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Balanço da repressão contra anarquistas na Rússia – 2017 e primeiros meses de 2018

A Cruz Negra Anarquista de Moscovo publicou um balanço da repressão contra anarquistas – exercida pelo estado russo durante 2017 e inícios de 2018. Nesse período, as autoridades continuaram a incriminar e a perseguir companheirxs na Federação Russa. Xs anarquistas são também alvo de repressão nas prisões. Segue-se um extracto da recentemente publicada lista da repressão na Rússia.

S. Petersburgo e Penza

Em Outubro de 2017, os Serviços Especiais Russos (FSB) fabricaram um caso criminal, de larga escala, contra anarquistas e antifascistas – os quais a FSB declara serem membxos de uma organização terrorista com o nome The Network. As autoridades russas alegam que xs acusadxs planearam e prepararam actos terroristas a conduzir durante as próximas eleições
presidenciais em Março de 2018 e durante a Taça do Mundo que terá lugar no Verão do mesmo ano.

Em Penza, Yegor Zorin, Ilya Shakursky, Vasily Kuksov, Dmitry Pchelintsev, Arman Sagynbaev e Andrei Chernov foram detidos. Em S.Petersburgo, a polícia prendeu Victor Filinkov e IgorShishkin. Ilya Kapustin é neste momento testemunha. As famílias dos detidos relatam que
estes foram torturados para deles obterem confissões. Todos os detidos neste caso estão numa situação difícil, sob a ameaça de repetição de tortura, e têm grande necessidade do teu apoio e da tua solidariedade.

Podes fazer um donativo para apoiar os custos legais aqui. Os detidos ficarão também felizes por receberem cartas de apoio. Aqui estão os seus endereços:

S. Petersburgo:
191123, St. Petersburg, Shpalernaya St., 25 PKU SIZO-3 of the Federal
Penitentiary Service of Russia
Shishkin Igor Dmitrievich
Filinkov Victor Sergeevich

Penza:
PKU SIZO-1, st. Karakozova, 30, Penza, Penza region, Russia, 440039
Shakursky Ilya Alexandrovich
Pchelintsev Dmitry Dmitrievich
Chernov Andrey Sergeevich
Sagynbaev Arman Dauletovich

Moscovo
Dois activistxs, Elena Gorban e Alexei Kobaidze, são acusadxs de dano criminal da sede do Partido Russia Unida de Putin. Elxs foram acusadxs, no fim de Janeiro de 2018, depois de activistas desconhecidxs terem partido a janela de uma das filiais do Partido Russia Unida em Moscovo e de terem ateado um fogo em protesto contra a próximas eleições presidenciais.

“Não importa quem seja presidente, a sua política é sempre a opressão e a exploração das pessoas simples que trabalham. Nós, enquanto anarquistas, oferecemos auto-governo e democracia directa em troca de presidentes e outras instituições estatais. Junta-te à nossa luta!” – – disseram as pessoas responsáveis pela acção na sua declaração.
A polícia invadiu os apartamentos em que Gorban e Kobaidze viviam, a 13 de Fevereiro. Depois dos interrogatórios, xs activistas foram libertadxs sob fiança, e estão agora fugitivxs.

Chelyabinsk: caso criminal por faixa anti- FSB
Em Chelyabinsk, cinco activists foram detidxs a 19 de Fevereiro de 2018 depois de uma acção perto da filial local do FSB. Pessoas desconhecidas penduraram uma faixa com a inscrição “FSB – o maior terrorista” e atiraram uma bomba de fumo por cima da cerca das instalações do FSB. A acção foi realizada em apoio dxs anarquistas presxs em Penza.

Activistas, que preferem que os seus nomes não sejam publicados, relatam que os agentes do FSB xs torturaram com uma arma de choques eléctricos, exigindo que admitissem que tinham pendurado a faixa. Elxs foram entretanto libertadxs sob fiança, mas na condição de não saírem do país nem mudarem de residência. Podes ajudá-lxs com os custos legais transferindo dinheiro para a conta da Cruz Negra Anarquista.

Crimeia:

Yevgeny Karakashev preso por “justificar o terrorismo”. Em Fevereiro de 2018, o FSB da Crimeia prendeu o anarquista Yevgeny Karakashev. Acusado de “incitamento ao ódio” e “justificação de
terrorismo” ou, por outras palavras, por postar um vídeo na página do meio de comunicação social Russo VKontakte. Karakashev está actualmente detido.
Eugene é activista há já algum tempo. Antes da sua detenção, participou num piquete perto do edifíco do FSB em Simferopol, na Crimeia, e em Novembro de 2016, acompanhado por pessoas
com afinidades políticas, planeou um piquete “contra a arbitrariedade da polícia na Crimeia” junto ao edifício do Ministério do Interior. Este piquete foi banido pelas autoridades locais.

Perseguição Administrativa de Anarquistas

Em Janeiro de 2017, no aniversário do assassinato político do advogado Stanislav Markelov e da jornalista Anastasia Baburova, organizaram-se eventos em memória delxs por todo o país e que a polícia tentou interromper. Anarquistas foram detidxs em Moscovo, S. Petersburgo, Murmansk e Sevastopol. A polícia realizou outras detenções este ano, durante as acções em homenagem de Markelov e Baburova.

A 23 de Fevereiro de 2017, dúzias de pessoas foram detidas no festival antimilitarismo esquerdista “Desertir Fest”, no sudoeste de Moscovo. O festival foi organizado em protesto contra o recrutamento militar. A polícia considerou esta causa radical e portanto indevida. Em 2018 o festival não aconteceu porque a polícia o impediu antecipadamente.

Em Irkutsk, em Abril de 2017, foram realizadas buscas com a participação de uma unidade do SOBR (Forças Especiais Russas) e do Centro de Combate Contra o Extremismo. Nove pessoas foram detidas. Foi aberto um caso criminal sob o Artigo 148 do Código Criminal (insulto à religião) contra um dos activistas – Dmitry Litvin –. Xs restantes foram interrogadxs como testemunhas neste caso – xs próprixs detidxs estavam certxs de que a principal razão é outra: xs anarquistas locais são xs mais activos participantes da vida política da cidade e intensificaram os protestos repetidamente.

Em Novembro de 2017, quando xs antifascistas russos tradicionalmente homenageiam Timur Kacharava, um músico e antifascista assassinado por neo-nazis, a polícia interrompeu as homenagens. Como resultado, uma pessoa foi presa.

Perseguição de activistas russxs no estrangeiro

Em Abril de 2017, o anarquista Alexei Polykhovich foi deportado da Bielorússia, após 12 dias de prisão por participar numa manifestação em Minsk, onde as pessoas protestaram contra novos impostos. Durante o Verão, na cidade bielorussa de Baranovichi, a polícia de intervenção interrompeu uma palestra de Alexei Sutugi. O tema da palestra era a resistência às autoridades a partir da prisão. Quase todxs xs presentes foram detidxs até à noite. A 12 de Outubro, um tribunal local decretou que os materiais confiscados na palestra eram extremistas.

Em Outubro de 2017, na cidade bielorussa de Grodno, a polícia de intervenção interrompeu uma palestra do filósofo Pyotr Ryabov. Pyotr Ryabov é um simpatizante da causa anarquista e professor de filosofia na Universidade de Pedagogia do Estado de Moscovo. É especialista na história do pensamento anarquista. Depois de uma palestra intitulada “Movimentos Informais na Bielorússia 1991-2010”, em Baranovichi, Ryabov foi sentenciado a 6 dias de prisão por “disseminação de materiais extremistas”.
Depois disso, o Departamento de Cidadania e Migração local decidiu deportar Ryabov e decidiu impedi-lo de entrar no país durante 10 anos.
Em Moscovo, organizaram-se uma série de piquetes contra a prisão de Pyotr Ryabov, em frente da embaixada da Bielorússia.
“O estado sobrestimou a minha contribuição para a propaganda revolucionária: muitas das minhas palestras geraram menos revolta do que a sua proibição. Creio que o problema é o termo «anarquismo». As autoridades lembram-se do facto dos anarquistas terem sido condenados pelo incêndio da embaixada russa em 2010, e do facto dos anarquistas, em muitos casos, organizarem protestos massivos contra a lei do parasitismo”, disse Ryabov numa entrevista depois da sua libertação.

Em 2017, anarquistas da Bielorússia foram a mais activa força de protesto contra o imposto do parasitismo que as autoridades bielorussas queriam introduzir para os desempregados.

Notícias das prisões

O anarquista da Crimeia Alexander Kolchenko celebrou o seu 28º aniversário na prisão onde está ainda detido – apesar da recente troca de prisioneiros entre a Ucrânia e a Rússia. No seu aniversário, anarquistas da Ucrânia, da República Checa e da Polónia organizaram acções de solidariedade em aeroportos.
Kolchenko foi sentenciado a 10 anos de prisão pelo caso dos chamados “terroristas da Crimeia” – participou em acções contra a entrada das tropas russas na península, em particular no incêndio da filial local do partido Rússia Unida e do gabinete da comunidade nacionalista Russa da Crimeia. Em Novembro, foi-lhe diagnosticado um “defice de peso”. Ao mesmo tempo, o FSIN negou-lhe a oportunidade de estudar in absentia numa universidade ucraniana.

Podes escrever uma carta a Alexander Kolchenko para o seguinte endereço:
456612, Chelyabinsk Region, Kopeysk, ul. Kemerovskaya, 20, IK-6,
detachment 4, Kolchenko Alexander Aleksandrovich.

Na Mondovia, o anarquista Ilya Romanov continua a cumprir a sua pena por terrorismo: uma condenação que lhe coube depois de se ter ferido com fogos de artifício em Outubro de 2013. Devido ao acidente, Romanov perdeu uma mão mas, ainda assim, foi condenado por terrorismo e sentenciado a 10 anos de prisão.

Em Abril, o ECHR considerou uma das queixas de Romanov e atribuíu-lhe uma compensação de 3,400 Euros pela detenção irracionalmente longa durante a investigação. Apesar disso, não é claro como Ilya Romanov poderá receber este dinheiro – todas as suas contas estão bloqueadas
pelo estado. Os familiares de Romanov, que tentaram transferir o dinheiro para Ilya através dos correios, foram detidos pela polícia. Em Maio, Romanov foi posto em isolamento durante quarto meses, e em Julho foi aberto um novo caso de terrorismo contra ele.

Ilya Romanov está detido em IK-22 Mordovia, no seguinte endereço:
431130, Mordovia, Zubovo-Poliansky district, st. Potma, n. Lepley.
Escreve-lhe uma carta, ele irá apreciá-la.

Finalmente livre
Em Maio de 2017, o anarquista Alexei Sutuga foi libertado da prisão. Em Setembro de 2014, Sutuga, conhecido pela alcunha Sócrates, foi condenado a três anos e um mês de prisão depois de alegadamente ter tomado parte numa rixa de café. O antifascista não admitiu culpa: ele afirma que tentou interromper a luta mas não agrediu ninguém. As vítimas neste caso eram neo-nazis russos.

Em Outubro de 2017, o antifascista de Tomsk, Yegor Alekseev, desapareceu antes de ser sentenciado por “apelos públicos a actividade extremista”, ou por ter postado um vídeo do YouTube no seu perfil de uma rede social.
Neste momento está seguro numa localização desconhecida. De acordo com Yegor, ele está decidido a esconder-se do sistema judicial russo, temendo ser condenado a prisão.

No início de Novembro de 2017, o historiador anarquista Dmitry Buchenkov evadiu-se da prisão domiciliária e está neste momento num país europeu incógnito. A sua fuga foi possível porque não tinha pulseira electrónica devido a escassez de recursos. De acordo com os investigadores, a 6 de Maio de 2012 Buchenkov terá alegadamente atacado um polícia. Ele foi acusado apesar de as provas claramente indicarem que no dia do alegado ataque ele não estava sequer presente: encontrava-se de visita à sua família, noutra cidade. Uma queixa sobre a sua prisão e perseguição politicamente motivada foi dirigida ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Esta lista foi preparada pelo coletivo da Cruz Negra Anarquista de Moscovo. Não é uma lista completa das perseguições a anarquistas pelo estado russo – a pedido de alguns/mas companheirxs, esta lista não menciona todas as desventuras dxs anarquistas da pós-União Soviética. Se quiseres ajudar, podes encontrar informação sobre como transferir dinheiro para as necessidades da Cruz Negra Anarquista Russa nesta página.

Fonte: avtonom.org/en/news

em inglês l alemão

Rússia: Apoie prisioneirxs anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza!

Começou a angariação de fundos para os advogados a trabalhar nos casos dos assaltos policiais e das prisões de anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza, na Rússia. Neste momento ( 31/01) estão presas duas pessoas em S. Petersburgo e cinco em Penza, e outras estão ligadas ao caso como testemunhas. É provável que os assaltos policiais e prisões continuem. Xs presxs são acusadxs com a parte 2 do artigo 205.4 do código criminal russo (participação em organização terrorista), por ordem do tribunal de Penza.

A 23 de Janeiro, a caminho do aeroporto de Pulkovo, os Serviços de Segurança Federal (FSB) detiveram Victor Filinkov. Para se conseguir o seu testemunho, foi espancado e torturado com choques eléctricos na floresta. Os sinais de tortura foram confirmados pelo advogado de Filinkov e pelos membros da Comissão Pública de Monitorização (ONK) que o visitaram no centro de detenção, antes do julgamento. Filinkov está preso há dois meses.

A 25 de Janeiro o FSB fez um assalto inesperado ao apartamento de Igor Shishkin. Depois do assalto, nem o seu advogado nem os membros da Comissão Pública de Monitorização conseguiram localizar Igor, durante mais de um dia. A 27 de Janeiro Igor foi presente a tribunal com sinais de tortura, e foi preso no Centro de Detenção Pré-julgamento por dois meses. Xs jornalistas foram impedidxs de assistir ao julgamento, tendo ainda dois/duas sido presxs.

Também as testemunhas foram torturadas. Ilya Kapustin foi espancado e torturado com choques eléctricos enquanto a polícia lhe exigia que testemunhasse que alguns/mas dxs seus/suas conhecidxs estariam a planear “algo perigoso”. Numerosas marcas das armas de choques eléctricos foram registadas pelos serviços de saúde.

Em Penza, as prisões começaram em Outubro de 2017. O FSB local prendeu seis jovens, cinco dxs quais estão neste momento em detenção pré-julgamento. Todxs xs presxs foram brutalmente torturadxs. Pode ler-se em detalhe acerca dos eventos de Penza neste artigo. A ajuda legal é necessária para xs prisioneirxs (cujo número pode aumentar) e testemunhas. Ainda é cedo para mencionar valores exactos, mas serão necessários pelo menos 200 mil rublos para o trabalho de advogadxs nos próximos meses.
Cruz Negra Anarquista S. Petersburgo

DETALHES PARA TRANSAÇÕES EM APOIO DXS PRESXS
PayPal: abc-msk@riseup.net ABC Moscow

Caso queiras apoiar um/a presx específicx, adiciona uma nota mencionando isso. Caso queiras contribuir para o caso de S. Petersburgo e Penza, escreve uma nota para “St. Petersburg and Penza”. Recomendamos o envio em euros ou dólares, já que as outras moedas são automaticamente convertidas de acordo com as taxas PayPal.

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Caso prefiras outra opção para a transferência de dinheiro, por favor contacta a Cruz Negra Anarquista de Moscovo:
abc-msk@riseup.net

Todo o material sobre o caso pode ser encontrado nesta secção:
Caso dos anti-fascistas de S. Petersburgo e Penza.

em inglês

Polónia: Convite da CNA Varsóvia para a 4ª edição do “Dias Anti-Prisão” [27-29 de Outubro]

Queridxs amigxs,

A Cruz Negra Anarquista (CNA) de Varsóvia convida-te para participares na 4ª edição do “Antiprison Days”, em Varsóvia, de 27 a 29 de Outubro de 2017. O tema principal deste ano é “Apoia a tua CNA local”.

Aqui, na Polónia, sentimos a necessidade de discutir sobre o importante papel das estruturas anti-repressivas nas nossas lutas, assim gostaríamos de convidar diversas pessoas e grupos para compartilhar as suas experiências com repressões e como ser possível lidar com elas. Haverá também espaço para falar sobre as dificuldades no interior do grupo de apoio e porque é que/como as campanhas anti-repressão e anti-prisão fazem parte de todas as lutas sociais / da terra/ climáticas /mundiais.

Claro que não seremos capazes de falar sobre tudo o que é importante – até porque o evento estará aberto a toda a gente – mas o objetivo é que se inicie algum tipo de processo na mente das pessoas. Haverá também espaço para apresentares as tuas atividades e / ou os teus grupos.

Se gostares de participar no evento e preparar alguma apresentação / discussão, sente-te mais do que bem-vindx para nos contatar: ack.waw [at] riseup. O programa ainda está em aberto, então, se tiveres alguma ideia, basta escrever-nos. O prazo para as propostas de programas é 12 de Outubro. Também nos podemos oferecer para cobrir os custos de viagem se for necessário.

Os melhores sucessos! Em solidariedade,

CNA Varsovia

A Cruz Negra Anarquista de Varsóvia convida-te para o 4º “Dias Anti-prisão”!

O tema do sistema prisional na Polónia ainda é considerado um tabu social e ainda é comum ser pintada uma imagem denegrida daquelxs que se encontram atrás das grades. Simultâneamente, as autoridades estão a aplicar a política de medo para justificar a implementação de leis cada vez mais rígidas, visando todxs aquelxs que se opõem às suas intenções autoritárias.

No oeste da Europa e nos EUA, as campanhas anti-prisão estão naturalmente ligadas às lutas sociais noutros sectores: lutas pelas leis dos trabalhadores, lutas contra a usurpação da terra e eliminação de terras de pequenos agricultores, apoiando imigrantes, protegendo o ambiente, lutando pelos direitos dos inquilinos, etc. Na Polónia, se este tema existe é como um todo, mas é ainda como um recém-nascido que ainda não adquiriu o seu direito de passagem.

Entretanto, só em 2016, mais de 70 mil pessoas foram presas em 64 centros de detenção e 84 prisões, na Polónia. O que o sistema realmente gera é mais patologia, privação de dignidade, violência e escravidão moderna. Isto não é uma piada – cerca de 22,5% dxs presxs são obrigadxs a trabalhar de graça e a nova alteração à lei do sistema prisional, que foram forçados a não demorar muito a publicá-la, aumentará esses números rapidamente. Os presos terão que trabalhar ainda mais para a glória do capitalismo, para o crescimento da “nossa” economia, de modo semelhante ao edifício Kulczyk dos prisioneiros, o chamado “Via da Liberdade”.

Muda isso alguma coisa, as condições em são mantidos? De modo algum. Ainda continuam a ser tratadxs como uma classe inferior, o lixo da sociedade, para se ter vergonha delxs, para serem despojadxs do que resta de sua humanidade, para serem humilhadxs, espancadxs, abusadxs e privadxs de qualquer expetativa. Ainda é inacreditável que estatisticamente, a cada segundo do dia alguém atrás das grades cometa suicídio?

Achas que viver “fora” faz de ti uma pessoa livre? Pensa novamente: quanto tempo gastas no trabalho? Quanto tempo gastas com os teus entes queridos? Com que frequência tens de sacrificar essas relações para sobreviver? E, finalmente, sentes-te realmente segurx? Até que ponto as forças te podem controlar? Há apenas um ano entraram em vigor três novos atos, transformando o significado da palavra “liberdade” em pó – a emenda ao ato da polícia (também conhecido como a lei de vigilância), o ato antiterrorista e o acto das assembleias públicas. As estatísticas são claras – a brutalidade da polícia está a aumentar a cada ano que passa e os responsáveis ​​ficam impunes – por exemplo, cerca de 98,7% dos processos contra a polícia, incluso declarações de torturas, não terminou em acusação. Enquanto isso, nas esquadras da polícia, pessoas são assassinadas; para cada ato de resistência tão simples como seja escrever folhetos, participar em manifestações ou organizando eventos e ações, estão a emitir acusações de crimes mais ou menos graves.

Não continuaremos a ser passivxs! Precisamos de solidariedade para com aquelxs que são reprimidxs, atrás das grades e do lado de fora das prisões, precisamos construir estruturas anti-repressão. É o que queremos discutir durante o 4º “Dias Anti-prisão”.

A repressão está a tornar-se cada vez mais comum. Para contra-atacar precisamos agir juntxs.

Até que todxs sejam livres, nenhum de nós está livre.
Apoie o CNA local.

http://www.ack.most.org.pl/

Junta-te a nós durante o 4º “Dias anti-prisão”!
27-29 de Outubro de 2017
Przychodnia Skłot // Cafe Kryzys

O que está a ser planeado para o 4º “Dias Anti-prisão”

– Reuniões e painéis de discussão;
– Galeria de arte anti-prisão, uma exposição de obras de artistas envolvidos em projetos   com prisioneirxs;
– Exibições de filmes anti-prisão;
– Escrever cartas aos/às prisioneirxs;
– Coleta de livros para xs presxs;
– Soli tattos;
– Dda CNA;
– Benefit para a CNA.

em polaco, inglês, alemão

[Prisões mexicanas] Nova atualização da situação do anarquista Fernando Bárcenas

Resumo recebido a 25 de Julho

Como se tem vindo a informar por diversos meios desde 13 de Julho, o companheiro Fernando Bárcenas, preso no reclusório norte, encontra-se encerrado permanentemente numa cela da zona de isolamento – onde é mantido pela instituição desde Setembro de 2016; este encerramento ocorreu sob o pretexto de que Fernando se defendeu das agressões de um preso afim à administração carcerária. Por fim, após uma semana nesta situação, a 19 de Julho Fernando foi levado para uma área de máxima segurança e portanto de maior segregação, onde para além disso foi ameaçado pelo pessoal da custódia pela seu labor no jornal El Canero, ali mesmo lhe sendo revistada a correspondência e documentos pessoais; nesta nova zona mantêm o companheiro em encerramento total. No entanto, durante estes dias, Fernando também recebeu mostras de solidariedade, de gente que de diversas latitudes o reconhecem como companheiro e que repudiam não só as represálias contra Fernando por sustentar os seus projetos ainda que em condições de encerramento mas também o castigo que o aparelho carcerário representa.

As diversas iniciativas realizadas em solidariedade com Fernando Bárcenas ajudaram a amortizar as agressões contra si, esperando-se que nos próximos dias seja posto fora de toda a área de isolamento. No entanto isto não é suficiente, queremos a liberdade do nosso companheiro, pelo que apelamos a seguir atentamente o que sucede com ele mas, principalmente a exercer pressão sobre o governo da cidade do México no sentido de Fernando ser libertado.

Alemanha: Ação solidária da CNA Dresden com todxs aquelxs que estão a enfrentar a repressão policial em Hamburgo

Não deixes que o sistema te faça ir abaixo!

O G20 mais uma vez atingiu em pleno rosto todxs aquelxs para xs quais a justiça social e a liberdade não são uma utopia. Para compensar a nossa raiva realizamos uma ação de colagem de cartazes. Queremos não só mostrar a nossa solidariedade como também confrontar as pessoas do nosso bairro com os incidentes em Hamburgo e a repressão que lá está a ter lugar.

Por um mundo de solidariedade e justiça sem hierarquias e exploração. G20 bloqueado!

ABC Dresden via linksunten.indymedia

em alemão l espanhol

[Atenas, 23/11] Contra a sociedade carcerária: Atividade com companheirxs da CNA Bloomington

23nov_exarchiaEvento cujo tema é a luta contra a sociedade carcerária nos EUA, contando com a presença de compas da Cruz Negra Anarquista de Bloomington (Indiana)

Quarta-feira, 23 de Novembro, às 20:00 horas, no edifício Gini Politécnico (entrada da rua Stournari), Exarchia

Okupa Themistokleous 58
& Contra Info, rede tradutora de contra-informação

Exarchia, 04/08: “Contra a Escravidão Prisional” – serão informativo com um companheiro da CNA Portland, na Okupa Themistokleous 58

AGAINST PRISON SLAVERY | CONTRA LA ESCLAVITUD CARCELARIA | ΕΝΑΝΤΙΑ ΣΤΗ ΣΚΛΑΒΙΑ ΤΗΣ ΦΥΛΑΚΗΣ | CONTRA A ESCRAVIDÃO PRISIONAL

Em 9 de Setembro de 1971 os presos tomaram de assalto e encerraram Attica, o mais famoso antro infernal do estado de Nova Iorque.
Em 9 de Setembro de 2016 presxs em luta iniciarão interrupções de trabalho e outras ações para encerrar prisões por todos os EUA, pondo um ponto final na escravidão prisional.
Que o fogo da solidariedade se propague através do mundo!

Apresentação & discussão sobre a greve dxs presxs com a participação de um companheiro da Cruz Negra Anarquista de Portland (EUA)

Quinta-feira 4 de Agosto às 20:00 no terraço da Okupa anarquista na rua Themistokleous 58, Exarchia, Atenas

Okupa Themistokleous 58 | Célula de solidariedade anarquista – Cruz Negra Anarquista (Grécia) | Contra Info – Rede tradutora de contra-informação

em grego, inglês, alemão, italiano, francês

Bristol, Reino Unido: Solidariedade com a presa anarquista Emma Sheppard

support-emmaA 24 de Fevereiro de 2015 a presa anarquista Emma Sheppard foi condenada a dois anos de prisão pelo tribunal penal de Bristol por “cometer danos criminais de forma imprudente colocando em risco a vida.” A acusação refere-se a danos em carros de polícia, na área de Bristol.

Emma pode receber cartões, selos e artigos de papelaria.

Podem se escrever cartas de solidariedade para:
Emma Sheppard  A7372DJ
HMP Send, Ripley Road
Woking, Surrey, GU23 7LJ
(England, UK)/ (Inglaterra, Reino Unido)

Para doações, notícias & quaisquer outros gestos de solidariedade email:
bristol_abc[at]riseup.net

atak-new-years-eveNota de Contra Info:

Esta é a primeira condenação no âmbito da Operação Rhone; uma investigação conduzida por 10 oficiais  da CID [Central Intelligence Departement: Departamento Central de recolha de informações ] para investigar mais de 100 ações de ataques anónimos na área de Bristol, ao longo dos últimos quatro anos,  permitiu recolheu informações sobre o movimento anarquista mais amplo, bem como a caça ao companheiro fugitivo “Badger”, em fuga desde Agosto de 2011. No entanto, a prisão de Emma e a declaração de culpa relativa a uma sabotagem na véspera de Ano Novo parecem ser um caso isolado e não foram o resultado de um trabalho da Operação Rhone – embora as tenham envolvido nela, depois disso.

inglês

[Prisões italianas] Tudo o resto é aborrecido. Notas soltas sobre ação direta

1Pensei em escrever estas notas, porque me parece que ultimamente, até mesmo entre nós anarquistas, se está a falar muito pouco da ação direta (e, infelizmente, a ser praticada pouco…), privilegiando-se as tentativas de encontro com as “massas” mais ou menos indignadas. Decidi fazê-lo na Cruz Negra, porque espero que esta possa converter-se num espaço de debate entre aquelxs que consideram a ação como o centro do seu caminho de luta. Espero, sinceramente, que a Cruz Negra se converta não na reunião das más sortes carcerárias mas sim no lugar onde se pode retirar informação e aprofundar sem meias palavras – a partir de diferentes pontos de vista e sobre questões que são consideradas úteis – para dar mais contundência à luta contra a autoridade. De fato, a ação direta é algo para agir e não para pontificar mas estou convencido de que esclarecer o que cada um de nós  realmente entende quando usa essa palavra pode ajudar a aguçar armas para isso atacar.

Para abordar a questão, sem me perder em torções inúteis de palavras, quero  esclarecer primeiro o que, para mim, não é a ação direta.

Concentrações, distribuição de folhetos, manifestações “determinadas e de comunicação”, tartes (pinturas, cuspidelas, etc) na face do infame de turno, ovos com cores e todo esse tipo de coisas não podem ser consideradas ação direta. Estou ciente de que uma lista deste estilo atrairá até mim as setas dxs que sustêm que todos os meios têm a mesma dignidade na luta, o meu discurso poderá parecer superficial, “militarista”, impregnado de uma óptica de eficácia e blá blá blá … Mas ninguém, honestamente, pode negar que neste momento ao fazer essas coisas se está a mimar a luta, renunciando-se a vivê-la realmente.

Estou convencido de que se está a afrontar de ânimo leve a luta, com um sorriso nos lábios: não se trata só de um jogo, mas nada mais sério há do que um jogo onde as apostas são representadas pela qualidade de nossas vidas e da nossa liberdade. Ninguém pode negar que a correspondência entre o pensamento e a ação deveria ser a característica fundamental de ser anarquista. Se pensarmos que a destruição deste mundo é necessária, então temos de agir em consequência, não podemos recorrer a truques baratos, simpáticos e inofensivos, para silenciar a luta, enganando as nossas consciências famintas de liberdade. Devemos ter a coragem de afirmar que a ação direta ou é destrutiva ou não é ação direta. Os muros que nos aprisionam não cairão por si, mas sim só se investidos forem pela onda de choque da nossa raiva. É inútil que a lista de turno nos recorde que a insurreição não é o resultado da soma aritmética dos ataques realizados por anarquistas, estou a falar de outra coisa. A nossa vida é demasiado curta para nos permitirmos desgastá-la com centenas de acontecimentos para despertar as massas adormecidas, para que estas se apresentem pontuais à citação no dia mágico: só quando atacamos concretamente o existente conseguimos arrancar pedaços de liberdade – mesmo que apenas por alguns momentos – libertando-nos das amarras impostas pela vida quotidiana e pela lei.

A nossa luta deve ser violenta, sem compromissos, sem possibilidade de mediações ou vacilações: a ação direta destrutiva, o único meio que deveríamos usar para nos relacionarmos com quem nos oprime. Mas as coisas, como sempre acontece na realidade, são um pouco mais complicadas, infelizmente a ação só por si não constituirá a panacéia para todos os males do nosso movimento. Ainda que esteja absolutamente convencido de que nenhum ato de revolta é inútil ou prejudicial, entendo ser fundamental questionarmos-nos sobre a projetualidade que as geram e, acima de tudo, sobre o significado que lhe dão aquelxs que as fazem. O próprio ato pode assumir significados muito diferentes, se concebido numa óptica de ataque ou de defesa. Vou tentar explicar com um exemplo prático: no ano passado, em Vale de Susa, assistimos a um aumento positivo das práticas de sabotagem na luta contra o TAV; perfeito, se entre as intenções daquelxs que fizeram tais ações estivesse presente a intenção de afirmar claramente que não está em jogo só impedir a construção de uma linha ferroviária, mas antes a necessidade de atacar e destruir todo o projecto do sistema tecno-industrial que a desenha. Outra coisa é o sentido do que se pode ler em alguns comunicados do movimento NO TAV – ou, o que é ainda mais desconcertante, no n º 5 de Lavanda, hoje desenhada por alguns/algumas companheirxs envolvidxs nesta luta. Tais ações poder-se-iam  interpretar como o último recurso de uma população que já utilizou todos os meios de pressão possíveis (e pacíficos …) sem obter a atenção dxs que xs governam. Estou convencido de que tal interpretação banaliza qualquer aspecto positivo e revolucionário de tais atos; de fato, sugere que, se o poder fosse mais “razoável” se fosse mais aberto ao diálogo, existiria a possibilidade de o “convencer” para mitigar os seus aspectos mais nefastos.

A ação direta só expressa todo o seu potencial de libertação quando é concebida numa óptica de ataque. Nós não golpeamos o inimigo pelo desgosto com o seu último delito, que se tornou insuportável, mas porque queremos ser livres, aqui e agora. Não necessitamos justificações para golpear, não podemos aceitar viver uma vida carente de sentido, como meras engrenagens desse sistema mortal, é simples. Devemos ser nós quem dita os momentos de luta, há todo um mundo para demolir e as chances de derrotar o monstro tecnológico estão a tornar-se cada vez mais pequenas, se em proporção ao seu desenvolvimento.

Quando falamos de ação direta estamos a falar da nossa vida, visto a rejeição que temos ao existente não ser uma moda, mas algo muito mais profundo em que colocamos em jogo toda a nossa existência. Por este motivo, acho realmente irritante quando nos referimos a qualquer ação, dizendo que “era o mínimo que se podia fazer.” Estou convencido de que não há nada que possa ser feito ao mínimo, pelo menos contra o que nos oprime, não podemos nos auto-impor limites de acção, esta deve ser sem restrições tal como a nossa sede de liberdade. Se nos encontramos perante um explorador assassino de uniforme, etc, e se decidimos manchar-lhe o vestuário com pintura, isso não é o mínimo que se podia fazer mas sim o que decidimos fazer. Trata-se de algo ditado por uma série de análises – que não dando mais força à ação ainda a minimizam: “as pessoas não nos entenderiam, não devemos dar um passo a mais que os restantes, é necessário começar por ações pequenas, as que são facilmente reprodutíveis”, etc.

Naturalmente, trata-se de considerações que precisam de um tratamento mais profundo e espero que haja forma de voltar a isto e discuti-lo seriamente, o que hoje queria dizer é que devemos sempre aspirar a fazer o máximo que as nossas habilidades consintam. Quando agimos, devemos fazê-lo essencialmente por nós mesmxs e da maneira mais resoluta possível, não somos distintos daquelxs a que de forma autoritária chamamos ” gente comum”, o que quer que façamos qualquer pessoa o pode reproduzir, desde que alimente o nosso próprio desejo de destruir a autoridade. Não devemos tentar convencer as massas da bondade de nossa tese, mas procurar cúmplices que queiram participar na obra de demolição. Não temos
de ter medo do nosso ódio, mas devemos lançar-nos à ação, conscientes de que o inimigo não hesita nem um segundo na sua guerra contra a liberdade.

Estas notas foram ditadas não tanto pelo desejo de desenvolver qualquer análise teórica inovadora mas mais pelo desejo de tentar compartilhar a ideia da centralidade necessária da prática destrutiva de ação direta na vida de qualquer anarquista revolucionárix. Tudo o que acabou de ser dito seria certamente óbvio se não existissem tantxs companheirxs a consumirem tantxs forças, girando como peões em ativismos a que falta qualquer projetualidade verdadeiramente revolucionária, marcada pelas feridas do assistencialismo e do oportunismo. No entanto, já existem antídotos para tudo isso: organização informal, o nihlismo, o individualismo, a recusa de líderes carismáticos, a recusa do poder extra assembleário, a comunicação através da ação. É preciso voltar a olhar para o que está a acontecer àq volta do mundo, como historicamente sempre têm feito xs anarquistas, inimigxs de todas as fronteiras, e dar-nos-emos conta de como companheirxs de todas as latitudes estão a experimentar novos modos de ação, libertando-nos dos grilhões das lutas sociais para nos lançarmos sem freio ao ataque do existente. Temos de redescobrir a alegria de atuar, parar de nos limitarmos a uma busca ilusória do consentimento popular; sem tantxs … teóricxs, o nosso objetivo deve ser simplesmente destruir o que nos destrói. Libertemo-nos da política, mesmo no seu declínio antagonista; deve ficar claro que não lutamos por um futuro brilhante, mas por um viver, aqui e agora, a anarquia deveria ser em primeiro lugar um ato individual que afectasse a nossa própria vida: devemos conspirar, alimentar cada pequeno fogo que possa incendiar toda a pradaria, atentar com todos os meios contra a ordem, civilizada e tecnológica, que o sistema tenta impor. Nesta luta, devemos utilizar todas as armas que tenhamos à nossa disposição, em primeiro lugar as que não faltam no arsenal de todx x anarquista: a vontade e a ação direta destrutiva.

Fray Nicola Ferrara [Nicola Gai]
Cruz Negra Anarquista, Aperiódico anarquista, nº 0, Abril de 2014 Pág. 2-3

espanhol

República Checa: Algumas palavras e imagens da Semana Internacional de Solidariedade com xs presxs anarquistas

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A Semana Internacional pelos Presxs Anarquistas foi de 23 a 30 de Agosto de 2014. Dezenas de eventos aconteceram da América do Sul ao Extremo Oriente. Os coletivos anarquistas de todo o mundo, de diversas formas, tentaram aumentar a conscientização de companheirxs e outrxs combatentes revolucionárixs que se encontram presxs. E nós, juntamente com outros grupos e indivíduos que apoiam a Cruz Negra Anarquista tentamos destacar esta questão. E não só isso. Tentamos expressar solidariedade a amigxs e companheirxs presxs através da intensificação da correspondência (cartas e envio de encomendas). Distribuímos e colocámos centenas de panfletos e autocolantes. Realizámos uma exibição pública de um filme sobre o destino de Sacco e Vanzetti, fazendo-o atual nas cidades, prisões, tribunais e até numa esquadra da polícia. Em Ústí nad Labem, de acordo com um comunicado assinado pelo grupo “Solidariedade Proletariana”, ‘um carro da polícia foi danificado como acto solidário com anarquistas presxs por todo o mundo‘. Embora a última semana de Agosto não seja a altura ideal para uma mobilização mais ampla, talvez a Semana Internacional de Solidariedade com Presxs Anarquistas tenha atingido o seu objetivo. Lembrou a necessidade de solidariedade não só para companheirxs e amigxs presxs, mas para todo o movimento enquanto tal.

fonte:  325.nostate.net

[Itália] A nossa luta não é violência

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Há violência quando se interrompe um estado de paz e se cria injustiça.

Lançar toneladas de bombas sobre países indefesos, causando numerosas vítimas e destruindo infraestruturas essenciais: isto é violência. Invadir e ocupar países estrangeiros com alegadas missões de paz: isto é violência. Encher o subsolo de material tóxico e causar um número incalculável de mortes: isto é violência. Garantir que uns poucos se tornem cada vez mais ricos, enquanto a maioria se torna cada vez mais pobre: isto é violência. Encerrar homens e mulheres em prisões, manicómios e CIES: isto é violência. Levar o nosso planeta ao precipício de uma destruição irreversível: isto é violência. A lista de crimes com os quais se mancha o poder todos os dias é interminável…

Quem está ciente disso e passivamente assiste a este teatro dos horrores, cúmplice se faz. Quem sabe, mas reage apenas com a palavra, quer seja a falar ou por escrito, expressando somente dissidências estéreis, também é cúmplice. Quem critica a luta anarquista marcando-a como “violência” não faz mais que engrossar as filas dxs muitxs que, por comodidade ou cobardia, se façam cúmplices dos crimes do poder.

Nós, anarquistas, amamos sinceramente a paz e a justiça, tanto que para alcançá-las não hesitamos em utilizar todas as formas de luta compatíveis com as nossas ideias.

Quem luta contra o poder não é violentx, está acima disso; é quem não combate quem o legitima com o seu próprio silêncio e a sua passividade. A luta revolucionária não interrompe nenhum estado de paz, somente intervém num estado de violência e tirania para restabelecer a paz e a justiça. Apenas uma luta clara, dura e incisiva contra o poder pode testemunhar a nossa vontade de não sermos cúmplices. Sem dúvida, a ação directa: o ataque destrutivo e sem mediações contra as propriedades do poder e dos seus representantes é a forma de luta mais eficaz e menos recuperável.

A nossa forma de actuar não é violência, é só um raio de luz que rompe as trevas da opressão e ilumina cenários de libertação.

Pasquale “Lello” Valitutti
Cruz Negra AnarquistaAperiódico anarquista, nº 0, Abril de 2014 Pág. 10

[Prisões italianas] Quebrar o isolamento

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Com dificuldade, as nossas palavras saem sem censura das quatro paredes desta prisão. Ainda assim, por vezes, consegue-se romper o isolamento. Aproveitamos esta ocasião para dar a nossa opinião sobre o projecto da nova Cruz Negra, projecto nascido aqui, entre uma hora de pátio e outra.

Muitas vezes, nos últimos anos, cedeu-se à choraminguisse, à vitimização filha da espera; espera pela concentração de turno, da palavra de ordem dita em coro, todos sucedâneos insuficientes da ação destrutiva. Em contrapartida, desde os primeiros dias do nosso encarceramento, estamos cheios de optimismo, um sentimento não só nosso, mas compartilhado com alguns dos nossos companheiros de prisão. Optimismo concreto, feito de diferentes perspectivas que, juntas, na diversidade, conseguirão derrotar esse “realismo”, essa constante, estéril, insuportável tendência do “social” que tantas tem enfraquecido. O medo obsessivo de realizar uma ação demasiado “violenta” por temor a que o rebanho escape. Estou certo de que o novo projecto editorial da Cruz Negra terá êxito entre xs distintxs companheirxs dedicadxs à ação, ao ataque destrutivo.

Há vários anos que, alguns de nós, sentimos a necessidade de um lugar, um espaço físico, um jornal em que as diferentes perspectivas e visões do anarquismo de ação se possam comparar, sem dogmas, cada uma com as suas próprias dúvidas e certezas. A Cruz Negra deveria ser esse lugar. A minha posição e a de Nicola em Génova foram claras. Eu afirmei claramente que creio na eficácia do projecto informal da FAI-FRI, que é somente um dos diversos elementos da mais ampla Internacional Negra. Estou convencido de que as ações para comunicar e difundir devem ser acompanhadas de uma mensagem, uma reivindicação, e que seja precisamente esta comunicação entre grupos, através das reivindicações, a assim chamada organização informal, com a qual muitos enchem a boca reduzindo-a a uma abstracção complicada. Só assim se pode saltar a assembleia decisiva e retirar “poder” aos distintos líderes/apaga-fogos anarquistas.

Esta é apenas a minha convicção, uma das visões que, espero, se possa contrastar e, porque não, confrontar-se nas páginas da Cruz Negra. Um ginásio teórico que, espero, com o tempo consiga desfazer-se da carga, já insustentável, de uma visão social e santimonial que está a transformar muitos anarquistas em sacerdotes laicos sempre atrás do último santo caso. Como peões militantes, se rebate de uma “luta” a outra, sem serem realmente incisivos, sem nunca serem suficientemente violentos. Em poucas palavras, eu e Nicola queríamos um periódico feito pelxs companheirxs que – embora tendo projectos totalmente diferentes dos nossos – não se limitem a cortejar os “perdedores” do momento, sejam os habituais presos ou os imigrantes, porque tal atitude política gera paternalismo, situando-nos por cima das “categorias” que defendemos e transformando-nos, de facto, em vanguarda. Companheirxs com diferentes perspectivas, mas unidos por uma certeza que, segundo nós, deveria ser indispensável para aderir a este projecto editorial, a certeza de que as palavras estão vazias se não vão acompanhadas de factos, e os factos são unicamente as ações de ataque destrutivo. O resto é política e mete-nos nojo.

Alfredo Cospito
Cruz Negra Anarquista, Aperiódico anarquista, nº 0, Abril de 2014. pág. 1

Cidade do México: Novas acusações contra xs anarquistas Amélie, Fallon e Carlos, detidxs desde 5 de Janeiro de 2014

Na madrugada de 16 de Maio as companheiras Amélie e Fallon são informadas de que seriam levadas ao Reclusorio Sur (Penitenciária no sul da Cidade do México) para depôrem segundo novas acusações de ordem federal.

Por volta das 8:00 da manhã foram transferidas, encontrando-se no tribunal com o companheiro Carlos.

Depois de esperarem quase toda a manhã, por fim disseram-lhes que era a execução de um mandado de prisão por delito de dano à propriedade dos outros, na forma de “incêndio em um edifício com uma pessoa dentro.” Xs três companheirxs reservaram-se de fazer declarações e, uma vez terminada a audiência, voltaram às prisões onde se encontravam detidxs desde Fevereiro de 2014 (Carlos ao Reclusorio Oriente, Amélie e Fallon a Santa Martha), após terem passado 40 dias sob custódia federal.

Isto significa que a partir de agora xs compas enfrentam dois processos penais; um sob jurisdição local, por delitos de ataques à paz pública e danos agravados (ataque a uma concessionária Nissan) para os quais não têm direito a fiança, e um processo federal para o delito de danos a propriedade alheia (ataque à Secretaria de Comunicações e Transportes).

Xs companheirxs encontram-se bem, e conseguiram passar a informação de que não tinham sido espancadxs durante a transferência.

A próxima audiência do processo local está fixada para 19 de Maio, enquanto a data da audiência federal vai ser estabelecida no próximo domingo (18/5).

Mais uma vez chamamos à solidariedade com xs companheirxs Amélie, Fallon e Carlos, que estão sequestradxs pelo Estado Mexicano desde 5 de Janeiro (5e).

O Estado/Capital é o único terrorista!
Nem culpadx nem inocente!
Liberdade para todxs!

Cruz Negra Anarquista do México, 16 de Maio de 2014

Pode escrever axs prisioneirxs anarquistas para os seguintes endereços:

Amélie Trudeau / Fallon Rouiller
Centro Femenil de Reinserción Social Santa Martha Acatitla
Calzada Ermita, Iztapalapa No 4037, Colonia Santa Martha Acatitla
Delegación Iztapalapa, C.P. 09560, Ciudad de México, D.F.
México

Carlos López Marín
Reclusorio Preventivo Oriente
Calle Reforma #50, Col. San Lorenzo Tezonco
Delegación Iztapalapa, C.P. 09800, Ciudad de México, D.F.
México

México: Atualizações sobre xs compas detidxs a 5 de Janeiro 2014

Passaram várias semanas desde a última atualização do caso dxs anarquistas detidxs a 5 de Janeiro 2014. Vários acontecimentos se sucederam desde então. Aqui vai uma atualização desses factos:

Todas as vezes que a Procuradoria Geral da República não encontrou elementos suficientes para manter as acusações de Terrorismo e Delinquência Organizada contra xs três, foram consignadxs pela procuradoria local sob as acusações de Danos e Ataques á paz pública.

O seu processo encontra-se na etapa de apresentação de provas e a sua primeira audiência realizar-se-á nos dias 2 e 3 de Abril.

Amelie e Fallon foram levadas para a prisão de mulheres de Santa Martha e Carlos para o centro de reclusão Oriente.

Elas já se encontram na área de população geral. Ele ainda continua na área de Observação e Classificação, mas seguramente nos próximos dias será levado para a área de população geral.

Queremos ampliar as informações sobre a situação de Carlos explicando um pouco as condições em que vivem os milhares de presos nos centros de reclusão da cidade do México.

Nestes centros de reclusão existe uma grande rede de corrupção e complicidades entre as autoridades e alguns dos presos, os quais reproduzem a lógica da prisão ao assumirem-se como carcereiros dos outros presos. Esta rede de corrupção e complicidades não serve somente para fortalecer este rol disciplinar das prisões, mas também é um grande negócio, pois a maioria dos presos são obrigados a dar dinheiro por tudo: visitas, passe de lista para chamadas telefónicas, etc, a troco de não serem atacados por aqueles outros presos que gozam da proteção das autoridades, as quais recebem por sua vez parte desse dinheiro. Estes presos mantêm o controlo sobre praticamente todo o tipo de preso.

Há uns dias inteiramo-nos que Carlos teve um problema com outro preso, chegando a brigar com ele, motivo pelo qual intervieram os guardas batendo nos dois e encerrando-os durante 9 horas em celas de castigo. Ao sair do castigo, Carlos foi transferido da área de ingresso na qual se encontrava para a de classificação. Aí foi-lhe requerido um pagamento para se livrar da tarefa de limpeza, conhecida como ”faxina”. O compa decidiu não pagar. A “faxina” consiste em limpar determinada área mas segundo um esquema de exercícios muito pesados. Durante a faxina do primeiro dia, Carlos foi novamente agredido por presos, os quais tentavam que se dobrasse para que terminasse a pagar.

Hoje soubemos que o companheiro está doente, devido à humidade que havia na cela de castigo, para além de se encontrar muito dorido nas costas devido aos golpes recebidos. No entanto mantém-se firme e forte nas suas convicções.

As companheiras Amelie e Fallon por sua vez não passaram por este tipo de situações.

Chamamos a expressar a nossa solidariedade com xs detidxs do 5 de Janeiro. Continuaremos a difundir a sua situação.

Liberdade a Carlos, Amelie e Fallon!

Solidariedade com Mario González!

Uma saudação ao compa Tripa, que os teus passos nunca se detenham!

Cruz Negra Anarquista México

Argentina: Mensagem solidária da CNA de Buenos Aires em solidariedade com Tamara Sol Farías Vergara

Close-Up“O pior que podes fazer é ser indiferente”
-Luisa Toledo

O impulso da vida acarreta as conseqüências do que fazemos. A própria decisão de ser/agir fidedignos a vontades, sonhos e realidades forja o mundo e ao mesmo tempo destrói-lo. Existe un impulso grande, este impulso destaca-se a partir de uma ética, bastante para a sua realização e pouco para a qualidade Este impulso nasce e forja-se a partir de uma belleza irrefutável: a grande liberdade e por conseguinte a dignidade daquelxs que a guerreiam. O suor, o pranto, germinam-na, cavalgam-na, acariciam-na, sangram-na, queimam-na. Forjam-na para que seja limpa e bela sempre bela!

Não são tempos de discussões, se elas não nos levarem a aprofundar e potenciar o andar da anarquia. E quando dizemos possibilitar e andar, falamos de confronto diretocontra o Estado/Capital. Não são tempos de acomodações ou indiferenças. É agora esse quando. Estes tempos são de um amor invencível, de um amor que se entranha, se perante a injustiça  se apresenta o impossível.

Um abraço combativo axs companheirxs de  Sebastián Oversluij, axs sequestradxs e axs que caminham pelas ruas!

Um abraço combativo aos companheiros Marcelo, Juan, Freddy, Hans e Carlos!

Um abraço combativo e de apoio incondicional nestes dificeis momentos a TAMARA SOL FARÍAS VERGARA!

Estamos convosco e com os rebeldes dignos do Chile e do mundo inteiro!

México: Companheiro Mario López “Tripa” detido

fuerzatripaHoje, 20 de Janeiro, foi detido o compa Mario López, quando se apresentava ao juíz – como todas as semanas, para assinar como parte das condições impostas para a sua libertação, sob fiança. Primero, informaram-no que a Procuradoria Geral da República o estava a requerer, mediante uma ordem de apresentação, para lhe fazer perguntas relacionadas com uma investigação em curso. Após o interrogatório, foi notificado que seria detido, por uma ordem de apreensão por Violação à  lei Federal de Armas e Explosivos, pelos fatos de 27 de Junho de 2012. Foi transferido à  Prisão Oriente da Ciidade do México. No momento é esta, apenas, a informação que se tem.

A detenção de Mario dá-se no contexto de uma caça a anarquistas, por parte do governo mexicano. Não duvidamos que, agora que o detiveram, tentarão montar mais acusações.  A perseguição contra os do anarquismo continua, é por isso que é mais importante que nunca o reforço da solidariedade.

Liberdade a Mario López!
Liberdade a todxs xs anarquistas presxs!
Nem culpadxs nem inocentes, solidariedade!

Cruz Negra Anarquista México

Atualização

Companheiro Mario López “Tripa” sob fiança

Recebemos da parte da equipa legal a notícia de que o companheiro Mario López saíu sob fiança  após ter sido detido no passado dia 20 de Janeiro. Alegramo-nos enormemente com isto, embora continue claro a continuação da caça às bruxas aos anarquistas: detenções, deportações, ameaças, montagens jurídicas, etc. A detenção de Mario faz parte desta estratégia terrorista de Estado.
De momento não temos mais informações.

Abaixo os muros das prisões!
Liberdade a todxs!

Cruz Negra Anarquista México

México: Sobre as detenções de 1 de Setembro. Atualização e contas de apoio económico

[vimeo]http://vimeo.com/73590423[/vimeo][vimeo]http://vimeo.com/73590266[/vimeo]
Ontem, na Cidade do México, durante as mobilizações contra o relatório do governo de Enrique Peña Nieto, foram detidas várias pessoas, algumas integrantes de coletivos libertários e de meios de comunicação não corporativos.

A estratégia do GDF – para neutralizar a solidariedade e as mobilizações para exigir a liberdade dos detidos – foi a de os enviar a diferentes ministérios públicos, localizados em zonas afastadas do centro da cidade, onde depois tiveram lugar as detenções, o que dificultou inclusive que alguns compas tenham tido assessoria jurídica. Até hoje, dois de setembro,pela manhã,a informação de que dispomos é a seguinte:

Os delitos de que são acusados ​​são vários: ataques contra a paz pública, resistência à detenção, posse de objetos para agressão, obstrução ao exercício legítimo da autoridade e ultrajes à autoridade. Todos estes delitos não são graves e são abrangidos pela possibilidade de fiança. Em nenhum dos locais, onde os detidos se encontram, passaram a recolher o seu depoimento, por isso desconhece-se ainda os valores das fianças.

No MP de Milpa Alta 1 encontram-se:
Julián Humberto Luna Guzmán
Gustavo Ruiz Lizarraga
Pavel Alejandro Primo Noriega
Juan Daniel Velázquez

Para estes companheiros está-se a utilizar a conta bancária 78857723398 de BANAMEX em nome de Diego Amozurrutia Nava para recolher fundos.

MP Magdalena Contreras 1:
Ana Berenice de la Cruz Cortez

MP Xochimilco 2:
José Eduardo Alonso
Marco Miztli García

MP Tlahuac 1:
Alejandro Rafael Montaño
Omar Beristaín
Ángel Francisco Hernández

MP Magdalena Contreras 2:
Estela Morales Castillo
Silvia Leticia Colmeneros Morales
Alejandro Amador Frausto

Para estes companheiros está-se a usar a conta de BANAMEX  70053487481 em nome de Montserrat Rojas Ruiz CLABE INTERBANCARIA 002180700534874810

Cuajimalpa 2:
Jesús Uriel López Ramírez (menor de idade)

Estamos a disponibilizar a conta da Cruz Negra Anarquista para que se deposite dinheiro para apoiar todos os detidos.
A conta é: Banamex sucursal Número de conta 28770771 ramo 002180700628770710 em nome de Jose de Jesús Maldonado

Para hoje à tarde, às 15:00, está convocada uma concentração em frente à Agência 50, localizada entre as ruas Dr. Lavista e Dr. Vertiz.

Pede-se a mais ampla divulgação da situação, assim como que a solidariedade se manifeste das mais diversas formas.

Liberdade a todos/as!!
Abaixo os muros das prisões!

Cruz Negra Anarquista México

Espanhol

Grécia: O novo julgamento contra o preso anarquista revolucionário Christos Stratigopoulos está programado para amanhã

Faixa em Lisboa, Portugal, de 23 de março de 2010: “Contra o Estado grego e todas as prisões. Liberdade para Bonanno e Christos”

Na quinta-feira, 26 de Julho de 2012, terá lugar um novo julgamento na cidade de Patras (oeste da Grécia) contra o anarquista Christos Stratigopoulos, acusado de assaltar um banco na ilha de Cefalonia em Julho de 2009.

O compa foi condenado e encarcerado pelo assalto a um banco em Trikala, pelo qual também assumiu a responsabilidade. Todavia, neste caso, Christos foi acusado em função de provas falsas e não tem relação de nenhum tipo com o assalto em Cefalonia.

A Cruz Negra Anarquista de Berlim difundiu duas chamadas de solidariedade (aqui, em alemão), concretamente um texto antigo da Assembleia de solidariedade com os/as combatentes presos/as e perseguidos/as em Atenas, assim como uma atualização recente do Fundo de Solidariedade com os/as presos/as em luta na Grécia. Este último menciona, entre várias coisas, que a sentença da prisão  de Christos ficou reduzida a cinco anos após um julgamento de apelação que teve lugar em Fevereiro de 2012. Assim, o compa teria de ter saído em liberdade duas semanas depois do final da audiência; no entanto continua refém nas prisões de Larisa devido às novas ordens de detenção e acusação.

O processo judicial pelo assalto ao banco en Cefalonia está programado para  26 de Julho de 2012, nos tribunais de Patras.

Mais informação em inglês

Samara, Rússia: Assassinaram o jovem anarquista antifascista Nikita Kalin

Por volta das 6h30 da manhã de 9 de fevereiro, um zelador encontrou na área em torno do instituto FIAN o cadáver de Nikita Kalin, nascido em 1991. A polícia chegou ao lugar às 8h e às 11h informou a mãe do assassinato do jovem companheiro. Nikita foi esfaqueado 61 vezes, além de que suas costelas apresentavam múltiplas fraturas e vários ferimentos na cabeça. Os assassinos não roubaram nada. Até agora, a polícia prendeu um suspeito, cuja roupa estava manchada com o sangue de Nikita.

Tudo indica que Nikita foi atacado por um grupo; a polícia informou a sua mãe, não oficialmente, que o suspeito preso é um neo-nazista e que ele se recusa a dar informações sobre os outros suspeitos. Apesar da natureza brutal do assassinato, a polícia ainda não interrogou a mãe de Nikita e um amigo que foi a última pessoa a vêlo. Assim, suspeitamos que as autoridades tentem cobrir o caso, como muitas vezes acontece na Rússia. Por outro lado, o suspeito já contratou um advogado.

Teme-se que a investigação policial esteja se desenvolvendo em favor dos interesses do preso neo-nazista, deste modo será necessária toda a ajuda possível. Atualmente, uma organização de direitos humanos apresentou apoio jurídico oferecendo um advogado, mas ainda é necessário dinheiro para as despesas do funeral e apoio à família do falecido.

Nikita vinha de uma simples família de trabalhadores, e nunca escondeu suas ideias anarquistas e antifascistas. Se você quiser ajudar a família de Nikita arrecadando dinheiro, esse apoio pode ser feito através da Cruz Negra Anarquista Moscou aqui.

fonte: avtonom —agência de notícias anarquistas-ana