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Grécia: Texto de Tasos Theofilou sobre a sua libertação em tribunal

A profundidade e a intensidade da minha gratidão pelas pessoas que por qualquer meio me apoiaram, todos estes anos, excede a minha capacidade de o expressar. Ao mesmo tempo, a minha absolvição de todas as acusações é muito mais importante do que uma reivindicação pessoal. É uma vitória para o mundo da luta contra a repressão. Uma vitória dxs desamparadxs contra o profundo estado policial em que nos encontramos. Uma vitória do movimento e meios alternativos contra os media corporativos dominantes. Uma vitória da contra-informação contra a propaganda do regime. Uma vitória do movimento contra a depravação da autoridade.

A decisão de qualquer tribunal que teve que se confrontar com um arquivo tão volumoso, mas a que faltava qualquer tipo de prova, como o tribunal de primeiro instância e também o de segunda instância, não poderia ser outra coisa senão política. Mas, em contraste com o de 1ª instância, a maioria dos membros do Tribunal de Reclusão de Felonia de 2ª instância, teve a honestidade de permanecer consistente nas suas declarações da – ainda classista – justiça criminal e não sucumbir à pressão do lobby da cruzada “anti -terrorista “, mas escutar o movimento de solidariedade, acabando por me absolver de todas as acusações.

Portanto, essa decisão é ao mesmo tempo um primeiro limite para as maquinações da unidade antiterrorista e da indústria de perseguições consequente, maquinações essas tendo como cabeça de lança a lei anti-terrorismo 187A e o elemento “científico” do DNA.

O campo da justiça criminal pode e deve ser mais um campo de luta, já que as decisões judiciais individuais que se materializam também definem – sempre dentro dos limites que a sua posição de classe impõe – correlações sociais e políticas. Esta luta particular tem futuros pontos de referência. Do pedido de libertação de Irianna ao tribunal, a 17 de Julho ao julgamento do processo de Skouries, em Setembro, de qualquer julgamento de manifestante até todos os tribunais de terror.

Tasos Theofilou

Atenas
12/7/2017

Traduzido por A.F.F.N

em inglês via 325 nostate

Grécia: Tasos Theofilou absolvido pelo tribunal de Atenas

“Liberdade para o anarquista comunista Tasos Theofilou” – manifestação de solidariedade, em Tessalónica ( 29 de Junho de 2017).

7 de Julho de 2017:

Após cinco anos de prisão, Tasos Theofilou foi considerado não culpado, em todas as acusações, por um tribunal de apelações em Atenas. A decisão foi tomada por uma maioria de 3 a 2.

   em inglês l italiano l alemão l francês l espanhol         

Londres, Reino Unido: Evento solidário com Tasos Theofilou


Eu sou um comunista anarquista. Amo a vida e a liberdade.

Vamos lutar para derrubar as prisões que enterram dentro de si milhares de pessoas vivas.

Vamos lutar pela visão da libertação social.

Vamos lutar pela libertação da nossa classe da autoridade do capital ”

Tasos Theofilou

Junte-se a nós nesta sexta-feira, 23 de Junho, para um evento benefit em solidariedade com o comunista anarquista Tasos Theofilou que se encontra na prisão, após ter sido condenado com base em provas falsas e inexistentes. Foi condenado apenas porque é um anarquista. Foi condenado porque não perdeu o sorriso mesmo quando o tribunal anunciou a sua sentença.

Atualizações do caso, projeções e intervenções com chamadas telefónicas a Atenas.
Mais informações sobre o caso aqui.

A começar às 19:00 no L.A.R.C. (Rua Fieldgate, 62, E1 1ES Londres)
música ao vivo a seguir…
O bar funcionará toda a noite.

Espalhemos a notícia!!!!
Vemos-nos por lá!

P.S. A 24 de junho, haverá uma manifestação solidária com Tasos Theophilou, em Atenas. A manif começa às 12:00, em Monastiraki.

em inglês l alemão

Ilha de Creta, Grécia: Veículo do corpo diplomático incendiado em Chania

kemadoNa madrugada de 14 de Novembro, na cidade de Chania (Ilha de Creta) incendiámos um Citroen C5, um veículo pertencente ao corpo diplomático. O veículo ficou completamente carbonizado. Enquanto exista Estado e Capital, não vacilaremos em atacar os seus meios e estruturas em qualquer oportunidade que tenhamos. Com esta ação enviamos uma mensagem de solidariedade a todxs xs que resistem e se rebelam em cada canto do planeta.

Liberdade para todxs xs nossxs compas anarquistas que estejam presxs nas masmorras do Estado.

Força aos/às membrxs da Luta Revolucionária, Conspiração de Células de Fogo e ao anarquista-comunista Tasos Theofilou nos seus julgamentos de apelação a ter lugar agora assim como aos/às anarquistas envolvidxs nestes casos.

Solidariedade com xs detidxs nos distúrbios de 15 e 17 de Novembro.

Anarquistas

em espanhol

Grécia: O anarquista Tasos Theofilou finaliza a sua greve de fome

No dia 9 de Abril, o compa Tasos Theofilou, participante na Rede de Lutadores Presos (DAK), em greve de fome desde 2 de Março, anunciou através de uma breve mensagem, emitida das prisões de Domokos, que suspende a sua mobilização. Segundo a última informação médica, após 39 dias de luta, Tasos perdeu 20 % do seu peso corporal. Recordamos que 8 compas da Rede de Lutadores Presos continuam em greve de fome.

FORÇA E RECUPERAÇÃO RÁPIDA PARA TASOS THEOFILOU

Prisões gregas: Comunicado de início de greve de fome pela Rede de Lutadores Presos (DAK)

Nota da Contrainfo: Como afirmámos anteriormente, os companheiros Antonis Stamboulous, Tasos Theofilou, Fivos Harisis, Argyris Ntalios e Giorgos Karagiannidis ( membros da DAK) uniram-se a 2 de Março a Dimitris Koufontinas, Kostas Gournas e Nikos Maziotis na greve de fome colectiva. Os outros participantes da DAK entrarão na mobilização nos próximos dias. Segue-se a tradução do comunicado da Rede de Lutadores Presos:

Começaremos com uma constatação que nunca devemos esquecer. Tudo se conquista com lutas. Se hoje nas prisões podemos ter livros, televisão, chamadas telefónicas livres, autorizações de saída, suspensão de penas, se os carcereiros não nos espancam, devemos tudo isto aos motins sangrentos e greves de fome dxs presxs que nos precederam.

Hoje cabe-nos a nós lutar e ganhar. Chegou o momento de diminuir as penas abusivas que se repartem sem nexo algum, chegou o momento de serem concedidas obrigatoriamente as permissões e suspensões de pena segundo os limites oficiais, que se diminua a pena perpétua a 12 anos de prisão efectiva e 4 anos em dias de trabalho, que se conceda a suspensão da pena ao cumprir-se 2/5 da condenação, que se diminua o tempo de prisão preventiva a 12 meses, que exista a possibilidade de usar a internet, que as visitas passem a ser livres, que os encontros sexuais sejam garantidos aos/às presxs.

Que não se voltem a construir prisões de isolamento sensorial, como as de Malandrino, Trikala, Grevena, Domokos, Chania, Nigrita, Drama, onde os presos não tenham relação alguma com o ambiente exterior e até o céu vejam através de uma cerca metálica. A arquitectura das que já existem deve ser transformada para que deixem de dar importância apenas à prevenção de motins e fugas, pondo as condições de vida em segundo plano.

Os campos de concentração para imigrantes têm de ser encerrados. Todos estes são assuntos que xs presxs devem reivindicar e ganhar em conjunto. Aproveitando a luta que começámos, destacamos estes assuntos e pedimos que xs internxs das prisões os tomem em consideração para as novas batalhas que se avizinham.

A prisão e em geral a repressão constituem um dos pilares fundamentais do sistema capitalista. No modelo de administração capitalista predominante hoje em dia a repressão centraliza-se cada vez mais como opção do Estado, expressando-se de forma esmagadora na doutrina da Lei e Ordem. O abandono do modelo anterior – ou seja, do Estado de bem-estar keynesiano – conduziu ao empobrecimento de mais pessoas, tanto no seio das metrópoles ocidentais, como na periferia capitalista. A partir do momento em que uma grande parte da população não é enquadrada no processo produtivo e de consumo, a sua gestão só pode realizar-se através da repressão.

A administração repressiva efetiva impôs a criação de regimes especiais de excepção, carimbando actos ilegais num quadro conceptual especial. Actos que não são tratados segundo o peso penal específico que têm, mas segundo a sua perigosidade para o funcionamento normal do regime.

Neste estado de excepção enquadra-se o combate ao inimigo interno (com a aplicação da lei “antiterrorista” para xs acusadxs por luta armada e da “lei da capucha” para xs detidxs após os confrontos em manifestações), o combate ao chamado “crime organizado” ou, melhor dizendo, ao funcionamento capitalista “negro”, o combate axs imigrantes xs quais agora são detidxs sem que tenham cometido delito algum, mas simplesmente porque existem. Dxs hooligans acusadxs com base em leis desportivas especiais, das mulheres seropositivas que foram estigmatizadas como praga para a sociedade, e a lista continua. Tudo o que possa causar turbulência ao efetivo funcionamento do sistema é tratado com algum regulamento especial.

E em relação à realidade grega, este processo começou em termos legislativos no princípio de 2000 e, desde então, encontra-se em constante actualização. Em 2001, o estado grego – de mão dada com a então chamada “guerra contra o terrorismo” que, a nível internacional agudizou também a guerra contra o inimigo interno – votou o artigo 187 sobre as organizações ilícitas. Em 2004, votou o artigo 187A sobre as organizações terroristas.

No mesmo período foram postas em funcionamento as primeiras prisões de alta segurança de Malandrino, para onde foram transferidos os presos mais insubmissos, que suportavam um tratamento penitenciário especial, com isolamento sensorial, confinamento em módulos de poucas pessoas e dificuldades na questão das saídas e das suspensões de penas.

Em 2002 os presos do caso 17 de Novembro foram também sujeitos a condições de isolamento físico e sensorial, trancados em celas subterrâneas das prisões femininas de Koridallos. Após a transição para a democracia, a primeira implementação deste tipo de condições de detenção especiais na Grécia para presos penais e políticos, foram respetivamente, o funcionamento das prisões de Malandrino e das celas subterrâneas de Koridallos para presos penais e políticos.

Através dos artigos 187 e 187A ampliam-se os contextos jurídicos, permitindo mais acções e aumentando o nível do castigo. A maneira como funcionam estas legislações implica juízes e procuradores do ministério público especiais, salas de tribunais especiais, inexistência de júri, maiores penas por cada delito e, ultimamente, a acusação pela intenção de cometer um delito análogo. Trata-se obviamente de uma legislação vingativa que procura a aniquilação dxs presxs.

Aqui deve-se mencionar um caso especial, o do guerrilheiro com diversas lesões graves, Savvas Xiros, que há 13 anos enfrenta uma morte lenta na prisão.

A última aplicação do estado de excepção é o do funcionamento das prisões de tipo C. Através do agravamento do contexto legal que as delimita xs ali encerradxs verão a sua prisão efectiva ser prolongada muitíssimo. Além do isolamento físico e sensorial que representa o confinamento das prisões de tipo C.

Uma característica particular do regime de excepção é a sua implementação como piloto e a sua expansão contínua subsequente. Um exemplo é a execução do artigo 187, aplicado inicialmente a algumas dezenas de presos e sob o qual quase 30% da população carcerária se encontra atualmente acusada.

O arranque das prisões de tipo C é outro exemplo de como se pode catalogar qualquer preso insubmisso como perigo e transferi-lo para ali – para além dos inicialmente catalogados como presos de tipo C (acusados sob os  artigos 187 e 187A).

Para além do campo legislativo o regime de excepção cristaliza-se, também, a nível de investigação e provas. O aparecimento da análise de ADN criou um novo tipo de abordagem policial-judicial que apresenta as suas peritagens como verdades inegáveis.

Devido à sua natureza, o material genético é uma prova extremamente arriscada em relação aos resultados que se podem obter ao analisá-lo. A facilidade da sua transferência de humanx a humanx ou a objectos, assim como a sua mistura, deixam tantas possibilidades abertas como as conclusões que se queiram extrair ao utilizá-lo como prova de acusação.

Apesar do facto de que tudo isto ser do conhecimento geral, tanto para os cientistas que se empenham no assunto como para os aparelhos repressivos que o utilizam, a recolha, o processamento e o registo de material genético é a nova super arma de repressão legislativa, precisamente pela ambiguidade que supõe.

A insuficiência do método em uso é demonstrada pela estrondosa ausência de biólogos da polícia nos tribunais para a apoiar as suas análises, em contraste com a presença de polícias da detenção, dos interrogatórios, os dos explosivos e os doutras especialidades.

A importância da prática repressiva da análise de ADN é demonstrada pelo facto de a utilizarem cada vez mais nas salas dos tribunais. Há pessoas que foram acusadas de vários delitos, com a única indicação de uma mistura de tipos genéticos encontrada perto do espaço das investigações. Embora o método científico internacional determine ser de risco a análise de misturas de ADN, tem havido bastantes condenações baseadas no fato de terem encontrado simplesmente uma mistura de ADN.

Por outro lado, a insistência da polícia na extracção violenta de amostras de ADN não só é permitida mas imposta – convertendo todo o processo numa tortura – é mais um exemplo da importância que tem para o regime a criação de bases de biodados.

Por estas razões, acreditamos que já está na hora, em termos políticos, de se ver limitada a forma de avaliação do material genético.

Não há qualquer dúvida de que o Estado utiliza todos os meios que lhe permitam as relações sociais propícias à manutenção do domínio de classe. Por isso, seria absurdo esperar que os que se vêem atingidos pela luta subversiva não tomem as suas medidas. O que podemos exigir dos empregadores e do Estado através do custo análogo que lhes causaremos é que retrocedam, abolindo:

– O artigo 187

– O artigo 187A

– A agravante por realizar a acção com as características faciais cobertas (“lei da capucha.”)

– O quadro legal que define o funcionamento das prisões tipo C.

E delimitando o processamento e o uso do material genético. Exigimos, concretamente:

– A abolição da ordem do procurador do ministério público com a qual é imposta a colheita à força de amostras de ADN.

– Que xs peritxs biológxs de confiança dx acusadx tenham acesso às amostras de ADN e possam analisá-las se o x acusadx assim o desejar.

– A abolição da análise de amostras que contenham misturas de material genético de mais de duas pessoas.

Também exigimos:

– A libertação imediata de Savvas Xiros para que possa receber o tratamento médico que necessita.

Não confiamos absolutamente nada nas palavras de nenhum governo e não esquecemos que tudo se conquista através da luta. Por isso, a 2 de Março de 2015, entramos em greve de fome exigindo o cumprimento das nossas exigências.

Rede de Lutadores Presos

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Grécia: Atualizações sobre as mobilizações nas prisões

prisonMais compas presxs se declararam em greve de fome, no mesmo contexto que a mobilização de Nikos Maziotis, Kostas Gournas e Dimitris Koufontinas. Trata-se dos anarquistas Antonis Stamboulos (prisões de Larisa), Tasos Theofilou (prisões de Domokos), Fivos Charisis, Argyris Dalios e Giorgos Karagiannidis (estes três a partir das prisões de Koridallos), que são os primeiros da Rede de Lutadores Presos (DAK) a unir-se à greve de fome (os restantes participantes da DAK entrarão mais tarde). O preso social Mohamed-Said Elchibah (prisões de tipo C de Domokos) também entrou em greve da fome a partir de 2 de Março de 2015.

Por outro lado o preso social Giorgos Sofianidis encontra-se em greve da fome (desde 27/2/2015) no módulo E1 das prisões tipo C de Domokos, exigindo que se volte a transferir para as prisões de Koridallos (onde estava até à véspera do Ano Novo) para poder continuar os seus estudos no Instituto Tecnológico do Pireo e no Instituto de Ensino Profissional (que se encontra dentro do complexo penitenciário de Koridallos).

espanhol

Atenas, Grécia: Condenação do comunista anarquista Tasos Theofilou

A 7 de Fevereiro de 2014, o comunista anarquista Tasos Theofilou foi condenado a 25 anos de prisão, apesar de ter contestado, desde o início, todas as acusações. A decisão foi tomada por maioria (em lugar de um veredito por unanimidade) por um grupo composto por três juízes, no tribunal de Atenas.

Tasos Theofilou foi absolvido das acusações graves relacionadas com “formação e pertença a uma organização terrorista” (quer dizer, da sua suposta participação no grupo de guerrilha urbana Conspiração de Células de Fogo), assim como de posse de explosivos e munições (uma vez que os juízes decidiram que nunca foi membro da CCF), falsificação de cinco cartões de identificação, uso de arma de fogo e duas tentativas de homicídio.

No entanto, foi considerado culpado de dois delitos graves: participação num roubo com as caraterísticas físicas cobertas e de sinergia em homicídio cometido num estado mental de calma. Também foi sentenciado por três delitos menores: porte de arma de fogo, falsificar documentos repetidamente (acusação relativa aos veículos dos assaltantes), e aceitar produtos do crime (o automóvel de fuga dos assaltantes).

Por outras palavras, o tribunal decidiu que, supostamente, Theofilou (sem ser membro da CCF nem de outra organização) participou num assalto ao banco da ilha de Paros em Agosto de 2012, mas não foi ele que matou Dimitris Michas (o cidadão taxista que tentou impedir a fuga dos assaltantes). Segundo um dos advogados da defesa, esta é uma decisão tomada com base numa única indicação (uma controversa amostra de ADN tomada de um chapéu que supostamente caíu de um dos assaltantes). Pelo menos foi impedida a imposição da cadeia perpétua, já que não foi sentenciado por homicídio intencional…

Muitos fatos do caso e as provas apresentadas perante o tribunal argumentaram a favor de sua absolvição (por exemplo, xs testemunhxs não terão reconhecido Theofilou durante o julgamento). No entanto, como tinha acontecido no caso do prisioneiro anarquista Babis Tsilianidis, também neste processo o réu foi julgado como culpado apenas com base no ADN o qual teria sido encontrado num objeto móvel.

O tribunal de primeira instância impôs: 16 anos por sinergia em homicídio, 15 anos por roubo, 3 anos por cometer falsificação, 2 anos por porte de arma de fogo (além de uma multa de 5.000 euros) e 2 anos por aceitar produtos do crime; no total: 38 anos. A sentença agregada é de 25 anos de prisão. O companheiro tem o direito de recorrer contra a sua condenação, mas o recurso não tem efeito suspensivo; isto é, deve permanecer na prisão até ao seu próximo julgamento no tribunal de apelação (mas, entretanto, pode solicitar que a sua sentença de prisão seja suspensa).

ABSOLVIÇÃO COMPLETA E LIBERTAÇÃO IMEDIATA DO COMPANHEIRO TASOS THEOFILOU

Atenas: Atualização sobre os membros da CCF da prisão de homens de Koridallos

wHoje, 20 de Janeiro de 2014, 6 compas da Conspiração foram chamados a comparecer perante a promotora da prisão que lhes impôs uma sanção disciplinar depois de presos do módulo D terem publicado um texto que os** apontava como responsáveis do espancamento a outro preso, como lhes disse, e após os funcionários da prisão relatarem o incidente. A pena inclui um ano de sanção disciplinar por obstruir e imobilizar um guarda da prisão, e 30 pontos da prisão por agredir outro preso. É possível que haja uma continuação criminal do caso. Para qualquer coisa mais, informaremos.

Solidárixs com a Conspiração de Células de Fogo

Nota dos Tradutores:
* O titulo deste post, assim como os links, são nossxs.
** Tanto quanto sabemos, os 10 presos não nomearam explícitamente os 6 compas, como se pode ver aqui.

Prisões gregas (Koridallos): O prisioneiro anarquista Yannis Naxakis espancado e hospitalizado

Hoje, domingo 5/1 pelas 18.30, no exterior da asa A, o nosso companheiro anarquista Yannis Naxakis foi emboscado e espancado por, pelo menos, cinco membros da CCF que seguravam estacas. O companheiro foi transferido para um hospital fora da prisão.

Babis Tsilianidis
Yannis Michailidis
Tasos Theofilou
Dimitris Politis
Fivos Harisis
Argyris Ntalios
Giorgos Karagiannidis
Andreas-Dimitris Bourzoukos
Alexandros Mitroussias
Grigoris Sarafoudis

Atenas, 11 de Novembro de 2013: Julgamento contra o anarquista comunista Tasos Theofilou no Tribunal de Apelação da rua Loukareos

Na faixa colocada em Veria, lê-se: “Solidariedade com o anarquista Tasos Theofilou. Νenhum refém nas mãos do Estado. Julgamento 11/11″

Breve descrição do caso, realizada por solidários/as:

No dia 18 de Agosto de 2012, às 11 horas da manhã,o anarquista comunista Tasos Theofilou, foi sequestrado pelas forças antiterroristas na praça de Kerameikos, no centro de Atenas.  Depois de lhe colocarem algemas e um capuz negro na cabeça, foi conduzido à sede da Polícia de Atenas (GADA). Chegado ali, tomaram-lhe amostras de ADN à força e acusaram-no de participação no assalto de um Alpha Bank na ilha de Paros [que teve lugar uns dias antes] assim como do ferimento fatal a um cidadão que tentou impedir a fuga dos assaltantes,para além de participação na organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo.

A técnica já habitual das forças antiterroristas foi a denúncia anónima, que “receberam” dias após o assalto, apresentando Tasos Theofilou como um dos autores do assalto, sendo apenas isto o que levou à detenção do compa.

O compa negou todas as acusações desde o primeiro momento. Argumentou que a única coisa envolvida nos eventos de Paros é uma amostra de ADN num objeto em movimento (um chapéu), que estava do lado de fora do banco, o que não implica, de nenhuma forma, a sua presença no assalto. Também questiona a validade do processo de peritagem e da análise da amostra de ADN. Quanto à acusação de pertença à organização revolucionaria CCF, na primeiro texto que publicou – após a sua detenção – explicava que seria impossível formar parte dela devido às enormes diferenças políticas que os separam, sem que isto signifique à partida que não reconheça que compartilhem um lugar comum no campo dos/as que atuam de forma hostil contra o velho mundo. Precisamente, as provas em que se baseia  esta acusação estão relacionadas com a operação-fiasco de Dezembro de 2010 na qual 6 anarquistas foram detidos/as por participação numa “organização terrorista desconhecida”, acusação que mais tarde se incorporaria no caso da CCF (os/as 6 detidos/as foram absolvidos/as de todas as acusações por decreto).

Concretamente, segundo o testemunho de um polícia da antiterrorista,o companheiro Tasos Theofilou é considerado membro da CCF devido às suas relações de companheirismo e de amizade com o anarquista Kostas Sakkas (que também nega a sua pertença a esta organização revolucionária). Para além disso, mostra-se que havia facilitado, na região de Agrinio, medidas de contra vigilância a outro anarquista acusado no mesmo caso (Giorgos Karagiannidis), outro fato que Tasos recusa categóricamente, explicando que viu pela primeira vez o compa em fotografias que a bófia publicou, depois de ter sido detido em Dezembro de 2010.

As acusações principais (entre outras) que Tasos Theofilou enfrenta são:
1. Formação e pertença a organização terrorista (CCF).
2. Homicídio intencional.
3. Duas tentativas seguidas de assassinato.
4. Assalto à mão armada em grupo.
5. Fabricação, fornecimento, posse de explosivos.

Solidariedade com Tasos Theofilou