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[Alemanha] Acerca da onda de repressão em conexão com a resistência contra a Cimeira do G20 em Hamburgo

Protestos espontâneos contra a repressão nas ruas de muitas cidades alemãs, após os assaltos policiais no princípio de Dezembro de 2017 ( em kiel, cerca de 70 pessoas participaram nos protestos)

G20-Repressão
Prisioneirxs * Condições na prisão * Julgamentos * Publicações de vídeos e fotos * Assaltos policiais a residências

A Cimeira do G20 e os dias eufóricos nas ruas do Schanzenviertel foram moldados pela enorme raiva e motivação para atacar, das quais não estávamos à espera desde Heiligendamm e Frankfurt.

A onda de repressão que se seguiu à Cimeira – na realidade já tinha começado antes com a implementação do novo §114ff e do policiamento preventivo – alcançou o seu clímax com a publicação de dezenas de fotos, pela comissão especial “Soko Schwarzer Block” em 18 de Dezembro de 2017.

Onda de repressão esta que permaneceu bastante despercebida de companheirxs noutros países, xs que lutaram connosco nas ruas e xs que euforicamente seguiram os tumultos nos media. Disseram-nos que não receberam nenhuma informação sobre xs prisioneirxs, xs condenadxs e sobre a mania de perseguição pelo Estado.

Parte I: Prisioneirxs

A situação em Dezembro de 2017
A bófia implementou um Soko (1) forte de 40 homens que pesquisaram na Internet fotos e vídeos a fim de criminalizar os ativistas. Cerca de 200 polícias estão atualmente sentados na frente dos seus computadores – com a assistência de softwares de detecção de rosto especiais – a fazer a maior parte do trabalho de investigação. Mesmo quando você se tenta lembrar não existe nada de que se esconder ou tem a certeza de que sempre se mudou num beco escuro: A solidariedade não se inicia apenas quando a repressão xs atinge a si e amigos.
O estado, incluindo os media, a bófia e cidadãos ativos, está claramente a tentar redefinir os tumultos. Conseguimos gerir e dominar o discurso destes dias durante a cimeira, mas devemos reconhecer isso perante frases brutais, denúncias e agitação pública, estando a ser cilindrados a uma posição de simplesmente reagir: Manifestações do dia X, comícios na prisão e algumas janelas quebradas aqui e ali.
Prisioneiros e julgamentos
Após os três dias de distúrbios em Hamburgo, 51 pessoas tinham sido levadas sob custódia. Em última análise, 28 permaneceram no JVA (prisões) de Billwerder, Hanhöfersand e Holstenglacis até aos julgamentos. Sendo principalmente não alemães, xs prisioneirxs vieram da Holanda, França, Suíça, Áustria, Espanha, Itália, Polónia, Hungria e Rússia. Além disso, várias centenas de pessoas tiveram que ficar na GeSa (custódia) por um curto período de tempo e tiveram que fornecer as  impressões digitais e fotografias.
Xs restantes prisioneirxs do G20 são acusadxs de vários crimes, o que em muitos casos não justificaria a custódia de longo prazo. As acusações vão de violar a lei de reunião em espaços públicos e violar a paz, a resistência e assalto contra graduados. A última situação pode, depois que as leis foram apertadas no ano passado, ser punida até três meses de prisão, em casos graves até seis meses.

Atualmente, inícios de Janeiro de 2018, 7 pessoas ainda estão presas em Hamburgo. Além disso, muitxs companheirxs estão a apelar das suas sentenças. Por exemplo, Peike, que foi condenado a 2 anos e 7 meses de prisão, no primeiro julgamento do G20.

As condições na „Gesa“ (prisão de curta duração / provisória) e „U-Haft“(detenção enquanto aguardam julgamento)
Mais de 100 advogados trabalharam em turnos de 24 horas na GeSa em Hamburgo – Harburgo. Foram atendidas 250 pessoas durante a cimeira. Várixs prisioneirxs disseram que lhes foram negadxs artigos básicos de higiene, mesmo que pedissem repetidamente. Num caso, o pedido de uma jovem mulher foi recebido com a declaração: “Os manifestantes não recebem períodos”. Noutro caso, uma jovem disse que precisava inserir um tampão na frente da bófia. Estava a arder nas celas, havia até oito prisioneirxs em cada cela, em vez de cinco, apesar de nem todas estarem ocupadas. Tiveram direito a duas fatias de pão em 24 horas, o acesso à  casa de banho foi muito restrito. Há alguns colchões, sem cobertores. Com chutos contra as portas das celas, xs prisioneirxs foram mantidxs acordadxs. Algumas celas tinham luz constante, enquanto outras não tinham nenhuma. Uma mulher ferida, levada para o GeSana sexta-feira (7 de Julho) com suspeita de fratura de nariz, não recebeu comida durante 15 horas. A sua lesão não foi sujeita a raios X. Só foi vista por um juiz 40 horas depois da prisão e que a libertou às 11 horas do mesmo dia. Aos/às prisioneirxs sob custódia só é permitido visitantes sob permissão do juiz. Estas visitas foram rigorosamente vigiadas (carta da mãe de Fabio a seu filho, a partir de 7 de Agosto de 2017). Além disso, era impossível enviar pacotes com roupa limpa aos/às prisioneirxs durante várias semanas. A continuação da custódia foi justificada com “defender a lei”.

Fugir ou ocultar provas, que geralmente é o motivo para a imposição da custódia, não desempenhou nenhum papel. Portanto, a própria custódia apresenta-se como medida preventiva. Um passaporte não-alemão, fortalece a acusação – de ser um inimigo potencial da sociedade – levando a uma custódia maior e frases mais duras. Além disso, muitxs prisioneirxs libertadxs receberam cartas, pedindo-lhes uma análise voluntária de DNA.

Parte II: Julgamentos e sentenças

Em geral, pode-se dizer que se tornou bastante óbvio através de todos os julgamentos que não importava qual pessoa estava na frente do juiz e não importava quais eram as acusações – cada um/a delxs foi consideradx culpadx pelos tumultos, especialmente aquelxs da sexta-feira à noite e finalmente condenado por elxs. Este tipo de participação em massa durante as lutas de rua e ataques contra a bófia deve ser prevenida no futuro. O medo dos defensores da fome de poder tornou-se claro nos argumentos politicamente motivados, nos quais tentaram pintar os ativistas como criminosxs isoladxs, sem qualquer identidade política. Uma técnica utilizada em todo o mundo. Para entender a indignação sobre as frases e suas justificativas, é importante explicar como a polícia alemã está regularmente a tentar obter frases com o uso de “Tatbeobachter” (Tabos), traduzido vagamente como testemunhas de crime, bem como cenas de vídeo isoladas. As detenções, especialmente durante as manifestações, são muitas vezes baseadas em alegadas observações de “Tabos”. No passado, as suas declarações geralmente não aguardavam o interrogatório no tribunal, de modo que poucas pessoas (excluindo especialmente xs ativistas curdxs), foram colocadas em liberdade condicional, mas raramente receberam tempo de prisão.

Outra questão pode ser colocada a partir da chamada esquerda alemã: Na década de 80, uma campanha desperta vinda da cena alemã da esquerda: “Anna e Arthur calam-se”. Uma campanha, baseada no direito de recusar quaisquer  declarações. De acordo com este direito, qualquer pessoa pres ou em julgamento pode recusar qualquer declaração em frente da políci ou do juiz, excepto para afirmar os detalhes no passaporte. Compreendendo este direito como uma arma – como forma de proteger estruturas ou outras pessoas – mas também como um ato de resistência – no sentido de retirar a si próprio a possibilidade de qualquer diálogo com o estado, triste isso não ser um dado adquirido nunca mais. Uma decisão de fazer uma afirmação em tribunal, ou não, é muitas vezes  individual ou posta na mesa como estratégia dos advogados.

As estratégias do advogado muitas vezes se concentraram em chegar a negociações, que podem ser descritas como um entendimento entre o juiz e procurador e o advogado da defesa – o que geralmente força a defesa a aceitar certos pontos trazidos pelo juiz em troca de uma sentença mais suave e confissões, o que sob certas circunstâncias pode ser justificado. Embora existissem negociações e confissões entre os prisioneiros, que poderiam ser justificadas dadas as circunstâncias como uma escolha válida, esta situação foi até prisioneirxs a pedir desculpas aos juízes e polícias, bem como ao banco HASPA e Budnikowsky (loja). Um exemplo: Um rapaz de Hamburgo de 28 anos leu a sua confissão em voz alta. Ele disse que não sabia o que o possuía naquela noite. Fora simplesmente a sua curiosidade o que o levou ao Schanze, depois de ver fotos dos tumultos na TV. À chegada, a multidão varreu-o ao comprido. “Se eu pudesse voltar no tempo simplesmente ficaria em casa naquela noite e assistia a tudo na TV.” disse na terça-feira. Estava realmente a caminho de Barmbeck naquela noite, onde ele conhece gente, quando aconteceu coincidir com os tumultos em Pferdemarkt, onde ele foi atacado com spray de pimenta, o que o deixou com raiva. Além disso, tomou cocaína naquela noite também. O veredicto: 3 anos de prisão.

Fabio trata-se de uma clara excepção – escreveu uma declaração política, que leu no tribunal. Isso não é apenas sinal de bravura e conhecimento político, também é um passo importante para todos lutarmos contra a repressão, não sermos torpes perante o perigo e lutarmos contra a criminalização das nossas lutas.

Existem vários exemplos de julgamentos do G20, no final do artigo. Até hoje, os julgamentos de Konstantin, Christian e Fabio ainda estão em andamento e as suas documentações podem ser encontrados na página “United we stand”. Alguns também estão em inglês. Manter as invasões e a publicação recente de fotos em mente, mais provas provavelmente estarão em breve a surgir.

Parte III: Primeiros assaltos antes da Cimeira

Durante a tarde de 1 de Julho, os apartamentos de dois camaradas foram procurados pela polícia. Até onde sabemos,  as incursões foram realizadas devido à “prevenção de perigo”. Durante as invasões, chaves USB, computadores, 3 telefones celulares privados e as roupas foram confiscadas. Uma das pessoas afetadas foi acusada de planear crimes no contexto da Cimeira do G20. Vigilâncias foram notaaos nos dias que antecederam os assaltos policiais. A segunda pessoa foi  libertada na mesma noite.

Invasões policiais do dia 8 de Julho
Após a Cimeira do G20 a polícia de Hamburgo invadiu o centro internacional B5 em St. Paul, às 10:45 da manhã – a polícia de choque invadiu o centro e atacou as pessoas que estavam presentes na altura. Sem esclarecer o motivo as pessoas foram algemadas e os quartos no centro além de dois apartamentos privados adjacentes foram pesquisados. Também a adega, o B-movie adjacente e a FoodCoop foram saqueados. Alegadamente, a polícia suspeitava da existência de cocktails Molotov no centro, uma completa difamação.

Incursões relativas à pilhagem
A polícia de Hamburgo invadiu 14 residências, logo após a Cimeira, em Hamburgo e Schleswig-Holstein. A razão alegada foi a pilhagem da Apple Store durante os tumultos da noite de sexta-feira. Vários telefones celulares foram localizados e os proprietários foram acusados de ocultação de bens roubados. Também foi pesquisada uma loja de telemóveis, onde alegadamente vários dos telefones celulares “possuídos ilegalmente” eram vendidos.
Linksunten.indymedia.org banido
No dia 25 de Agosto, Bundesinnenminister (Ministro do Interior) Thomas de Maiziere, proibiu a plataforma online “linksunten.indymedia.org” com base nas leis da sociedade. Para a esquerda alemã e a cena radical de esquerda, Linksunten foi a plataforma onde todas as chamadas para ação, notícias políticas diárias e   informações para ataques foram publicadas. Era tão importante para a extrema-esquerda como era aparentemente para as bófia, serviço de informações e media já que obviamente foi visto como uma fonte confiável e sistema de alerta precoce para distúrbios pendentes. A Linksunten, desde 2009 a funcionar – como rede aberta de media para ativistas de esquerda – foi declarada um crime por Maziere. Isso levou a várias incursões em Baden- Würtemberg, que felizmente não deixou ninguém preso. Atualmente, o BKA está à procura da localização dos servidores que estavam a ser usados pela plataforma. São esperados mais ataques. O tempo que vai demorar é pura especulação. É possível que o Ministério do Interior queira polir a sua imagem, depois dos comunicados de imprensa semanais sobre a violência policial maciça contra os manifestantes anti-Cimeira.

Parte IV: Invasões a nível nacional em 5 de Dezembro de 2017, investigação „Rondenbarg“

Ao início da manhã de 5 de Dezembro de 2017, mais de 600 polícias invadiram 23 casas particulares e 2 centros sociais na Renânia do Norte-Vestefália, na Baixa Saxónia, no Baden-Wurttemberg, em Hamburgo, em Berlim, no Hesse, na Saxónia – Anhalt e na Renânia-Pfalz. De acordo com as declarações policiais, principalmente laptops, telemóveis e USB (varas) mas também várias armas legais foram confirmados. Nenhum/a dxs ativistas afetadxs foi presx. Todos os assaltos policiais estavam relacionados com os eventos ocorridos no primeiro dia da Cimeira. Cerca de 200 companheirxs estavam a caminho do centro da cidade, no início do dia 7 de Julho, quando encontraram polícia de choque em Rondenbard, após o que a manifestação foi destruída, deixando muitxs feridxs. Várias dezenas de pessoas foram presas no local, os seus dados registados e Fabio tomou assento na prisão desde então. Quase todas as pessoas cujas residências foram invadidas estavam no grupo que foi preso a partir desse dia.

Estão a ser acusadxs de violações severas da ordem pública, tentativa de agressão física e resistência. Desde então, esse grupo particular de pessoas presas representava a maioria dxs presos em geral e a polícia não foi capaz de prender muitos militantes organizadxs pelo que com a ajuda dos meios de comunicação, tentaram pintar um quadro do “grupo Rondenbarg” como extremamente violento e provavelmente responsável por toda a destruição e ações diretas durante a Cimeira. Também os assaltos podem ser conetados com essa tentativa, o “sucesso” dessas invasões, foi apresentado pela polícia durante uma conferência de imprensa em 5 de Dezembro.

Vemos claramente os assaltos policiais como um espetáculo público bem como uma tentativa de descoberta das supostas estruturas organizacionais por trás das ações, em vez de reunir provas sobre alegados participantes individuais. Não confirmado pelos lados oficiais, mas publicado em vários comunicados de imprensa, a polícia estava principalmente à procura de evidências sobre estruturas que preparassem ações militantes e as tornassem possível em Hamburgo. Especialmente à volta da área de Elbchaussee, a polícia alegadamente descobriu recipientes com material de máscara, fogos de artifício e roupas que a polícia interpretou como evidência para a teoria de que os grupos locais organizaram a logística para a ação dessxs companheirxs internacionais. Embora a polícia suspeite principalmente dxs companheirxs internacionais para colocarem mais de 20 carros em chamas no Elbchaussee, durante 7 de Julho.

Parte V:  Os “cliques” da polícia de Hamburgo”

Durante a noite de 8 de Julho, a polícia de Hamburgo estabeleceu um portal on-line para dicas e pistas. Eles apelaram à multidão curiosa, para fazer upload de qualquer imagem ou material de vídeo dos próprios smartphones e câmaras. Apenas 12 horas depois, comemoravam o fato de já terem recebido mais de 1000 arquivos. Com este apelo à denúncia e traição, a polícia provocou um percurso on-line. O Soko “Black Block”, está a trabalhar em 12 terabytes de arquivos de imagem. No total, 163 polícias estão a trabalhar em 3340 casos. Na segunda-feira, 8 de Dezembro, a polícia de Hamburgo publicou 104 fotos de 104 supostos criminosxs e 5 vídeos sobre “Elbchaussee”, “Manif G20 Not Welcome” , “pilhagem”, “ataques com garrafas e pedras” e “Rondenbarg”(aqui  pode encontrar um link anónimo para as fotos ) . Além disso, várias imagens chegaram aos media da Alemanha. A polícia de Hamburgo anunciou: “Haverá mais cliques [fotos tiradas nas esquadras da polícia, após detenção], porque temos muitos materiais, que ainda não foram avaliados”.

Cinco Julgamentos do G20

O primeiro julgamento foi realizado contra Peike, da Holanda. Está a ser acusado de ter atirado duas garrafas à polícia de Berlim no Schanze, no dia 6 de Julho. As únicas duas testemunhas, polícias de Berlim, sofreram grandes perdas de memória e ambos descreveram uma pessoa que atirava garrafas, que não se parecia com o réu. O ministério público justificou a sua perseguição através tempo de prisão, atribuíndo a Peike a responsabilidade pela “guerra civil como circunstância” na noite de sexta-feira (onde Peike já estava sob custódia!). O juiz Johann Krieten, conotado com a linha dura da direita, proclamou no seu julgamento como se segue: “A polícia não é um jogo justo para a sociedade divertida, eles não são um jogo justo para criminosxs orientadxs para a ação”. Ele convocou os tumultos na noite de sexta-feira, o turismo de motim com o objetivo de caçar polícias e esmagar as janelas do banco HASPA. A severa punição era necessária, devido a razões de “prevenção da violência”. O porco proclamou a sentença de dois anos e sete meses. Peike está a apelar contra este julgamento.

No 2º julgamento: o réu foi detido e procurado no sábado, 8 de Julho, perto da estação de comboios de Dammtor. Ele insinuou estar no caminho para a manifestação  “G20 Not Welcome”. Na sua mochila, encontraram spray de pimenta, óculos de mergulho e pequenos bolas de ativação de fogo. Está a ser acusado de violar a “lei do ajuntamento social” e as leis contra o transporte de armas e explosivos. Mais uma vez, o julgamento terminou com um castigo severo  obsceno de 6 nos quais estão 2 são anos de liberdade condicional. O procurador Elsner aproveitou o momento para proclamar a sua propaganda pessoal: “Os ataques à policiais com garrafas e pedras aumentaram dramaticamente durante a manifestação. O réu deveria estar a escrever uma carta de agradecimento aos polícias que o prenderam, se ele tivesse atirado qualquer coisa durante a manifestação, iria para a cadeia por um longo tempo”.

3º exemplo. O ministério público acusou o réu, de 21 anos, de ter atirado seis garrafas na direção da polícia durante a manifestação no Fishmarket, além de resistir à sua detenção. Depois do juiz explicou o direito de recusar uma declaração, o advogado explicou extensivamente o argumento do arguido. Nos últimos dois meses, passados na cadeia, ele aprendeu muito sobre a solidão. Ele nunca quis pôr a si mesmo ou a sua família numa situação como esta. Estava agora ciente de sua estupidez. Os polícias também são humanos. O juiz condenou o réu a 1 ano e 5 meses em dois anos de liberdade condicional, bem como a uma multa de 500 euros, que deve ser doada para as viúvas e órfãos da polícia.

4º exemplo: As acusações: agressão criminal com uma arma perigosa (garrafa de vidro), bem como resistência contra a polícia. O arguido confessou as acusações e lamentou as suas ações. Concordou com uma amostragem de DNA, que ocorreu numa pausa durante a audiência. O TABO Hachmann supostamente seguiu o réu depois dele supostamente ter atirado a garrafa e viu-o, tirando a máscara num pequeno quiosque e a mudar as roupas na próxima esquina da rua. Veredito: 1 ano em 3 anos de liberdade condicional. O réu, questionou o monopólio do estado e não viu o humano em uniforme durante as suas ações. A polícia merecia respeito e honra pelo seu compromisso e não deveria ser alvo.

5º exemplo: Fabio foi libertado da prisão juvenil em troca de uma fiança de 10000 euros. O julgamento ainda está em andamento. As acusações: Violação grave da paz no caso de “Rondenbarg”. Segue-se um trecho da declaração de Fabio durante o julgamento: “Antes de mais quero dizer que as senhoras e senhores da política, inspectores da polícia e ministério público provavelmente acreditam que podem dificultar a dissidência nas ruas se prenderem e trancarem um grupo de jovens. Provavelmente acreditam que a prisão é suficiente para conter as vozes rebeldes que surgem em todos os lugares. Provavelmente acreditam que a repressão irá parar a nossa sede de liberdade. A nossa vontade de criar um mundo melhor. Eu tomei a minha decisão e não estou com medo se ela, injustamente, terá um preço que eu tenho que pagar. No entanto, há algo que quero dizer-vos, acreditem em mim ou não: Não gosto de violência. Mas tenho ideais e decidi lutar por eles.

Esclarecimentos

“Tatbeobachter * innen / TABOS” (Observador/a do crime)

Os TABOS estão vestidos de manifestantes, às vezes ficariam vestidos, às vezes com um copo de cerveja na mão, às vezes ficariam mascarados. Correm lado a lado connosco nas manifestações e podem ser difíceis de detectar. Assinalam crimes alegados, sem intervir. Mais tarde são chamados como testemunha perante o tribunal. TABOS são polícias de uma determinada unidade. Pelo contrário, há polícias vestidos de civis, os chamados PMS. Esses polícias civis costumam mover-se em grupos maiores, obviamente, ao lado das fileiras de polícia, transportam fones de ouvido e armas e transmitem informações sobre ativistas bem conhecidos ao BFE (unidade, responsável por prisões e evidências.

Aperto das leis:
Desde 30 de Maio de 2017, o parágrafo 113 está agora dividido em §113, que inclui atos de resistência e §114, que escalam assalto. O recém-estruturado §114 inclui o assalto contra oficiais (policiais, paramédicos) como elemento próprio de um crime. Um assalto pode ser qualquer tipo de ato contra o corpo de um oficial, por exemplo, quando você tenta se libertar do controle de um policial durante uma prisão. A sentença mínima aqui seria uma pena de prisão de três meses. Além disso, simplesmente carregar uma arma ou uma ferramenta perigosa, pode ser definido como um ato severo de resistência ou agressão, independente de suas intenções com essa ferramenta. Também pode ser condenado se xs companheirxs transportarem tal ferramenta (como uma garrafa de vidro ou outro instrumento afiado).

(1) SOKO é uma abreviatura do termo “Sonderkommission” (Comissão Especial de Polícia – que significa equipa de investigação especial) em alemão.

A sociedade falhou, quando aprisiona aqueles que a questionam!

Fogo e chamas para a repressão!

Com este slogan, a campanha: “United we stand” deu o mote para os dias de ação – de 28.1. até 4.2.2018.

em alemão l inglês

Buenos Aires, Argentina: Ação direta contra a desaparição de Santiago Andrés – Atualização da situação

Aproximadamente às 10h da manhã de hoje (sexta-feira, 4/08/2017), a quase quatro dias do desaparecimento do companheiro Santiago Maldonado “lechuga”, destruímos a casa da província de Chubut, na putrefata capital do Estado chamado Argentina.

Embora abundem as razões, a raiva começa a transbordar e a transbordar-nos, já lá vão mais de 72 horas e um companheiro não aparece, enquanto Facundo Jones Huala continua em greve de fome.

Estendemos a nossa solidariedade ao povo mapuche e expandimos a nossa raiva contra todos os estados, o capital, a autoridade e todos os seus cúmplices.

Até que apareça o lechuga e até que o caos os sucumba!

Anárquicas individualidades expansivas do caos
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[Panfleto] APARIÇÃO DE SANTIAGO MALDONADO COM VIDA, JÁ!

Há já várias horas que não temos a certeza do paradeiro de uma pessoa. Mas não de uma pessoa qualquer, trata-se de uma pessoa solidária, companheira, anti-autoritária. O que sabemos, sim, é que uma vez mais as miseráveis forças da Gendarmeria [Força de Segurança de natureza militar] actuaram em conformidade com a rdem normativa democrática que em nada fica atrás das “temidas” ditaduras.

Uma vez mais o Lof em Resistência [famílias mapuche agrupadas num território libertado] em Cushamen, Chubut, foi invadido. E cada vez mais se acrescenta a perseguição e a domesticação do povo mapuche (que continua em luta para se recuperar como povo). Diversos assaltos, acosso policial e perseguição a várias comunidades mapuches – como o caso da prisão e pedido de extradição de Facundo Jones Huala, em cumplicidade mútua dos estados argentino e chileno – fazem ressurgir a raiva naquelxs que não querem ser mandadxs nem obedecidxs.

Nesta última repressão (a 1 de Agosto) entre uma chuva de balas, corridas e detenções- xs que tinham sido detidxs já foram libertadxs) – desaparece o “lechuga”. Conhecido companheiro do meio anárquico e anti-autoritário que se encontrava de forma solidária a apoiar e a resistir no Lof.

Há já várias horas que não sabemos ao certo do “lechuga” e a paciência começa a estalar, qual cristal que sofre o impacto das pedras da rebelião. Há já várias horas que não sabemos do paradeiro de um companheiro, mas o que sabemos, sim, é que não se respeita a yuta [bófia], que as suas leis  não nos atemorizam e que a combustão de alguns elementos acende e aviva o fogo.

Fogo que realça as nossas paixões contra a sua domesticada podridão.

¡Amulepetayinweican!
[A luta continua!]

Compilação informativa da desaparição de Santiago Andrés Maldonado (recebida a 5 de Agosto):

– Santiago desapareceu a 1/8, durante a brutal repressão levada a cabo pela gendarmeria na lof em resistência do departamento cushamen. Onde participaram os esquadrões 34, 35, 36, Ramos Mejía e Rawson, os quais abriram uma caçada humana, disparando sem parar.

– Sabe-se que Santiago Andrés Maldonado foi detido por efetivos da gendarmeria, durante essa brutal situação.

– Foi realizada uma busca exaustiva pelas delegacias circundantes à área, yendo todas negado a ingressão dele.

– Familiares, organizações de direitos humanos e companheirxs compañeros apresentaram habeas corpus, nos tribunais de Bariloche, Bolsón, Esquel. Como também em todo o país. Foi realizada uma ampla difusão por parte de um organismo de direitos humanos.

– Acosso por parte da gendarmeria ao irmão de Santiago, Sergio Maldonado, na altura em que este se acercou da lof à procura de mais informações sobre a situação em que foi detido e desaparecido o seu irmão;  novo acosso quando Sergio chegava à cidade de Esquel, por parte de efetivos da gendarmeria.

– Manifestações em toda a comarca andina, Neuquen, Cordoba, Buenos Aires e Uruguai, exigindo-se a imediata aparição do companheiro Santiago Andres Maldonado.

– Está-se a realizar uma conferência de imprensa por parte de membros da CPM (comissão pela memória). Na sede da Federação Judicial Argentina, rua Rincón 74 na cidade de Buenos Aires. Estará presente o presidente da CPM, Víctor Mendibil e outros integrantes do organismo, junto ao irmão do jovem desaparecido, amigos, familiares e companheiros. Acompanharão, também, o CELS e outros organismos de direitos humanos e organizações sociais que nas últimas horas se juntaram à exigência de aparição com vida.

Para além de que Santiago Andres Maldonado é um companheiro anarquista que decidiu se solidarizar de maneira ativa com a digna luta do povo mapuche e acudir indo à lof em resistência, quando soube da brutal repressão que estava a suceder a 1 de Agosto.

Santiago, aliás o bruxo, está desaparecido por se solidarizar e por lutar!!!!!!

O ESTADO E O CAPITAL, ATRAVÉS DO SEU APARELHO REPRESSIVO, SÃO OS CULPADOS DA DESAPARIÇÃO DO NOSSO COMPANHEIRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!

em espanhol

Suíça [Julho de 2016]: Buscas em casas de Zurique e St. Gallen

dissonanz
Ding Dong – É o Estado

As buscas domiciliárias regressaram a Zurique e St. Gallen no domingo, 10 de Julho de 2016. Desta vez foram 3 as rusgas efetuadas. A razão declarada no mandado de busca – autorizado pela acção penal de Zurique – era “fogo posto, etc.”, segundo se soube. Numa análise mais detalhada do mandato de busca tornou-se evidente que era acerca de um alegado ataque incendiário a uma antena de telecomunicações em Waidberg, 8037 Zurique, o qual teria ocorrido na noite anterior.

Enquanto que em Zurique as buscas domiciliárias eram realizadas por polícias com o seu uniforme habitual, em St. Gallen as forças especiais aproveitavam para as transformar numa sessão de treino: aríete, balaclavas e metralhadoras, dezenas de presunçosos “robocops” a forçarem xs residentes da casa invadida a colocarem-se no chão, enquanto vasculhavam cada quarto de cima para baixo. Paralelamente aos objetivos frustrados – nos 3 casos tiveram de se ir embora sem as algemas virem a ser utilizadas – esta ação põe em evidência mais uma vez para que é que serve a polícia: o braço repressivo do Estado, equipado com todos os meios a fim de o defender e neutralizar potenciais inimigos. E nesta categoria recaem aquelxs que não aceitam ter uma autoridade indiscutível sobre as suas cabeças; aquelxs que não aceitam serem deitadxs fora pela riqueza da sociedade, xs que se recusam a serem alienadxs, isoladxs e controladxs através da tecnologia, ao mesmo tempo que dia após dia é anunciada a ilusão de unidade, felicidade e possibilidades ilimitadas.

Caso a justificativa do mandado de busca prove em si a existência de um evento factual, é essencial defender este ataque dirigido contra essas estruturas que ajudam a transformar a nossa autonomia numa vida de escravidão ditada pelos sinais de rádio das antenas. Porque cada propagação de fogo precisa de uma centelha…

Artigo traduzido do jornal anarquista de Zurique “Dissonanz”, n ° 32,
20 de Julho de 2016.

Nota adicional: No contexto das buscas domiciliárias a polícia estava à procura de uma pessoa específica, sem sucesso. Até à data (29 de Julho), não houve qualquer notícia desta pessoa ter sido presa. Desejamos ao/à companheirx muita força para o seu percurso fora das garras do Estado.

Estado espanhol: Prorrogada a prisão preventiva de Mónica e Francisco

frontlineNa terça-feira, 27 de Outubro, ocorreu o vis-à-vis onde iria ser decidido se prorrogavam a prisão preventiva a Mónica e Francisco ou se, pelo contrário, os punham em liberdade à espera de julgamento. No final, a prisão preventiva foi prorrogada.

Apesar da legislação espanhola contemplar os dois anos como período máximo em que uma pessoa pode permanecer em prisão preventiva, o Estado tem a possibilidade de a alargar (argumentando com algum tipo de excepcionalidade no caso) durante dois anos mais, e já o fez.

Há dois anos, a 13 de Novembro de 2013. foram detidxs juntamente com mais três pçessoas, em relação às quais o caso ficou arquivado. Mónica e Francisco estão à espera de julgamento, acusadxs de pertencer a organização terrorista, de estragos e de conspiração.

No mesmo dia em que saíu esta resolução, detêm 9 pessoas num novo golpe ao anarquismo, em Barcelona e Manresa, com dez buscas em várias casas e locais. Perante isto só nos resta encaixar os golpes e seguir para a frente, demonstrando-lhe que não estamos sós e que não conseguirão parar-nos.

PODERÃO NOS DETER, MAS NÃO NOS PARAR.

LIBERDADE ANARQUISTAS PRESXS!

SOLIDARIEDADE COM OS DETIDOS!

QUEREMOS XS NOSSXS COMPANHEIRXS NA RUA, JÁ!

espanhol

Grécia: Texto da anarquista Stella Antoniou após a sua detenção em Tessalónica

Os Estados são os únicos terroristas – Solidariedade – Ataque – Dignidade

A 14 de Julho, viajei para Tessalónica vinda de Atenas, para ficar lá até ao dia 16 de Julho, dia que tinha planeado regressar a Atenas; quando tive as condições da fiança, não estava impedida de sair de Attica.

Lá, fui hospedada por um casal de companheiros. Thanos Chatziaggelou, um dos compas que me hospedaram em sua casa por uma noite, tinha um mandado de prisão contra si por se recusar a fazer o serviço militar e revelou-me isso.

Na dia seguinte, especificamente às duas horas da tarde, quando estávamos a sair de sua casa, 20 homens encapuçados da força anti-terrorista atiraram-se a nós, após terem bloqueado as ruas circundantes com veículos e encenado outro infame operação de super-sucesso de público para nos prender.

Durante a busca domiciliária que se seguiu, os polícias apreenderam um computador portátil, um PC e artigos pessoais de ambos xs companheirxs bem como meus.

Durante a prisão espancaram o compa Chatziaggelou, algemaram-nos e transportaram-nos para um quarto localizado numa cave, onde ficamos assim durante cinco horas, com a presença constante da bófia anti-terrorista dentro do quarto. Durante todo esse tempo, não tinha absolutamente nenhuma ideia por que é que estava presa.

Finalmente, às sete da tarde, fui informada de que estava a ser acusada de quebrar a condição de fiança em relação à minha residência permanente.

Fomos levadxs para a secção de detenção, onde estavam à volta de 80 prisioneirxs, alguns dos quais já lá estavam há seis meses. Tinham que pagar por comida e água; não havia televisores ou rádios no seu entorno, embora estas celas se tenham tornado uma prisão normal para elxs uma vez que estão detidxs nessa secção há meses; estavam privadxs de horas num pátio, todo esse tempo.

Quanto à acusação interposta contra mim, é a mesma acusação que foi interposta “por etapas” contra o compa Kostas Sakkas, que foi falsamente acusado de ter violado a condição relativa à residência permanente, porque passou a noite na casa de um dos seus amigos.

Mais tarde, é claro que ele foi absolvido no julgamento, porque o termo de residência obrigou-o a registar uma casa fixa e permanente e não o baniu de se hospedar durante a noite noutra casa.

Agora que o processo judicial, em Atenas, contra mim e os meus camaradas Mitroussias, Karagiannidis, Sakkas chega ao fim, não é por acaso que há uma tentativa de criar tal frenesim, com novas acusações e audiências impostas contra mim.

A mais evidente de todas é a do esforço do Estado para desencadear uma demonstração de força, bem como a crescente repressão contra xs lutadorxs, de que a criação de prisões de segurança máxima é uma das partes.

Na quarta-feira de manhã, 16 de Julho, fomos levadxs a tribunal por acusações adicionais, a de desdenhosa resistência às autoridades, porque nos recusamos a fornecer impressões digitais. Companheirxs fizeram uma chamada para uma concentração de solidariedade e estiveram presentes na sala de audiências, nessa manhã.

A audição no tribunal de Tessalónica foi adiada para 28 de Julho.

Estávamos ainda em tribunal, tendo sido o julgamento adiado, quando fui informada sobre o tiroteio entre o companheiro Nikos Maziotis e a polícia, o seu ferimento e a prisão. Eu estou em solidariedade com o compa Nikos Maziotis, que lutou pela sua vida e liberdade.

Solidariedade com os lutadorxs armadxs Nikos Maziotis e Pola Roupa, membrxs da Luta Revolucionária. Xs nossxs companheirxs não estão sózinhxs!

Stella Antoniou
18 de Julho de 2014
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Nota dxs tradutorxs:
Stella Antoniou e Thanos Chatziaggelou foram ambos libertadxs no dia 16 de Julho e serão julgadxs na segunda-feira 28 de Julho. Chatziaggelou também aguarda tribunal marcial.
Kostas Sakkas ainda está fugitivo.
Depois de Nikos Maziotis ter sido recapturado, agentes do Estado desencadearam uma caçada histérica para rastrear Pola Roupa, que atualmente está em fuga.

Atenas: Incursão policial e detenções na Ocupa Skaramaga na tarde de 9/1

Patission-61-Skaramaga-squat (1)Uma incursão policial foi levada a cabo no dia 9 de Janeiro, cerca das 15:00 horas, na Ocupa situada na rua Patission 61 com a Skaramaga.

Em relação aos compas que foram detidos após a incursão da bófia na Ocupa Skaramaga,sabe-se que sete deles/as foram detidos/as dentro do edifício e mais um na proximidade da Ocupa.

Dos oito, quatro declararam ser residentes da Ocupa,enquanto que outro/a era menor.

O/a oitavo/a compa, que apanharam na rua, foi posto/a em liberdade, sem acusação, na mesma noite, enquanto que os seis adultos foram só postos em liberdade no dia seguinte, 10 de Janeiro,  não sem terem passado a noite nos calabouços  e se terem apresentado nos tribunais de Evelpidon na manhã seguinte.

Os/as seis compas adultos/as são acusados de delitos alteração da paz doméstica, violação da lei de armas e violação da lei de fogos artificiais. O seu julgamento foi marcado para 24 de Janeiro de 2013. Os/as advogados/as dos/as compas solicitaram o adiamento exigindo que Christos Fotiou (presidente do NAT, instituição que reclama a propiedade) assista ao julgamento, já que que é ele quem apresentou a queixa contra os/as ocupas. Os juízes convocaram-no para declarações na próxima audiência.

Em relação ao/â compa menor, espera-se que seja submetido/a a processo a 11/1 (actualizações em breve).

fonte

Grécia: Operação repressiva em larga escala em Tessalónica

A 2 de julho de 2012 uma mega operação policial foi lançada na cidade de Tessalónica, com incursões em duas Okupas, buscas, prisão preventiva massivas (inclusive feito em casas como também em várias ruas, os presos foram libertados um dia mais tarde) e detenções. Como consequência, é possível que 25 dessas pessoas venham a ser acusadas a de crimes.

Mais especificamente, a polícia invadiu o lugar anarquista Nadir às 6:30 da manhã e prenderam as pessoas que estavam lá. As forças policiais também invadiram a Okupa Orfanotrofio e detiveram todas as pessoas que lá se encontravam.

Os media gregos fizeram imediatamente a ligação entre esta operação repressiva e um caso policial relacionado com acontecimentos que ocorreram nos últimos meses nesta cidade do norte da Grécia.

Que se danem os mercenários da polícia e os meios de comunicação … Sabemos perfeitamente que as autoridades judiciais e a bófia se vão servir lealmente de toda a propaganda dominante numa guerra contra o inimigo interno que se está a intensificar.

Apesar de tudo não podemos deixar de mencionar que esses “acontecimentos dos últimos meses” podem realmente envolver conflitos graves entre indivíduos e / ou coletivos em Thessalónica, que são (pelo menos teoricamente por observadores exteriores) afiliados no mesmo meio político, mas que são mais defensores do que o habitual de alegadas tendências e abordagens existentes contra todos os outros (também com comunicados, neste caso). Existem vários fatos que são deliberadamente silenciados sobre o que parece ser um conflito interno entre espaços activos no largo meio libertário existente na cidade de Tessalónica e esse problema não irá ser discutido publicamente. Mas poderemos refletir sobre o perigo profundo que se encontra em qualquer tipo de discórdia deste género, já que a repressão atingiu duramente e parece que a operação repressiva afetou companheiros de ambos os “campos” do conflito, qualquer que seja ele.

Demonstramos o nosso apoio que não é negociável aos detidos antes de se proceder a uma (auto) crítica, com base em fatos. Solidariedade em primeiro lugar e sempre, a liberdade para todos os companheiros/as.

Atenas: As chapas de aço da Polícia que foram usadas ​​para vedar o re-ocupado Centro Social VOX foram vendidas … a um bom preço para benefício dos presos políticos

O edifício VOX durante a desocupação (que acabou por fracassar) …

O Centro Social Ocupado VOX , um dos dois edifícios que foram desocupados pela polícia em Exarchia, em 20 de abril, foi re-ocupado no dia seguinte por anarquistas, vizinhos e outras pessoas em solidariedade, que derrubaram as placas de aço, que selavam as suas entradas.

Em 26 de Abrilalguns dos companheiros que ajudaram os ocupantes a re-ocupar o VOX, relataram que foram guardadas todas as chapas de aço utilizadas pela bófia e pelos seus mercenários pagos para o selar e já foram vendidas no mercado e todos os lucros (cerca de 300 euros) serão utilizados como ajuda financeira para os lutadores presos em toda a Grécia.

Parabéns, compas!

Em inglês

Chile: Comunicado da okupa T.I.A.O, após ser invadida pela polícia em Valparaíso

Aos solidários de sempre…

Hoje, 23 de Agosto de 2011, aproximadamente às seis da tarde, policiais anunciaram sua chegada batendo nas portas metálicas da nossa casa okupada há cinco anos, localizada na rua Yungay. Logo que entraram, fizeram “buscas” na casa, invadindo violentamente, quebrando as portas de metal e janelas, chutando e quebrando tudo em seu caminho, incluindo nossos pertences pessoais, enquanto reviravam todo o lugar.

Os companheiros que naquela hora estavam dentro da nossa casa foram algemados e ameaçados com armas de fogo. Os policiais, em seu ato terrorista, enfatizavam a todo momento que procuravam extintores, trazendo à memória de todos as recentes e conhecidas montagens judiciais e políticas contra outros centros sociais ocupados em todo o território controlado pelo Estado do Chile. Paralelamente a isto, no exterior da nossa casa era mobilizado um grande número de forças especiais apoiados por vários canhões de água e lançamentos de produtos químicos diversos, além de várias patrulhas e contingente de trânsito, que isolaram as imediações impossibilitando os indivíduos que em solidariedade vieram deter o despejo iminente.

As forças da ordem fascistas, chamados policiais, incluindo o Gope e o Laboratório de Criminalística, permanecendo por mais de uma hora, sem nenhuma testemunha civil, registrando cada canto deste espaço chamado T.I.A.O. (Taller Independiente de Artes y Oficios  – Oficina Independente de Artes e Ofícios), local onde se desenvolvem vários projetos destinados a auto-gestão e autonomia; entendemos o ataque dentro de um contexto repressivo montado pelas cúpulas do poder político e econômico para intimidar tanto os que lutam em Valparaiso, em Santiago, em Wallmapu e em todo o país. Hoje foi conosco, ontem outros companheiros, que será amanhã? Sabemos que para o poder quem se organiza para recuperar a vida que o capitalismo nos rouba é um inimigo, mas não nos assustam, temos muitos anos de batalha, não vamos parar hoje! Amanhã tampouco, é claro.

A dignidade daqueles que foram às ruas nas últimas semanas, dos peñis [Mapuches] que resistem no sul e dos companheiros presos que lutam na prisão nos enche de força, força para eles também, sua luta é a nossa!

Deixando claro que, sabendo que as leis são feitas e desfeitas pelos poderosos à sua conveniência, queremos apontar as irregularidades nas ações das forças terroristas: nenhum promotor esteve presente na invasão; a ordem apresentada tem como domicílio outra direção que não corresponde à nossa casa, por isso nunca tiveram permissão legal para entrar, além de declaram que passaram pela casa sem deixar danos, obviamente não foi assim, roubando e destruindo o material da oficina de serigrafia e outras partes da casa .

Estamos tranqüilos neste momento, mas expectantes, analisando nossos movimentos e os do inimigo, com a convicção rebelde de que estamos no caminho certo, que em 5 anos de okupação, sem esquecer dos problemas e dificuldades, construímos  mais coisas belas do que são capazes de fazer todos os parasitas juntos em toda a sua vida. E isso, nossa criatividade, nossa maneira de viver, sem líderes, sem hierarquia, nossos desejos de experimentar a liberdade aqui e agora, foram transformados, com a ajuda da imprensa, em delitos, em crimes. Mas estamos tranqüilos, pois bem sabemos quem são os criminosos.

A noite cai em Valparaíso, e ainda cheira a gás lacrimogêneo nossa casa, mas comemos uma refeição preparada por todos, cheia de amor; nossos corações estão tristes, mas um sorriso surge em nossos rostos, pois aconteça o que acontecer, nossa melhor vingança é ser livre e feliz.

Solidariedade a todas as casas okupadas, aos invadidos, aos investigados, encarcerados e todos os que lutam.

Um agradecimento especial a todos os indivíduos que espontaneamente solidarizaram-se, avante companheiros, isto acaba de começar!

Fonte: liberaciontotal.lahaine.org

agência de notícias anarquistas-ana

Bristol, Reino Unido: A polícia invade uma οkupa à procura de suspeitos de participação nos enfrentamentos nas ruas –17/8

Por volta de 3,000 homens desempregados confrontam-se com a bófia, Bristol, 23 fevereiro de 1932

Mais de dez carrinhas da polícia de choque e uma unidade de recolha de provas invadiram uma okupa em Park Row, esta tarde, à procura de um homem.

Os polícias observaram tudo e recolheram computadores, telefones celulares, martelos, luvas, pinturas, literatura anarquista e material relacionado com o Indymedia. Esta atitude sugere que estes fatos estão relacionados com o recente ataque contra as instalações do Bristol Evening Post, realizado na noite de quinta-feira, 11 de Agosto.

A União Nacional dos Jornalistas (NUJ) e da mídia corporativa fazem parte das ferramentas de repressão do sistema capitalista, são unha com carne com os políticos britânicos e a classe dominante.

A razão para o ataque ao Evening Post está descrita abaixo:

“Na noite de quinta-feira, apesar da forte presença policial no centro da cidade e à volta de Bristol, quebraram-se as janelas da frente e dos fundos em alguns dos mais altos andares da sede do Evening Post, e decorou-se a fachada principal com bombas de tinta. Estima-se os prejuízos em cerca de 20,000 libras.

A mídia demoniza todos aqueles que escolheram resistir e reagir, abrindo o caminho para maior repressão contra todos nós. Tentam desviar a nossa atenção para longe dos bandidos reais de todos os dias e dos saqueadores –os polícias e os capitalistas– que habitualmente praticam, em larga escala, roubos e assassinatos.

Isto faz parte da estratégia de divisão implementada pelos governantes para nos assustar e fazer lutar uns contra os outros, tomando uma posição a favor das autoridades e contra os insurretos.

Esta ação foi realizada por pessoas que não se deixam enganar. Que entendem a revolta como uma força imparável que não será travada por bastões ou balas: Lutamos com todos os meios para a liberdade futura e completa que ainda iremos conhecer.

Quando as máscaras caem e a guerra social nunca esteve tão à vista, esta é a resposta ao inimigo de classe na mídia corporativa, usado como mais uma das armas do arsenal contra todos os que querem algo melhor para as próprias vidas e as daqueles que ainda estão por nascer.

Vamos ver os patrões e os políticos a contorcerem-se varrendo as ruas – a sua mordedura mortal vai envenená-los- as linhas estão traçadas: esta é que é a Sociedade fodida parecida com o Big Brother!”

Contra a repressão do Estado,
A SOLIDARIEDADE SIGNIFICA ATAQUE!

fontes: 1, 2, 3