Arquivo de etiquetas: Bristol

Bristol, Reino Unido: Encontro pela Libertação Animal [9-11 de Junho]

Encontro sobre libertação animal numa perspetiva anarquista
Um encontro direcionado para reconstruir e fazer progredir o movimento de libertação animal. Numa óptica anarquista, visará especialmente a exploração animal como resultado do capitalismo e domesticação e a melhor forma de os desafiar neste contexto.

Bristolliberationgathering.wordpress.com

Bristol, Reino Unido: Acção directa do grupo de sabotagem “Areia nas engrenagens” no desfiladeiro de Avon

Atacando o sistema de transporte de carvão do Reino Unido – interrupção das linhas que alimentam a máquina

Cortar as ligações que alimentam a máquina não é impossível. Quando as pessoas assumem uma revolta civil no Reino Unido, se por um lado são capazes de abandonar os seus compromissos para abrir uma avenida então, a maioria, também terá a habilidade e a possibilidade de se mobilizar para algo novo. A guerra não acabou quando aqueles momentos terminaram, reacende-se em pequenos arrebatamentos aqui e ali, mostrando que não estamos esmagados, que as coisas podem ser conduzidas a uma paragem abrasiva outra vez, mesmo que por uma fracção de segundo.

Basta apenas alguns espíritos brilhantes e isso é bem visível, quando a confiança presunçosa das actividades é derrubada, alguns pinos não encaixam e as coisas podem ser vista numa perspectiva diferente. Fora da sincronia e do equilíbrio já nem tudo parece estruturalmente sólido, sente-se mais a vida para ser agarrada.

O novo horizonte foi vislumbrado através do nosso dia nublado, domingo 6 de Março, esperando que este não complicado acto de sabotagem que levámos a cabo exponha a vulnerabilidade da sua matriz complexa.

Fizemos uma avaliação do risco e, quando a noite começou a cair, entrámos no primeiro túnel ferroviário, cortámos ambas as linhas com um cortador de disco portátil – não imaginámos descarrilar uma locomotiva mas sim provocar uma interrupção e danos económicos (tempo é dinheiro). Entrámos no segundo túnel e fizemos mais dois cortes, marcando todos com tinta cor de rosa e deixando uma faixa como aviso.

A linha em questão atravessa o desfiladeiro de Avon de Royal Portbury Dock, sobre o Avonmouth, é apenas para o transporte de mercadorias (sem passageiros) – 70% do carvão importado pelo Reino Unido para gerar energia vem através destas molas. Esta linha é um gargalo para a dispersão no país. A maior parte vem dos EUA onde rebentam montanhas para o extrair assim como da Rússia – de Shor e Teleut, terras ancestrais devastadas na Sibéria ou de sítios como a Indonésia onde dizimam florestas para lá voltar semeando minas e plantações. Isso para manter as fábricas a funcionar e as luzes acesas, enquanto sentimos vontade de escapar das prisões laborais e reconquistar as estrelas. Outras cargas transportadas nesta linha incluíam agregados de construção e veículos novos a caminho da sala de exposições. Mais linhas de alta velocidade estão a chegar ao Reino Unido, mais estradas, mais terra selvagem e vida animal dizimada no frenesim do progresso.

Depois de ver as actividades fogosas contra o fluxo de carvão na floresta de Hambach, na Alemanha, desde o Ano Novo – não desistam da luta! – ou o corte dos carris na anel de carvão na Escócia, alguns anos atrás, por pessoas desconhecidas quando as lutas contra a extracção de carvão iam no ponto alto, entendemos por fim que não somos originais. Nem sequer é a primeira vez para as emboscadas de eco-sabotagem naquela linha de Portbury nem tampouco para carga problemática ao longo dos anos. Vemos ataques atrás de ataques em linhas ferroviárias em diferentes países, está ao nosso alcance prejudicar os circuitos que alimentam a besta, só temos que enganchar a nossa coragem, manter um olho aberto para as fraquezas, talvez começar com pequenas coisas mas sonhar sempre em grande. Neste momento estamos a ler sobre danos económicos deste mês por sabotadores ferroviários no norte de Espanha, afirmamos também a nossa solidariedade e respeito pelos anarquistas que se encontram lá com casos abertos em tribunal ou atenção policial sob outra forma, rimos-nos ao ouvir falar dos seus belicosos e incontroláveis espíritos que se mantêm quando reprimidos na luta contra a rejeição do domínio. Talvez as fagulhas acesas nos túneis do comboio se tenham reflectido sobre os Alpes e mais além para iluminar o céu para aqueles que se encontram em celas negras por tentarem parar o capitalismo de alta-velocidade e as suas tecnologias nano-mundiais.

Juntando a nossa força com as tribos próximas e distantes, recusa e ataque! Bloquear os fluxos rotas, adiante com xs lutadorxs!

A caminho de uma vida selvagem e livre de carvão, pedreiras, carros ou bófia.

Grupo de sabotagem do desfiladeiro de Avon “ Areia nas Engrenagens”, de saída….

Bristol, Reino Unido: Vandalismo solidário em vista da semana de ação internacional pelxs companheirxs encapsuladxs

auto-transportÀs primeiras horas de 6 de Agosto na zona de Easton, na estação de serviço (Gordano Services), enquanto os motoristas de caminhão estavam inativos nas suas cabinas de condução, 10 a 15 carros de quatro carros-transportadores foram pintados com spray, causando às suas gananciosas empresas que destroem a terra uma perda de tempo e de dinheiro infinitamente maior do que gastamos cometendo este crime oportunista.

Solidariedade a todxs xs companheirxs presxs e aquelxs que se encontram em fuga. Rumo à semana internacional de solidariedade com xs presxs anarquistas – de 23 a 30 Agosto.

Vândalos eco-anarquistas – FAI / FRI

Bristol, Reino Unido: Solidariedade com a presa anarquista Emma Sheppard

support-emmaA 24 de Fevereiro de 2015 a presa anarquista Emma Sheppard foi condenada a dois anos de prisão pelo tribunal penal de Bristol por “cometer danos criminais de forma imprudente colocando em risco a vida.” A acusação refere-se a danos em carros de polícia, na área de Bristol.

Emma pode receber cartões, selos e artigos de papelaria.

Podem se escrever cartas de solidariedade para:
Emma Sheppard  A7372DJ
HMP Send, Ripley Road
Woking, Surrey, GU23 7LJ
(England, UK)/ (Inglaterra, Reino Unido)

Para doações, notícias & quaisquer outros gestos de solidariedade email:
bristol_abc[at]riseup.net

atak-new-years-eveNota de Contra Info:

Esta é a primeira condenação no âmbito da Operação Rhone; uma investigação conduzida por 10 oficiais  da CID [Central Intelligence Departement: Departamento Central de recolha de informações ] para investigar mais de 100 ações de ataques anónimos na área de Bristol, ao longo dos últimos quatro anos,  permitiu recolheu informações sobre o movimento anarquista mais amplo, bem como a caça ao companheiro fugitivo “Badger”, em fuga desde Agosto de 2011. No entanto, a prisão de Emma e a declaração de culpa relativa a uma sabotagem na véspera de Ano Novo parecem ser um caso isolado e não foram o resultado de um trabalho da Operação Rhone – embora as tenham envolvido nela, depois disso.

inglês

Reino Unido: Ataques incendiários por Rémi Fraisse, em Bristol

car-burnedVingança por Rémi, fogo nas ruas contra a indústria nuclear, a sociedade carcerária e o (a) capital verde

(25 de Novembro em Bristol)

A polícia francesa matou Rémi Fraisse e tenta esmagar uma ocupação combativa do bosque de Sivens que impede a construção de um pântano. Incendiámos um veículo ao serviço da multinacional francesa GDF, a qual:

Tem vindo a trabalhar na construção de um novo reator nuclear não muito longe daqui, em Hinkley Point; está envolvida em projetos nucleares em vários países;

Impõe pântanos tornando irrecuperáveis terras indígenas na Amazónia com o apoio do Exército Brasileiro e presta serviços de gestão de instalações da polícia, nessa região;

Mantém instalações nas ilhas Shetland, em nome de um dos maiores terminais de petróleo e gás na Europa; administra diversas prisões francesas;

De uma maneira geral, projecta tecnologias para os mesmos bancos e entidades comerciais de forma a disfarçar o capitalismo industrial sob a capa de desenvolvimento sustentável.

A acção foi realizada na zona de Long Ashton, onde deitámos fogo a vários outros veículos, um ousado carro tipo 4 × 4, dois carros desportivos de luxo e um veículo da OCS – considerada uma das principais empresas de segurança privada no Reino Unido, oferecendo serviços de pessoal de guarda, patrulhas, instalações de câmaras de vigilância e monitorização, etc.

Em França, a ocupação da ZAD (zona a defender) que se opõe a uma planeada catástrofe ecológica – a qual pretende destruir habitats importantes para se irrigarem plantações de milho transgénico – ainda não foi subjugada. A anarquia interpõe-se no caminho dos industrialistas. Outra destruição é possível.

Alargam-se as divisões entre as classes, as devastações ambientais chegam umas atrás das outras, corrói-se o significado das nossas vidas, e pensavam eles que todos correríamos atrás da sua fantástica terra de conveniências e faríamos a vista grossa para obter benefícios sociais? Os níveis de miséria, de vigilância e de contenção estão a aumentar, as linhas foram traçadas e sabemos onde tomar posição. Ainda há alguém que acredite que a polícia tenha esta cidade completamente sob controlo?

Eles podem aprisionar Reiss Goyan Wilson (pelo incêndio a uma esquadra de polícia, em Nottingham, durante os distúrbios de 2011) mas não podem matar as nossas memórias. Enquanto o Estado reprime as irritantes manifestações de estudantes, xs anti-autoritárixs e xs marginalizadxs  – aos quais massacra sem piedade em Londres, Paris ou Ferguson – trazem de volta o fogo de Agosto.

No próximo ano, Bristol ostentará o prémio da Capital Verde Europeia, como se alguém acreditasse existir a mínima intenção de fazer frente à matança causada pela ideologia capitalista de crescimento económico. É claro que o discurso duplo ambientalista (a guerra é paz, cidades são verdes, etc.) mascara a satisfação dos patrões, visto o prémio atrair ainda mais investimentos à crescente economia verde e seus seguidores. Entretanto a crise da biodiversidade continua a avançar de forma incontrolável. Trata-se de uma piada (muito lucrativa) tal como em Nantes – nomeada Capital Verde Europeia para 2013 – onde um outro projecto de resistência está a levar a cabo uma forte luta contra o enorme desenvolvimento “verde” de um novo aeroporto e tudo o que isso implica.

Da mesma forma, iremos atacar esta farsa da lavagem verde – aos interesses capitalistas que estão por trás – não nos sítios das suas cerimónias auto-complacentes mas sim nos locais onde realizam os seus negócios diários, e também nas ruas daqui, onde se reproduzem os valores e as normas desta civilização. Não é por acaso que ateámos fogo durante a noite, porque atirarmos-nos  de cabeça, confiando nos especialistas, nunca foi suficiente para combatermos a condição miserável que temos num império vacilante e biocida.

Contra a sociedade de classes e o desenvolvimento industrial, inclusivé e em especial, contra o da lavagem verde. Vitória para a ZAD de Testet e a ZAD de Notre-Dames-des-Landes. Vitória para a greve de fome rotativa nas prisões gregas (em apoio a Nikos Romanos, nosso confederal da Federação Anarquista Informal) e para todxs xs presxs em guerra com a prisão.

F.A.I. Tochas na noite – Frente de Libertação da Terra

espanhol

Bristol, Reino Unido: Ataque incendiário à fábrica da multinacional BAE Systems

No contexto da cimeira da NATO em Newport uma célula da Federazione Anarchica Informale (FAI) atacou a fábrica BAE Systems em Filton, Bristol:

Preparámos o nosso ataque contra a fábrica de armamento da BAE Systems na área de Filton em Bristol, pegando fogo ao depósito de combustível, fora do Centro de Tecnologia Avançada (Instalações de Impacto – Secção de Instalações de Impacto Electromagnético de Grande Potência) a 29 de Agosto. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter levado a isto a cabo no contexto da conferência da Nato em Newport daqui a cinco dias. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter realizado este ataque no contexto da Cimeira da NATO, a realizar-se em Newport, nos próximos 5 dias. O Reino Unido está cheio de estruturas do complexo militar-industrial durante todo o ano e todxs podem tirar daí as suas conclusões.

A BAE Systems é possivelmente a maior das denominadas multinacionais de defesa e ainda o maior empregador industrial no Reino Unido. Alguns dos seus maiores projectos, apenas com as Forças Armadas Britânicas, são os jactos Eurofighter da NATO e os submarinos nucleares.

Desde artilharia e aviões teleguiados aéreos [drones] com sistemas de comunicação especializados, até aos caças-bombardeiros F16 da Força Aérea Israelita e os grilhões usados nos prisioneiros da Baía de Guantánamo, é possível encontrar a BAE Systems por trás da conquista imperialista e da morte ou da miseribilização de milhões em todo o mundo. A empresa tem agora sucursais de informação e investigação criminal, que lidam com matérias como ameaças cibernéticas no sector bancário, sendo contratada pela União Europeia para criar o Sistema de Gerenciamento de Crime Estratégico e Imigração: essencialmente uma base de dados de policiamento internacional. Estão a postos para lucrar gerindo a transição da analítica, desde a análise de locais físicos até a análise de indivíduos e como estes interactuam para vantagem dos que fazem cumprir a lei e das agências de inteligência.

A fábrica que atingimos produz hardware, incluindo o das fragatas navais e veículos de combate, e ali centenas de funcionários do Centro de Tecnologia Avançada desenham armamento de ponta para os mercados globais. Apenas algumas das suas especialidades são:

– Detecção de comportamento anormal & analítica de vídeo
Tecnologia de bio-inspiração
– Micro & nanotecnologia e materiais inteligentes
– Tecnologia para operações secretas & seguras

A BAE Systems está na vanguarda da robótica militar bem como das últimas inovações, como dispositivos de disfarce para tanques e equipamento de protecção pessoal feito a partir de líquido, para tornar a moderna máquina assassina de carne e sangue ainda mais ágil e mortífera. Olhem para os seus veículos blindados terrestres que são autónomos de supervisão humana (como aqueles que patrulham a zona fronteiriça de Israel-Gaza ou Israel-Líbano) ou as minúsculas máquinas de superfície ou submarinas modeladas a partir de insectos para reconhecimento audiovisual para ver um sinal do futuro que eles nos estão a preparar.
A empresa faz referência explícita à época da guerra assimétrica e a passagem do uso dos seus produtos no campo de batalha para o uso dentro da sociedade em grande escala: um fenómeno comum no sector. Um caso que ilustra isto é o do equipamento de visão nocturna de alta potência da BAE Systems, que começa a entrar no mercado das câmaras de vigilância civis para avançar com o projecto de tornar os centros urbanos em prisões abertas e em todo o lado onde for preciso proteger o sistema e os seus bens.

Será preciso escrever mais para demonstrar como o desenvolvimento tecnológico debaixo da civilizada estrutura do Poder nos está a levar para uma paisagem desolada e automatizada de quase total domínio e potencial aniquilação? A hora é tardia e o admirável mundo novo com a procura amplificada pela submissão será o preço pela nossa indiferença.

Atacamos-lhes ali onde pensavam que era terreno seguro, assim foi como decidimos pagar a BAE Systems com a mesma moeda pelo negócio que escolheu. Através do ataque estamos com aquelxs encarceradxs pelos seus próprios caminhos em direcção à anarquia:

Gianluca Iacovacci e Adriano Antonacci
Marco Camenisch
Nicola Gai e Alfredo Cospito

Os actos destrutivos irão multiplicar-se, por cada ano que passem lá dentro. Honra também aos e às lutadorxs dos dias passados que andaram armadxs contra o domínio no seu tempo.

FAI “Sacco & Vanzetti” Círculo de Propaganda pela Vida & pelo Facto

Bristol, Reino Unido: Incendiado veículo da EDF Energy

nuclearNa noite de 16 de dezembro, em Bristol, deitamos fogo a uma van da EDF Energy (uma empresa subsidiária no Reino Unido da EDF, eletricidade de França) a maior fornecedora de energia e uma das coproprietárias da central nuclear Hinkley Point, em Somerset. Hinkley é um dos novos e vários projetos nucleares em Inglaterra.

A energia nuclear está em alta. Fornecedores de energia como a EDF continuam a centralizar as fontes e o capital promovendo, a cada novo projeto, as formas de energia perigosas e as precárias. Nas suas tentativas desesperadas de inventar “soluções” para a sua crise de energia (i.e. manter o nível de consumo de energia) apresentam processos como fratura hidráulica, CCS (captura e armazenamento de carbono) e muitos outros como alternativas “verdes” às formas mais tradicionais de combustível.  As empresas de energia estão interessadas somente em obter lucros a curto prazo.

Eles não têm soluções para os problemas ligados às novas formas de energia instável.  A nuclear é um dos exemplos mais salientes deste tipo de energia.  A extração de urânio para a produção nuclear constitue uma destrutiva e incessante corrida às últimas reservas remanescentes. As comunidades indígenas que  ainda permanecem nessas terras são habitualmente as que sofrem o impacto disso (como as Dinah, San e Mirrar).

A arrogante obsessão dos donos e das chefias das empresas da energia nuclear com o crescimento e lucro já nos condenou a todxs a 100.000 anos de lixo tóxico.  A efeitos radioativos no DNA de cada ser vivente. Embora os inevitáveis desastres à larga escala – como o de Fuckushima – sejam manchete por um curto período de tempo, os vazamentos contínuos de baixa nível nas centrais – como na de Sellafield, no leste de Inglaterra – passam despercebidos.

A energia nuclear “civil” é indissociável da energia nuclear com fins militares, uma constantemente a esconder o desenvolvimento da outra.  Os resíduos radiotivos das instalações civis são reprocessados em armas militares (com plutônio de baixa intensidade).  A dimensão do controle à larga escala, a centralização de recursos e do capital – para além da dependência cega na ciência e tecnologias complexas representadas pela energia nuclear – são a antítese do mundo que desejamos e para o qual lutamos.

Tomamos uma posição em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai, na prisão por dispararem sobre um executivo de alto nível da energia nuclear, ferindo-o, assim como com Marco Camenisch, que também se encontra preso,  por sabotagem industrial.

Célula Mutante

Reino Unido: Ações diretas em Portishead e Bristol

27 de agosto de 2013 – Reivindicação do grande incêndio numa galeria de tiro da polícia e do ataque a carros de segurança privada:

Na noite de 26 de Agosto, o nosso objetivo era a galeria de tiro da polícia (em construção) em Black Rock Quarry (Portishead), situada por baixo da sede regional da polícia de Avon e Somerset e, quando a deixámos, as chamas ardiam bem alto. As instalações destinam-se às forças policiais de todo o sudoeste.

Depois de subir ao estaleiro da construção, usámos um acelerador para queimar os cabos elétricos principais em cinco pontos de distribuição do complexo, borrifámos e ateámos fogo a uma plataforma de mecanismos e cabos elétricos. Passadas mais de doze horas, o fogo ainda continua ativo. Desenhou-se um sorriso na nossa face, ao constatarmos como é fácil entrar no seu clube de tiro e assinar que se fodam precisamente na pança da besta, sendo uma raposa curiosa a nossa única testemunha.

Nessa mesma noite, outros de nós atacaram com decapante dois carros e estouraram as suas rodas, perto de St George (Bristol), um da empresa de segurança privada G4S e outro de Amey. Em Inglaterra e por todo o mundo, a G4S proporciona serviços prisionais e de segurança, tirando proveito de vários aspectos da sociedade carcerária. Amey, juntamente com a GEO, transporta presos/as, em Inglaterra e no País de Gales, gerindo os julgados em Bristol e North Somerset.

Nas cidades à nossa volta, o confinamento aumenta; há uma crescente atmosfera geral de medo e impotência; mais e mais vigilância e agentes de segurança com algemas aparecem diante de mais portas. A tensão cresce em todo o mundo visto as pessoas perderem a fé no sistema. Em resposta a esta insegurança, o estado vai militarizando a polícia com armas de fogo, drones (aviões de control remoto) e armas “não-letais” que frequentemente matam. Por sua vez, é criada a figura preventiva do “polícia brando” com os oficiais a apoiar a comunidade, com equipas de assistência e outras, que se encaixam mais numa imagem democrática. Inclusivé, até mesmo recebendo ajuda de esquerdistas como John Drury de Aufheben, com as suas contribuições em técnicas de controlo de multidões e possuíndo o mesmo medo das classes dominantes ao ingovernável. O Estado britânico é líder em técnicas de contra-insurgência. A sua maestria é o resultado de gerações de colonização brutal, como na Índia, no Quênia e, até hoje, na Irlanda.

Dois anos após os importantes tumultos do Reino Unido, acreditamos que se abriu uma porta significativa para a rejeição, à larga escala, radical e combativa, da nossa existência diária. Para aqueles que tomaram as ruas, foi uma lufada de ar fresco nas masmorras, um lembrete de que a invasão e controle não estão completos. Apesar da apatia e do isolamento terem sido restabelecidos, continuamos a atacar. A polícia e a indústria da segurança privada são especialistas em fazer-nos sentir impotentes nas nossas próprias vidas e estes ataques ajudam, consideravelmente, a vencermos esse sentimento.

Esta é também a nossa maneira de assinalar os dois anos já em que o anarquista Badger (“Texugo”) de Bristol continua a iludir a sua captura, após os motins. Segue livre e a lutar!

A propósito, a noite de nossa ação coincidiu com o início do abate planeado de texugos selvagens, no sudoeste do Reino Unido. Tentando facilitar o sacrifício e parar a resistência, a polícia reforça os interesses da indústria agrícola e das classes dos proprietários de terras. Esperamos que esta seja uma das muitas transgressões contra essa matança. Porque o estado e as forças de segurança corporativas fazem parte integrante deste mundo de exploração e autoridade.

Os melhores cumprimentos ao anarquista grego Kostas Sakkas que está a recuperar de uma greve da fome para a sua libertação da prisão preventiva, após 30 meses sequestrado.

A luta vai continuar até tudo ser selvagem e livre.

Célula das Raposas Enfurecidas em colaboração com ACAB

Bristol, Reino Unido: A polícia invade uma οkupa à procura de suspeitos de participação nos enfrentamentos nas ruas –17/8

Por volta de 3,000 homens desempregados confrontam-se com a bófia, Bristol, 23 fevereiro de 1932

Mais de dez carrinhas da polícia de choque e uma unidade de recolha de provas invadiram uma okupa em Park Row, esta tarde, à procura de um homem.

Os polícias observaram tudo e recolheram computadores, telefones celulares, martelos, luvas, pinturas, literatura anarquista e material relacionado com o Indymedia. Esta atitude sugere que estes fatos estão relacionados com o recente ataque contra as instalações do Bristol Evening Post, realizado na noite de quinta-feira, 11 de Agosto.

A União Nacional dos Jornalistas (NUJ) e da mídia corporativa fazem parte das ferramentas de repressão do sistema capitalista, são unha com carne com os políticos britânicos e a classe dominante.

A razão para o ataque ao Evening Post está descrita abaixo:

“Na noite de quinta-feira, apesar da forte presença policial no centro da cidade e à volta de Bristol, quebraram-se as janelas da frente e dos fundos em alguns dos mais altos andares da sede do Evening Post, e decorou-se a fachada principal com bombas de tinta. Estima-se os prejuízos em cerca de 20,000 libras.

A mídia demoniza todos aqueles que escolheram resistir e reagir, abrindo o caminho para maior repressão contra todos nós. Tentam desviar a nossa atenção para longe dos bandidos reais de todos os dias e dos saqueadores –os polícias e os capitalistas– que habitualmente praticam, em larga escala, roubos e assassinatos.

Isto faz parte da estratégia de divisão implementada pelos governantes para nos assustar e fazer lutar uns contra os outros, tomando uma posição a favor das autoridades e contra os insurretos.

Esta ação foi realizada por pessoas que não se deixam enganar. Que entendem a revolta como uma força imparável que não será travada por bastões ou balas: Lutamos com todos os meios para a liberdade futura e completa que ainda iremos conhecer.

Quando as máscaras caem e a guerra social nunca esteve tão à vista, esta é a resposta ao inimigo de classe na mídia corporativa, usado como mais uma das armas do arsenal contra todos os que querem algo melhor para as próprias vidas e as daqueles que ainda estão por nascer.

Vamos ver os patrões e os políticos a contorcerem-se varrendo as ruas – a sua mordedura mortal vai envenená-los- as linhas estão traçadas: esta é que é a Sociedade fodida parecida com o Big Brother!”

Contra a repressão do Estado,
A SOLIDARIEDADE SIGNIFICA ATAQUE!

fontes: 1, 2, 3