Arquivo de etiquetas: Marco Camenisch

Suíça: Tribunal Federal recusa a liberdade ao companheiro Marco Camenisch

su-marco-1018x1024
Uma vida rebelde – Marco Camenisch

Após mais um ano de reflexões, o Tribunal Federal de Lausanne recusou-se a dar liberdade condicional a Marco baseando-se, tal como os responsáveis anteriores, num princípio político segundo o qual ser-lhe-ia negada a libertação condicional caso não se dissociasse da sua posição política. O Supremo Tribunal da Suíça sublinhou também ter sido devido à sua posição política que não o libertaram.

Vamos passar uma vista rápida pelo historial dos requerimentos apresentados com vista à obtenção da sua liberdade condicional:

Marco poderia ter sido libertado condicionalmente desde Maio de 2012, data em que cumpriu dois terços da sua pena. Um primeiro pedido, apresentado ao Gabinete para a administração penitenciária em Zurique, veio rejeitado a 13 de Abril de 2012. Contra essa decisão foi oposto recurso, rejeitado acima de tudo pela “Sede para a justiça no interior do cantão de Zurique”, antes do “Tribunal para a administração cantonal” aprovar o recurso e reenviar o caso para o Gabinete para a administração penitenciária de Feldstrasse, em Zurique. Chega-se novamente a uma audição de Marco mas, em Fevereiro de 2013, é-lhe impedida a saída da prisão sob liberdade condicional. A motivação aduzida continua ancorada na denúncia da sua “violência crónica e concepção do mundo que promove a delinquência”, o significado da qual é bem perceptível e põe o acento tónico no motivo que originou a recusa da liberdade a Marco. Teria sido melhor (também mais curto) que os funcionários tivessem sido capazes de escrever apenas que Marco permanece anarquista revolucionário.

Na formulação dada pelo Tribunal Federal sobre a libertação declaradas, embora com outras palavras o conteúdo é o mesmo. A razão pela qual Marco não deve ser libertado é a ausência de uma renúncia credível a respeito da violência anterior e de uma distância clara em relação ao uso da violência como forma de confronto político”. Agora – dada a realidade global caracterizada pela grave crise e pela tendência para a guerra – é uma ingenuidade fazê-lo, como se a violência não fosse um meio político ou motivada politicamente. Excluindo que no tribunal só existam juízes ingénuos, subsiste apenas a razão política. Marco não deve sair, porque mantém uma posição íntegra, contra a violência do Poder. Obviamente que isto não agrada à justiça de classe, querem claramente vê-lo atrás das grades.

Num ponto, no entanto, surge uma contradição entre o “Gabinete responsável pelas prisões” de Zurique e a “Autoridade de Controlo da justiça burguesa” de Lausanne, sobre os benefícios da punição que, de acordo com o tribunal federal, são para ser garantidos imediatamente. Sendo assim, o tribunal federal escreveu que a libertação é estimada no máximo para Maio de 2018. Isto significaria dar a pena completa a Marco, uma alusão não particularmente estranha sobre o que o tribunal pensa de uma saída prematura em condicional. Dado que agora o “objectivo da prisão” na Suíça é que cada prisioneirx no fim da sua pena deva ser capaz de viver sem punições e isto inclui uma aproximação gradual à vida fora da prisão, o tribunal escreveu que “agora têm de ser verificados seriamente os passos na direcção de suavizar as condições de detenção”. O gabinete responsável pela administração prisional tem até agora impedido a realização de todos os passos nesta direcção, mostrando o que esta decisão significa para as condições de detenção impostas a Marco.

Marco libero!
Rote Hilfe Schweiz
11.12.2014

Para correspondência com o companheiro:
Marco Camenisch
PF 38
6313 Menzingen, Suíça

fonte: rotehilfech  via 325nostate

Bristol, Reino Unido: Ataque incendiário à fábrica da multinacional BAE Systems

No contexto da cimeira da NATO em Newport uma célula da Federazione Anarchica Informale (FAI) atacou a fábrica BAE Systems em Filton, Bristol:

Preparámos o nosso ataque contra a fábrica de armamento da BAE Systems na área de Filton em Bristol, pegando fogo ao depósito de combustível, fora do Centro de Tecnologia Avançada (Instalações de Impacto – Secção de Instalações de Impacto Electromagnético de Grande Potência) a 29 de Agosto. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter levado a isto a cabo no contexto da conferência da Nato em Newport daqui a cinco dias. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter realizado este ataque no contexto da Cimeira da NATO, a realizar-se em Newport, nos próximos 5 dias. O Reino Unido está cheio de estruturas do complexo militar-industrial durante todo o ano e todxs podem tirar daí as suas conclusões.

A BAE Systems é possivelmente a maior das denominadas multinacionais de defesa e ainda o maior empregador industrial no Reino Unido. Alguns dos seus maiores projectos, apenas com as Forças Armadas Britânicas, são os jactos Eurofighter da NATO e os submarinos nucleares.

Desde artilharia e aviões teleguiados aéreos [drones] com sistemas de comunicação especializados, até aos caças-bombardeiros F16 da Força Aérea Israelita e os grilhões usados nos prisioneiros da Baía de Guantánamo, é possível encontrar a BAE Systems por trás da conquista imperialista e da morte ou da miseribilização de milhões em todo o mundo. A empresa tem agora sucursais de informação e investigação criminal, que lidam com matérias como ameaças cibernéticas no sector bancário, sendo contratada pela União Europeia para criar o Sistema de Gerenciamento de Crime Estratégico e Imigração: essencialmente uma base de dados de policiamento internacional. Estão a postos para lucrar gerindo a transição da analítica, desde a análise de locais físicos até a análise de indivíduos e como estes interactuam para vantagem dos que fazem cumprir a lei e das agências de inteligência.

A fábrica que atingimos produz hardware, incluindo o das fragatas navais e veículos de combate, e ali centenas de funcionários do Centro de Tecnologia Avançada desenham armamento de ponta para os mercados globais. Apenas algumas das suas especialidades são:

– Detecção de comportamento anormal & analítica de vídeo
Tecnologia de bio-inspiração
– Micro & nanotecnologia e materiais inteligentes
– Tecnologia para operações secretas & seguras

A BAE Systems está na vanguarda da robótica militar bem como das últimas inovações, como dispositivos de disfarce para tanques e equipamento de protecção pessoal feito a partir de líquido, para tornar a moderna máquina assassina de carne e sangue ainda mais ágil e mortífera. Olhem para os seus veículos blindados terrestres que são autónomos de supervisão humana (como aqueles que patrulham a zona fronteiriça de Israel-Gaza ou Israel-Líbano) ou as minúsculas máquinas de superfície ou submarinas modeladas a partir de insectos para reconhecimento audiovisual para ver um sinal do futuro que eles nos estão a preparar.
A empresa faz referência explícita à época da guerra assimétrica e a passagem do uso dos seus produtos no campo de batalha para o uso dentro da sociedade em grande escala: um fenómeno comum no sector. Um caso que ilustra isto é o do equipamento de visão nocturna de alta potência da BAE Systems, que começa a entrar no mercado das câmaras de vigilância civis para avançar com o projecto de tornar os centros urbanos em prisões abertas e em todo o lado onde for preciso proteger o sistema e os seus bens.

Será preciso escrever mais para demonstrar como o desenvolvimento tecnológico debaixo da civilizada estrutura do Poder nos está a levar para uma paisagem desolada e automatizada de quase total domínio e potencial aniquilação? A hora é tardia e o admirável mundo novo com a procura amplificada pela submissão será o preço pela nossa indiferença.

Atacamos-lhes ali onde pensavam que era terreno seguro, assim foi como decidimos pagar a BAE Systems com a mesma moeda pelo negócio que escolheu. Através do ataque estamos com aquelxs encarceradxs pelos seus próprios caminhos em direcção à anarquia:

Gianluca Iacovacci e Adriano Antonacci
Marco Camenisch
Nicola Gai e Alfredo Cospito

Os actos destrutivos irão multiplicar-se, por cada ano que passem lá dentro. Honra também aos e às lutadorxs dos dias passados que andaram armadxs contra o domínio no seu tempo.

FAI “Sacco & Vanzetti” Círculo de Propaganda pela Vida & pelo Facto

Suíça: Faixa da ação em solidariedade com presos em luta

SOLIDARIDADE COM A LUTA DOS PRESOS NA GRÉCIA – SOLIDARIEDADE COM NIKOS MAZIOTIS – EM SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS EM GREVE DA FOME NA ALEMANHA E SUÍÇA

20 de Julho de 2014 – Solidariedade de Zurique com a luta dos presos na Grécia contra o novo projeto de isolamento das prisões, com Nikos Maziotis que foi recentemente recapturado em Atenas, e a impressionante greve da fome na Suíça (Marco Camenisch) e Alemanha (Olli Rast, Andreas Krebs, Thomas Meyer-Falk, Sadi Özpolat, Ahmet Düzgün Yüksel). Também R. que está preso numa instituição psiquiátrica forense na Alemanha, participou na greve da fome solidária de 18 a 20 de Julho de 2014.

Informação acerca da greve da fome de presos de 18 a 20 de Julho na Alemanha e Suíça

solidaridad
A solidariedade prolongará as nossas vidas

9 de Julho de 2014
– Actualização da greve da fome de presos na Alemanha e Suíça, em solidariedade com xs presxs da Grécia após este anúncio 

Ainda que o parlamento grego tenha aprovado o projecto de lei sobre prisões de segurança máxima no dia 8 de Julho, a resistência contra o novo sistema prisional, e, em especial, as prisões de tipo C, não terminou…

Estas prisões têm semelhanças com as prisões de tipo F na Turquia ou com as prisões de segurança máxima na Alemanha. Após a greve de fome em massa nas prisões gregas, uma declaração de greve de fome de solidariedade internacional foi enviada em torno de diferentes prisões na Alemanha, mas a comunicação entre/com os presos demora muito tempo.

Nas prisões alemãs, os participantes da greve de fome de solidariedade são até agora Oliver Rast, na prisão de Tegel em Berlim, Ahmet Düzgün Yüksel (extraditado da Grécia para a Alemanha, em Maio de 2014), bem como Andreas Krebs.

Andreas, com 40 e poucos anos, está na prisão há mais de 16 anos. É um prisioneiro rebelde, tendo participado de várias greves de fome e também tentou fugir duas vezes. Graças à sua iniciativa, mais de 20 presos da prisão Aschaffenburg, na Baviera, declararam a sua solidariedade com a próxima greve. Ele também escreveu aos presos de duas outras prisões.

O companheiro Thomas Meyer-Falk, preso desde 1996 e agora na prisão de segurança em Freiburg, escreveu uma mensagem de solidariedade para a greve de fome, anunciada entre os dias 18 e 20 de Julho de 2014.

O anarquista Marco Camenisch (na cadeia há mais de 20 anos) vai participar na greve de fome, também. Está actualmente detido em Bostadel, Suíça.

Suiça: Atualização sobre o prisioneiro anarquista Marco Camenisch

Desde 15 ou 16 de Maio, Marco Camenisch tem sido mantido em isolamento, durante cinco dias, na prisão de Lenzburg, Suíça,  por se ter recusado a fornecer uma amostra de urina.

Em 23 de Maio de 2014, será transferido para a instituição penal Bostadel. Se a sua transferência foi ordenada por mais uma vez se ter recusado a fornecer uma amostra de urina, ou se foi planeada de antemão, (ainda) não é claro para nós.

O encarceramento de Marco está previsto terminar em 8 de Maio do ano de 2018. A libertação antecipada da prisão (“liberdade condicional”) tem sido rejeitada por causa da sua “propensão para a violência crónica” e “ideologia de promoção da delinqüência”, entre outras coisas. 

Marco Camenisch

Strafanstalt Bostadel
Postfach 38CH-6313 Menzingen, Schweiz/Suíça

Tel. +41 41 757 1919, Fax +41 41 757 1900

MARCO LIBERO!

Marco Camenisch, livre e prisioneiro

Contribuição solidária dxs compas Elisa Di Bernardo e Stefano Fosco para o evento em apoio axs anarquistas presxs de pena longa, realizado por Contra Info em Madrid a 11 de Janeiro de 2014.

Escrever ou dizer algo sobre Marco Camenisch não é fácil… não é difícil… poderia ser algo estranho para quem o conhece há anos… para quem conhece suas ideias, palavras, ações… a sua essência, a determinação e o amor por uma vida de luta que o move. Isso: uma vida de luta, a única que vale a pena viver, esse é o Marco!

Poder-se-ia começar a desenvolver a sua biografia a partir da sua vida de pastor? Da sua repulsa atávica pela energia nuclear e tudo o que é contaminação e ecocídio? Das condenações que, desde 1980, lhe aplicaram? Da sua fuga e dos dez anos como fugitivo? Da prisão intermitente que, desde 1991, está cumprindo sem se curvar nem por um instante? Da dignidade que o caracteriza como indivíduo livre e em inevitável conflito permanente com toda a forma de poder? Mas, no final, como se distingue tudo isto? Como se separa uma vida de luta contra qualquer dano, qualquer monstro destruidor da natureza inteira, qualquer abuso e o ato libertador de uma vida de amor livre e rebeldia – inerente a qualquer indivíduo digno, a qualquer imposição que recusa lucidamente esta cultura dominante feita com obediência e alienação assimilante?

Marco ama, odeia, sabota o existente com qualquer ato seu de resistência diária através de traduções, escritos, declarações, greves de fome em solidariedade com todos xs rebeldes presxs…

Marco é livre e prisioneiro. Prisioneiro desta prisão gigantesca a céu aberto que a todxs nos rodeia. Prisioneiro como todxs xs anarquistas que repudiam a escravidão pela liberdade possível. Ainda assim, livre da prisão suíça que o encarcera fisicamente e quer psiquiatrizar a sua recusa a renegar-se a si mesmo, que patologiza e medica qualquer atitude rebelde e iconoclasta sua.

Segundo a própria lei que o mantem atrás das barras, Marco já teria que estar a desfrutar da chamada liberdade condicional, mas isso não ocorreu; não podia ocorrer pela sua total e declarada atitude refratária contra qualquer distanciamento da luta pela libertação total. Não tem ocorrido porque Marco está entre nós através de qualquer ação que nos aproxima dessa mesma libertação total.

Considerando o tratamento que a Suíça (lugar onde, entre outros, a politização do “delito” não se deve ter em consideração) reserva aquelxs não se curvam à vontade de qualquer carrasco a soldo, de toga ou camisa branca que seja, é muito provável que depois do fim da sentença (2018), lhe seja imposta a chamada “cadeia perpétua branca”, ou seja, uma vigilância especial por toda a vida, imposta para proteger  todos os bons cidadãos da sua alta “periculosidade social”.

A solidariedade que é necessário e urgente expressar ao nosso amado Marco, pura e simplesmente só pode ir para lá das palavras!

Marco, estás sempre conosco!

Prisões suíças: Marco Camenisch em greve da fome desde 30/12

Com um abraço forte e pleno de energia para ele, aqui deixamos o seu comunicado.

Desde o dia 30.12.2013 até a 24.1.2014, no mínimo, conduzo uma greve da fome na prisão de Lenzburg:

Como contribuição à luta geral contra a repressão;

Como luta unida com todas as tendências revolucionárias, para além das suas posições;

No caso específico, contra o assédio e provocações da direção da justiça nazi do campo de trabalho forçado de Lenzburg, com “isolamento” desde o dia 30.12.13 até ao dia 4.1.14, no mínimo, e roubando-me por metade do ano o computador, por ter-me negado a fazer o exame da urina;

Como contribuição na luta contra a guerra de classes conduzida de cima (Fórum Econômico Mundial em Davos de 21 a 24 de janeiro de 2014) e para as lutas de libertação total.

Mais em breve.

Marco Camenisch, Lager Lenzburg, Suíça, 1.1.2014

Atualização

O compa Marco Camenisch encontra-se em greve da fome desde 30 de Dezembro de 2013, dia em que foi metido no “bunker” da prisão de Lenzburg. Estão impedidas todas as visitas durante o período de reclusão no “bunker”.

Em 6 de Janeiro de 2014, Marco informou que saíu da cela disciplinar, anunciando que prolonga a sua greve de fome e também a realização de greve de trabalho (todos os detidos nas prisões suíças são submetidos a trabalho forçado), pelo menos até ao dia 26 de Janeiro.

O compa pode receber e escrever cartas, a direção é a seguinte:

Marco Camenisch
PF 75, 5600 Lenzburg (Suíça)

fontes  switzerland.indymedia i, ii, radioazione i, ii

Madrid: Evento solidário com anarquistas presxs a cumprir penas de prisão de longa duração

11-de-enero-724x1024No sábado, 11 de Janeiro, realizar-se-á no CSOA La Gatonera – situado na rua Amistad, nº9, no bairro de Carabanchel, Madrid – um evento solidário com xs anarquistas presxs condenadxs a penas de longa duração em todo o mundo.

Encontramo-nos às 18:30 horas, para a conversa contra informativa, com o objetivo de dar a conhecer alguns dos casos dxs irmxs que enfrentam, desde há muitos anos, o encerramento nas masmorras democráticas de diferentes Estados. Concretamente, apresentam-se os casos de Claudio Lavazza, Gabriel Pombo Da Silva (presos no Estado espanhol), Marco Camenisch (preso na Suíça), Thomas Meyer-Falk (preso na Alemanha), Marie Mason e Eric McDavid (presxs nos Estados Unidos, e José Miguel Sánchez Jiménez (preso no Chile). Seguirar-se-á um debate livre sobre o fortalecimento e a ampliação dos laços solidários, mediante estruturas de contra informação e apoio de fato axs presxs da guerra social.

Em seguida, bar solidário e petiscos vegetarianos para matar a fome.

Queremos fazer deste encontro uma oportunidade para romper o silêncio com o qual pretendem sepultar xs presxs anarquistas, difundir as suas palavras e propagar a luta, com todos os meios possíveis, contra a sociedade carcerária e os que a sustentam.

Evidentemente que se trata de um evento auto-organizado, para o qual contamos com o vosso apoio, tanto a nivel de presença física e participação ativa, como também mediante a contribuição livre para o suporte solidário com xs compas presxs.

Presxs para a rua! Ruas para a insurreição!

Contra Info

Bristol, Reino Unido: Incendiado veículo da EDF Energy

nuclearNa noite de 16 de dezembro, em Bristol, deitamos fogo a uma van da EDF Energy (uma empresa subsidiária no Reino Unido da EDF, eletricidade de França) a maior fornecedora de energia e uma das coproprietárias da central nuclear Hinkley Point, em Somerset. Hinkley é um dos novos e vários projetos nucleares em Inglaterra.

A energia nuclear está em alta. Fornecedores de energia como a EDF continuam a centralizar as fontes e o capital promovendo, a cada novo projeto, as formas de energia perigosas e as precárias. Nas suas tentativas desesperadas de inventar “soluções” para a sua crise de energia (i.e. manter o nível de consumo de energia) apresentam processos como fratura hidráulica, CCS (captura e armazenamento de carbono) e muitos outros como alternativas “verdes” às formas mais tradicionais de combustível.  As empresas de energia estão interessadas somente em obter lucros a curto prazo.

Eles não têm soluções para os problemas ligados às novas formas de energia instável.  A nuclear é um dos exemplos mais salientes deste tipo de energia.  A extração de urânio para a produção nuclear constitue uma destrutiva e incessante corrida às últimas reservas remanescentes. As comunidades indígenas que  ainda permanecem nessas terras são habitualmente as que sofrem o impacto disso (como as Dinah, San e Mirrar).

A arrogante obsessão dos donos e das chefias das empresas da energia nuclear com o crescimento e lucro já nos condenou a todxs a 100.000 anos de lixo tóxico.  A efeitos radioativos no DNA de cada ser vivente. Embora os inevitáveis desastres à larga escala – como o de Fuckushima – sejam manchete por um curto período de tempo, os vazamentos contínuos de baixa nível nas centrais – como na de Sellafield, no leste de Inglaterra – passam despercebidos.

A energia nuclear “civil” é indissociável da energia nuclear com fins militares, uma constantemente a esconder o desenvolvimento da outra.  Os resíduos radiotivos das instalações civis são reprocessados em armas militares (com plutônio de baixa intensidade).  A dimensão do controle à larga escala, a centralização de recursos e do capital – para além da dependência cega na ciência e tecnologias complexas representadas pela energia nuclear – são a antítese do mundo que desejamos e para o qual lutamos.

Tomamos uma posição em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai, na prisão por dispararem sobre um executivo de alto nível da energia nuclear, ferindo-o, assim como com Marco Camenisch, que também se encontra preso,  por sabotagem industrial.

Célula Mutante

Estado espanhol: Faixa em solidariedade com Mónica e Francisco

Na semana de solidariedade con xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar, colocámos uma faixa em solidariedade com xs compas na estrada N.1 na altura de Altsasu (Nafarroa); com esta faixa queremos expressar a nossa solidariedade e proximidade com xs presxs anarquistas e a partir daqui aquí mandar-lhes um forte abraço. Ânimo e força compas.

Na faixa pode ler-se: Liberdade Mónica e Francisco, Anarkia Bidea Da [em basco: a anarquia é o caminho).

Na faixa não havia sítio para saudar outrxs prisioneirxs, pelo que a partir daqui mandamos un fuorte abraço aos companheiros:

Gabriel Pombo Da Silva; Marco Camenisch; Alfredo Cospito; Nicola Gai; Sergio Maria Stefani; José Miguel Sánchez; Marcelo Villarroel Sepúlveda; Freddy Fuentevilla Saa; Juan Aliste Vega; Hans Niemeyer Salinas; Carlos Gutiérrez Quiduleo; Mario González. Solidariedade axs prisioneirxs anarquistas da Grécia, Itália, México e de todo o mundo.

Agur eta ohore [em basco: adeus e honra], companheiro Sebastián Oversluij.

Anarquistas

Prisões Suíças: Voltam a negar a liberdade condicional a Marco Camenisch

A partir da prisão em Lenzburg, Marco Camenisch informa que lhe comunicaram outra recusa de concessão da liberdade condicional a que poderia ter tido acesso, desde já algum tempo, visto que já tem cumpridos dois teços da pena imposta pelos tribunais suíços. Difundimos aqui um extrato da sua carta:

“… Desta vez a recusa provém do TAR (Tribunal Administrativo de Revisão). Para dizer a verdade, estou cansado de me ocupar das cretinadas verborreias repressivas, nas quais o TAR simplesmente “aprova“ também tudo o que já antes expressaram os seus dignos comparsas, só acrescentando mais malícia e mesquinhez. Esperava sem sombra de dúvida uma confirmação da negação, mas na verdade, pelo menos, com um mínimo de seriedade no tratamento dos “argumentos da defesa”. Com isto, na prática, a perspetiva real mais provável é terem em vista o internamento a posteriori, até ao final da pena. Isto é o único elemento a destacar… “.

Sempre com Marco! Contra todas as prisões!

Caixa Antirepressão dos Alpes Ocidentais

Suíça: Comunicado de Marco Camenisch sobre a sua não libertação

YO661 (2)Princípios de Agosto de 2012
O director do matadouro de Lenzburg disse-me aos gritos, em Dezembro de 2012, que as autoridades executivas ZH lhe tinham pedido conselho/opinião sobre a liberdade condicional e que, por isso, tinha que saber se eu aceitaria “passos de diminuição do rigor” (de “ressocialização”), por exemplo autorizações de saída, trabalho externo, semi-liberdade, ou se a  minha posição era ”libertação oo nada”. Declarei que aceitaria bem tais passos.

19 de Novembro de 2012, 1. represálias/provocação ás visitas.
O director proíbe as visitas a uma companheira revolucionária comunista, de Zúrique, que me tem vindo a visitar há quase uma década na Suíça, apesar de “sempre” ter tido antecedentes de “delitos” políticos e, inclusive, ter vindo durante o seu período de detenção em liberdade vigiada, com a desculpa de ser uma condenação política a 17 meses de prisão a que teve, quando  lhe informaram que era definitiva em última instância (Tribunal Federal).

7 de Janeiro de 2012
Apressadamente, a representante das autoridades e o supervisor de Zurique evitam a “audiência legal” pelo que transgridem o TAR (Tribunal Administrativo de Revisão) que tinha decidido pela reapreciação da decisão anterior de não libertação condicional (veja-se a  minha informação da Sentença do Julgamento de  8.11.2012 do TAR de Zurique sobre a libertação condicional, de 25 de Novembro de 2012). Voltei a propõr a minha posição (impossibilidade subjectiva de uma recuperação da “luta armada”, necessidade/legitimidade da luta armada revolucionária).

Janeiro de 2013
Devido a esclarecimentos burocráticos sobre as visitas, uma “assistente social” do matadouro, de passagem, perguntou-me se eu estava informado da minha transferência. Após a minha negação acrescentou que era para suavizar o regime em vigor, para “medidas da sua diminuição, ressocialização” e que, mais adiante, informar-me-ia melhor.

28 de Janeiro de 2013, à tarde, 2. represálias/provocação ás visitas
As duas companheiras e os dois companheiros que esperavam para as visitas (uma companheira anarquista de Zurique, visitas desde há quase uma década, um companheiro anarquista de Turim, visitas desde há quase uma década, um companheiro e uma companheira mais jovens de Tesino, visitas desde há uns três anos) na entrada da prisão sofrem a emboscada de quatro polícias (três do cantão de Argovia e um, talvez, federal) com uma hora de revistas, também foram despidos. O companheiro de Turim, com a desculpa do FEM em Davos, teria a proibuição de entrar na Suíça durante dez dias, dos quais o 28.01.13 seria o último. Nunca chegou a receber uma notificação, não tinham podido enviar-lha, por falta de domicílio. Não se sabe, no entanto, que tipo de magia faz com que receba regularmente, a partir deste matadouro, a permissão de visitas que se deve mostrar obrigatoriamente à porta no momento da visita. Com a desculpa desta proibição, os polícias, cúmplices da prisão, não  permitem a entrada á hora das visitas que decorria entretanto (temos 2 horas de visita em cada semana). Às  outras três pessoas, se entendi bem,talvez eles possam informá-los melhor ou, se não, na primeira pessoa, a bófia extorquiu, chantageando com a cancelação total das visitas, já reduzidas a metade, os números e os conteúdos dos telemóveis. A visita seguinte de princípios de Fevereiro, confirmou-me um controlo “regular” â entrada, ainda mais “meticuloso” que o “normal”.

5 de Fevereiro de 2012
A partir das autoridades de Zurique, da primeira instância, recebo a segunda negação(de 1. Fevereiro de 2013) da liberdade condicional, “fotocópia” da primeira, mas como “motivação adicional” referem-se à “audiência” de 7 de Dezembro de 2012. No final, acrescentam que o matadouro de Lenzburg lhes pede conselho/opinião sobre a minha liberdade condicional a apresentar em Dezembro de 2013. Tradução: desnecessária. As fotocópias chegaram a vários/as compas na Suíça, para acesso público. Apresentaram-se os recursos e apelações do caso

Apesar deste objectivo imediato e parcial de todas as vossas estupendas iniciativas de solidariedade na luta não tenha sido  alcançado ¡ou que não o seja “nunca”!, o “ponto” central não é esse. Ainda que estas iniciativas sejam uma parte inseparável da luta social pela libertação total. Que nesta luta são eficazes para além dos seus objectivos e resultados específicos, imediatos e visíveis. Demonstram-no a repressão, as represálias e a fúria do inimigo, também e não por último quando te rebelas contra os seus reféns/presos/as de guerra pela libertação social. Que o inimigo nos combata, significa que na guerra pela libertação total estamos no bom caminho.

É guerra à guerra, à guerra perpétua, global e total pelo domínio, a exploração e a opressão! É uma guerra em que ainda mais do qualquer outro tipo de guerra se aplica: … nas coisas mais perigosas, como a guerra, os erros que provêem da bondade são justamente os piores
(Clausewitz)!

Não há contradição no facto de que a ternura, a bondade e o amor estejam entre as características e motivações centrais para cada guerreiro/a pela libertação total; mas não devem debilitar a lucidez, a resolução e a energia da luta mas sim fortalecê-las!

Com amor, determinação e solidariedade,
Marco Camenisch
matadouro de Lenzburg, Suiça, 10 de Fevereiro de 2013

em italiano, em alemão

Bogotá, Colômbia: Encontro solidário pela liberdade do compa Marco Camenisch

Enviamos o nosso gesto e uma saudação solidária internacional ao companheiro Marco, depois do seu último comovedor e radical comunicado que se entranhou em nós tão profundamente, a partir daqui nos irmanamos com ele, com toda a ferocidade e firmeza, nestes dias tão difíceis que está a passar. Que te chegue esta saudação e que ela te abrace fortemente. Não estás só, a solidariedade anarquista não é palavra escrita.

3ª feira, 5 Fevereiro, 2013, em Bogotá

Encontro para a libertação do anarquista compa Marco Camenisch, refém há mais de 20 anos nas prisões italianas e suíças

Local de encontro: Embaixada da Suíça (Cra 9a, No.74-08) | Horário: 14:00

em espanhol