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Atenas, Grécia: Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de Novembro de 2017.

Xs dois companheirxs presxs estão a lutar contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambos xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão feminina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

(todas as postagens relacionadas em grego)

em inglês, alemão

Karditsa, Grécia: Faixa em solidariedade com Marios Seisidis e Kostas Sakkas

a.s.karditsas
Mantenho o coração flamejante, corajoso, inquieto.” [Nikos Kazantzakis]    Solidariedade com os lutadores anarquistas Kostas Sakkas e Marios Seisidis!

Faixa pendurada na praça central da cidade de Karditsa como mostra mínima de solidariedade com Marios Seisidis e Kostas Sakkas. Força para os nossos companheiros.Nada acabou, tudo continua.

A paixão pela liberdade é mais forte do que todas as celas da prisão!

Solidariedade significa ataque!

Espaço auto-gerido de Karditsa

inglês

Atenas: Sentenças de prisão no segundo julgamento contra a Luta Revolucionária

solidarity-with-revolutionary-struggleA 3 de Março de 2016, no tribunal da prisão de Koridallos, no segundo julgamento contra a Luta Revolucionária, todos os co-acusados foram sentenciados no respeitante ao ataque contra a Supervisão Directiva do Banco da Grécia no centro de Atenas a 10 de Abril de 2014; ao carro bomba contendo 75 kg de explosivos ; ao tiroteio em Monastiraki a 16 de Julho 2014 (quando o companheiro Nikos Maziotis foi ferido e recapturado pela polícia) e ainda por expropriações de sucursais bancárias.

O membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis foi condenado a prisão perpétua acrescida de 129 anos e a multa de 20,000 euros.

A membro da Luta Revolucionária (fugitiva) Pola Roupa foi condenada a 11 anos de prisão por acusação de contravenções (se for detida, ela irá a tribunal por acusações de delitos graves, também).

Antonis Stamboulos foi condenado a 13 anos de prisão.

Giorgos Petrakakos foi condenado a 36 anos de prisão e ainda a uma multa de 9000 euros.

em inglês l italiano

Atenas: Espancamentos infligidos ao preso anarquista Panos Aspiotis por se recusar a dar amostra de ADN

MicrophoneO anarquista Panagiotis (Panos) Aspiotis era procurado desde Março de 2013 sob acusação de porte de armas de fogo (“violação da lei referente a armas”). Em Outubro de 2015 apresentou-se voluntariamente perante as autoridades. Foi recambiado e enviado para uma prisão longe de Atenas (a sua antiga residência). Durante estes meses de prisão recusou-se sempre a dar à polícia uma amostra de ADN.

No sábado, 6  de Fevereiro de 2016, Panos Aspiotis foi transferido da prisão de Nafplion para Atenas – onde estava agendado que comparecesse perante o juiz de instrução Eftichis Nikopoulos (juiz de apelação especial contra o terrorismo) na segunda-feira, dia 8. Esperava-se que fosse transferido para a prisão de Korydallos mas em vez disso foi trazido para a Divisão de Transferência de Prisioneiros. Ele foi separado de outros presos
e colocado numa célula sem câmaras de vigilância, onde foi atacado por polícias encapuçados da unidade anti-terrorista que tentaram levar-lhe à força uma amostra do seu ADN. Ele foi espancado e chutado repetidamente na cabeça, costelas e corpo. O companheiro resistiu à primeira tentativa, engolindo o cotonete com ADN. Os polícias continuaram a espancá-lo, mesmo depois de terem tomado à força a a amostra de DNA dele.

SOLIDARIEDADE COM O PRISIONEIRO ANARQUISTA PANOS ASPIOTIS.

em grego:
1–Texto da DAK [rede de lutadorxs presxs]
2– Aviso de Tameio  [Fundo de Solidariedade para xs lutadorxs presxs e perseguidxs (Assembleia de Atenas)]
3– As palavras do prisioneiro anarquista comunista Tasos Theofilou
em inglês

Pireo: Argyris Ntalios, em greve de fome desde 2/3, presentemente hospitalizado

Solidariedade com xs prisioneirxs políticxs./ Fogo aos bancos

A 27 de Março, o prisioneiro anarquista em greve de fome Argyris Ntalios – participante na Rede de Lutadores Presos (DAK) – foi transferido com urgência da prisão de Koridallos para o Hospital Geral do Estado de Nikaia, devido às suas condições de saúde terem piorado.

Greves de fome nas prisões gregas – crónica breve dos últimos dias

panoptEnquanto a sociedade grega engole, quase adormecida, os contos pós-eleitorais do governo SYRIZA-ANEL, anarquistas presxs e presxs combativxs nas masmorras da democracia decidem enfrentar novamente o Poder e as suas leis, utilizando como meio de luta a greve de fome e a abstenção de comida da prisão.

A 27 de Fevereiro de 2015, Giorgos Sofianidis, preso social, encerrado na ala E1 na prisão de segurança máxima de Domokos, inicia uma greve de fome exigindo que o reenviem às prisões de Koridallos, onde até à Véspera de Ano Novo cumpria pena, de forma a poder continuar os seus estudos no Instituto de Educação Tecnológica do Pireu e no Instituto de Educação Profissional das prisões de Koridallos enquanto simultaneamente projeta com os restantes presos no módulo especial E1 a abolição definitiva das prisões Tipo C.

No mesmo dia, todos os presos desse módulo entram em abstenção de comida da prisão, ou seja, os anarquistas Nikos Maziotis, Kostas Gournas, Yannis Naxakis, o comunista Dimitris Koufontinas e os presos sociais Alexandros Meletis, Konstantinos Meletis, Vasilis Varelas, Mohamed – Said Elchibah e Alexandros Makadasidis, afirmando que vão continuar as suas mobilizações. Recorde-se que no início de Fevereiro já se tinha realizado um protesto dentro das prisões de Domokos, em resposta à morte de um preso devido a uma negligência médica.

A 2 de Março, começa uma greve de fome de presos com um quadro político reivindicativo comum – relacionado sobretudo com a abolição das leis anti-terrorismo de 2001 e 2004, dos artigos 187 e 187 A do código penal, da “lei da capucha”, da legislação em matéria das prisões tipo C, do despacho do Ministério Público sobre a tomada violenta de amostras de ADN, para além da demanda pela libertação de Savvas Xiros, membro condenado da 17 de Novembro, por motivos de saúde. A sua participação na mobilização é anunciada por Gournas Kostas e Dimitris Koufontinas com uma declaração em comum e por Nikos Maziotis (os 3 da prisão tipo C de Domokos), por 5 compas da Rede de Lutadores presos (DAK, das iniciais da sigla em grego), Antonis Stamboulos (prisões de Larisa), Tasos Theofilou (prisões de Domokos), Argyris Ntalios e Giorgos Karagiannidis (prisões de Koridallos). Os outros participantes da DAK irão juntar-se à mobilização mais tarde. A 2 de Março, entra também em greve de fome o preso Mohamed-Said Elchibah, das prisões do tipo C de Domokos. Um dia depois, duas presas da ala de mulheres das prisões de homens de Neapoli, em Lasithi de Creta, iniciam uma abstenção de comida da prisão, como mostra de solidariedade com os presos políticos em greve de fome.

Paralelamente, a partir de 28 de Fevereiro a polícia começou a prender várias pessoas pelo caso do plano frustrado de fuga da Conspiração das Células de Fogo das prisões de Koridallos: Christos Rodopoulos, a anarquista Angeliki Spyropoulou, Athena Tsakalou (mãe dos irmãos Tsakalos) e uma amiga sua, um amigo do irmão de Giorgos Polidoros, assim como a esposa de Gerasimos Tsakalos. A 2 de Março xs 10 membros presxs da CCF, Olga Ekonomidou, Michalis Nikolopoulos, Giorgos Nikolopoulos, Haris Hadjimihelakis, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros, Panagiotis Argirou, Damiano Bolano e Theofilos Mavropoulos anunciam que entram em greve de fome até à morte ou até que libertem xs familiares e amigxs. Angeliki Spyropoulou também entra em greve de fome com as mesmas pretensões, a partir dos calabouços da polícia. A 4 de Março, o anarquista Panos Michalakoglou, em prisão preventiva nas prisões de Nigrita, Serres, inicia uma abstenção de comida da prisão, em solidariedade com a greve de fome dxs membros da CCF. Entretanto, 2 das pessoas do meio dos amigos dos familiares da CCF, ficam “livres”, no entanto os verdugos Nikopoulos e Asprogerakas, juízes especiais de instrução, ordenam a prisão preventiva para a mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos e para a esposa de Gerasimos. Seguidamente ordena-se a prisão preventiva para a grevista de fome Angeliki Spyropoulou (prisões de Koridallos) e Christos Rodopoulos (prisões de Domokos). Além disso, a 6 de Março, detêm Christos Polidoros (irmão de um membro da CCF), que é entregue aos serviços antiterroristas.

A 4 de Março, Giorgos Polidoros e Christos Tsakalos anunciam que a CCF apoia a greve de fome coletiva que se está a realizar em paralelo com a sua, sublinhando que as novas maquinações dos serviços antiterroristas contra xs seus/suas parentes são uma consequência extrema da lei anti-terrorismo. A 5 de Março, Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária, anuncia que, independentemente dos diferentes contextos das greves de fome em termos reivindicativos, apoia a luta dxs presxs da CCF.

Face a estes acontecimentos cruciais e à espera de mais atualizações, todxs xs que estamos fora dos muros a lutar pela abolição da sociedade carcerária – em todas as suas formas e pela derrubada de todo o Poder – temos a responsabilidade de apoiar todxs os presos em luta, sem excepção, e sua mobilização para o cumprimento imediato das suas exigências, além de trabalhar para a desestabilização completa do sistema de dominação. Não esquecendo que é pela demolição total do Estado/Capital que estamos a lutar e que as lutas parciais reivindicativas são usadas como meios de desestabilização nesta direção e não como fim em si mesma, caso contrário corre-se sempre o perigo da assimilação pelo reformismo. Multipliquemos as ações de agitação e ataque contra as instituições, as pessoas e os símbolos da democracia grega dentro e fora das fronteiras. Que da solidariedade se faça práxis.

em grego (6/3/2015)| espanhol | inglês | francês

Grécia: Declaração assinada por todos os presos da ala E1 da prisão tipo C de Domokos

compas presxsO preso Giorgos Sofianidis começou uma greve de fome na sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015, exigindo a sua transferência para a prisão de Koridallos (onde esteve preso até à véspera de Ano Novo) para que seja possível frequentar os seus estudos na mesma região onde estão disponíveis pelas instituições educacionais onde foi admitido (além de que uma dessas escolas opera dentro da prisão de Koridallos). A seguir encontra-se um comunicado assinado por todos os presos da ala E  da prisão de segurança máxima de Domokos.

Nós, todos os prisioneiros atualmente detidos na ala especial E1 na prisão dentro da prisão, a prisão tipo C de Domokos, declaramos que a partir de hoje, 27 de Fevereiro de 2015, nos vamos abster das refeições da prisão e recusar a entrar ao meio dia nas celas.

Estamos solidários com o nosso companheiro de prisão, o grevista da fome Giorgos Sofianidis,  e pedimos que ele seja reenviado à prisão de Koridallos  pois caso contrário corre o risco de perder qualquer possibilidade de estudar no TEI (Instituto de Educação Tecnológica) de Piraeus e no IEK (Instituto de Formação Profissional) da prisão de Koridallos.

Exigimos que as condições especiais de detenção bem como a bárbara e desumana prisão tipo C sejam abolidas.

As nossas mobilizações continuarão até que as prisões tipo C sejam erradicadas.

Kostas Gournas
Nikos Maziotis
Dimitris Koufontinas
Giorgos Sofianidis
Yannis Naxakis
Alexandros Meletis
Konstantinos Meletis
Vasileios Varelas
Mohamed-Said Elchibah
Alexandros Makadasidis

inglês

Grécia: Palavras de Angeliki Sotiropoulou em relação à nova prisão de tipo C em Domokos

radioMais uma vez – como esperado, claro – o Estado e os media enganosos estão a tentar semear o medo e terror. Todas as prisões na Grécia, excepto asprisões agrárias, são e sempre foram instalações de segurança máxima. Especialmente a cave na prisão feminina de Koridallos, onde os prisioneiros do caso “17 Novembro” têm vivido nos últimos 12 anos e meio, é visivelmente a secção mais fortemente vigiada. O que construíram então em Domokos são prisões de isolamento e não prisões de segurança máxima.

Fora de um estado de direito, eles querem fazer estes prisioneiros invisíveis. Todos os argumentos da extrema direita que passaram e aplicaram a respectiva lei são baseados em mentiras e enganos. Christodoulos Xiros (recapturado a 3 de Janeiro) não escapou de nenhuma prisão, para assim invocarem razões ou falhas na segurança. Ele deixou a sua casa. Estamos assim confrontadxs com uma vingança pura e simples em relação aos/às inimigxs políticxs e principalmente com uma vulgar exploração política para fins de comunicação baratos. O novo anúncio de televisão pré-eleições do extremista de direita Samaras que associa os jihadistas com organizações armadas de contra-violência, mostra a verdadeira razão para a criação destas prisões, assim como o seu enorme pânico.

Eu pergunto-me: de onde é originado o fascismo? Lá, na prisão de Domokos, nada mudou; está tudo como estava antes, assim como qualquer outra prisão. Tudo o que elxs fizeram de diferente foi descobrir, após 12 anos e meio, que estas pessoas subitamente se tornaram perigosas – um delas tem 72 anos – e afastaram-nas das suas famílias, tanto quanto possível no momento, para lhescausarem ainda mais problemas. Nós resistimos, mesmo se nos mandarempara as fronteiras.

Palavras da ex-prisioneira política Angeliki Sotiropoulou — companheira de Dimitris Koufontinas, que de momento é mantido na prisão de tipo C em Domokos— transmitidas durante um programa de radio online (15 de Janeiro, 2015).

inglês

Grécia: Mais transferências de prisioneiros para a prisão de segurança máxima em Domokos

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O anarquista Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária, encontra-se encarcerado há cinco dias na 5ª ala da nova prisão tipo C, em Domokos.

A 2 de Janeiro de 2015, mais dois presos condenados como membros de organizações revolucionárias armadas, anarquista Kostas Gournas (Luta Revolucionária) e Dimitris Koufontinas (17 de Novembro), foram transferidos das celas das masmorras da prisão de mulheres de Koridallos para as instalações de segurança máxima de Domokos. Na mesma manhã, os presos anarquistas Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, ambos condenados por assalto à mão armada em Pyrgetos-Larissa bem como pela -suposta- participação numa organização revolucionária armada (Conspiração das Células de Fogo), também foram levados da prisão de homens em Koridallos para a prisão tipo C em Domokos. Sarafoudis foi transferido para Domokos ainda que, actualmente, seja co-acusado no caso do assalto à mão armada em Filotas-Florina ao lado de outros companheiros, cujo julgamento vai continuar, no tribunal especial da prisão de Koridallos, em Janeiro deste ano.

Entretanto,  da véspera de Ano Novo até hoje vários outros prisioneiros foram transferidos para a prisão de segurança máxima em Domokos.

Grécia: Novo endereço de correspondência do preso anarquista Nikos Maziotis

fylakes_domokouO membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis é o primeiro companheiro preso a ser transferido para nova prisão tipo C de segurança máxima em Domokos.

Para escrever-lhe:

Nikos Maziotis
Geniko Katastima Kratisis Domokou, Ε Pteryga, 35010 Domokos, Fthiotida, Grécia

Atenas: Comunicado do compa Nikos Romanos a partir do hospital (3/12)

thessaloniki
Solidariedade com o anarquista N.Romanos, em greve de fome desde 10/11

A dançar com a morte há 24 dias.

Tento capturar num bocado de papel os últimos resquícios de pensamento estruturado, após os recentes desenvolvimentos e a nova rejeição das saídas educativas da prisão.

Desde os primeiros dias de greve que disse, na minha intervenção na assembleia solidária que teve lugar na Escola Politécnica, que a resposta negativa de Nikopoulos, que há muito afirmava não ser competente para decidir sobre tal, nada mais é do que uma estratégia do Estado cujo objectivo último é a minha exterminação. Esta análise politica foi absolutamente confirmada.

Primeiro, com o mandato para a minha alimentação forçada, da procuradora da prisão de Koridallos, Evangelia Marsioni – um acto que constitui uma verdadeira violação e que levou à morte de Holger Meins, na Alemanha, e de membros do GRAPO, em Espanha. Os médicos do hospital tiveram a dignidade de atirar ao lixo essa ordem do tribunal, negando-se a executar tal crime de Estado.

Em seguida quando o meu apelo foi rejeitado – tendo como fundamento o facto de terem de respeitar a decisão de Nikopoulos que é exatamente a mesma decisão contra a qual eu apresentei o apelo – num conselho judicial fora da prisão (um movimento legal que muitxs prisioneirxs escolhem, quando o conselho da prisão rejeita os seus pedidos).

Para todos aqueles com um mínimo de percepção politica, a intervenção do Ministério da Justiça. um dia antes da realização do conselho, foi uma ordem clara para a rejeição do apelo, tal como passarei a explicar:

O anúncio publicado pelo Ministério da Justiça menciona, ainda que de forma indirecta, que Athanasiou, Ministro da Justiça, não é competente para decidir a respeito, podendo ainda ler-se depois, no mesmo documento, que: “As saídas educativas são providenciadas exclusivamente pelo conselho da prisão, presidido pelo procurador, enquanto que para os imputados é necessária a aprovação do órgão judicial que ordenou a sua detenção temporária”.

Ou seja, a validade do meu apelo, nesse tribunal, foi anulada pelo Ministro, é tão simples quanto isto. Tudo isso mascarado com a proposta vazia de cursos de ensino à distância, por vídeo-conferência, em vez de saídas educativas, coisa que não é razoável, já que a presença física em certas aulas é obrigatória. Também levará à abolição total das saídas educativas, já que a solução da videoconferência será imposta a todos os presos.

Seguindo a mesma lógica, em breve, por motivos de segurança, só poderemos ver os nossos familiares através de ecrãs, nas horas de visita, o mesmo se passará nos tribunais. A tecnologia ao serviço da “correcção” e da justiça. Progresso humano ou processo de fascistização da sociedade… a História julgará.

Aqui, convém também mencionar o papel do juiz especial Eftichis Nikopoulos, que desde o meu primeiro dia em greve de fome assumiu claramente as ordens dos seus superiores políticos no Ministério da Justiça, o que explica o porquê de todos lhe atirarem as culpas. Como compensação por essa tarefa ele irá, mais cedo ou mais tarde, ser promovido ao tribunal supremo de Areios Pagos, exactamente o que aconteceu com Dimitris Mokas, que tinha liderado dezenas de campanhas repressivas anti-anarquistas. Ele goza agora o salário volumoso das élites judiciais de Areios Pagos. Casualidade? Não acredito.

Pela minha parte continuo, ultrapassando qualquer possibilidade de dar um passo atrás e responderei com LUTA ATÉ À VITÓRIA, OU LUTA ATÉ À MORTE.

Em todo o caso, se o Estado me assassinar com a sua atitude, o senhor Athanasiou e os seus amigos ficarão para sempre na história como um gang de assassinos, instigadores morais da tortura e assassinato de um preso politico. Esperemos apenas que existam aqueles espíritos livres que ajusticem à sua maneira o justo da sua justiça.

Concluindo, quero enviar a minha cumplicidade e amizade a todxs aquelxs que se têm posto do meu lado, de todas as formas e com todos os meios possíveis.

Por fim, algumas palavras para os meus irmãos: Yannis, que também está hospitalizado, Andreas, Dimitris e muitos outros. A luta também tem perdas, já que, no caminho de uma vida digna, temos de ir de mão dada com a morte, pondo tudo em xeque para tudo ganhar. A luta continua, com o punho contra a faca, uma e outra vez.

Tudo por tudo!

Enquanto vivamos e respiremos que viva a anarquia!

A 6 de Dezembro o nosso encontro é nas ruas da raiva!

Os meus pensamentos vaguearão pelas ruas de sempre.

Porque vale a pena viver por um sonho, mesmo que o seu fogo te queime.

E como nós costumamos dizer, força!

Nikos Romanos

Ps. Obviamente, não posso controlar os automatismos sociais que se produzirão. No entanto, aos membros do Syriza e aos demais comerciantes da esperança que aqui vieram, pu-los fora, SEM DIÁLOGO, e sublinho que já afirmei oficialmente a minha negação de receber qualquer tipo de soro.

tradução recolhida do pt.indymedia e revisada a partir do grego

Prisões gregas: Texto de Nikos Maziotis em solidariedade com a greve de fome de Nikos Romanos

Nikos Romanos, anarquista, é um dxs nossxs. Um daquelxs, que como nós, se rebelaram contra o Poder, contra a lei e a ordem que procuram que as pessoas sejam escravas, servis e subjugadas, um daquelxs que aprenderam com o assassinato do seu amigo Alexandros Grigoropoulos, pelos cães do Estado Korkoneas e Saraliotis, o que significa “lei e ordem”.

O compa Nikos Romanos não é um/a daquelxs que embargam as casas e  a fortuna do povo, como faz o banco que Romanos expropriou, ação pela qual foi condenado . Não é Romanos que faz as leies que formam os respeitáveis políticos e pais da nação que roubam e assassinam o povo e xs trabalhadorxs, para que façam xs ricxs ainda mais ricxs.  Romanos não saqueou o salário e a pensão de algum pobre lutador da vida, como fazem com as suas leis as multinacionais, xs banqueirxs, xs grandes empresárixs e xs seus servos, os governos e os parlamentares. Não é Romanos que formou as leis que tiram a comida da boca dxs pobres nem as leis assassinas que conduzem ao suicídio  milhares de pessoas, que as obrigam a comer dos caixotes do lixo e a dormir nas ruas. O companheiro Romanos é um dxs que enfrentam com dignidade os golpes que recebem dxs servxs do Estado e dxs ricxs, servxs que se pagam com 700 euros por mês para levar a cabo o seu nojento trabalho.

O compa iniciou uma greve de fome na segunda-feira, 10 de Novembro, exigindo o seu direito a saídas da prisão, para fins educativos. Nikos Romanos, como Iraklis Kostaris que está também em greve de fome, pelos mesmos motivos, é um das dezenas de presxs políticxs e lutadorxs encarceradxs actualmente nas prisões gregas – num período em que a política do genocídio social, imposta pelo Capital e Estado com o pretexto da crise económica,  se alinha com a agudização repressiva em geral e em específico contra xs combatentes presxs, muitos dxs quais são membros de organizações revolucionárias armadas ou que se acusam por luta armada. A votação da lei pelas prisões de tipo C – envolvendo condições especiais de reclusão, preparada sobretudo para xs presxs políticxs e lutadorxs encarceradxs – encontra-se enquadrada neste contexto. Cada companheirx presx é um/a de nós, por esse motivo, e se acreditamos que nos une a luta pela Liberdade, a luta pela Libertação Social do jugo do Capital e do Estado, então a reivindicação de um/a é a reivindicação de todxs.

Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária
prisões de Diavata

inglês, espanhol, sérvio-croata, alemão

Nicósia, Chipre: Faixa em solidariedade com os grevistas de fome Nikos Romanos, Iraklis Kostaris e Yannis Michailidis

nicosia
Solidariedade com N.Romanos, I.Kostaris, Y.Michailidis e todxs xs presxs políticxs

A SOLIDARIEDADE É DINÂMICA

Na terça-feira à noite, 20 de Novembro em Nicósia, um grupo de companheirxs colocou uma faixa no centro da cidade (praça Faneromeni) como gesto mínimo de solidariedade com os prisioneiros do Estado Grego, grevistas de fome N. Romanos (desde 10/11), I. Kostaris (desde 29/10) e Y. Michailidis (desde 17/11).

LIBERDADE PARA TODOS OS SERES QUE ESTÃO NAS CELAS DAS PRISÕES/GAIOLAS

Suíça: Faixa da ação em solidariedade com presos em luta

SOLIDARIDADE COM A LUTA DOS PRESOS NA GRÉCIA – SOLIDARIEDADE COM NIKOS MAZIOTIS – EM SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS EM GREVE DA FOME NA ALEMANHA E SUÍÇA

20 de Julho de 2014 – Solidariedade de Zurique com a luta dos presos na Grécia contra o novo projeto de isolamento das prisões, com Nikos Maziotis que foi recentemente recapturado em Atenas, e a impressionante greve da fome na Suíça (Marco Camenisch) e Alemanha (Olli Rast, Andreas Krebs, Thomas Meyer-Falk, Sadi Özpolat, Ahmet Düzgün Yüksel). Também R. que está preso numa instituição psiquiátrica forense na Alemanha, participou na greve da fome solidária de 18 a 20 de Julho de 2014.

Informação acerca da greve da fome de presos de 18 a 20 de Julho na Alemanha e Suíça

solidaridad
A solidariedade prolongará as nossas vidas

9 de Julho de 2014
– Actualização da greve da fome de presos na Alemanha e Suíça, em solidariedade com xs presxs da Grécia após este anúncio 

Ainda que o parlamento grego tenha aprovado o projecto de lei sobre prisões de segurança máxima no dia 8 de Julho, a resistência contra o novo sistema prisional, e, em especial, as prisões de tipo C, não terminou…

Estas prisões têm semelhanças com as prisões de tipo F na Turquia ou com as prisões de segurança máxima na Alemanha. Após a greve de fome em massa nas prisões gregas, uma declaração de greve de fome de solidariedade internacional foi enviada em torno de diferentes prisões na Alemanha, mas a comunicação entre/com os presos demora muito tempo.

Nas prisões alemãs, os participantes da greve de fome de solidariedade são até agora Oliver Rast, na prisão de Tegel em Berlim, Ahmet Düzgün Yüksel (extraditado da Grécia para a Alemanha, em Maio de 2014), bem como Andreas Krebs.

Andreas, com 40 e poucos anos, está na prisão há mais de 16 anos. É um prisioneiro rebelde, tendo participado de várias greves de fome e também tentou fugir duas vezes. Graças à sua iniciativa, mais de 20 presos da prisão Aschaffenburg, na Baviera, declararam a sua solidariedade com a próxima greve. Ele também escreveu aos presos de duas outras prisões.

O companheiro Thomas Meyer-Falk, preso desde 1996 e agora na prisão de segurança em Freiburg, escreveu uma mensagem de solidariedade para a greve de fome, anunciada entre os dias 18 e 20 de Julho de 2014.

O anarquista Marco Camenisch (na cadeia há mais de 20 anos) vai participar na greve de fome, também. Está actualmente detido em Bostadel, Suíça.

Berlim: Ataque incendiário ao veículo de um diplomata grego

Brand-Diplomatenfahrzeug

Não exigimos nada menos que a destruição da besta que mantém o sistema a funcionar.

Os democratas governantes atacam com toda a sua crueldade. Durante a crise mostram a verdadeira cara. Uma cara que está plena de satisfação quando humilha, tortura, encarcera e assassina pessoas. Uma cara que sorri alegremente perante as câmaras do mundo, enquanto que na esquina ao lado milhares e milhares de polícias gaseiam e espancam toda a resistência.

No entanto, isto não é suficiente para elxs. Assim que xs cães de fila do sistema consigam quebrar a resistência nas ruas, a seguir procurarão acabar com a resistência que ainda possa existir dentro das prisões e isolar por completo xs presxs. O Poder está a usar o atual medo da maioria silenciada para se vingar daquelxs que, em Dezembro de 2008, incendiaram toda a Grécia. Os grupos de guerrilha que emergiram da revolta cortaram o alento aos excelentes senhores de Bruxelas. A sua resposta foi rápida e potente. Para além da Troika, enviaram também a Atenas a bandidagem dxs especialistas antiterroristas para vencer uma vez e para sempre o espírito guerrilheiro. Foi assim que as novas sessões de entretenimento para xs polícias deram um resultado imediato. Xs cães, que no princípio eram somente capazes de ir para a bola, pronta e abertamente adoptaram o quadro ideológico a que se chama fascismo. Uma co-existência harmoniosa, onde xs avarxs democratas famintxs de Poder se ajoelharam aos pés dxs valentões fascistas. A introdução das prisões de tipo C é somente um passo mais no processo da aniquilação total de todxs aquelxs que se cansaram de se ver oprimidxs.

Não queremos ser espetadorxs passivxs destes acontecimentos, como fazem muitxs que já deixaram de lutar. Portanto, decidimos fazer uma visita a um dos seus lacaios, no calmo distrito de Wilmersdorf, em Berlim.

Enviamos a nossa solidariedade a todxs os grevistas de fome nas prisões gregas.

Recordamos também o assassinato de Ilir Kareli, que foi executado pelos assassinos que se chamam guardiões da prisão.

Nesta guerra, perdido é quem vá para casa. Nenhum retrocesso, nenhum adiamento.”
Conspiração de Células de Fogo/Fração de Nihilistas (2009)

Subversivxs da praxis nihilista

Tessalónica, Grécia: Redecorado o escritório da parlamentar Elena Rapti

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Na segunda-feira, 7 de Julho, ao meio dia, fizemos uma visita ao escritório político de Elena Rapti, parlamentar do partido governante da Nova Democracia, no centro de Tessalónica, e intervimos na decoração do lugar atirando tintas e folhetos.

Esta tipa é uma dxs parlamentares que apoiaram desde o princípio o projeto de lei para a construção de prisões de tipo C e o votaramalém de participar na elaboração dele. Enviamos-lhe pois esta mensagem de que a responsabilidade pela miséria de milhares de presxs e a perseguição dxs que lutam tem o seu custo. Xs responsáveis têm rosto e nome e nós não o esquecemos.

Isto é algo que devem ter em mente também todos xs lacaixs que vendem o seu cu para obter um posto ao lado dos políticxs, oferecendo-lhes o seu apoio incondicional para depois tentar lavar as mãos dele.

O facto do projecto de lei ter sido aprovado não freia a nossa luta contra todas as prisões, simples ou de isolamento.

Fogo a todas as celas!

Grécia: Sobre a monstruosidade da nova lei para a construção de prisões de segurança máxima

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Após algumas modificações na proposta de lei do ministro da Justiça, Charalambos Athanasiou, relativa às prisões de segurança máxima, a seção de recesso do Parlamento Grego votou a favor da nova lei em 8 de Julho.

Presos de toda a Grécia pararam a sua greve de fome em massa desde 1 de Julho, prometendo outras formas de protesto no interior das prisões (não temos informações relativas, até ao momento).

As modificações principais foram as seguintes:

– Período inicial de encarceramento em unidades prisionais de tipo C para xs presxs recalcitrantes: (a partir de 4 anos) 2 anos.

– Período inicial de encarceramento em unidades prisionais de tipo C para presxs condenadxs a 12 anos por terrorismo (artigo 187A do Código Penal grego), e para xs presxs condenadxs a mais de 15 anos por organização criminosa (artigo 187 do Código Penal grego): (a partir de 10 anos) 4 anos.

Os prisioneiros sob acusações de terrorismo (artigo 187A), que ainda estão à espera de julgamento (ainda não condenados), também serão enviados para unidades prisionais Tipo C.

É ainda um fato que os presos trancados em unidades prisionais tipo C não terão o direito a saída temporária (dias de licença da prisão).

Mesmo que os presos “perigosos” sirvam quatro anos completos numa prisão Tipo C, o período de encarceramento pode ser prorrogado pelo procurador da prisão para mais 2 anos (quando estes prisioneiros não são “bem-comportados”, ou de repente tiverem mais “indicações incriminatórias” apresentadas contra eles, etc); quando os 2 anos adicionais passarem, o seu encarceramento numa prisão do tipo C pode ser prolongado novamente para mais um período de 2 anos, e assim por diante…

Solidariedade com xs prisioneirxs do Estado/Capital.  

Destrói todas as prisões!

Grécia: Atualização do caso do companheiro preso Vaggelis Koutsibelas

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Vaggelis Koutsibelas foi condenado a 15 anos de prisão em primeira instância, acusado de uma sequência de ataques incendiários na cidade de Trikala. A acusação pesada contra ele foi baseada em grande parte em declarações de um informador da polícia.

No dia 17 de Junho de 2014, o caso do companheiro foi julgado em segunda instância, no Tribunal de Apelações de Larissa. Havia uma presença viva de pessoas em solidariedade na audiência, incluindo membros da SVEOD, União de base de trabalhadores motociclistas de Atenas (Vaggelis trabalhou como motorista de entrega motociclista, durante muitos anos).

O tribunal de apelação reduziu a sua sentença de prisão para 8 anos e 3 meses.

Vaggelis está na prisão de Trikala desde Abril de 2012, tendo completado 250 dias de trabalho prisional até agora. Companheirxs de Trikala estimam que, se tudo correr bem, ele possa ser posto em liberdade condicional no próximo ano, ou se ele for transferido para prisões rurais, seja capaz de sair da prisão mais cedo, no final deste ano.

Nova Iorque, EUA: Manif solidária com xs presxs em luta na Grécia

Solidariedade com xs presxs em luta

Em 3 de Julho de 2014, concentramos-nos em frente ao consulado grego em Nova York, para expressar a nossa solidariedade com a vibrante e dinâmica luta que irrompeu em todo o sistema prisional grego.

Uma greve de fome que começou a 18 de Junho e que rapidamente se espalhou a todos os estabelecimentos prisionais gregos*; unindo mais de 4000 prisioneiros rebeldes em resistência contra a futura implementação de um novo conjunto de medidas penais repressivas que foram projectadas para minar o crescente antagonismo social, dentro e fora dos muros da prisão.

Abriram-se faixas a bloquear a entrada do consulado; gritaram-se palavras de ordem; e distribuíu-se contra-informação aos transeuntes.

Num contexto local e internacional, entendemos a solidariedade como sendo um ligação activa que rompe fronteiras e limites apresentando a possibilidade de conectar as diversas lutas nas prisões da Califórnia, Indiana, Texas e Washington com aquelas que têm estado em continuo desenvolvimento e fortalecimento na Grécia.

Nenhum refém deixado para trás nas mãos do Estado!

Destrói cada prisão, visível e invisível!

Guerra contra a guerra do Estado!

* terminou na terça-feira, 1 de Julho.

Greve da fome dxs presxs na Grécia – 4º dia (26/6)

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Concentração contra-informativa em Larissa, Grécia (25 de Junho de 2014); pode ler-se na faixa superior: “prisões de segurança máxima, campos de concentração…Esmague o novo totalitarismo. Fogo aos lugares infernais”; na outra faixa: “grades da prisão invisíveis e visíveis…A sociedade carcerária sorri para você – Assembleia de anarquistas de Larissa

O projeto de lei sobre novas prisões de segurança máxima Tipo C será submetido a votação dentro de uma semana. O parlamento grego está em recesso de Verão; a seção de recesso (composta por um terço do número total de deputados) está agendada para votar o projeto de lei, na quinta-feira, dia 3 de Julho de 2014.

A seguir indica-se a lista de grevistas de fome (por prisão) que continuam a participar na mobilização nacional contra o funcionamento de uma Guantánamo grega na prisão Domokos:

Koridallos (Atenas): 1.480 presos

Patras: 550 presos

Grevena: 400 presos

Larissa: 330 presos

Domokos: 300 presos

Chania (Creta): 280 presos

Nigrita (Serres): 200 presos

Amfissa: 200 presos

Corfu: 120 presos

Trikala: 120 presos

Malandrino: 120 presos

Avlonas (prisão para menores): 100 presos

Kos: 60 presos

Corinto: 50 presos

Nafplion: 50 presos

Na prisão de Alikarnassos (Creta), todos os presos se abstiveram de comida da prisão.

Por sua vez, a partir de 25 de Junho de 2014, Olga Ekonomidou, membro da CCF, também se juntou à greve de fome,  na prisão para mulheres onde se encontra.

Além disso, em 26 de Junho, uma outra audiência judicial em Koridallos foi interrompida, pois todxs xs membros presxs da CCF, a serem julgadxs, estão atualmente em greve de fome contra o projeto fascista do Ministério da Justiça.