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Portugal: ” Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer”

Comunicado recebido a 25 de Abril de 2017
[Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer]

Nem democracia nem ditadura! Nem esquerdas nem direitas ou centros, tampouco!
Em todo o mundo, na democracia só há é mais hipocrisia!

Hipocrisia, quando se utiliza a máscara mais fantástica de todas, a repressão legal.

Quando se financiam os bancos que financiam as empresas de armamento. O florescimento do negócio de armamento não só beneficia as empresas de armas mas também os bancos e as seguradoras. O financiamento dos bancos é feito com o nosso suor e sangue e destina-se ao ataque terrorista dos povos, em todo o mundo.

Quando, em nome do “povo” se cometem as maiores barbaridades, roubando-nos um a um todos os direitos, liberdades e garantias conquistados com sangue, suor e lágrimas mas também com as armas dos oprimidos e oprimidas.

Quando as “esquerdas” e as “direitas e centros” apenas nos pretendem ludibriar – apresentando de forma mais ou menos folclórica o seu dito patriotismo à causa da gerência das “crises” – num ataque final do capitalismo, no seu tão desejado regresso às trevas da escravatura mais diabólica, porque mascarada neste mundo do espectáculo.

Porque todos os seus poderes são militaristas, porque todos os seus rituais são uma lição subliminar de violência, instilação de medo e de subserviência! Trata-se da invenção mais perigosa de todas – apenas nos pretendem amansar – porque nos tolhem os movimentos e petrificam os cérebros.
 
Porque, em súmula, se trata da traição maior de todas, feita com o consentimento e com o selo das populações oprimidas, com o seu voto!

Recuperemos a memória, reflectindo sobre o passado e sobre o presente, aqui e agora. Tomemos as ruas da nossa revolta e conquistemos a auto-organização, a entre – ajuda e o apoio-mútuo. Sem partidos nem manipulações.

Portugal, 25 de Abril de 2017,
Alguns e algumas anarquistas

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Bristol, Reino Unido: Ataque incendiário à fábrica da multinacional BAE Systems

No contexto da cimeira da NATO em Newport uma célula da Federazione Anarchica Informale (FAI) atacou a fábrica BAE Systems em Filton, Bristol:

Preparámos o nosso ataque contra a fábrica de armamento da BAE Systems na área de Filton em Bristol, pegando fogo ao depósito de combustível, fora do Centro de Tecnologia Avançada (Instalações de Impacto – Secção de Instalações de Impacto Electromagnético de Grande Potência) a 29 de Agosto. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter levado a isto a cabo no contexto da conferência da Nato em Newport daqui a cinco dias. Hoje (30.08.2014), anunciamos ter realizado este ataque no contexto da Cimeira da NATO, a realizar-se em Newport, nos próximos 5 dias. O Reino Unido está cheio de estruturas do complexo militar-industrial durante todo o ano e todxs podem tirar daí as suas conclusões.

A BAE Systems é possivelmente a maior das denominadas multinacionais de defesa e ainda o maior empregador industrial no Reino Unido. Alguns dos seus maiores projectos, apenas com as Forças Armadas Britânicas, são os jactos Eurofighter da NATO e os submarinos nucleares.

Desde artilharia e aviões teleguiados aéreos [drones] com sistemas de comunicação especializados, até aos caças-bombardeiros F16 da Força Aérea Israelita e os grilhões usados nos prisioneiros da Baía de Guantánamo, é possível encontrar a BAE Systems por trás da conquista imperialista e da morte ou da miseribilização de milhões em todo o mundo. A empresa tem agora sucursais de informação e investigação criminal, que lidam com matérias como ameaças cibernéticas no sector bancário, sendo contratada pela União Europeia para criar o Sistema de Gerenciamento de Crime Estratégico e Imigração: essencialmente uma base de dados de policiamento internacional. Estão a postos para lucrar gerindo a transição da analítica, desde a análise de locais físicos até a análise de indivíduos e como estes interactuam para vantagem dos que fazem cumprir a lei e das agências de inteligência.

A fábrica que atingimos produz hardware, incluindo o das fragatas navais e veículos de combate, e ali centenas de funcionários do Centro de Tecnologia Avançada desenham armamento de ponta para os mercados globais. Apenas algumas das suas especialidades são:

– Detecção de comportamento anormal & analítica de vídeo
Tecnologia de bio-inspiração
– Micro & nanotecnologia e materiais inteligentes
– Tecnologia para operações secretas & seguras

A BAE Systems está na vanguarda da robótica militar bem como das últimas inovações, como dispositivos de disfarce para tanques e equipamento de protecção pessoal feito a partir de líquido, para tornar a moderna máquina assassina de carne e sangue ainda mais ágil e mortífera. Olhem para os seus veículos blindados terrestres que são autónomos de supervisão humana (como aqueles que patrulham a zona fronteiriça de Israel-Gaza ou Israel-Líbano) ou as minúsculas máquinas de superfície ou submarinas modeladas a partir de insectos para reconhecimento audiovisual para ver um sinal do futuro que eles nos estão a preparar.
A empresa faz referência explícita à época da guerra assimétrica e a passagem do uso dos seus produtos no campo de batalha para o uso dentro da sociedade em grande escala: um fenómeno comum no sector. Um caso que ilustra isto é o do equipamento de visão nocturna de alta potência da BAE Systems, que começa a entrar no mercado das câmaras de vigilância civis para avançar com o projecto de tornar os centros urbanos em prisões abertas e em todo o lado onde for preciso proteger o sistema e os seus bens.

Será preciso escrever mais para demonstrar como o desenvolvimento tecnológico debaixo da civilizada estrutura do Poder nos está a levar para uma paisagem desolada e automatizada de quase total domínio e potencial aniquilação? A hora é tardia e o admirável mundo novo com a procura amplificada pela submissão será o preço pela nossa indiferença.

Atacamos-lhes ali onde pensavam que era terreno seguro, assim foi como decidimos pagar a BAE Systems com a mesma moeda pelo negócio que escolheu. Através do ataque estamos com aquelxs encarceradxs pelos seus próprios caminhos em direcção à anarquia:

Gianluca Iacovacci e Adriano Antonacci
Marco Camenisch
Nicola Gai e Alfredo Cospito

Os actos destrutivos irão multiplicar-se, por cada ano que passem lá dentro. Honra também aos e às lutadorxs dos dias passados que andaram armadxs contra o domínio no seu tempo.

FAI “Sacco & Vanzetti” Círculo de Propaganda pela Vida & pelo Facto

[País de Gales] Chamada à mobilização e ações contra a NATO em Newport

Semana de Ação contra Cimeira da NATO: 30 Agosto – 5 Setembro

A Rede Stop G8 (agora com o nome de Rede de Ação Anarquista) apoia a Stop NATO Cymru fazendo um chamado para a mobilização durante a Cimeira da NATO em Newport em Setembro de 2014.

Este ano, a NATO realizará a sua próxima Cimeira no Celtic Manor Resort em Newport, País de Gales. No início de Setembro de 2014, xs “líderes mundiais” – todxs xs diretamente responsáveis pelas mortes incalculáveis, voos ilegais de tortura, e as guerras – onde se luta somente para proteger os interesses de empresas ocidentais e das rotas de abastecimento de recursos – vão-se reunir próximo da histórica cidade galesa.

Muitas pessoas de Newport, Cardiff, Bristol e além, ir-se-ão opor à Cimeira e usarão uma diversidade de táticas contra ela. Nós, uma rede anticapitalista e antimilitarista, no País de Gales, pretendemos facilitar mobilizações e proporcionar espaço para workshops, ações de perícia e eventos sociais. Estamos a organizar, sem líderes, não concordamos com chefes ou bombas.

A NATO tem usado muitas vezes o termo “intervenções humanitárias”, escondendo desse modo o fato de que, na realidade, luta para o benefício estratégico, económico e político, das classes de elite nos países membros da NATO. O militarismo e capitalismo fazem parte da própria estrutura do poder mundial. A crítica e o confronto com o capitalismo são um aspecto indispensável da nossa posição antimilitarista.

Na sua forma actual, a NATO é uma aliança militar armada nuclear, com mais de 5000 armas nucleares. Foi supostamente criada para a defesa mútua durante a Guerra Fria e deveria ter sido dissolvida quando a União Soviética desapareceu. Em vez disso, expandiu-se e tornou-se uma força de aliança agressiva, engajada em guerras com uma mentalidade de cruzada.

Durante quase dez anos, a NATO levou a guerra ao Afeganistão,historicamente uma região charneira entre o Ocidente e o Oriente, onde cerca de 100 mil civis inocentes foram mortxs e três milhões de pessoas inocentes tornaram-se refugiadxs.

Mas a crítica do militarismo e do capitalismo não termina com a NATO: A despesa militar global anual é de mais de £ 1.072.600.000.000 (libras); o que corresponde a um gasto estimado de 150 libras por pessoa, por ano, em todo o mundo. O orçamento militar do Reino Unido é o quarto mais alto do mundo. Numa época de austeridade, devemos exigir saber por que os gastos militares são tão altos e expor a brutalidade de todxs aquelxs que estão em posições de poder a nível global.

A maioria das pessoas enfrentam questões muito mais prementes do que os novos caças ou submarinos. As pessoas querem que o dinheiro se utilize em instalações locais e acesso adequado às infra-estruturas social e de saúde.

Mesmo quando o exército fez alguns cortes, estes já tiveram um impacto sobre as pessoas antes – em vez de em coisas materiais como compra de armas – são os cortes de pessoal, salários mais baixos e as pensões (reformas). O Reino Unido ainda está a planear gastar quase 160 biliões de libras para novas armas antes de 2022, incluíndo 35.8 biliões de libras para submarinos nucleares são concebidos para não serem usados.

Enquanto as pessoas em todo o mundo lutam para prover as necessidades básicas às suas famílias, os governos esbanjam vastos recursos em intervenções militares, um desperdício tanto em recursos como de vidas e que reflete paradigmas do passado.

Os EUA, sob a bandeira da NATO, continuam a trabalhar para colocar um sistema de “defesa antimísseis” na Europa, o que está a provocar inquietante corrida ao armamento com a Rússia. No entanto, não temos de concordar com os seus planos para connosco. As pessoas, nas comunidades à nossa volta, estão a construir a resistência às bases militares na sua área. Incluíndo Aberporth, Ceredigion, Menwith Hill, em Yorkshire, RAF Waddington, no Lincolnshire, Faslane perto de Glasgow, EDO em Brighton, onde as populações locais estão a mobilizar-se e a opor-se ao militarismo.

Newport tem uma história de radicalismo. A revolta Chartista, que celebra o seu 175 º aniversário este ano, foi a última insurreição armada em grande escala no País de Gales, Inglaterra e Escócia. A peça popular de Arte Pública, celebrando a revolta, foi recentemente demolida antes do previsto, como parte de uma reconstrução planejada para o centro e financiada por um empréstimo de £ 90.000.000, oferecida pelo Conselho aos promotores, através da redução de fundos para serviços de primeira linha. Esta aposta ingénua em reviver as fortunas da cidade, através do bombeamento de fundos públicos em empresas privadas, junta-se a uma longa lista que inclui a LG, a Taça Ryder e agora esta Cimeira da NATO.

Juntamente com pessoas de todo o País de Gales, e para além dele, vamos mobilizar até Setembro contra o militarismo, as relíquias da Guerra Fria, e os insuflados orçamentos de defesa.

Esperamos que você possa juntar-se aos protestos, manifestações e atividades, para se opôr à NATO e aos líderes mundiais, estando em Newport. Grande parte do que está previsto é a partir de agora até Setembro. O nosso objetivo é ser uma rede aberta e inclusiva, trabalhando juntxs, com tantas pessoas quanto possível, afim de se encontrar estruturas locais e mundiais não-hierárquicas como alternativas ao sistema de exploração, estando atentxs às potenciais infiltrações corporativas e do estado no seio do nosso movimento. O nosso site será atualizado com notícias e informações e temos um endereço de e-mail para podermos ser contactados em: stopnatocymru@riseup.net

Stop NATO Cymru, pertencente à Rede de Ação Anarquista

Apoiado por:
South Wales Anarchists, Cymru Wales IWW, Cardiff Food not Bombs, Swansea Food not Bombs, No Borders South Wales, Bristol Against Arms Trade

anarchistaction.net

Sérvia: Os Seis de Belgrado voltarão a ser julgados

Queridxs, compas,

Gostaríamos de informar que em 8 de fevereiro de 2012 haverá um novo julgamento contra quatro membros da Iniciativa Anarco-Sindicalista (ASI) da Sérvia, e de dois anarquistas não afiliados, de Belgrado, como parte de um processo judicial contra os Seis de Belgrado (BG6).

Os seis libertários em Belgrado são acusados de incitar, auxiliar e executar um ataque contra a Embaixada da Grécia em Belgrado, no final de agosto de 2009, em solidariedade a um preso político grego em greve de fome nesta altura (Thodoros Iliopoulos). Imediatamente após o ataque à embaixada, os BG6 (Tadej Kurepa, Ratibor Trivunac, Ivan Savic, Ivan Vulovic, Nikola Mitrovic e Sanja Dojkic) foram detidos e mantidos presos durante os seguintes seis meses, acusados de “terrorismo internacional”. Graças à mobilização maciça de apoio, tanto global como localmente, foram liberados pouco antes da data do julgamento. Em junho de 2010, foram absolvidos completamente, finalmente, pelo Supremo Tribunal em Belgrado, que decidiu que não havia base para um veredito de culpabilidade em qualquer das acusações.

A promotoria apresentou uma queixa, mas a Corte de Apelações não respondeu até o momento em que razões políticas adequadas surgiam. Poucos dias depois dos protestos anti-militaristas contra a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada em Belgrado em junho de 2011, onde Ratibor Trivunac foi preso, a Corte de Apelações aceitou a acusação da promotoria e não conseguiu reabrir o caso contra os BG6.

Atualmente, continuam os procedimentos criminais contra sete membros do grupo local de Belgrado da ASI, e todos têm motivação política. A reabertura do processo contra os BG6 pode ser visto apenas como a continuação da repressão do Estado contra aqueles que se opõem à pilhagem e a exploração. Considerando que a Sérvia é uma república de banana periférica, governada por um estrato da burguesia abastada, é mostrado que, nesta fase da luta, a maior força contra o aparelho repressivo do Estado é a solidariedade internacional.

Por isso, chamamos a todos os companheiros e companheiras anarcossindicalistas, sindicalistas revolucionários e anarquistas de luta de classe em todos os lugares para se juntar em um dia internacional de solidariedade com os BG6, organizado globalmente em 6 de fevereiro, em frente às embaixadas, consulados e instituições culturais da República da Sérvia. Os protestos devem levar uma clara demanda pelo final de todos os processos judiciais contra os libertários de Belgrado e o cancelamento das acusações.

A liberdade de nossos companheiros depende em grande parte das atividades do movimento libertário internacional, e estamos convencidos de que a solidariedade internacional mostrará sua força uma vez mais.

Liberdade para os BG6! Morte ao Estado e ao capitalismo!

Secretariado Internacional da ASI

agência de notícias anarquistas-ana
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Nicósia, Chipre: ISTO É O EXÉRCITO, UM CEMITÉRIO

Skapoula: Pancarta contra o exercito

12/07/2011 – O texto seguinte é da concentração de hoje. Impresso em 1.000 cópias e distribuído nas ruas da zona central de Nicósia e no protesto que teve lugar na Praça Eleftherias.

Na manhã de segunda-feira, 11 de Julho, uma forte explosão na base naval “Evangelos Florakis” resultou na morte de seis bombeiros, incluindo dois soldados (marinheiros), e ferindo vários outros. A explosão é o resultado da negligência criminosa das “competentes” autoridades que estavam cientes do problema. Eles preferiram nada fazer, ao que parece para evitar alguns dos custos.  É claro que, tendo desencadeado uma incrível caça às bruxas contra os rebeldes, estavam demasiado ocupados para lidar com a questão menor da possibilidade de um acidente mortal a qualquer momento. Esse desprezo pela vida humana não é nada de novo neste mundo. Deparamos com ele todos os dias na escola, no exército [há ainda dois anos de serviço militar obrigatório para todos os jovens em Chipre], no trabalho – em todos o lado.

A explosão na base naval foi o resultado líquido desses conceitos, em tempos assassinos. A degradação da vida humana e da dignidade está profundamente ligada a uma concepção militarista da vida e da máquina militar.

O exército é uma instituição construída para matar, seja na guerra, nas fronteiras ou nas “missões cirúrgicas de paz” (ver Iraque, Bósnia, etc.). Não só matar pessoas, mas a imposição do, nacionalismo, da hierarquia e da disciplina rígida, que manipula e mata consciências. Como estudantes só podemos vê-la como uma continuação da lavagem cerebral levada a cabo nas escolas. Uma tentativa de nos moldar de acordo com os seus padrões, a fim de nos tornarem escravos obedientes do sistema e de qualquer poder. Continuar a lerNicósia, Chipre: ISTO É O EXÉRCITO, UM CEMITÉRIO