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Solidariedade com o espaço anti-autoritário e antifascista Distomo em Atenas

Em Novembro de 2014, o local Distomo (um espaço antifascista e anti-autoritário) abriu as suas portas em Atenas, na zona de Aghios Panteleimonas – uma área que em anos recentes se tornou numa das fortalezas de fascistas e racistas em geral e dos Nazis do Amanhecer Dourado em particular, na qual a escumalha desencadeou frequentemente pogroms racistas contra a população imigrante do bairro.

Na quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015, várixs antifascistas fizeram uma visita aos escritórios do Amanhecer Dourado, perto da estação de metro de Larissis em Atenas. Mais tarde, noutra parte da cidade, enquanto xs compas do espaço Distomo estavam a sair da estação de metro de Panepistimio em Propylaea (centro de Atenas), foram assediadxs e detidxs pela bófia, acusadxs de terem atacado antes, nessa mesma noite, os escritórios do partido Nazi.

Nos dias 9 e 10 de Janeiro xs detidxs (35 adultos e 1 menor) já se encontravam diante de investigadores e procuradores nos tribunais de Atenas. Todxs elxs foram libertadxs com medidas restritivas, aguardando julgamento.

distomoNa sexta-feira,  dia 16 de Janeiro, como gesto de solidariedade com o espaço anti-autoritário e antifascista Distomo, em Atenas, o grupo anarquista Baruti (“Pólvora”) pendurou uma faixa no centro da cidade de Veria (norte da Grécia): “Contra o estado e qualquer fascismo. Solidariedade com o espaço Distomo. Nem um passo atrás.

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Veria, Grécia: Ações contra as prisões de máxima segurança

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Na manhã de 30 de Dezembro de 2014, o compa Nikos Maziotis foi transferido às prisões de tipo C de Domokos, na intenção de a inaugurar de maneira oficial.

Como reflexo disso, saímos nessa mesma noite e vandalizamos com tinta e pintadas o edifício do Conselho Legal do Estado – Oficina Judicial de Veria, além de termos sabotado 4 caixas automáticos.

Luta contra as prisões, ao lado dxs compas encarceradxs.

Grécia: Ataque incendiário a veículo de neonazi em Veria

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Vamos esmagar cada expressão do fascismo

Nos últimos tempos foram realizados pelos fascistas do Movimento Patriótico de Emacia, na cidade de Veria, norte da Grécia, dois ataques frustrados contra o espaço “La Rage”, com cilindros de gás.

Os ataques destes fascistas, praticamente inexistentes no contexto local, visam intimidar e testar os limites daqueles que lutam, com a intenção de sair, pouco a pouco, das suas ratoeiras para as ruas da nossa cidade.

Antifascismo combativo por todos os meios

A propósito, não estamos dispostos a deixá-los mudar o que foi conquistado durante anos. Estamos orgulhosos de nenhum grupo fascista se ter desenvolvido na nossa cidade nem de abrirem sedes e da sua necessidade de pedir reforços, noutras regiões, quando queriam aparecer em público. Trata-se de algo alcançado através de ações de combate multiformes, sempre que algum facho pensava levantar a cabeça.

Como já referimos aqui, decidimos responder-lhes. Na quarta-feira, 30 de Julho, de madrugada, incendiamos o veículo de Stefanos Vafeidis, do Amanhecer Dourado, compincha de Georgios Theodorou, presidente do Movimento Patriótico de Emacia, grupo que realizou os ataques ao espaço “La Rage”.

Fascistas, meteram a pata e agora não há perdão…

Antifascismo combativo – Luta combativa anti-estatal

P.S. Para quem redigiu o comunicado do Amanhecer Dourado, onde se sublinha os valentes que são e como não vão abrandar perante ataques: perguntem aos vossos ex “camaradas”, os que saíram do Amanhecer Dourado quando viram as consequências.

Tudo continua…

fonte

Veria, Grécia: Ação contra a criação de prisões de segurança máxima

jaguar (1)Tendo em vista o frenesi consumista das férias, decidimos pintar cinco ATM (caixas eletrónicos) no centro da cidade de Veria (norte da Grécia) na noite de sexta-feira, 18 de Abril, como símbolo mínimo de solidariedade com a luta dos presxs contra a criação de prisões de segurança máxima. O isolamento tem como finalidade a destruição física e mental daquelxs que lutam.

Nenhum/a cativx nas mãos do Estado

Atenas: Atualização em relação ao anarquista Andreas-Dimitris Bourzoukos, um dos 4 companheiros detidos em 01.02.13 acusado no caso do roubo do banco

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“Ladrões são os Estados e os patrões; criminosos são os polícias e os juízes; vilões são vocês, os cidadãos não envolvidos; todos vocês são assassinos de liberdade” (pintada na cidade de Veria, norte da Grécia)

Após solidários/as terem contactado os pais de Andreas-Dimitris Bourzoukos, queremos informá-los sobre o seguinte:

Todos os detidos foram transferidos (de Kozani) para a sede da polícia de Atenas (GADA) a partir de sábado passado ao fim da tarde,2 de Fevereiro.

Na manhã de domingo, 3 de Fevereiro, os pais foram capazes de entrar em contacto com seus filhos, como o fizeram os seus advogados de defesa. Até então, a polícia negou todos os pedidos respectivos, repetidamente.

Os pais foram autorizados a visitar os presos só por 15 minutos no 12 º andar da sede da polícia de Atenas.

Especificamente, Andreas-Dimitris Bourzoukos foi algemado a uma cadeira, durante todo o tempo da visita.

Ele informou-nos que, enquanto estava algemado com as mãos atrás das costas nas celas de detenção da polícia do departamento de Veria, os policias colocaram-lhe um capuz no rosto, obrigando-o-o a ajoelhar-se e bateram-lhe, durante cerca de quatro horas, na sua cabeça, no seu rosto e no seu estômago, e alguns bocados do seu cabelo foram retirados à força. Isso aconteceu sem qualquer resistência de sua parte. Escusado será dizer que os polícias também o ameaçaram o tempo todo e insultaram-no da forma mais vulgar.

As consequências das referidas torturas foram as seguintes: sangue na urina, tonturas graves, dores de cabeça, edemas no rosto todo, hematomas em ambos os olhos, bem como hematomas e equimoses em todos os lugares em seu corpo.

Os seus pais relataram que o seu rosto estava irreconhecível e a sua voz foi alterada devido a todos os espancamentos no maxilar.

Durante estes três dias, só lhe era permitido beber água engarrafada, enquanto que os seus pais não foram autorizados a dar-lhe alimentos básicos embalados e sucos de frutas.

Todos os fatos acima descritos não são divulgados a fim de vitimar qualquer dos detidos, mas para destacar as torturas e violência que são praticados “legalmente” pelos aparatos estatais.

Apesar de tudo, Andreas-Dimitris Bourzoukos mantém-se forte e digno, e o seu moral continua firme.

Força para os companheiros presos. Vamos tentar compartilhar mais actualizações em breve.

Há também uma carta aberta de Pantelia Vergopoulou, mãe de Andreas-Dimitris Bourzoukos, que inequivocamente denuncia as torturas contra os quatro companheiros e o estado, nomeadamente, os seguintes:

“Os mecanismos de acusação na Grécia seguem as normas relacionadas com a tortura das prisões de Guantánamo. O meu filho, assim como os três outros presos, não foi tratado como qualquer outro acusado de crimes do Código Penal, mas com ódio particular, porque ele é um anarquista. Ao mesmo tempo, os seus torturadores estão escondidos atrás de capuzes e permanecem intocáveis.

Até quando?

[…] Por fim, por ser médica eu mesma (especializada em medicina pré-hospitalar de emergência), informo que as primeiras horas após traumas são críticos para potenciais lesões cerebrais e lesões adicionais. A necessidade de alta para o exame imediato e hospitalar refere-se a todos os detidos que foram abusados.

Eu responsabilizo aqueles que estão no comando do caso como principais responsáveis por qualquer dano que possa ser causado.”

Veria, Grecia: Atualizações sobre a luta antifascista

No sábado, 9 de junho, ao meio-dia, um grupo de cerca de 15 neonazistas do partido Chrisi Avgi (Amanhecer Dourado) tentou espalhar suas asquerosas ideias em Veria, distribuindo panfletos e jornais – vestidos, como sempre, de forma ridícula, com bonés, camisas e bandeiras com os distintivos do partido. Imediatamente, começaram a se reunir também os antifascistas, inicialmente um grupo de 10 pessoas que, em seguida, aumentou.

No centro da cidade, no cruzamento das ruas Elias, Venizelou e Mitropoleos, os neonazistas levavam paus, supostamente para as bandeiras e então o confronto começou. Os antifascistas estavam “desarmados”, mas conseguiram tirar os paus e outros objetos usados ​​pelos neonazistas durante o confronto. Então, os antifascistas perseguiram o grupo neonazista pelas ruas da cidade, lhes deram uma surra e os obrigaram a fugir às pressas. Cabe destacar que os neonazistas haviam contratado um guarda privado para protegê-los.

Depois de algumas horas, os neonazistas voltaram em maior número e mais bem equipados, com paus e capacetes. Não foi por acaso que eles encontraram a oportunidade de atacar quando os antifascistas já haviam se dispersado. Invadiram uma cafeteria no centro da cidade e intimidaram as pessoas lá dentro, causando danos no local e jogando uma cadeira de metal na cabeça de um dos clientes, quando este protestou.

Deve ser dito que a cafeteria não tem nada a ver com o espaço anarquista, exceto que o proprietário é parente de um compa. O proprietário e outros clientes apresentaram uma queixa contra os neonazistas por causar sérios danos e lesões corporais. A polícia prendeu 8 neonazistas, entre eles Giannis Sachinidis, candidato do Amanhecer Dourado na prefeitura de Pella.

Após estes acontecimentos, varios antifascistas se reuniram na praça Dimarchiou, junto com outros compas solidários de cidades próximas, e fizeram uma passeata antinazista nas ruas principais do município de Veria.

No domingo pela manhã, dia 10, os neonazistas apresentaram, por sua vez, uma queixa contra o proprietário – por agressão verbal, ameaças e difamação. Tanto o proprietário da cafeteria como os 8 neonazistas estão presos numa delegacia, onde na manhã de domingo prestaram declarações perante o Ministério Público. O julgamento aconteceria nesta segunda-feira, 11 de junho, às 10 horas.

fonte e mais fotos: athens.indymedia.org
traduzido por agência de notícias anarquistas-ana

Véria, Grécia: Concentração contra a operação repressiva de 25 de Março

Tolerância zero à repressão estatal

A solidariedade é a arma da sociedade, violência contra a violência da autoridade

Cerca de 60 pessoas reuniram-se na terça-feira, 27 de Março,  na  praça Dimarchiou, na cidade de Véria, para protestar contra a operação repressiva de 25 de Março. Durante a concentração com microfone aberto, que contava com a presença de compas que tinham sido detidos dois dias antes e pessoas solidárias, distribuíram-se textos contra-informativos e entoaram-se palavras de ordem.

Dos 32 detidos de 25 de Março, foram formalizadas acusações contra 26 com base na resistência à autoridade. Para além desta acusação, a uma das pessoas também se acusa de insultos à autoridade, a outra de ameaças, e a outra de posse de armas. O julgamento está programado para 29 de Maio.

fonte

Grécia, Veria: religando a electricidade cortada…e o comunicado

Fresco de Michelangelo (religar)

No dia 29 de setembro, um pequeno grupo de pessoas na cidade grega de Veria decidiu tomar uma atitude e voltar a ligar o fornecimento de electricidade numa série de casas em que esta tinha sido desligado da rede. As facturas de electricidade é o meio escolhido pelo governo de pagamento do imposto mais recente sobre habitação própria num país com mais de 80% das famílias são delas proprietárias, milhares serão incapazes de pagar o imposto (no topo das suas facturas, é claro) e, portanto, enfrentam a desconexão.

O grupo de Veria publicitou a sua ação,  explicando as suas razões

“No presente momento, quando os cidadãos desfrutam de paz, ordem e segurança, onde as leis prudentes e do bem-estar são a regra, alguns cidadãos de Veria decidiram cometer um acto criminal. Começaram a  reconectar o  fornecimento de energia elétrica desligada.

Dando a cara por esta barbaridade, acrescentamos que reconectamos a electicidade às famílias que não tinham condições de pagá-las. E energia eléctrica é um bem comum.

Este comportamento para com os cidadãos de nosso país é um acto criminal; o mesmo que os levou ao desemprego e empobrecimento está agora a condená-los, todos os dias, a uma condição de terceiro-mundo.

O cidadão comum não deve arcar com o custo do saque generalizado por um punhado de indivíduos que voam alto, o sell-out de tudo por fantoches políticos. Neste país, além da obrigação de pagar – e outra vez – para ladrões e criminosos, também temos direitos. E o mais importante de tudo é a dignidade.

O cidadão comum não deve arcar com o custo do saque generalizado de um punhado de indivíduos que voam alto, com lotação esgotada de tudo por fantoches políticos. Neste país, além da obrigação de pagar – e repagar- para ladrões e criminosos, também temos direitos. E o mais importante de tudo é a dignidade.”

O grupo supostamente abre a caixa de fornecimento de electricidade, sem o prévio conhecimento do seu proprietário, re-liga da electricidade e fecha a caixa novamente, cobrindo-a com uma etiqueta de leitura: “Cidadãos de Veria – Solidariedade Social – Religámos a Eletricidade “.

Fonte

Veria: Carro particular de Membro do Parlamento… atolado em merda

Carro coberto por fezes

Em Veria, norte da Grécia, uma ação direta de grande inspiração – atribuida a residentes da cidade – aconteceu contra um MP (Membro do Parlamento) do PASOK da prefeitura de Imathia, chamado Thanassis Gikonoglou.

Desconhecidxs, provavelmente “indignadxs”, jogaram excremento por todo o carro particular do MP.

Desta maneira, ao invés de sua pessoa, sua imagem pública é que foi danificada – aparentemente ele estava dormindo no momento do incidente.

O carro foi literalmente banhado em bosta fresca.

Fonte: athens.indymedia / Tradução livre: FogoGrego