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[Grécia] Sejamos todxs insurgentes, assaltantes e sabotadorxs

Solidariedade com todxs xs que estão submetidxs a julgamento pelos assaltos de Velventos

Em 2013, seis anarquistas foram detidos por duplo assalto na cidade de kozani, Velventos. Um ano mais tarde viram-se condenados a penas de prisão que variavam de 11 a 16 anos. No princípio de Março deu-se início ao seu julgamento de recurso, na prisão de Korydallos – onde têm sido mantidos reféns do Estado desde a sua detenção. A razão para certas pessoas serem perseguidas, espancadas e presas não se prende com o dinheiro que o banco irá perder, no caso ter sido bem sucedido o processamento do roubo. A verdadeira razão é o perigo que representaria para a autoridade se essa prática se espalhasse na sociedade – a de escolher sair e fazer por aí o que for possível para combater a opressão diária, a de encontrar os meios necessários para criar projetos de luta, a de ir contra o mundo dos ricos e poderosos, por via direta e autónoma. Não estamos a falar de assalto a bancos enquanto tal – que poderia também ser uma maneira alternativa de obter riqueza na mesma lógica capitalista, que está sempre a hipnotizar-nos, em todo o lado. Estamos a falar da escolha de agir – para aprofundar a aventura da revolta sempre em evolução – armados com ideias de liberdade e coragem.

Ou seja, é uma questão de vida. Queremos viver com a cabeça curvada, vendo sempre os nossos pés no chão desta tão amputada sociedade, pensando que esse é o horizonte? Ou queremos olhar à nossa volta, juntarmos-nos com muitxs ou poucxs para organizar o ataque contra o existente e tudo o que lhe dá ar para respirar? Nesse caso, é a nossa criatividade e imaginação que irá determinar o horizonte.

Solidariedade é luta.

Sejamos todxs insurgentes, assaltantes e sabotadorxs…

Próximas datas de julgamento: 23/3, 30/3, 11/4 & 27/4

inglês l grego

Prisões gregas: Comunicado de início de greve de fome pela Rede de Lutadores Presos (DAK)

Nota da Contrainfo: Como afirmámos anteriormente, os companheiros Antonis Stamboulous, Tasos Theofilou, Fivos Harisis, Argyris Ntalios e Giorgos Karagiannidis ( membros da DAK) uniram-se a 2 de Março a Dimitris Koufontinas, Kostas Gournas e Nikos Maziotis na greve de fome colectiva. Os outros participantes da DAK entrarão na mobilização nos próximos dias. Segue-se a tradução do comunicado da Rede de Lutadores Presos:

Começaremos com uma constatação que nunca devemos esquecer. Tudo se conquista com lutas. Se hoje nas prisões podemos ter livros, televisão, chamadas telefónicas livres, autorizações de saída, suspensão de penas, se os carcereiros não nos espancam, devemos tudo isto aos motins sangrentos e greves de fome dxs presxs que nos precederam.

Hoje cabe-nos a nós lutar e ganhar. Chegou o momento de diminuir as penas abusivas que se repartem sem nexo algum, chegou o momento de serem concedidas obrigatoriamente as permissões e suspensões de pena segundo os limites oficiais, que se diminua a pena perpétua a 12 anos de prisão efectiva e 4 anos em dias de trabalho, que se conceda a suspensão da pena ao cumprir-se 2/5 da condenação, que se diminua o tempo de prisão preventiva a 12 meses, que exista a possibilidade de usar a internet, que as visitas passem a ser livres, que os encontros sexuais sejam garantidos aos/às presxs.

Que não se voltem a construir prisões de isolamento sensorial, como as de Malandrino, Trikala, Grevena, Domokos, Chania, Nigrita, Drama, onde os presos não tenham relação alguma com o ambiente exterior e até o céu vejam através de uma cerca metálica. A arquitectura das que já existem deve ser transformada para que deixem de dar importância apenas à prevenção de motins e fugas, pondo as condições de vida em segundo plano.

Os campos de concentração para imigrantes têm de ser encerrados. Todos estes são assuntos que xs presxs devem reivindicar e ganhar em conjunto. Aproveitando a luta que começámos, destacamos estes assuntos e pedimos que xs internxs das prisões os tomem em consideração para as novas batalhas que se avizinham.

A prisão e em geral a repressão constituem um dos pilares fundamentais do sistema capitalista. No modelo de administração capitalista predominante hoje em dia a repressão centraliza-se cada vez mais como opção do Estado, expressando-se de forma esmagadora na doutrina da Lei e Ordem. O abandono do modelo anterior – ou seja, do Estado de bem-estar keynesiano – conduziu ao empobrecimento de mais pessoas, tanto no seio das metrópoles ocidentais, como na periferia capitalista. A partir do momento em que uma grande parte da população não é enquadrada no processo produtivo e de consumo, a sua gestão só pode realizar-se através da repressão.

A administração repressiva efetiva impôs a criação de regimes especiais de excepção, carimbando actos ilegais num quadro conceptual especial. Actos que não são tratados segundo o peso penal específico que têm, mas segundo a sua perigosidade para o funcionamento normal do regime.

Neste estado de excepção enquadra-se o combate ao inimigo interno (com a aplicação da lei “antiterrorista” para xs acusadxs por luta armada e da “lei da capucha” para xs detidxs após os confrontos em manifestações), o combate ao chamado “crime organizado” ou, melhor dizendo, ao funcionamento capitalista “negro”, o combate axs imigrantes xs quais agora são detidxs sem que tenham cometido delito algum, mas simplesmente porque existem. Dxs hooligans acusadxs com base em leis desportivas especiais, das mulheres seropositivas que foram estigmatizadas como praga para a sociedade, e a lista continua. Tudo o que possa causar turbulência ao efetivo funcionamento do sistema é tratado com algum regulamento especial.

E em relação à realidade grega, este processo começou em termos legislativos no princípio de 2000 e, desde então, encontra-se em constante actualização. Em 2001, o estado grego – de mão dada com a então chamada “guerra contra o terrorismo” que, a nível internacional agudizou também a guerra contra o inimigo interno – votou o artigo 187 sobre as organizações ilícitas. Em 2004, votou o artigo 187A sobre as organizações terroristas.

No mesmo período foram postas em funcionamento as primeiras prisões de alta segurança de Malandrino, para onde foram transferidos os presos mais insubmissos, que suportavam um tratamento penitenciário especial, com isolamento sensorial, confinamento em módulos de poucas pessoas e dificuldades na questão das saídas e das suspensões de penas.

Em 2002 os presos do caso 17 de Novembro foram também sujeitos a condições de isolamento físico e sensorial, trancados em celas subterrâneas das prisões femininas de Koridallos. Após a transição para a democracia, a primeira implementação deste tipo de condições de detenção especiais na Grécia para presos penais e políticos, foram respetivamente, o funcionamento das prisões de Malandrino e das celas subterrâneas de Koridallos para presos penais e políticos.

Através dos artigos 187 e 187A ampliam-se os contextos jurídicos, permitindo mais acções e aumentando o nível do castigo. A maneira como funcionam estas legislações implica juízes e procuradores do ministério público especiais, salas de tribunais especiais, inexistência de júri, maiores penas por cada delito e, ultimamente, a acusação pela intenção de cometer um delito análogo. Trata-se obviamente de uma legislação vingativa que procura a aniquilação dxs presxs.

Aqui deve-se mencionar um caso especial, o do guerrilheiro com diversas lesões graves, Savvas Xiros, que há 13 anos enfrenta uma morte lenta na prisão.

A última aplicação do estado de excepção é o do funcionamento das prisões de tipo C. Através do agravamento do contexto legal que as delimita xs ali encerradxs verão a sua prisão efectiva ser prolongada muitíssimo. Além do isolamento físico e sensorial que representa o confinamento das prisões de tipo C.

Uma característica particular do regime de excepção é a sua implementação como piloto e a sua expansão contínua subsequente. Um exemplo é a execução do artigo 187, aplicado inicialmente a algumas dezenas de presos e sob o qual quase 30% da população carcerária se encontra atualmente acusada.

O arranque das prisões de tipo C é outro exemplo de como se pode catalogar qualquer preso insubmisso como perigo e transferi-lo para ali – para além dos inicialmente catalogados como presos de tipo C (acusados sob os  artigos 187 e 187A).

Para além do campo legislativo o regime de excepção cristaliza-se, também, a nível de investigação e provas. O aparecimento da análise de ADN criou um novo tipo de abordagem policial-judicial que apresenta as suas peritagens como verdades inegáveis.

Devido à sua natureza, o material genético é uma prova extremamente arriscada em relação aos resultados que se podem obter ao analisá-lo. A facilidade da sua transferência de humanx a humanx ou a objectos, assim como a sua mistura, deixam tantas possibilidades abertas como as conclusões que se queiram extrair ao utilizá-lo como prova de acusação.

Apesar do facto de que tudo isto ser do conhecimento geral, tanto para os cientistas que se empenham no assunto como para os aparelhos repressivos que o utilizam, a recolha, o processamento e o registo de material genético é a nova super arma de repressão legislativa, precisamente pela ambiguidade que supõe.

A insuficiência do método em uso é demonstrada pela estrondosa ausência de biólogos da polícia nos tribunais para a apoiar as suas análises, em contraste com a presença de polícias da detenção, dos interrogatórios, os dos explosivos e os doutras especialidades.

A importância da prática repressiva da análise de ADN é demonstrada pelo facto de a utilizarem cada vez mais nas salas dos tribunais. Há pessoas que foram acusadas de vários delitos, com a única indicação de uma mistura de tipos genéticos encontrada perto do espaço das investigações. Embora o método científico internacional determine ser de risco a análise de misturas de ADN, tem havido bastantes condenações baseadas no fato de terem encontrado simplesmente uma mistura de ADN.

Por outro lado, a insistência da polícia na extracção violenta de amostras de ADN não só é permitida mas imposta – convertendo todo o processo numa tortura – é mais um exemplo da importância que tem para o regime a criação de bases de biodados.

Por estas razões, acreditamos que já está na hora, em termos políticos, de se ver limitada a forma de avaliação do material genético.

Não há qualquer dúvida de que o Estado utiliza todos os meios que lhe permitam as relações sociais propícias à manutenção do domínio de classe. Por isso, seria absurdo esperar que os que se vêem atingidos pela luta subversiva não tomem as suas medidas. O que podemos exigir dos empregadores e do Estado através do custo análogo que lhes causaremos é que retrocedam, abolindo:

– O artigo 187

– O artigo 187A

– A agravante por realizar a acção com as características faciais cobertas (“lei da capucha.”)

– O quadro legal que define o funcionamento das prisões tipo C.

E delimitando o processamento e o uso do material genético. Exigimos, concretamente:

– A abolição da ordem do procurador do ministério público com a qual é imposta a colheita à força de amostras de ADN.

– Que xs peritxs biológxs de confiança dx acusadx tenham acesso às amostras de ADN e possam analisá-las se o x acusadx assim o desejar.

– A abolição da análise de amostras que contenham misturas de material genético de mais de duas pessoas.

Também exigimos:

– A libertação imediata de Savvas Xiros para que possa receber o tratamento médico que necessita.

Não confiamos absolutamente nada nas palavras de nenhum governo e não esquecemos que tudo se conquista através da luta. Por isso, a 2 de Março de 2015, entramos em greve de fome exigindo o cumprimento das nossas exigências.

Rede de Lutadores Presos

em espanhol | francês

Grécia: Atualizações sobre as mobilizações nas prisões

prisonMais compas presxs se declararam em greve de fome, no mesmo contexto que a mobilização de Nikos Maziotis, Kostas Gournas e Dimitris Koufontinas. Trata-se dos anarquistas Antonis Stamboulos (prisões de Larisa), Tasos Theofilou (prisões de Domokos), Fivos Charisis, Argyris Dalios e Giorgos Karagiannidis (estes três a partir das prisões de Koridallos), que são os primeiros da Rede de Lutadores Presos (DAK) a unir-se à greve de fome (os restantes participantes da DAK entrarão mais tarde). O preso social Mohamed-Said Elchibah (prisões de tipo C de Domokos) também entrou em greve da fome a partir de 2 de Março de 2015.

Por outro lado o preso social Giorgos Sofianidis encontra-se em greve da fome (desde 27/2/2015) no módulo E1 das prisões tipo C de Domokos, exigindo que se volte a transferir para as prisões de Koridallos (onde estava até à véspera do Ano Novo) para poder continuar os seus estudos no Instituto Tecnológico do Pireo e no Instituto de Ensino Profissional (que se encontra dentro do complexo penitenciário de Koridallos).

espanhol

[Prisões gregas] Comunicado de 5 anarquistas presos, em solidariedade com a greve de fome de Nikos Romanos

horse“E aí está a necessidade de que sigamos em frente, derrubando todos os Vazios, inclusive se nos auto-destruirmos retirando força do que aconteça… Cada época tem a sua inquisição sagrada. O ‘vazio’ só existe enquanto não caíres lá dentr

Uma lufada de liberdade longe do betão da prisão

Algumas horas para que o olhar possa viajar sem chocar contra as grades.
Céu sem arame farpado. Passos que não necessitas contar. Movimentos harmonizados de maneira um pouco diferente.

A 10 de Novembro, o amigo e companheiro Nikos Romanos iniciou uma greve de fome exigindo um sopro de liberdade. Depois de ter entrado numa faculdade do Instituto de Educação Tecnológica de Atenas, apresentando-se a exames dentro da prisão, está a lutar para obter algo a que tem direito, segundo as suas próprias leis: as permissões educativas.

Pela nossa parte, posicionamos junto a Nikos e à sua luta, junto a cada acto que queira e que deva acompanhar o seu combate, junto a cada expressão da solidariedade ofensiva… Porque as estrellas que olhas saltando o vazio são as que transportam os nossos sonhos, os nossos desejos raivosos, os nossos sorrisos carregados de significado… Porque não mudamos por nada deste mundo uma vida ao limite…

Cumprimento imediato da exigência do compa Nikos Romanos pela concessão das permissões educativas.

Fivos Harisis
Argyris Ntalios
Andreas-Dimitris Bourzoukos
Yannis Michailidis
Dimitris Politis

Módulo D das prisões de Koridallos
13 de Novembro de 2014

Prisão de Koridallos, Atenas: Sentenças no caso do duplo assalto de Velventos

Na quarta-feira, 1 de Outubro de 2014, no tribunal especial dentro da prisão de Koridallos em Atenas, o aparelho judicial considerou os prisioneiros anarquistas Yannis Michailidis, Nikos Romanos, Andreas-Dimitris Bourzoukos e Dimitris Politis (que tinham assumido a responsabilidade política pelo duplo assalto à mão armada em Velventos, Kozani, a 1 de Fevereiro de 2013), bem como Fivos Harisis e Argyris Ntalios (que haviam negado todas as acusações) culpados de:

– Cometerem assalto com a cara tapada ou disfarçados (excepto Dimitris Politis, que foi condenado como cúmplice),

– Posse agravada de armas de fogo (para as pistolas utilizadas na dupla expropriação),

– Roubo de veículo agravado (para o carro do dentista-refém usado como veículo de fuga).

As penas de prisão impostas aos seis companheiros são:

Yannis Michailidis: 16 anos, 4 meses e 10 dias.

Nikos Romanos: 15 anos e 10 meses.

Andreas-Dimitris Bourzoukos, Fivos Harisis, Argyris Ntalios: 15 anos e 11 meses.

Dimitris Politis: 11 anos e 5 meses.

Por último, como proposto anteriormente pelo Ministério Público, o tribunal absolveu todos os acusados do suposto envolvimento com o grupo de guerrilha urbana Conspiração de Células de Fogo, CCF. No entanto, existe outro julgamento em curso com processos judiciais que incluem exactamente a mesma acusação contra os companheiros anarquistas.

A solidariedade é multiforme!

Tessalónica, Grécia: Ataque com tinta a agência bancária

Na manhã do dia 3 de Fevereiro, um grupo de compas realizou uma intervenção simbólica, jogando tinta nos dois caixas eletrónicos e na fachada do Banco Nacional, situado na rua Egnatia, no centro da cidade de Tessalónica. Esta foi uma mostra mínima de solidariedade para com os anarquistas Dimitris Politis, Grigoris Sarafoudis, Argyris Ntalios, Fivos Harisis, e Yannis Michailidis, que estão a ser julgados, neste mesmo dia, pelo caso do assalto em Filotas.

Força compas!

Atenas: Atualização sobre os membros da CCF da prisão de homens de Koridallos

wHoje, 20 de Janeiro de 2014, 6 compas da Conspiração foram chamados a comparecer perante a promotora da prisão que lhes impôs uma sanção disciplinar depois de presos do módulo D terem publicado um texto que os** apontava como responsáveis do espancamento a outro preso, como lhes disse, e após os funcionários da prisão relatarem o incidente. A pena inclui um ano de sanção disciplinar por obstruir e imobilizar um guarda da prisão, e 30 pontos da prisão por agredir outro preso. É possível que haja uma continuação criminal do caso. Para qualquer coisa mais, informaremos.

Solidárixs com a Conspiração de Células de Fogo

Nota dos Tradutores:
* O titulo deste post, assim como os links, são nossxs.
** Tanto quanto sabemos, os 10 presos não nomearam explícitamente os 6 compas, como se pode ver aqui.

Prisões gregas (Koridallos): O prisioneiro anarquista Yannis Naxakis espancado e hospitalizado

Hoje, domingo 5/1 pelas 18.30, no exterior da asa A, o nosso companheiro anarquista Yannis Naxakis foi emboscado e espancado por, pelo menos, cinco membros da CCF que seguravam estacas. O companheiro foi transferido para um hospital fora da prisão.

Babis Tsilianidis
Yannis Michailidis
Tasos Theofilou
Dimitris Politis
Fivos Harisis
Argyris Ntalios
Giorgos Karagiannidis
Andreas-Dimitris Bourzoukos
Alexandros Mitroussias
Grigoris Sarafoudis

Atenas: Fim da greve de fome e sede dos 7 anarquistas presos em Koridallos

Os compas deram por fim à greve de fome e sede no dia 15 de Dezembro, considerando atingido o seu objetivo principal, manterem a comunidade anarquista unida, dentro da prisão de Koridallos.

Fivos Harisis, Argyris Ntalios, Yannis Michailidis, Dimitris Politis, Giorgos Karagiannidis, Babis Tsilianidis e Grigoris Sarafoudis no seu comunicado  afirmam, ainda, que dentro em breve sairá um texto analítico descrevendo todo o sucedido salientando a importância de todas as demonstrações de solidariedade ativa desde os gritos e as palavras de ordem junto à prisão até às chamas do ataque à esquadra da polícia em Exarchia.

A paixão pela liberdade é mais forte do que qualquer cela! Solidariedade ativa com todxs xs companheirxs prisioneirxs em todo o mundo!

Fogo em todas as prisões!

Atenas: Seis anarquistas iniciam greve de fome e sede nas prisões de Koridallos

Na 5ª feira, 12 de Dezembro enquanto estávamos encerrados nas nossas celas, o carcereiro Giannis Mylonas dirigiu-nos a palavra de maneira insultuosa. No dia seguinte, quando lhe pedimos explicações pela sua atitude,continuou arrogante, pelo que se lhe devolveu uma pequena parte da violência que exerce diariamente com a sua chave.

A administração penitenciária, testando os nossos limites e forças, decidiu quebrar a nossa comunidade.

Neste momento, cinco de nós estamos em isolamento, na secção disciplinar do módulo C, enquanto os nossos compas Yannis Naxakis e Babis Tsilianidis foram transferidos ao módulo D e o companheiro Grigoris Sarafoudis ao módulo E (os três últimos não estão nas secções disciplinares destes setores).

Estamos decididos a defender a qualquer preço a nossa comunidade já que, para nós, é elemento vital básico dentro do podre mundo da prisão. Não negociamos a nossa dignidade perante nenhum cobarde servo da ordem legal.

A 13 de Dezembro, iniciámos greve de fome e sede, exigindo regressar ao módulo A, para junto dos nossos compas.

A partir de agora, xs responsáveis do que possa ocorrer são os altos mandos Vasilis Lamprakis, Giannis Kontopoulos e Nikos Petropoulos, a diretora da prisão, Maria Stefi, a delegada do ministério público Troupi e a cabeçilha dos serviços sociais, Vaso Fragathoula, ou seja dos que formam o conselho da prisão.

Nem um passo atrás.

PS: Os nossos pensamentos estão com os lutadores prisioneiros em greve da fome Spyros Stratoulis, Rami Syrianos, Ergün Mustafa e Michalis Ramadanoglou.

Força, loucos, até à vitória

Fivos Harisis
Argyris Ntalios
Yannis Michailidis
Dimitris Politis
Giorgos Karagiannidis

Atualização:

O compa Babis Tsilianidis entra também em greve de fome e sede, a 14 de Dezembro, em solidariedade com os cinco compas grevistas. Em seguida uma declaração sua a esse respeito:

Os factos acontecidos esta sexta-feira na prisão de Koridallos são já conhecidos. Estou decidido a lutar para defender a comunidade que tem sido formada por vários anarquistas no módulo A, pelo que me uno à mobilização que començaram ontem Dimitris Politis, Yannis Michailidis, Argyris Ntalios, Fivos Harisis e Giorgos Karagiannidis.

Desde 14 de Dezembro de 2013, ao meio dia, estou em greve de fome e sede, exigindo o regresso dos 5 compas, antes mencionados, da secção disciplinar do módulo C ao módulo A. Igualmente, exigo o regresso ao módulo A de Giannis Naxakis, Grigoris Sarafoudis e o meu, pois fomos transferidos para o módulo D.

Abraços de companheirismo e força aos grevistas de fome Spyros Stratoulis, Rami Syrianos, Ergün Mustafa e Michalis Ramadanoglou.

Babis Tsilianidis
Módulo D da prisão de Koridallos

Atenas: Fixada a data do julgamento pelo duplo assalto em Velventos–Kozani

O julgamento do duplo assalto em Velventos (próximo da cidade de Kozani) está previsto para o dia 29 de Novembro de 2013. Inicialmente, o processo teria lugar no Tribubal de Apelações de Atenas. No entanto, o local do julgamento foi mudado recentemente para a sala especial dentro da prisão de mulheres de Koridallos, pois os acusados Andreas-Dimitris Bourzoukos, Dimitris Politis, Nikos Romanos, Yannis Michailidis (conhecidos como os ‘4 de Kozani’), assim como Fivos Harisis e Argyris Ntalios (detidos em Nea Filadelfia) estão a ser processados segundo a lei antiterrorista, por “assalto no contexto de uma organização criminosa” (artigo 187A do código penal grego). Os seis compas são acusados de  participação no grupo de ação direta Conspiração de Células de Fogo e de perpetuar este assalto armado como parte integrante da mesma.

Grécia, Atenas: 5 compas presos em Nea Filadelfeia

flying-offA partir de Fevereiro — depois de se impôr a prisão preventiva a 4 anarquistas que assumiram a responsabilidade pelo duplo assalto em Velventos, próximo da cidade de Kozani (norte da Grécia)— emitiram-se ordens de prisão contra dois prófugos suspeitos, Fivos Harisis-Poulos e Argyris Ntalios.

No dia 30 de Abril de 2013, cinco pessoas foram detidas na zona de Nea Filadelfeia, Atenas. Entre eles, Fivos e Argyris, que estão encarcerados nas prisões de Koridallos.

Segundo informações de solidários/as, a 3 de Maio, cerca das 9 da manhã, Fivos Harisis-Poulos e Argyris Ntalios teriam uma audiência preliminar como membros de organização criminosa, com o objetivo de cometer assalto, falsificação e resistência à prisão.

Mais tarde, solidários/as informariam que entre os detidos se encontrava Dimistris Hadjivasiliadis, anarquista preso a meados de Fevereiro de 2011, num controlo aleatório da polícia, em Atenas. Permaneceu em prisão preventiva durante 10 meses por “posse de armas com intenção de se abastecer”,  segundo a lei anti-terrorista grega, apesar de não existir algum tipo de prova sustancial. Após esses 10 meses, foi libertado sob fiança em Dezembro de 2011.

Durante a sua custódia na esquadra de polícia de Atenas, Dimitris desafiou os guarda-humanos e estes forçaram-no a estar de pé, durante 12 horas e com as mãos atadas atrás das costas as 24 horas do dia, mesmo na cela. Só conseguiu pôr-se em contato com um/a advogado/a a 2 de Maio. A 3 de Maio o compa também teria a audiência preliminar, com acusações frívolas contra si. Entretanto, Dimitris declarou-se em greve da fome e sede – em resposta às condições da sua detenção, exigindo a sua libertação imediata – que finalizou após três dias, depois de ser libertado.

Os  outros dois compas presos nesse dia, Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis, mantêm-se detidos, à espera de novos interrogatórios, em Larisa.

Mais tarde, solidários/as confirmaram que quatro anarquistas  se encontram presos na prisão de Koridallos após as detenções no bairro de Nea Filadelfeia em 30 de abril de 2013: Argyris Ntalios e Fivos Harisis (procurado após o duplo assalto de Velventos, próximo de Kozani), assim como Yannis Naxakis e Grigoris Sarafoudis. Os quatro estão acusados formalmente com acusações de “organização terrorista” baseadas em amostras de ADN de diferentes casos de assaltos a bancos.

A direção da prisão dos compas em preventiva, são:

Fivos Harisis-Poulos – Argyris Ntalios Yannis Naxakis  Grigoris Sarafoudis
Dikastiki Filaki Koridallou, à Pteryga, 18110 Koridallos, Atenas, Grécia