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G20 em Hamburgo: Estes foram dias de revolta

Durante estes dias da conferência do G20, milhares de pessoas inundaram as ruas de Hamburgo com a sua raiva contra a polícia, a sua violência e o mundo que protegem. Já durante as semanas anteriores era bem visível a vontade da bófia confrontar cada sinal de protesto ou resistência com tolerância zero. Durante a manifestação de quinta ao fim da tarde, deixaram bem clara a sua posição mais uma vez, atacando a frente da manifestação desde o primeiro minuto. A bófia obviamente, aceitou selvaticamente a possibilidade de ferimentos potencialmente letais ao empurrar e cercar o bloco frontal da manifestação para uma abertura muito estreita da Hafenstraße, onde se estaria rodeado lateralmente por paredes de tijolo. Causaram pânico, batendo, pontapeando, lançando gás de pimenta e lacrimogéneo e disparando os canhões de água de frente e pelos lados. Muitas pessoas tentaram fugir subindo as paredes laterais, muitas pessoas magoaram-se – mas era possível ver também momentos impressionantes de solidariedade, pessoas ajudando-se umas às outras para saltar por cima dos muros enquanto outrxs atacavam a polícia de cima e linhas frontais corajosamente e calmamente defendiam a manifestação dos ataques da polícia, sustendo um espancamento sério.

O bastão na cara, o joelho no pescoço, a pimenta nos olhos estavam lá para te lembrar quem estava no comando do mundo. Durante estes dias, os representantes e líderes dos 20 mais ricos países do mundo encontraram-se para discutir a manutenção desta ordem de miséria. Dezenas de milhares de polícias deviam proteger esse espectáculo daquelxs que procurariam mostrar abertamente a sua raiva, ódio e resistência aquelas autoridades arrogantes.

Na noite de sexta-feira muitas pessoas optaram por recuperar alguma da dignidade que nos é roubada diariamente, atacando a bófia em diferentes e múltiplas partes da cidade. Barricadas foram construídas e com martelos, pedras e fogo abriram inúmeras brechas nas fachadas da sociedade na qual apenas aquelxs que funcionam de acordo com ela, consumem e lhe obedecem encontram o seu lugar. As barricadas da noite ainda não tinham sido completamente extinguidas quando os primeiros carros começaram a ser consumidos pelas chamas na manhã de sexta-feira. Em diversos pontos de toda a cidade, grupos começaram a juntar-se, deixando claro que estes dias ultrapassam em muito aquilo que se poderia considerar um simples ataque a uma reunião de líderes de estado. Entre outros alvos, as agências imobiliárias, carros luxuosos, o tribunal de menores, bancos e as fachadas brilhantes dos átrios das galerias comerciais foram atacados e também os primeiros polícias tiveram de fugir debaixo da chuva de pedras e garrafas. Numa miríade de locais da cidade grupos bloquearam com assentamentos e manifestações, sem que as pessoas que escolhiam meios diferentes se atrapalhassem.

Na sexta-feira, a raiva irrompeu com uma força muito rara neste contexto (infelizmente) – claramente para conquistar a tranquilidade mortal da vida civil, quebrar a normalidade e perturbar o funcionamento da cidade dos ricos e do consumismo – mostrando que o estado policial não nos pode impedir de viver, constituindo uma experiência fortalecedora, sem dúvida alguma.

Ainda na sexta-feira, uma parte do espaço que as autoridades tomaram pela força bruta, para fazer actuar este espectáculo de poder, foi retomada por algumas horas.
Com barricadas em chamas e ataques firmes contra a polícia, as pessoas criaram um espaço onde podiam finalmente decidir o que queriam fazer durante algumas horas, sem que as forças do Estado tivessem qualquer controlo ou influência. Algumas lojas e supermercados foram saqueados e individualidades levaram o que quiseram ou necessitavam, outrxs decidiram destruir símbolos deste mundo mortal de consumo, que mortifica cada sensação de vida selvagem e livre, queimando-os nas ruas. A diversidade de individualidades que compartilharam as ruas neste dia – atacando a polícia, saqueando e construindo barricadas – foi impressionante e envolveu um grande número de pessoas que provavelmente não fazem parte de qualquer meio de protesto.

Quando qualquer auto-proclamado porta-voz, de quem quer que seja, diz que os confrontos foram fora de tom, irresponsáveis e apolíticos, apesar do profundo desgosto que nos causa o seu oportunismo adulatório é necessário dizer que está certo: tomar um espaço que não é controlado por polícias é um acto inevitavelmente violento e uma disrupção clara do que nos é imposto diariamente. Na verdade não tem nada a ver com qualquer agenda política ou programa de qualquer movimento ou organização- mas com o individual, com uma re-apropriação total das nossas vidas.

Se esses momentos de disrupção criam um certo desconforto ou mesmo medo de uma situação, na qual a ordem imposta estava verdadeiramente fora de tom, não é de espantar – estes sentimentos são parte inevitável e inerente do rompimento com esta realidade.Além do reconhecimento disto temos de nos perguntar de quem é o medo ou de quem estamos a falar. Se é sobre uma sociedade saciada e rica como a presente nesta cidade de consumo e comércio, assustada com a sua propriedade e que encontra no saque de bens e na destruição de zonas comercias os momentos mais assustadores destes dias, essa sociedade precisa de ser destruída. O seu medo é um sinal claro de que estamos a atingir o ponto certo.

A nossa domesticação neste mundo de autoridade é muito extensa.
O polícia na nossa cabeça é muito persistente.

Apenas alguns/mas podem imaginar o que significa realmente a ausência de autoridade
– é por isso que temos de criar momentos onde possamos fazer a experiência dessa ausência. Que xs indíviduxs tomem decisões que no rescaldo possam não parecer corretas ou responsáveis não é surpreendente. Nem nestas situações nem em nenhuma outra situação na vida. Temos de falar sobre estas coisas, obviamente, se nos queremos aproximar de uma ideia de liberdade. Tem de ser claro, então, que não há objectividade – especialmente na revolta. Responsabilidade individual e iniciativa daquelxs que a querem manter, são partes inerentes da revolta.

É fácil cair no discurso imposto pelas autoridades e preservadores desta ordem. Aquelxs que arriscaram a vida de pessoas de forma viciosa, nestes dias, eram polícias – não há dúvida alguma sobre isso. Cair naquela propaganda inflamatória e deixá-la controlar o momento libertador e fortalecedor destes dias seria um erro grave.

Durante este fim-de-semana, a resistência deixou o campo do protesto orquestrado politicamente – e de novo se torna claro que sob o chapéu da revolta há que escolher lados.
Ou estás do lado que procura ver esta sociedade, esta ordem, este sistema em ruínas- com a ideia de uma vida em liberdade e dignidade, abraçando todos os erros e triunfos que são inerentes à revolta; ou estás com aquelxs que reconhecem que se sentem mais confortáveis num domesticado e calculável ambiente de protesto, que ocorre no quadro seguro do sistema totalitário – com medo de tomar passos que nos possam levar na direção dos frios e vastos campos da liberdade.

anarquistas pela revolta social
Hamburgo, Verão 2017

em inglês l alemão

Toulouse, França: Crónica da manif de 8 de Novembro contra a violência policial

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toulouse

voitureUma semana depois da manifestação de 1 de Novembro de 2014, terminada já em confrontos com a polícia, foi convocada outra manifestação a nível nacional contra a violência policial em Toulouse – a maior cidade nas proximidades de Testet, onde na noite de 25 para 26 de Outubro Rémi Fraisse foi assassinado pela bófia no decurso de confrontos.

A 8 de Novembro as autoridades da cidade decidiram proibir a manifestação enquanto as organizações e partidos ecologistas e de esquerda apelavam para que as pessoas não participassem nela. Mesmo assim, éramos mais de um milhar reunidos na praça Jean Jaurès, completamente cercadxs por centenas de polícias. Os esquerdistas do NPA (Novo Partido Anticapitalista) acabaram por negociar um novo percurso de algumas centenas de metros na avenida Jean-Jaurès. Apesar das vaias da multidão, toda a gente acabou por seguir naquela direcção a ver se era possível sair do cerco policial. Pouco depois, a bófia bloqueou completamente o caminho e todas as saídas possíveis, encontrando-nos presxs na avenida. Os palhaços a fazer palhaçadas, os pacifistas a indignarem-se, outras pessoas a porem capuchas e os do NPA a tentarem negociar a sua saída.

Todo se manteve calmo durante um momento, depois a bófia começou a inundar de gás lacrimogéneo a praça. Toda a gente corre e as primeiras pedras voam enquanto se monta algo parecido com uma barricada. O lançamento de gás lacrimogéneo e de pedras durou aí uns vinte minutos tendo a manif sido separada mais ou menos a meio; uma das metades ficou presa na armadilha e o gás continuou a tombar. Alguns molotov voam em resposta, uma viatura pega fogo (ao que parece devido a uma granada lacrimogénea). Começamos a questionarmo-nos como se vai sair dali.

De seguida, o que restava da manifestação é novamente cortada em duas. Uma delas é repelida nas ruas à volta da praça Belfort, mediante grande reforço de lacrimogéneos, toda a gente corre sem ver nem respirar. Uma vez saída da nuvem de gases, esta parte do cortejo (essencialmente composta por pacifistas lamuriando “Paz, Respeito, Amor”) dispersa-se.

A outra metade, muito mais encapuçada, reuniu-se ao lado da estação de metro de Jeanne d’Arc e acabou por descer as ruas na direção da praça Esquirol e do Palácio da Justiça, levantando barricadas à passagem e destruindo os bancos, apanhando a polícia de surpresa. Apesar do cerco policial os manifestantes conseguiram tomar as ruas do centro da cidade. Fazer frente à presença policial permitiu sair do cerco e conduzir a manifestação a outros locais. Depois de algumas escaramuças as pessoas dispersam-se de novo.

A manifestação correu relativamente bem, apesar das condições adversas, coexistiram todas as práticas sem muitas dissociações (aparte dos do NPA, mas passamos por cima disso). Depois de ter acabado a manif, realizou-se uma concentração frente à delegacia da polícia em solidariedade com xs detidxs do dia.*

Uma nova grande manifestação contra as violências policiais está convocada para 22 de Novembro, em Toulouse. É importante conseguir manter um nível alto de conflito nas mobilizações e nas ruas de modo a que as práticas ofensivas se experimentem e se realizem em conjunto, evitando cair outra vez nas divisões entre manifestantes “bons” e “maus”. Aqui toda a gente se manifesta junto. Mais ou menos de maneira ofensiva, mas juntxs e de forma autónoma. E é isso que devemos levar adiante, procurando evitar a clássica separação que conduz o pessoal mais “tranquilo” à recuperação pelos partidos e organizações da extrema-esquerda clássica e o pessoal menos “tranquilo” às práticas mais especializadas e mais secretas da ação direta. Estas tendências mantêm-se juntas graças às manifestações, devido à capacidade de manter a força de maneira pública. Se nos tivermos de dividir um dia, cabe-nos a nós decidir isso em pleno conhecimento de causa.

Não tem a ver mais com a barragem mas com a nossa vida inteira.

Lutar contra o capitalismo e os seus mega projetos significa levar a luta à rua, na mente, no coração, de noite e de dia, contra todas as formas de dominação e exploração e com os meios que cada um ou uma tiver à mão.

Solidariedade com xs detidxs!

Morte ao Estado, que viva a anarquia.

crónica em francês, espanhol

* Dos 20 manifestantes detidxs, há dois que foram encarceradxs: um condenado a 4 meses, outro em prisão preventiva à espera de julgamento a 15 de Dezembro. Para além disso há várixs com julgamentos pendentes.

Balcãs: Ações em solidariedade com a rebelião na Bósnia e Herzegovina

Em Fevereiro de 2014, anarquistas e antifascists de Niš, Belgrado, Novi Sad, Skopje, Sombor, Zagreb, Ljubljana e Rijeka levaram a cabo ações em solidariedade com a rebelião recente na Bósnia e Herzegovina.

“Apoiamos a revolta das pessoas na Bósnia e Herzegovina. Sabemos que um grande número dos nossos concidadãos pensam da mesma forma. As pessoas dos dois lados do rio Drina estão com fome, esperamos que os protestos na região vizinha abalem a adormecida Sérvia. Apelamos às pessoas para não se sujeitarem a ser absorvidos no vórtice das histórias nacionalistas e da propaganda suja e a unirem-se contra o inimigo comum: capitalismo e o Estado. Povo trabalhador, vocês estão famintos por causa deles – os parasitas, sanguessugas e ladrões – e não devido a alguém do outro lado do rio, cujo nome nem sequer sabem, e que está na mesma merda que vocês ” afirmou um antifascista em Nis.
(fontes:  blogtipomogo  i  ii)

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Belgrado
a) Por uma libertação anacional da B&H. Contra as elites políticas (A).
b) Por uma libertação anacional da B&H. Contra o FMI e o Banco Mundial (A).
[B&H = Bosnia e Herzegovina
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Belgrado – ação glbt/queer
a) “Quando a lei se tornar uma injustiça, a resistência torna-se um dever”.
b) “ Você não vê que não são os gays que te estão a foder mas sim o capitalismo..”
c) “Solidariedade contra o fascismo e o terror policial.”
d) “Um só amor para o funcionamento da B&H”.

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Ljubljana
a) “Ardendo, ardendo…” [referência à popular canção hip-hop]
b) “Como na Bósnia, então Ljublj(A)na – contra a tirania do capital”
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Niš
a) “ Deixa a revolução brilhar nos dois lados do rio Drina – AFA Niš”
b) “Apoia a rebelião popular na Bósnia! – (A)FA Niš”.
c) “Classe trabalhadora contra o capitalismo. Apoia Tuzla – (A)ntifa Niš”.
[AFA = Ação Antifascista]
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Novi Sad
a) “ Apoia o povo da B&H, AFA.”
b) “ Apoio para o povo trabalhador da B&H, AFANS.”
c) “ Levanta-te povo! Solidariedade com o povo da B&H, AFANS.”
[AFANS = Ação antifascista Novi Sad

rijeka
Rijeka
a) “ Deixa a B&H ser um exemplo para nós! Rijeka em solidariedade.”
b) “Políticos e magnatas, vocês não têm motivo para dormir calmamente.” ”
c) “Resistência – Rebelião transforma escravos em seres humanos.”
skopje
Skopje
a) Na faixa pode ler-se: Solidariedade.
b) “Solidariedade com o povo da B&H. Morte ao nacionalismo. Uma Balcãs, uma luta.”

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Sombor
“Apoio ao povo trabalhador da B&H. AFASO”.
[AFASO = Ação Antifascista Sombor)
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Zagreb
a) “Luta de classes 2014”
b) “Nem guerra entre povos nem paz entre classes”
c) “A liberdade não é apenas um clube de Tuzla.”
[Liberdade = Sloboda; em Tuzla há um clube de futebol Sloboda]

Além disso, na sequência de um convite através de redes sociais, dois encontros de solidariedade tiveram lugar em Belgrado e Zagreb com a participação de algumas centenas de pessoas oriundas de diferentes espectros (anarquistas, antifascistas, esquerdistas, estudantes, trabalhadores …).

Filme da Bósnia e Herzegovina, com cenas do encontro de solidariedade em Belgrado, Sérvia:

Mais informações sobre eventos na Bósnia e Herzegovina: CrimethInc  iii,

Inglês

Attica, Grécia: Crónica da revolta no campo de concentração de Amygdaleza

Bem, desculpe incomodá-lo, mas nós aqui nos revoltamos.

Repórter: Você vive num contentor. Está bem aqui ou gostaria de voltar para o seu país?

Imigrante: Não, está uma grande confusão, mas não quero voltar.

Nikos Dendias, Ministro da Polícia e da Repressão (sorrindo ironicamente): Isso leva tempo. Num mês, um mês e meio, ele terá mudado de opinião.

Setembro 2012, campo de concentração de Amygdaleza

E realmente os imigrantes presos mudaram as suas opiniões. Mas não pediram para voltar porque não conseguiram aguentar as condições insuportáveis de detenção e os meios inumanos que o Estado grego tão avidamente utiliza. Transformaram o seu desespero em raiva e revolta.

Na noite de 10 de Agosto de 2013, no isolado e fechado campo de concentração para imigrantes sem documentos em Amygdaleza, o maior desse tipo na Grécia, e após um ano de tormentos psicológicos e físicos, os condenados deitaram fogo aos muros e consciências e, pelo menos por algum tempo,tornaram-se visíveis com os seus corpos e vozes.

A vinte e cinco quilómetros do centro de Atenas, num terreno amplo, inacessível e desolado, onde o arame farpado sucede aos polícias e os polícias sucedem ao arame farpado, os imigrantes revoltosos colocaram fogo nos contentores-jaulas, atacaram os guardas com garrafas de plástico e pedras, tentaram quebrar as portas de ferro e as cercas. Dez deles – temporariamente – seguiram o caminho para a liberdade, fora da que eles tratam por “a Guantánamo grega”.

“Durante uma hora e meia lutámos, 8 pessoas contra 1000. Todos levámos uma grande surra e quase ficámos incapacitados. Se quisessem e tivessem um plano melhor teriam nos matado” (um testemunho obviamente falso de um polícia da equipa de intervenção direta).

Ninguém viu nenhum polícia “incapacitado”. Mas vimos imigrantes espancados arrastados pelo pátio, com correntes. Ninguém conseguiu se encontrar com os prisioneiros gravemente feridos nos quais os guardas se vingaram e que ainda estão “desaparecidos” dentro do campo. Do lado de fora, polícias de todos os matizes e fascistas  patrulharam a área durante dias. Cães desgraçados caçam presas-humanas de cor escura que não ameaçam nada nem ninguém, exceto S. Douros, o prefeito de Acharnon (município ao qual Amygdaleza pertence) e os seus pares que estão “presos dentro das suas casas porque temem os fugitivos”. Que fiquem lá para sempre.

Revolta e solidariedade dentro e fora dos muros vão destruir a brutalidade Continuar a lerAttica, Grécia: Crónica da revolta no campo de concentração de Amygdaleza

Gante, Bélgica: Solidariedade com os/as rebeldes na Turquia e noutros lugares

Na tarde de quinta-feira, 27 de Junho, um grupo de cerca de trinta companheiros/as internacionalistas interromperam por um breve período de tempo a tranquilidade do bairro de Brugse Poort, em Gante, na Bélgica.

A manifestação não autorizada e combativa, transmitia uma mensagem de solidariedade ativa com as revoltas na Turquia e no Brasil. Durante a breve marcha, os/as companheiros/as cortaram um dos passeios da avenida principal do bairro, atraindo a atenção com uma faixa (ISYANCILARLA DAYANISMA, solidariedade com a insurreição turca), panfletos, fogo de artifício e cânticos pró-insurrecionais.

No final da manifestação apareceu uma patrulha com dois uniformizados. Um deles sentiu-se capaz de parar sózinho os/as solidário/as entusiasmado/as. Depois de uns empurrões, o sujeito ficou agressivo e acabou estendido no chão sob os golpes dos/as companheiro/as.

O grupo dispersou depois. Na busca que se seguiu, a polícia deteve quatro pessoas que foram libertadas de madrugada.

texto em neerlandês

Notas sobre as manifestações e revoltas no Brasil

Nas últimas semanas grandes manifestações tomaram ruas, avenidas e rodovias das várias cidades do Brasil. Questionáveis, manipuladoras e policialescas, as notícias divulgadas pela mídia corporativa não condizem com os fatos, ações e motivações observados nas ruas. Constituído coletivamente no âmbito da Rede Anticapitalista e Apartidária de Informação Política (RAAIP) o relato a seguir apresenta uma perspectiva informativa e libertária destas manifestações. Este esforço de mídia autônoma tem como meta informar militantes e organizações libertárias de outros países, tornar publicamente conhecidos alguns antecedentes destas manifestações, a indignação coletiva frente à violência estatal, a manipulação midiática dos fatos, e a luta dos povos contra a injustiça social e exploração no Brasil.

Contexto

Nos últimos anos as elites brasileiras tem promovido uma série de ações no sentido de consolidar a imposição de seu projeto de capitalismo/estadismo nacional. Tendo como referencias as políticas desenvolvimentistas de países como a China e a África do Sul, através de parcerias publico-privadas, o estado tem promovido diversos programas de aceleração do crescimento (PACs) em consonância com a Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul Americana (IIRSA). Para a efetivação destes programas, áreas cada vez maiores de floresta são derrubadas, grandes rios são represados para a construção de enormes hidroelétricas voltadas para a geração de energia para parques industriais. A construção de infraestrutura para a promoção de industrialização pesada se dá uma vez mais em detrimento das populações carentes e dos povos indígenas despejados de seus territórios. Os transportes de passageiros e cargas no Brasil são em grande medida dependentes dos combustíveis fósseis cada vez mais caros. Todos os anos, os preços dos alimentos aumentam. As políticas de produção de biodiesel promovidas pelo governo estão levando o país a uma crise alimentar sem precedentes. Mais e mais áreas de plantio de alimentos vêm sendo destinadas à produção de biocombustível. Em muitas cidades, capitalistas e estadistas aproveitam a alta dos combustíveis para sobretaxar anualmente os transportes de massa que controlam. Nos últimos três anos também, a especulação imobiliária resultou num aumento de até 150% nos preços de aluguéis e terrenos urbanos. Como resultado, uma parcela cada vez mais significativa da população não pode arcar com as despesas básicas.

Casos de corrupção são extremamente comuns no Brasil. Governantes aumentam seus salários e benefícios chegando a dezenas de vezes o valor do salário mínimo que é de 650 reais (o equivalente a 300 dólares). Continuar a lerNotas sobre as manifestações e revoltas no Brasil

Hamburgo, Alemanha: Ataque a sucursais bancárias em solidariedade com os rebeldes na Grécia

Na Grécia estão a lutar contra os resultados diretos das decisões tomadas pelos políticos alemães e outros europeus, a suas expensas e às nossas. A propaganda da imprensa alemã contra a Grécia enoja-nos.

A nossa solidariedade dirige-se aqueles que estão em greve e luta, aos que estão encarcerados e aos que se confrontam com a repressão. A nossa solidariedade vai também para os revolucionários da guerrilha urbana do grupo Luta Revolucionária, na Grécia, que estão a enfrentar os tribunais, devido a às suas ideias e lutas.

Durante as noites de 27 e 28 de Fevereiro, atacámos seis bancos em Hamburgo. O ataque aos bancos em Alemoney é um pequeno, mas claro sinal; por exemplo, fomos inspirados pela acção de solidariedade, realizada em Bielefeld, e espera-se que muita gente vá fazer o mesmo e enviar a sua solidariedade aos rebeldes na Grécia e a sua raiva e pedras contra os bancos e o sistema.

Esperamos que muita gente saia para a rua em Frankfurt e em toda a parte em 31 de Março, assim como nos restantes dias!

Por um verão quente! Liberdade!

Alemanha: Ação direta em solidariedade com a revolta na Grécia

Bielefeld, “Germoney”, Sexta-feira, 17 de Fevereiro

Os nossos corações palpitam por liberdade. Quando vemos a Grécia, onde milhares se revoltam, cada vez com mais intensidade, contra o Estado, o Capital, os cortes sociais, a exploração, a opressão e mostram a sua raiva, os nossos corações batem ainda com mais força. Em solidariedade com os revoltosxs queremos fazer parte da difusão da insurreição aqui, no quase pacificado território capitalista.

Estamos plenos de paixão por uma sociedade livre e solidária, onde cada pessoa auto-determina a sua vida e onde o dinheiro não tem nenhum papel, na questão das necessidades básicas.

Em profundo repúdio ao sistema monetario dominante, aos privilégios e à autoridade, expressámos a nossa revolta nas janelas de una sucursal do banco ?Commerz?bank e numa caixa multibanco, na noite de 17 de Fevereiro, na cidade de Bielefeld.

grupo anarquista

comunicado em Inglês, em espanhol

-Campo de batalha

Eu quero viver entre  pessoas que estão conscientes de que vivemos numa guerra. Uma guerra contra a vida, contra o espírito. Eu quero viver entre pessoas que não olham para o chão, ou que não deixam de te olhar nos olhos quando falas de luta ou de uma insurreição, porque no seu coração sabem que se renderam, e porque, talvez, apenas talvez – nunca realmente odiaram o sistema.

Eu quero viver entre  pessoas que não foram compradas, que não tomaram os comprimidos que lhes foram oferecidos, porque preferiram a luta com o sentimento de ansiedade patológica do que viver como natureza morta. Pessoas que não pretendem estar a lutar quando é óbvio que o que estão a fazer é transformar um campo de batalha  num jardim. Eu quero estar num lugar onde a guerra seja admissível.

guerrilla news

Atenas: Cartazes anarquistas chamando para as manifestações de 17 de Novembro

Cartazes chamando para manifestações anarquistas em 17 de Novembro, comemorando o levantamento da Politécnica de Atenas, em 1973, contra a junta militar grega (1967-1974):

Face à crise económica e política devemos criar as condições para a organização revolucionária da nossa classe onde quer que a luta social e de classes se desenrole e se dê a ruptura com os mecanismos de mediação, as burocracias sindicais e as manipulações dos partidos políticos.

Manifestação: 17 de Novembro, às 14 h na praça Klafthmonos.
Anarquistas / Antiautoritárixs

Politecnio 2011

Perante as trevas de tirania e da escravidão
escolhemos o luminoso caminho da luta e da humanidade
para deixar o sol da liberdade brilhar

Concentração: 5ª feira, 17.11.2011, 15.30, Syntagma
Grupo de Arquivos Anarquistas de Atenas

DANTES, PELOS TANQUES [1973]
“Escola Politécnica de Atenasl foi evacuada, o exército interveio pelos tanques”

AGORA, PELOS BANCOS [2011]
“O governo confessou a falência dos bancos; votou impostos e congelamento de salários”

ESTÁ NA HORA DA REVOLTA

17 de Novembro de 1973. As revoltas dos jovens, a luta anti-ditadura aproxima-se do seu auge. Após 38 anos, vemos que nada terminou. [. . .]

Nós não nos esquecemos dos ataques da polícia/forças de segurança nas greves maiores, as leis do terrorismo, os espancamentos e prisões, as exibições de força, a abolição do asilo universitário, o treino de unidades militares de repressão de manifestações e, claro, os prisioneiros políticos.

A Igreja não pode escapar à nossa crítica; esta instituição parasitária conduz os seus crentes à inação e à resignação da esperança em melhores dias, enquanto as suas riquezas e propriedades, o poder dos seus órgãos e os seus interesses se alinham com os interesses dos magnatas, grandes industriais e banqueiros.

Para aqueles que ainda estão atraídos pelos apelos conservadoras deste mecanismo reacionário só podemos dizer que a mudança não surge com orações.

Vivendo — como todos vivemos — em plena crise capitalista e querendo-se enfatizar a oportunidade que constituíu o levantamento da Politécnica, achámos importante convidar a comunidade local para uma manifestação nos bairros de Ano Glyfada, Elliniko e Argyroupoli. Assim, abrirar-se-ão várias frentes de resistência e conflito, e criar-se-ão relações de solidariedade, promovendo a ideia e a importância da ação descentralizada.

Rejeitamos qualquer tipo de atitudes racistas e fascistas, estabelecendo como primeira etapa a Solidariedade e a Descentralização.

CONTRA O ESTADO, O CAPITAL E TODAS AS LEIS DO TERROR
REIVINDICAMOS A NOSSA VIDA TOMANDO AS RUAS

Manifestações locais em Ano Glyfada, Elliniko e Argyroupoli
(subúrbios ao sul de Atenas)
Ponto de encontro: 17 de Novembro, às 16h,
Praça Aghios Tryphonas, Ano Glyfada
Coletividades Anarquistas de Elliniko, Argyroupoli e Ano Glyfada

também —> cartaz chamando o bloco anarquista em Heraklion, Creta

Grécia: Cartaz de convocatória da greve geral (1ºdia,19 Out)

Contra as maquinações do Estado, dos patrões,
dxs sindicalistas vendidxs

Greves, manifestações, ocupações

Ruptura-auto-organização-solidariedade

Para a concentração às 11.00 horas,frente ao Museu Arqueológico Nacional de Atenas, convocam as seguintes organizações de base:

Frente Classista (Iniciativa de Trabalhadores do Metro)
Trabalhadores no sector do livro-Vivliofrikarios
Iniciativa Aberta de Desempregadxs-SOVA
Iniciativa de Contratadxs nos Correios (ELTA)
Iniciativa Aberta de Trabalhadorxs-Desempregadxs

fonte

Roma: Quando a indignação se transforma em raiva

Respondendo à chamada internacional de 15 de outubro, cerca de 200 mil pessoas reuniram-se em Roma para uma jornada de luta que contaria com praticamente todos os movimentos antagonistas de Itália. Trabalhadores precários, ativistas de centros sociais, anti-autoritários, membros do movimento NO TAV, autónomos, sindicatos de base, cidadanistas, “desobedientes”, estudantes tomaram as ruas, embora com objetivos muito diferentes.

Desde o início da marcha cerca de 1.000 pessoas, incluindo um bloco que se deslocava  atrás da bandeira «Non chiediamo il futuro, ci prendiamo il presente» («Não estamos a pedir o futuro, tomamos o presente”), voltaram-se contra os responsáveis diretos ​​pela nossa miséria: um supermercado  de luxo foi devastado, os seus produtos distribuídos entre xs revoltosxs, queimaram-se carros de luxo, quebraram-se montras de bancos e apeou-se e rasgou-se uma bandeira nacional de um palácio.

Quando a manifestação se aproximou do Coliseu, houve tensões entre pacifistas e centenas de jovens usando capuzes e capacetes. Os escritórios da empresa de trabalho temporário Manpower (presente em Portugal e Brasil também), foram completamente destruídos, depois de terem sido arrombados e de se lhes terem deitado fogo. Uma equipa de televisão também foi atacada e expulsa do desfile.

Durante os distúrbios, perante um carro SUV a arder, um trabalhador da FIAT começou a gritar de cima de uma camioneta “vamos utilizar bem o resto da gasolina”. A seguir uma gasolineira foi incendiada. Os confrontos com a polícia começaram com o arremesso de engenhos pirotécnicos sobre aquela. A manifestação seguiu para a Praça San Giovanni onde estava previsto que teria o seu terminus,  enquanto uma esquadra de polícia era assaltada, câmaras e vidros de janelas são destruídos, bombas de fumo são atiradas para o interior de lojas comerciais. Uma vez mais realizaram-se ataques incendiários contra  carros e sucursais de vários bancos foram danificadas. Neste momento uma parte dos manifestantes já havia chegado à praça de San Giovanni, embora a maioria ainda estivesse a desfilar no percurso.
 A polícia decidiu atacar nessa altura e dividir a marcha em duas partes o que resultou em confrontos generalizados entre xs manifestantes e as forças da ordem que duraram muitas horas. Muitxs dxs manifestantes uniram-se aos revoltosxs e milhares de pessoas começaram a enfrentar a polícia que obviamente não podia controlar a situação. Em diversas ocasiões os esquadrões da polícia foram obrigados a retroceder (inclusivé com os seus carros lança água) perante os ataques dxs jovens encapuçadxs que resistiam fortemente atirando pedras e engenhos pirotécnicos. Um carro blindado da polícia foi incendiado, ação que foi aplaudida por toda a gente. Ergueram-se barricadas e depois xs insurretxs atacaram uma dependência do ministério da Defesa que  ficou envolta em chamas.

Só depois das 20h00 xs manifestantes começaram a dispersar, continuando a construir-se barricadas depois disso com contentores e outros objetos e deitando fogo a lixo. Ferimentos em cerca de setenta pessoas, entre manifestantes (incluindo um gravemente afectado nla mão por causa de um engenho pirotécnico) e polícias. O número de prisões não é quantificável neste momento.

Fonte:  www.lereveil.ch
Mais fotos/vídeos:
act for freedom now

Atenas: Motim de prisioneiros nas prisões de homens de Koridallos em solidariedade com dois membros da O.R. CCF

Fogo em todas as prisões!
Fogo em todas as prisões!

DIGNIDADE E REVOLTA ALASTRAM
COMO UM RASTILHO

Na terça-feira, dia 13 de Setembro, 275 internos da ala 1 da prisão de homens de Koridallos se recusaram a entrar nas celas da prisão em solidariedade com dois presos, membros da organização revolucionária anarquista Conspiração das Células de Fogo presos, Gerasimos Tsakalos e Panagiotis Argirou, transferidos, no dia anterior, para a prisão Domokos. Ambos os anarquistas se tinham recusado submeter-se à tortura psicológica da revista corporal completa forçada, tendo sido atacados pelo diretor da prisão, Christos Kliaris, e um por grupo de guardas que serviam como capangas do mesmo. Os dois prisioneiros políticos resistiram aos ataques contundentes dos carcereiros e às suas ameaças, demonstrando que nem todos os detidos permanecem apáticos perante os humilhantes procedimentos da prisão e das autoridades.

O comunicado foi assinado em conjunto por um total de 275 detidos que decidiram permanecer do lado de fora das celas da prisão durante 3 horas, a partir do meio-dia. Eles dedicaram a ação a Gerasimos Tsakalos, Panagiotis Argirou e a todxs xs prisioneirxs que lutam pela sua dignidade e que sofreram torturas.

O incidente desencadeou ações de solidariedade em curso e motins em numerosas prisões de homens e também em prisões de mulheres, em toda a Grécia, desde 13 de Setembro; xs presxs permanecem fora das células após o meio-dia ou declaram a sua abstenção de comida.

NEM PRISIONEIROS POLÍTICOS NEM CRIMINAIS!
FOGO EM TODAS AS PRISÕES!

A solidariedade é uma arma!

fonte: athens.indymedia.org
Ler também (em espanhol): liberaciontotal

Chile: “El Ocaso del Miedo” documentário anarquista

[vimeo]http://www.vimeo.com/28266267[/vimeo]

“El Ocaso del Miedo”, uma curta metragem documental com seqüências ao vivo mostrando as ruas de Santiago, no contexto das manifestações estudantis (imagens gravadas no dia 9 de Agosto) por uma educação gratuita, com um testemunho audiovisual dos enfrentamentos entre manifestantes e o forte estado policial.

O filme é dedicado a Manuel Gutierrez, que foi morto pela polícia na madrugada de 26 de agosto, de acordo com o testemunho daqueles que o acompanhavam.

O documentário foi feito pela “Produtora de Comunicação Social”, uma organização anarquista de comunicação e propaganda, que edita a vídeo revista Sin(A)psis.

Vídeos on-line: sinapsis

agência de notícias anarquistas-ana

Chile: Comunicado da okupa T.I.A.O, após ser invadida pela polícia em Valparaíso

Aos solidários de sempre…

Hoje, 23 de Agosto de 2011, aproximadamente às seis da tarde, policiais anunciaram sua chegada batendo nas portas metálicas da nossa casa okupada há cinco anos, localizada na rua Yungay. Logo que entraram, fizeram “buscas” na casa, invadindo violentamente, quebrando as portas de metal e janelas, chutando e quebrando tudo em seu caminho, incluindo nossos pertences pessoais, enquanto reviravam todo o lugar.

Os companheiros que naquela hora estavam dentro da nossa casa foram algemados e ameaçados com armas de fogo. Os policiais, em seu ato terrorista, enfatizavam a todo momento que procuravam extintores, trazendo à memória de todos as recentes e conhecidas montagens judiciais e políticas contra outros centros sociais ocupados em todo o território controlado pelo Estado do Chile. Paralelamente a isto, no exterior da nossa casa era mobilizado um grande número de forças especiais apoiados por vários canhões de água e lançamentos de produtos químicos diversos, além de várias patrulhas e contingente de trânsito, que isolaram as imediações impossibilitando os indivíduos que em solidariedade vieram deter o despejo iminente.

As forças da ordem fascistas, chamados policiais, incluindo o Gope e o Laboratório de Criminalística, permanecendo por mais de uma hora, sem nenhuma testemunha civil, registrando cada canto deste espaço chamado T.I.A.O. (Taller Independiente de Artes y Oficios  – Oficina Independente de Artes e Ofícios), local onde se desenvolvem vários projetos destinados a auto-gestão e autonomia; entendemos o ataque dentro de um contexto repressivo montado pelas cúpulas do poder político e econômico para intimidar tanto os que lutam em Valparaiso, em Santiago, em Wallmapu e em todo o país. Hoje foi conosco, ontem outros companheiros, que será amanhã? Sabemos que para o poder quem se organiza para recuperar a vida que o capitalismo nos rouba é um inimigo, mas não nos assustam, temos muitos anos de batalha, não vamos parar hoje! Amanhã tampouco, é claro.

A dignidade daqueles que foram às ruas nas últimas semanas, dos peñis [Mapuches] que resistem no sul e dos companheiros presos que lutam na prisão nos enche de força, força para eles também, sua luta é a nossa!

Deixando claro que, sabendo que as leis são feitas e desfeitas pelos poderosos à sua conveniência, queremos apontar as irregularidades nas ações das forças terroristas: nenhum promotor esteve presente na invasão; a ordem apresentada tem como domicílio outra direção que não corresponde à nossa casa, por isso nunca tiveram permissão legal para entrar, além de declaram que passaram pela casa sem deixar danos, obviamente não foi assim, roubando e destruindo o material da oficina de serigrafia e outras partes da casa .

Estamos tranqüilos neste momento, mas expectantes, analisando nossos movimentos e os do inimigo, com a convicção rebelde de que estamos no caminho certo, que em 5 anos de okupação, sem esquecer dos problemas e dificuldades, construímos  mais coisas belas do que são capazes de fazer todos os parasitas juntos em toda a sua vida. E isso, nossa criatividade, nossa maneira de viver, sem líderes, sem hierarquia, nossos desejos de experimentar a liberdade aqui e agora, foram transformados, com a ajuda da imprensa, em delitos, em crimes. Mas estamos tranqüilos, pois bem sabemos quem são os criminosos.

A noite cai em Valparaíso, e ainda cheira a gás lacrimogêneo nossa casa, mas comemos uma refeição preparada por todos, cheia de amor; nossos corações estão tristes, mas um sorriso surge em nossos rostos, pois aconteça o que acontecer, nossa melhor vingança é ser livre e feliz.

Solidariedade a todas as casas okupadas, aos invadidos, aos investigados, encarcerados e todos os que lutam.

Um agradecimento especial a todos os indivíduos que espontaneamente solidarizaram-se, avante companheiros, isto acaba de começar!

Fonte: liberaciontotal.lahaine.org

agência de notícias anarquistas-ana

Milhares de manifestantes marcham em Atenas no aniversário da revolta estudantil de 1973

Milhares de manifestantes marcham em Atenas no aniversário da revolta estudantil de 1973.
Aproximadamente 50 mil pessoas manifestaram-se hoje (17) em Atenas para marcar o trigésimo sétimo aniversário da revolta estudantil que derrubou a junta militar em 1973. O protesto anual foi um dos maiores dos últimos anos.
Foram registrados duros confrontos entre manifestantes e a polícia grega, principalmente no fim do protesto. Ao menos 50 pessoas foram detidas. Continuar a lerMilhares de manifestantes marcham em Atenas no aniversário da revolta estudantil de 1973

Ocupação do consulado francês em Patras, na Grécia

Na terça-feira, 9 de novembro, pela manhã, um grupo de 30 anarquistas ocupou o Consulado da França em Patras, a fim de expressar solidariedade com a classe trabalhadora na França, que saiu às ruas, ocupando fábricas e sabotando a produção e os transportes.

Desde o consulado foram enviados faxes para vários ministérios e embaixadas na Grécia e França. Além disso, uma faixa foi pendurada na varanda do prédio e realizada pichações nas paredes. Também houve a distribuição de textos para os transeuntes nas imediações do órgão diplomático francês.

O Estado francês, como o grego, tenta instituir uma nova reforma capitalista, que afeta diretamente o trabalho e o bem-estar e, portanto, a vida de milhões de trabalhadores.

Como anarquistas, vamos contribuir de qualquer forma que pudermos para a anulação dos planos do Poder ao redor do mundo, de uma maneira auto-organizada e anti-hierárquica. Solidariedade para com todos os que estão lutando, onde quer que estejam.

“Da Grécia para a França, a revolução é o único caminho!”

“Na Grécia e na França, o inimigo é comum. Abaixo o Estado e o capitalismo!”

Ação de solidariedade com a revolta na França em Atenas, na Grécia

À uma da tarde de sábado, 6 de novembro, aproximadamente cem anarquistas bloquearam por aproximadamente duas horas a entrada frontal de um dos maiores supermercados da rede francesa Carrefour aqui em Atenas, Grécia. Com grandes faixas declarando solidariedade com os revoltosos franceses, o grupo impediu a entrada dos fregueses na franchise do Carrefour, enquanto isso distribuía folhetos e textos referentes à luta que emergiu na França a cerca de duas semanas atrás, causando perturbações econômicas por meio de bloqueios massivos e greves, motins e sabotagens. Os textos foram distribuídos dentro da loja e aos trabalhadores.

A entrada do Carrefour foi bloqueada e do lado de fora o grupo gritava “Solidariedade é a arma do povo, guerra à guerra dos patrões”. Em frente às faixas onde se lia “Greve, Bloqueio, Sabotagem – Resistência em todos os lugares!” e “Solidariedade aos Revoltosos na França”. Os anarquistas conversavam com transeuntes e possíveis clientes, muitos dos quais expressaram sua concordância com a ação. Continuar a lerAção de solidariedade com a revolta na França em Atenas, na Grécia