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[Madrid] Ataques a ATM no âmbito da Semana Internacional em Solidariedade com xs Presxs Anarquistas

Durante a Semana Internacional em Solidariedade com xs Prexs Anarquistas foram sabotados mais de uma dezena de ATM em diversos bairros de Madrid. As ferramentas para este tipo de sabotagem são simples e fáceis de encontrar: martelos e sprays.

Entendemos a solidariedade como a continuidade da luta que conduziu xs nossxs companheirxs às prisões do Estado. A solidariedade anarquista é muito mais do que uma mera palavra escrita ou de que uma atividade de assistência a presxs. Esta solidariedade materializa-se no ataque às estruturas do capitalismo e do Estado e procura aprofundar-se no conflito, através da ação direta.
Abaixo os muros das prisões. Viva a anarquia.

Pelxs companheirxs atingidxs pela Operação Scripta Manent!

Pelxs companheirxs represaliadxs após a Cimeira do G20 em Hamburgo!

Pelos anarquistas indonésios processadxs após o 1º de Maio!

Pela Lisa e todxs xs anarquistas presxs!

Anarquistas

Ferrara, Itália: Reivindicação de sabotagem de duas lojas Benetton

Somos inimigxs do poder e da dominação. Queremos o fim de todas as formas de exploração. Aspiramos à destruição absoluta da autoridade e do sistema capitalista. Os símbolos e as conseqüências do capitalismo e da exploração estão por todo o lado. Portanto, não precisamos mais do que tomar uma posição clara, escolhendo permanecer ao lado dxs oprimidos e atacando o sistema e seus cúmplices: ação direta pela autodeterminação e pela libertação total! Não importa quão pequena a ação seja quando comparada com os gigantes monstros que estamos a combater: são fatos e não promessas em época de eleições, são a prova do fato da luta não ter acabado ainda.

Na segunda-feira, 29 de janeiro, numa posição anarquista, antiespecista, anti-autoritária e anti-capitalista, sabotámos duas lojas da Benetton localizadas em Ferrara, bloqueando as fechaduras com cola.

Em solidariedade com o povo mapuche que, na Patagônia, há décadas que resiste à opressão da multinacional unida de cores que, desde 1991, retirou (criando vários problemas ambientais e sociais) quase um milhão de hectares de terra ao povo mapuche que viveu séculos naqueles lugares em harmonia com a Pachamama (Mãe Terra).

Pelos animais escravizados e explorados para produzir lã (para criar roupas) e carne (o negócio do Grupo Benetton não se limita apenas ao setor de vestuário).

Pelxs trabalhadorxs, crianças e adultxs, exploradxs nas fábricas e chantageadxs através do sistema de abastecimento.

Em memória das vítimas do colapso do Rana Plaza, em Bangladesh; e de Santiago Maldonado, Rafael Nahuel e todxs xs ativistas que perderam a vida por causa da brutal repressão implementada pelos Estados da Argentina e do Chile.

E também para não esquecer a participação da Benetton no transporte de material bélico britânico no Iraque  e a hipocrisia das campanhas publicitárias escondidas por trás do falso compromisso social feito por Oliviero Toscani, na tentativa de mostrar uma imagem limpa da multinacional.

“O poder é constantemente camuflado e o grande desafio é reconhecer as suas cores”

PELA LIBERTAÇÃO DE HUMANXS, ANIMAIS E TERRA

Célula anarquista – Sebastián Oversluij Seguel

fonte:croce nera anarchica

Leipzig, Alemanha: Sabotados dois poços de cabos da ferroviária alemã, em solidariedade com a Okupa Black Triangle

20 de Março de 2017

Há cerca de nove meses surgiu um espaço autónomo libertado – num edifício vazio há mais de vinte anos, da linha de caminho de ferro velha, na Arno Nitschze, em Leipzig – o Black Triangle [Triângulo Negro]. O antigo proprietário, a Deutsche Bahn-SA, quer encarregar-se de o fazer desocupar.

Recentemente circulou um apelo: “Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!” que achamos muito bom e digno de apoiar.

Mas não queríamos esperar tanto tempo e por isso, na noite de 19 para 20 de Março, sabotamos duas secções de cabos danificando pelo fogo as condutas de cabos. No norte (Podelwitz) e no distrito ocidental de Leipzig (Miltitz), usando acelerador de chamas, sabotamos também os canais de cabos e caixas de controlo.

Com o fogo o sistema de sinalização foi abaixo e tiveram de temporariamente bloquear por completo os percursos dos comboios (…)

Isto é um mimo para a Deutsche Bahn-SA, assim já saberá o que a espera em caso de desalojo.

Solidariedade com o Black Triangle!
Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!

em alemão via Linkunsen l italiano

Bloomington, Indiana: Sabotagem em memória de Lambros Foundas (EUA)

Há algumas noites [10 de Março] sabotámos cerca de 50 parquímetros, colando as suas fechaduras, máquinas de moedas e leitores de cartões. Trata-se de um ato simples que não necessita nenhuma habilidade especial. Obter alguma super-cola, cobrir o rosto, manter os olhos abertos seja para a bófia ou cidadãos leais, agir no final.

Estes parquímetros foram os alvejados porque financiam o Departamento de Polícia de Bloomington, além de que forçam as pessoas a pagar para estar no centro da cidade. Odiamos a polícia, odiamos a gentrificação e a sociedade de classes; por isso os escolhemos para serem atacados.

A nossa ação constitui um gesto de memória combativa para com Lambros Foundas – anarquista da Luta Revolucionária, morto pelas forças do Estado grego em 10 de Março de 2010. A nossa memória não é de luto passivo ou de martírio, antes de luta ativa contra o Estado, o capital e a dominação em todas as suas formas. A chama da vida de Lambros manteve-nos aquecidos enquanto caminhávamos pela noite de inverno, essa chama continuará connosco, em todas as partes das nossas vidas, vidas vividas em guerra com essa sociedade de senhores e escravos.

Enviamos força a todxs xs combatentes anarquistas presxs nas masmorras do Estado grego.

Enviamos solidariedade a todxs xs que enfrentam os mais recentes ataques do Estado contra okupantes, anarquistas e refugiadxs:   somos inspiradxs pela sua recusa de ficarem paralisadxs.

Para Lambros
Viva a anarquia!

                                                                        inglês l grego l italiano

Bristol, Reino Unido: Acção directa do grupo de sabotagem “Areia nas engrenagens” no desfiladeiro de Avon

Atacando o sistema de transporte de carvão do Reino Unido – interrupção das linhas que alimentam a máquina

Cortar as ligações que alimentam a máquina não é impossível. Quando as pessoas assumem uma revolta civil no Reino Unido, se por um lado são capazes de abandonar os seus compromissos para abrir uma avenida então, a maioria, também terá a habilidade e a possibilidade de se mobilizar para algo novo. A guerra não acabou quando aqueles momentos terminaram, reacende-se em pequenos arrebatamentos aqui e ali, mostrando que não estamos esmagados, que as coisas podem ser conduzidas a uma paragem abrasiva outra vez, mesmo que por uma fracção de segundo.

Basta apenas alguns espíritos brilhantes e isso é bem visível, quando a confiança presunçosa das actividades é derrubada, alguns pinos não encaixam e as coisas podem ser vista numa perspectiva diferente. Fora da sincronia e do equilíbrio já nem tudo parece estruturalmente sólido, sente-se mais a vida para ser agarrada.

O novo horizonte foi vislumbrado através do nosso dia nublado, domingo 6 de Março, esperando que este não complicado acto de sabotagem que levámos a cabo exponha a vulnerabilidade da sua matriz complexa.

Fizemos uma avaliação do risco e, quando a noite começou a cair, entrámos no primeiro túnel ferroviário, cortámos ambas as linhas com um cortador de disco portátil – não imaginámos descarrilar uma locomotiva mas sim provocar uma interrupção e danos económicos (tempo é dinheiro). Entrámos no segundo túnel e fizemos mais dois cortes, marcando todos com tinta cor de rosa e deixando uma faixa como aviso.

A linha em questão atravessa o desfiladeiro de Avon de Royal Portbury Dock, sobre o Avonmouth, é apenas para o transporte de mercadorias (sem passageiros) – 70% do carvão importado pelo Reino Unido para gerar energia vem através destas molas. Esta linha é um gargalo para a dispersão no país. A maior parte vem dos EUA onde rebentam montanhas para o extrair assim como da Rússia – de Shor e Teleut, terras ancestrais devastadas na Sibéria ou de sítios como a Indonésia onde dizimam florestas para lá voltar semeando minas e plantações. Isso para manter as fábricas a funcionar e as luzes acesas, enquanto sentimos vontade de escapar das prisões laborais e reconquistar as estrelas. Outras cargas transportadas nesta linha incluíam agregados de construção e veículos novos a caminho da sala de exposições. Mais linhas de alta velocidade estão a chegar ao Reino Unido, mais estradas, mais terra selvagem e vida animal dizimada no frenesim do progresso.

Depois de ver as actividades fogosas contra o fluxo de carvão na floresta de Hambach, na Alemanha, desde o Ano Novo – não desistam da luta! – ou o corte dos carris na anel de carvão na Escócia, alguns anos atrás, por pessoas desconhecidas quando as lutas contra a extracção de carvão iam no ponto alto, entendemos por fim que não somos originais. Nem sequer é a primeira vez para as emboscadas de eco-sabotagem naquela linha de Portbury nem tampouco para carga problemática ao longo dos anos. Vemos ataques atrás de ataques em linhas ferroviárias em diferentes países, está ao nosso alcance prejudicar os circuitos que alimentam a besta, só temos que enganchar a nossa coragem, manter um olho aberto para as fraquezas, talvez começar com pequenas coisas mas sonhar sempre em grande. Neste momento estamos a ler sobre danos económicos deste mês por sabotadores ferroviários no norte de Espanha, afirmamos também a nossa solidariedade e respeito pelos anarquistas que se encontram lá com casos abertos em tribunal ou atenção policial sob outra forma, rimos-nos ao ouvir falar dos seus belicosos e incontroláveis espíritos que se mantêm quando reprimidos na luta contra a rejeição do domínio. Talvez as fagulhas acesas nos túneis do comboio se tenham reflectido sobre os Alpes e mais além para iluminar o céu para aqueles que se encontram em celas negras por tentarem parar o capitalismo de alta-velocidade e as suas tecnologias nano-mundiais.

Juntando a nossa força com as tribos próximas e distantes, recusa e ataque! Bloquear os fluxos rotas, adiante com xs lutadorxs!

A caminho de uma vida selvagem e livre de carvão, pedreiras, carros ou bófia.

Grupo de sabotagem do desfiladeiro de Avon “ Areia nas Engrenagens”, de saída….

Hamburgo: Caixas Multibanco sabotadas em solidariedade com xs anarquistas acusadxs no caso Aachen

bankraubDurante a noite de 1 de Setembro de 2016, sabotamos várias Caixas Multibanco em Hamburgo como mostra de solidariedade com xs nossxs companheirxs acusadxs no caso Aachen.

A audiência de extradição de uma compa, processada pelo Estado alemão por assalto a banco em Aachen, teve lugar na Holanda no dia 1 de Setembro.

A nossa solidariedade estende-se também a todxs xs outrxs anarquistas represaliadxs [mais um compa preso em Barcelona, de origem portuguesa] por esta repressão anti anarquista.

Solidariedade, raiva e anarquia!

Atualização do caso Aachen em espanhol  solidaritatrebel(arroba)riseup.net

Escócia: Caixas electrónicos sabotados na região de Edimburgo

falcon-768x581Edimburgo, Escócia, 22/12/2015:

Durante a noite de 22/12 sabotei 3 caixas electrónicos na zona de Edimburgo. Usei espuma de poliuretano para bloquear todas as entradas e saídas da máquina. Este material expande-se e solidifica após algum tempo. Desta forma foram atacados os muros da minha existência civilizada. O selvagem não existe no fantasma da Natureza. A única coisa que existe, é algo tão idealista como a alienação do civilizado. O que é selvagem não tem rosto, manifesta-se pelo rotura da sistematização. O ataque não é efetivo quando nos confinamos a nós, em rígidos diálogos connosco mesmxs. A separação natureza – civilização é igualmente civilizada. A civilização intangível é mais dissimulada ainda do que a material. Quando o ser anti-civilização é visto apenas como insurreição contra a tecnologia e defesa da sagrada natureza, então torna-se míope e produto da alienação social em vez de escolha consciente.

Esta sabotagem não é mais do que a exteriorização de sentimentos de misantropia, direcionada àquelxs que irão encontrar no amanhã um congelamento da sua normalidade – ainda que por apenas algumas horas – e que julgarão o perpetrador. As massas são algo pútrido e talvez ainda mais repugnantes do que xs que dominam, seja porque o seu fantasma de Justiça as fazem reclamar, visto não estarem satisfeitas ou simplesmente porque se tornaram autómatos da sociedade. É através das massas que existe o amo, não há outra hipótese. Assim, neste contexto, não tenho nada a dizer aquelxs que estão do outro lado da barricada. A todxs xs outrxs, qualquer que seja a abordagem – caso não tenham sido consumidxs já por uma nova moralidade ou por outras correntes do ego – vou dizer apenas o suficiente.

Esta sabotagem é contra a sociedade e as cadeias da sua intangível civilização… A parte mais importante da civilização e que constitui os seus pilares não é mais do que as coisas que foram ficando inscritas em cada um ou uma de nós. E que se irá opor a qualquer civilização dominante com outra que ainda manterá resquícios da sociedade. A cultura segue as suas próprias morais, costumes e tradições. É, essencialmente, oposta à individualidade. Individualidades são aquelxs que estão vinculadxs aos seus egos em vez de a ideias. O ego é a única essência que se pode opor ao Estado, à sociedade e à civilização. A sua diversidade é infinita. Não é sagrado, não tem nem chefe nem qualquer moralidade. É o primeiro passo para a completa destruição do existente.

As ações infelizmente não falam por si próprias e a percepção necessita de profundidade tal como o abismo de cada um ou uma.  Sei que com a minha ação não vou alterar nada mais do que o ódio mas mudar-se-ão coisas dentro de mim: a explosão dentro do meu abismo e a reivindicação da responsabilidade dentro do isolamento. Dentro da nossa insignificante existência, os únicos momentos significativos são aqueles em que um ego ou individualidades conscientes criam por si próprias. Tudo o resto é um produto de consumo. Na minha opinião, aquelxs que lutam conscientemente contra o existente nunca precisam de desculpa para procurar coordenação e actuar. Para atuarem nem esperam por tempos correctos nem necessitam de recordar eventos específicos. Saudações axs compas Panagiotis Argyrou e Nikos Romanos a quem devemos, a partir da Grécia, o apelo por um Dezembro Negro.

Em direção ao nada….

Célula dx anarquista e consciência nihilista “Falcão do Caos”

em inglês

Mytilini, Ilha de Lesvos: Ataque a dobrar às instalações do SYRIZA e a diversos bancos

Durante a noite de 17 de Novembro de 2015 atacamos as instalações do partido SYRIZA, em Mytilini, com pedras e tinta e, simultaneamente, vandalizamos as agências bancárias do Eurobank, Alpha Bank, Piraeus Bank e do Banco Nacional da Grécia.

No dia seguinte, realizou-se um segundo ataque contra as instalações do partido em resposta ao silenciamento dos incidentes anteriores.

As nossas razões para atacar eram evidentes. O SYRIZA – o partido no poder com as práticas correspondentes na imigração, nas questões de política económica e repressivas bem como nas dos bancos – sendo uma peça central no capitalismo, será SEMPRE um dos nossos alvos.

ATÉ À EXTINÇÃO DOS ESTADOS! ATÉ QUE NÃO HAJA MAIS FRONTEIRAS!

VIVA A ANARQUIA!

em grego l inglês l alemão

“Gaveta de Ferramentas” um manual de sabotagem

Como sabotar máquinas

Na indústria da construção há diferentes máquinas chave para a urbanização, mas as que irei pôr aqui são apenas três: a escavadora, a retro-escavadora e a moto-niveladora.

O trabalho que tem a escavadora (a), como indica logicamente o seu nome, escava superfícies de terra e arranca árvores desde a raiz com o seu braço mecânico, as suas rodas de metal esmagam e destroem quase tudo por onde passam.

aA retro-escavadora (b) tem várias funções, escava buracos na terra com o braço, levanta detritos e passa a maioria dos obstáculos com os seus pneus enormes.

bA motoniveladora (c), cumpre a função de arrastar a terra com a sua tesoura que se encontra debaixo e em frente da cabina do condutor, acomoda a terra para que depois se lhe deite cal, água e para que depois uma niveladora passe e deixe o piso completamente deslizante.

cEstas três máquinas funcionam com diesel que é um combustível menos caro que a gasolina, mas que se acendido pega mais, e é mais difícil de apagar do que a gasolina.

Uma das primeiras coisas que deves fazer ao chegar a uma máquina destas (na minha opinião) é roubar-lhe o diesel, por meio de uma mangueira e um garrafão; mas primeiro que tudo deves localizar o tanque, na (a) que se encontra do lado direito do braço mecânico, subindo por umas escadinhas ao lado da cabina do operador- algumas máquinas têm cadeados nos tanques – mas com um alicate (tesoura)  é fácil obter o que procuras. Deves abrir o tampão de metal do tanque pressionando-o até que gire, metes a mangueira e de uma altura alta sugas e a tua garrafa ficará cheia do combustível da máquina em alguns segundos (estas máquinas chegam a albergar mais de 150 litros de combustível).

No (b) o tanque encontra-se ao lado do escape, à frente da cabina e na (c) encontra-se atrás da cabina do condutor, muitas vezes é fácil de encontrar porque tem legendas em inglês como “oil” ou desenhos (como o da imagem a) fazendo alusão de que ali se encontra o combustível vital para que a máquina se mova.

Como danificar?

Se queres só danificar a máquina – há muitas formas de o fazer – podes partir-lhe os vidros aos bocados para que tenham de comprar outros, pintá-la, partir as alavancas dentro da cabines, obstruir os pedais com pedras pesadas ou arrancá-los; selar as fechaduras, na máquina há diferentes fechaduras, a que se encontra na cabine (quase sempre à direita de umas alavancas pretas), sabotada esta fechadura vão demorar a ligá-la e vão perder tempo e consequentemente dinheiro pelo meio; também existem umas pequenas portas laterais retangulares, onde muitas vezes guardam ferramentas ou material de topografia, que também poderás expropriar antes de selar, mas talvez a fechadura mais importante é onde entra a chave da válvula de alimentação, sem esta a máquina fica inutilizada por completo, e encontra-se por cima da bateria ao lado do escape (procura na imagem).

llaveTambém podes tirar-lhe a vareta com que vêem se a máquina tem óleo (que se encontra no motor); partir os faróis; cortar os cabos que vão das baterias ao motor, também as podes roubar (mas pesa muito, tens que ter muita força!); cortar também todos os cabos e ferros que vejas que são alimentados pelo motor, aqui recomendamos-te que não só os cortes, mas que os partas em secções e leves as sobras, para que lhes seja mais difícil arranjá-la.

varillaÀ (a) podes cortar-lhe os cabos que vão directamente ao braço mecânico, sem este braço a máquina é inútil.

À (b) podes-lhe cortar os cabos que vão ao pequeno braço e ao que recolhe os resíduos, para que fique inutilizável.

À (c) podes cortar os cabos que vão à tesoura, estes são os pontos-chave para que estas máquinas detenham o seu trabalho de destruir a terra, apenas por umas semanas ou dias se apressarem-se (Os círculos indicam a sua localização).

circulos-localizacion (1)Por outro lado também podes utilizar o fogo, podes pôr um dispositivo incendiário de cerca de 5 litros, abaixo para um lado de um dos pneus da (b) e (c) – da (a) não, pois não utiliza este tipo de pneus – se tiveres sorte e o pneu se queimar, estás a causar um dano estimado em 5000 pesos [510 euros], pois isso é o que vale nova, utiliza a tua imaginação e criatividade e pensa em quanto dinheiro gastariam se fossem queimados os 4 pneus da (b) e os 8 da (c). Se quiseres também podes tirar um dos pneus com uma chave inglesa de 1 15/16, é preciso muito esforço, mas imagina as suas caras quando chegarem para trabalhar e se derem conta que lhes roubaram uma jante inteira.

llantasTambém podes deixar em cinzas a cabina, a melhor maneira de o fazer é pulverizando gasolina dentro dela e pegando-lhe fogo, para que tudo dentro se queime, alavancas, pedais, assento, volante, etc.; podes também deixar um engenho incendiário, o que faria com que se queimasse o assento e os vidros ficassem negros pelo fumo. Utiliza a tua imaginação e arma uma infinidade de sabotagens a estas máquinas.

Como destruir?

Mas se o que tu procuras não é apenas causar estragos incómodos mas sim atacar em força e eliminar para sempre estas máquinas, recomendamos-te que ponhas um engenho incendiário com mais de 10 litros de combustível sobre o motor da máquina – o motor está visível na (b) e (c), na (a) deves subir pelas escadinhas e atrás da cabina abrir uma portinhola que só funciona para cima e onde se encontra o motor, isto depende se a máquina é das antigas ou das novas – e se isto não te parece suficiente, podes também deixar um pequeno engenho em cima do tanque de combustível (aberto logicamente), o qual irá explodir quando o fogo entrar, mas se queres ainda mais destruição, recomendamos-te deixar também outros engenhos incendiários nos pneus e espalhar mais na cabina, as explosões tanto do motor como dos pneus são ensurdecedoras, por isso mantém-te longe para que não fiques ferido.

Seguramente terão de comprar uma máquina destas nova, a qual tem um preço avaliado em 2 milhões de pesos [102 000 euros] e se a maquinaria era alugada irá sair-lhes ainda mais caro, pois terão de pagar cerca de 35 mil pesos [3570 euros] de aluguer, para além de terem de comprar uma máquina nova à agência de aluguer de maquinaria pesada, isto é um gasto excessivo para estas pessoas, as quais terão de abandonar seguramente o projecto por se verem na bancarrota e terás salvado a terra, árvores, ecossistemas inteiros, além disso o que ia construir já não se verá, seja um novo centro comercial, uma prisão, etc.

A imaginação e a criatividade dos eco defensores não tem limites!

Texto retirado do artigo “Gaveta de ferramentas” da extinta revista Rabia y Acción Nº6 de Janeiro de 2010 via El Tlatol

Berlim: Indústria prisional alvo de ataque por Destroika

destroika_berlin_wisagNa noite entre 28 e 29 de Janeiro de 2015, o alvo para Destroika foi em Berlim, tendo dois veículos da indústria prisional sido transformados em sucata. Através destas alfinetadas iremos limitar a flexibilidade desse tipo de empresas. Uma carrinha da Wisag em Linchtenberg e outra da Sodexo em Moabit foram as atacadas.

A companhia WISAG fornece, além do explorativo sector de limpeza, pessoal para a segurança dos serviços de transporte – tal como a empresa de transporte de BVG em Berlim – sendo responsável por encher as prisões de Berlim de pessoal que anda à borla nos transportes, através de revisores identificados ou não.

A companhia Sodexo, actualmente gere cinco prisões no Reino Unido – sob sua única responsabilidade desde a privatização do sistema de justiça britânico. Além disso a Sodexo está na lista negra na Bélgica pelo seu envolvimento em prisões de deportação, além de proporcionar serviços de gestão de instalações em campos de deportação para refugiadxs na Alemanha. A companhia é propriedade do grupo Zehnacker, que é apresentado como se segue: “Como parceiro das forças armadas, acompanhamos-las nas suas áreas operacionais no país e no exterior. A nossa missão é tomar conta de ambas as tropas e do seu comando para uma melhor qualidade de vida. Sob a supervisão do Ministério da Justiça, Sodexo planeia e oferece soluções que contribuem para suavizar operações nas instituições correccionais. Em todas as nossas actividades, respeitamos os nossos valores e princípios éticos. O nosso trabalho neste domínio é mais uma prova do nosso forte compromisso com a sociedade.”

Liberdade para xs prisioneirxs da Operação Pandora e todxs xs outrxs!

Na altura do 18 de Março de 2015 todxs a Frankfurt – para reduzir o Banco Central Europeu a escombros e cinzas!

Grupo Autónomo “Muslim H.”

(H., muçulmano, procedente do Kosovo, tinha 28 anos quando foi morto por 8 agentes da justiça na prisão de Landshut em Maio de 2014, por vingança à sua resistência bem sucedida contra a sua deportação para a Hungria)

N.T: A 30 de Janeiro, xs restantes 7 prisioneirxs da Operação Pandora foram libertadxs, encontrando-se em liberdade vigiada, sob fiança.

Catalunha: Sabotagens em solidariedade com xs acusadxs da operação Pandora

Niñxs salvajesDurante a madrugada da passada sexta-feira, 30 de Janeiro, logo após se conhecer a notícia do levantamento do segredo de justiça e da filtragem da iminente libertação sob fiança dxs companheirxs, decidimos sair às ruas para expressar a nossa solidariedade.

Foram sabotados xs caixas electrónicos e os vidros das sucursais do Banco Santander, em Mataró, nas seguintes zonas: Camí del Mig, Plaza de Granollers, Plaza Santa Anna, Carrer Sant Cugat, Av de América, Via Europa. Também foram sabotadas as sedes do mesmo banco nas povoações de Masnou, Vilassar de Mar e Premià de Mar.

Escolhemos o Banco Santander por ser a única entidade encarregada de gerir os ingressos do pecúlio das prisões do Estado Espanhol, movimentando por ano cerca de 100 milhões de euros, segundo dados oficiais. Especulando e lucrando com esta importante quantidade de dinheiro, fruto do sofrimento e da reclusão de milhões de pessoas.

Celebramos o facto dxs companheirxs estarem em liberdade; mas mesmo assim para nós é claro que ainda existe um longo e duro caminho pela frente e que, enquanto existir resistência frente à dominação do sistema capitalista, o Estado e os seus mecanismos repressivos tentarão acabar com ela. Como disseram xs nossxs companheirxs há uns dias, isto só nos torna mais fortes.

Que não se apague a chama da solidariedade.
Liberdade para Mónica e Francisco!

[EUA] Algumas coisas a fazer

desordenRecentemente, tive mais de um/uma compa a perguntar-me como podiam mostrar solidariedade com xs rebeldes atrás dxs muros das prisões. Tive a impressão de que estão de certo modo frustradxs e de que o trabalho que estão a fazer parece inútil e não gratificante pessoalmente. Acreditem, eu e outrxs prosioneirxs rebeldes temos a mesma frustração em relação ao nosso esforço e trabalho não terem o efeito que nós gostaríamos. Mas para ser honesto, eu quero que vocês compas aí fora saibam que a educação que todxs vocês fazem nas prisões através de zines e livros é fenomenal. A relação de camaradagem que estão a construir connosco, que estamos aqui dentro, o suporte financeiro, amor e actos de solidariedade é muito, muito importante. Mas necessitamos de algo mais forte se realmente quisermos criar algum dano a este sistema colossal de destruição humana.

Do lado de dentro, xs prisioneirxs têm usado historicamente 5 métodos maioritariamente: greves de fome, greves de trabalho, motins, acções judiciais e campanhas através de telefone/cartas para abordar as condições inumanas em que xs prisioneirxs existem tais como a hostilidade dos porcos, confinamento na solitária, negligência médica, ausência de programas educacionais e de reabilitação, condições não sanitárias, etc. Mas nenhuma destas lutas são sobre abolir as prisões, mas para reformar a prisão. A maioria dxs prisioneirxs acredita que as prisões e bófia são necessários, apenas de uma forma mais humana. É triste, mas é verdade.

Do lado de fora, aquelxs que apoiam prisioneirxs, mesmo xs anarquistas, que dizem querer a abolição das prisões, utilizam principalmente 3-4 métodos activistas em apoio e solidariedade às lutas prisionais. Estes métodos são campanhas através de telefone/cartas, acções judiciais, manifestações e conscientização do publico. Todos estes são métodos autorizados que muito pouco fazem para realmente desafiar a legitimidade das prisões e certamente não as vão abolir. São meramente formas de protesto burguesas (legais/autorizadas) que tentam apelar à consciência moral dos burocratas para tratar xs prisioneirxs de uma moda mais humana. Isto apenas legitima o prestígio do Estado.

Obviamente, ninguém quer ver prisioneirxs (humanos) maltratadxs e abusadxs. A minha crítica é que nenhuns destes métodos trarão a destruição da prisão/Estado. E que enquanto xs rebeldes na prisão estão envolvidxs em formas de combate ilegais, xs do exterior estão envolvidxs em formas de combate legais. A dissidência, enquanto estamos na prisão, é ilegal e xs prisioneirxs acabam por receber a brutalidade do estado, assédio e retaliação.

Tivemos alguns motins sangrentos, brutais e mortíferas greves de fome/trabalho, longos processos judiciais, etc., ao longo dos anos, mas há mais prisões, mais prisioneiros, e mais abuso. Nenhum dos métodos no passado fez moça na armadura do Estado. E seria negligente se não mencionasse a noção de que não devemos usar a violência revolucionária. O pensamento por detrás disto é o de que, se usarmos a violência revolucionária, o estado vai ter vantagem nos media e irá desacreditar-nos como bandidos, criminosos e terroristas. Foda-se, o estado sempre tem vantagem nos meios de comunicação corporativos. Os media são controlados pelo Estado através dos grandes negócios, que são coniventes com o Estado.

Uma vez que as prisões são os centros mais concentrados de autoridade, coerção e controle na sociedade deveriam ser o ponto de ataque e a abolição da prisão deveria estar na primeira linha de qualquer movimento contra a autoridade e para a liberdade assim como as vozes dxs prisioneirxs deveriam ter um lugar de destaque no movimento, simplesmente por causa da sua posição singular. Isto não é sobre romanticismo ou aventureirismo como alguns gostariam de reivindicar, justificando a sua falta de acção. Obviamente, ninguém pode dizer que estratégias e tácticas serão bem-sucedidas para espalhar a revolta, mas eu não consigo pensar em nada mais claro do que atacar onde dói. Assim, após tudo isto dito, gostaria de traçar “Algumas coisas a fazer”  nas quais xs compas deveriam pensar seriamente.

Algumas coisas a fazer:

– Começar a ter como alvo companhias investidas nas prisões, através de sabotagem, manifestações ruidosas na sede das companhias e casas dxs Diretores Executivos das mesmas.

– Começar a atacar agentes da penitenciária e funcionários do conselho de liberdade condicional por serem agressores.

– Começar a hackear o Departamento de Correções, DOC, companhias que investiram nas prisões, computadores de funcionários das prisões.

– Tornando-se cúmplices no crime de subversão.

– Destruindo propriedade do DOC.

– Sabotando maquinaria em estaleiros prisionais.

– Usando a imaginação nas formas de foder o Estado.

– Estudando formas de combate noutros países para ver que tácticas estão a usar e que possam ser adoptadas.

– Colocando na internet informações pessoais sobre funcionários de prisão/funcionários de estado/ funcionários das companhias que investem nas prisões.

– Retaliando contra funcionários da prisão pelo abuso de rebeldes.

– Criando tanta desordem quanto possível.

Fonte: anarchylive

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Nota dxs tradutorxs: Michael Kimble é negro, anarquista, homosexual, encontra-se a cumprir uma sentença de prisão perpétua pela morte de um branco, homofóbico, racista fanático.

Para lhe escrever:

Michael Kimble
#138017/B-107
3700 Holman Unit, Atmore, AL 36503, USA/EUA

Madrid: ATMs sabotados

Launch of 'From Limerick With Love'Ação em solidariedade com Mónica, Francisco e xs represaliadxs da Operação Pandora

Na noite de 16 de Janeiro de 2015, respondendo ao apelo de solidariedade para com aquelxs que sofreram represálias na “Operação Pandora” [entretanto já em liberdade restrita] sabotamos 16 caixas electrónicos

Liberdade para todxs!
Todxs em casa imediatamente!
A solidariedade é a nossa melhor arma.

Pandora em solidariedade

Berna, Suíça: Banco Crédit Suisse atacado com tinta

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bernDurante a noite de 21 de Janeiro de 2015 atacámos com bombas de tinta a agência do banco ‘Crédit Suisse’ de Köniz, em Berna.

O ‘Crédit Suisse’ é mais uma vez, tal como todos os anos, um parceiro estratégico do Fórum Económico Mundial (WEF) em Davos. Xs ricos e xs poderosxs deste mundo encontram-se novamente, em Janeiro deste ano, em Davos para discutirem juntxs o futuro das suas economias. Tal como xs ricxs e xs poderosxs em Davos – que organizam e promovem o funcionamento diário de pessoas, animais e natureza -vamos organizar a nossa resistência contra isso.

Quer seja em Davos, na Basileia, Zurique ou Berna, nenhuma tranquilidade no país para a Cimeira!

Smash WEF!

Veria, Grécia: Ações contra as prisões de máxima segurança

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Na manhã de 30 de Dezembro de 2014, o compa Nikos Maziotis foi transferido às prisões de tipo C de Domokos, na intenção de a inaugurar de maneira oficial.

Como reflexo disso, saímos nessa mesma noite e vandalizamos com tinta e pintadas o edifício do Conselho Legal do Estado – Oficina Judicial de Veria, além de termos sabotado 4 caixas automáticos.

Luta contra as prisões, ao lado dxs compas encarceradxs.

Ilhas Canárias: Sabotagens em solidariedade com xs presxs de Pandora

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Liberdade anarquistas detidxs

Na colónia das Ilhas Canárias, no dia 30 de Dezembro, em apoio aos/às companheirxs anarquistas e feministas detidxs recentemente no âmbito do dito « caso Pandora » – tornando bem clara a nossa repulsa  perante este sistema capitalista e heteropatriarcal assassino – foram realizadas ações de sabotagem em caixas automáticos e algumas pintadas de solidariedade.

Na verdade, hoje estão entre grades mas o sentimento da Solidariedade que sentimos com xs nossxs companheirxs tem uma força destrutiva imparável, capaz de atravessar os muros e chegar aos seus corações libertários. Chamamos a continuar o combate e a apoiarmo-nos mutuamente, visto serem estes os pilares da nossa luta anarquista. Que o fogo brilhe tanto no interior como no exterior dos nossos corpos.

Nem culpadxs nem inocentes!
«Se não puder dançar sobre a cara de um bófia esta não é a minha revolução»
Saúde, Anarquia e Morte ao Estado Heteropatriarcal !

A.M.O.R. (Anarkistas Marikas Organizando a Raiva)

Turquia: Sabotagem em Istambul em solidariedade com Nikos Romanos

Adsız-KopyaDurante a noite de 1 de Dezembro de 2014, partimos os vidros de um rolo compressor e cortamos-lhe os cabos, no distrito de Kocasinan, em Istambul, como mostra de solidariedade factual com o anarquista preso Nikos Romanos, em greve de fome desde o dia 10 de Novembro, assim como com Yannis Michailidis, Andreas-Dimitris Bourzoukos e Dimitris Politis que, nas prisões gregas, deram início a uma greve de fome solidária para apoiar aquele.. A seguir deixámos gravadas as seguintes frases numa parede, próximo do local onde sabotámos o rolo compressor: “Nikos Romanos” e “Fogo às celas das prisões”.

Através desta pequena ação também queremos saudar xs guerreirxs que morreram para que não avancem os carniceiros do Estado Islâmico (ISIS), xs rebeldes que se negam a ser manifestantes passivxs e decidem lutar contra a polícia e atacar os objectivos da repressão e exploração no México, França, Ferguson, nos Estados Unidos, e Santiago de Chile; saudamos os núcleos da Frente de Libertação Animal-Frente de Libertação da Terra que continuam a multiplicar as acções e os ataques, em Istambul e arredores. Saudamos xs insurretxs que já estão fartxs de ser revolucionárixs de sofá, fartxs do palavreado da revolta e do fetiche organizativo, que estão fartxs de perder a sua imaginação anárquica nas águas estancadas da oposição liberal.

Até à liberdade de Nikos Romanos e de todxs xs anarquistas prisioneirxs de guerra em todo o mundo…

Solidariedade – Ataque – Insurreição

Até à libertação total…

Guerra social!

Frente de Libertação da Terra (FLT) / Fração de Solidariedade Insurrecional

Santiago: Sabotagem em memória de Sebastián Oversluij e pela liberdade de Tamara Farías

Panfleto
Sebastián Oversluij: Presente na luta anarquista – Que a tua última rajada se converta em semente de insurreição – Solidariedade revolucionária com Tamara Farías – GAC

Através deste mail reivindicamos um bloqueio da linha férrea do comboio de mercadorias na província de Talagante (Santiago) na 4ª feira, 26 de Novembro, com destino a San Antonio (V região), utilizando pedregulhos e entulho; depois de ter sido bloqueada a linha, com uma altura já considerável desses pedregulhos e entulho, incendiámos vários pneus a cerca de 50 metros da barricada construída. Por fim, deixamos panfletos pelo nosso irmão caído em combate, Sebastián Oversluij e pela liberdade da companheira Tamara Farías.

Hoje, tal como noutras ocasiões, decidimos agir contra uma das muitas ferramentas deste sistema de dominação e exploração – neste caso com uma sabotagem cujo alvo é um sector desta imensa maquinaria do capital e do poder que se reflecte no fluxo das mercadorias que este sistema transporta de lés a lés das suas cidades, cidades essas construídas em benefício da sua própria reprodução.

Através desta ação recordamos o companheiro anarquista Sebastián Oversluij que, em conjunto com outrxs anónimxs, decidiu expropriar um Banco Estado, na comuna de Pudahuel, no dia 11 de Dezembro de 2013, acabando este assalto por ser frustrado pelo bastardo William Vera – esse filho da puta – que resolveu voluntariamente cuidar dos interesses do capital e sem hesitar disparou contra o nosso irmão, o qual com rebeldia empunhou a sua metralhadora e abriu fogo, sem hesitar. Lamentavelmente, os tiros do bastardo foram certeiros o que ocasionou a morte do nosso irmão – a morte em combate.

Recordamos estes dias com tristeza e ódio, mas não podemos esquecer o seu grande arrojo, não esquecemos as suas contribuições à luta anárquica. Manteremos a nossa memória como arma e transformá-la-emos em ação, faremos da teoria uma prática contra o poder em qualquer das suas formas. Faremos com que as tuas últimas rajadas se convertam em semente de insurreição.

Desta forma, fazemos também uma chamada ao entorno anarquista/anti-autoritário para se comemorar o primeiro aniversário da morte do nosso companheiro com fogo e rebelião- não esquecendo xs nossxs mortxs em combate no desenvolvimento da guerra social – é necessário levar a cabo ações de todo o tipo para agudizar continuamente o conflito, sempre presente, contra toda a autoridade.

Entendemos a solidariedade como a constante posta em prática das nossas ideias revolucionárias, em todas as suas formas, as que fazem entender ao inimigo que aqui nada termina, que tudo continua, na prisão ou na rua. A partir do local onde se estiver: nem um minuto de silêncio e toda uma vida de combate”.
Mónica Caballero, Francisco Solar.

Saudamos xs companheirxs que tomaram a iniciativa de acionar de múltiplas formas, as “Semanas de Agitação e Solidariedade Anticarcerária”. Neste contexto, a sabotagem realizada vai também dedicada à companheira Tamara Farías que enfrenta neste momento uma nova etapa do processo judicial contra si, após a terem acusado de disparar contra um vigilante de um Banco Estado.

A partir do nosso círculo, sabemos que a companheira enfrenta com frontalidade e dignidade a prisão e as sessões de julgamento que se avizinham, por isso continuamos a solidarizarmo-nos através de ação semelhante e de múltiplas formas mais. Agitaremos e conspiraremos até conseguir a sua liberdade e, por suposto, a de cada companheirx subversivx encarceradx nas masmorras do Estado/Capital.

Para além da ação em si, cremos que os ataques e sabotagens têm que ir acompanhados de um trabalho quotidiano e dedicado, com a intenção de projetar ideias/práticas de libertação total às consciências ativas e anarquistas. Isto porque
acreditamos que é necessário que mais companheirxs afins se juntem a projetos antagónicos ao capital, contribuindo à luta subversiva da forma que entendam, por exemplo: em bibliotecas, atividades, revistas, encontros, cartazes, faixas ou qualquer outra instância – a imaginação não tem limites – é importante expandir as ideias/práticas anarquistas com a intenção de que se repliquem, para desta forma nos convertermos numa real ameaça ao Estado/Capital.

Falando com clareza, é necessário que os projetos públicos ou anónimos tenham segurança e uma coordenação que permita a combinação destes para atacar o poder em múltiplas facetas, propagando as ideias revolucionárias e levando-as à prática no ataque e na sabotagem – não nos interessa ficarmos só pelos livros.

Anteriormente, nomeámos vários exemplos de contribuição à luta subversiva; algo essencial para nós (e que nos acompanha sempre) é a solidariedade revolucionária, cremos que é necessário projectá-la num apoio concreto – simbólico e material – aos/às nossxs companheirxs que se encontram presxs através de ações, na guerra que se declarou abertamente contra todo o aparato de coersão.

Não podemos deixar sózinhx ninguém que compartilhe as nossas ideias/práticas e que tenha realizado ações sem titubear – mas que lamentavelmente, por algum erro ou sorte da polícia, tenha caído na maldita prisão. Mas jamais de cabeça baixa, antes sim caminhando decididamente de cabeça erguida, sorrindo, dignxs, zombando da autoridade, mantendo as suas ideias com firmeza, projetando-as fora dos muros aquelxs que continuem na luta.

Para finalizar, cremos que cada uma das ações realizadas é uma contribuição à luta anarquista. Levantar projetos que se mantenham no tempo – com a intenção de expandir as ideias/práticas de libertação total e a solidariedade revolucionária com xs nossxs companheirxs na prisão – deixando de lado a linguagem do poder, sem reconhecer culpáveis ou inocentes; aqueles, seriam a base para a construção de um entorno em coesão – que resista aos embates do poder e que possa enfrentá-lo de forma firme, sem vacilar, sem arrependimentos nem desculpas nesta guerra declarada, encaminhando-a desde a frente escolhida.

Solidariedade revolucionária com Tamara Farías!

Sebastián Oversluij: Presente na luta Anarquista!

Que a tua última rajada se converta em semente de insurreição!

Grupo Anarquista Coordenado – GAC.
Bando Organizado Mauricio Morales / Célula Incendiária Sebastián Oversluij.

Besançon, França: Pregos nas rodas da dominação

flat-tyreDurante a noite de 7 a 8 de Novembro furámos as pneus de duas carrinhas, além dos de diversas bicicletas tipo VéloCité.

Foram à volta de vinte bicicletas da empresa JCDecaux (serviço de aluguer de bicicletas), um veículo ao serviço da câmara municipal e outro da EDF (principal empresa de electricidade em França).

Isto, porque a EDF participa nesta sociedade nuclear que domestica e envenena as nossas vidas. Por sua vez, a JCDecaux explora xs presxs para reparar as merdas das suas bicicletas que servem para transportar os da moda. E também, porque a prefeitura é o seu principal colaborador e, simplesmente, porque é a autoridade.

Que morram o Estado e o capitalismo!

Turim: Atualização do julgamento contra xs presxs anarquistas Chiara, Claudio, Mattia e Niccolò

no-tav-4-1024x1024No dia 14 de Novembro de 2014, Macerie transmitiu que se realizou na sala Bunker da prisão de Vallette, em Turim, mais uma sessão do julgamento contra xs presxs anarquistas Chiara Zenobi, Claudio Alberto, Mattia Zanotti e Niccolò Blasi. Ao fim de quatro horas, os bastardos acusadores do ministério público, Rinaudo e Padalino, requereram pesadas penas: 9 anos e 6 meses para cada um dos/da companheirxs, sob a acusação de ataque com fins de terrorismo, cometimento de ataque terrorista com armas mortais e explosivos, posse e transporte de armas de guerra, e causando danos a funcionário público pelo fogo e violência. Quanto às partes civis, por sua vez, o Lyon Turim Ferroviaire (LTF) requer, como compensação pelo ato de sabotagem a quantia “simbólica” de 50.000 €.

Em Setembro de 2014, Chiara, Claudio, Mattia and Niccolò tinham assumido responsabilidade pela sua participação na sabotagem do canteiro de obras TAV de Chiomonte, ocorrida em Maio de 2013.

A leitura da sentença terá lugar a 17 de Dezembro de 2014.

Itália: Atacados caixas eletrónicos e carros de luxo em Milão

solidaridad-NO-TAVNa quarta-feira à noite, 12 de Novembro de 2014, atacámos 5 caixas eletrónicos automáticos à martelada e vandalizámos alguns carros de luxo (pneus furados e vidros das janelas partidos), como gesto mínimo de revolta individual contra um sistema capitalista que explora e devasta.

Dedicamos esta ação a todxs xs compas acusadxs pelo ataque – em Maio de 2013 em Chiomonte* – às obras do TAV e também a todxs xs presxs anarquistas. Não podemos ficar de braços cruzados ou nos limitarmos a actos simbólicos que não causam mossa enquanto que xs nossxs companheirxs são enterradxs debaixo de anos de prisão.

A única solidariedade é o ataque!

*A 24 de Setembro, nos tribunais de Turim, xs compas Chiara Zenobi, Claudio Alberto, Mattia Zanotti e Niccolò Blasi assumiram orgulhosamente a responsabilidade pela sua participação no ataque às obras do TAV.