Arquivo de etiquetas: greve de fome

[Prisões turcas] O companheiro Sevket Aslan em greve de fome há mais de 80 dias

SEVKET ASLAN FORÇA!

10.02.18: O anarquista Şevket Aslan, que está preso na prisão tipo T (1) de İzmir, em Aliağa Şakran, encontra-se no 81º dia de greve de fome que ele descreve como uma “greve de fome sem fim e irreversível” até que as suas pretensões sejam atendidas. Şevket tinha já começado outra greve de fome com as mesmas reivindicações no dia 19 de Julho do ano passado e que terminou no seu 53º dia. Como essas reivindicações não foram atendidas, iniciou uma nova greve de fome. A pretensão principal de Şevket é a de que seja reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

Şevket está atualmente alojado com outro prisioneiro no que os prisioneiros descrevem como um “caixão” – uma cela projectada para um prisioneiro que contém um beliche. Pouco espaço há para se moverem dentro da cela.

A LISTA COMPLETA DAS DEMANDAS DE SEVKET ASLAN É A SEGUINTE:

1– Ser reconhecido pelas autoridades da prisão como preso anarquista e ser transferido para outra unidade ou prisão que tenha prisioneiros anarquistas. Se isso não for possível quer ser transferido para uma cela individual.

2- Ser capaz de receber livros que não sejam proibidos.

3- Que a prisão pare de “perder” as suas queixas por escrito, apelos e pedidos que envia para instituições oficiais e que lhe dado os números de saída (números de rastreio) respectivos.

4- Terminarem com a regra de remoção de sapatos, exceto para visitas abertas e razões de saúde.

5– Um fim para a situação dos prisioneiros terem de suportar períodos de tempo excessivamente longos enquanto esperam para ver a administração da prisão.

6- Que a prisão lhe permita pintar e também receber materiais de pintura a óleo e ter acesso à oficina de pintura.

N.T:
(1) As prisões tipo T são as prisões mais degradadas da Turquia pois foram implantadas nos grandes centros populacionais em prisões muito antigas, com capacidade para dez vezes menos presos (dados de 2008). Neste momento a situação deve ser desesperada, depois da última grande vaga de detenções políticas às ordens de Erdogan.

em inglês via Insurrection News

Atenas, Grécia: Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

Os membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de Novembro de 2017.

Xs dois companheirxs presxs estão a lutar contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambos xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefónica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão feminina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

(todas as postagens relacionadas em grego)

em inglês, alemão

[Prisões italianas] O prisioneiro anarquista Davide Delogu ainda se mantém em greve de fome

Do telefonema semanal de Davide com os seus parentes, sabemos que:

Davide continuará a greve de fome a longo prazo, iniciada a 4 de Novembro, até que o seu total confinamento solitário, pelo artigo 14bis, seja revogado.

O nosso companheiro convida todxs para a solidariedade direta.

Davide fortalece a sua proximidade com os companheiros da AS2 [secções de prisão de alta segurança].

Repetidamente sublinhou a necessidade de uma solidariedade revolucionária.

Ele encontra-se de bom humor, mas já perdeu 13 quilos [28 libras].

CNA [Croce Nera Anarchica]

em italiano l inglês

[Bielorrússia] Repressão brutal contra anarquistas; Pyotr Ryabov, filósofo anarquista preso por 6 dias, declarou uma greve de fome

[Informação fornecida pelo grupo anarquista Pramen]

A 9 de Outubro, a polícia atacou a palestra de Pyotr Ryabov

Soube-se, por volta das 16h30, que em Grodno, a polícia da Bielorrússia irrompeu numa palestra de Pyotr Vladimirovich Ryabov, a acontecer no “Tsentr Garadskogo Zhytsia” (Bielorrusso – “O centro da vida da cidade”).

Duas palestras do professor catedrático do Departamento de Filosofia da Universidade Pedagógica do Estado de Moscovo, candidato a ciências filosóficas, Pyotr Ryabov (conhecido anarquista) deveria ter lugar hoje em Grodno e em Baranoichi amanhã. O tema da palestra de hoje foi “Pensamento social libertário do último terço do século XX e início do século XXI”.

A bófia prendeu todos os presentes: cerca de 20 pessoas, incluindo o próprio Ryabov. Agora foram levados ao departamento de polícia.

Este é o terceiro ato de uma repressão brutal contra anarquistas na Bielorrússia nos últimos 2,5 meses. Em Agosto, a polícia local invadiu na palestra do anarquista russo e ex-prisioneiro político Alexey Sutuga. A 28 de Setembro a bófia efetuou buscas em duas casas de anarquistas de Minsk, confiscando tanto meios de impressão como eletrónicos.

A 11 de Outubro, o tribunal da cidade de Baranovichi, Bielorrússia, sentenciou o anarquista da Rússia Pyotr Ryabov

Pyotr Ryabov, filósofo anarquista, professor do departamento de Filosofia da Universidade Pedagógica do Estado de Moscovo foi condenado a 6 dias de prisão por “hooliganismo em pequeno grau” [malícia malévola, vandalismo] e “distribuição de materiais extremistas” (estatuto 17.1 e 17.11 do códice de delitos menores da Bielorrússia).

O Tribunal considerou o jornal anarquista bielorrussso “Svoboda ili Smert №6”, publicado em 2007, como material extremista. No entanto, estas foram acusações falsas, o verdadeiro motivo da prisão foi a palestra sobre o movimento anarquista, pela qual Ryabov chegou a Baranovichi. Ryabov foi preso quando regressava a Moscovo, na estação de comboios de Baranovichi, supostamente participaria noutro evento em Moscovo.

Após a sentença, Pyotr Ryabov declarou o início de uma greve de fome.

Grécia: Solidariedade com o nosso companheiro Panagiotis Aspiotis

O anarquista Panagiotis Aspiotis  (Panos) – atualmente encarcerado na prisão de Korydallos – encontra-se em greve de fome desde quarta-feira, 22 de Março, protestando contra a rejeição do pedido para estudar no Instituto público de Formação Vocacional (IVT) da prisão de Korydallos, apesar de ser plenamente elegível. Quatro outros prisioneiros tinham já começado uma greve de fome, a 18 de Março, invocando a mesma razão.

Na sua anterior solicitação para transferência de prisão, P. Aspiotis tinha invocado fins educacionais – a partir do momento em que tinha sido pré-selecionado para o IVT da prisão de Korydallos – bem como razões pessoais, relativas ao seu acesso à comunicação com criança recém-nascida e acompanhante dela. A rejeição das suas candidaturas não nos surpreende, na verdade, porque o Ministério da Justiça, em leal colaboração com o Ministério Público do Conselho Penitenciário, Stamatina Perimeni, há muito deixou cair as máscaras que velavam a sua mentalidade fascista. Desta vez, as razões – legalmente infundadas, evocadas afim de privar P.Aspiotis e todos os outros grevistas da fome do seu direito de estudar na IVT – prendem-se com o facto destes prisioneiros não estarem registados em korydallos, mas sim noutras prisões. Esta é uma ação que mina em si própria o funcionamento do IVT – veja-se que dos 21 candidatos escolhidos a apenas 9 foi concedida permissão para participar. Não é uma coincidência, tampouco, que o mesmo procurador – que aparece como nostálgico defensor dos campos de exílio de Makronisos – seja aquele que repetidamente rejeitou os pedidos de licença de K. Gournas e D. Koufontinas, exigindo votos de arrependimento.

A rejeição dessas solicitações, por parte desses representantes leais do governo da coligação SYRIZA-ANEL, constitui uma flagrante violação dos direitos dos prisioneiros e uma tentativa de intensificar a sua marginalização social. O seu bem-anunciado mas ostensivo anúncio de alterações que incluíam a melhoria geral das condições de vida dos prisioneiros, bem como disposições mais específicas para a criação de “escolas de segunda chance” e IVTs – transmitido pelo Secretário Sénior do Ministério da Justiça Pública (E. Fytrakis), há 2 meses – logo se revelaram promessas vazias e apenas mais uma campanha dos media para apaziguar xs prisioneirxs e silenciar qualquer afirmação de direitos humanos nesse sentido.

Este governo é ainda outro governo que engana, promove e protege os interesses das elites económicas, empobrece as pessoas, reduzindo salários e pensões, ndoa propriedades e instalações habitacionais para bancos e grandes empresas e coloca ativos públicos à venda para satisfazer o apetite voraz de corporações internacionais. Eles executam os planos dos seus predecessores com zelo excessivo, de forma a desmantelar qualquer sensibilidade social que eles pudessem ter pregado e intensificando os seus esquemas de opressão.

O caso de P. Aspiotis é uma manifestação flagrante da vingança, hipocrisia e autoritarismo dos mecanismos de aplicação da lei do estado. Em Fevereiro de 2016, o companheiro foi gravemente ferido pelos homens da força da Unidade de Contra-terrorismo após a sua recusa em fornecer amostra de DNA e, como uma conseqüência “natural”, a Unidade de Contra-terrorismo levou-o a julgamento em 6/4 ,no tribunal da rua Evelpidon [em Atenas]. É interessante notar que as disposições do Ministério Público sobre a recolha forçada de amostras de DNA foram oficialmente – ainda que somente na teoria – encerradas após a dura e ardente luta dos prisioneiros políticos que entraram em greve de fome, em Março de 2015.

O nosso companheiro, P. Aspiotis – e todos os outros prisioneiros que estão a participar nesta greve de fome prolongada – estão a defender o direito humano fundamental de acesso à educação e sua única arma são os seus corpos e a própria vida. O Ministério da Justiça, juntamente com o procurador, deliberadamente jogam com o tempo para que a greve de fome acabe e as exigências dos prisioneiros não sejam cumpridas. S. Perimeni, E. Fytrakis e o Ministro da Justiça Pública, S. Kontonis, utilizam a saúde e a vida dos prisioneiros nas suas manipulações e  submetem-los a uma tortura sistemática. Eles devem ser responsabilizados pelas suas vidas. O nosso companheiro, P. Aspiotis, não está sozinho! É melhor se prepararem para uma reação proporcional ao resultado das vossas ações!

Em solidariedade com o nosso companheiro P. Aspiotis e os outros grevistas da fome.

Exigimos o cumprimento imediato da sua solicitação para estudar no IVT da prisão de Korydallos.

(Chamamos a todos para se concentrarem em solidariedade com o grevista de fome P. Aspiotis: 6/4 no tribunal da rua Evelpidon, 9:00)

Iniciativa de solidariedade com P. Aspiotis e todos os outros grevistas da fome

em italiano l grego l inglês  l alemão

[Prisões norte-americanas] Sean Swain em greve de fome desde 26 de dezembro

“Não consegues aprisionar o espírito” – Thoreau

Via SeanSwain.org (12 de Janeiro de 2017)

Recebemos notícias recentemente de Sean através de um amigo dele, Sean está atualmente em greve de fome e colocaram-no numa célula de suicídio.

Embora os detalhes ainda sejam obscuros, sabemos que Sean está sem comida desde 26 de Dezembro de 2016. Ele foi acusado de extorsão de um supervisor-adjunto – tendo um processo disciplinar a iniciar-se quando começou a sua greve de fome – e foi colocado numa cela de suicídio.

Sabemos que a prisão está a reconhecer a sua greve de fome, seguindo os procedimentos associados que incluem levá-lo a uma unidade médica todos os dias, pesá-lo e medir os seus sinais vitais. Não está claro se estão a tentar negociar com ele, de qualquer forma.

Por favor, disponha de um momento para escrever uma carta de encorajamento a Sean:

Sean Swain #243-205
Warren CI, P.O. Box 120, 5787 State Route 63
Lebanon, Ohio 45036 [USA]
– EUA

em inglês l grego

Atenas, Grécia: Três prisioneirxs da Luta Revolucionária em greve de fome e sede – Lambros-Viktoras Maziotis Roupas raptado

Na madrugada de 5 de Janeiro de 2017, duas membras da Luta Revolucionária, a companheira fugitiva Pola Roupa e a anarquista Konstantina Athanasopoulou, foram capturadas num dos subúrbios da zona sul de Atenas. A bófia da seção anti-terrorismo tomou de assalto um esconderijo onde se encontrava Pola e o seu filho de seis anos, enquanto Konstantina era presa noutra casa próxima.

Separado da sua mãe à força, Lambros-Viktoras Maziotis Roupas –  o filhinho dos membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa – é mantido em cativeiro num hospital pediátrico e vigiado pela polícia (!), sem direito a ver os parentes mais próximos ou até mesmo o representante legal dos pais.

As autoridades gregas, e em particular a representante do ministério público para menores, Sra Nikolou, continuam a recusar-se a confiar a criança aos parentes em primeiro grau de Pola Roupa.

Em resposta a isso, a 5 de Janeiro, três membros da Luta Revolucionária – o prisioneiro anarquista Nikos Maziotis, a recapturada companheira Pola Roupa e a recém- presa Konstantina Athanasopoulou – deram início a uma greve de fome e sede, exigindo que a criança de seis anos seja imediatamente confiada à tia e à avó (do lado da mãe).

Numa carta aberta, Nikos Maziotis declara, entre outras coisas, que: “O nosso filho é filho de dois revolucionárixs e está orgulhoso dos seus pais. Não sucumbiremos a qualquer chantagem. Defendemos as nossas escolhas com a nossa própria vida“.

A 6 de Janeiro, durante a transferência das duas mulheres ao tribunal Evelpidon, Pola gritou: “Os vermes levaram o meu filho prisioneiro para Paidon (Hospital Infantil de Atenas), vigiado por polícias armados; aos seis anos é um prisioneiro de guerra” e “Viva a Revolução! “. Pola acrescentou ainda: “Sou uma revolucionária e nada tenho a desculpar-me“.

Indica-se a seguir a declaração de Konstantina:

Sou uma anarquista, membro da organização revolucionária armada Luta Revolucionária (Epanastatikos Agonas). Os únicos terroristas são o Estado e o Capital. Recuso-me a comer e beber seja o que for até que o filho dos meus companheiros Pola Roupa e Nikos Maziotis seja entregue aos parentes deles.
Konstantina Athanasopoulou
“.

Lá dentro, prisioneirxs anarquistas e outrxs reclusxs de diferentes alas das prisões de Koridallos, para mulheres e para homens, montaram um protesto conjunto – recusando-se a entrarem nas celas – reivindicando o fim imediato do cativeiro de Lambros-Viktoras, em solidariedade com xs prisioneirxs da Luta Revolucionária atualmente em greve de fome e de sede.

Cá fora, companheirxs de várias cidades ao longo de toda a Grécia realizaram diversas ações em apoio imediato aos/às revolucionárixs anarquistas, exigindo que seja concedida aos parentes em primeiro grau da Pola Roupa a visita imediata e a custódia do seu filho menor de idade.

Força a Konstantina Athanasopoulou, Pola Roupa e Nikos Maziotis, membroxs orgulhosxs da Luta Revolucionária.

A Luta Revolucionária não irá depôr as armas nem se renderá aos inimigos da liberdade.

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Prisões mexicanas: Iniciaram uma jornada de luta anti-prisional os compas Luis Fernando Sotelo, Fernando Bárcenas e Abraham Cortés (greve de fome indefinida) e Miguel Peralta (jejuns)

freedom-solidarity-political-prisonersComunicado enviado a 9/09/2016 pela CNA México:

Nota prévia: Desde hoje, 28 de Setembro de 2016, os companheiros Fernando Bárcenas e Abraham Cortes, presos no Reclusório Norte, Luis Fernando Sotelo, preso no Reclusório Sul na Cidade do México  México e Miguel Peralta, preso na prisão penal de Cuicatlán, em Oaxaca, iniciaram uma jornada de luta anti-prisional.

Os três compas presos na Cidade do México declararam-se em greve de fome, enquanto que Miguel realizará jejuns.

A seguir reproduzimos o comunicado assinado por Fernando Bárcenas e Abraham Cortés.

28 de Setembro

Aos/às companheirxs rebeldes
Aos povos e comunidades em pé de guerra
Aos/às escravxs emancipadxs
A quem se identificar com esta forma de sentir e palavras …

Pela libertação total declaramos-nos hoje em greve de fome indefinida – como um ato de auto-determinaçãp, de incitamento à revolta generalizada. Porque simplesmente não podemos continuar a assistir dia após dia ao genocídio das nossas comunidades e povos.

Existe uma realidade oculta nesta sociedade; a democracia é um golpe de Estado que pelas falhas não introduz tanques mas sim câmaras de televisão e microfones de jornalistas, a democracia governa com o poder da sua propaganda – por isso sustentamos que o poder usa a técnica e a ciência para que aquela não seja entendida como opressão – o capitalismo é o chefe e a democracia é o seu porta-voz de imprensa.

E é mesmo por essa razão que não nos dirigimos aos media nem tampouco às classes dominantes, antes sim aos/às nossxs companheirxs do imenso presídio chamado Terra que, tal como nós, também são filhos da guerra por terem nascido deserdados.

Mas atenção, estas palavras não têm a intenção de instrumentalizar as suas forças rebeldes nem tampouco unificá-las sob uma bandeira qualquer; antes para permitir a abertura de um laço de comunicação, um espaço de sintonia das lutas e de tudo quanto emerge da contestação e atos de auto-determinação por toda a parte …

Em nosso entender e segundo a nossa perspetiva, onde há autoridade existe a prisão e é por isso que a prisão é muito mais do que a simples estrutura física que se nos impõe sob a imagem de muros e arame farpado. A prisão, em nosso entender, é constituída pela sociedade inteira enquanto que as prisões físicas são somente uma expressão concreta do isolamento social que sustenta e legitima o poder.

A urbanização (para se dar um exemplo) é a representação em si do aprisionamento massivo semelhante à fortificação do espaço urbano, acompanhado do extermínio das classes populares mais marginalizadas e que se apresenta hoje em dia como parte integral da última fase geo-histórica do capitalismo tecno-industrial. (Último esforço de restruturação nesta etapa de crise, na qual a única maneira de sustentar o domínio será através da guerra)

Já não pudemos continuar a acreditar nas suas mentiras porque de facto o seu “mundo maravilhoso” não existe à nossa volta; chamam-nos delinquentes assim como chamaram selvagens aos antigos povoadores da América, justificando assim o seu genocídio; o que acontece diariamente nos nossos bairros é uma guerra colonial que procura apaziguar o fervor revolucionário da nossa gente, utilizando tácticas tão sujas como a inundação de drogas e armas com o consequente resultado de levar mais tropas de ocupação aos nossos bairros e comunidades. Tudo isto se conecta diretamente com o aumento da pobreza e carência de educação e saúde nas comunidades e bairros mais marginalizados. Dando como resultado a subida no índice de criminalidade, o que justifica a repressão pelo aparelho político-militar do Estado; a prisão  converte-se então num monumento da matança, sendo o caixote do lixo social para onde se atira o que não agrade/moleste ao sistema capitalista…

Contudo, atualmente, existem 226 mil presos no pais e apesar das prisões estarem superlotadas a taxa de criminalidade não baixa, muito pelo contrário, aumenta ou mantém-se estável. Portanto, o problema não está nas 226 mil pessoas presas, antes sim na sociedade tecno-industrial que necessita justificar a matança.

A prisão é uma empresa que legitima a guerra contra os pobres e que protege o extermínio e a sociedade baseada na acumulação capitalista.

E qual será o pretexto para fazer a intervenção encoberta? Que os bairros se encontram assolados pelo crime, assaltos, roubos, assassinatos e distúrbios, “as ruas não são seguras”, então as prefeituras e  concelhos municipais estão de acordo com os residentes que pedem “mais proteção”, sem se pôr a analisar o que está por trás desta guerra suja.

É claro que se trata de um facto, as vítimas da praga da droga são os responsáveis dos crimes que ocorrem nos bairros, é algo que não se pode negar. Mas antes de, em desespero, saltarmos a gritar e a pedir “mais proteção policial”, seria melhor recordarmos quem impôs a praga aos nossos bairros e comunidades. Será melhor recordarem quem beneficia em última instância com a adição das pessoas às drogas, será melhor recordarem que a polícia são tropas de ocupação enviadas às nossas comunidades pela classe dominante, não para proteger a vida da gente pobre mas sim para proteger os interesses e a propriedade privada dos capitalistas.

A polícia, os políticos e os grandes empresários estão encantados com o facto dos jovens proletários estarem a ser vítimas da praga – e isto por duas ordens de razão: a primeira é que o tráfico de drogas é uma empresa rentável economicamente e a segunda é por se darem conta de que enquanto puderem manter xs nossxs jovens nas esquinas “gerando” para uma dose, não terão de se preocupar por nos estarmosa libertar, numa efetiva luta de libertação.

A polícia não pode resolver  o problema porque é parte do problema, tampouco as instituições do sistema podem resolver os problemas sociais, económicos e políticos da população, porque são eles que os fabricam e se nutrem deles. A “guerra contra as drogas” não é outra coisa que uma doutrina de contra-revolução, encarregada de manter e reforçar a dominação, a exploração e o encarceramento das classes mais oprimidas do proletariado.

Somos os únicos capazes de erradicar a praga das nossas comunidades e por isso, em vez de colaborar com esta sociedade enferma e decadente, decidimos viver à margem dela – para construir um mundo com as nossas próprias mãos e isto passa, necessariamente,  pela organização revolucionária do povo.

Liberta um espaço, okupa, arma-te e cuida dos teus/tuas.

Quantos mais destes actos se manifestarem, decompostos e desordenados, sem nenhum centro, fazendo sim referência a milhares de centros, cada um deles auto-determinado, mais serão os irredutíveis a uma formalização e recuperação para o sistema tecnológico.

Vivemos numa era tecnológica, na qual o capitalismo se reestrutura – mediante aplicações tecnológicas ao sistema de controlo social – e tudo isto modificou o mundo de maneira substancial.

A realidade virtual das necessidades fictícias já se impôs e os interesses do proletariado foram rasgados em milhares de pedaços, perdem-se nos meandros da realidade virtual. A democracia é uma das realidades virtuais, tal como todas as outras.

Fica claro que um sistema deste tipo não pode ser defendido senão através da trans-normação, em polícias do sistema, das mesmas pessoas que vivem no território – nenhum aparelho repressivo seria capaz de garantir tal sistema.

E é por isso que o Estado/capital tecnológico/moderno só pode ser destruído no território mediante a ascensão generalizada da insurreição.

A resposta, pois, não se baseia em teorias, mas concretamente nas exigências e necessidades dos excluídos pelo sistema, os insubordinados, enfim, os linchamentos sociais que são o fruto natural da sociedade dividida em privilegiados por um lado e subjugados por outro.

A rebelião também é um facto natural que não foi descoberta nem pelxs anarquistas nem pelxs demais revolucionárixs.

Mas essa rebelião não é imediatamente reconduzida aos velhos programas e manuais “revolucionários” a rebelião dos nossos dias é descomposta, desordenada, um fim em si mesma.

Para nós, enquanto rebeldes sociais, a insurgência é uma recusa total às ideologias, por estas serem parte fundamental do sistema que nos oprime.

Providos deste método, baseado na prática da ação direta, na conflituosidade permanente e na auto-organização das lutas, sem a aceitação de moderadorxs, permanecem abertas grandes possibilidades de desemboque insurrecional.

Desta perspectiva fica claro que o anarquismo não é uma ideologia, antes uma forma concreta de se opôr ao existente pela sua definitiva e total destruição.

Somos pois pela revolta permanente, pela insurreição generalizada; única forma que impossibilita que se manifeste o poder centralizado.

Declaramos este grito de guerra, uma forma de defender a luta dos presos norte-americanos e da mesma forma solidarizamos-nos com os compas afro-americanos que, da mesma maneira que nós, vivem o genocídio da droga.

Solidariedade com os povos e comunidades rebeldes.
Solidariedade total com o nosso companheiro Luis Fernando Sotelo Zambrano.
Pela libertação total! Pela destruição da sociedade prisional!
Ao fim de três anos de encerramento de Abraham Cortés Ávila, 2 de Outubro de 2013.

Fernando Bárcenas.
Abraham Cortés Ávila.

Melbourne, Austrália: Faixa em solidariedade com o prisioneiro anarquista vegan Osman Evcan

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29 de Março de 2016
Faixa na estação ferroviária de Richmond, em solidariedade com o prisioneiro anarquista vegan Osman Evcan. Osman Evcan encontra-se em greve de fome na Turquia, desde 22 de Fevereiro, pelo direito de receber refeições veganas bem como pela melhoria de condições básicas de vida e das comunicações com o mundo exterior.

Prisões espanholas: Gabriel Pombo Da Silva e Juankar Santana Martín suspendem a sua greve da fome

Recebido a 19 de Janeiro de 2016:
Olá compas! Acaba de sair a notícia de que Gabriel Pombo Da Silva suspendeu a greve de fome que havia começado na sexta-feira passada (15 de Janeiro) ao ver cumprida a sua reivindicação de ficar numa cela individual.

Um abraço forte a todxs!

[Prisões espanholas] Gabriel Pombo Da Silva em greve de fome devido à sua situação na prisão de Dueñas

gabriel pombo da silvaGabriel Pombo Da Silva, companheiro anarquista preso, começou uma greve de fome para reivindicar uma cela em solitário, já que lhe foi atribuído à força uma cela compartilhada com outro preso. Juankar Santana Martín, preso na mesma prisão de Dueñas e em solidariedade com o seu companheiro, comunicou a sua intenção de começar também uma greve de fome neste domingo, 17 de Janeiro, se não for resolvida antes a situação. Abaixo um comunicado de amigxs e companheirxs de Gabriel e Juankar:

“…para mim a greve de fome é uma ferramenta de luta estratégica …”
Gabriel Pombo Da Silva, 2009, Aachen

Gabriel Pombo Da Silva, companheiro anarquista preso, começou uma greve de fome  para reivindicar uma cela em solitário solitario, já que lhe foi atribuído à força uma cela compartilhada com outro preso.

Às autoridades e aos senhores do castigo não lhes basta mantê-lo encerrado há mais de 30 anos, em regime de controlo e vigilância, nem o transferirem continuamente de ala e prisão, intervirem na sua correspondência e visitas ou a tentativa de minar as relações de solidariedade e companheirismo que se dão dentro e fora dos muros… A todo este emaranhado de castigos soma-se agora o impedimento de um mínimo espaço pessoal de intimidade, uma cela individual – algo que por outro lado está contemplado na própria Lei Penitenciária como um “direito” das pessoas presas (art. 19.1. LOGP)- E não é a primeira vez que Gabriel se viu obrigado a reivindicar uma cela individual, tendo por isso semanas de isolamento, como represália.

Isto sucede a poucos dias da sua última e arbitrária transferência de 13 de Janeiro – à sua chegada à prisão de Dueñas (Palencia) – após ter passado 18 meses na de Topas (Salamanca).

Juankar Santana Martín, preso na mesma prisão de Dueñas e em solidariedade com o seu companheiro, comunicou a sua intenção de começar também uma greve de fome neste domingo, 17 de Janeiro, se não for resolvida antes a situação.

Utilizar um meio deste calibre, a greve de fome, representa um vontade férrea de se opôr frontalmente às técnicas penitenciárias que procuram dobrar e anular a dignidade da pessoa. No caso de Gabriel, trata-se de uma forma de ação direta, sem concessões,  com os meios que tem ao alcance na sua situação de confinamento e controlo: o seu corpo, a sua cabeça e o seu coração, aquilo que nunca poderão submeter. Quanto a Juankar, a solidariedade, empatia e cumplicidade humana, expressam-se por si mesmas através do seu compromisso e vontade de apoio a um companheiro.

Para nós, esta nova provocação por parte dos chefezitos penitenciários corresponde à estratégia punitiva e à vingança do Estado contra aquelas pessoas presas às quais não consegue amordaçar, isolar e anular.

Por tudo isto exigimos à direção do centro de extermínio de Dueñas que deixe de pôr em perigo a saúde dxs nossxs companheirxs, provocando situações que estão muito longe dos supostos objetivos de reinserção que a Santa Instituição Penitenciária diz ter, e que mais parecem ser uma nova tentativa de quebrar e levar ao limite aquelxs que estão em luta. Não o vão conseguir! Cá fora também nos solidarizamos com xs nossxs companheirxs!

Todo o nosso ânimo e carinho para Gabriel e Juankar! E que cada um/a do seu coração e imaginação expresse a sua solidariedade direta e práctica.

Sempre com força, rebeldia e para diante. Até que saia a última pessoa presa.

Abaixo todos os muros!

Amigxs e companheirxs de Gabriel e Juankar

Nova direção postal do compa Gabriel Pombo da Silva:

Gabriel Pombo da Silva
Centro Penitenciario de Dueñas (Palencia)
Ctra. Local P-120,
34210 Dueñas (Palencia)
España – Espanha

A direção postal do compa Juankar Santana Martín mantém-se a mesma:

Juankar Santana Martín
C.P. La Moraleja, (módulo 4)
Crta. Local P-120
34210 Dueñas (Palencia)

España – Espanha

 

em espanhol

Atenas: Atualização da situação de Evi Statiri

Faixa solidária da Assembleia Contra a Confinação, da cidade de Chania, na ilha de Creta: Liberdade para a presa de Estado Evi Statiri.
Faixa solidária da Assembleia Contra a Confinação, da cidade de Chania, na ilha de Creta: Liberdade para a presa de Estado Evi Statiri

Ontem, 2 de Outubro de 2015, Evi Statiri finalizou a sua greve de fome, após a aprovação da sua solicitação de libertação.

Continua no hospital Geniko Kratiko de Nikaia, mas agora num módulo normal e não para presxs. Espera-se que lhe dêem alta na segunda-feira, ainda que tudo dependa do seu estado de saúde.

Uma nova solicitação de levantamento das medidas restritivas será apresentada nos próximos dias, enquanto se espera durante as próximas semanas a decisão final sobre o seu processo judicial – foi proposto pelo ministério público a absolvição de todas as acusações tanto para  Evi como para Athena Tsakalou.

Seguir-se-á um texto de Evi, num destes dias. A solidariedade ganhou mas a luta continua.

Liberdade para todxs xs presxs políticxs.

Solidárixs com a luta de Evi

em espanhol

Atenas: Comunicado da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

Faixa em Tessalónica: Combatamos o estado de excepção através da solidariedade de facto – Evi Statiri na rua já!!
Faixa em Tessalónica: Combatamos o estado de excepção através da solidariedade de facto – Evi Statiri na rua já!

Depois da decisão do conselho judicial competente, que aprovou a libertação de Evi Statiri, decidimos a suspensão da marcha convocada para terça-feira, 6/10, convocando uma assembleia para esse dia, às 19:00 horas, na Politécnica (edifício Gini) com vista à organização de uma mobilização no domingo, 11/10, tendo em conta as duras medidas restritivas impostas a Evi.

As medidas restritivas que acompanham a decisão de libertação de Evi Statiri, após 19 dias de greve de fome, consistem num regime especial de cativeiro ao qual nos opomos. Apesar da perspetiva de libertação, não baixamos a guarda nem deixamos ninguém só nesta situação, será confrontada de forma colectiva. Não esquecemos que os julgamentos do meio familiar e próximo dxs presxs continuam em aberto  e continuamos a lutar pela sua  cessação.

CONTRA A IMPOSIÇÃO DE MEDIDAS RESTRITIVAS

CESSAÇÃO IMEDIATA DOS PROCESSOS JUDICIAIS CONTRA XS FAMILIARES E AMIGXS DXS PRESXS POLÍTICXS

QUE NINGUÉM FIQUE SÓ NAS MÃOS DO ESTADO

Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

espanhol

Prisões gregas: Comunicado de Kostas Gournas em solidariedade com a grevista de fome Evi Statiri

Faixa solidária, colocada na Biblioteca Municipal de Agrinio pelxs compas da okupa Apertus: “Liberdade para Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro”.
Faixa solidária, colocada na Biblioteca Municipal de Agrinio pelxs compas da okupa Apertus: “Liberdade para Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro”.

Comunicado do compa Kostas Gournas, membro condenado da Luta Revolucionária, em solidariedade com a luta de Evi Statiri, emitido das prisões de Koridallos a 15 de Setembro de 2015.

Trata-se de uma velha e infame tática do Estado – e em particular do aparelho policial-judicial – a de utilizar acusações fabricadas contra familiares, afim de xs manter como reféns e exercer pressão sobre xs combatentes e presxs políticxs. Passou-se isso em 2002 [contra Angeliki Sotiropoulou, esposa do preso da 17N Dimitris Koufontinas], passou-se em 2010 [contra Marie Beraha, esposa do preso da Luta Revolucionária Kostas Gournas], e passou-se de novo em Março de 2015 [contra Evi Statiri, esposa do preso da CCF Gerasimos Tsakalos, assim como contra Athena Tsakalou, mãe dos irmãos Tsakalos]. Isto deve-se à política repressiva aplicada contra xs membros das organizações armadas que estão na prisão, é um processo contínuo do seu extermínio político por qualquer meio.

O governo do Syriza que se confrontou, após a capitulação de 20 de Fevereiro, com a primeira confrontação classista – a greve de fome dxs presxs políticxs durante a primavera – acabou por se ver obrigado a votar favoravelmente, entre outros, uma emenda que, teóricamente, abriu o caminho para a libertação das familiares dos membros da CCF. Atualmente, depois da sua libertação ter sido negada em seis ocasiões distintas pelos conselhos judiciais, Evi Statiri, companheira de vida de um membro preso da CCF, encontra-se todavia na prisão. O seu caso á a prova mais evidente não só da aceitação de um estado de emergência que rodeia o memorando do governo da esquerda, mas também da aplicação estrita de um estado de excepção para xs presxs políticxs.

Para todos os sectores sociais que tinham a clareza e determinação para abordar o “NÃO” no referendo a partir de uma perspectiva de classe e para se opôr a todos os memorandos, mas sem serem capazes de dar o passo seguinte, a questão de uma via alternativa que não seja a da delegação ou resignação, a que todas as forças parlamentares burguesas estão a traçar, é mais urgente que nunca. O caminho da luta e solidariedade. O caminho de Evi…

Solidariedade com Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro de 2015.

espanhol, inglês

Atenas: Próximas convocatórias da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

As convocatórias previstas da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri, para o período de 30 de Setembro a 6 de Outubro são as seguintes:

Quarta-feira, 30 de Setembro: Concentração solidária às 18:00 horas junto ao hospital Geniko Kratiko, no bairro de Nikaia (rua Ikoniou, nº 150), para onde foi transferida Evi Statiri, grevista de fome, a 27/9 (autocarro B18 desde a praça de Omonoia, paragem Kratiko Nosokomeio).

Sexta-feira, 2 de Outubro: Assembleia na Politécnica (edifício Gini), em Exarchia, às 19:00 horas, para determinar as características da manif solidária de 6 de Outubro.

Terça-feira, 6 de Outubro: Manifestação solidária a partir da praça de Monastiraki, às 18:30 horas.

Prisões gregas: Gerasimos Tsakalos em greve de fome desde 14/9 em solidariedade com a luta de Evi Statiri

“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos mortxs já” [verso adaptado de um poema de Tasos Livaditis]
“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos mortxs já”
[verso adaptado de um poema de Tasos Livaditis]
Nota de Contra Info: Segue-se o comunicado do compa Gerasimos Tsakalos – emitido das prisões de Koridallos a 29 de Setembro de 2015 – através do qual torna pública a greve de fome solidária que leva a cabo desde 14 de Setembro.

Há 7 meses que a minha companheira de vida, Evi Statiri, se encontra encarcerada nas celas da democracia. O seu único “delito” é a relação pessoal comigo. Ao mesmo tempo, a minha mãe, Athena Tsakalou, encontra-se em exílio na ilha de Salamina, resultando isto de uma decisão da ditadura judicial.

Há 7 meses que o Poder vai experimentando o terreno, ampliando o círculo da repressão contra xs amigxs e familiares dxs presxs políticxs. O seu objetivo é a disseminação do medo nas pessoas solidárias e a imposição de um regime especial de quarentena axs/às guerrilheirxs presxs. O Poder, através da criminalização das relações familiares e de amizade, procura amputar qualquer laço de solidariedade que atravesse os muros das prisões e alimente a luta pela liberdade. Atualmente, a máquina policial-judicial do Poder põe à prova o suporte do nosso mundo, um mundo que não aprendeu a baixar a cabeça e mede as suas reações. Cada passo atrás da nossa parte é um passo adiante do totalitarismo do monstro estatal.

O medo tende a expandir-se … Se não se eliminar pela raíz o que hoje se testa contra xs presxs políticxs, então espalhar-se-á como a peste, atingindo todxs aquelxs que desejem viver de maneira rebelde, sem ordens nem comandantes nas suas vidas. São muitas as coisas que desejo dizer, porém nestes momentos as ações dizem mais que as palavras. Desde 14 de Setembro que Evi se encontra em greve de fome, exigindo a sua libertação. Desde 14 de Setembro que estou a seu lado, tal como ela tem estado ao meu lado durante os últimos anos, realizando eu também uma greve de fome, apesar do desacordo absoluto dxs médicos, pois passou pouco tempo ainda desde o final da última greve de fome na qual participei. A minha única exigência é a libertação de Evi. Esta greve de fome é agora a única arma que tenho para me solidarizar com Evi. Faz parte da solidariedade multiforme que o mundo da luta e da anarquia começou já a expressar por toda a Grécia. Por isso, não nos devemos desviar do primordial que é a luta pela libertação de Evi, com referências à minha greve de fome e a mim. Como disse antes, a minha greve de fome é a minha maneira de estar presente nas ações dxs solidárixs. É a minha contribuição para as ações de solidariedade que, através da anarquia, se aceleram para desviar o curso da história que tem vindo a ser escrita pelas leis, juízes, polícia e Poder, uma história que nunca reconhecemos como nossa.

Que a luta pela libertação de Evi – e pelo fim dos processos aos/às familiares e amigxs dxs presxs políticxs – seja o detonador para se relançar a ofensiva anarquista, se reapropriar das ruas, se incendiar as barricadas, se agudizar os desejos, a guerrilha urbana, a aposta pela libertação total.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI

“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos já mortxs”

VIVA A ANARQUIA

Gerasimos Tsakalos, membro da Conspiração de Células de Fogo

                em inglês espanhol

Tessalónica: Ações solidárias do Coletivo Anarquista Negro/Verde

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9.
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
PAREM A PERSEGUIÇÃO AOS DOIS ANARQUISTAS ANDREA E ERROL. CONTRA O SAQUEIO DA NATUREZA, LUTA PELA TERRA E PELA LIBERDADE
PAREM A PERSEGUIÇÃO AOS DOIS ANARQUISTAS ANDREA E ERROL. CONTRA O SAQUEIO DA NATUREZA, LUTA PELA TERRA E PELA LIBERDADE
CONCESSÃO IMEDIATA DAS SAÍDAS EDUCATIVAS A NIKOS ROMANOS
CONCESSÃO IMEDIATA DAS SAÍDAS EDUCATIVAS A NIKOS ROMANOS

Na semana passada colaram-se papelógrafos nas paredes do centro de Tessalónica:

– Em relação ao caso dos dois compas Andrea e Errol que foram detidos no domingo, 23 de Agosto, na manifestação contra as minas de ouro em Skouries, península de Calcídica. Na terça-feira, 29 de Setembro assim como na quarta-feira, 30 de Setembro, a suspensão temporal da ordem de deportação que lhes foi imposta vai ser examinada nos tribunais de primeira instância de Tessalónica.

– Em relação ao caso de Evi Statiri, que desde 14 de Setembro iniciou uma greve de fome exigindo a sua libertação.

– Em relação ao caso do anarquista Nikos Romanos, a quem não lhe são concedidas as saídas educativas da prisão.

Colectivo Anarquista Negro/Verde

Grécia: Pintadas solidárias com Evi Statiri na ilha de Cos

A VOSSA JUSTIÇA  TRESANDA A FASCISMO
A VOSSA JUSTIÇA TRESANDA A FASCISMO
PAREM COM A PERSEGUIÇÃO AOS/ÀS FAMILIARES DXS LUTADORXS. LIBERDADE PARA EVI STATIRI.
PAREM COM A PERSEGUIÇÃO AOS/ÀS FAMILIARES DXS LUTADORXS. LIBERDADE PARA EVI STATIRI.
EVI STATIRI NA RUA JÁ!
EVI STATIRI NA RUA JÁ!

Como mostra mínima de solidariedade com a grevista de fome Evi Statiri fizeram-se pintadas na cidade de Cos.

Vitória para a luta de Evi Statiri: Até à libertação!

Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou.

Força aos/à membrxs presxs da organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo.

espanhol

Ação solidária com Evi Statiri a partir das prisões de Koridallos

A VOSSA JUSTIÇA CHEIRA A FASCISMO!
A VOSSA JUSTIÇA CHEIRA A FASCISMO!
EVI STATIRI NA RUA JÁ! GREVE DE FOME DESDE 14/9 CONTRA O MEDO E A INJUSTIÇA
EVI STATIRI NA RUA JÁ! GREVE DE FOME DESDE 14/9 CONTRA O MEDO E A INJUSTIÇA

310Os prisioneiros encerrados na ala A das prisões para homens de Koridallos gritaram palavras de ordem e realizaram pintadas de solidariedade com a greve de fome de Evi Statiri no pátio da prisão.
[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=LMoUhiZ6MIk O slogan ouvido é: polícias, porcos, assassinos!
[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=q6d4hH7OOxc O slogan ouvido é: a paixão pela liberdade é mais forte que todas as celas!

                              espanhol

Volos, Grécia: Ação solidária com Evi Statiri e Athena Tsakalou

Na segunda-feira, 21 de Setembro, de madrugada, realizamos um ataque com tintas contra os recém pintados tribunais da cidade de Volos, como mostra mínima de solidariedade com Evi Statiri, que desde 14 de Setembro se encontra em greve de fome, exigindo a sua libertação. Evi Statiri é a esposa de Gerasimos Tsakalos, membro da organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo, encontrando-se em prisão preventiva sem que exista prova alguma de participação na organização, numa clara intenção de criminalização das relações familiares e pessoais dxs presxs políticxs.

Pela mesma razão, impuseram o regime de exílio a Athena Tsakalou, mãe de Gerasimos e Christos Tsakalos (está proibida de sair dos limites da ilha de Salamina).

Evi Statiri na rua já!

Levantamento imediato das medidas restritivas contra Athena Tsakalou!

Iniciativa de Solidariedade “Ressoam as Prisões”

Prisões gregas: Informação médica sobre a grevista de fome Evi Statiri

Segundo informação dxs médicxs que examinaram Evi Statiri hoje, 27 de Setembro, em greve de fome desde 14 de Setembro, o seu estado de saúde piorou muito e necessita ser transferida a um hospital exterior. Evi perdeu já 11% do seu peso no início da greve e apresenta, entre outras coisas, palidez intensa, hipotensão ortostática, debilidade e cansaço, para além de ter sofrido já dois incidentes de hipoglicémia durante os últimos 3 dias, sendo o segundo destes suficientemente grave para que a transferissem ao hospital das prisões de Koridallos na madrugada de 27 de Setembro.

Na tarde de hoje, 27 de Novembro,  Evi Statiri foi transferida para o hospital Geniko Kratiko, no bairro de Nikaia. Encontra-se na II Clínica Patológica.

Atualizações à medida que cheguem

espanhol

Chipre: Faixa solidária com Evi Statiri em Nicósia

Nenhum Estado deterá a paixão pela liberdade // Solidariedade com Evi Statiri
Nenhum Estado deterá a paixão pela liberdade // Solidariedade com Evi Statiri

Aqui, nesta pequena e estagnada cidade, a 19 de Setembro, realizamos um pequeno gesto de solidariedade e amor colocando uma faixa para a presa em luta Evi Statiri, contribuiendo desta maneira para que a sua voz ressoe em cada recanto do mundo.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI