 22 de Outubro de 2013, tomámos conhecimento de que Gianluca Iacovacci, detido em Setembro ao mesmo tempo de que Adriano Antonacci, foi transferido da prisão romana de Regina Coeli para a de Alessandria-San Michele, onde também há um módulo de alta segurança 2, e nele se encontram detidos outros compas anarquistas. Provavelmente a transferência deve-se à proibição de comunicação entre ele e Adriano.

Para lhe escrever:
Gianluca Iacovacci
Via Casale 50/A 15122 San Michele (AL) Italia.

Estado espanhol: Solidariedade urgente! O compa Gabriel Pombo da Silva novamente transferido de prisão

pombo da silvaAgora sei por que estou onde estou, porque me encerraram e me esconderam, por que me mentem, para me executar, para  fazer de um grão uma montanha.

Agora sei por que tantos morrem dissociados, porque outros vivem  assustados, por que criaram este sistema que tanto se assemelha a um anúncio publicitário.

Agora sei que nada é como nos contam, que tudo é descoberto com os nossos próprios olhos, que a VERDADE- assim em maiúsculas – é uma farsa. Agora sei que nunca vergarei a cabeça, que jamais direi como um burro “sim senhor”, que só falarei com os meus pares. Entretanto faremos da vida uma revolta de amor.

Agora sei que os gigantes não são moinhos que os quixotes  são uns loucos maravilhoso e que as dulcineias já não querem ser sonhadas antes milicianas com ardor.

Agora sei por que as coisas são como são, e eu, tal como sou .
Gabriel Pombo da Silva,

Transferiram o compa Gabriel Pombo da Silva de prisão, desta vez para Valdemoro, Madrid. Gabriel Pombo da Silva já tinha  “visitado” as prisões de Soto, Villena e agora é a vez de Valdemoro, desde a sua transferência  das prisões alemãs para o estado espanhol, em Janeiro passado. Todos estes lugares estão longe do seu entorno familiar, na Galiza.

Campanha de solidariedade – envio de faxes

Novo endereço

Gabriel não está só!
Fogo em todas as prisões!