Arquivo de etiquetas: Tamara Sol Farías Vergara

Santiago, Chile: Ataque incendiário a autocarro da Transantiago

É sempre momento para atacar embora não sejamos indiferentes ao panorama actual… enquanto a sociedade se regozija, seduzida pela visita papal – expiando as suas culpas na ansiedade da espera – reivindicamos nós a aventura da ação directa.

A 10 de Janeiro, já noite, animados de autónomos desejos, deixamos um dispositivo incendiário – durante o percurso do I 01 do Transantiago – ativado nas proximidades  do cruzamento das ruas Franklin e San Francisco. No momento em que o fogo estava a expandir o chofer borrego acode e sufoca o fogo com um extintor, queimou-se só a parte detrás deste transporte símbolo das lógicas mercantis, que delega tempos e pulsos, adequando o quotidiano a um controlo social mais delimitado, dando as comodidades típicas de uma cultura alienante. Não obstante, a nossa ação despedaça estes tempos, estas comodidades, escolhendo, sem chefes e em horizontalidade, onde e quando fazer e desfazer as negras intenções de conflito permanente contra tudo o que se posiciona como autoridade.

Quer dizer que dando este ataque em tal hora e lugar,  para nós as nossas decisões e palavras são um vínculo com o que acreditamos ser o óptimo ao momento de ataque Já que há ritmos que se geram com segurança e, mais ainda, com uma vontade determinante de afilar as feridas aos nossos inimigos. Quanto aos materiais, horários e objectivos só nós é que os fixamos e avançam de acordo com o sentido de guerra… quando pretendermos que o dano-destruição sejam distintos assim o faremos e toda a planificação apontará nesse sentido.

Ninguém nos dirigirá, nunca. Vamos pelo ataque descentralizado, autónomo, livremente associado, anárquico e violento. Saudando xs nossxs companheirxs na prisão. Juan Flores condenado recentemente por ataque explosivo, sob a Lei Antiterrorista e Tamara Sol, com a sua tentativa de fuga – que demonstra como a ousadia é o melhor alimento.

Com todo um mundo por destruir, multiplicar a ação autónoma já!
A 10 anos da sua caída em guerra…

Grupo Autónomo Weichafe Matías Katrileo.

N.T. Foi em 2008, o cobarde ataque que assassinou Matias Catrileo Quezada, jovem estudante universitário comprometido com o processo de resistência mapuche contra as empresas florestais, mineiras, energéticas, assim como latifúndios e o militarismo.

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de dispositivo explosivo num autocarro da transantiago

POR UM DEZEMBRO NEGRO PROCURA QUE VIVA  A ANARQUIA!

Não acreditamos nem nas ideias das democracias nem nas suas falácias. Não ratificamos os seus métodos de controlo social e repudiamos ainda a implementação de leis e as medidas cautelares que procuram manter os/as nossos/as irmãos/ãs atrás dos malditos muros das prisões. Tomamos posição para confrontar directamente toda a exploração. Saudamos com um uivo de liberdade – no mesmo mês em que o Angry se entregou ao abraço da sua convicção – os seus e suas companheiros/as e familiares; do mesmo modo saudamos os/as muitos/as irmãos e irmãs dos seres anónimos que ainda não desistem e que, pese o facto de estarem encerrados/as, continuam a oferecer resistência à sua condição de vida PORQUE NÃO SE ESQUECE NADA NEM NINGUÉM. Recuperaremos a liberdade e resistiremos até que o último suspiro inunde os nossos corações.

Limando as nossas arestas, com vista a um ataque mais certeiro, tomamos posição contra toda a autoridade – a cada dia e em qualquer lugar do mundo, procurando propagar, a cada recanto,a ideia de libertação total. E para que os nossos ataques, por mais diferentes que sejam, sigam o planeamento e cuidados necessários, não demos o gosto a esses malditos que querem as nossas vidas sossegadas. São milhões desse maldito dinheiro, milhões gastos pelos bastardos que tentam possuir as nossas vidas e ideias mas que de nada servirá.  Por mais lágrimas que derramemos, estas serão sempre transformadas no combustível que detona o nosso bombeante avanço e todo o sangue dos/as nossos/as irmãos/ãs assassinados/as será vingado, contra o progresso tecno -industrial e toda a máquina que devaste a terra e a vida de todos os animais que nela habitam.

O MUNDO NÃO TEM FRONTEIRA PARA OS/AS QUE AMAMOS E ESTAMOS CONTRA TUDO O QUE PROCURE A NOSSA SUBMISSÃO

Reivindicamos a colocação de um dispositivo explosivo no autocarro da transantiago (107) às 4:30 da manhã de segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017. Esta ação foi planeada – a lembrarmos-nos, com amor e raiva, dos/as irmãos/ãs que estão sequestrados/as, torturados/as e assassinados/as neste espaço chamado terra.

O nosso arrojo vai com todo o desprezo pelos malditos escravos do Estado. Com um sorriso e mais vontade de desafiar os nossos avanços; assumimos que infelizmente a bomba não detonou, já que algum/a cidadão/ã  notou a mochila que o continha e deu aviso ao motorista que, por sua vez, deu aviso
à polícia bastarda – com isso provocando o show mediático que já sabemos. Esclarecemos que pensámos nesse horário, uma vez que não muitos cidadãos se movem nesse símbolo de progresso; pelo mesmo motivo, vemos esse ato como outra experiência para a nossa vida em busca de liberdade.
A ideia de que fora esse autocarro e nessa direção, lembrando TAMARA SOL e a sua ação de amor e vingança!

Sebastian Oversluij e Alexandros Grigoropoulos presentes!
SOL EM LIBERDADE!
Até ao derrube da polícia sicária do estado!
Enquanto Exista Miséria Haverá Rebelião!

Uivamos em cumplicidade com os/as companheiros/as represaliados/as durante a chamada operação “EREBO”, no Brasil.
A Alfredo Cospito e liberdade para todos/as presos/as!

em espanhol

Prisões chilenas: Palavras de solidariedade com Tamara Sol, Tato e Claudia – 30/01

11/08/2016 – Santiago do Chile, confrontos com barricadas incendiárias e cocktails molotov contra carabineiros, junto ao ex-pedagógico, em solidariedade com Tamara Sol Farías Vergara y todxs presxs políticxs.

A partir dos módulos da secção de segurança máxima, saudamos todxs xs irmãos ou irmãs sequestradxs pelo estado que dia a dia, com dignidade e orgulho, enfrentam a realidade prisional em todas e cada uma das suas expressões e formas.

Há alguns dias tomamos conhecimento, de forma mais ou menos parcial, do cobarde ataque dos esbirros contra as companheiras Tamara Sol, Tato e Claudia. Temos perfeita consciência do quão repetitivas se tornaram estas acções, seja como castigo, isolamento ou constante assédio, mas a recorrência impede a normalização – isto dá-nos mais forças, a nós e às nossas convicções, cada dia mais prementes e ansiosas de vingança contra a sociedade prisional e quem a defenda.

Conhecemos as motivações pessoais de muitos carcereirxs e a verdade é que não nos preocupam, visto que também as sentimos pelxs presxs subversivxs – sabemos bem que cada ataque cobarde é devido à sua frustração nas tentativas de nos reduzir e, por isso mesmo, são mais uma razão para sentirmos orgulho.

Saúdamos cada um/a dxs companheirxs e familiares que com a sua atitude firme e solidária realizaram uma concentração fora da prisão para apoiar as compas.

Lançámos estas palavras, mandando muito força e carinho às companheiras.

Estamos atentos às suas decisões e não hesitaremos em acompanhá-las no que seja necessário.

Fabián Durán
Enrique Guzmán
Nicolás Rojas
Joaquín García

espanhol

Atenas: Multibanco do Banco do Pireu destruído

Ao anoitecer de sexta-feira, 16 de Dezembro de 2016, pouco antes das 20:00, decidimos fazer uma visita à sucursal do Banco do Pireu localizada na rua Kanningos, no centro da cidade. Depois de destruir o ecrã do multibanco e os vidros ao lado deste com um martelo, deitámos gasolina na máquina e incendiámos-la. Ao sair do lugar, atirámos ainda um molotov ao ex-ministério do comércio, situado em frente ao banco.

Esta acção é dedicada à memória do anarquista-nihilista Sebastian Oversluij, morto a tiro por um guarda de segurança, durante uma tentativa de expropriação de uma sucursal do BancoEstado, em Santiago do Chile a 11 de Dezembro de 2013.

Constitui também um acto de cumplicidade solidária com a anarquista Tamara Sol Farías Vergara cativa nas masmorras chilenas – por procurar vingar-se da perda de Sebastián, abrindo fogo contra outro segurança privado do mesmo banco, a 21 de Janeiro de 2014.

MEMÓRIA E COMBATE PELXS COMPANHEIRXS CAÍDXS OU PRESXS!
COORDENAÇÃO INFORMAL E ATAQUE POR TODOS OS MEIOS!

[Prisões chilenas] Comunicado das companheiras Tamara Sol e Natalia Collado

leopardo e pantera negraAs companheiras Tamara Sol e Natalia Collado mandaram para as seguintes atividades o comunicado abaixo:

Jornada Anti-autoritária pelas Companheiras Tamara Sol, Natalia e Nataly na Biblioteca Libertária Manuel Rojas. 17 de Julho, domingo.
-1º Café Literário Anti-autoritário na Biblioteca Suga Kanno e Denjiro Kotoku. 30 de Julho, sábado
.

Companheirxs, afins, a todxs xs presentes. Foi com surpresa que nos inteiramos desta atividade, atividade que muito valorizamos ao saber que surge de seres que não conhecemos ou com xs quais não compartilhamos qualquer vínculo, brotando das suas individualidades e em conjunto o desejo de se aproximarem num gesto de solidariedade e afinidade – gesto este que tomamos com carinho e nos dá a força para enfrentar e encarar como queremos o contexto prisional.

Queremos lhes contar que há três semanas que nos encontramos juntas na seção de alta segurança da prisão onde, diferentemente do resto da população penal, não pudemos participar nas atividades de aprendizagem ou recreativas, para além de um par de dias a jogar baby futebol no campo respetivo (outros pátios). Também não podemos sair da seção sem alguém a acompanhar-nos ou uma polícia ao lado a custodiar-nos.

Isto deixa em evidência o temor que a instituição tem de libertárixs, anarquistas e dos seres que se confrontam com o sistema e a civilização. Pelo menos na prisão de mulheres.

Assim, é neste contexto que procuramos quebrar o isolamento e inclusive o controle das nossas ideias – através de espaços de aprendizagem e de efeito retroactivo, como uma horta que construímos com madeira reciclada – e, agora, esperamos que se implante o projeto de costura e serigrafía, aqui mesmo na seção, além de outros que temos em mente.

Queremos também que saibam como estamos contentes de estar juntas e a  trabalhar para nutrir as nossas ideias, fortalecendo ainda mais os laços e as práticas como forma de confrontação à ordem estabelecida. E é neste ponto que nos inquieta a caída de companheirxs que se tem vindo a incrementar, sob o âmbito da nova lei de controlo de armas e explosivos – lei que procura encarcerar com penas efectivas de 3 a 5 anos, sem reduções possíveis, quem transporte uma arma ou um molotov ou a quem ative elementos incendiários ou explosivos.

É tendo em conta este novo panorama, medindo os custos do que significa mais compas presxs, que pensamos que é chegado o momento de através das ações passar à ofensiva – após se ter contemplado o alcance, a potência e a sua efetividade – para além de se ampliar os alvos e de se visualizar os pontos débeis da maquinaria capitalista, patriarcal, tecno-industrial, tanto no aspeto material como no moral e ainda no campo das ideias.

Recordemos, a modo de referência, ações como assaltos, expropriações que hoje em dia levaram a uma companheira presa em Espanha; a onda de igrejas que arderam no sul; os centros de tecnologia e ciências destruídos; o carro bomba à microsoft; as ações anti-patriarcais das Rotezoras; CCF, Mapuches Autónomos e Grupos Afins que se organizam e conspiram no anonimato.

A partir destas jaulas despedimos-nos com grande carinho por vós, recebendo a força e a solidariedade que se gera.

Tamara Sol Farías e Tato (Natalia Collado).
S.E.A.S (Seção especial de Alta Segurança/Prisão de San Joaquín).

[Prisões gregas] “Do país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…”, texto da compa Olga Ekonomidou

evi-a-la-calleOlga Ekonomidou, Conspiração de Células de Fogo
Do país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…

A condição de cativeiro em que me encontro desde há 4 anos e meio, como punição exemplar e de vingança, obriga-me à distanciação da realidade exterior, da ação. Além disso, a prisão destina-se à discriminação, ao isolamento político, à destruição moral de todxs xs que combatem o existente.  Mas há sempre barras para quebrar e caminhos pelos corredores monótonos e esterilizados de uma “penitenciária” ou cruzamentos nas ruas transversais ornamentadas dentro da consumista sociedade-prisão. Agora, dentro das celas da democracia, o alento de cada dia continua a ser a necessidade de liberdade. É a força motivadora para pensar, imaginar, organizar, agir. A decisão do confronto total com o existente, a força da opção individual, enriquecida pelas experiências colectivas de ação, são os componentes que podem atravessar as barras e muros altos. Porque na prisão não te resignas … continuas. Reorganizas-te e lutas. Durante os últimos 4 anos e meio na prisão desperto pouco depois do amanhecer – mas quando estava fora gostava muitas vezes de prolongar o sono – organizo melhor cada um dos meus movimentos, embora quando estava fora me emocionasse o espontâneo, analiso e julgo os dados (políticos e pessoais) do dia anterior, sozinha, embora os dados fossem sempre partilhados com compas, quando estava fora da prisão. Desde há 4 anos e meio que me levanto tendo a certeza de que a minha participação na guerra contra todas as formas de Poder fui eu que a determinei e de que a liberdade não se oferece … conquistas-la tu, sózinhx.

Janeiro de 2015 … Estava tudo pronto para se executar um projecto, para ser de carne e osso. Um passo … uma lufada de ar antes da liberdade … Embora o objectivo não tenha sido alcançado … a tentativa valeu totalmente a pena!

A tentativa da CCF de fuga das nossas futuras tumbas confirmou que a luta pela liberdade nunca pára e ao mesmo tempo tocou à campainha do mecanismo de estado. Foi vislumbrado o dano que traria, tanto em relação ao prestígio como à confiança no sistema, se a tentativa tivesse tido uma saída com êxito. No fim, um projecto de libertação deu origem a toda uma repressão repressiva cujo principal e básico objectivo foi a vingança contra anos de atitude tenaz e sem  arrependimentos.

A ampliação do amedrontamento ao sector solidário do espaço anarquista, a fim de isolar politicamente xs presxs, não foi suficiente. Pela primeira vez, no que diz respeito aos territórios gregos e à tensão com que se expressou, aplica-se uma perspectiva mais ampla da lógica antes mencionada. Uma vez que o poder viu que as armas “lícitas” ou “ilegítimas” de que dispõe não tinham tido até agora o resultado esperado sobre nós, arrastou-se como um vil réptil para morder o tendão de Aquiles.

Desta vez colocaram xs parentes no ponto de mira. A criminalização das relações familiares não mostrou mais do que uma clara intenção de vingança por parte do Estado. De chantagem e exterminação de todxs aquelxs que feriram o prestígio das suas estruturas. A caça de novas detenções,as buscas e as incursões em casas foram concluídas com duas prisões preventivas: a da mãe de Christos e Geramimos Tsakalos e a da companheira sentimental deste último. No entanto, quanto mais tempo se dá ao inimigo mais facilmente se este acredita que se vai ganhar. Portanto, no mesmo dia dos ingressos na prisão, começou uma greve de fome exaustiva da CCF que conseguiu tirar da prisão a mãe dos dois compas. À greve de fome de muitos dias, juntou-se desde o seu início, nas masmorras dos serviços antiterroristas, a anarquista Angeliki Spyropoulou, acusada pela sua contribuição política para a tentativa de fuga. Durante dois meses, os cães da polícia procuraram-na, depois daquela ter optado por não se entregar, escolhendo o caminho belo e difícil da ilegalidade. Compartilhamos, até ao momento a mesma célula, analisando tudo o que tem acontecido e tudo o que está por vir numa perspectiva comum, sob um novo ponto de vista.

Desde os primeiros dias de Janeiro que a CCF está sob contínuo ataque, com a separação de quatro dxs nossxs compas da população geral da prisão –  foram transferidos a meio da noite para celas de isolamento especiais. Revistados de forma continua, permanecem nas celas subterrâneas da seção especial da prisão de mulheres de Korydallos, onde os retêm sob a pretexto da segurança ou de qualquer alegada informação. E, embora de cada vez que tenham feito buscas, nada que os possa incriminar em termos penais tenha sido encontrado, sentindo-se insatisfeitos, os cães de caça mostram no olhar que retornarão em breve. Também com a abolição informal das visitas a Christos e Gerasimos – uma vez que, nos termos da libertação de sua mãe, esta não pode sair dos limites da ilha onde vive, mesmo que seja por razões de saúde. E por fim, com a sua persistência e desejo de vingança de manter Evi presa, seis meses mais tarde.

A extensão da prisão de Evi é de dupla importância para a dominação. Por um lado, põe à prova os limites dxs guerrilheirxs e a tolerância dxs solidárixs, legitimando a tática mais ampla da criminalização das relações familiares. Trata-se do jogo psicológico do Poder que, entre outras coisas, invade com arietes as consciências. Tem como alvo as mentes dxs parentes, a fim de xs cansar, desanimar, decepcionar e por fim xs pôr contra, corroendo a relação de confiança que temos com elxs, uma vez que pagam o preço das nossas escolhas. E se, desta forma, em cada história pessoal alguns/mas compas, amigxs ou do seu entorno permaneceram e outrxs te abandonaram é porque se posicionam facilmente do lado das pessoas quando têm êxito, mas dificilmente nos seus momentos difíceis. Ainda assim, o Poder não ganhou neste jogo. O que apostou no enfraquecimento dos laços emocionais e sua transformação, já o perdeu. Porque mesmo após 6 meses, as pessoas do nosso entorno, na prisão ou dos espaços restritivos e limitados onde se encontram devido a ordens judiciais, continuam a nos oferecer sorrisos de paciência e confiança, mantendo a sua própria dignidade.

A aposta, então, continua a ser a nossa, de cada núcleo anarquista e de cada individualidade que promova o ataque contínuo e a insurreição, para mostrar que não haverá trégua com o inimigo, nem agora, nem nunca. Especialmente em tempos de operações repressivas não se deve voltar atrás, mas reavivar os focos de ataque para ser verdadeiramente perigosx. Continuar a ser uma ameaça como inimigx internx no coração do sistema. Porque qualquer coisa a rolar ladeira abaixo só pára quando um obstáculo se levanta antes dela, continuando a fazê-lo infinitamente, com aumento da velocidade, atropelando à sua passagem qualquer que seja de proporções interiores. É uma aposta viva, sem fim, mas com duração, evolução e tensão numa direção … a libertação, a anarquia.

Nem preciso nem quero a vossa disciplina. Quanto às minhas experiências, eu mesmo  as realizo. É delas e não de vós que tirarei a minha regra de conduta. Quero viver a minha própria vida. Detesto a quem domina e repugna-me quem está dominado. Tenho horror a escravos e lacaios. O que consente em inclinar as costas sob o chicote não vale mais do quem o chicoteia. Amo o perigo e a incerteza, o inesperado me seduz. Quero a aventura e não me interessa um chavelho o êxito. Odeio a vossa sociedade dos gestores de empresas e dos milionários e mendigos. Não quero me adaptar aos seus hábitos de hipócritas ou à vossa falsa cortesia. Quero viver o meu entusiasmo no meio do ar fresco da liberdade … Mantenho o meu caminho, de acordo com os meus caprichos, transformando-me constantemente, e não quero que amanhã seja como sou hoje. Deambulo e não deixo que ninguém corte as minhas asas com a tesoura … Odeio cada corrente e toda a travagem, adoro andar despida com a minha pele acariciada pelos raios de sol voluptuosos. E, oh!, ancião! importo-me muito pouco que a sua sociedade seja quebrada em pedaços para que eu possa viver a minha vida.
—  Quem és tu, menina fascinante, misteriosa e tão selvagem quanto o instinto? Sou a anarquia
(Émile Armand, francês, anarquista individualista)

Olga Ekonomidou
Membro da CCF-FAI
Prisões de mulheres de Korydallos

O texto “Desde o país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…” é uma contribuição às compas presas no Chile, Tamara Sol e Natalia Collado. É também um gesto solidário com a presa Evi Statiri, no marco da convocatória a nível nacional de 2 de Setembro. Evi Statiri suspendeu uma greve de fome iniciada a 14 de Setembro de 2015, no dia 2 de Outubro, data em que o conselho judicial competente decidiu conceder-lhe a liberdade condicional a partir da prisão preventiva, embora sob duras condições restritivas.

em grego, espanhol

Prisões chilenas: Palavras de Tamara Sol Farías Vergara e Natalia Collado

(Queríamos desenvolver mais, mas estava esgotada a possibilidade de saída desta nota, assim como a de tornar visível a nossa ação.)

Afins:

No âmbito da semana de agitação pelxs presxs anti-autoritárixs de todos os territórios, levada a cabo durante estes dias – e que termina amanhã com uma chamada solidária com aquelxs que têm longas condenações – Natália Collado e Tamara Sol Farías mandam todo o seu amor, apoio e rebeldia, decidindo fazer um jejum durante todo o dia de sexta-feira, 17 de Abril.

Enviamos, em especial, toda a nossa força e carinho a Nataly Casanova, que se encontra em greve de fome, procurando o fim do seu regime carcerário de isolamento. Companheira, nenhuma presa está só!

Pela libertação total, abaixo o patriarcado e a sociedade tecnológica-industrial!

Solidariedade com todos/as xs presxs anti-autoritárixs!

inglês, grego, francês, italiano

Europa: Gestos solidários com Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara

Alguns/algumas participantes da rede Contra Info decidimos coordenar as nossas forças para dar maior visibilidade aos casos dxs dois companheirxs anarquistas que recentemente sofreram represálias por parte dos verdugos do Estado chileno: Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara.

A 4/2/2015, Tamara Sol Farías Vergara foi condenada a mais de 7 anos de prisão – após um ano em prisão preventiva – por ter disparado contra um guarda do BancoEstado, em Santiago (Janeiro de 2014). A 7/2/2015, Diego Ríos foi detido – após 5 anos e meio em fuga – acusado por porte ilegal de materiais explosivos encontrados no verão de 2009, encontrando-se neste momento em prisão preventiva.

De 24 a 26 de Fevereiro de 2015 realizámos nos territórios controlados pelos Estados da Grécia, Portugal, Espanha e França as seguintes ações de propaganda:

lienzo-diego2

lienzo-diego1

lienzo-diego3– Faixa colocada na praça de Exarchia, em Atenas, onde se pode ler: Força a Diego Ríos, anarquista preso no Chile. Sempre em pé de guerra.

lienzo-tamara-sol2

lienzo-tamara-sol1 (1)

lienzo-tamara-sol3– Faixa colocada nas grades da Politécnica (rua Stournari), em Atenas, onde se pode ler: De Atenas até Santiago, liberdade para Tamara Sol.

lisboa1

lisboa2

lisboa3– Lançamento de flyers em Lisboa com as seguintes palavras de ordem: Solidariedade ativa com Diego Ríos, preso anarquista no Chile // O caminho da liberdade nasce sobre as ruínas da sociedade carcerária // Liberdade para Tamara Sol, presa anarquista no Chile // Vingança pelxs nossxs mortxs, vingança pelxs nossxs presxs // Força para Diego Ríos, anarquista sequestrado pelo Estado chileno // Fogo às fronteiras, fogo às prisões // Cumplicidade com Tamara Sol, anarquista sequestrada pelo Estado chileno // Morte ao Estado e que viva a Anarquia.

stencil1

stencil2

stencil3 – Stencil nas paredes de Oeiras, distrito de Lisboa, com a palavra de ordem: Solidariedade Tamara, Diego (A).

barna11

barna2– Faixa colocada numa saída de Barcelona onde se pode ler: Força para Diego e Tamara!. A prisão não parará o nosso desejo de liberdade.

– 2 faixas no centro de Marselha (não fotografadas, infelizmente). Numa pode ler-se: “Solidariedade com xs anarquistas presxs ou na clandestinidade” e na outra: “Diego Ríos, Tamara Sol Liberdade (A)”.

Através destes gestos simbólicos mostramos o nosso apoio a Diego e Tamara Sol, trespassando as fronteiras e procurando também reforçar a solidariedade internacionalista com xs nossxs irmãos e irmãs presxs. Não esquecemos todxs xs outrxs presxs combativxs, no Chile e no mundo inteiro.

Em frente compas, ânimo e luta até se destruirem todos os muros do Poder!

Santiago, Chile: A companheira Tamara Sol Farías Vergara condenada a 7 anos e 61 dias de prisão efetiva

Barricadas em Villa Francia, Santiago, 4/2/2015

A 4 de Fevereiro de 2015, em Santiago do Chile foi ditada a sentença contra Tamara Sol Farías Vergara. A companheira encontra-se desde há um ano em prisão preventiva, acusada pelos disparos contra um guarda do BancoEstado, na manhã de 21/1/2014, na comuna da Estação Central.

O tribunal reconheceu a atenuante de conduta irrepreensível anterior mas negou que Tamara Sol tivesse colaborado substancialmente no esclarecimento dos factos, considerando que nem a sua declaração prestada ao ministério público na etapa da investigação, na qual assumia os factos, nem o seu consentimento na realização de diversas peritagens contribuíram seja no que for, visto as provas estarem já ao alcance das autoridades, a partir do momento da sua detenção. Além disso foi descartada a atenuante da imputabilidade diminuída, pedida pela defesa na base de peritagens psicológicas.

Na realidade, o tribunal adoptou a tese do ministério publico, a qual falava de uma ação premeditada, argumentando que isto é demonstrado pelo grito “vingança por Sebastián“, que se atribui a Tamara Sol no momento do disparo contra o guarda, sublinhando o facto de ela ter optado por não prestar declaração alguma durante o julgamento. Deste modo não foi atingido o objetivo da defesa que procurava o reconhecimento de duas atenuantes para poder solicitar uma condenação de 3 a 5 anos e a aplicação da pena alternativa de liberdade vigilada intensiva em vez da prisão efetiva.

Especificamente, a companheira foi condenada por homicídio qualificado, no grau de frustrado, a 7 anos de prisão, privação absoluta perpétua para cargos e ofícios públicos e direitos políticos, e privação absoluta para profissões titulares enquanto durar a pena. Para além disso foi condenada pelo furto da arma do guarda a 61 dias de prisão e uma multa de 215.000 pesos chilenos (300 euros). Por último, a companheira foi condenada a pagar as custas do processo e foi ordenada a toma de amostras do seu DNA  para que sejam incluídas no Registro de Condenados.

Esta sinopse foi escrita originalmente em espanhol a partir do documento oficial. No vídeo que se segue pode-se ver a reação das pessoas próximas de Tamara Sol ao ser ditada a sentença:

FORÇA E SOLIDARIEDADE COM
TAMARA SOL FARÍAS VERGARA

VINGANÇA PELXS NOSSXS MORTXS
VINGANÇA PELXS NOSSXS PRESXS

Como o sol que amanhece cada dia…

Tamara Sol & Compas de Barça Voem alto / Livres / Fortes

As nossas noites xs abrasam com rebeldia.

Embora convencidxs de que a única resposta válida para o sequestro dxs nossxs companheirxs seja o resgate, a fuga e o apoio contínuo… xs nossxs gestos pretendem sempre mostrar o afecto rebelde e que pelo menos arranquem um sorriso.

Não só pintamos para vós como também procuramos paisagens que vos acompanhem nestas circunstâncias, inevitáveis para aquelxs de nós que tomaram o caminho da liberdade e da confrontação que ela implica.

Assim, decidimos dar-lhes estas pequenas mas afetuosas mostras do nosso desejo e ânsias de liberdade, trespassando kilómetros de distância e unindo-nos sob o mesmo céu, sob o mesmo sol que nos ilumina a cada dia e sob a mesma noite que nos protege e nos acompanha, cúmplice dos nossos passos.

Não só nos sentimos afligidos pelas notícias das suas detenções e sentenças como também cheios de raiva, a raiva que todos os corações indomáveis e anti-autoritários sentem e que se manifestará e multiplicará, de todas as formas inimagináveis, para os nossos inimigos.

Há já algum tempo que não saímos para realizar uma pintada. Não se trata de sentirmos mais afinidade com uns/umas do que com outrxs compas. É só porque a luta exige mover-se para diferentes caminhos, assim como também a solidariedade encontra muitas formas de se expressar. Hoje, novamente, nos encontrámos para realizar uma mostra de solidariedade com a nossa compa Tamara Sol que enfrenta uma condenação próxima e com xs nossxs compas de Barça que enfrentam a operação pandora (força à okupa casa de la Muntanya). Para elxs esta mão aberta, este abraço terno e a solidariedade sem limites nem fronteiras.

Dalgum lugar do mundo

Selvagens e desenfreadxs Ano 5.520 do Calendário dos Andes
A 31 anos da Era Orwell

Buenos Aires: Colocada faixa em solidariedade com Tamara Sol Vergara

solibre11
A nossa beleza encontra-se na vingança. Liberdade imediata para Sol Vergara!

solibre21

Hoje, 2 de Fevereiro de 2015, colocou-se na parte da manhã uma faixa na ponte pedonal que se encontra sobre a Avenida Figueroa Alcorta, a metros da embaixada do Chile, em solidariedade com a companheira Tamara Sol Vergara que aguarda sentença nas prisões da dita região. Um pequeno gesto que pretende incentivar a solidariedade e transmitir força a Sol e aos/às seus/suas próximxs.

Chile: Condenada a companheira Tamara Sol Farías Vergara

tamara-y-todxs
Liberdade imediata para Tamara Sol! Assim como para todxs xs inimigxs da dominação sequestradxs pelo Estado no México, Grécia, Itália, Chile e EUA…

No dia 30 de Janeiro, as autoridades judiciais deram uma sentença condenatória contra a companheira Tamara Sol – acusada dos disparos contra um guarda do Banco Estado – por homicídio frustrado e furto.

Foi fixada a leitura da sentença para 4 de Fevereiro de 2015, às 12:00. É provável que à última hora mude a data ou o horário da leitura da sentença, como já vai sendo hábito no sistema judicial do Chile, neste tipo de casos.

Esta última instância é importante para se saber qual será  a condenação contra a companheira e se esta poderá optar pelo “benefício” da  “liberdade vigiada”. Recordemos que o ministério público solicita uma condenação de 7 anos de prisão, enquanto que a defesa espera conseguir a “liberdade vigiada” considerando as atenuantes de “conduta anterior irrepreensível”  e de ter assumido os factos de que a acusavam.

Liberdade para Tamara Sol!

Atenas: Gesto solidário com Tamara Sol Farías Vergara

tamara0

tamara1

tamara2CUMPLICIDADE SOLIDÁRIA COM TAMARA SOL, ANARQUISTA PRESA NO ESTADO CHILENO. LIBERDADE PARA TAMARA!

Na tarde de quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015, pendurámos nas grades da Politécnica de Atenas (rua Patision) uma faixa em solidariedade com Tamara Sol Farías Vergara, anarquista presa no Chile. A companheira está em prisão preventiva desde Janeiro de 2014, acusada de disparar contra um guarda do Banco Estado em Santiago.

Com este pequeno gesto enviamos a nossa força à companheira cujo julgamento começou a 23/1/2015. As nossas saudações revolucionárias vão também para  Marcelo Villarroel, Juan Aliste, Freddy Fuentevilla, Carlos Quiduleo, Hans Niemeyer, Juan Flores, Nataly Casanova e todxs xs presxs combativxs nas masmorras chilenas. Multipliquemos as ações em defesa dxs presxs da guerra social onde quer que se encontrem.

Aformal Kaótikx

Santiago, Chile: Chamada a um Dezembro Negro em memória de Sebastián Oversluij

13215416Nesta 6ª feira, 28 de Novembro de 2014 decidimos atacar um autocarro do transporte público com a finalidade de chamar a um Dezembro Negro de ações e gestos solidários em memória do companheiro anarquista Sebastián Oversluij, assassinado durante uma expropriação bancária frustrada no dia 11 de Dezembro de 2013. Logo que o autocarro começou a arder, atirámos pirotecnia de forma a que a nossa raiva e rebeldia destilasse com mais força. Com esta ação também pretendemos solidarizar-nos com a companheira Tamara Sol Vergara que actualmente se encontra sequestrada nas mãos do poder. Esta é a forma que encontramos para dizer que nenhum dos nossos mortos e presos está esquecido, que a cada golpe do inimigo se multiplica a raiva expressando-se através de ações certeiras contra o poder.

Nos meios de comunicação burgueses esta ação vinculou-se ao início da Teletón. Na realidade a motivação claramente não foi essa, mas de qualquer modo mostramos o nosso repúdio aqueles que comercializam com a desgraça de outros. Este é o nosso contributo à conta oficial deste festa de hipocrisia. Além disso, sublinhamos que vivemos momentos de grande tensão, com três pessoas a serem presas pela sua suposta participação na colocação de um engenho explosivo no subcentro da Escola Militar. Embora seja nossa opinião que a ação foi pouco estratégica, é mais um retrocesso que uma contribuição, não deixamos de nos solidarizar com aqueles que provavelmente vivem os processos carcerários mais duros dos últimos tempos.

Como anti-autoritários acreditamos na destruição da sociedade carcerária e, devido a isso, recordamos Nataly, Juan e Guillermo, assim como Hans Niemeyer, Mónica Caballero, Francisco Solar, Juan Aliste Vega, Carlos Guitérrez Quiduleo, Marcelo Villarroel e Freddy Fuentevilla. Não esquecemos os dois weichafe que foram assassinados nos últimos tempos nos territórios do sul em conflito, José Quintriqueo e Victor Mendoza Collío. Memória e combate em seu nome. Também recordamos que  esta semana foram detidxs quatro jovens por porte de dispositivo incendiário e desordens na via pública; enviamos-lhes um afectuoso abraço de solidariedade e fogo fazendo por sua vez uma chamada a que tomem sempre todas as precauções e medidas de segurança no momento da ação, para evitar os golpes do inimigo.

Não é demais insistir no esclarecimento de que, para nós, o transporte público representa uma das formas que o Estado e o Capital emprega para que xs exploradxs e consumidxs deste sistema cheguem aos seus postos de alienante trabalho, de forma a cumprirem com as obrigações impostas por um sistema que procura abarcar as nossas vidas até ao último segundo. Queimar um autocarro é questionar de golpe a lógica da estrutura, é sabotar a circulação de mercadoria humana, interromper o objetivo totalizante da urbe. A nossa luta é pela vida, a liberdade e a terra, contra o conjunto de fantasias que o capital e o  espectáculo nos impuseram como forma de vida, contra o avanço do progresso que destroça tudo o que é belo e tudo o que é livre.

Chamamos a um Dezembro Negro

em memória do companheiro Sebastián Oversluij

Solidariedade com Tamara Sol Vergara

Hans Niemeyer, Mónica Caballero e Francisco Solar em liberdade!

Força ao companheiro Nikos Romanos

Um carinhoso abraço aos companheiros que atacaram a PDI

Mauricio Morales e Sebastián Oversluij presentes!!!

Santiago: Sabotagem em memória de Sebastián Oversluij e pela liberdade de Tamara Farías

Panfleto
Sebastián Oversluij: Presente na luta anarquista – Que a tua última rajada se converta em semente de insurreição – Solidariedade revolucionária com Tamara Farías – GAC

Através deste mail reivindicamos um bloqueio da linha férrea do comboio de mercadorias na província de Talagante (Santiago) na 4ª feira, 26 de Novembro, com destino a San Antonio (V região), utilizando pedregulhos e entulho; depois de ter sido bloqueada a linha, com uma altura já considerável desses pedregulhos e entulho, incendiámos vários pneus a cerca de 50 metros da barricada construída. Por fim, deixamos panfletos pelo nosso irmão caído em combate, Sebastián Oversluij e pela liberdade da companheira Tamara Farías.

Hoje, tal como noutras ocasiões, decidimos agir contra uma das muitas ferramentas deste sistema de dominação e exploração – neste caso com uma sabotagem cujo alvo é um sector desta imensa maquinaria do capital e do poder que se reflecte no fluxo das mercadorias que este sistema transporta de lés a lés das suas cidades, cidades essas construídas em benefício da sua própria reprodução.

Através desta ação recordamos o companheiro anarquista Sebastián Oversluij que, em conjunto com outrxs anónimxs, decidiu expropriar um Banco Estado, na comuna de Pudahuel, no dia 11 de Dezembro de 2013, acabando este assalto por ser frustrado pelo bastardo William Vera – esse filho da puta – que resolveu voluntariamente cuidar dos interesses do capital e sem hesitar disparou contra o nosso irmão, o qual com rebeldia empunhou a sua metralhadora e abriu fogo, sem hesitar. Lamentavelmente, os tiros do bastardo foram certeiros o que ocasionou a morte do nosso irmão – a morte em combate.

Recordamos estes dias com tristeza e ódio, mas não podemos esquecer o seu grande arrojo, não esquecemos as suas contribuições à luta anárquica. Manteremos a nossa memória como arma e transformá-la-emos em ação, faremos da teoria uma prática contra o poder em qualquer das suas formas. Faremos com que as tuas últimas rajadas se convertam em semente de insurreição.

Desta forma, fazemos também uma chamada ao entorno anarquista/anti-autoritário para se comemorar o primeiro aniversário da morte do nosso companheiro com fogo e rebelião- não esquecendo xs nossxs mortxs em combate no desenvolvimento da guerra social – é necessário levar a cabo ações de todo o tipo para agudizar continuamente o conflito, sempre presente, contra toda a autoridade.

Entendemos a solidariedade como a constante posta em prática das nossas ideias revolucionárias, em todas as suas formas, as que fazem entender ao inimigo que aqui nada termina, que tudo continua, na prisão ou na rua. A partir do local onde se estiver: nem um minuto de silêncio e toda uma vida de combate”.
Mónica Caballero, Francisco Solar.

Saudamos xs companheirxs que tomaram a iniciativa de acionar de múltiplas formas, as “Semanas de Agitação e Solidariedade Anticarcerária”. Neste contexto, a sabotagem realizada vai também dedicada à companheira Tamara Farías que enfrenta neste momento uma nova etapa do processo judicial contra si, após a terem acusado de disparar contra um vigilante de um Banco Estado.

A partir do nosso círculo, sabemos que a companheira enfrenta com frontalidade e dignidade a prisão e as sessões de julgamento que se avizinham, por isso continuamos a solidarizarmo-nos através de ação semelhante e de múltiplas formas mais. Agitaremos e conspiraremos até conseguir a sua liberdade e, por suposto, a de cada companheirx subversivx encarceradx nas masmorras do Estado/Capital.

Para além da ação em si, cremos que os ataques e sabotagens têm que ir acompanhados de um trabalho quotidiano e dedicado, com a intenção de projetar ideias/práticas de libertação total às consciências ativas e anarquistas. Isto porque
acreditamos que é necessário que mais companheirxs afins se juntem a projetos antagónicos ao capital, contribuindo à luta subversiva da forma que entendam, por exemplo: em bibliotecas, atividades, revistas, encontros, cartazes, faixas ou qualquer outra instância – a imaginação não tem limites – é importante expandir as ideias/práticas anarquistas com a intenção de que se repliquem, para desta forma nos convertermos numa real ameaça ao Estado/Capital.

Falando com clareza, é necessário que os projetos públicos ou anónimos tenham segurança e uma coordenação que permita a combinação destes para atacar o poder em múltiplas facetas, propagando as ideias revolucionárias e levando-as à prática no ataque e na sabotagem – não nos interessa ficarmos só pelos livros.

Anteriormente, nomeámos vários exemplos de contribuição à luta subversiva; algo essencial para nós (e que nos acompanha sempre) é a solidariedade revolucionária, cremos que é necessário projectá-la num apoio concreto – simbólico e material – aos/às nossxs companheirxs que se encontram presxs através de ações, na guerra que se declarou abertamente contra todo o aparato de coersão.

Não podemos deixar sózinhx ninguém que compartilhe as nossas ideias/práticas e que tenha realizado ações sem titubear – mas que lamentavelmente, por algum erro ou sorte da polícia, tenha caído na maldita prisão. Mas jamais de cabeça baixa, antes sim caminhando decididamente de cabeça erguida, sorrindo, dignxs, zombando da autoridade, mantendo as suas ideias com firmeza, projetando-as fora dos muros aquelxs que continuem na luta.

Para finalizar, cremos que cada uma das ações realizadas é uma contribuição à luta anarquista. Levantar projetos que se mantenham no tempo – com a intenção de expandir as ideias/práticas de libertação total e a solidariedade revolucionária com xs nossxs companheirxs na prisão – deixando de lado a linguagem do poder, sem reconhecer culpáveis ou inocentes; aqueles, seriam a base para a construção de um entorno em coesão – que resista aos embates do poder e que possa enfrentá-lo de forma firme, sem vacilar, sem arrependimentos nem desculpas nesta guerra declarada, encaminhando-a desde a frente escolhida.

Solidariedade revolucionária com Tamara Farías!

Sebastián Oversluij: Presente na luta Anarquista!

Que a tua última rajada se converta em semente de insurreição!

Grupo Anarquista Coordenado – GAC.
Bando Organizado Mauricio Morales / Célula Incendiária Sebastián Oversluij.

Istambul, Turquia: FAI/FRI Milícia Putas Furiosas ataca em Bağcılar

A mais profunda escuridão da noite também se torna cúmplice de algumas putas furiosas que querem destruir esta merda antes do amanhecer, embora aquela seja pensada para esconder todas as infâmias deste sistema. Mesmo que as luzes da rua, as luzes da loja, as câmaras de vigilância e a MOBESEs de certeza – os olhos e os ouvidos do Estado – nos traiam, dando a sensação de estarmos sob a vigilância de um violador, isso não irá impedir-nos de nos colarmos às sombras da noite e transformar em ação a raiva que temos contra este sistema podre.

Aqui, em Istambul/Bağcılar, agora numa das suas noites, vamos atacar uma besta amarela, que tem apenas a tarefa de escavar betão, desenterrando a terra, tendo um papel activo no corte pronunciado das florestas e na urbanização dos últimos lugares remanescentes sem betão, cortando o fluxo sanguíneo, impedindo a ligação entre os seus órgãos.

Esta ação foi levada a cabo como contributo para xs “prisioneirxs anarquistas da Semana Global de Solidariedade (23-30 Agosto)”. Em primeiro lugar, dedicamos esta ação à companheira anarquista Tamara Sol Farías Vergara, que está agora na prisão sob acusação de atirar sobre um guarda de um banco ferindo-o; em seguida a Nikos Maziotis que está agora na prisão depois de ter sido preso num conflito armado, alegando a tradição de não se render, e à sua parceira Pola Roupa que se encontra em fuga, neste momento. Também dedicamos esta ação a todxs xs presxs anarquistas e anti-autoritárixs que à volta do mundo estão a lutar contra as instituições de dominação.

“Ficámos acordadxs a noite passada, ao alvorecer algo de errado estava a acontecer em algum lugar.”

FAI/FRI Milícia Putas Furiosas

[Prisões chilenas] Carta da família da compa Sol Vergara

wire

Denúncia sobre castigo à querida companheira Sol

Aos nossos amigos e amigas, companheiros e companheiras:

Somos a família de Tamara Sol Farías Vergara. Como vocês já estão informadxs, Tamara encontra-se prisioneira na prisão de San Miguel desde 22 de Janeiro de 2014. Na visita de segunda-feira, 16 de Junho, que era só para a família, tivemos sérios problemas com a guarda prisional, pelo tratamento vexatório a que fomos submetidxs. À avó de Tamara, Luísa, que tem 75 anos de idade, a guarda prisional que a revistou obrigou-a a despir-se e a fazer agachamentos, repreendendo-a por usar muita roupa. É necessário esclarecer que o lugar onde as presas recebem as famílias é um ginásio telhado mas aberto em ambos os lados, onde entra o vento e a chuva, molhando todo o piso e gerando um ambiente gélido e de humidade extrema. A seguir essa mesma funcionária gritou à visita de outra interna, porque o seu bébé de meses estava cagado no momento da revista, gritando-lhe que isso não podia ser, que tinha de o mudar antes de entrar! Essa mãe chegou a chorar ao ginásio destinado às visitas. Ana Luísa, mãe de Tamara, foi mais violentamente tratada – porque foi revistada e despida junto a outra pessoa e porque levava posto um cinto de linho que a guarda prisional a obrigou a retirar ou então tinha de retirar-se do recinto – elevando-lhe a voz e estalando os dedos de forma prepotente. Perante tão provocadora conduta da guarda prisional, Ana  pôs violentamente no lixo o cinto e sublinhou à funcionária que só neste lugar ela poderia abusar desse poder, mas que na rua não era nada. Este gesto de raiva, produto da impotência, foi considerado como uma “grave falta de respeito à autoridade”, negando-lhe o direito a ver a filha. Os avós de Tamara, Luísa e Manuel, já tinham entrado para ver Tamara, mas ao inteirarem-se de tal medida, de mútuo acordo retiraram-se da visita para interpelar a mulher-guarda pela sua estúpida conduta autoritária perante as visitas das presas assim como a sua doentia necessidade de ser reconhecida como “autoridade”, deixando-lhe bem claro que ninguém uniformizado é autoridade de nós. Ambos os avós também foram ameaçados com as penas do inferno e levados ao “altíssimo superior” dos guardas prisionais para que nos aplicasse o castigo correspondente.

Tamara, logo a seguir a se ter inteirado do tratamento indigno e do abuso de poder dxs guardas prisionais à sua família, realizou um ato ousado de dignidade, próprio da sua grandeza como ser humano, no exercício da sua dignidade e na defesa da nossa. Pediu uma entrevista com a comandante penal, expôs-lhe a sua queixa pelo maltrato dado à sua família, deixando claro que a sua família não tem de ser maltratada e enxovalhada constantemente pelos funcionários, amparados no seu uniforme e nos protocolos de revista às visitas, selando a sua reclamação com uma cuspidela na cara da comandante e na do seu subalterno presente. Logo de seguida baixou as calças e mostrou-lhes o orifício do ânus (acção conhecida como um “cara pálida”)como mostra do humilhante que significa para as visitas ter de de se despir perante o pessoal, agachar-se e fazer agachamentos, apesar de contarem com os métodos modernos de detecção de metais ( arcos nas portas de acesso, banco scanner onde devemos nos sentar e paletas de deteção de metais).

Tamara foi castigada durante sete dias sem visita. Por seu lado, Ana, sua mãe, foi castigada durante 3 meses sem visita, sustentando xs uniformatizadxs que havia “ameaçado de morte a funcionária”, o que é absolutamente falso.

Actualmente, estamos a fazer a denúncia e a apelação de tão abusiva medida, através do Instituto Nacional de Direitos Humanos e também perante a própria instituição de guarda prisional. Outro ponto que queremos deixar bem claro é que Tamara foi atacada por duas internas, ela não se poude defender mas foi igualmente castigada, sem visitas por duas semanas. Nessa ocasião, solicitamos a transferência de Tamara para outra ala, no entanto as que resultaram transferidas para outra prisão foram as agressoras. Mas agora, nesta ocasião, não deixaremos passar esta injusta situação porque nos parece que já chegámos a um limite perigoso de perda da nossa dignidade perante a despótica postura do pessoal da guarda prisional.

Como família Vergara Toledo, denunciamos publicamente a constante perseguição e abuso de poder de parte dos funcionários da prisão, não só em relação à nossa família mas também em relação a todas as visitas das mulheres que se encontram reclusas na prisão de San Miguel.

Entendemos que tanto as prisioneiras como os seus familiares não se atrevem a denunciar os abusos de parte dos funcionários prisionais, porque as consequências estão à vista. A guarda que provocou toda esta situação está a ser protegida pela sua instituição, negando-nos a sua identificação, assim como foram responsáveis dos 81 presxs calcinadxs vivxs nesse mesmo centro de extermínio.

Foram assassinadas 81 pessoas que estavam nas mãos do estado chileno e da guarda prisional e não há responsáveis!! Fazemos uma chamada a todxs xs familiares de todos os presos e presas, para denunciar cada acto abusivo por parte da guarda prisional.

Apesar dos castigos e dos riscos que significa enfrentar a sistema carcerário quando se tem aqui dentro um ser querido na qualidade de refém, cremos que é necessário mantermos-nos dignxs e não nos avassalarmos pelo medo e a prepotência de quem necessita sentir-se “autoridade”, onde “vigiar e castigar” é o único sentido da sua vida.

Agradecemos à nossa amada Tamara Sol pelo seu grande ato de valentia e dignidade, estando ali dentro. Ela, a partir do seu indómito silêncio, dá-nos lições de que as ações não necessitam de tantas palavras, menos que a decisão de as fazer e a claridade que com elas nos fazemos mais dignxs e livres.

Tamara Sol não estás só!

Estamos contigo até conseguires a tua liberdade! 

Luisa Toledo Sepúlveda, Manuel Vergara Meza, Ana Luisa Vergara Toledo

Santiago, 21 de Junho de 2014

$antiago, $hile: Acusação contra a compa Tamara Sol Farías Vergara reformulada

Bolívia: “A tua vingança é a nossa vingança
Liberdade para Sol Vergara”

A acusação contra a compa Tamara Sol Farías Vergara foi reformulada de “Roubo qualificado” a “Homicídio qualificado em carácter de frustrado”.

Recordemos que a companheira Sol foi detida a 21 de Janeiro de 2014 acusada de disparo contra um guarda do Banco Estado, no município da Estação Central. Na mesma instituição bancária, mas numa sucursal distinta, o companheiro anarquista Sebastian Overluij tinha sido crivado de balas durante uma tentativa de expropriação.

Após ser detida foi acusada pela máquina jurídica de “Roubo Qualificado”, dessa forma a acusação acentuava o revolver arrebatado ao guarda supostamente por parte da compa Sol. Agora a 14 de Março de 2014, o procurador Ninoska Mosnich decidiu reformulá-la para “Homicídio qualificado em carácter de frustrado”.

Esta modificação na acusação contra Sol “beneficia-a” – já que a variedade de penas às quais poderia ser condenada são menores – embora comecem em 5 anos e um 1 dia.

Atualmente, a compa permanece em prisão preventiva no centro de extermínio de San Miguel.

Solidariedade imparável com Sol!
A defender as ações multiformes no combate com o existente!

Uruguai: Pinturas murais em solidariedade com xs compas presxs no Chile

Sin-nombre-1024x768
Liberdade axs companheirxs presxs no Chile
Freddy, Marcelo, Juan, Carlos, Sol
Sin-nombre2
Solidariedade com Sol Vergara
Não descansaremos até fazer arder o último verdugo

25 de Março, Montevideu, Uruguai.

Murais em solidariedade com xs companheirxs Freddy, Marcelo, Juan, Carlos e Sol.

Muita força e carinho para xs compas que estão a suportar julgamentos de merda e a prisão.

Santiago, Chile: Propaganda a 22 anos de um sangrento Janeiro e em saudação à querida companheira Sol F. Vergara

A 22 de Janeiro de 1992 após uma expropriação bancária são assassinados os revolucionários Alexis Munõz e Fabian Lopez – Memória e Combate
Alexis Munõz e Fabian Lopez vivem na revolta contra a ordem dos ricos – 22 de Janeiro 1992 – 22 de Janeiro 2014
Companheira Sol Farias Vergara para a rua! Ação e solidariedade!

sol03-768x1024

sol05-1024x840sol06-1024x622

sol07-1024x723

22enero04-1024x557

22enero05-1024x244“Não nos vamos entregar. A decisão não é de agora, mas de há muito… vamos jogar por inteiro…”
-Alexis e Fabián, barricados, em contato telefónico com a polícia e a imprensa.

Há exatamente 22 anos as balas da democracia tiravam a vida aos revolucionários Alexis Muñoz Hoffman r Fabián López Luque, integrantes da guerrilha urbana F.P.M.R os quais em 22 de Janeiro de 1992 expropriavam um camião de valores no campus Oriente da Universidade Católica conseguindo escapar e abrir caminho à custa de balas.

Após sair do setor são cercados pela polícia numa casa do município de Ñuñoa, onde decidem barricar-se. As câmaras e os uniformes da democracia, recém estreadas, começam a desembainhar as armas e depois de horas de perseguição e negociação televisionadas são abatidos ao vivo e em direto.

Nós combatemos a amnésia e o esquecimento com propaganda, enquadrando-a como mais uma das contribuições possíveis no âmbito da praxis anárquica multiforme.

Como um gesto mínimo e de resposta imediata perante a digna e formosamente rebelde atitude da companheira Sol Farias Vergara decidimos expandir a propaganda com a compa, aproveitando-se para lembrar a sua situação nas paredes de várias sucursais do BancoEstado. Saudamos a companheira na prisão assim como a permanentemente combativa posição da sua família.

Memória e Combate para @s companheir@s caid@s en combate  e para @s prisioner@s da Guerra Social!

Stgo. 22 Janeiro de 2014

Argentina: Mensagem solidária da CNA de Buenos Aires em solidariedade com Tamara Sol Farías Vergara

Close-Up“O pior que podes fazer é ser indiferente”
-Luisa Toledo

O impulso da vida acarreta as conseqüências do que fazemos. A própria decisão de ser/agir fidedignos a vontades, sonhos e realidades forja o mundo e ao mesmo tempo destrói-lo. Existe un impulso grande, este impulso destaca-se a partir de uma ética, bastante para a sua realização e pouco para a qualidade Este impulso nasce e forja-se a partir de uma belleza irrefutável: a grande liberdade e por conseguinte a dignidade daquelxs que a guerreiam. O suor, o pranto, germinam-na, cavalgam-na, acariciam-na, sangram-na, queimam-na. Forjam-na para que seja limpa e bela sempre bela!

Não são tempos de discussões, se elas não nos levarem a aprofundar e potenciar o andar da anarquia. E quando dizemos possibilitar e andar, falamos de confronto diretocontra o Estado/Capital. Não são tempos de acomodações ou indiferenças. É agora esse quando. Estes tempos são de um amor invencível, de um amor que se entranha, se perante a injustiça  se apresenta o impossível.

Um abraço combativo axs companheirxs de  Sebastián Oversluij, axs sequestradxs e axs que caminham pelas ruas!

Um abraço combativo aos companheiros Marcelo, Juan, Freddy, Hans e Carlos!

Um abraço combativo e de apoio incondicional nestes dificeis momentos a TAMARA SOL FARÍAS VERGARA!

Estamos convosco e com os rebeldes dignos do Chile e do mundo inteiro!

Chile : Sobre a prisão de Tamara Sol Farías Vergara

handbones-775x1024Em 21 de Janeiro de 2014 , a companheira anarquista Tamara Sol Farías Vergara foi detida em Santiago do Chile, acusada de ter realizado um ataque armado contra um guarda de segurança do BancoEstado que teve lugar no mesmo dia, na agência bancária localizada no cruzamento da avenida Alameda com a rua Las Rejas.

Em 22 de Janeiro , a compa compareceu no tribunal e foi colocada em prisão preventiva, acusada de roubar a arma do guarda de segurança e ter-lhe causado grave lesão corporal. A investigação será concluída dentro de 60 dias e ela enfrenta uma pena de 10 anos e 1 dia a toda a vida na prisão.

Dada a gravidade da situação e a histeria dos media contra a Sol mas também sobre a sua família, membros dos quais foram assassinados pelos cães do regime de Pinochet, estamos a fazer uma chamada para a solidariedade ativa com a compa, chamando a atenção também para a necessidade de evitar reproduzir a propaganda do inimigo, ou seja, a imprensa, a bófia, juízes.

“Isto é o correcto, tiros de revólver, para que percebam bem”

Célula de Propaganda Anarquista para uma solidariedade internacional incendiária