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Santiago, Chile: Dispositivo incendiário/explosivo contra santuário católico

Reivindicamos a instalação de um dispositivo incendiário/explosivo numa das entradas do santuário do Movimento Apostólico de Schoenstatt, situado na comuna de La Florida, ação realizada na noite de 15 de Janeiro, dia da chegada do Papa Francisco ao Chile.

Através desta ação reafirmamos o combate contra a autoridade da Igreja Católica, instituição cujos organismos e representantes exercem historicamente a repressão a repressão sobre os corpos, a imposição de papéis e de padrões de comportamento, a manipulação das mentes e o monopólio espiritual castrador dxs indivíduxs.

Cúmplice das matanças, perseguições e genocídios na historia mundial, a Igreja Católica e o seu Papado são um dos pilares do domínio civilizado e do colonialismo no território denominado “América Latina”.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt, fundado na Alemanha en 1941 pelo sacerdote José Kentenich – que personalizou o movimento em 1949, no Chile – é se dúvida alguma um enclave de referência do conservadorismo da elite empresarial chilena.

É através da rede de escolas  do Movimento que os Padres de Schoenstatt educam mais de seis mil meninos e meninas no Chile  – utilizando uma matriz de valores repressores da liberdade sexual condenam o aborto e defendem a hegemonia da instituição-contrato do matrimónio heterosexual.

Ligados a este movimento encontramos uma série de personagens desprezíveis  tais como o sacerdote Raúl Hasbún, defensor moral e político da ditadura; o parlamentar José Antonio Kast, defensor da ditadura e dos torturadores, empresário e ex-candidato presidencial de tendência fascista; o empresário Agustín Edwards, dono do diário de direita “El Mercurio”, que rezava no Santuário de Schoenstatt quando um grupo guerrilheiro (FPMR) sequestrou o filho, a princípios dos anos 90; o empresário Felipe Matta Navarro, amigo pessoal do Presidente Piñera e ligado ao negócio das pensões das AFP; os sacerdotes Rodrigo Gajardo, reconhecido pedófilo e, por fim,  Francisco José Cox Huneeus, acusado de abuso sexual de menores, vivendo hoje recolhido num mosteiro.

Para além destes vínculos e de qualquer contexto ou justificação, sabemos que é sempre bom o momento para atacar a tranquilidade dos templos da moral e da autoridade.

Saudamos, através desta ação, o desafio lançado pelxs companheirxs da“Célula Santiago Maldonado”, que a partir de Itália propuseram que se reforçasse os ataques que atentem contra a paz dos representantes e cúmplices do domínio.

Saudamos cada célula e individualidade anárquica que continue a propagar o fogo da sublevação da liberdade.

CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ
SOMOS BLASFEMXS ANTES QUE DEVOTXS!
FRANCISCO, NÂO ÉS BENVINDO!
AQUI ESTAMOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE

Célula Incendiária Anti-clerical “Hortensia Quinio”
Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional (FAI / FRI)

espanhol

Uma resposta do membro da CCF Panagiotis Argyrou à chamada para solidariedade com xs detidxs do G20 em Hamburgo

Recebido e revisado a 13 de Agosto de 2017

Compartilhamos uma tradução que apareceu na Crônica Subversiva 1, aproveitando para mandar o abraço terno, a solidariedade raivosa e firme, para o companheiro Panagiotis Argyrou: Tuas palavras são bem recebidas compa!

[Resposta do membro da CCF Panagiotis Argyrou à chamada para a solidariedade com xs detidxs do G20 em Hamburgo]

Durante o exílio ou a detenção, poucas são as coisas que conseguem nos fazer sorrir ou nos oferecer uma sensação agradável. Posso, no entanto, dizer com certa certeza que devido a estes dias de julho nos quais Hamburgo se rendeu ao caos dos protestos contra o encontro do G20, aos choques com a policia, às barricadas ardentes, saqueios, vandalismo e incêndio de alvos da dominação, meus pensamentos foram impulsionados. Fiquei recheado de vários “valeu” assim como de emoções muito vivas e um sorriso apareceu no meu rosto.

Apesar disso, tenho de ser honesto. Embora num estágio inicial uma grande parte do anarquismo insurrecionário aspirasse a que fosse atingido um nível elevado, algo que já tinha ficado claro desde a chamada para uma campanha militante de organização informal – meses antes do encontro. E, embora existissem uma grande quantidade de textos públicos e reivindicações de responsabilidade que responderam a esse chamado (alguns/mas companheirxs tiveram a gentileza de mencionar a herança do dezembro negro), não estava tão certo que os dias em questão envolvessem realmente um momento tão grandioso. Isso devido ao fato de não serem desconhecidas para mim as dificuldades que isso implicava, tais como as adversidades e os desafios que tinham que ser confrontados pelas pessoas que queriam organizar e levar a cabo um plano de protestos tão ambicioso.

O estado de emergência declarado, em muitos países, pela ameaça assimétrica jihadista, o reforço dos controlos nas fronteiras devido aos grandes fluxos migratórios, o anúncio da militarização de Hamburgo e a construção de prisões especiais para os manifestantes; a mídia terrorista apelando à tolerância zero com os problemáticos, o domínio e o pessimismo de várias correntes anarquistas anti-insurgentes (isso pode ser devido, um pouco ironicamente, pela tentativa de se repetir os eventos de Génova) e até mesmo um preconceito contra anti- encontros – como armadilhas com policiais – por parte de cada grupo de anarquismo insurreccional (um ponto de vista que também tinha mantido no passado, tenho que admitir), tudo isso junto constituiu, portanto, factores de dificuldade crescente, sem nenhuma dúvida.

E ainda assim, contra todas as probabilidades, a chama brilhou e a campanha de “trazer o caos para Hamburgo” triunfou e, como resultado, todo o mecanismo repressivo tão bem armado – que supostamente ia esmagar os protestos – ficou eventualmente sob ridículo.

A intensidade dos eventos e, sobretudo, o êxito dos vários planos que, afinal, combinaram tácticas de ataque descentralizado do tipo bate-e-corre com aquelas das revoltas, justo no coração dos protestos, provou da maneira mais tangível que a competição entre as duas diferentes racionalidades é inútil já que cada uma contribui e enriquece, na sua própria forma, a insurreição anarquista. Além do mais, quando as revoltas se atrevem a se confrontar de frente com a supostamente todo-poderosa repressão do terrorismo de Estado, então tudo é possível. Assim como o ridículo da ativação urgente de tal mecanismo extravagante de repressão durante os dias do encontro em Hamburgo. É também um fato que alguns dos momentos mais potentes da historia das insurreições, do mundo inteiro, aconteceram precisamente contra todas as probabilidades e isso, em muitos casos, constitui a beleza de tudo.

Portanto, não posso deixar de me sentir emocionado por este vento de entusiasmo e autoconfiança que viajou milhares de quilômetros, de Hamburgo para este lugar de cativeiro. Isso porque através desses eventos todxs podem ver que as dinâmicas que acontecem em situações tão explosivas não começam nem terminam em um momento, antes viajam e se expandem, enviando uma mensagem para todos os lugares, dizendo que a chave para tudo é a determinação e a morte do derrotismo. Isso é suficiente para induzir um, dois, ou mais, momentos que podem funcionar como pedras angulares, marcas históricas, algo para onde podemos deslizar nosso olhar quando as coisas estão ruins, quando a frustração e a inutilidade são prevalecentes.

E quando olharmos para atrás, as lembranças nos darão a força exacta que precisamos para continuar até ao próximo Hamburgo, até a próxima revolta, até a completa destruição da dominação. Por outro lado, no entanto, as autoridades sabem muito bem como aproveitar estes momentos, para avaliá-los, entender seus efeitos a
longo prazo e, respectivamente, retaliar de forma clara e definitiva, afirmando que toda ocasião de insurreição será esmagada. Assim, depois das centenas de prisões de manifestantes, viu-se a investida dos comandos, totalmente armados, das forças policiais especiais contra xs rebeldes, nas ruas de Hamburgo, após o assalto brutal a um grupo de manifestantes; a repressão mostrou seus dentes ainda mais, mantendo em custódia muitas dezenas de pessoas, acusadas de participar dos tumultos, segundo as actualizações (36 ainda estão sob custódia).

Neste momento, uma nova chamada foi já feita, precisamente pela solidariedade com xs detidxs dos eventos anti-encontro. Foram já realizadas as primeiras manifestações, bem como ataques com vandalismos e incêndios em várias metrópoles europeias. Em resposta a esta chamada, gostaria também de expressar a minha solidariedade aos/às que foram detidxs pelos acontecimentos em Hamburgo, como também gostaria de enviar esse amplo sorriso que eu recebi de todxs aquelxs que lembraram da maneira mais linda que, quando a Anarquia quer, ela é poderosa.

Panagiotis Argyrou,
membro da Conspiração das Células de Fogo – FAI/FRI

Atenas, Grécia: Ataque incendiário da Célula de Ação/Metropolis Fallen – FAI/FRI a carro de jornalista da SKAI

“Enquanto a necessidade for socialmente sonhada, o sonho continuará a ser uma necessidade social. O espetáculo é o pesadelo de uma sociedade moderna acorrentada e, em última análise, não expressa nada além do desejo de dormir. O espetáculo é o guardião desse sono.”
Guy Debord

Estamos a assumir a responsabilidade pela colocação de um dispositivo incendiário no carro de G. Papahristos, à porta de sua casa, em Agios Dimitrios, ao amanhecer de 18/4.

G.Papahristos é um pedaço de lixo humano dos círculos jornalísticos. A sua carreira é semelhante a tantas outras dos da sua laia. Um político “todo o terreno” que, a intervalos regulares, é chamado a oferecer os seus serviços aos interesses autoritários relevantes, sejam eles políticos ou económicos, como o demonstram bem os seus empreendimentos profissionais que vão desde a “verde” DOL à neoliberal SKAI.

Mas qual é o papel institucional do jornalista?

Para nós, o jornalista constitui uma parte crucial do mecanismo ideológico de ludibriação massiva dos media, chamado a servir os interesses do Estado e do capital.  Os serviços principais daqueles – com vista aos interesses acima mencionados – são fornecidos através do cultivo do medo e do embelezamento de certas situações, utilizando-se a desinformação enganosa, a fim de criar o seu próprio conceito de realidade. Na “democracia” grega – onde hipoteticamente predomina a liberdade de expressão – como que por magia o “pluralismo de opiniões” parece convergir para a opinião da élite política e económica. Como resultado, a ‘opinião pública’ está a ser ditada pelas notícias e informação que os gritos dos círculos mediáticos difundiram, sempre visando a segurança e a letargia do poder do Estado, ajudando a expandir o seu sistema de segurança e muito mais.

Mas como é que a mentira é traduzida para ser experimentada, formulando a “opinião pública”?

Através do poder da imagem, os meios para se ludibriar massivamente criam e reproduzem uma bolha de realidade virtual – onde máquinas de bilhetes danificadas são combinadas com actividades criminosas comuns, a luta revolucionária armada com ataques da jihad, estilo de vida com subcultura, solidariedade imigrante com ONG de caridade e a luta antifascista está conectada a ataques racistas. O resultado da pré-mencionada prática é o estabelecimento de uma distorcida verdade fabricada no subconsciente das massas – fornecendo-lhes o backup [cópia de segurança] dos condutores de escravos e os aplausos do estado e capital.

Mas o que é que se estabelece através da bolha virtual, experimentada em massa?

Reconhecemos dois procedimentos paralelos, um visível, invisível o outro. O lado visível – baseado na demanda orientada das massas para um maior controle e segurança – cria prisões de alta segurança, condições especiais, alas subterrâneas prisionais para xs guerrilheirxs urbanos anarquistas, câmaras por todos os lugares da cidade, barras de controlo de multidões, campos de concentração de imigrantes, exageradas penas de prisão para quem luta contra o podre existente, bófia em cada vizinhança e enormes centros comerciais para a facilitação dos fluxos de mercadorias. Reconhecemos como parte invisível a produzida pelas relações sociais sob o efeito daquela realidade virtual. Exemplos característicos disso são as relações sociais burguesas modernas, baseadas no medo – subtraindo informações ou sendo informante – no hiper-consumismo, na alienação, no comportamento auto-indulgente e apatia, no apetite lúbrico por patriotismo e religião. Toda essa maquilhagem da sociedade de controle total e de um estado de sufocante silêncio de necrotério que tende a sufocar a resistência dos “invisíveis” e “ilegais” desta sociedade. Sob essas circunstâncias um círculo vicioso é criado entre o estado / capital, os meios de comunicação para ludibriar em massa e a ‘opinião pública’ que tende para ser autónoma e que dela se auto-alimenta. Continuar a lerAtenas, Grécia: Ataque incendiário da Célula de Ação/Metropolis Fallen – FAI/FRI a carro de jornalista da SKAI

[Projeto Nemésis ato V] Ataque incendiário/explosivo contra a Confederação Nacional de Donos de Camiões (Santiago do Chile)

PROJECTO NEMÉSIS ATO V

Na madrugada de 25 de Julho atacamos com um dispositivo incendiário/explosivo o edifício pertencente à Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile, situado na Almirante Barroso, no centro da cidade de Santiago.

A Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile é uma ligação estrutural na cadeia de dominação e exploração, tomando parte ativa tanto no saqueio do meio ambiente como no transporte de mercadorias no território chileno e no Wallmapu.

São eles uns dos principais beneficiários do projeto IIRSA – um dos seus objetivos é o «melhoramento» da infra-estrutura de estradas para a circulação de mercadorias nos países do Sul Latino-americano.

São eles que também se encontram na primeira linha de empresários que trabalham em estreita colaboração com o Estado Chileno na intensificação da repressão e da investigação policial em território mapuche – tentando pôr freio, sem êxito, à guerra dos camiões que faz parte da sublevação autónoma mapuche na defesa do seu território ancestral.

O nosso dispositivo funcionou na perfeição, danificando a porta do recinto e embora não fosse assinalado pela imprensa, eles sabem que um atentado atingiu as portas da sua  guarida e nós sabemos que a perigosidade da ofensiva anárquica não se mede nem pela cobertura mediática nem pelos flashes dos jornais. Esperamos que tenham contado, com preocupação, à Presidenta Michelle Bachelet acerca do nosso ataque – na reunião que tiveram com ela, no dia seguinte, às 8.15 hrs.

Nós, anárquicxs inimigxs de toda a forma de autoridade e ordem social, somos parte da continuidade histórica da rebelião emancipadora, nunca pacificada em nenhuma época ou lugar.

Somos os desejos de liberdade, armados de fogo e consciência, demonstrando uma vez mais que a rebelião e o ataque armado são tão possíveis quanto necessários num mundo dominado pelo poder e pelo dinheiro, buscando controlar e mercantilizar as nossas vidas e o planeta em que habitamos.

A nossa permanente rebelião mantém o fogo da libertação total, incendiando as ilusões da democracia, o reformismo e a via eleitoral, buscando agudizar a crise na ordem imperante, em vez de o salvar para lhe dar novos ares de Capitalismo Verde ou Estado Cidadão.

Cada atentado contra os responsáveis do domínio e os seus defensores demonstra sempre que se pode passar à ofensiva – com misturas incendiárias e explosivas que combinam a raiva, a cautela e a segurança no nosso modo de ação.

Enviamos uma saudação cúmplice a todxs xs companheirxs que ao longo do mundo enfrentam julgamentos, encarceramentos e clandestinidades – sobretudo a Juan, Nataly e Enrique no Chile, Fernando Bárcenas no México, a Alfredo Cospito, Nicola Gai, Davide Delogu e a todxs xs acusadxs na operação Scripta Manent em Itália, xs acusadxs na operação Fénix na República Checha, a Lisa na Alemaniha e membrxs da Conspiração de Células de Fogo na Grécia.

Enquadramos esta ação no «Projeto Nemésis» – proposta de companheirxs da Conspiração de Células de Fogo (Grécia) para atacar diretamente os centros de reunião, trabalho e local de habitação dxs responsáveis do domínio. Duas ações na Grécia e duas no Chile precederam o nosso ataque, por isso o denominados  «ATO V».

PORQUE A OFENSIVA ANÁRQUICA CONTINUA VIVA EM CADA ATENTADO PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
A MULTIPLICAR  OS ATAQUES CONTRA O PODER, OS SEUS CÚMPLICES E TODA A AUTORIDADE!

“Banda Ácrata por um Inverno de Fogo”- Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional.

PROJETO NEMÉSIS (traduções de Contra Info em português)

Sobre o projecto

ATO I (Grécia)

ATO II (Grécia/Alemanha)

ATO III (Chile):

ATO IV (Chile)

em espanhol

Oaxaca, México: Atentado explosivo-incendiário como comemoração dos 8 anos da caída em ação de Mauricio Morales


Comunicado recebido junto com a foto a 22/05/2017:

Oaxaca Ingovernável: 8 anos após a caída do Punky Mauri, a ofensiva continua. Colocação de dispositivo explosivo-incendiário em concessionário de automóveis de luxo.

Os nossxs mortxs são abono e semente negra de confontação, nutrem a atualidade da revolta e permanecem vigentes em cada gesto que transborde a autoridade. Contagiar e propagar a força das suas lutas e ideias é indispensável para nutrir o nosso presente, para não esquecer e potenciar uma prática permanente de insurreição.

A dominação, como ideologia e práxis do poder, devasta a vida em todos os seus âmbitos. A miséria do quotidiano não nos deixa indiferentes. E ainda que a resignação seja a saída de muitxs e a passividade o seu refúgio mais seguro, cada ato de negação, de hostilidade, de desobediência ao imposto, nos demonstra que continuam a existir pessoas vivas.

O nosso afazer diário, a nossa forma de nos relacionarmos, as nossas paixões e a nossa razão emanam de cada um/a de nós, da nossa individualidade. Ainda que apostemos pela construção de prazeres compartilhados e estejamos desejosxs de outros seres, a responsabilidade dos nossos atos é de cada um/a de nós.

Coletiva ou individualmente continuaremos a praticar o ataque. Optamos por subverter a normalidade de uma sociedade funesta que assume a sua progressiva auto-destruição.

Perante a apatia, o silêncio das massas, movimentos sociais que atraiçoam e negoceiam o sangue dos mortos. Perante a destruição e o despojo da região e a condenação a uma realidade de não-vida: luta nas ruas, fogo e transgressão da paz social.

Na madrugada do dia 22 de Maio de 2017, 8 anos depois da caída do punky Mauri, colocamos uns dispositivos explosivo incendiários numa concessionária de automóveis de luxo, inutilizando vários deles.

Viva a anarquia!

Individualidades Anárquicas Informais
FAI-FRI

[Prisões italianas] Romper o isolamento! O companheiro anarquista Alfredo Cospito inicia dez dias de greve de fome

Uma breve atualização sobre o prisioneiro anarquista Alfredo Cospito – que iniciou ontem uma greve de fome de dez dias – e a Operação Scripta Manent

Há 15 dias atrás, as investigações sobre a operação Scripta Manent foram fechadas, por isso agora aguarda-se a audiência preliminar, na qual o juiz vai decidir se coloca ou não em julgamento xs companheiros visadxs.

Na terça-feira, 3 de Maio, o companheiro Alfredo Cospito, iniciou uma greve de fome de dez dias contra a censura que lhe foi imposta pelo promotor Sparagna [encarregado da op. “Scripta Manent”], que bloqueia quase toda a sua correspondência (de entrada e de saída).

Em particular, escreve que as cartas enviadas no mês passado por um de nós, da redação da C.N.A, foram todas bloqueadas, 7 de 7.

Nesta carta, já depois da censura ter sido imposta por 3 meses,  há mais de um mês, afirma que a situação ainda se tornou mais pesada que o habitual na altura do encerramento da investigação.

E como sempre nos tem dito, na Rebibbia [prisão de Roma] estão a passar pior.

Conclui a carta com um grito: “Romper o isolamento!

[Alfredo pede a todxs xs companheirxs no exterior para enviarem livros, revistas, cartas e materiais impressos em geral, em protesto e em apoio à sua greve]

Alfredo Cospito:
Via Arginone, 327 – 44122 Ferrara, Itália

italiano via Croce Nera Anarchica l inglês via  325.nostate

Xanthi, norte da Grécia: Solidariedade com xs companheirxs suspeitxs de participação na FAI (Itália)

xanthiColocámos uma faixa na entrada principal da Escola Politécnica no centro da cidade de Xanthi,onde se podia ler:””Respeito e solidariedade para com xs companheirxs presxs da FAI”. Os nossos pensamentos vão para xs companheirxs presxs pelos ataques da FAI em Itália assim como para  todxs xs outrxs companheirxs que se encontram encarceradxs, em todo o mundo.

em inglês

Itália [Op. Scripta Manent]: Endereços atuais dos anarquistas capturados a 6 de Setembro

f-a-iA 6 de Setembro de 2016, a secção de Turim da unidade antiterrorista DIGOS  desencadeou uma operação anti-anarquista sob o nome “Scripta Manent” [por escrito é seguro]. Buscas domiciliárias foram levadas a cabo em várias regiões da Itália. Os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai, encarcerados desde Setembro de 2012 por tiro na perna a Adinolfi (Célula Olga – FAI / FRI), receberam uma nova notificação de detenção na prisão. Além disso, seis prisões foram realizadas cá fora (cinco no contexto desta operação, uma como resultado de buscas em residência).

Com a Operação Scripta Manent pretende-se atribuir aos/às acusadxs uma série de ações reclamadas pela FAI (Federação Anarquista Informal) em Itália. Por isso, xs companheirxs Marco, Sandrone, Anna, Danilo e Valentina, juntamente com Alfredo e Nicola, são susceptíveis de enfrentar a acusação de “associação subversiva com intenção terrorista”.

A seguir indicam-se os seus endereços para correspondência (que poderão mudar a qualquer momento):

Marco Bisesti
Alessandro Mercogliano
C.R. Rebibbia, Via Raffaele Majetti 70, 00156 Roma, Italia

Anna Beniamino
C.C. Via Aurelia nord km 79,500 n. snc 00053 Civitavecchia, Italia

Emiliano Danilo Cremonese
C.C. Via San Donato 2, 65129 Pescara, Italia

Valentina Speziale
C.C. Via Ettore Ianni 30, 66100 Chieti, Italia

Nicola e Alfredo encontram-se presos na ala AS2 da prisão de Ferrara:

Nicola Gai
Alfredo Cospito

C.C. Via dell’Arginone 327, 44122 Ferrara, Italia

Daniele, um editor da Croce Nera Anarchica [Cruz Negra Anárquica] foi capturado no mesmo dia, no âmbito de outra ação de detenção, após a polícia ter encontrado algumas baterias e um manual do eletricista no seu apartamento. Deverá deverá enfrentar acusações de “posse de materiais para a fabricação de dispositivos explosivos”.

O companheiro poderá ser contactado através da seguinte morada:

Daniele Cortelli
C.C. Regina Coeli, Via della Lungara 29, 00165 Roma, Italia

Fontes: Italiano: Informa-azione & CNA; Inglês: ActForFreedomNow

Bristol, Reino Unido: Vandalismo solidário em vista da semana de ação internacional pelxs companheirxs encapsuladxs

auto-transportÀs primeiras horas de 6 de Agosto na zona de Easton, na estação de serviço (Gordano Services), enquanto os motoristas de caminhão estavam inativos nas suas cabinas de condução, 10 a 15 carros de quatro carros-transportadores foram pintados com spray, causando às suas gananciosas empresas que destroem a terra uma perda de tempo e de dinheiro infinitamente maior do que gastamos cometendo este crime oportunista.

Solidariedade a todxs xs companheirxs presxs e aquelxs que se encontram em fuga. Rumo à semana internacional de solidariedade com xs presxs anarquistas – de 23 a 30 Agosto.

Vândalos eco-anarquistas – FAI / FRI

Atenas: Anarquia Combativa (FAI-FRI) assume ataque incendiário contra os Correios da Grécia – por um Dezembro Negro

- O cheiro de Dezembro começa a impregnar o ar -
– O cheiro de Dezembro começa a impregnar o ar –

Assumimos a responsabilidade pelo ataque incendiário [na madrugada de 23 de Novembro] contra a sucursal de Correios da Grécia (ELTA) no bairro de Pefki. Elegemos esta sucursal, em particular, como forma de enviar uma mensagem simbólica de solidariedade com os presos anarquistas que neste momento estão a enfrentar um julgamento, à espera da decisão do tribunal especial das prisões de Koridallos, por uma série de casos de violência anarquista, entre eles a expropriação da sucursal que incendiámos.
Este ataque é a nossa resposta à chamada por um ‘Dezembro Negro’, lançada das prisões pelos nossos irmãos Nikos Romanos e Panagiotis Argirou.

A lógica política da dita proposta, a qual apoiamos na totalidade, é uma aposta aberta para se reiniciar a insurreição anarquista – como também é uma tentativa de criação de uma plataforma informal como ponto de encontro invisível e de coordenação de companheirxs de todas as trincheiras da luta anarquista multiforme.

Não há muito mais para dizer, agora é a hora da ação, da luta multiforme, incessante e contínua.

Força e cumplicidade com xs incendiárixs da paz social que sabotam a normalidade social no Brasil, Chile e México, difundindo o Dezembro Negro em todo o mundo.

Força e cumplicidade com todxs aquelxs que tomaram as ruas em busca das representações da dominação para as vandalizarem, para atirarem pedras à bófia e queimarem símbolos do Poder.

Força e cumplicidade com todxs xs anarquistas presxs em cada recanto do mundo.

Solidariedade significa ataque!

Por um Dezembro Negro!

Pela ofensiva anarquista contra o mundo do Poder!

Anarquia Combativa / Federação Anarquista Informal (FAI-FRI)

Chile: dispositivo incendiário contra a Força Aérea do Chile

burn the cageNum cenário político de evidente decomposição das forças representativas tradicionais, com toda uma gama de propostas que procuram reformar o modelo de dominação – fabricando formas “populares” de administrar o poder – a nossa opção continua a ser a ruptura absoluta com o mundo de autoridade, como única saída da catástrofe da dominação.

E, nessa ruptura, o ataque direto às instituições e representantes da opressão e do poder continua a ser a propaganda da necessidade da revolta individual e colectiva, através da destruição de toda a ordem social, na busca contínua da nossa liberdade.

Armadxs com estas ideias – transformadas numas quantas gramas de pólvora, nuns quantos litros de benzina e num mecanismo de activação que nos deu alguns minutos para sair sem problemas – atacámos com um dispositivo incendiário dependências da Força Aérea do Chile, pertencentes ao Serviço Religioso do Comando de Pessoal, localizado na rua Cienfuegos na cidade de Santiago, durante a madrugada de terça-feira, 6 de Outubro. Tudo isto foi realizado a uma hora e com uma carga incendiária de tal tipo que impediu que transeuntes saíssem feridxs, uma vez que não são o objectivo dos nossos ataques.

Por alguma razão, que indagamos, o nosso dispositivo não gerou o dano esperado. Procuramos a eficácia da acção, mas só o seu desenvolvimento, execução e concretização já é uma mostra de que o ataque anarquista continua a ser possível, o poder é vulnerável e nem tudo está sob o seu controle.

Com esta acção, fazemos parte dum trajecto iniciado por outrxs revolucionárixs que lutaram armadxs contra a impunidade dxs repressorxs – impunidade essa sustentada pelos pactos entre a elite governante atual e os agentes da ditadura, os quais asseguraram uma transição pacífica e negociada para a democracia.

Uma vez mais, fazemos uma chamada aos/às inimigxs da opressão para que contribuam à propagação dos ataques contra o poder, como parte do amplo cenário de confronto com vista à recuperação das nossas vidas.

A ação rebelde e o fogo insurreto podem ser materializados de múltiplas formas, mas é necessário serem agudizados a par do discurso e da práctica, de modo a que os actos simples se conectem com ações mais contundentes.

É importante que estes actos sejam bem planificados, mas é igualmente fundamental afiar a nossa consciência em relação ao que fazemos e às suas consequências. A correspondência entre o tipo de discurso e o tipo de ação apela sempre a se romper com a complacência que entrava a luta e com a ideia de que a violência contra os/as opressores/as é motivada por uma simples adrenalina jovem.

Todas as ações são uma contribuição, mas nem todas são o mesmo.

Afiançar e aprofundar as nossas ideias ao mesmo tempo que as ações evita que a colocação de uma faixa seja reivindicada com uma linguagem guerrilheira, ou que uma ação incendiária/explosiva se reivindique com o discurso simplista do “anti-tudo e porque sim”.

Deixemos de lado tanto o caráter vago das palavras assim como o pomposo e o auto-referencial.

Não descobrimos a pólvora, em todos os sentidos, não somos super humanxs irrealistas. Somos companheirxs anti-autoritárixs conspirando com base na afinidade e informalidade, chamando com os fatos para a propagação de ataques contra o poder. Enfrentamos a autoridade, os seus servos, quem condena os atos de violência revolucionária e quem, da sua inação, os minimiza sob críticas fetichistas ou militaristas em relação aos materiais utilizados.

Quem acredite que os ataques se podem potenciar mais ainda que ponha mãos à obra! Nós já começámos.

Uma vez mais, as nossas saudações vão para todxs xs companheirxs na prisão. Com especial força para Juan Flores e Nataly Casanova; para Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Freddy Fuentevilla; para Natalia Collado e Javier Pino; para Gabriel Pombo Da Silva, Francico Solar e Mónica Caballero em Espanha; para Alfredo Cospito e Nicola Gai en Italia; para Fernando Bárcenas que se encontra a recuperar de duas greves de fome no México; para Marco Camenish na Suíça; e para xs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo, na Grécia.

Saudações, sempre, para todos os grupos de ação antiautoritária por todo o mundo e a todas as células da Federação Anarquista Informal.

PELA PROLIFERAÇÃO DE GRUPOS DE ATAQUE AUTÓNOMOS E ANTIAUTORITÁRIOS

PELA COORDENAÇÃO INFORMAL ENTRE AFINS

ATAQUE-SOLIDARIEDADE-INTERNACIONALISMO

CONTRA TODA A IDEOLOGIA, SOCIEDADE E PODER.

Célula Anarquista de Ataque Incendiário “Fogo e Consciência”
Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionária Internacional – Chile.

espanhol

Atenas: Ataques incendiários em solidariedade com compas presxs na Grécia e Chile

A Anarquia Combativa / FAI-FRI assume a responsabilidade pelo ataque incendiário à sede do Syriza, no bairro de Kypseli [4/6/2015]. Queimamos a sede destes politiqueiros oportunistas como primeira resposta à recusa da solicitação de saídas educativas da prisão para o nosso compa Nikos Romanos, assim como pelo prolongamento vingativo do cativeiro da esposa do nosso compa da Conspiração de Células de Fogo, Gerasimos Tsakalos. O mundo do Poder está aqui. Nos braços dos imigrantes marcadxs com números, nos conselhos dos economistas, na incessante propaganda dos jornalistas, nos ministérios do governo de “esquerda”, nos tribunais, nas esquadras da polícia, nas mansões dos ricos. A insurreição anarquista não busca a reforma do capitalismo, nem trava a sua ação dependendo de quem seja o administrador político das máquinas de morte e exploração. A aurora dos nossos tempos surgirá sobre as ruínas da sociedade capitalista. Até lá não nos resta outra coisa que não seja a luta anarquista contínua e sem trégua.

FORÇA AOS/ÀS QUE ARMAM AS SUAS NEGAÇÕES!

FORÇA A TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS!

Ps: Durante a greve de fome dxs compas presxs no Chile incendiamos um veículo diplomático na zona de Ano Pefki, procurando aquecer os seus corações com o fogo da solidariedade anarquista. Recuperação rápida compas.

Anarquia Combativa / FAI-FRI

Chile: Ataque incendiário às obras do metro de Santiago

“as pequenas ações contra o sistema não são somente importantes na medida em que possam contribuir para a destruição do sistema, mas também na medida em que contribuam para a formação de indivíduxs livres, preparadxs, conscientes das suas capacidades e limitações, valentes e capazes de lutas pelo que pretendem” (Anti-tecnologia 2009)

Reivindicamos o atentado incendiário às obras de construção da futura linha 6 do metro de Santiago, a 7 de Abril; atacámos este representante do progresso tecnológico-social com um dispositivo incendiário de activação química.

As consequências nefastas da expansão tecno-industrial não serão toleradas sem a necessária resposta, andamos atentxs aos seus armazéns, supermercados, zonas de expansão urbanas, predação da natureza selvagem nas suas mais extensas formas, atacamos, atacaremos nos campos e nas suas cidades, defenderemos com garras e dentes o que se puder para a defende e a nós mesmxs.

Enviamos uma calorosa saudação a Natália e a Javier.
Força aos/à companheirxs Juan, Nataly e Guillermo em greve da fome.

Contra a civilização! pela defesa de tudo aquilo que temos estado a perder!

Grupo Kapibara FAI-FRI

Santiago: Ataque incendiário a empresa de exploração animal

Projecto Fénix 2015: Ataque a empresa de exploração animal. Pela libertação humana, animal e da terra (Chile)

O poder é mantido e reproduzido dia a dia, minuto a minuto, tanto nas relações sociais de todos aqueles que aceitam esta ordem – baseada no exercício da autoridade, dominação e exploração – como em cada uma das instituições, empresas e maquinarias que permitem o seu normal desenvolvimento, sem nunca esquecer a ação voluntária dos dignitários do poder e dos seus cúmplices: empresários, políticos, polícias e os cidadãos defensores do poder e submissão que se esforçam para que se mantenha e funcione a ordem estabelecida.

A luta pela libertação total adquire todo o sentido quando se decide enfrentar a autoridade em todas as suas formas e expressões, pois engloba os diversos cenários ao abrigo dos quais o poder executa o seu domínio. A nossa luta não divide, integra, de forma que lutar pela liberdade total implica também lutar contra o Estado, o capital, o especismo, as hierarquias, a especialização e as múltiplas expressões do autoritarismo.

E, apesar dos esforços do Estado chileno, de modo a eliminar as ideias e práticas de revolta, o ataque direto dos grupos de ação anarquista continua.

Na madrugada de 7 de Abril atacámos os escritórios administrativos da empresa de produção animal Rio Bueno SA, dedicada ao confinamento e matança de animais, nas suas prisões de abate, para posterior comercialização como mercadoria para o consumo humano massivo. O ataque foi realizado com um dispositivo incendiário, munido de um mecanismo retardador que funcionou sem problemas, danificando parte da fachada do edifício.

Os motivos são claros e não faltam. Ao decidirmos lutar pela libertação assumimos a luta de forma plena e completa, sem hierarquizar espécies. Assim, não podemos permanecer passivxs perante a maquinaria especista e assassina que a empresa representa, não podemos permanecer passivxs perante o confinamento, isolamento e morte de centenas de animais.

A nossa luta é anti-especista porque é essencialmente anti-autoritária, é para a nossa libertação, a da terra e a dos animais.

Os símbolos e estruturas de poder estão em toda a parte, é uma questão de audácia e de saltar para a ofensiva, colocando em prática as nossas ideias e valores de libertação, os nossos conhecimentos e o nosso engenho na guerra.

E se bem entendemos a luta como acto multiforme, não hierarquizando os meios e ferramentas que usamos, apelamos para a multiplicação das ações de ataque direto. Fazemos-lo com humildade, mas também com a certeza de que o ataque anarquista autónomo, através de grupos de indivíduos afins, organizadxs de maneira horizontal, é real, possível, e sempre vigente e necessário.

Reivindicamos também esta ação, como parte da proposta organizativa da Federação Anarquista Informal – Frente Revolucionária Internacional (FAI-FRI), visto compartilharmos os objectivo que esta apresenta: ATAQUE ANÁRQUICO AUTÓNOMO, sempre na ofensiva e livre de hierarquias e especializações; INTERNACIONALISMO, pois a praxis anti-autoritária não reconhece barreiras,
Estados nem nações, conectando-se com outras vontades insurretas de todo o mundo; e SOLIDARIEDADE, porque não esquecemos xs nossxs compas encerradxs nas prisões do poder.

Também enquadramos esta ação no Projeto Phoenix, para dar um novo impulso à ação violenta anti-autoritária neste território controlado pelo Estado do Chile, como forma de enfrentar a repressão e demonstrar que o ataque anarquista ainda está vivo e não se renderá.

Hoje em dia, o poder global tenta assegurar o seu domínio, evoluindo no seu modo de operar repressivo para formas cada vez mais totalitárias. Através das suas operações repressivas o poder visa companheirxs anárquicos e revolucionárixs, para colocar tudo sob a difusa e ampla ideia de “terrorismo”.

Do mesmo modo, os solidárixs mais próximos são atacadxs, para castigar o seu apoio axs/ás prisioneirxs e isolar ainda mais a quem se encontre atrás das grades. As últimas operações repressivas em Espanha e a detenção de familiares de companheirxs da Conspiração de Células de Fogo, na Grécia, são exemplo disto, assim como o é a mais recente detenção de Enrique Guzmán – amigo solidário do companheiro Juan Flores – a quem o poder tenta implicar no atentado contra um quartel policial. A crueldade mediática também é outro modo de expressão da repressão do Estado, tal como se viu no caso de Javier Pino e Natalia Collado, acusadxs de incendiar um autocarro de transporte público, os quais precisam agora da nossa solidariedade.

Força e solidariedade com xs companheirxs da Conspiração das Células de Fogo na Grécia e com todxs xs presxs em luta nesse território.

Abraços para Nicola Gai, Alfredo Cospito e todxs xs anarquistas presxs em Itália.

Saudações cúmplices para Mario e Carlos López, companheirxs do México, hoje na clandestinidade.

Solidariedade com Mónica Caballero, Francisco Solar e xs anarquistas detidxs em Espanha.

Saúde para sempre ao prisioneiro Mumia Abu-Jamal, que resiste em luta nos EUA.

Amor e solidariedade em guerra com Nataly Casanova, Juan Flores, Guillermo Durán, Juan Aliste, Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel, Carlos Gutierrez, Hans Niemeyer e Sol Vergara. Que a convocatória de agitação entre 10 e 20 de Abril, seja frutífera em ação multiforme!

HOJE É O DIA DE PASSAR À OFENSIVA
RUPTURA COM O MEDO E A COMODIDADE
A MULTIPLICAR OS ATAQUES CONTRA O PODER

Célula Anarquista de Ataque Incendiário “Fogo e Consciência”.
Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionária Internacional – Chile.

Grécia: Ataque explosivo contra a sede da Microsoft em Atenas

Comunicado de reivindicação – Anarquia Combativa

Um projecto de ação para uma ofensiva internacional anarquista.

”Destruamos a opressão”: Segundo Acto.

A Anarquia Combativa assume a responsabilidade pelo ataque contra a sede central da Microsoft na Grécia. Xs compas que participaram na acção colocaram um engenho explosivo – composto por botijões de gás e pólvora – e saíram em seguida do lugar sem problemas, ridicularizando novamente as medidas de segurança do edifício. A Microsoft é um gigante multinacional do complexo industrial-tecnológico, uma das empresas mais poderosa no seu campo e indissoluvelmente ligada ao sistema político-económico. O ataque à vanguarda da dominação capitalista, à ciência tecnológica e aos seus tentáculos assassinos significa um ataque à mecanização da própria vida. A guerra revolucionária é a base sobre a qual assenta o conflito permanente com o existente, uma tentativa para a libertação total de nossas vidas das cadeias do Estado, do Capital e da sua sociedade, expandindo-se na linha do continuum espaço-tempo enquanto xs oprimidxs se rebelam contra os seus opressores.

A 2 de Março, presos anarquistas e outros presos políticos iniciaram um greve de fome, procurando combater o quadro repressivo do Estado, dos serviços antiterroristas e dos juízes. Simultaneamente, xs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo e a anarquista Angeliki Spyropoulou anunciaram o início de uma greve de fome até à morte, exigindo a libertação imediata dos seus familiares, familiares esses que foram postos sob prisão preventiva, por vingança, graças às maquinações da máfia policial-judicial. Hoje, muitos dos compas estão internados em estado crítico nos hospitais, enquanto o companheiro da CCF, Michalis Nikolopoulos, corre o perigo de sofrer danos irreparáveis, apesar da luta da sua organização ter saído vitoriosa. Agora que os administradores “esquerdistas” do Poder deitaram ao lixo a máscara do humanismo a luta anarquista deve acelerar a sua ofensiva e obrigar o Estado a retroceder.

A luta dxs nossxs compas assim como novos dados sobre o campo social e político, – após a tomada do poder pelo SYRIZA – devem ser avaliados no sentido do avanço revolucionário. As experiências multiformes e o esforço colectivo constituem o enfoque desta avaliação que estabelece as bases para a materialização da nossa conspiração ácrata contra o Poder. Agora é a nossa vez de demonstrar a necessidade estratégica da guerrilha urbana anarquista, sabotando o funcionamento da máquina social, explodindo os muros da apatia e libertando os estados de ânimo insurrecionais.

Tecendo fios entre a teoria, a ação e o objetivo, continuando a dar os nossos passos solitários nos caminhos da liberdade, com a nossa mente cravada em todos xs nossxs compas que estão presxs nas celas da democracia. Nós ainda mal começamos, planeamos sabotages, acossamos o inimigo, experimentamos métodos e práticas, organizamos a nossa ofensiva generalizada contra o mundo do Poder. A nossa ação é a contribuição na proposta dos compas da FAI/FRI da República Checa que queimaram um carro da polícia e lançaram a ideia da criação de um projeto internacional de ação sob o nome ”Destruamos a repressão”, segundo o modelo do Projeto Phoenix. Além disso esta é também a nossa contribuição para as jornadas de solidariedade internacional com xs compas presxs no Chile. Companheirxs este bombazo foi para vocês também!

Força à companheira Angeliki Spyropoulou e ao núcleo de prisão da Conspiração – o qual, graças à sua luta sem trégua, em breve verá novamente livres as suas pessoas queridas. Boa recuperação companheirxs, a vossa determinação é uma inspiração para as mentes subversivas dos nossos tempos. Com o nosso fogo enviamos o nosso carinho para os anarquistas em greve da fome da Rede de Lutadores Presos e ao membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis que finalizou a sua greve de fome antes da publicação do nosso comunicado.

SOLIDARIEDADE COM TODXS XS PRESXS ANARQUISTAS!

SORTE E FORÇA A TODXS XS PERSEGUIDXS PELA LEI!

ARMAMOS-NOS, ORGANIZAMOS-NOS E PASSAMOS À OFENSIVA!

VIVA A ANARQUIA COMBATIVA!

Anarquia Combativa
(FAI / FRI) Federação Anarquista Informal / Frente Revolucionária Internacional

Atenas: Ataque incendiário pelo Comando Jorge Saldivia – FAI/FRI

ESMAGAR OS FASCISTAS (A)

À hora a que os votantes se preparavam para entregar a sua dignidade às urnas, delegando a gestão das suas vidas ao pessoal político do país, uma célula incendiária da Federação Anarquista Informal passou ao ataque, procurando contribuir desta maneira ao desvio antidemocrático.

Colocámos um engenho incendiário na livraria de Adonis Georgiadis [parlamentar do partido da Nova Democracia], no distrito de Kifisia [22/1/2015]. A propriedade e os negócios dos políticos estão no ponto de mira, tal como a sua integridade física. Adonis Georgiadis é conhecido pelas suas opiniões de extrema direita, é um defensor fanático das prisões de tipo C, para além de ser o responsável político da proibição da comunicação telefónica do guerrilheiro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis durante uma actividade política pública e programada sobre o tema da luta armada. Também no caso da vitoriosa [sic] greve de fome do compa anarquista Nikos Romanos tinha expressado publicamente as suas percepções thacheristas, defendendo a rigidez mortífera do Estado, tanto contra esta greve de fome, como contra qualquer outra que seja feita por lutadorxs presxs.

Agudizemos os nossos ataques!
Um abraço caloroso para xs nossxs compas presxs ou procuradxs!
Morte ao Estado!

Federação Anarquista Informal – Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI)
Comando Jorge Saldivia

Ps: O companheiro Jorge Saldivia foi assassinado a 3 de Outubro de 2014 às mãos de um guarda armado, durante a tentativa de expropriação de um camião de valores no Chile. Jorge permaneceu coerente com a luta ilegal contra o regime, durante toda a sua vida. Militou nas fileiras do FPMR durante os tempos da ditadura. Não se vendeu ao conto democrático da paz social e continuou a luta caindo no combate com a arma na mão. Jorge, como outrxs revolucionárixs mortxs, está presente.

inglês | francês | espanhol

Atenas: Ataques incendiários por um Dezembro Negro

lin (1)[8 de Janeiro de 2015]

DO CHILE ATÉ À GRÉCIA

«Más tardes senhores, e ainda que não seja do vosso agrado…xs amotinadxs estão em pé de guerra e ofereçam isso a Jesus!»

Estes dias «sagrados» em que os problemas sociais se enterram sob os sorrisos hipócritas de uma sociedade podre – que se perdoa a si mesma sob o manto do amor e prazer falsos, num ambiente unitário de festejo generalizado, procurando fortalecer os sentimentos de segurança, prosperidade e do falso poder aquisitivo da cidadania, para lá da economia do comércio conseguir empatar as perdas da crise – quando as ruas da metrópole se inundam de consumidores estúpidos e frívolos, enquanto cenas de gente sem lugar a agonizar nas esquinas mais obscuras e xs trabalhadorxs do sector comercial a cuspir com os horários exterminadores das «noites brancas» da patronal (sem esquecerr as suas próprias responsabilidades), decidimos «mandar» nossxs presentes à nossa gente e ao mesmo tempo alguns desejos explosivos aos inimigos, com a promessa de que 2015 será insurreto.

O incêndio de um veículo da ELTA Courier (correios gregos) a 25 de Dezembro, queremos que seja a nossa contribuição mínima para a extensão da violência insurrecional no âmbito do chamada internacional de alguns e algumas compas anónimxs do Chile por um Dezembro Negro, na memória do combatente anarquista insurrecional Sebastián que caíu pelas balas de um guardião do Capital durante a tentativa de expropriação de um banco em Santiago a 11 de Dezembro de 2013. Enviamos a nossa solidariedade e os nossos abraços mais carinhosos de companheirismo aos/às compas presxs Tamara Sol (no Chile), Mónica Caballero e Francisco Solar (Estado espanhol), enquanto seguimos com ânsia o desenvolvimento do caso dxs 7 compas em prisão preventiva no âmbito da operação “Pandora” no Estado espanhol.

Além disso – pouco antes do amanhecer do último dia de 2014 – incendiámos um veículo da empresa privada de segurança e limpeza  DELTA Security Force, na zona de Elliniko, como resposta imediata e reflexiva à transferência de Nikos Maziotis, guerrilheiro da organização Luta Revolucionária, às prisões de máxima segurança (tipo C) de Domokos.

PENSA GLOBALMENTE ∞ ATUA LOCALMENTE
FOGO ÀS PRISÕES

Honra para sempre a Lambros Foundas.
Honra para sempre a Sebastián Oversluij Seguel.

HONRA PARA SEMPRE AOS/ÀS CAÍDXS DA GUERRA REVOLUCIONÁRIA

Federação Anarquista Informal – Frente Revolucionária Internacional
Sínodo Profano Permanente

espanhol

Grécia: «Comunicado de guerra» dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo

Nota de Contra Info:

Nos princípios de Janeiro de 2014 Christodoulos Xiros, membro condenado da organização marxista-leninista 17 Novembro (17N), encontrava-se em fuga após uma permissão de saída da prisão, à qual não regressou. A polícía grega pôs a sua cabeça a prémio por uma enorme quantia além de realizar una série de buscas em várias casas em Atenas e Tessalónica (como no caso do entorno da ex-okupa Nadir).

Após um ano, a 3 de Janeiro de 2015, Christodoulos Xiros foi localizado e recapturado próximo de Anavyssos, na região de Ática, sem resistir à sua detenção. A casa que utilizava foi detalhadamente registrada peos serviços antiterroristas: encontraram armas de fogo, explosivos e objetos vários, entre eles um cartão de identidade falsificado com a foto de uma mulher jovem, cujo nome verdadeiro parece ser Angeliki. Na mesma noite, forças da unidade especial antiterrorista EKAM e agentes da segurança estatal invadiram o módulo A das prisões de homens de Koridallos e pouco depois os anarquistas presos Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros presos da CCF, assim como dois anarquistas presos mais (acusados como supostos membros da CCF), Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis (que assumiu a responsabilidade pelo Comando Mauricio Morales – FAI/FRI), foram separados da população geral da prisão e transferidos à seção especial das prisões de mulheres de Koridallos. Apesar da transferência a moral dos compas continua alta.

Pouco antes das eleições de 25 de Janeiro de 2015, os aparelhos de Estado desencadearam outro círculo de histeria mediática, em busca de indivíduos que possam estar vinculados com Christodoulos Xiros e/ou com xs  membros presxs da CCF. A polícia invadiu também diversas casas noutras cidades gregas enquanto publicava a foto da mulher que aparece no bilhete de identidade falsificado. Simultaneamente diziam ter encontrado notas que indicavam que se estava a planificar um assalto às prisões de Koridallos, com o objetivo de ajudar xs membros presxs da CCF a escapar. Em resposta às reportagens policiais sobre a «prevenção de um ataque terrorista» relacionado com o caso da tentativa de fuga, o núcleo de membros presxs da CCF sacou a público um comunicado enviando a sua forças e solidariedade com as pessoas anónimas  que estão a ser alvo de busca pela sua suposta participação na planificação da fuga.

Segue-se a sua carta mais recente, a partir de Koridallos, traduzida do original em grego em Asirmatista

hCOMUNICADO DE GUERRA

« Disparei-lhe uma bala na boca pelas mentiras que dizia e outra bala na mão pelas sujeiras que escrevia »
–Jacques Mesrine sobre o sequestro de um jornalista francês

A guerra suja e a desvergonha dos jornalistas sobre o caso da intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo não tem limites. Puseram em ponto de mira a companheira Angeliki, chantageando sentimentalmente os seus pais e difundindo asquerosas mentiras pela sua suposta relação como amiga do detido.

Angeliki é amiga da insurreição, da anarquia, da liberdade.

Se houvessem mais pessoas como a Angeliki, a luta e a anarquia seriam a única realidade possível.

CABRÕES, INFORMADORES, JORNALISTAS – VINGAR-NOS-EMOS.

Força e solidariedade por todos os meios com a companheira Angeliki e para todxs xs perseguidxs pelo mesmo caso.

As Células estarão sempre a seu lado…

Conspiração de Células de Fogo

Olga Ekonomidou
Giorgos Polidoros
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Haris Hadjimihelakis
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos
Panagiotis Argirou                                                             

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Atenas, Grécia: Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão!

LaunchingSpyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão em 12 de Janeiro de 2015,  após terem atingido o prazo máximo de 18 meses de prisão preventiva.

Os dois anarquistas foram detidos em 11 de Julho de 2013 em Tessalónica, e, em seguida, enviados para a prisão de Koridallos,  em Atenas, em prisão preventiva e sob acusações de terrorismo.

Tsavdaridis assumiu a responsabilidade pelo envio de um pacote – bomba (como célula FAI-FRI sob o nome de Comando Mauricio Morales) a Dimitris Chorianopoulos, ex-comandante da unidade da polícia anti-terrorista, enquanto Mandylas (participante da Nadir, ex-okupa em Tessalónica) negou todas as acusações contra ele.

Os dois companheiros enfrentam julgamento no tribunal especial da prisão de mulheres de Korydallos, ao lado dxs dez membros presxs da Conspiração das Células de Fogo, desde 4 de Junho de 2014. Andreas Tsavdaridis e Spyros Mandylas são acusados de suposta participação na CCF, tentativa de homicídio do ex-comandante da força anti-terrorista, e tentativa de explosão e posse de explosivos (em conexão com o mesmo pacote postal incendiário, ação reivindicada, na Grécia, como parte do “Projeto Fénix”).

Reino Unido: Ataques incendiários por Rémi Fraisse, em Bristol

car-burnedVingança por Rémi, fogo nas ruas contra a indústria nuclear, a sociedade carcerária e o (a) capital verde

(25 de Novembro em Bristol)

A polícia francesa matou Rémi Fraisse e tenta esmagar uma ocupação combativa do bosque de Sivens que impede a construção de um pântano. Incendiámos um veículo ao serviço da multinacional francesa GDF, a qual:

Tem vindo a trabalhar na construção de um novo reator nuclear não muito longe daqui, em Hinkley Point; está envolvida em projetos nucleares em vários países;

Impõe pântanos tornando irrecuperáveis terras indígenas na Amazónia com o apoio do Exército Brasileiro e presta serviços de gestão de instalações da polícia, nessa região;

Mantém instalações nas ilhas Shetland, em nome de um dos maiores terminais de petróleo e gás na Europa; administra diversas prisões francesas;

De uma maneira geral, projecta tecnologias para os mesmos bancos e entidades comerciais de forma a disfarçar o capitalismo industrial sob a capa de desenvolvimento sustentável.

A acção foi realizada na zona de Long Ashton, onde deitámos fogo a vários outros veículos, um ousado carro tipo 4 × 4, dois carros desportivos de luxo e um veículo da OCS – considerada uma das principais empresas de segurança privada no Reino Unido, oferecendo serviços de pessoal de guarda, patrulhas, instalações de câmaras de vigilância e monitorização, etc.

Em França, a ocupação da ZAD (zona a defender) que se opõe a uma planeada catástrofe ecológica – a qual pretende destruir habitats importantes para se irrigarem plantações de milho transgénico – ainda não foi subjugada. A anarquia interpõe-se no caminho dos industrialistas. Outra destruição é possível.

Alargam-se as divisões entre as classes, as devastações ambientais chegam umas atrás das outras, corrói-se o significado das nossas vidas, e pensavam eles que todos correríamos atrás da sua fantástica terra de conveniências e faríamos a vista grossa para obter benefícios sociais? Os níveis de miséria, de vigilância e de contenção estão a aumentar, as linhas foram traçadas e sabemos onde tomar posição. Ainda há alguém que acredite que a polícia tenha esta cidade completamente sob controlo?

Eles podem aprisionar Reiss Goyan Wilson (pelo incêndio a uma esquadra de polícia, em Nottingham, durante os distúrbios de 2011) mas não podem matar as nossas memórias. Enquanto o Estado reprime as irritantes manifestações de estudantes, xs anti-autoritárixs e xs marginalizadxs  – aos quais massacra sem piedade em Londres, Paris ou Ferguson – trazem de volta o fogo de Agosto.

No próximo ano, Bristol ostentará o prémio da Capital Verde Europeia, como se alguém acreditasse existir a mínima intenção de fazer frente à matança causada pela ideologia capitalista de crescimento económico. É claro que o discurso duplo ambientalista (a guerra é paz, cidades são verdes, etc.) mascara a satisfação dos patrões, visto o prémio atrair ainda mais investimentos à crescente economia verde e seus seguidores. Entretanto a crise da biodiversidade continua a avançar de forma incontrolável. Trata-se de uma piada (muito lucrativa) tal como em Nantes – nomeada Capital Verde Europeia para 2013 – onde um outro projecto de resistência está a levar a cabo uma forte luta contra o enorme desenvolvimento “verde” de um novo aeroporto e tudo o que isso implica.

Da mesma forma, iremos atacar esta farsa da lavagem verde – aos interesses capitalistas que estão por trás – não nos sítios das suas cerimónias auto-complacentes mas sim nos locais onde realizam os seus negócios diários, e também nas ruas daqui, onde se reproduzem os valores e as normas desta civilização. Não é por acaso que ateámos fogo durante a noite, porque atirarmos-nos  de cabeça, confiando nos especialistas, nunca foi suficiente para combatermos a condição miserável que temos num império vacilante e biocida.

Contra a sociedade de classes e o desenvolvimento industrial, inclusivé e em especial, contra o da lavagem verde. Vitória para a ZAD de Testet e a ZAD de Notre-Dames-des-Landes. Vitória para a greve de fome rotativa nas prisões gregas (em apoio a Nikos Romanos, nosso confederal da Federação Anarquista Informal) e para todxs xs presxs em guerra com a prisão.

F.A.I. Tochas na noite – Frente de Libertação da Terra

espanhol

Londres: Solidariedade incendiária com os grevistas de fome na Grécia

(A)Anarquistas em ação incendiamos hoje, 3 de Dezembro de 2014, um veículo de segurança em Londres, em solidariedade com xs nossxs irmãos Nikos Romanos, Yannis Michailidis, Andreas-Dimitris Bourzoukos e Dimitris Politis, em greve de fome, em Atenas.

“Naquela noite, com o olhar cravado no horizonte, vimos muitas estrelas a cair, traçando os seus caóticos caminhos. E nós contávamos e voltávamos a contar, pedíamos desejos, calculávamos as possibilidades. Sabíamos que a nossa determinação por uma vida livre tinha de passar por cima de tudo o que nos oprime, nos mata, nos destrói, por isso nos atirámos ao vazio, tal como as estrelas que víamos cair. Desde então, infinitas estrelas caíram já, talvez tenha chegado a hora da nossa também cair, quem sabe. Se tivéssemos prontas as respostas não seriamos o que somos mas uns cabrões interesseiros que ensinam às pessoas formas de serem roedores e que se comem entre si, como já fazem. Pelo menos continuamos a ser acutilantes e teimosos, como todxs xs outrxs da mesma massa que nós. E aquelxs de nós que cerraram os olhos com dor e foram para longe, permanecem com o olhar pregado aquele céu noturmo que nós olhávamos também. E vêm-nos a cair, estrelas belas e brilhantes. Agora chegou a nossa vez, agora caíremos sem vacilar.”

Saudamos xs nossxs companheirxs da F.A.I  Tochas na noite – Frente de Libertação da Terra

SOLIDARIEDADE SIGNIFICA ATAQUE!

FAI – Fogos no horizonte – Nikos Romanos

Costa Rica: Ataque incendiário a um talho em Cartago

carniceria-incendiada

Há já alguns meses, diversas células deram início a uma série de pequenos actos de sabotagem na Costa Rica: realmente não esperávamos que as nossas ações tivessem tal impacto, é a primeira ação do género, desde há muitos muitos anos, neste país asqueroso…

Por este motivo, sentimos a necessidade de reivindicar a responsabilidade por essa ação, pensando que isso faria com que muitas mais pessoas ganhassem forças e sacudissem o medo que nos atormenta no dia a dia, esse medo que não nos deixa avançar mais…..

O controle tecnológico é cada vez maior, por isso decidimos tomar o controlo das nossas vidas por alguns momentos e realizar esta ação – ação essa que não é um fim em si antes o meio pelo qual vingamos a nossa escravização – mais propriamente na quinta-feira, 19 de Junho, atacámos um talho em Cartago, com um dispositivo incendiário, tendo o fogo superado as nossas expectativas e, segundo relata a media corporativa, causando perdas de mais de 40 000 dólares. A indústria da carne é o reflexo claro desta sociedade, desta domesticação, sem o mínimo respeito à natureza, do dinheiro como o deus sagrado, por trás de cada movimento; isto não se trata apenas de uma reivindicação, é uma chamada à guerra às restantes células, aos e às irmãos e irmãs de fogo, elxs sabem a quem invocamos e para quem vai esta mensagem…

Está na hora de fazer arder este país, este mundo artificial, isto é o início do fogo negro que consumirá os seus negócios e a indústria da asquerosa sociedade tecno-industrial, é hora de pôr em pé uma crítica direta e fria longe de fantasias, de pegar nisto e apresentar ataques; é claro que com esta ação não desestabilizamos o sistema mas um talho queimado é um talho a menos…

Com xs compxs encarceradxs ou caídxs em batalha na memória, rifle e ataques…

Sem mais delongas, esta foi uma curta mensagem dxs Selvagens da Terra – Frente de Libertação da Terra /Frente de Libertação Animal/ Federação Anarquista Informal/ Frente Revolucionária Internacional

inglês (traduzido pelos companheiros da CCF – FAI/FRI, aprisionados na Grécia)

Istambul, Turquia: FAI/FRI Milícia Putas Furiosas ataca em Bağcılar

A mais profunda escuridão da noite também se torna cúmplice de algumas putas furiosas que querem destruir esta merda antes do amanhecer, embora aquela seja pensada para esconder todas as infâmias deste sistema. Mesmo que as luzes da rua, as luzes da loja, as câmaras de vigilância e a MOBESEs de certeza – os olhos e os ouvidos do Estado – nos traiam, dando a sensação de estarmos sob a vigilância de um violador, isso não irá impedir-nos de nos colarmos às sombras da noite e transformar em ação a raiva que temos contra este sistema podre.

Aqui, em Istambul/Bağcılar, agora numa das suas noites, vamos atacar uma besta amarela, que tem apenas a tarefa de escavar betão, desenterrando a terra, tendo um papel activo no corte pronunciado das florestas e na urbanização dos últimos lugares remanescentes sem betão, cortando o fluxo sanguíneo, impedindo a ligação entre os seus órgãos.

Esta ação foi levada a cabo como contributo para xs “prisioneirxs anarquistas da Semana Global de Solidariedade (23-30 Agosto)”. Em primeiro lugar, dedicamos esta ação à companheira anarquista Tamara Sol Farías Vergara, que está agora na prisão sob acusação de atirar sobre um guarda de um banco ferindo-o; em seguida a Nikos Maziotis que está agora na prisão depois de ter sido preso num conflito armado, alegando a tradição de não se render, e à sua parceira Pola Roupa que se encontra em fuga, neste momento. Também dedicamos esta ação a todxs xs presxs anarquistas e anti-autoritárixs que à volta do mundo estão a lutar contra as instituições de dominação.

“Ficámos acordadxs a noite passada, ao alvorecer algo de errado estava a acontecer em algum lugar.”

FAI/FRI Milícia Putas Furiosas

Atenas: Ataque com granada à sede do canal de televisão SKAI

Bastardos – Delatores – Jornalistas

“Os meios de comunicação de massas são para a democracia o mesmo que os tanques para a ditadura

Os “Núcleos de Nihilistas” assumem a responsabilidade pelo ataque com granada à sede central do canal de bufos SKAI, no sábado, 12 de Julho de 2014, de madrugada.

Na era do império dos mass merda escrevem-se muitas coisas para se só se dizer umas quantas e se esconder a maioria. Os jornalistas apresentam-se como os únicos proprietários da verdade. O que não aparece nas câmaras de televisão, simplemente não existe. Suprime-se… silencia-se… oculta-se…

Tal como se passou com a maior greve de fome (4500 presos) já realizada nas prisões gregas, contra o projecto de lei pela construção de prisões de máxima segurança. A notícia desta greve de fome sem precedentes foi escondida entre as publicidades de telemóveis, detergentes, máquinas eléctricas e os ritmos festivos da Copa do mundo, para que acabasse fragmentada, desfeita, e por fim completamente silenciada.

A luta dxs presxs para que não sejam enterradxs e esquecidxs como mortos-vivos dentro de toneladas de cimento e barras parece que não se encaixa na narração televisiva da vida. Lá, onde a mentira constrói os seus bastiões ideológicos, só o medo e o entontecimento da sociedade do espectáculo têm cabimento. As imagens de pessoas que procuram comida entre o lixo são alternadas com espectaculares desfiles de moda e galas de caridade, enquanto que a notícia do suicídio de milhares de neo-desesperados ex-pequeno-burgueses é esquecida sob a ressonância das fofocas do lifestyle, num infindável negócio televisivo de afasia social… E a vida continua fora da tela, a preto e branco. Uma maneira de pensar massiva e sentimentos com instruções de uso… esta é a fábrica social dos meios de comunicação de massas.

A SKAI com a sua equipa jornalística de lacaios e bufos está a exercer a propaganda do conservadorismo e do medo. Solteironas astutas (I. Mandrou), conselheiros submissos (A. Protosalte), agentes de serviços de informação (Papahelas), lambebotas asquerosos (G. Aftias), cobardes pretenciosos recém-chegados (T. Chatzis), banqueiros histéricos (M. Papadimitriou), todos sob a guia do contrabandista Alafouzos (proprietário do canal) elogiam e santificam as ordens do Poder, enviando à Inquisição qualquer um que se atreva a desafiá-lo.

Poderíamos gastar milhares de palavras para os tele-fiscais pagos. Mas nenhuma ovelha se salvou balindo. No combate contra o existente não vence quem fala “melhor”, mas sim quem transforma as suas palavras em práxis. Por isso não nos agradam os discursos decorados, as análises complexas, a retórica social e a aparentemente séria terminologia política para “justificar” as nossas ações ou para serem agradáveis às massas.

Estamos com a minoria daquelxs a quem não lhes importa as condições objetivas e as etapas intermédias da “revolução social”, e levamos a experiência direta da insurreição anarquista ao aqui e agora…

Do fio da navalha, onde buscamos a verdadeira experiência do ataque, enviamos as nossas saudações e expressamos a nossa cumplicidade com os compas do núcleo de prisão da Conspiração das Células de Fogo, com Andreas Tsavdaridis e Spyros Mandylas que se encontram no módulo A da prisão de Koridallos, com a compa Olga Economidou da CCF, e com todxs aquelxs amigxs dentro das prisões que não se ajoelham perante a tirania do Poder e do desgaste do tempo. Solidariedade e força ao sector na clandestinidade da Conspiração de Células de Fogo, axs compas na Alemanha, Itália, Indonésia, Inglaterra, que reforçam o “Projeto Fénix”, à rede internacional da FAI/FRI e ao guerrilheiro urbano Christodoulos Xiros, que está a ser procurado com uma recompensa pela sua cabeça.

Pensa revolucionariamente, actua ofensivamente.

Núcleos de Nihilistas

Ps (1) A presença de alguns transeuntes que por azar passavam no local e o perigo de se ferirem obrigou-nos a não ampliar o ataque como o tínhamos organizado e limitarmo-nos a atirar a granada… Por certo, na próxima vez não nos limitaremos a um mero simbolismo de amedrontamento…

Ps (2) Cada detenção provisória de guerrilheirxs urbanxs, como a de Nikos Maziotis, é uma razão mais para a agudização dos ataques. Força e cumplicidade com xs compas que assumem a responsabilidade política da luta armada.

Santiago, Chile: Reivindicação e esclarecimento dos últimos ataques incendiários/explosivos

21 de Julho de 2014

Célula Revolucionária Felice Orsini
FAI/FRI

É importante sublinhar que a intensificação da ação autónoma e violenta das minorias guerrilheiras é impelida pelo objetivo de expandir as situações conscientemente insurrecionais e não para isolar gradualmente xs anarquistas guerrilheirxs urbanxs, em nome de uma pureza revolucionária ou de um exercício de auto-afirmação
-Conspiração Células de Fogo

A imprensa, o Governo de turno, os procuradores, os polícias e as personagens mediáticas que renascem do silêncio em busca das câmaras a que juntam declarações ameaçadoras. Todos elxs apontam dardos equívocos, assegurando que um dispositivo incendiário/explosivo caseiro foi instalado insanamente, entre dois jardins de infância ou à porta da casa de um membro da CEPAL numa ruela qualquer.

Assumimos a completa responsabilidade política do dispositivo instalado nas portas da Igreja de Santa Ana, assim como assumimos a fabricação do dispositivo encontrado na Rua Almirante Hurtado, mas absolutamente negamos que ele tenha sido instalado de forma premeditada e planeada nesse lugar. O dispositivo foi colocado a mais de cinco quarteirões, às portas de outro símbolo do princípio da autoridade; lamentavelmente, por problemas no sistema de relojoaria, não foi ativado e desconhecemos que estúpido curioso mudou o saco com o dispositivo para o local onde foi desativado.

Por convicção, somos fiéis aos nossos valores. Valores que reconhecem o inimigo armado, preparado e pronto para atacar; esse inimigo apresenta-se-nos no caminho não por azar nem do nada, apresenta-se-nos para proteger esta ordem, os ricos, os exploradores, os seus símbolos, instituições e espectáculos.

É um inimigo que escolhemos atacar, despistar e deixar impávido, sob a determinação de seguir um combate que historicamente nos situa cara a cara, quando a radicalização das nossas ações atinge o seu orgulho e escapa das suas mãos. Os nossos valores nunca pretenderam atacar civis, nem ferir, nem causar dano a cidadãos. Os nossos valores não são o terrorismo. Quem arvora o terrorismo são o Estado e o Capital, através dos seus braços armados.

Como Célula Revolucionária, é para nós bastante claro quem é o inimigo, quem o molda e projeta nas suas avançadas. O inimigo entende os gestos de Guerra. Avança, projeta-se e visualiza-se sobre as nossas cabeças. Perante as ameaças do Inimigo, as nossas respostas não se podem fazer esperar.

Ministros e Procuradores vociferam aos quatro ventos a necessidade de reforçar a segurança, as patrulhas e a colaboração entre os Carabineiros, a Polícia de Investigação e a Agência Nacional de Informação… O Estado Policial está agora a olear os seus fusis táticos, a preparar invasões, processos e monitoramentos… os Carcereiros já estão a preparar celas onde encerrar aquelxs que são insubmissxs.

Como combatentes insurretxs, e com um sincero compromisso à memória anárquica, devemos estar à altura das circunstâncias sem arredar pé na luta contra o Poder. Dando o enfoque às nossas abordagens e apontando de maneira beligerante as nossas armas, deixando claro que a inimizade é a morte.

Os motivos da ação ficaram claros no mesmo momento. A ação é o nosso gesto solidário com xs companheirxs Francisco Solar e Mónica Caballero, sequestradxs pelo Estado Espanhol. Por sua vez, sentimos a urgência de enviar a nossa força ao companheiro Nikos Maziotis, que foi capturado pela polícía grega, após dois anos de clandestinidade junto à combatente e companheira Pola Roupa. Sabemos que o companheiro dentro da prisão manterá uma irredutível posição de luta e combate – Fora ou dentro das prisões a luta para nós é uma questão de honra e dignidade, que irá continuar.

Nada nem ninguém deterá o avanço da guerra social.

O violento e vertiginoso avanço da Guerra Social não amainará perante nenhuma ameaça nem exercício repressivo do Estado-Capital. Os nossos actos constroiem o insurreto caminhoo até à Libertação Total.

Até à destrução do último bastião da sociedade carcerária!

em espanhol