Arquivo de etiquetas: prisão preventiva

[Prisões italianas] Romper o isolamento! O companheiro anarquista Alfredo Cospito inicia dez dias de greve de fome

Uma breve atualização sobre o prisioneiro anarquista Alfredo Cospito – que iniciou ontem uma greve de fome de dez dias – e a Operação Scripta Manent

Há 15 dias atrás, as investigações sobre a operação Scripta Manent foram fechadas, por isso agora aguarda-se a audiência preliminar, na qual o juiz vai decidir se coloca ou não em julgamento xs companheiros visadxs.

Na terça-feira, 3 de Maio, o companheiro Alfredo Cospito, iniciou uma greve de fome de dez dias contra a censura que lhe foi imposta pelo promotor Sparagna [encarregado da op. “Scripta Manent”], que bloqueia quase toda a sua correspondência (de entrada e de saída).

Em particular, escreve que as cartas enviadas no mês passado por um de nós, da redação da C.N.A, foram todas bloqueadas, 7 de 7.

Nesta carta, já depois da censura ter sido imposta por 3 meses,  há mais de um mês, afirma que a situação ainda se tornou mais pesada que o habitual na altura do encerramento da investigação.

E como sempre nos tem dito, na Rebibbia [prisão de Roma] estão a passar pior.

Conclui a carta com um grito: “Romper o isolamento!

[Alfredo pede a todxs xs companheirxs no exterior para enviarem livros, revistas, cartas e materiais impressos em geral, em protesto e em apoio à sua greve]

Alfredo Cospito:
Via Arginone, 327 – 44122 Ferrara, Itália

italiano via Croce Nera Anarchica l inglês via  325.nostate

Paris: Um companheiro em prisão preventiva no contexto da mobilização contra a lei do trabalho

jaguar-paris-15-4-2016-2O companheiro anarquista detido na quarta-feira no dia 7 de Dezembro, na Bretanha, foi presente ao juiz no dia seguinte, na secção 23 do Palácio da Justiça de Paris, ficando em prisão preventiva.

Acusado de causar danos tanto num Centro de Emprego como numa estrutura da Câmara de Comércio e Indústria, para além dum supermercado Franprix e ainda dum concessionário da Jaguar – durante uma manifestação espontânea contra as reformas laborais, ocorrida na noite de 14 de Abril entre o décimo e o décimo nono distritos de Paris – a bófia identificou-o só no verão tendo tido problemas para o encontrar, embora aquele não se estivesse a esconder de nada.

Um mandado de prisão emitido em Agosto exigiu uma pesquisa no arquivo de contas bancárias (Ficoba) que lista todas as contas bancárias em França (por exemplo, para localizar as últimas retiradas) bem como a investigação sobre a demarcação de seu telefone. O companheiro recusou-se a ser julgado em “julgamento imediato” e o procurador aceitou esse pedido, encontrando-se actualmente na prisão de Fleury-Merogis [NT: na região de Paris].

Para além disto, este tribunal demonstrou, como se fosse necessário alguma vez, o rosto de Justiça. Todos os réus que eram pobres e / ou com dependência de várias substâncias foram sistematicamente considerados pelo Procurador e pelos juízes como provas contra ele. Mesmo algumas tentativas de pôr-se ao nível não obtiveram clemência.

O companheiro estava na forma e manteve uma atitude digna contra esses lacaios do poder, afirmando que falará em breve. Um pequena pérola do discurso do Procurador a propósito do companheiro: “O sr. diz-se anarquista, todos têm o direito de ter uma opinião, as ideias anarquistas são o que são mas elas não justificam em nada os factos que lhe são imputados”.

O julgamento realizar-se-á a 19 de Janeiro às 13:30, na secção 23 do Palácio da Justiça.

Éramos muitos nas ruas durante as manifestações na Primavera deste ano. A quebra destas janelas (incluindo os do Jaguar!) entreteve-nos durante vários dias, como um pequeno raio de sol na escuridão. Cada dia de detenção de nosso companheiro ou de qualquer outro prisioneiro traz consigo os actos de revolta contra este mundo.

A solidariedade é o ataque!

Alguns e algumas anarquistas

em italiano

Xanthi, norte da Grécia: Solidariedade com xs companheirxs suspeitxs de participação na FAI (Itália)

xanthiColocámos uma faixa na entrada principal da Escola Politécnica no centro da cidade de Xanthi,onde se podia ler:””Respeito e solidariedade para com xs companheirxs presxs da FAI”. Os nossos pensamentos vão para xs companheirxs presxs pelos ataques da FAI em Itália assim como para  todxs xs outrxs companheirxs que se encontram encarceradxs, em todo o mundo.

em inglês

Itália [Op. Scripta Manent]: Endereços atuais dos anarquistas capturados a 6 de Setembro

f-a-iA 6 de Setembro de 2016, a secção de Turim da unidade antiterrorista DIGOS  desencadeou uma operação anti-anarquista sob o nome “Scripta Manent” [por escrito é seguro]. Buscas domiciliárias foram levadas a cabo em várias regiões da Itália. Os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai, encarcerados desde Setembro de 2012 por tiro na perna a Adinolfi (Célula Olga – FAI / FRI), receberam uma nova notificação de detenção na prisão. Além disso, seis prisões foram realizadas cá fora (cinco no contexto desta operação, uma como resultado de buscas em residência).

Com a Operação Scripta Manent pretende-se atribuir aos/às acusadxs uma série de ações reclamadas pela FAI (Federação Anarquista Informal) em Itália. Por isso, xs companheirxs Marco, Sandrone, Anna, Danilo e Valentina, juntamente com Alfredo e Nicola, são susceptíveis de enfrentar a acusação de “associação subversiva com intenção terrorista”.

A seguir indicam-se os seus endereços para correspondência (que poderão mudar a qualquer momento):

Marco Bisesti
Alessandro Mercogliano
C.R. Rebibbia, Via Raffaele Majetti 70, 00156 Roma, Italia

Anna Beniamino
C.C. Via Aurelia nord km 79,500 n. snc 00053 Civitavecchia, Italia

Emiliano Danilo Cremonese
C.C. Via San Donato 2, 65129 Pescara, Italia

Valentina Speziale
C.C. Via Ettore Ianni 30, 66100 Chieti, Italia

Nicola e Alfredo encontram-se presos na ala AS2 da prisão de Ferrara:

Nicola Gai
Alfredo Cospito

C.C. Via dell’Arginone 327, 44122 Ferrara, Italia

Daniele, um editor da Croce Nera Anarchica [Cruz Negra Anárquica] foi capturado no mesmo dia, no âmbito de outra ação de detenção, após a polícia ter encontrado algumas baterias e um manual do eletricista no seu apartamento. Deverá deverá enfrentar acusações de “posse de materiais para a fabricação de dispositivos explosivos”.

O companheiro poderá ser contactado através da seguinte morada:

Daniele Cortelli
C.C. Regina Coeli, Via della Lungara 29, 00165 Roma, Italia

Fontes: Italiano: Informa-azione & CNA; Inglês: ActForFreedomNow

[Tessalónica] Solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos em Aachen – Atualização da situação das compas

kamara stencil

flyers
Solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos na Alemanha – Libertação imediata das nossas companheiras – Incendiar todas as prisões – Destruir todos os bancos.

posterposteringEm Tessalónica, na Grécia, foram espalhados cartazes e panfletos com uma chamada à solidariedade com as companheiras anarquistas acusadas em casos de assalto a banco na Alemanha. Stencils foram pintados a spray por toda a cidade e uma faixa foi pendurada na Kamara, onde se podia ler: “Solidariedade com as companheiras anarquistas presas, acusadas de assalto a banco na Alemanha ‘. O texto do folheto espalhado, em grego e inglês, pode ser encontrado em Atenas IMC & Indymedia.nl.

Atualização do caso via Solidariteit.noblogs.org: na Holanda, a companheira foi libertada em condições restritivas. No entanto, ainda se encontra ameaçada de extradição para a Alemanha. A audiência da extradição terá lugar no dia 1 de Setembro de 2016, altura em que será decidido se a Holanda a entregará ao Estado alemão, onde enfrenta acusações de uma expropriação que ocorreu em Aachen, em 2013.

A outra companheira, que foi presa em Barcelona, em Abril de 2016, já foi extraditada para a Alemanha, encontrando-se à espera de julgamento. Está encarcerada na prisão de Colónia, acusada de uma expropriação que teve lugar em Aachen, em 2014.

em inglês

Greves de fome nas prisões gregas – crónica breve dos últimos dias

panoptEnquanto a sociedade grega engole, quase adormecida, os contos pós-eleitorais do governo SYRIZA-ANEL, anarquistas presxs e presxs combativxs nas masmorras da democracia decidem enfrentar novamente o Poder e as suas leis, utilizando como meio de luta a greve de fome e a abstenção de comida da prisão.

A 27 de Fevereiro de 2015, Giorgos Sofianidis, preso social, encerrado na ala E1 na prisão de segurança máxima de Domokos, inicia uma greve de fome exigindo que o reenviem às prisões de Koridallos, onde até à Véspera de Ano Novo cumpria pena, de forma a poder continuar os seus estudos no Instituto de Educação Tecnológica do Pireu e no Instituto de Educação Profissional das prisões de Koridallos enquanto simultaneamente projeta com os restantes presos no módulo especial E1 a abolição definitiva das prisões Tipo C.

No mesmo dia, todos os presos desse módulo entram em abstenção de comida da prisão, ou seja, os anarquistas Nikos Maziotis, Kostas Gournas, Yannis Naxakis, o comunista Dimitris Koufontinas e os presos sociais Alexandros Meletis, Konstantinos Meletis, Vasilis Varelas, Mohamed – Said Elchibah e Alexandros Makadasidis, afirmando que vão continuar as suas mobilizações. Recorde-se que no início de Fevereiro já se tinha realizado um protesto dentro das prisões de Domokos, em resposta à morte de um preso devido a uma negligência médica.

A 2 de Março, começa uma greve de fome de presos com um quadro político reivindicativo comum – relacionado sobretudo com a abolição das leis anti-terrorismo de 2001 e 2004, dos artigos 187 e 187 A do código penal, da “lei da capucha”, da legislação em matéria das prisões tipo C, do despacho do Ministério Público sobre a tomada violenta de amostras de ADN, para além da demanda pela libertação de Savvas Xiros, membro condenado da 17 de Novembro, por motivos de saúde. A sua participação na mobilização é anunciada por Gournas Kostas e Dimitris Koufontinas com uma declaração em comum e por Nikos Maziotis (os 3 da prisão tipo C de Domokos), por 5 compas da Rede de Lutadores presos (DAK, das iniciais da sigla em grego), Antonis Stamboulos (prisões de Larisa), Tasos Theofilou (prisões de Domokos), Argyris Ntalios e Giorgos Karagiannidis (prisões de Koridallos). Os outros participantes da DAK irão juntar-se à mobilização mais tarde. A 2 de Março, entra também em greve de fome o preso Mohamed-Said Elchibah, das prisões do tipo C de Domokos. Um dia depois, duas presas da ala de mulheres das prisões de homens de Neapoli, em Lasithi de Creta, iniciam uma abstenção de comida da prisão, como mostra de solidariedade com os presos políticos em greve de fome.

Paralelamente, a partir de 28 de Fevereiro a polícia começou a prender várias pessoas pelo caso do plano frustrado de fuga da Conspiração das Células de Fogo das prisões de Koridallos: Christos Rodopoulos, a anarquista Angeliki Spyropoulou, Athena Tsakalou (mãe dos irmãos Tsakalos) e uma amiga sua, um amigo do irmão de Giorgos Polidoros, assim como a esposa de Gerasimos Tsakalos. A 2 de Março xs 10 membros presxs da CCF, Olga Ekonomidou, Michalis Nikolopoulos, Giorgos Nikolopoulos, Haris Hadjimihelakis, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros, Panagiotis Argirou, Damiano Bolano e Theofilos Mavropoulos anunciam que entram em greve de fome até à morte ou até que libertem xs familiares e amigxs. Angeliki Spyropoulou também entra em greve de fome com as mesmas pretensões, a partir dos calabouços da polícia. A 4 de Março, o anarquista Panos Michalakoglou, em prisão preventiva nas prisões de Nigrita, Serres, inicia uma abstenção de comida da prisão, em solidariedade com a greve de fome dxs membros da CCF. Entretanto, 2 das pessoas do meio dos amigos dos familiares da CCF, ficam “livres”, no entanto os verdugos Nikopoulos e Asprogerakas, juízes especiais de instrução, ordenam a prisão preventiva para a mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos e para a esposa de Gerasimos. Seguidamente ordena-se a prisão preventiva para a grevista de fome Angeliki Spyropoulou (prisões de Koridallos) e Christos Rodopoulos (prisões de Domokos). Além disso, a 6 de Março, detêm Christos Polidoros (irmão de um membro da CCF), que é entregue aos serviços antiterroristas.

A 4 de Março, Giorgos Polidoros e Christos Tsakalos anunciam que a CCF apoia a greve de fome coletiva que se está a realizar em paralelo com a sua, sublinhando que as novas maquinações dos serviços antiterroristas contra xs seus/suas parentes são uma consequência extrema da lei anti-terrorismo. A 5 de Março, Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária, anuncia que, independentemente dos diferentes contextos das greves de fome em termos reivindicativos, apoia a luta dxs presxs da CCF.

Face a estes acontecimentos cruciais e à espera de mais atualizações, todxs xs que estamos fora dos muros a lutar pela abolição da sociedade carcerária – em todas as suas formas e pela derrubada de todo o Poder – temos a responsabilidade de apoiar todxs os presos em luta, sem excepção, e sua mobilização para o cumprimento imediato das suas exigências, além de trabalhar para a desestabilização completa do sistema de dominação. Não esquecendo que é pela demolição total do Estado/Capital que estamos a lutar e que as lutas parciais reivindicativas são usadas como meios de desestabilização nesta direção e não como fim em si mesma, caso contrário corre-se sempre o perigo da assimilação pelo reformismo. Multipliquemos as ações de agitação e ataque contra as instituições, as pessoas e os símbolos da democracia grega dentro e fora das fronteiras. Que da solidariedade se faça práxis.

em grego (6/3/2015)| espanhol | inglês | francês

Atenas: Atualizações sobre as detenções relacionadas com o plano frustrado de fuga da CCF

A 5 de Março de 2015 as autoridades judiciais ordenaram a prisão preventiva para Angeliki Spyropoulou (detida a 2 de Março, atualmente em greve de fome) e de Christos Rodopoulos (de 39 anos, detido a 28 de Fevereiro), ambos implicadxs no plano frustrado de fuga da CCF. Angeliki foi transferida para as prisões femininas de Koridallos, enquanto Christos foi transferido para as prisões de Domokos.

Recordamos que Athena Tsakalou, mãe dos irmãos Tsakalos e a esposa de Gerasimos Tsakalos (detidas a 2 de Março) foram postas sob prisão preventiva a 3 de Março.

Por outro lado, a amiga de Athena Tsakalou e o amigo do irmão de Giorgos Polidoros (detidxs a 2 de Março) foram postos em liberdade.

em espanhol

Atenas: Familiares de membros da CCF em prisão preventiva

A 3 de Março de 2015 fez-se saber que as autoridades judiciais ordenaram a prisão preventiva para Athena Tsakalou, mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos assim como para a esposa de Gerasimos, relacionando-se isto com a detenção e prisão de Angeliki Spyropoulou (implicada no plano de fuga da CCF) na casa dos pais dos irmãos Tsakalos.

Atualizações à medida que surjam.graver

espanhol

Cartaz solidário com o compa Diego Ríos, em prisão preventiva no Chile

lobo (2) (2)Para mim, a liberdade não é um lugar ou algo permitido, é ação, é o sentido anti-autoritário que transborda cada ato, é o nervosismo que precede o ataque, é a expressão sem controle por um/uma  companheirx, é sentir-se vivo, porque sabes que a tua vida já não pertence ao capital mas que o confronta…
Diego Ríos, anarquista sequestrado pelo estado chileno, após 5 anos e meio de clandestinidade iniciada após fuga.

Na segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2015, o companheiro Diego Farías foi presente a tribunal – após ter sido capturado  na manhã de 7 de Fevereiro na localidade de la Ligua – sob acusação de ter em seu poder elementos para a confeção de artefatos explosivos, enquadrados na lei de controle de armas, em referência a materiais apreendidos em 2009. Foi fixado um prazo investigativo de 30 dias, decretando-se a sua prisão preventiva na Secção de Máxima Segurança da Prisão de Alta Segurança, em Santiago.

FORÇA COMPA!
SOLIDARIEDADE ATIVA COM DIEGO RÍOS!

Espanha: Acerca da Operação Pandora

Cabecera-detenciones-movimiento-libertario-MD_EDIIMA20141216_0914_14
Manif de solidariedade em Madrid, 16 de Dezembro: “Nem culpadxs nem inocentes / Solidariedade com xs anarquistas detidxs em Barcelona e Madrid / Nem muros nem grades”
protesta-barcelona-644x362
No mesmo dia,em Barcelona: “Liberdade para os presxs anarquistas /Se tocam num/a tocam-nxs a todxs”

Na terça-feira, 16 Dezembro de 2014, a polícia catalã despertava de madrugada várixs companheirxs anarquistas em diversos pontos do Estado espanhol ao mesmo tempo que colocava as patas nas casas que habitavam e se punha a par das suas vidas. Sob as ordens do juiz Javier Gómez Bermúdez, presidente da parte penal da Audiência Nacional onde chegou impulsionado pela maioria conservadora do Poder Judicial, é desencadeada a operação Pandora (nome retirado de um mito misógino, segundo o qual Pandora é modelada pelos deuses para trazer todo o mal à humanidade).

Durante as primeiras horas da manhã, várias casas particulares em Barcelona, Manresa, Sabadell e Madrid são objeto de buscas. Registaram também o Ateneu Anarquista del Poble Sec e o Ateneu Llibertari de Sant Andreu além da casa ocupada Kasa de la Muntanya, a qual recentemente celebrou 25 anos de ocupação e que, no ano passado, já tinha realizado uma conferência de imprensa para denunciar a instalação de câmaras ocultas com o objectivo de vigilância policial. Foram levados livros, telefones e computadores e detêm-se 11 pessoas.

Ao ser conhecida a notícia, alguns e algumas compas realizaram cortes de trânsito nos arredores – acabando por ser dissolvidos pela polícia – sendo convocada uma manifestação para a tarde do mesmo dia, reunindo 3000 pessoas que marcharam pelo bairro de Gracia em atitude combativa, causando danos em bancos e mobiliário urbano embora sem cargas policiais nem detidxs. Simultaneamente, em diversas cidades catalãs e no resto do estado espanhol, realizaram-se concentrações e manifestações sendo o saldo de 3 detidxs em Madrid, após cargas policiais.

Na terça-feira, ainda, xs detidxs sob a lei antiterrorista recusam-se a depôr nas esquadras de polícia da Catalunha. Desconhecem as acusações que lhes imputam. Na quarta-feira são transferidxs para Madrid, onde são ouvidxs pelo juíz na tarde de quinta feira, sendo sete delxs enviadxs para a prisão, sem fiança, (transferidxs ao CP Soto del Real) ficando quatro em liberdade. O juiz mantém o segredo de justiça (desconhecem-se, assim, os relatórios policiais que servem de base às acusações), mas alguns dados estão a tornar-se conhecidos através da imprensa e de algum advogado dxs detidxs. As acusações passam pela constituição, promoção, direção e pertença a uma organização terrorista, posse e armazenamento de explosivos, além de danos e destruição com finalidade terrorista. Todas estas acusações representam duras penas e, no entanto, fazendo gala da sua justiça burguesa não são conhecidas as supostas ações que teriam realizado. A imprensa escreve que esta é uma investigação da polícia catalã com dois anos já, relacionada com um suposto grupo terrorista denominado GAC (grupos anarquistas coordenados), na qual já acusaram Monica Caballero e Francisco Solar, que continuam encarceradxs aguardando julgamento há meses. É renomeado como prova para as investigações a posse do livro “Contra a democracia”, assim como outras justificações dos seus delírios tais como o facto de terem estruturas organizacionais burocráticas e internas, produzindo publicações ou de terem formas de comunicação com alta nível de segurança (por meio do servidor RISE UP). No nosso ponto de vista volta a tratar-se de uma montagem policial, apoiada em dados que em si não levam a nada, mas que, com a ajuda da polícia, ministério público, jornalistas e juízes se torna num caso que serve, na sua perspectiva míope, para conter a ação política anti-capitalista e anti-estatal, além de desviar a atenção dos despejos, os cortes nos serviços públicos e casos de corrupção política e empresarial que enchem as noticiários do país, todos os dias.

Porque estxs companheirxs estão detidxs pela sua ação anarquista, porque estxs companheirxs levaram à prática as suas ideias, porque estxs companheirxs sãoo nossxs companheirxs.

LIBERDADE IMEDIATA AOS E ÀS ANARQUISTAS!

AGORA MAIS QUE NUNCA, MORTE AO ESTADO E QUE VIVA A ANARQUIA!

QUE A SOLIDARIEDADE NÃO SEJA APENAS UMA PALAVRA ESCRITA

Prisões gregas: Negada libertação ao anarquista Giorgos Salayannis, antes do julgamento

O companheiro anarquista Giorgos Salayannis – acusado de envolvimento no ataque à esquadra da polícia em Messolonghi, ocorrido no fim de Outubro de 2014 – encontra-se presentemente aprisionado na prisão de Aghios Stefanos, perto da cidade de Patras. O compa enfrenta acusações unicamente baseadas no falso testemunho de um bófia à paisana.

Giorgos parou agora a greve de fome – que levava a cabo desde 3 de Dezembro, onde reivindicava a sua imediata libertação da prisão. A 4 de Dezembro , o conselho judicial dos tribunais de Messolonghi tinha decidido prolongar a sua prisão preventiva até ao julgamento.

Mais abaixo pode ler-se a sua carta aberta mais recente:

dwse

A partir de hoje recomeço lentamente  a alimentar-me, após atravessar um árduo processo de discussões desde o início do mês com advogadxs, conhecidxs e companheirxs – eu permaneço no existente.

O tempo de um prisioneirx é um grito e um espinho em cada rotina democrática diária escravizada.

O tempo de advogadxs e do judiciário está a roubar o fôlego dxs prisioneirxs. Eu mantenho-me forte no existente e nas comunidades de amanhã. Lá onde os actos sejam.

Força às estruturas auto-organizadas- assembleias, espaços de encontro, okupas – e aos rebeldes!

Sem um passo atrás, sem compromissos!

Giorgos Salayannis, prisioneiro a aguardar julgamento
Prisão Aghios Stefanos, Patras

19 de Dezembro de 2014

[Prisões gregas] Chamada urgente de solidariedade com o compa Antonis Stamboulos

Dia de ação em solidariedade com Antonis Stamboulos – em greve da fome e sede desde dia 6/10 // Sábado, 11 de Outubro, 12:00 – Manif em Monastiraki, Atenas // Imediato cumprimento da demanda do companheiro para a sua transferência à prisão de Koridallos – LIBERDADE PARA O ANARQUISTA REVOLUCIONÁRIO ANTONIS STAMBOULOS

Segundo as últimas atualizações (02:34 hora local de 9 de Outubro) o anarquista revolucionário Antonis Stamboulos está disposto a continuar com a greve de fome e sede que está a levar a cabo desde 6 de Outubro.

O compa, que foi capturado pelo Estado a 1 de Outubro no bairro de Vyronas em Atenas, enfrenta acusações de terrorismo e participação no grupo de guerrilha urbana Luta Revolucionária.

Declarou-se em greve da fome e sede quando se encontrava no departamento de transferências de detidos em Atenas, visto que o Poder lhe estava a preparar uma transferência para uma prisão  longe de Atenas, onde lhe imporia  uma prisão preventiva, mantendo-o  isolado da sua família e advogada. De facto, a 7 de Outubro, o compa foi transferido às prisões de Larisa. Lá, continua a greve da fome e sede, exigindo ser transferido às prisões de Koridallos em Atenas.

Estão anunciadas, no momento, várias atividades solidárias que culminarão no sábado, 11 de Outubro, com um dia de ações por toda a Grécia.

9 de Outubro:
– Concentração solidária na praça Olgas, em Patras, às 17:00
– Assembleia sobre o caso na Politécnica, em Atenas às 20:00

10 de Outubro:
– Assembleia pela coordenação de ações na Faculdade de Física, em Tessalónica, às 15:00
– Concentração solidária junto ao Ministério de Justiça, em Atenas, às 17:30

11 de Outubro:
– Manifestação solidária a partir da praça de Monastiraki, em Atenas, às 12:00
– Manifestação solidária em Patras a partir da ex-okupa Parartima, às 12:00
– Concentração solidária em Ioannina (rua Kalari com a Anexartisias), às 12:00

Cada hora que passa é de crucial importância para a saúde do compa. A sua irredutível postura perante o aparelho do Poder e a sua firmeza em não colaborar absolutamente em nada com as autoridades mostra-nos o caminho. Fazemos uma urgente chamada para que  a solidariedade trespasse as fronteiras e se materialize de maneira multiforme.

espanhol

Grécia: Transferem o anarquista Antonis Stamboulos para a prisão de Larisa

Faixa solidária na cidade de Veria, norte da Grécia: “Guerra à bófia, juízes, jornalistas, patrões – Solidariedade com xs anarquistas revolucionárixs – Força ao anarquista Antonis Stamboulos, detido a 1 de Outubro em Atenas”

O compa Antonis Stamboulos foi transferido, a 7 de Outubro, ao módulo A das prisões de Larisa. Recordamos que o compa entrou em greve da fome e sede a 6 de Outubro, exigindo que não o transferissem para nenhuma prisão a não ser a de Koridallos, para poder estar perto da sua família e advogada.

Depois de se terem inteirado da transferência de Antonis Stamboulos à prisão de Larisa cerca de 25 compas realizaram uma concentração espontânea junto à prisão, como pequena mostra de solidariedade.

Segundo as atualizações disponíveis até ao momento (13:00 hora local de 8 de Outubro) o compa continua a greve de fome e sede. Foram convocadas concentrações de urgência em Atenas (Monastiraki às 17:00 horas) e Tessalónica (Kamara às 18:00). Para além disso, às 21:00, vai haver assembleia para o caso no edifício Gini da Escola Politécnica, em Exarchia.

Os Estados são os únicos terroristas; solidariedade com xs guerrilheirxs armadxs

Atenas, Grécia: Prisioneiro anarquista Antonis Stamboulos em greve de fome e sede

Após a sua detenção no dia 1 de Outubro de 2014, Antonis Stamboulos está a ser mantido sob prisão preventiva enfrentando acusações de terrorismo.

No dia 6 de Outubro, com outra carta aberta, o companheiro anunciou greve de fome e sede denunciando o fato de estar recluso no centro de transferência de prisioneiros de Atenas.

Enquanto isso, o companheiro cativo foi retratado, entre outras coisas, como um dos principais membros do grupo de guerrilha urbana Luta Revolucionária, como co-perpetrador de um assalto a banco em Kleitoria (Achaea, Grécia), como alegado sucessor do companheiro assassinado Lambros Foundas, enquanto os porta-vozes do Poder espalhavam que a procurada anarquista Pola Roupa com o filho,  tinham supostamente sido vistos nos degraus do seu apartamento, na rua Kallifrona em Kypseli (o que foi considerado uma “casa segura”). Enquanto isso, informantes presunçosos e outros delatores ridículos têm estado dispostos a testemunhar contra ele (por exemplo, um vizinho da casa dos pais afirmou ter ouvido explosões do porão da casa).

O fato da bófia o levar para o centro de transferência – apesar do pedido do Ministério Público para a sua transferência à prisão de Koridallos – revela que estão a tentar mandá-lo para outra prisão remota, de forma a destroçar não tanto a ele mas os seus parentes, que serão forçados a viajar durante horas para o visitar na prisão, mas também para tornar o trabalho da sua advogada de defesa mais difícil do que já é.

Antonis Stamboulos afirmou que não vai deixar os vermes da policia antiterrorista e os seus chefes políticos destroçarem os seus entes próximos.

É por isso que, antes mesmo de ser anunciado para onde estão a planear enviá-lo, advertiu que não aceita ser levado para outro lugar que não seja Koridallos, perto de sua família e advogada.

Assim, começou uma greve de fome e sede no dia 6 de Outubro.

2014-10-04-924x1024 2014-10-4-825x1024Palavras de ordem pintadas na Rua Denizliou, a 4 de Outubro, por anarquistas em solidariedade, no distrito de Vyronas, exatamente no local onde o companheiro foi sequestrado por bófias:  “Solidariedade com o companheiro A. Stamboulos ” – “A luta continua; Antonis, mantem-te forte “.

Solidariedade revolucionária com o anarquista Antonis Stamboulos

Inglês

Cidade do México: Concentração de solidariedade com Amelie, Carlos e Fallon

CONCENtRACIONTerça-feira 21 de Janeiro, às 12h, no Centro Nacional de Aterramento da PGR. Eixo 3 Rua Morones Prieto esq. Rua Doutor Barragán.

Xs nossxs companheirxs encontram-se sequestradxs pelo estado desde 5 de Janeiro.

Nem culpadxs nem inocentes!

Solidariedade com xs que lutam!

Sei que a solidariedade entre anarquistas é forte como um carvalho, como ele existe para lá da simples palavra
– Carlos López

Estamos aqui e sempre aqui ficaremos, de modo a enfrentar toda a realidade na prisão e fora dela.
– Fallon Poisson

Freiburg, Alemanha: Reportagem da manif de ambos os lados dos muros da prisão, na véspera de ano novo

102894
Por uma sociedade sem prisões

freib

No princípio da noite de 31 de Dezembro, cerca de 50 pessoas reuniram-se, em frente à prisão local de Freiburg, para expressar a sua solidariedade com o prisioneiro político Thomas Meyer-Falk  assim como com os cativos sociais. Antes tinha sido realizada já uma concentração perto da seção para a detenção preventiva desta prisão (Sicherungsverwahrung).

Uma saudação a Thomas foi a que foi lida em primeiro lugar. A contribuição mais longa foi a seguinte, examinando o pano de fundo deste tipo de “detenção de segurança” após a conclusão da sentença de alguém. A manif dirigiu-se depois para a entrada principal da prisão – com fogos de artifício e entoando palavras de ordem como ” “Liberdade para todxs xs prisioneirxs” e “Não estamos todos, faltam xs prisioneirxs”. A polícia acompanhou a manifestação, a alguma distância, através de alguns agentes.

Uma reunião intermédia teve lugar na praça em frente da entrada principal. O Grupo Anarquista de Freiburg leu alto uma crítica coletiva das prisões, bem como saudações, em diferentes línguas, aos presos. O pessoal da prisão provocou a manif filmando e fotografando, através das janelas da casa da guarda  e do telhado. Os presos reagiram ao barulho do lado de fora, gritando e assobiando.

A manif continuou em direção à estação ferroviária e dissolveu-se à entrada da Wilhelmstraße. Os prisioneiros puderam seguir cada discurso via conferência “ao vivo” da estação de rádio livre de Freiburg Rádio Dreyeckland.

Nas primeiras horas da madrugada ,algumas pessoas atacaram a casa da guarda com pirotecnia. Os prisioneiros acolheram esta ação com alta zombaria.

102900

Em seguida indica-se um excerto de um texto de Thomas Meyer-Falk sobre a manif de ruído na prisão de Freiburg:

Desde as seis da tarde que quatro de nós seguimos a trasmissão ao vivo da manif anti-prisões  pela Rádio Dreyeckland (a estação de rádio não comercial local). Seis coletivos de Freiburg fizeram uma chamada para este evento.
Os melhores cumprimentos e agradecimentos axs organizadores, ativistas, ao pessoal da Rádio Dreyeckland e a todxs aquelxs que se juntaram ao pedido de uma sociedade sem prisões ou, pelo menos, estão abertos para ouvir os argumentos a favor.

Durante os combativos contributos e palavras de ordem, um exemplo estava a ser dado, neste 31 de Dezembro. No seguimento disso, forte conversação e discussão ocorreu entre os cativos sociais e os cativos sob detenção preventiva. Mesmo entre os guardas, a manif foi um tema central de discussão, uma vez que tal atenção aos cativos penais e aos cativos sob proteção da custódia é exibida escassamente.

Devido à construção da secção de detenção preventiva, era impossível sentir ou ouvir “ao vivo” o que estava a acontecer do lado de fora, porque o som se extingue no pátio e não penetra nas celas da prisão. Por isso mesmo, foi muito bom termos podido escutar a Rádio Dreyeckland.

Na ala da custódia penal, as coisas eram diferentes. Os prisioneiros foram capazes de ver os manifestantes a partir dos pisos superiores.

102893102895

fontes: linksunten  freedomforthomas

Santiago, Chile: Companheiro fica em prisão preventiva por homicídio frustrado contra um carabineiro

arb

Às 23:40 de sexta-feira 20 de Dezembro, um grupo de cerca de 20 encapuçadxs  realizou um corte de estrada a partir da Universidade de Santiago de Chile (USACH), especificamente na saída da rua Matucana com a Romero. Depois da polícia se ter multiplicado no local, um grupo mobilizou-se até à entrada principal da universidade, na esquina da Alameda com a Matucana onde,  para além de cortar a rua principal, se lançaram uma série de cocktails molotov contra a árvore que anualmente se ergue na passeio do centro comercial da Alameda.

A ação foi reivindicada como um ataque ao consumo massivo que se apoderou das pessoas durante as chamadas “festas de fim de ano”. Para além disso também se recordaram  presxs políticxs e companheirxs caídxs na luta, entre elxs Sebastián Oversluij.

Durante os distúrbios, um piquete das Forças Especiais de Carabineiros arremeteu contra xs encapuçadxs, conseguindo a detenção de nove delxs.

No dia seguinte, por volta das 14:00 e com uma sala repleta de polícia (6 deles com uniforme) e imprensa, foram presentes ao juíz xs nove companheirxs (na sua maioria com 19 anos) detidxs por desordens graves.  Foram defendidxs pelos advogadxs de defesa pública Washington Lizana e María Rivera e todxs sujeitxs a verificação quinzenal – na sede da polícia mais próxima da sua residência – excepto o companheiro Felipe Adasme Troncoso, de 19 anos.

Felipe foi acusado por desordens graves, infracção a lei de Armas e Explosivos (por um suposto porte de 12 bombas molotov e uma navalha) e homicídio frustrado contra um carabineiro. Isto porque, segundo declararam xs esbirrxs, foi Felipe quem, ao ser detido, esfaqueou o miserável das Forças Especiais que o tentava imobilizar e que ficou com ferimentos ligeiros.

Devido a isso, Felipe ficará em prisão preventiva durante o período que durar a investigação.

Solidariedade com xs presxs da luta nas ruas
Liberdade axs presxs do 11 de Setembro em  Villa Francia

Presxs para a rua!

Atenas: Faixa solidária com os/as 5 compas detidos/as em Barcelona a 13 de Novembro – Mónica e Francisco em prisão preventiva

Na 2ª feira, 18 de Novembro, alguns membros de Contra Info colocaram uma faixa na praça de Exarchia, Atenas, em solidariedade com os/as 5 compas detidos/as a 13 de Novembro em Barcelona, acusados sob a lei anti-terrorista, pelas ações reivindicadas pelo Comando Insurrecional Mateo Morral.

Os/as compas, depois de os terem enviado de Barcelona a Madrid, passaram 5 días incomunicáveis até que ficaram à disposição judicial a 17 de Novembro, por fim. Depois disso Rocío, Valeria e Gerardo saíram en liberdade com cargos e retirada de passaporte, enquanto se declarou prisão preventiva sem fiança a Mónica e Francisco.

A faixa diz: “Liberdade para os/as 5 compas detidos/as a 13/11 em Barcelona. Solidariedade e ação para além das fronteiras”.

Da nossa trincheira contra-informativa enviamos toda a nossa força aos 5 compas perseguidos/as e fazemos uma chamada a que se multipliquem os gestos de solidariedade de facto.

Perante a repressão policial, inter-estatal e mediática, não estamos dispostos a dar nem um passo atrás.

Fogo às prisões! Fogo às fronteiras!

L’Hospitalet, Catalunha: 5 bancos atacados em solidariedade com os 5 prisioneiros anarquistas de Sabadell (Barcelona)

Há cerca de um ano que estamos ativos como grupo, período em que vimos um ligeiro aumento no tipo de ações nas quais nos revemos e as quais reproduzimos tendo decidido tornar essas ações públicas através deste meio,incentivando à sua replicação. Para além de nós, recentemente só se registou uma tentativa de enquadrar as ações dentro de uma “campanha” ou linha de acção similar, depois disso a resposta foi o silêncio da grande maioria das linhas do anarquismo e do niilismo na Catalunha (ou pelo menos não comunicadas através da Internet).

Mantemo-nos firmes na nossa estratégia e linha política, olhamos as ações da Federação Anarquista Informal (FAI) e outras ações anónimas como pequenos faróis. Aproveitamos esta oportunidade para enviar um abraço de solidariedade a esses/as indivíduos que decidiram passar da teoria à prática, em relação à ação direta material.

Noutros comunicados temos feito chamadas para se integrar a estratégia da sabotagem e/ou a da guerrilha urbana nas vidas e nas palavras que identificam o pensamento como anti-estado, anti-capitalista, anti-autoritário e anti-dominação que é o que alguns de nós entendemos como anarquismo e outros como anarco-nihilismo.

Hoje fazemos uma chamada  à coerência em relação aos 5 prisioneiros relacionados com o Ateneu de Sabadell.

Atualmente não temos informação directa deles/as senão através de pessoas próximas e da família. Mas parece que muitos/as correram para se posicionar sobre os/as detidos/as. A falta de solidariedade ou de reação de Barcelona é preocupante.

Todos os olhares se dirigem para outros lugares embora os detidos/as se encontrem em regime de isolamento FIEs. Ao se ler a media corporativa e o Auto do processo as análises balançavam entre se eram “dealers” ou não, ou se tinham ou não chibado. Parece que ao entrar no sistema penal e/ou carcerário espanhol se põe causa o historial dos/as presos/as ou processados/as, no que se refere aos seus fundamentos políticos, morais, sentimentais ou estéticos.

Entretanto, o estado aprisiona cinco indivíduos que, aparentemente, se definem a si mesmos/as como anarquistas.
Isto não é apoiar cegamente ninguém(a partir do anarquismo) mas o facto de os terem detido atinge-nos. Parece que, às vezes, a coerência desaparece da igreja dos anarquistas, principalmente quando a realidade quebra as linhas em que nos enquadramos; é o caso da resposta ao ataque do estado sobre o anarquismo.

O Estado não só irá manter o controlo de como fazemos a nossa vida – isso é quase irrelevante – como irá atrás de nós quando menos esperarmos e onde os/as compas são mais visíveis, tentando gerar paranóia, com a esperança de nos paralisar.

Ultimamente, é cada vez mais comum a media corporativa apontar o dedo aos anarquistas, relacionando-os a grupos terroristas e a pessoas  assinaladas como estando na origem de “tumultos” nos movimentos de protesto “pacíficos” – como a Plataforma de Afetados pela Hipoteca (PAH), os “Indignados” 15M, etc; o poder está a separar as águas, preparando o terreno para nos atingir quando publicamente nos dividem em “bons” e “maus” manifestantes.

Esta estratégia não é nova, mas temos que estar vigilantes e dar uma resposta coerente com as nossas declarações:ignorar a situação não é uma resposta, o silêncio não é uma resposta.

A nossa resposta em relação aos/às detidos/as é o começo, a continuação da nossa solidariedade são os nossos ataques.
Solidariedade com os/as 5 detidos/as!!!
Frente ao ataque do estado a un ateneu e ao movimento anarquista destruímos 5 bancos na zona periférica de Hospitalet.

Saúde, anarquia e nihilismo revolucionário!!!

Lobos Negros

Reino Unido: Ações diretas em Portishead e Bristol

27 de agosto de 2013 – Reivindicação do grande incêndio numa galeria de tiro da polícia e do ataque a carros de segurança privada:

Na noite de 26 de Agosto, o nosso objetivo era a galeria de tiro da polícia (em construção) em Black Rock Quarry (Portishead), situada por baixo da sede regional da polícia de Avon e Somerset e, quando a deixámos, as chamas ardiam bem alto. As instalações destinam-se às forças policiais de todo o sudoeste.

Depois de subir ao estaleiro da construção, usámos um acelerador para queimar os cabos elétricos principais em cinco pontos de distribuição do complexo, borrifámos e ateámos fogo a uma plataforma de mecanismos e cabos elétricos. Passadas mais de doze horas, o fogo ainda continua ativo. Desenhou-se um sorriso na nossa face, ao constatarmos como é fácil entrar no seu clube de tiro e assinar que se fodam precisamente na pança da besta, sendo uma raposa curiosa a nossa única testemunha.

Nessa mesma noite, outros de nós atacaram com decapante dois carros e estouraram as suas rodas, perto de St George (Bristol), um da empresa de segurança privada G4S e outro de Amey. Em Inglaterra e por todo o mundo, a G4S proporciona serviços prisionais e de segurança, tirando proveito de vários aspectos da sociedade carcerária. Amey, juntamente com a GEO, transporta presos/as, em Inglaterra e no País de Gales, gerindo os julgados em Bristol e North Somerset.

Nas cidades à nossa volta, o confinamento aumenta; há uma crescente atmosfera geral de medo e impotência; mais e mais vigilância e agentes de segurança com algemas aparecem diante de mais portas. A tensão cresce em todo o mundo visto as pessoas perderem a fé no sistema. Em resposta a esta insegurança, o estado vai militarizando a polícia com armas de fogo, drones (aviões de control remoto) e armas “não-letais” que frequentemente matam. Por sua vez, é criada a figura preventiva do “polícia brando” com os oficiais a apoiar a comunidade, com equipas de assistência e outras, que se encaixam mais numa imagem democrática. Inclusivé, até mesmo recebendo ajuda de esquerdistas como John Drury de Aufheben, com as suas contribuições em técnicas de controlo de multidões e possuíndo o mesmo medo das classes dominantes ao ingovernável. O Estado britânico é líder em técnicas de contra-insurgência. A sua maestria é o resultado de gerações de colonização brutal, como na Índia, no Quênia e, até hoje, na Irlanda.

Dois anos após os importantes tumultos do Reino Unido, acreditamos que se abriu uma porta significativa para a rejeição, à larga escala, radical e combativa, da nossa existência diária. Para aqueles que tomaram as ruas, foi uma lufada de ar fresco nas masmorras, um lembrete de que a invasão e controle não estão completos. Apesar da apatia e do isolamento terem sido restabelecidos, continuamos a atacar. A polícia e a indústria da segurança privada são especialistas em fazer-nos sentir impotentes nas nossas próprias vidas e estes ataques ajudam, consideravelmente, a vencermos esse sentimento.

Esta é também a nossa maneira de assinalar os dois anos já em que o anarquista Badger (“Texugo”) de Bristol continua a iludir a sua captura, após os motins. Segue livre e a lutar!

A propósito, a noite de nossa ação coincidiu com o início do abate planeado de texugos selvagens, no sudoeste do Reino Unido. Tentando facilitar o sacrifício e parar a resistência, a polícia reforça os interesses da indústria agrícola e das classes dos proprietários de terras. Esperamos que esta seja uma das muitas transgressões contra essa matança. Porque o estado e as forças de segurança corporativas fazem parte integrante deste mundo de exploração e autoridade.

Os melhores cumprimentos ao anarquista grego Kostas Sakkas que está a recuperar de uma greve da fome para a sua libertação da prisão preventiva, após 30 meses sequestrado.

A luta vai continuar até tudo ser selvagem e livre.

Célula das Raposas Enfurecidas em colaboração com ACAB

Atenas: Foi dada ordem de libertação ao anarquista Kostas Sakkas – são necessários 30.000 euros para pagar a sua fiança

Na Quinta-feira, 11 de Julho de 2013, um colectivo de juízes de apelação decidiu conceder a libertação do anarquista Kostas Sakkas. O companheiros completou 38 dias de greve de fome e encontra-se ainda no hospital de Nikaia.

As restrições são:
– o pagamento de uma fiança de 30.000 euros (terá de pagar esta quantia para ser libertado),
– o impedimento de sair do país,
– o impedimento de sair da região de Ática,
– a obrigação de se apresentar todas as segundas-feiras na esquadra de polícia mais próxima,
– a obrigação de residir apenas na morada que declarou com residência permanente,
– a proibição de comunicar ou de se encontrar com qualquer dos co-arguidos no caso da Conspiração das Células do Fogo (esta ordem foi imposta apesar do facto do companheiro enfrentar dois julgamentos pelo mesmo caso).

Ontem, às 19 h, realizou-se também outra assembleia em solidariedade com o Kostas Sakkas no Politécnico de Atenas (entrada a partir da rua Stournari) para organizar esta grande angariação de fundos, já que o companheiro deve pagar a fiança para sair da prisão.

FOGO ÀS PRISÕES!

Fontes i, ii, iii

Hamburgo, Alemanha: Ação de solidariedade com Kostas Sakkas em greve da fome na Grécia

Solidariedade com o anarquista refém do estado Kostas Sakkas! Desde 4 de Junho em greve da fome! Fogo nas prisões! (A)

Na tarde de 4 de Julho, uma faixa foi pendurada (no infoshop Schwarzmarkt) em Hamburgo em solidariedade com o companheiro Kostas Sakkas, que já está há um mês na fase de greve de fome. Além disso, um folheto de solidariedade e um cartaz foram distribuídos e divulgados.

A solidariedade não conhece fronteiras!
Liberdade para todos/as os/as prisioneiros/as!

fonte

Atenas: Actualização sobre o estado de saúde do anarquista em greve de fome Kostas Sakkas

A solidariedade é uma arma

A 4 de Julho, depois de 31 dias em greve de fome, a médica que tem examinado o companheiro Kostas Sakkas durante todo este tempo, mencionou que ele perdeu 13kg (15% do seu peso inicial) e que se encontra numa condição bastante crítica. A sua médica assistente no hospital de Nikaia salientou especificamente que “é uma certeza matemática que a continuação de uma completa abstenção de ingestão de comida irá levar a uma morte certa.”

Para além disso, a assembleia de Atenas de solidariedade para com o anarquista em greve de fome Kostas Sakkas emitiu o seguinte esclarecimento:

“Tem havido uma grande desinformação nos últimos dias em relação ao estado de saúde do companheiro Kostas Sakkas, assim como comunicações em diversos sites que nada têm que ver com a realidade. Qualquer desenvolvimento em relação ao estado de saúde do companheiro será comunicado através de relatórios médicos oficiais. Para além disso, em todas as assembleias que se têm feito em relação ao companheiro em greve de fome, nós fornecemos actualizações em relação à sua condição assim que elas surjam.”

Entretanto, as sessões no tribunal da prisão de Koridallos têm sido adiadas consecutivamente porque Kostas Sakkas, como um dos arguidos, encontra-se claramente incapacitado para comparecer nas sessões.

O companheiro está a aguardar resposta ao seu segundo requerimento para a sua libertação imediata e continua a lutar. Espera-se que o colectivo de juízes de segunda instância emita finalmente a sua decisão durante a próxima semana. Uma concentração em solidariedade foi convocada para Segunda-feira, 8 de Julho, à meia-noite fora do tribunal de apelação (Efeteio) na rua Loukareos, em Atenas.

Grécia, Atenas: 5 compas presos em Nea Filadelfeia

flying-offA partir de Fevereiro — depois de se impôr a prisão preventiva a 4 anarquistas que assumiram a responsabilidade pelo duplo assalto em Velventos, próximo da cidade de Kozani (norte da Grécia)— emitiram-se ordens de prisão contra dois prófugos suspeitos, Fivos Harisis-Poulos e Argyris Ntalios.

No dia 30 de Abril de 2013, cinco pessoas foram detidas na zona de Nea Filadelfeia, Atenas. Entre eles, Fivos e Argyris, que estão encarcerados nas prisões de Koridallos.

Segundo informações de solidários/as, a 3 de Maio, cerca das 9 da manhã, Fivos Harisis-Poulos e Argyris Ntalios teriam uma audiência preliminar como membros de organização criminosa, com o objetivo de cometer assalto, falsificação e resistência à prisão.

Mais tarde, solidários/as informariam que entre os detidos se encontrava Dimistris Hadjivasiliadis, anarquista preso a meados de Fevereiro de 2011, num controlo aleatório da polícia, em Atenas. Permaneceu em prisão preventiva durante 10 meses por “posse de armas com intenção de se abastecer”,  segundo a lei anti-terrorista grega, apesar de não existir algum tipo de prova sustancial. Após esses 10 meses, foi libertado sob fiança em Dezembro de 2011.

Durante a sua custódia na esquadra de polícia de Atenas, Dimitris desafiou os guarda-humanos e estes forçaram-no a estar de pé, durante 12 horas e com as mãos atadas atrás das costas as 24 horas do dia, mesmo na cela. Só conseguiu pôr-se em contato com um/a advogado/a a 2 de Maio. A 3 de Maio o compa também teria a audiência preliminar, com acusações frívolas contra si. Entretanto, Dimitris declarou-se em greve da fome e sede – em resposta às condições da sua detenção, exigindo a sua libertação imediata – que finalizou após três dias, depois de ser libertado.

Os  outros dois compas presos nesse dia, Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, mantêm-se detidos, à espera de novos interrogatórios, em Larisa.

Mais tarde, solidários/as confirmaram que quatro anarquistas  se encontram presos na prisão de Koridallos após as detenções no bairro de Nea Filadelfeia em 30 de abril de 2013: Argyris Ntalios e Fivos Harisis (procurado após o duplo assalto de Velventos, próximo de Kozani), assim como Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis. Os quatro estão acusados formalmente com acusações de “organização terrorista” baseadas em amostras de ADN de diferentes casos de assaltos a bancos.

A direção da prisão dos compas em preventiva, são:

Fivos Harisis-Poulos – Argyris Ntalios Yannis Naxakis  Grigoris Sarafoudis
Dikastiki Filaki Koridallou, à Pteryga, 18110 Koridallos, Atenas, Grécia