Arquivo de etiquetas: 17 de Novembro

Atenas: Confrontos de 17 de Novembro, um breve resumo

Nova jornada de luta nas ruas de Atenas, na tarde de 17 de Novembro. Após as comemorações anuais da revolta de 1973 – contra o regime dos coronéis dessa época – e uma vez terminada a manifestação pacífica – algumas centenas de encapuçadxs confrontaram-se com as forças da ordem.

Ainda que a bófia tivesse conseguido limitar as expressões violentas na zona de Exarchia, estas duraram várias horas, das 20:00 do dia 17 até às primeiras horas da de madrugada de dia 18. Xs amotinadxs utilizaram todo o material disponível para atacar contra os esquadrões de antimotins e os grupos de civis que tinham inundado as ruas do centro: pedras, paus, molotov, bengalas etc. Entre os vários incidentes destaca-se a expropriação em massa de um estabelecimento da cadeia de supermercados Bazaar, localizada na rua Soultani, que acabou completamente saqueada e destroçada.

Até onde sabemos e foi possível verificar a bófia deteve pelo menos 6 pessoas.

LUTA DIÁRIA NAS RUAS POR TODA A PARTE!
O DEZEMBRO NEGRO APROXIMA-SE!

espanhol

Grécia: Palavras de Angeliki Sotiropoulou em relação à nova prisão de tipo C em Domokos

radioMais uma vez – como esperado, claro – o Estado e os media enganosos estão a tentar semear o medo e terror. Todas as prisões na Grécia, excepto asprisões agrárias, são e sempre foram instalações de segurança máxima. Especialmente a cave na prisão feminina de Koridallos, onde os prisioneiros do caso “17 Novembro” têm vivido nos últimos 12 anos e meio, é visivelmente a secção mais fortemente vigiada. O que construíram então em Domokos são prisões de isolamento e não prisões de segurança máxima.

Fora de um estado de direito, eles querem fazer estes prisioneiros invisíveis. Todos os argumentos da extrema direita que passaram e aplicaram a respectiva lei são baseados em mentiras e enganos. Christodoulos Xiros (recapturado a 3 de Janeiro) não escapou de nenhuma prisão, para assim invocarem razões ou falhas na segurança. Ele deixou a sua casa. Estamos assim confrontadxs com uma vingança pura e simples em relação aos/às inimigxs políticxs e principalmente com uma vulgar exploração política para fins de comunicação baratos. O novo anúncio de televisão pré-eleições do extremista de direita Samaras que associa os jihadistas com organizações armadas de contra-violência, mostra a verdadeira razão para a criação destas prisões, assim como o seu enorme pânico.

Eu pergunto-me: de onde é originado o fascismo? Lá, na prisão de Domokos, nada mudou; está tudo como estava antes, assim como qualquer outra prisão. Tudo o que elxs fizeram de diferente foi descobrir, após 12 anos e meio, que estas pessoas subitamente se tornaram perigosas – um delas tem 72 anos – e afastaram-nas das suas famílias, tanto quanto possível no momento, para lhescausarem ainda mais problemas. Nós resistimos, mesmo se nos mandarempara as fronteiras.

Palavras da ex-prisioneira política Angeliki Sotiropoulou — companheira de Dimitris Koufontinas, que de momento é mantido na prisão de tipo C em Domokos— transmitidas durante um programa de radio online (15 de Janeiro, 2015).

inglês

Grécia: Mais transferências de prisioneiros para a prisão de segurança máxima em Domokos

boy-evacuees-1939

O anarquista Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária, encontra-se encarcerado há cinco dias na 5ª ala da nova prisão tipo C, em Domokos.

A 2 de Janeiro de 2015, mais dois presos condenados como membros de organizações revolucionárias armadas, anarquista Kostas Gournas (Luta Revolucionária) e Dimitris Koufontinas (17 de Novembro), foram transferidos das celas das masmorras da prisão de mulheres de Koridallos para as instalações de segurança máxima de Domokos. Na mesma manhã, os presos anarquistas Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, ambos condenados por assalto à mão armada em Pyrgetos-Larissa bem como pela -suposta- participação numa organização revolucionária armada (Conspiração das Células de Fogo), também foram levados da prisão de homens em Koridallos para a prisão tipo C em Domokos. Sarafoudis foi transferido para Domokos ainda que, actualmente, seja co-acusado no caso do assalto à mão armada em Filotas-Florina ao lado de outros companheiros, cujo julgamento vai continuar, no tribunal especial da prisão de Koridallos, em Janeiro deste ano.

Entretanto,  da véspera de Ano Novo até hoje vários outros prisioneiros foram transferidos para a prisão de segurança máxima em Domokos.

Grécia: Resumo das manifestações de 17 de novembro

Atenas: Cerca de 50.000 pessoas, segundo algumas estimativas, participaram da manifestação de 17 de novembro na capital grega, que foi marcada novamente pela presença maciça de forças policiais e de repressão preventiva. Desde a manhã, as pessoas iam à Politécnica para comemorar aos caídos da Revolta estudantil de 1973. Entre a multidão anônima apareceram também os hipócritas oficiais da esquerda (como Alexis Tsipras) para estar na TV um pouco mais. Ao mesmo tempo, mais de 7.000 assassinos em uniformes da polícia grega e centenas de policiais secretos, espalhados pelo centro da cidade, deixaram clara a mensagem do dia: A polícia está em todos os lados.

Após as 14 horas, as pessoas começaram a concentrar-se na praça Klafthmonos, enquanto toda a área do bairro de Exarchia foi cercada por enormes forças policiais e a Politécnica, como a rua Patission, estavam bloqueadas por ordem da polícia.

Vários blocos de manifestantes se concentraram em Syntagma, onde foi relatado que um dos blocos anarquistas foi cercado na praça por esquadrões antidistúrbios.

Ao mesmo tempo, a rua Vasileos Georgiou (em frente ao hotel Grã Bretanha) estava sob ocupação por outros esquadrões da MAT que bloqueavam o avanço em direção à embaixada dos Estados Unidos, onde tradicionalmente termina a marcha que comemora a Revolta de 1973. Quando os manifestantes foram finalmente autorizados a seguir para a embaixada, também começou a marcha vinda da praça Klafthmonos. Enquanto a manifestação estava em curso, os blocos anarquistas permaneceram por algum tempo em frente ao parlamento e preferiram enfrentar as forças da ordem.

Quando a manifestação chegou à frente da embaixada dos Estados Unidos, os estalinistas da KKE começaram a concentrar-se na praça Omomia, para marchar para o mesmo destino, mas separados dos outros blocos. Enquanto isso, foi ateado fogo na casa de vigilância em frente à sede da União Européia, localizada na avenida Vasilissis Sofias. Na praça Mavili, próxima a embaixada americana, se levantaram barricadas e houve confrontos entre os manifestantes e as forças de repressão.

Os antidistúrbios tentaram repelir os insurrecionalistas e os enfrentamentos continuaram na avenida Alexandras, onde barricadas em chamas foram erguidas.

A polícia anunciou ao fim do dia que 78 pessoas foram detidas e 11 foram presos, mas a verdade é que as prisões (mesmo as chamados “preventivas”, incluindo a prisão de Aris Seirinidis e sua mãe) foram mais de 100, e os presos, muitos dos quais sofreram lesões, são 13. A maioria dos detidos tem graves acusações e parece que o “dogma da tolerância zero” aplica-se também contra as pessoas solidárias. Em 18 de novembro mais uma pessoa foi detida fora dos tribunais de Evelpidon, durante o ataque policial contra a concentração de solidariedade com os 13 presos.

Entre os manifestantes feridos, há também um compa com graves ferimentos por todo o corpo e duas pernas quebradas, por ter saltado de uma altura de 6 metros, enquanto foi perseguido por unidades da polícia motorizada DIAS.

Em Tessalônica, mais de 8 mil pessoas participaram nas manifestações do dia. Muitas foram também as prisões preventivas, enquanto as faculdades universitárias foram cercadas pelas forças policiais. Um jovem de 18 anos foi preso e acusado de posse de molotov. Após o fim da manifestação foram registrados enfrentamentos com lançamentos de pedras e coquetéis molotov fora da faculdade de Teologia. No segundo vídeo se pode ver a invasão dos bandidos da polícia no campus.

http://www.youtube.com/watch?v=j92tBQBlWUI& Continuar a lerGrécia: Resumo das manifestações de 17 de novembro

Atenas: Evento de solidariedade com os 13 detidos do 17 de Novembro

Um evento de solidariedade e de apoio financeiro com os 13 detido durante a manifestação de 17 de Novembro terá lugar hoje, domingo, 20 de Novembro, na praça de Exarchia. O evento começará às 15 horas e continuará até ao fim do dia.

Para 2ª feira, 21 de Novembro, está convocada uma concentração de solidariedade pelo mesmo motivo, nos tribunais de Evelpidon, cerca das 11 horas.

Fonte

Atenas: Cartazes anarquistas chamando para as manifestações de 17 de Novembro

Cartazes chamando para manifestações anarquistas em 17 de Novembro, comemorando o levantamento da Politécnica de Atenas, em 1973, contra a junta militar grega (1967-1974):

Face à crise económica e política devemos criar as condições para a organização revolucionária da nossa classe onde quer que a luta social e de classes se desenrole e se dê a ruptura com os mecanismos de mediação, as burocracias sindicais e as manipulações dos partidos políticos.

Manifestação: 17 de Novembro, às 14 h na praça Klafthmonos.
Anarquistas / Antiautoritárixs

Politecnio 2011

Perante as trevas de tirania e da escravidão
escolhemos o luminoso caminho da luta e da humanidade
para deixar o sol da liberdade brilhar

Concentração: 5ª feira, 17.11.2011, 15.30, Syntagma
Grupo de Arquivos Anarquistas de Atenas

DANTES, PELOS TANQUES [1973]
“Escola Politécnica de Atenasl foi evacuada, o exército interveio pelos tanques”

AGORA, PELOS BANCOS [2011]
“O governo confessou a falência dos bancos; votou impostos e congelamento de salários”

ESTÁ NA HORA DA REVOLTA

17 de Novembro de 1973. As revoltas dos jovens, a luta anti-ditadura aproxima-se do seu auge. Após 38 anos, vemos que nada terminou. [. . .]

Nós não nos esquecemos dos ataques da polícia/forças de segurança nas greves maiores, as leis do terrorismo, os espancamentos e prisões, as exibições de força, a abolição do asilo universitário, o treino de unidades militares de repressão de manifestações e, claro, os prisioneiros políticos.

A Igreja não pode escapar à nossa crítica; esta instituição parasitária conduz os seus crentes à inação e à resignação da esperança em melhores dias, enquanto as suas riquezas e propriedades, o poder dos seus órgãos e os seus interesses se alinham com os interesses dos magnatas, grandes industriais e banqueiros.

Para aqueles que ainda estão atraídos pelos apelos conservadoras deste mecanismo reacionário só podemos dizer que a mudança não surge com orações.

Vivendo — como todos vivemos — em plena crise capitalista e querendo-se enfatizar a oportunidade que constituíu o levantamento da Politécnica, achámos importante convidar a comunidade local para uma manifestação nos bairros de Ano Glyfada, Elliniko e Argyroupoli. Assim, abrirar-se-ão várias frentes de resistência e conflito, e criar-se-ão relações de solidariedade, promovendo a ideia e a importância da ação descentralizada.

Rejeitamos qualquer tipo de atitudes racistas e fascistas, estabelecendo como primeira etapa a Solidariedade e a Descentralização.

CONTRA O ESTADO, O CAPITAL E TODAS AS LEIS DO TERROR
REIVINDICAMOS A NOSSA VIDA TOMANDO AS RUAS

Manifestações locais em Ano Glyfada, Elliniko e Argyroupoli
(subúrbios ao sul de Atenas)
Ponto de encontro: 17 de Novembro, às 16h,
Praça Aghios Tryphonas, Ano Glyfada
Coletividades Anarquistas de Elliniko, Argyroupoli e Ano Glyfada

também —> cartaz chamando o bloco anarquista em Heraklion, Creta