Arquivo de etiquetas: okupas

Setúbal, Portugal: 18º Aniversário da COSA!

18 anos de okupação, resistência, criatividade, luta, autonomia, solidariedade, confronto, apoio-mútuo, liberdade

Numa altura em que se avizinham grandes transformações em Setúbal, continuamos a resistir e a lutar. A lógica do sistema dominante é cada vez mais forte e querem domesticar tudo e todes. Nunca vamos esquecer os pilares que sustentam a COSA e as nossas vidas. Vem celebrar o prazer de confrontar o que nos oprime! Suspeitamos que em breve o processo contra a COSA vai voltar a andar e precisamos de toda a solidariedade e apoio possível.

Programa:

Sexta 12
14h – Kafeta
17h – Pinturas, pintadas, salpicos e afins
20h – Jantar Bela Vida  (cada um trás algo pa comer)
22h – Convívio  (som, conversas, jogos, canções, etc)

Sábado 13
16h – Mostra de faixas pela COSA
17h – Oficina de construção de marionetas e fantoches, seguida de uma pequena peça
20h – Jantarada Brava
21.30h – Quizz!!! Uma oportunidade de brilhar entre os teus amigues!!
23h – Concertos – Enmasse + Desmarques + Catapulta + Sharp Knives

Domingo 14
15h – Oficina de Fermentados – Vamos fazer chucrute!  (tragam frascos grandes, couve branca ou coração, raízes e sal marinho)
17h – Piknik ao sabor do vento  (trás algo para contribuir)
17.30h – Oficina de Shiatsu (tragam uma esteira ou pequeno colchão, toalha ou lenço e roupa confortável)
20.30h – Sessão de pankecas!
21.30h – Cinema

Aparece sem medos, trás companhia e mantém a chama acesa
Rua Latino Coelho Nº 2  –  Setúbal

COSA É VIDA  *  ESTADO É MORTE
          STOP DESPEJO DA COSA
                        1 DESPEJO = 1000 OKUPAÇÕES

Buenos Aires, Argentina: “Arte e Sabotagem” Jornada de apoio a presxs – 25/08

Arte e Sabotagem – 1ª edição – Jornada de apoio a presxs

Edição especial – pelo nosso irmão Santiago Maldonado, companheiro Lechuga presente!

25/08 – sábado – a partir das 14h

“Kaasa La Gomera” – Barracas,
(cruzamento das ruas Quinquela Martin e Hornos)
Buenos Aires

em espanhol l inglês

Setúbal, Portugal: Solidariedade com a C.O.S.A. (1-3 Junho)

Casa Okupada de Setúbal Autogestionada (C.O.S.A) a resistir à 17 anos!

2 de Junho (16h) – Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!

Passado 1 ano da última audiência prévia voltamos a juntar companheires, amigues e todas que estão solidárias com a COSA, para continuar a resistir. Vamos passar uns dias em grande descobrindo novas e reforçando velhas afinidades. Vão haver actividades, belo pitéu, acções, exercício, música e tudo mais que desejarmos. Aparece sem medos e divulga!

Mantendo a chama acesa!!!

Saúde & Anarquia

COSA – R. Latino Coelho nº2, Setúbal

Berlim, Alemanha: Intersquat Block em dias de caos e discussão, 10.5-13.5.2018

Convidamos-vos a participar num Bloco InterOkupa nos dias de Caos e Discussão, em Maio, em Berlim. Queremos-vos oferecer o espaço para partilharmos as tácticas e técnicas, conversas e informação em dias de Caos e Discussão na Rigaerstrasse.

Não esperamos que este seja um substituto das reuniões Intersquat do passado, a não ser que queiram que seja. Consideramos que esta é uma boa oportunidade para relacionar as discussões gerais sobre o sentido e o futuro das lutas urbanas com questões que surgem ao considerar a ocupação como mais do que uma ferramenta para satisfazer necessidades básicas de habitação.
Desejamos uma discussão sobre a importância da ocupação para outras lutas libertadoras, as casas como ferramentas políticas, questões sobre o trabalho nos (e com) os bairros, entre outros aspectos.

Despejos, Repressão, Vigilância, Prisões, os vermes que usam e sustentam as estruturas opressivas estão por todo o lado. Juntemos-nos para nos apoiarmos mutuamente e disparar a bola não só para o campo deles, mas atravessando o seu coração.

Quem tiver interesse, individual ou colectivamente, em organizar oficinas, coisas para discutir, informação sobre eventos, ou qualquer outra ideia para o Intersquat Block ou para o fim-de-semana inteiro, escreva-nos para: rigaerstrasse [at] riseup [dot] net (PGP-Key-ID0x3971B260E4B15B69).

Podem encontrar mais informação sobre o fim-de-semana em:
gegenstadt.blackblogs.org.
Algumas informações são actualizadas primeiro em alemão e a seguir  traduzidas.

Para tratar de sítio para dormir, podes escrever para:
sleepingchaos [at] riseup [dot] net (PGP-Key-ID 0xA9DE538A73306A20)

Assembleia da Rigaerstraße

Sintam-se à vontade para enviar esta mensagem para grupos, pessoas e okupas que conheçam! E enviem-nos a vossa PGP-Key, se tiverem uma.

em inglês, francês, espanhol,

Bélgica: Chamada Internacional por solidariedade contra a proibição de okupação

recebido a 08.02.18

Fim de semana de ação
23-24-25 de fevereiro contra a nova proibição de okupação na Bélgica!

No Verão de 2017 foi votada uma nova lei na Bélgica, tornando a okupação ilegal. No Outono a lei entrou em ação. Gostaríamos de fazer uma chamada para um fim de semana internacional, em solidariedade contra a nova lei.

Porque os espaços autónomos estão em perigo em todo o mundo, porque nunca pararemos de reivindicar os nossos espaços.

Fevereiro – dias 23 – 24- 25  2018
Cria alguns problemas e diverte-te
Okupantes da Bélgica

em inglês l alemão

Tessalónica, Grécia: Declaração do coletivo Libertatia após o ataque fascista

Domingo, 21 de Janeiro, às 13h30, pouco antes das manifestações nacionalistas da Macedónia, os grupos fascistas que participaram lançaram uma série de ataques em espaços ocupados. Eles atacaram primeiro a escola livre “Social” e depois de terem sido repelidos com sucesso aproximaram-se da nossa ocupação, causando danos à fachada e à cerca. Os danos foram reparados pelos membros da nossa okupa que optaram por participa na manifestação anti-nacionalista em Kamara, mais tarde.

Cerca de duas horas depois, um grupo de 60-70 fascistas atacou novamente a nossa ocupação com molotovs e bombas de fumo, causando um incêndio no edifício. Naquele momento, não havia ninguém lá dentro, pois estavam na concentração de Kamara. Durante o ataque estave presente a polícia MAT que não interveio e ofereceu proteção aos fascistas, enquanto um caminhão estava estacionado não muito longe da polícia. O bairro reagiu veemente, gritando contra os fascistas, que reagiram por sua vez com insultos e lançamentos de fumo. Quando os fascistas tentaram retornar à Escola “Social”, a polícia manteve a mesma atitude: ofereceram cobertura aos fascistas ee isolaram os companheiros lá dentro.

Deixe-se ficar isto bem claro: os ataques e o fogo não teriam sido possíveis sem a cobertura à marcha da Macedónia. Estavam aqui para isso e voltaram à marcha. Todos os grupos neo nazis pediram participação na marcha, mas não parece interessar a ninguém e foi-lhes concedida legitimidade social e espaço público para se expressar e agir. Estamos conscientes de que, em outras circunstâncias, tudo isso não teria sido possível, é por isso que cada um deve considerar a sua atitude em relação ao fascismo. Essas ações de grupos para-estatais fortalecem a repressão estatal contra aquelxs que lutam e resistem por um mundo melhor. Que todos avaliem quem beneficia do fogo a um edifício com mais de um século de história e que havia sido abandonado por décadas. Um edifício que, enquanto anarquistas, comunistas libertários e rebeldes, decidimos libertar e manter – por um lado devido às necessidades habitacionais de proletários, imigrantes e pessoas atingidas pelo Estado e pelo capitalismo e, por outro, com vista a criar um espaço para fermentação de políticas radicais e promover uma nova cultura libertária. Deve ficar claro que estes atos criminosos que poderia ter um fim trágico, se houvesse alguma vítima.

Esses ataques não nos impedirão de lutar contra o Estado, capital e fascismo. Nenhum ataque nos assustará nem vai dar fortuna a qualquer fascista, mas com nossa própria consciência e teimosia para uma sociedade de igualdade e liberdade, continuaremos a lutar tenazmente pelos nossos ideais.

OS ATAQUES DOS FASCISTAS NÃO FICARÃO SEM RESPOSTA
CONSTRUEMOS BARRICADAS CONTRA A AMEAÇA FASCISTA
RUMO À ANARQUIA E AO COMUNISMO LIBERTÁRIO
Coletivo Libertatia

via Barrikade.info em alemão / italiano

Setúbal, Portugal: Relatos de violência policial num domingo de pizzas na A da Maxada

Na tarde de domingo de pizzas na A da maxada dia 19 de Novembro, lá por volta das 18:30 apareceram cinco carros e uma carrinha da polícia. Nós estávamos a fazer e a comer pizza como noutro Domingo qualquer, quando um companheiro nos diz que estava alguém estranho no portão, a apontar a lanterna e a dizer que era polícia. Nesse mesmo momento vimos cair um calhau vindo do lado da rua que por nossa sorte não atingiu ninguém (o calhau tinha uma dimensão de quase 20cm). Neste momento reparámos que a polícia já estava na porta de cima. Percebemos que estavam muito agressivos e perguntamos porque é que estavam ali e o que é que se passava. Eles só diziam “abre a porta, abre a porta” e logo de seguida decidiram entrar ao pontapé, partiram a fechadura e a porta abriu violentamente batendo na cara de um companheiro abrindo-lhe um lenho na testa. Mais companheir@s protegeram a porta barricando-a, telefonámos rapidamente para o advogado a dizer o que se estava a passar.

Subimos o muro da casa para falar com a polícia cara a cara, vimos um grande aparato policial, muitos com escudo e cassetetes na mão e bastante enraivecidos. O oficial superior presente disse-nos que a casa era okupada, logo não é nossa e por isso eles tinham mais direito para estar cá dentro do que nós, ao qual lhe respondemos,”nós vivemos aqui”, sem nunca reivindicar a propriedade como nossa. Perguntamos se era preciso agir com essa violência toda, e porque estavam ali? O polícia respondeu que tinha havido uma queixa de um vizinho por causa do barulho e que o mesmo também lhes tinha dito que era uma casa ocupada por um grupo de jovens. Disseram-nos que tentaram abrir a porta à força porque se aperceberam que estávamos a trancar a porta.

A polícia perguntou porque não abríamos a porta, ao qual respondemos que não somos obrigados a abrir a porta sem que houvesse um mandato para entrar e que podíamos falar sem sair para fora da casa, explicamos também que a nossa desconfiança vinha na sequência do calhau atirado por eles e da agressividade até então demonstrada, ao qual a policia argumentou que eram “a policia”, que não tinham atirado nenhum calhau e que não devíamos ter medo deles porque se quisessem ter entrado já o teriam feito.

A conversa continuou durante uns vinte minutos com a polícia sempre a referir que a casa não era nossa e que não tinham atirado nenhum calhau, ao qual nós respondemos “esta é a casa onde vivemos”, que sabemos não haver queixa alguma do proprietário e que não nos diga que acabamos de ter uma alucinação colectiva porque todxs vimos o calhau de grandes dimensões cair cá dentro.

Quando eles se retiraram, falamos entre nós e deduzimos que esse calhau era um acto de provocação. Cai-nos um calhau e passado uns segundos eles já estão a pontapear a porta muito violentos. O plano deles deve ter sido de nos provocar à espera que houvesse uma retaliação da nossa parte para terem um a razão válida para entrar á força pela A da Maxada adentro feitos uns cowboys. Como já é comum nas suas acções abusivas de poder.

Receberam ou não receberam essa queixa de um vizinho não se sabe, sabemos sim que eram 6:30 da tarde, que não nos disseram quem tinha sido o autor da queixa e agregando ainda ao facto de até então termos uma boa relação com todos os vizinhos da nossa rua sem que estes tenham alguma vez demonstrado algum acto de descontentamento face a qualquer actividade feita na A da Maxada, especialmente depois de termos apagado o incêndio ombro a ombro com eles este verão.

Após termos sido obrigados a observar uma peça de teatro de péssima qualidade e de muita saliva gasta “a policia” lá se convenceu/apercebeu que pouco mais podia argumentar retiraram-se a realçar o facto de termos sido avisados que não podíamos fazer mais barulho e que se o fizéssemos seríamos tirados da A da Maxada à força…

Assim que se retiraram fomos ajudar um@ companheir@ a mudar o pneu do carro porque tinha sido esvaziado/furado. O pára-brisas traseiro e um espelho retrovisor da mesma viatura foram partidos, pelos vistos como a mostra de vingança/frustração por não terem conseguido entrar na A da Maxada.

Setúbal, Portugal: COSA e À DA MACHADA em solidariedade com A TRAVÊSSA Okupada no Porto

A Solidariedade atravêssa tudo

Força aí companheires, queremos desde já expressar a nossa solidariedade com as vossas ambições. Estamos juntes. É com esta e outras iniciativas que se ultrapassam barreiras/obstáculos da vida quotidiana. Ao criar algo de raíz feito por nós, sem as estruturas do poder dominantes, vivemos um processo que nos garante outra dinâmica político-social. Encorajamos todes que queiram continuar e desafiamos todes a experimentar estas aventuras subversivas de modo a recuperarmos as nossas vidas.

1 Despejo = 1000 Okupações!!!

Nota de Contra Info:
Na manhã do dia 16 de Outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial. Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime.

em alemão

Itália: Notícias de Florença

No dia 1 de Janeiro de 2017, após a explosão de uma bomba artesanal junto a uma livraria fascista – na qual um polícia do esquadrão anti-bomba perdeu uma mão e um olho – várias casas de companheirxs foram tomadas de assalto pela polícia e registradas. A polícia esperava encontrar armas de fogo e/ou explosivos. As investigações não levaram a nada, exceptuando a apreensão de panfletos, computadores, roupas e outros  materiais. Uma investigação contra pessoas desconhecidas foi lançada entretanto – com a intenção de xs acusar das infrações de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário num lugar público” e “tentativa de assassinato”.

A polícia iniciou, entretanto, uma nova operação chamada “Operazione Panico” (Operação Pânico), a 31 de Janeiro. Às 12h30, a polícia bateu à porta das casas de várixs companheirxs, para notificá-los da execução de dez medidas cautelares. Estas consistiam em 3 pessoas confinadas à prisão domiciliar, 4 pessoas receberam uma ordenação, para impedir que saíssem da cidade, obrigando-os a voltar à noite para suas casas e a assinar diariamente na esquadra. E, finalmente, 3 pessoas receberam condições de fiança, mas tendo de assinar na esquadra da polícia, todos os dias.

Durante o curso da Operação Pânico foram 35 as pessoas directamente visadas. Isso também levou ao desalojo da okupa Villa Panico, uma das okupas históricas de Florença, ocupada nos últimos 10 anos. No total, foram 12 as pessoas acusadas de serem “membros de organização criminosa”.

Outros eventos entretanto aconteceram como uma luta com a polícia, em Abril, seguindo-se uma provocação policial, entre muitas das provocações habituais, que terminou com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio), uma sentinela e demonstração solidária com xs detidxs. Os suspeitos dessa operação repressiva estão todos sob investigação por uma série de eventos contestados que aconteceram na cidade em 2016. Esses eventos incluem um ataque com pedras da calçada e tijolos a livraria fascista, uma explosão na mesma livraria e distribuição de folhetos anti-militaristas num mercado local – que resultaram num punhado de pessoas levadas para a esquadra da polícia e acusadas de “resistência e recusa em fornecer provas de identidade”. Outros eventos foram uma briga com a polícia em Abril, depois de muitas das provocações habituais que acabaram com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio) e concentrações de solidariedade com xs presxs.

Dois meses após o fim da operação, uma série de medidas repressivas foram impostas contra 2 companheirxs – em constante escalada na sua gravidade – desde a presença diária na esquadra até prisão domiciliária. Um terceiro companheiro também foi obrigado a assinar diariamente na esquadra da polícia. Esta nova onda de repressão e detenções foi  ligadas ao aparecimento de grafitis políticos em toda a cidade.

A 3 de Agosto, uma operação conjunta a nível nacional, entre a DIGOS (unidade de operações especiais da polícia), a ROS (unidade de operações especiais de Carabiniri) e a polícia antiterrorista, levou a mais oito prisões: 6 em Florença, 1 em Roma e 1 em Lecce. Cinco companheirxs foram acusados de tentativa de homicídio no ataque à bomba no dia de passagem de ano. Xs outrxs com a infração de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário para um lugar público”. A segunda acusação refere-se a um ataque de molotov contra um quartel de Carabinieri, o que aconteceu na noite da luta contra a polícia, mencionada anteriormente.

No dia 5 de Agosto, 6 detidxs foram libertadxs pelo GIP (juiz para investigação preliminar) devido à falta de provas contra elxs. Um companheiro, Salvatore Vespertino, ainda está preso porque as autoridades alegaram terem sido encontrados vestígios do seu DNA em componentes usados para construir a bomba. Paska, outro companheiro, que deveria ter sido libertado, por falta de provas pelos eventos na passagem de ano, ainda se encontra em prisão preventiva, por alegada “adesão a organização criminosa”, com base em evidências recolhidas durante a Operação Pânico.

Como o caso de Paska mostra, a investigação contra pessoas desconhecidas foi, portanto,  incorporada à Operação Panico. Isto significa que adoptaram a mesma linha de indagação – seja para os acusados de serem “membros de organização criminosa” ou por
várias infrações específicas.

Endereços:

Salvatore Vespertino
Casa Circondariale Sollicciano
Via Minervini 2/r
50142- Firenze
Italia

Pierloreto Fallanca
Casa Circondariale
Via Paolo Perrone, 4
73100 – Lecce
Italia

Para apoiar os companheiros e os custos legais:

Youssra Ramadan
Card Number: 5333 1710 3998 6134
IBAN: IT81R0760105138290113490114

Setúbal, Portugal: 17 Aniversário da C.O.S.A. de 13 a 15 de Outubro de 2017


17 Aniversário da C.O.S.A.

De 13 a 15 de Outubro de 2017

Sexta dia 13

18hExposição: RAIZ CONSISTENTE, REBELDIA PRA SEMPRE!
Queremos Apresentar Alguns dos Momentos que Preenchem a Vida da C.O.S.A. e Manter o Espírito Rebelde em que ela Cresceu: Exposição com Posters, comunicados, imagens, vídeos e podcast.

20hPitéu Coseiro para deliciar a resistência

22hSessão de A.T.I.T.U.D.E. (Atira tua ideia um desafio efervescente)
Grita o que te vai na alma!

Sábado dia 14

16hOficinas de Resistência
Do stencil às dicas caseiras.

18h – Conversa: Informação
Ferramenta de ataque ou ferramenta de controlo?

20h – patuscada à la COSA

22h – Concertos
Duarte Vicios (tributo a eskorbuto)
TRADIÇÃO (PunkRap Obscuro)
SUKATA (Punk Ferrugento Setúbal)
Scúru Fitchádu (Quando u Punk Cruza o Funana Almada)

Domingo dia 15

15h – Acção de Rua
Distribuição de flyers, Faixas da COSA, outros.

17h – Picnic na Serra
Traz a tua merenda e terás uma tarde estupenda.

[Itália] Sobre a detenção de 8 anarquistas e o dasalojo da La Riottosa (3/08)

Compas na La Riottosa, barricadxs, resistiram mais de 10 horas.

3-08-2017. Durante a manhã, oito companheirxs anarquistas foram presxs em Florença, Roma e Lecce. Estão acusadxs do ataque com molotov contra o quartel de Carabineiros (polícia militarizada italiana) de Rovezzano, em Florença (21-04-2016) e do ataque explosivo contra a livraria “Il Bargello” – um espaço do ambiente da Casa Pound (organização fascista) – em Florença (01-01-2017). Naquela manhã a bomba explodiu na mão de um polícia que a tentava desativar, perdendo este a mão e um olho.

Xs companheirxs anarquistas encarceradxs, acusadxs pelo ataque contra a livraria fascista são Nicola Almerigogna, Roberto Cropo, Pierloreto Fallanca “Paska”, Giovanni Ghezzi e Salvatore Vespertino, enquanto que xs encarceradxs pelo ataque contra o quartel são Micol Marino, Marina Porcu e Sandro Carovac.

Durante o dia foi desalojada a okupa auto-gestionada La Riottosa, uma okupação anarquista em Florença. Alguns e algumas companheirxs resistiram na okupa, durante cerca de 10 horas e 2 dxs 8 compas encarceradxs foram detidxs lá. Os companheiros acusados pelo ataque explosivo estão acusados de tentativa de homicídio, danos agravados e fabricação e transporte de dispositivos explosivos. Seguir-se-ão atualizações e direções das prisões onde xs companheirxs estão reféns do estado.

em espanhol

Portugal: Todes a Setúbal nos Dias de Atividades em Solidariedade com a C.O.S.A

Recebido a 25 de Junho

Continuaremos a resistir e a manifestar as nossas ideias, nenhum tribunal vai decidir as nossas vidas. Somos nós que decidimos, através de acções, solidariedade e intimidade, o percurso do nosso destino.

Quinta 29
15h Covil Aberto

Sexta 30
20h Conversa na Disgraça:
O que se passa com a
COSA?(Lisboa)

Sábado 1
17h Workshops de Resistência
Comida, Performance
e Música na Á da Maxada pela noite

Domingo 2
17h Concentração Solidária com a C.O.S.A.
20h Petiscada de Rua na
COSA
Seguida de Conversa e
convívio

Mais info em breve

C.O.S.A. Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

em alemão

Setúbal, Portugal: Acção de solidariedade com a COSA à porta do tribunal – 2/06


Como convocado, pelas 09:00 da manhã de sexta-feira, dia 2 de Junho, um grupo grande de pessoas concentrou-se à porta do Tribunal de Setúbal. Acompanhados de um vasto pequeno-almoço, estendemos as faixas que levámos connosco e começámos a distribuir panfletos com o texto “Porque temos de parar o despejo da COSA” enquanto esperávamos pelo início da sessão. Alguns companheires vestiam t-shirts que diziam “Somos Todes COSA”.

Pelas 09:30, quando já se contavam mais de 50 pessoas lá fora e começou a música e os Ritmos de Resistência, os advogados, companheiras notificadas e um grupo de 8 pessoas entraram para assistir à audiência o que provocou o primeiro “confronto” com o tribunal: a juíza anunciara que a sessão seria à porta fechada e só os “envolvidos” podiam assistir, pelo que as restantes companheiras foram impedidas de passar da entrada do tribunal.

As companheiras notificadas ao entrar na sala de audiências foram revistadas pela polícia e obrigadas a desligar os telefones, não como uma atitude regular de segurança, mas sim como uma óbvia atitude discriminatória: porque SÓ elas foram alvo destas medidas.

Mal a audiência começa, o nosso advogado levanta objecção a estas medidas da juíza, nomeadamente a proibição de público na sala, ao que a juíza responde que “nunca na minha vida fiz uma audiência prévia com assistência”. Confrontada com o facto de na anterior audiência deste caso (igualmente “prévia”) terem estado 3 pessoas a assistir, esta respondeu que “não se lembrava”, o que os restantes participantes estranhamente corroboraram (advogado dos “proprietários”, procuradora do ministério público e secretária).

Houve então a necessidade por parte do nosso advogado de aludir a José Saramago e o seu “Ensaio sobre a cegueira”, livro que se tornou uma referência recorrente no resto da sessão.

Enquanto isso, lá fora o protesto crescia, com muita gente a participar, curiosos que paravam para perguntar, carros que buzinavam em solidariedade e um som ensurdecedor de tambores, pandeiretas, copos, panelas e trompete que ecoavam tanto pela baixa da cidade como dentro do tribunal, incluindo na sala de audiência.

Contrariamente ao que tinha ficado combinado na última audiência, os proprietários nunca chegaram a entrar em contacto connosco para uma possível negociação, e perante a pergunta da juíza e do nosso advogado a razão apresentada foi a de que afinal “não havia interesse numa proposta”.

Deu-se então lugar às partes para apresentarem as suas “alegações finais”. O nosso advogado apresentou então uma longa lista de falhas e erros processuais, pediu requerimentos para anotar a discriminação de que as várias companheiras e solidários foram alvo, e conseguiu que uma juíza já determinada há meses a proferir sentença e ordem de despejo tivesse que fazer um intervalo de vinte minutos para se decidir. Como esperado, a juíza não aceitou os argumentos para levar o caso a julgamento e ditou a sentença que já tinha há muito redigida: as rés (nós) devemos restituir o imóvel aos (agora provados) legítimos proprietários. Decisão sobre a qual vamos apresentar recurso.

Resumindo: Mais de 16 anos depois de um grupo incontável de pessoas terem ocupado, limpo, cuidado e recuperado uma casa no Bairro Salgado que, caso contrário, por esta altura seria uma ruína, e mais importante ainda terem construído, animado, agitado e mantido um centro social pleno de actividades culturais, sociais, políticas, boémias e educativas sem qualquer tipo de apoios estatais, municipais ou institucionais; depois de termos apenas dependid de uma rede de indivíduos e colectivos autónomos que criam alternativas de auto-suficiência e liberdade; fomos chamados a uma casa de Injustiça por uns “proprietários” que nunca deram a cara por nenhuma das suas 19 propriedades que deixaram ao abandono durante mais de duas décadas. Proprietários esses que, mesmo sabendo que queríamos abrir negociação, nunca se dignaram a falar connosco; através de um processo recheado de preconceitos e ideias estigmatizantes, onde nem sequer tivemos palavra nem direito a um julgamento, fomos condenadas a abandonar a Cosa.

No entanto, provámos uma vez mais que é na rua que as nossas palavras se fazem sentir, que conseguimos ter diálogos com curiosos e solidários e que colectivamente conseguimos gritar mais alto e levar as nossas ideias mais longe. Foram três horas de protesto sonoro constante, que não deixaram indiferentes centenas e centenas de pessoas numa zona que concentra o tribunal, segurança social, centro de saúde e outras instituições. Um protesto matinal (e extremamente pontual!) para o qual contribuíram muitas dezenas de pessoas, e que é mais um passo que damos juntos na resistência pela defesa, não só de uma casa, mas de uma ideia que nunca nenhum tribunal poderá despejar!

E agora?
Que se espalhe a palavra, que se espalhem as ideias e as acções….
O centro social mantém-se aberto às quintas-feiras e…todes a Setúbal no *Domingo 2 de Julho*, para uma concentração contra o despejo…
Porque isto ainda agora começou…

A COSA FICA!

Portugal: Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!!! Stop despejo da C.O.S.A.!

O tic tac da especulação paira sobre as nossas cabeças, mas o nosso coração bate com outros ritmos.

Convidamos todas as que conheceram, viveram e sentem a COSA, assim como todos os que ainda não a conhecem a participar nestas semanas de contagem decrescente para a audiência.

*O calendário é o seguinte:*

25 de Maio– 15:00- Abrimos o “Covil”, com comida e info,  e faremos uma conversa /apresentação das acções até ao dia 2 de Junho
26 de Maio– 18:00- Músicas que nos enchem o coração de revolução, no centro social, e preparações para o jantar de dia 27
27 de Maio– 16:00 – Concentração, Protesto e Informação ás 16:00 no Largo da Misericórdia. Na COSA não se toca!!
– 20:00 – Música, Pitéu, Informação e o que mais vier! Na C.O.S.A.!
02 de Junho– 09:00 – Pequeno Almoço no tribunal! Tomamos um cafezinho e vamos-nos fazer ouvir: A C.O.S.A. é Nossa!

*TODAS A SETÚBAL!*
Contactem-nos se quiserem aportar mais ideias e contribuições.
Temos dormida para cerca de 200 pessoas: se quiserem alojamento para estes dias contactem-nos para organizar.

*Divulguem, protestem e façam-se sentir.*
*Juntos e Solidários vamos parar o despejo da C.O.S.A*!

Mais info c.o.s.a

 em alemão

Setúbal, Portugal: Stop despejo da C.O.S.A.


Um desejo antigo mas que se mantém bem vivo é  continuar a decidir  e a viver por nós próprios podendo assim desenhar um magnífico futuro.

Assim lançamos o apelo para uma concentração solidária com a C.O.S.A., esperando amobilização de todxs xs que estão dispostos a contrariar a ordem dominante. Em breve teremos mais informação.

C.O.S.A. Resiste!

Comunicado da C.O.S.A. em luta!

Pedimos desculpa àquelxs que já se questionaram sobre isso devido à nossa falta de comunicação.

Continuando do ponto que fizemos com o último comunicado, o processo judicial que visa o despejo da C.O.S.A. [Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada], e ao qual nós decidimos apresentar defesa, teve no dia 28 de Abril uma audiência prévia.

Para surpresa de todxs xs presentes na sala, a juíza entrou já com uma decisão tomada e considerou que depois de ter avaliado o caso justificava-se proferir ordem de despejo nesse momento. Devido a erros processuais da parte da juíza, o nosso advogado conseguiu cortar-lhe esse impulso, e marcar nova audiência para 02 de Junho, tendo também em conta que, pela primeira vez, proprietários e ocupas declararam possibilidade de um acordo. Acordo este para o qual esperamos uma primeira proposta da parte deles e que gera entre nós bastantes questões e discussões de pontos de vista. Entre todas as possibilidades discutidas, mantidas em colectivo, e que continuam em aberto, a única que recusamos é a de aceitarmos uma compensação para sairmos rapidamente e sem problemas.

Continuamos a sentir que a C.O.S.A. é nossa. E a consequência deste sentimento têm sido os últimos meses que se têm revivido na C.O.S.A. Entre os dias 13 e 17 de Fevereiro organizamos jornadas de trabalho no centro social. Durante 5 dias, amigas e amigos trabalharam e comeram incansavelmente e conseguiram alcançar mais do que o que tinham projectado, ficando ainda com um sentimento de felicidade visto terem sido também 5 dias de muito bom convívio e diversão. No dia 30 de Março inauguramos “O Covil”, uma infospot onde se encontra o Suporte Okupa e desde aí temos o centro social aberto todas as quintas-feiras, o que tem permitido novas afinidades e relembrar o porquê de algumas antigas.

Continuamos abertxs a propostas e cheixs de ideias para o futuro, que pode ser incerto, mas que tem de ser magnífico!

Saúde & Anarquia!

mais info em c.o.s.a

em alemão

Leipzig, Alemanha: Sabotados dois poços de cabos da ferroviária alemã, em solidariedade com a Okupa Black Triangle

20 de Março de 2017

Há cerca de nove meses surgiu um espaço autónomo libertado – num edifício vazio há mais de vinte anos, da linha de caminho de ferro velha, na Arno Nitschze, em Leipzig – o Black Triangle [Triângulo Negro]. O antigo proprietário, a Deutsche Bahn-SA, quer encarregar-se de o fazer desocupar.

Recentemente circulou um apelo: “Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!” que achamos muito bom e digno de apoiar.

Mas não queríamos esperar tanto tempo e por isso, na noite de 19 para 20 de Março, sabotamos duas secções de cabos danificando pelo fogo as condutas de cabos. No norte (Podelwitz) e no distrito ocidental de Leipzig (Miltitz), usando acelerador de chamas, sabotamos também os canais de cabos e caixas de controlo.

Com o fogo o sistema de sinalização foi abaixo e tiveram de temporariamente bloquear por completo os percursos dos comboios (…)

Isto é um mimo para a Deutsche Bahn-SA, assim já saberá o que a espera em caso de desalojo.

Solidariedade com o Black Triangle!
Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!

em alemão via Linkunsen l italiano

Porto Alegre, Brasil: “Tatoo Combativa”, evento solidário na Biblioteca Anárquica Kaos – 13 e 14 de Maio


A partir da onda de perseguições e possíveis punições no Uruguai pelo despejo da La Solidaria, várias questões nos agitaram. A necessidade de apoiar os compas e também a visão de estarmos sempre preparadxs para este tipo de acontecimentos.

Por isso xs convidamos ao evento. Tattoo Combativo. Solidariedade Entre Okupas. Neste evento, além de trocar ideias sobre anarquia e posições anticarcerárias, poderemos nos tatuar e colaborar assim com a geração de uma caixa solidária anti-repressiva. Acreditamos que é importante e bastante urgente mandar um apoio solidário aos compas que estão precisando de isso e que a nossa resposta deva ser imediata. Ao mesmo tempo, é importante estarmos sempre preparadxs para este tipo de necessidades com antecipação.

Xs convidamos a ser parte de este evento e confirmar sua presença, também a marcar um horário a tatuador e se quiser agendar previamente, para os dias sábado 13 e domingo 14 de maio em que realizaremos o evento.

Estaremos com mais informação, contatos e as páginas dxs tatuadores em breve.
Para fazer da solidariedade palavra e ação.

Biblioteca Anárquica Kaos
contatos: biblioteca-kaos@riseup.net

No cartaz  pode ler-se:

SOLIDARIEDADE ENTRE OKUPAS

O dinheiro arrecadado será para caixa anti-carcerária
Tatuagens – Perfurações – Música e vídeo – Rango Vegan –  Bedidas quentes

Porto Alegre – 13 e 14 de Maio

TATOO COMBATIVA

Biblioteca Anárquica Kaos

em alemão

Atenas: Lista das necessidades da Okupa Themistokleous 58

Na faixa pode ler-se “Morte aos patriotas (A)” em Albanês

Após mais de um ano de existência, a Okupa anarquista Themistokleous 58 e projeto de habitação para pessoas com e sem papéis, situada em Exarchia, no centro de Atenas, ainda precisa de alguma solidariedade muito prática para permanecer funcional. Aqui vai a nossa lista atual de necessidades:

Suprimentos de comida: Óleo (azeite / óleo de milho), arroz, massa, molho de tomate, feijão, lentilhas, grão de bico, ovos, batatas, leite enlatado, comida para cães.

Suprimentos de limpeza: Lexívia, saboneteira, cabeça de esfregona, detergente para roupa, esponjas, sacos de lixo, esfregões.

Suprimentos de higiene pessoal: Shampoo, creme de barbear e lâminas de barbear, pastas de dentes e escovas de dentes.

Material geral: Lâmpadas (tipo atarrachar e tipo baioneta), tinta, cadeiras.

Também seria bem-vindo algum apoio financeiro (não através de ONGs e instituições de Estado / Capital) para cobrir as necessidades estruturais da Okupa e das despesas médicas ocasionais. Para contribuir, do exterior, o endereço da nossa carteira bitcoin é 1aXVM16soZt4ZisC8ZttuqvzztVKFBCMz

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todxs aquelxs que ajudaram até agora de todas as formas possíveis.

Amor, raiva e solidariedade!
OKupa Themistokleous 58

em  inglês  l  italiano

Montevideu, Uruguai: Comunicado da assembleia aberta de ocupantes da La Solidaria

MÃO ESTENDIDA AOS/ÀS COMPAS – PUNHO CERRADO AOS/ÀS INIMIGXS

Perante patacoadas só desprezo… (o que os media nunca dirão)

A partir destas linhas queremos reivindicar certos factos ocorridos na manifestação em repúdio ao desalojo do local La Solidaria, manifestação por nós convocada e, no que se refere à concentração, organizada colectivamente, a partir da nossa assembleia.

Além da concentração acordamos também o posterior corte de estrada de 21 de Março, corte que seria feito no mesmo momento em que se impôs à população o decreto do governo de esquerda – permitindo desse modo a polícia reprimir os piquetes, sem ter sequer a ordem dum juiz.

Nestes últimos dias os media lançaram uma série de ataques de desinformação que inundaram tudo – das mentiras mais descaradas ao incitamento dos exércitos de “bons cidadãos”, para proteger a ordem estabelecida. A normalidade do poder, dizem eles, deve ser obedecida a todo o custo. Normal é ver como é repetida uma e outra vez a miséria diária da exploração e da obediência aos seus ditames. O paradigma da dominação justa e da servidão voluntária tem a sua expressão máxima na indignação de vários dos mercenários da imprensa.

Mas as ruas têm também as suas vozes, já que há vida (e em abundância) para além da propaganda do Capital. Um monte de mentiras estúpidas – como por exemplo a da horda que marcha, atacando indiscriminadamente as pessoas – não irão ser sustentadas por nenhum dxs nossxs vizinhxs, xs quais, por sua vez, têm mostrado inúmeras vezes a sua solidariedade com o projeto e suas lutas. A propaganda imbecil dos proxenetas bem pensantes da Ordem não é mais forte do que as relações que estabelecemos com xs ocupantes ou com xs desalojadxs do bairro e com xs quais se praticou o apoio mútuo, uma e outra vez.

A estranheza – daquelxs para xs quais só vale a violência quando vinda do Estado – não é mais forte que os laços de solidariedade, respeito e reciprocidade forjados ao longo dos anos – com xs vizinhos, pequenxs comerciantes de bairro e centenas de amigxs da casa. Aquelxs que viram xs seus ou suas filhxs ou amigxs fazerem desporto sem competição, nas classes de boxe, ou desenvolver a sua sensibilidade estética nas oficinas de expressão plástica, aprender língua de sinais e crescer sob relações de reciprocidade e de liberdade, não podem engolir a versão do Estado. Xs “vândalxs estúpidxs” são xs que defendem a devastação da terra e da água, xs “desmioladxs irresponsáveis” são xs defensorxs do clientelismo – como forma possível de relações sociais – não xs que lutam contra ela ser a única.

Aquelxs que, ao longo do tempo, aprenderam na La Solidaria a desenvolver a sua capacidade auto-instituinte da sociedade, a forjar acordos de forma responsável,  a consensuar – sem chefes ou poder político – só podem rir-se da história dxs defensorxs dessa normalidade. As centenas de vizinhxs e participantes que passaram nestes anos pela La Solidaria e pelas suas oficinas – ou a participar nas actividades ou coordenações – sabem que nela se potenciava a auto-organização da luta social, afastada e contrária a toda a forma de opressão ou poder.

Por isso mesmo, sabemos que todxs elxs não se sentiram ou sentem atacadxs pelxs compas de La Solidaria. Sabem suficientemente bem que a nossa ética nos impede de atacar indiscriminadamente, danificar as suas casas ou querer atentar contra a sua segurança. Usar a violência – não como auto-defesa mas indiscriminadamente – encerrar em vez de ajudar, dar exemplo através do castigo, criar pautas de convivência baseadas no consumo e na dominação, são e serão os eixos do Capital e do Estado, não xs nossxs.

O repúdio ao desalojo – o nosso e o dxs vizinhxs e companheirxs – dignificou-nos e é parte essencial da nossa responsabilidade na vida. Somos conscientes quando, em todos os locais onde pararmos, fizermos algo para transformar a realidade. O repúdio ao desalojo não foi, nem é, uma luta contra o Estado por um grupo determinado – tal como ao governo ou a uma empresa qualquer. Foi, e é, parte de uma luta que não foi iniciada por nós – e da qual todos fazemos parte, gostemos ou não.

Enquanto a propaganda do poder é a da defesa das relações de benefício económico, competição permanente e respeito às leis de políticxs e outrxs empresárixs, nós promovemos a auto-organização não-hierárquica, o respeito pelas pessoas e não pelos dispositivos de dominação e exploração, a reciprocidade como motor social e a dignidade de confrontar-se com a ordem, sem oprimir ninguém, por sua vez. Confundir ou misturar isso com violência gratuita é maniqueísmo e arrogância. Querer obrigar-nos a obedecer – e a respeitar a dominação do capitalismo financeiro e a dxs seus e suas encobridorxs – é pura estupidez de fanfarrõesa costumadxs a mandar.

Solidarizamos-nos com as pessoas detidas, logo a seguir aos factos, assim como com todxs aquelxs que diariamente sofrem a mesma sorte, a mesma prisão, o mesmo despedimento, a mesma incerteza ou o mesmo deslocamento forçoso de local – e que sabemos albergarem as mesmas raivas e os mesmos sonhos de liberdade. Saudamos com o punho no ar a todxs xs que se solidarizaram connosco nos dias anteriores ao desalojo e nas últimas horas, compas do estrangeiro, do interior, vizinhxs e amigxs…
As casas passam…e a nossa luta é imparável!
Assembleia aberta de ocupantes da la Solidaria

em espanhol

Porto Alegre, Brasil: 2 de Abril – Abertura do novo espaço da Biblioteca Kaos

Domingo, 2 de abril. Meio dia. Abertura do novo espaço da Biblioteca Kaos.

Salve compas!

Com a intensa sensação de ânimo que nos dá a nova ocupação, abrimos já as portas do nosso novo espaço, xs convidando à abertura, no domingo de 2 de abril, ao meio dia. Sintam-se à vontade para trazer suas feiras e materiais. Aproveitamos este convite para mandar um salve aos/às compas de Tessalônica, Komotini, às okupas da Grécia, aos/às compas do Chile e de Porto Alegre que nos fizeram chegar uma piscada solidária no desalojo do espaço anterior.

Biblioteca Kaos

No cartaz pode ler-se:

ABERTURA DO NOVO ESPAÇO DA BIBLIOTECA KAOS

Domingo, 2 de Abril, meio dia
Escadaria Joa Manuel entre Fernando Machado e Duque de Caxias

Almoço (trazer colher e prato)
Música
Apresentação do acervo da biblioteca
Troca de ideias sobre okupação
Gentrificação

Porto Alegre, Brasil: Novo espaço da Biblioteca Kaos

Ocupamos de novo!

A Biblioteca Kaos tem novo espaço

No domingo, 12 de março, entrámos na casa da Rua Coronel João Manoel 641, antes o morro da formiga. Casa que estava abandonada faz três anos, no meio do centro histórico de Porto Alegre, e que é parte das heranças de duas das famílias mais burguesas, donos da cidade faz séculos: Chaves Barcellos e Wallig.

Temos a absoluta certeza de que estamos incomodando os poderosos que já apareceram para nos ameaçar e muito risivelmente para nos convidar a ser parte dos seus projetos de capitalismo alternativo. Nossa resposta é uma só: somos ocupas, anarquistas, e com a burguesia não temos conversa nenhuma.

Para nossa surpresa e alegria, a vizinhança apoia totalmente a ocupação porque viram que poucas pessoas arrumaram um espaço que faz anos estava sem uso. A interação com eles foi uma clara atitude de solidariedade e iniciativa, não só nas palavras mas sobretudo na ação, participando pouco a pouco na limpeza do lugar e apoiando com sua presença em algumas das visitas dos donos.

Depois das ameaças dos burgueses de nos jogar para fora com seus capangas e pitbulls, as galera das outras okupas da cidade chegaram para nos fazer sentir sua solidariedade e ajuda.

Neste momento ainda estamos na briga pelo espaço, mas nossa decisão desde o início é permanecer sem negociação, nem jurídica nem verbal, com os proprietários. A ocupação é uma prática subversiva que não pode ser engolida pelas normas de propriedade imobiliária, é a resposta efetiva à acumulação absurda da terra em mão de uns poucos privilegiados. Nossa determinação diante disto é clara: casa abandonada, casa ocupada.

Mandamos nosso salve à La Solidaria que enfrenta um desalojo nestes próximos dias, compas um desalojo, outra ocupação!!! Aos/Às compas das Okupas, na Grécia, à okupa Nadir e CCF, compas seguimos! Às Bibliotecas Flecha Negra na Bolívia, Sacco e Vanzetti e Sebastian Oversluij no Chile, e a todos os espaços auto-gestionados na procura da anarquia.

Num novo espaço, aqui seguimos onde sempre estivemos: na procura da liberdade e contra toda a autoridade!

Biblioteca Anárquica Kaos.

Nos próximos dias difundiremos os horários e atividades da biblioteca.

Montevideu, Uruguai: Concentração contra o despejo de La Solidaria [21/03/2017]

A 21 de Março deste ano chegarão as forças da ordem à Fernández Crespo, 1813 para finalmente desalojar a La Solidaria.

Este não é somente um golpe ao espaço, é também um ataque aos métodos utilizados: à auto-organização e à ação direta para se lutar contra este mundo de exploração.

É também um ataque a todos aqueles setores que permanentemente lutam por transformar a realidade, a todos esses setores que lutam por outra forma de vida, mais aprazível, baseada na solidariedade e no apoio-mútuo.

Frente às tentativas do Poder de fazer calar a luta, propomos potenciar a rebelião permanente contra o seu mundo de morte.

Propomos responder aos ataques constantes e cada vez mais profundos que o Capital exerce sobre as nossas vidas.

Saquem as vossas mãos dos nossos centros sociais!