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Santiago, Chile: 1º Comunicado público da “Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo”

A “R.A.S” foi apresentada no decorrer da atividade “Rap Solidário” a 14/07/2018.

O que é a prisão?

Prisão é uma estrutura material através da qual se pretendem inibir os atos de qualquer pessoa que transgrida as condutas impostas pelo Estado. Assim, o castigo, a imposição e disciplina socialmente aceite constituem o regime em que xs cativxs têm que viver, procurando-se dessa forma anular as suas ações, ideias e convições. Estes atos podem constituir delitos e, tal como os que desafiam a ordem, serem de ordem política revolucionária é com estes que de novo tomamos posição – seja apoiando ou solidarizando-nos com aquelxs companheirxs que hoje se encontram presxs por terem levado para a frente ações subversivas em prole de uma ideia política de libertação. A entrega destxs companheirxs faz com que queiramos apoiá-lxs de forma real, concretamente porque são nossxs afins.

Nós, companheirxs autónomxs e anarquistas temos vindo a realizar iniciativas e projetos libertários, há já há algum tempo – partindo de diferentes espaços e contextos – procurando com isso gerar um corte com a ordem, as normas e tudo o que pretenda impor o Capital e o Estado. É sob este prisma que diversas pessoas convergiram, presentemente, para de forma coletiva levantarem a “Rede Anti-prisional Solidária com Juan e Marcelo”.

Quem são Juan e Marcelo?

Juan Aliste Vega e Marcelo Villarroel Sepúlveda são prisioneiros subversivos, bautónomos e libertários que atualmente se encontram na prisão de alta segurança de Santiago, Chile, a partir de Julho de 2010 (Juan) e desde Dezembro de 2009 (Marcelo).

É desde muito jovens que estes companheiros têm participado em casos de luta revolucionária – primeiro em plena ditadura militar e posteriormente a ela também – desenvolvendo práticas ofensivas contra o Capital e o Estado. Ataques que foram tanto a estruturas materiais como a sujeitos que formavam parte do aparelho estatal. A época exigia posicionamentos e determinação, assim o entenderam eles, procurando alcançar isso através do ingresso no Mapu-Lautaro, um dos diversos grupos político-militares que existiram nesse período.

O seu desafio à ordem estabelecida levou-os a serem presos em 1991 e 1992, respectivamente. A prisão foi uma circunstância – nem desejada nem procurada pela opção de vida que escolheram – tal como disse um deles numa antiga entrevista; durante mais de uma década tiveram de viver a enfrentar o confinamento, a repressão do carcereiro e as lógicas próprias daquela instituição lúgubre.

De novo em liberdade e, em anos seguintes, uma nova situação causa impacto na opinião pública, polícia, política estatal e Estado. 18 de Outubro de 2007. Um assalto bancário, em pleno centro da capital de Santiago, a entidade é um Banco Security. Os assaltantes conseguem o dinheiro, fogem em diferentes direções, dois deles dão de caras com dois motoristas da polícia, há troca de disparos e um é abatido, é o policía Luís Moyano. O ter defendido os interesses do Capital lhe custou um grande preço, a morte.

Assim se desenrolaram os factos e a caçada iria ser desencadeada: Juan, Marcelo, Carlos Gutiérrez Quiduleo* e Freddy Fuentevilla Saa** são expostos na televisão e sinalizados como os assaltantes e assassinos do polícia. Os companheiros decidem passar à clandestinidade, quebrando um deles um benefício intra-penitenciário ao qual tinha acedido em 2003***.

A 15 de Março de 2008, Marcelo e Freddy são detidos em San Martin de los Andes, território argentino. Acusados de posse ilegal de armas de guerra, foram condenados depois a 3 anos e 6 meses. Ao atingirem metade da sentença, em 16 de Dezembro de 2009, são expulsos para o Chile e levados para a prisão de alta segurança. Juan, por seu lado, é detido a 10 de Julho de 2010 no terminal de autocarros de Retiro, Buenos Aires, território argentino. E ele é imediatamente expulso para o nosso país e levado também para a prisão de alta segurança.

Em Santiago do Chile – após 4 anos de longa prisão preventiva em Julho de 2014 – realizou-se o julgamento que os condenou, respetivamente, a 42 anos (Juan), 14 anos (Marcelo), 15 anos (Freddy) de prisão. No decorrer do processo chamado “Caso Security” e /ou “Caso Moyano”.

Entretanto mais de uma década se passou desde aqueles acontecimentos no centro da capital de Santiago – tal como o que tudo o que tiveram eles de afrontar depois, assim como o assédio às suas famílias e círculos próximos. A clandestinidade, os espancamentos, as detenções, as difamações, a exposição à opinião pública, a prisão, as transferências para diversas unidades, as condenações. Todo um processo acompanhado também pela mão solidária de companheirxs anónimxs, grupos, coletivos, organizações políticas, através de apoio material e simbólico – onde se desenrolaram diversas atividades, apontamentos de imprensa, fóruns, palestras, espetáculos musicais, concentrações, agitação nas ruas por meio de propaganda, cartazes, publicações, difusão on-line  e, de maneira ilegal, uma ampla multiformidade de ações subversivas no Chile e diversos outros lugares do mundo.

O que é que iremos desenvolver, enquanto “Rede Solidária”?

Apoio e solidariedade (numa de suas múltiplas formas) é o que desejamos desenvolver e projectar – entendido de forma prática, que serão públicos e sistemáticos – o essencial para nós será agitar e difundir a situação dos companheiros mencionados, através de cartazes, propaganda e atividades, gestos concretos que visam “construir uma ponte” a partir da prisão, entre eles e aqueles que se encontram “fora dos muros”.

Este tipo de instâncias abertas – ocupando as ruas, espaços diversos, meios electrónicos, associando -nos com outros grupos e individualidades, etc – são importantes, pois permitem dar a conhecer a situação dos companheiros, as suas ideias e práticas políticas, que existem e resistem apesar de muitas adversidades. Outro fator importante é que permite que mais pessoas indaguem e se interessem por estas perspetivas anti-prisionais – uma luta mais entre tantas outras contra o Capital e o Estado. Pretendemos agitar e difundir para criar e juntar, para potenciar a teoria e a prática, porque quando existe na consciência uma ideia radical claramente algo tem de ser feito.

PERANTE A INDIFERENÇA MASSIVA: RESISTÊNCIA ANTI-PRISIONAL ATIVA!
LIBERDADE PARA JUAN, MARCELO E TODXS XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!

Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo.
rsanticarcelaria@riseup.net
Julho de 2018
Santiago de Chile

Notas:
* Carlos Gutiérrez Quiduleo, Weychafe [Lutador em idioma Mapuche] Libertário. A história subversiva do companheiro remonta aos anos 80, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento Juvenil Lautaro (MJL). Foi detido em Janeiro de 1995, acusado de Associação Terrorista Ilícita, sendo libertado sob fiança em Outubro de 1998.  A seguir foi preso em meados de 2003, acusado de assaltar um Banco Santander em Ñuñoa, Santiago. Foi libertado sob fiança em meados de 2005 sendo sentenciado à prisão em 2006, para essa causa, em 5 anos e 1 dia. Mais tarde é acusado de participar no assalto ao Banco Security em Santiago Centro. Foi preso em 28 de Novembro de 2013 em Angol, na região de La Araucanía pela equipa do PDI, após 6 anos de clandestinidade, sendo rapidamente transferido para a seção de segurança máxima dentro da prisão de alta segurança em Santiago. Conseguiu sair da prisão em 10/09/2015.

** Freddy Fuentevilla Saa (Subversivo Autónomo). A história subversiva do companheiro remonta aos anos 90, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR).
Depois de ser sinalizado como participante no assalto ao Banco Security no centro de Santiago, passa à clandestinidade, é preso em território argentino, depois expulso para o Chile e condenado (fatos descritos no texto).  Conseguiu sair da prisão em 18/06/2018.

*** Marcelo Villarroel Sepúlveda (Libertário Subversivo). É o companheiro que quebra o benefício intra-penitenciário  ao qual acedeu em 28 de Dezembro de 2003. A sentença que caiu sobre ele é até 26 de Fevereiro de 2056.
Fazendo um breve resumo das sentenças podemos discriminá-las da seguinte forma: Associação Terrorista Ilícita, 10 anos e 1 dia pela sua participação na guerrilha urbana Mapu-Lautaro. Danos a veículos fiscais com ferimentos graves aos carabineiros, 3 anos e 541 dias, por ataques armados a viaturas policiais nas comunas de Cerro Navia e Conchalí. Co-autor de homicídio qualificado terrorista, 15 anos e 1 dia, para o confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto, onde morreram 3 detetives na comuna de Las Condes. Roubo com intimidação (lei 18.314), 10 anos e 1 dia, para expropriação de um banco do Estado e a um camião de frangos, que foram distribuídos numa cidade na comuna de Renca. Por último, um ataque explosivo contra a casa do embaixador espanhol, 8 anos e 1 dia, durante a comemoração dos 500 anos do massacre dos povos ancestrais neste território. Todas estas ações foram concretizadas em Santiago do Chile.

em espanhol

Temuco, Chile: Faixa em solidariedade com Carlos Gutiérrez Quiduleo

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lienzo2-1024x768Segunda-feira, 16 Fevereiro de 2015, Temuco

A 28 de Novembro de 2013 é preso na região da Araucanía o companheiro Carlos Gutierrez Quiduleo, após permanecer na clandestinidade durante seis anos e logo a seguir a ter sido implicado no Caso Security, cujo julgamento terminou há alguns meses com condenações altíssimas sobre os companheiros Fuentevilla Freddy, Marcelo Villarroel e Juan Ready.

Carlos está-se a arriscar a uma pena de 30 anos de prisão, sendo julgado por três assaltos a bancos, além de um caso por posse ilegal de arma de fogo e uma agressão a um carcereiro, na Seção de Segurança Máxima (CAS), no ano passado.

No nosso círculo, acreditamos que cada gesto de um/a companheirx detidx tem um valor especial na medida que se transforma em sinais cúmplices de rebeldia que trespassam as barreiras impostas pela prisão.

Assim, a partir do momento da prisão de Carlos, prisão marcada pela cobertura dos media, entendemos que o grito: “Viva a resistência mapuche, viva a resistência anarquista!” é um grito de guerra que resiste aos embates de toda a autoridade, uma mensagem que só faz sentido quando há feedback, quando cada parceiro/a mantém a comunicação com aquelxs que resistem com dignidade e firmeza nas suas convicções, quando a solidariedade se torna a nossa arma contra o poder e para resistir e enfrentar a crueza de uma intenção de isolamento.

A faixa junto à bandeira negra, nos bosques milenares da Araucanía, como tu sempre o escreves, é não só um pequeno gesto cúmplice nesta guerra como também um gesto de carinho que te envia força e resistência não te deixes nunca desvalorizar.

Solidariedade Revolucionária Anárquica
Contra todo o tipo de poder e autoridade.
Liberdade para Carlos Gutiérrez Quiduleo!!

Coletivo Luta Revolucionária.
lucharevolucionaria[arroba]riseup.net

em alemão

Santiago, Chile: Chamada a um Dezembro Negro em memória de Sebastián Oversluij

13215416Nesta 6ª feira, 28 de Novembro de 2014 decidimos atacar um autocarro do transporte público com a finalidade de chamar a um Dezembro Negro de ações e gestos solidários em memória do companheiro anarquista Sebastián Oversluij, assassinado durante uma expropriação bancária frustrada no dia 11 de Dezembro de 2013. Logo que o autocarro começou a arder, atirámos pirotecnia de forma a que a nossa raiva e rebeldia destilasse com mais força. Com esta ação também pretendemos solidarizar-nos com a companheira Tamara Sol Vergara que actualmente se encontra sequestrada nas mãos do poder. Esta é a forma que encontramos para dizer que nenhum dos nossos mortos e presos está esquecido, que a cada golpe do inimigo se multiplica a raiva expressando-se através de ações certeiras contra o poder.

Nos meios de comunicação burgueses esta ação vinculou-se ao início da Teletón. Na realidade a motivação claramente não foi essa, mas de qualquer modo mostramos o nosso repúdio aqueles que comercializam com a desgraça de outros. Este é o nosso contributo à conta oficial deste festa de hipocrisia. Além disso, sublinhamos que vivemos momentos de grande tensão, com três pessoas a serem presas pela sua suposta participação na colocação de um engenho explosivo no subcentro da Escola Militar. Embora seja nossa opinião que a ação foi pouco estratégica, é mais um retrocesso que uma contribuição, não deixamos de nos solidarizar com aqueles que provavelmente vivem os processos carcerários mais duros dos últimos tempos.

Como anti-autoritários acreditamos na destruição da sociedade carcerária e, devido a isso, recordamos Nataly, Juan e Guillermo, assim como Hans Niemeyer, Mónica Caballero, Francisco Solar, Juan Aliste Vega, Carlos Guitérrez Quiduleo, Marcelo Villarroel e Freddy Fuentevilla. Não esquecemos os dois weichafe que foram assassinados nos últimos tempos nos territórios do sul em conflito, José Quintriqueo e Victor Mendoza Collío. Memória e combate em seu nome. Também recordamos que  esta semana foram detidxs quatro jovens por porte de dispositivo incendiário e desordens na via pública; enviamos-lhes um afectuoso abraço de solidariedade e fogo fazendo por sua vez uma chamada a que tomem sempre todas as precauções e medidas de segurança no momento da ação, para evitar os golpes do inimigo.

Não é demais insistir no esclarecimento de que, para nós, o transporte público representa uma das formas que o Estado e o Capital emprega para que xs exploradxs e consumidxs deste sistema cheguem aos seus postos de alienante trabalho, de forma a cumprirem com as obrigações impostas por um sistema que procura abarcar as nossas vidas até ao último segundo. Queimar um autocarro é questionar de golpe a lógica da estrutura, é sabotar a circulação de mercadoria humana, interromper o objetivo totalizante da urbe. A nossa luta é pela vida, a liberdade e a terra, contra o conjunto de fantasias que o capital e o  espectáculo nos impuseram como forma de vida, contra o avanço do progresso que destroça tudo o que é belo e tudo o que é livre.

Chamamos a um Dezembro Negro

em memória do companheiro Sebastián Oversluij

Solidariedade com Tamara Sol Vergara

Hans Niemeyer, Mónica Caballero e Francisco Solar em liberdade!

Força ao companheiro Nikos Romanos

Um carinhoso abraço aos companheiros que atacaram a PDI

Mauricio Morales e Sebastián Oversluij presentes!!!

Santiago: Nada já terminou e ninguém está esquecido – caso Security

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Mais de quatro anos depois da sua detenção, finalmente foram processados ​​e condenados três companheiros, acusados de várias expropriações a bancos e do homicídio de um guardião do poder. Juan Aliste Vega foi condenado a 42 anos, Marcelo Villarroel a 14 e Freddy Fuentevilla a 15. Os três companheiros também foram membros de grupos armados que resistiram à ditadura, continuaram a resistir à mentira da democracia, tendo por isso, estado sob constante perseguição política, que visa silenciar as ideias dos que se rebelam irredutivelmente contra o poder. Também se vincula ao mesmo caso Carlos Gutiérrez Quiduleo, que está atualmente a aguardar julgamento.

É por causa desta situação que decidimos transformar as palavras em ação e fazer da solidariedade um gesto caloroso para aqueles que agora têm de enfrentar a prisão. Respondendo à chamada de agitação feita pelos companheiros, por volta das 23:30, na quarta-feira, 2 de Julho (o dia da leitura da sentença) realizamos um corte de estrada na Avenida General Velasquez perto do 21ª delegacia de polícia da Estación Central, lançamos panfletos e penduramos uma faixa materializando a nossa saudação aos nossos irmãos do Caso Security.

Além da solidariedade com os sequestrados pelo Estado procuramos contribuir para a disseminação das ações insurretas contra o poder e a proliferação de gestos anti-autoritários. Fazemos uma chamada aos diferentes grupos e indivíduxs para multiplicar os ataques nas suas diversas formas e para manter vivo o fogo anárquico da revolta.

Tampouco esquecemos xs outrxs irmaos e irmãs sequestradxs e assassinadxs pelo poder na luta contra o Estado e o Capital. Monica Caballero, Francisco Solar, Tamara Sol Vergara, Mauricio Hernández Norambuena e todxs xs presxs que resistem dignamente nas masmorras do capital.

Claudia López, Jhonny Cariqueo, Mauricio Morales, Zoe e Sebastian Oversluij presentes na memória combativa e na ação insurrecional.

Nada já terminou e ninguém está esquecido. Em guerra constante contra a dominação.

Afins insurrectxs

Estado espanhol: Faixa em solidariedade com Mónica e Francisco

Na semana de solidariedade con xs anarquistas Mónica Caballero e Francisco Solar, colocámos uma faixa em solidariedade com xs compas na estrada N.1 na altura de Altsasu (Nafarroa); com esta faixa queremos expressar a nossa solidariedade e proximidade com xs presxs anarquistas e a partir daqui aquí mandar-lhes um forte abraço. Ânimo e força compas.

Na faixa pode ler-se: Liberdade Mónica e Francisco, Anarkia Bidea Da [em basco: a anarquia é o caminho).

Na faixa não havia sítio para saudar outrxs prisioneirxs, pelo que a partir daqui mandamos un fuorte abraço aos companheiros:

Gabriel Pombo Da Silva; Marco Camenisch; Alfredo Cospito; Nicola Gai; Sergio Maria Stefani; José Miguel Sánchez; Marcelo Villarroel Sepúlveda; Freddy Fuentevilla Saa; Juan Aliste Vega; Hans Niemeyer Salinas; Carlos Gutiérrez Quiduleo; Mario González. Solidariedade axs prisioneirxs anarquistas da Grécia, Itália, México e de todo o mundo.

Agur eta ohore [em basco: adeus e honra], companheiro Sebastián Oversluij.

Anarquistas

Prisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar

COMUNICADO PÚBLICO DE INÍCIO DE GREVE DA FOME:

A todas e todos os que lutam pela libertação total.
Às consciências anticarcerárias.
A todas e todos os rebeldes e insurretos do mundo enteiro.

No marco do chamamento feito desde Barcelona para uma jornada de solidariedade Internacional com xs nossxs companheirxs encarcerados hoje em Espanha, Francisco Solar Domínguez em Navalcarnero e Mónica Caballero Sepúlveda em Estremera, a realizar-se entre 16 e 22 de Dezembro, os prisioneiros subversivos, libertários, autónomos e mapuche, Marcelo Villarroel Sepúlveda, Freddy Fuentevilla Saa, Juan Aliste Vega e Hans Niemeyer Salinas situados nos diferentes módulos da Prisão de Alta Segurança e Carlos Gutiérrez Quiduleo na secção de Máxima Segurança, todos na Unidade Especial de Alta Segurança de Santiago de Chile, comunicamos:

1. Damos início a uma Greve da Fome líquida como expressão concreta de solidariedade direta com xs nossxs irmãxs, amigos e companheiros “Cariñoso” e “Mona”, acusados pelo fascista Estado Espanhol de pertencer ao Comando Insurrecioionalista Mateo Morral, quem se havia reivindicado da autoría da acção direta contra a Basílica del Pilar em Zaragoza, da falida detonação na Catedral da Almudena em Madrid, para além de serem acusados de conspirar para atentar contra a Basílika de Monserrat em Barcelona.

Com esta mobilização procuramos atingir o medo e a indiferença reinante, romper os muros de todo o tipo e num gesto de irmandade indestrutível assinalar claramente que o nosso sangue-coração e ossos hoje estão em Madrid junto a elxs, e nos dói o seu isolamento, embora entendamos que é  parte da vingança estatal permanente contra todos os que procuramos a destruição total da sociedade de classes Continuar a lerPrisões chilenas: Cinco presos políticos em greve de fome, como mostra de solidariedade com Mónica Caballero e Francisco Solar