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[Santiago do Chile] Assassinam na prisão o companheiro Kevin Garrido – semana de agitação em sua memória de 5 a 12/11

SEMANA DE AGITAÇÃO E PROPAGANDA EM MEMÓRIA DE KEVIN GARRIDO

Na manhã de 2 de novembro de 2018 foi assassinado, no interior da prisão concessionada Santiago 1, o companheiro Kevin Garrido. A primeira informação fala de uma possível luta, no entanto qualquer morte no interior das prisões constitui um assassinato cúmplice com as engrenagens carcerárias e as estatais.

DE 5 A 12 DE NOVEMBRO

PELA DESTRUIÇÃO DE TODAS AS PRISÕES

KEVIN GARRIDO PRESENTE!!!

N.T. O companheiro Kevin Garrido Fernández tinha sido acusado do ataque `à bomba frustrado contra as 12° comissariado da polícia (29/10/2015) e do atentado explosivo contra a Escola da Gendarmeria (19/11/2015) em Santiago. Além de posse de pólvora negra e arma branca.  Após 3 anos em prisão preventiva, a 5 de setembro (2018) foi condenado a um total de 17 anos de prisão. Encontra-se na Prisão Santiago 1 em Santiago, no momento do seu assassinato, no dia 1 de novembro.

FOGO E EXPLOSÕES EM TODAS AS PRISÕES!

[Portugal] “Ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado”

NINGUÉM QUE NÃO DESEJE A TUA LIBERTAÇÃO TOTAL PODE SER CONSIDERADO TEU ALIADO

Se não se estender a crítica do fascismo à democracia, capitalismo, às prisões, às pátrias, ao patriarcado, à propriedade, ao especismo e a qualquer regime que envolva sermos governadxs: estamos a nos condenar a um emaranhado histórico único que só acabará para dar lugar a um planeta inabitável. Os social-democratas eleitoralistas estão confortáveis demais ao condenar as atrocidades da direita e ao esconder as suas próprias, querem é estar nas ruas e no governo ao mesmo tempo.

Os regimes autoritários ganham terreno, rápida e eficientemente, porque os objetivos que perseguem são medíocres: não há nenhuma complexidade em submeter os outros através das armas, impostos, mentiras e propaganda – 90% dos projetos políticos estão comprometidos é com isso (toda a infraestrutura necessária já está construída e a funcionar).

Na realidade, ninguém que te trate como massa doutrinável, ninguém que entenda a luta como um passatempo a fazer de vítima e alheio à tua capacidade criativa e ofensiva, ninguém que não deseje a tua libertação total pode ser considerado teu aliado.

Anarquistas

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em inglês l espanhol

[Vigo, Galiza] XORNADAS ANTIRREPRESIVAS: A HISTORIA DA “COPEL”


recebido a 16/10/18
Como cada outono, a CNT-Vigo organiza unhas xornadas antirrepresivas co obxeto de concienciar e visibilizar o aumento da criminalización das loitas sindicais e sociais, a represión do estado e o continuo empeoramento do trato e situación das persoas presas nos cárceres.

Esta situación non é un problema excepcional ou puntual, senon que se trata dunha circunstancia que ven para quedarse grazas a creación por parte do sistema da sensación de medo como instrumento para a dominación, “chivos espiatorios” como o suposto aumento e a desprotección da xente fronte a criminalidade ou o medo a inmigración, entre outras razóns. Todo esta situación vese reflectida polo avance desmesurado da extrema dereita e o fascismo en Europa, o incremento das sancións e o troco destas a tipos penais, que antes como moito so chegaban a meras sancións económicas.

Este ano centramos estas xornadas na Coordinadora de Presos En Lucha (COPEL), un histórico movemento de presas e presos que loitaron pola liberdade e uns dereitos básicos nas cadeas na transición a democracia. Este evento desenvolverase nas seguintes datas:

VENRES día 19 de Outubro ás 19:00 h., proxección e debate do documental “COPEL: Unha historia de rebeldía e dignidade”, no local da CNT de Vigo, na R/Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

VENRES día 26 de Outubro ás 19:00h., palestra-debate a cargo de José Manuel Botana, membro da COPEL, no local da CNT de Vigo, na R/ Príncipe nº 22, 1º andar, local 34.

A CNT-Vigo está na obriga de analizar a realidade e explicar as causas deste sistema. Por esta razón, facemos un chamamento co obxeto de que difundades a organización deste evento que consideramos de gran interese e vixencia.

CNT-Vigo

em castelhano

Salsburgo, Áustria: Ataques à BIG, Hypo e ao Departamento de Finanças


Na noite de domingo para segunda-feira a BIG (Empresa imobiliária federal) foi atacada com fogo e tinta. São responsáveis pela construção da prisão em Puch.

Atacamos o Hypobank com tinta. É um símbolo da política de corrupção e especulação do ÖVP e FPÖ.
Quebrámos os vidros das janelas do Departamento de Estado das Finanças e atacámos com bombas  de mau cheiro, porque estamos a atacar o estado.

Em Salzburgo, em 16 de setembro – porque o governo austríaco está a preparar uma reunião de Cimeira da UE, alguns dias depois. para implementar práticas mais restritivas de vigilância e controle, especialmente contra migrantes.

Não nos importamos com a manifestação contra a Cimeira, onde xs participantes serão filmadxs, vigiadxs e criminalizadxs. Não jogamos pelas regras dos governantes.

em inglês l alemão

Buenos Aires, Argentina: “Arte e Sabotagem” Jornada de apoio a presxs – 25/08

Arte e Sabotagem – 1ª edição – Jornada de apoio a presxs

Edição especial – pelo nosso irmão Santiago Maldonado, companheiro Lechuga presente!

25/08 – sábado – a partir das 14h

“Kaasa La Gomera” – Barracas,
(cruzamento das ruas Quinquela Martin e Hornos)
Buenos Aires

em espanhol l inglês

Santiago, Chile: 1º Comunicado público da “Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo”

A “R.A.S” foi apresentada no decorrer da atividade “Rap Solidário” a 14/07/2018.

O que é a prisão?

Prisão é uma estrutura material através da qual se pretendem inibir os atos de qualquer pessoa que transgrida as condutas impostas pelo Estado. Assim, o castigo, a imposição e disciplina socialmente aceite constituem o regime em que xs cativxs têm que viver, procurando-se dessa forma anular as suas ações, ideias e convições. Estes atos podem constituir delitos e, tal como os que desafiam a ordem, serem de ordem política revolucionária é com estes que de novo tomamos posição – seja apoiando ou solidarizando-nos com aquelxs companheirxs que hoje se encontram presxs por terem levado para a frente ações subversivas em prole de uma ideia política de libertação. A entrega destxs companheirxs faz com que queiramos apoiá-lxs de forma real, concretamente porque são nossxs afins.

Nós, companheirxs autónomxs e anarquistas temos vindo a realizar iniciativas e projetos libertários, há já há algum tempo – partindo de diferentes espaços e contextos – procurando com isso gerar um corte com a ordem, as normas e tudo o que pretenda impor o Capital e o Estado. É sob este prisma que diversas pessoas convergiram, presentemente, para de forma coletiva levantarem a “Rede Anti-prisional Solidária com Juan e Marcelo”.

Quem são Juan e Marcelo?

Juan Aliste Vega e Marcelo Villarroel Sepúlveda são prisioneiros subversivos, bautónomos e libertários que atualmente se encontram na prisão de alta segurança de Santiago, Chile, a partir de Julho de 2010 (Juan) e desde Dezembro de 2009 (Marcelo).

É desde muito jovens que estes companheiros têm participado em casos de luta revolucionária – primeiro em plena ditadura militar e posteriormente a ela também – desenvolvendo práticas ofensivas contra o Capital e o Estado. Ataques que foram tanto a estruturas materiais como a sujeitos que formavam parte do aparelho estatal. A época exigia posicionamentos e determinação, assim o entenderam eles, procurando alcançar isso através do ingresso no Mapu-Lautaro, um dos diversos grupos político-militares que existiram nesse período.

O seu desafio à ordem estabelecida levou-os a serem presos em 1991 e 1992, respectivamente. A prisão foi uma circunstância – nem desejada nem procurada pela opção de vida que escolheram – tal como disse um deles numa antiga entrevista; durante mais de uma década tiveram de viver a enfrentar o confinamento, a repressão do carcereiro e as lógicas próprias daquela instituição lúgubre.

De novo em liberdade e, em anos seguintes, uma nova situação causa impacto na opinião pública, polícia, política estatal e Estado. 18 de Outubro de 2007. Um assalto bancário, em pleno centro da capital de Santiago, a entidade é um Banco Security. Os assaltantes conseguem o dinheiro, fogem em diferentes direções, dois deles dão de caras com dois motoristas da polícia, há troca de disparos e um é abatido, é o policía Luís Moyano. O ter defendido os interesses do Capital lhe custou um grande preço, a morte.

Assim se desenrolaram os factos e a caçada iria ser desencadeada: Juan, Marcelo, Carlos Gutiérrez Quiduleo* e Freddy Fuentevilla Saa** são expostos na televisão e sinalizados como os assaltantes e assassinos do polícia. Os companheiros decidem passar à clandestinidade, quebrando um deles um benefício intra-penitenciário ao qual tinha acedido em 2003***.

A 15 de Março de 2008, Marcelo e Freddy são detidos em San Martin de los Andes, território argentino. Acusados de posse ilegal de armas de guerra, foram condenados depois a 3 anos e 6 meses. Ao atingirem metade da sentença, em 16 de Dezembro de 2009, são expulsos para o Chile e levados para a prisão de alta segurança. Juan, por seu lado, é detido a 10 de Julho de 2010 no terminal de autocarros de Retiro, Buenos Aires, território argentino. E ele é imediatamente expulso para o nosso país e levado também para a prisão de alta segurança.

Em Santiago do Chile – após 4 anos de longa prisão preventiva em Julho de 2014 – realizou-se o julgamento que os condenou, respetivamente, a 42 anos (Juan), 14 anos (Marcelo), 15 anos (Freddy) de prisão. No decorrer do processo chamado “Caso Security” e /ou “Caso Moyano”.

Entretanto mais de uma década se passou desde aqueles acontecimentos no centro da capital de Santiago – tal como o que tudo o que tiveram eles de afrontar depois, assim como o assédio às suas famílias e círculos próximos. A clandestinidade, os espancamentos, as detenções, as difamações, a exposição à opinião pública, a prisão, as transferências para diversas unidades, as condenações. Todo um processo acompanhado também pela mão solidária de companheirxs anónimxs, grupos, coletivos, organizações políticas, através de apoio material e simbólico – onde se desenrolaram diversas atividades, apontamentos de imprensa, fóruns, palestras, espetáculos musicais, concentrações, agitação nas ruas por meio de propaganda, cartazes, publicações, difusão on-line  e, de maneira ilegal, uma ampla multiformidade de ações subversivas no Chile e diversos outros lugares do mundo.

O que é que iremos desenvolver, enquanto “Rede Solidária”?

Apoio e solidariedade (numa de suas múltiplas formas) é o que desejamos desenvolver e projectar – entendido de forma prática, que serão públicos e sistemáticos – o essencial para nós será agitar e difundir a situação dos companheiros mencionados, através de cartazes, propaganda e atividades, gestos concretos que visam “construir uma ponte” a partir da prisão, entre eles e aqueles que se encontram “fora dos muros”.

Este tipo de instâncias abertas – ocupando as ruas, espaços diversos, meios electrónicos, associando -nos com outros grupos e individualidades, etc – são importantes, pois permitem dar a conhecer a situação dos companheiros, as suas ideias e práticas políticas, que existem e resistem apesar de muitas adversidades. Outro fator importante é que permite que mais pessoas indaguem e se interessem por estas perspetivas anti-prisionais – uma luta mais entre tantas outras contra o Capital e o Estado. Pretendemos agitar e difundir para criar e juntar, para potenciar a teoria e a prática, porque quando existe na consciência uma ideia radical claramente algo tem de ser feito.

PERANTE A INDIFERENÇA MASSIVA: RESISTÊNCIA ANTI-PRISIONAL ATIVA!
LIBERDADE PARA JUAN, MARCELO E TODXS XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!

Rede Anti-Prisional Solidária com Juan e Marcelo.
rsanticarcelaria@riseup.net
Julho de 2018
Santiago de Chile

Notas:
* Carlos Gutiérrez Quiduleo, Weychafe [Lutador em idioma Mapuche] Libertário. A história subversiva do companheiro remonta aos anos 80, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento Juvenil Lautaro (MJL). Foi detido em Janeiro de 1995, acusado de Associação Terrorista Ilícita, sendo libertado sob fiança em Outubro de 1998.  A seguir foi preso em meados de 2003, acusado de assaltar um Banco Santander em Ñuñoa, Santiago. Foi libertado sob fiança em meados de 2005 sendo sentenciado à prisão em 2006, para essa causa, em 5 anos e 1 dia. Mais tarde é acusado de participar no assalto ao Banco Security em Santiago Centro. Foi preso em 28 de Novembro de 2013 em Angol, na região de La Araucanía pela equipa do PDI, após 6 anos de clandestinidade, sendo rapidamente transferido para a seção de segurança máxima dentro da prisão de alta segurança em Santiago. Conseguiu sair da prisão em 10/09/2015.

** Freddy Fuentevilla Saa (Subversivo Autónomo). A história subversiva do companheiro remonta aos anos 90, quando fazia parte da guerrilha urbana do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR).
Depois de ser sinalizado como participante no assalto ao Banco Security no centro de Santiago, passa à clandestinidade, é preso em território argentino, depois expulso para o Chile e condenado (fatos descritos no texto).  Conseguiu sair da prisão em 18/06/2018.

*** Marcelo Villarroel Sepúlveda (Libertário Subversivo). É o companheiro que quebra o benefício intra-penitenciário  ao qual acedeu em 28 de Dezembro de 2003. A sentença que caiu sobre ele é até 26 de Fevereiro de 2056.
Fazendo um breve resumo das sentenças podemos discriminá-las da seguinte forma: Associação Terrorista Ilícita, 10 anos e 1 dia pela sua participação na guerrilha urbana Mapu-Lautaro. Danos a veículos fiscais com ferimentos graves aos carabineiros, 3 anos e 541 dias, por ataques armados a viaturas policiais nas comunas de Cerro Navia e Conchalí. Co-autor de homicídio qualificado terrorista, 15 anos e 1 dia, para o confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto, onde morreram 3 detetives na comuna de Las Condes. Roubo com intimidação (lei 18.314), 10 anos e 1 dia, para expropriação de um banco do Estado e a um camião de frangos, que foram distribuídos numa cidade na comuna de Renca. Por último, um ataque explosivo contra a casa do embaixador espanhol, 8 anos e 1 dia, durante a comemoração dos 500 anos do massacre dos povos ancestrais neste território. Todas estas ações foram concretizadas em Santiago do Chile.

em espanhol

Santiago, Chile: Atentado incendiário contra imobiliária

Entre uma formosa obscuridade lunar, de noite negra, sob a lua nova e um incandescente céu estrelado (madrugada de 18 de Janeiro), estendemos as asas e com a sua envergadura cobrimos de sombra este asqueroso mundo. Planeamos irritadxs, visibilizámos  o objetivo e aguardamos com cautela, lançando-nos então furiosamente numa discussão contra um ramo de vendas imobiliárias para logo de seguida inaugurar outra edificação podre (departamentos) denominada “ALTUM”, da empresa “INMOBILIARIA ACONCAGUA” – para amontoar ao abrigar um grupo de cidadãos escravos – apenas a alguns quarteirões de uma maldita esquadra de polícia, atacando o nariz POLÍCIA BASTARDA!

Conhecidos pela sua devastadora expansão civilizadora, impulsam  cidades onde não as há fortalecendo-as onde já existem e ousando sepultar a imensidade e diversidade do indomável e indomesticável – quando dizemos “ousam” é porque vocês, horda de bastardos dominadores, com as vossas infra-estruturas não são NADA. Conspiramos para que desapareçam, pois nem conseguem nem conseguirão submeter a imensidade do selvagem e aquelxs que continuam em guerra contra a máquina civilizadora do poder. Ao mesmo tempo, criam o sentimento e fingem a práxis do ataque, materializando o nosso caótico ato de guerra com a instalação de um dispositivo incendiário / explosivo nesta sala de vendas, conseguindo ativá-lo – logo a seguir ao atraso programado – para dar origem ao fogo. Avivando-se este começa a queimar parte  da fachada, do chão e do tecto. Já no caminho de saída da zona, conseguimos ouvir ainda as sirenes que mobilizavam caminhões de  bombeiros e um contingente policial – que, para sorte do inimigo,  conseguiram controla o fogo ardente, propagado com propósito e intenção destrutiva, a que ansiávamos alcançar.

O nosso objectivo e data, a propósito, não foi aleatório. Aconcagua Real Estate é uma empresa do Grupo SalfaCorp, que desenvolve, administraa e vende projectos imobiliários no pikun mapu, especificamente em Pudahuel, san miguel, las vizcachas, puente alto, colina, Huechuraba, Padre hurtado, La cisterna, Cerrillos e Maipú. Por sua vez, o SALFACORP é o maior grupo empresarial do sector de construção no Chile, civilizadores e antropocêntricos contemporâneos que se vangloriam em parágrafos bombásticos que explicitamente falam de “uma liderança indiscutível que cultivaram durante os seus quase 90 anos de história”.

“A empresa alcançou esta posição graças ao seu sólido modelo de negócios – estruturado para crescer de forma planificada e ordenada – baseado em unidades de negócios independentes entre si e diversificadas, que incluem especialidades replicáveis em outros mercados, como pode ser visto na expansão internacional que se levou a cabo.
90 anos destruindo a Terra em função do progresso humanóide, construindo portos, pontes, cidades, edifícios e mega-projectos variados. Assim, esses projetos e negócios de extração produzem fortunas com o sangue da terra, que são sempre avaliados pela sociedade antropocêntrica, patriarcal e especista – perpetuando a sua ânsia de progresso até ao ponto de se orgulhar de habitar as cidades – prisões,  mantendo assim, também, a identidade cidanóide que nos repugna e enoja.  Assim, sabemos que não são só simples e complexos projectos os que destroem a natureza, pois estes são o claro reflexo e materialização da ideia do mundo civilizado – que o poder e os seus cúmplices procuram expandir – sendo esta afinal a moderna ideia colonizadora à qual declaramos a nossa guerra, ao poder e à civilização.

Detestamos a vinda do papa, o que simboliza e representa; invasão, massacres de nativxs, despojo, evangelização, domesticação, AUTORIDADE, IERARQUIAS, CONTROLO, DOMINAÇÃO.  Por isso realizamos a ação na conjuntura da visita desta indesejável máxima autoridade clerical, juntando-nos assim às ações que, a partir da sua informalidade e autonomia, se ergueram em diversos pontos do território Pikunche e Wallmapu.

Como aprendizagem só nos resta decidir aqui e agora o ataque, potenciando e afinando as formas e materiais com que os atacar e sermos mais eficazes na finalidade destrutiva, nutrindo-nos da praxis insurrecional e guerrilheira tanto do passado como do presente. Desta vez eles conseguiram fazer o seu trabalho, apagando o kutral indomável, mas continuaremos em pé de guerra contra TODA A FORMA DE DOMINAÇÃO! “HOKA HEY”

Saudamos com o coração transbordante de alegria Tamara sol e a sua tentativa de fuga, abraçando as suas convicções na prática, cada ato virando uma guerra contra esta maquinaria. Uma piscadela de cumplicidade aos/às dignxs companheirxs em guerra e sequestradxs nas prisões do poder do mundo inteiro!

Aos/às presxs políticxs mapuche e à sua resistência inquebrável no wallmapu com o exercício diário del kimun ancestral e coerente ataque às estruturas que devastam o território.

RESISTÊNCIA, NEWEN(1) E LIBERDADE AO MACHI CELESTINO CORDOVA – atualmente sequestrado na prisão de Temuco – que iniciou a sua GREVE DE FOME LÍQUIDA a 13 de Janeiro do presente ano EXIGINDO A URGENTE SAÍDA DO SEU REWE (2) E A RENOVAÇÂO DESTE.

Desta vez na warria (3), fazemos-nos presente com esta ação, apoiando também a greve do machi celestino, solidarizando-nos assim a partir da confrontação com o poder, da guerra  e da espiritualidade autónoma, fazendo-nos parte do conflito, encontrando-nos nas semelhanças e diferenças, mas caminhando com a intenção visível de não retroceder perante a colonização civilizadora.

Com a MEMÓRIA sempre viva, ativa e perigosa, avançamos junto aos/às nossxs guerreirxs mortxs, que nos velam junto o nosso espírito de combate. PELAO ANGRY, PUNKY MAURI, CLAUDIA LOPEZ, MATIAS CATRILEO, ALEX LEMUN E A TODXS XS COMPAS QUE VIVERAM EM CONFLITO E QUE NÃO CEDERAM NEM UM  MILÍMETRO FRENTE AO INIMIGO, PRESENTES AGORA E SEMPRE!

A MACARENA VALDES ASSASSINADA POR DEFENDER A MAPU DOS COLONOS AUSTRÍACOS DA EMPRESA RP GLOBAL E DO SEU NEGÓCIO EXTRATIVISTA, QUE NÃO HESITARAM EM MATÁ-LA E SIMULAR UM SUICÍDIO. NADA MAIS QUE UMA VINGANÇA DA LAGMIEN M. VALDESS.

A STGO MALDONADO, COMPA ANARQUISTA ASSASSINADO PELA GENDARMERIA NO OUTRO LADO DA CORDILHEIRA. UM ABRAÇO ONDE TE ENCONTRARES E ATAQUE DIRETO AOS LACAIOS QUE TE ARREBATARAM A VIDA.

FOGO ÀS PRISÕES E AOS SEUS CARCEREIROS, ÓDIO ETERNO A TODXS XS CORPOS POLICIAIS EM QUALQUER DAS SUAS EXPRESSÕES.

DESPREZO AOS/ÀS YANACONAS (4) QUE DE JOELHOS SE INCLINARAM PERANTE O PAPA!
SELVAGENS EM VEZ DE CIVILIZADXS, AQUI E AGORA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
FOGO E SABOTAGEM À I.I.R.S.A!
CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ, BLASFEMOS EM VEZ DE DEVOTOS. NEM O PAPA NEM NENHUM MISERÁVEL EVANGELIZADOR SERÁ BEMVINDO!
CÁ ENCONTRAMOS-NOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE!

Estampido Iconoclasta pelo Selvagem

N.T:
(1) Newen são as forças celestes.

(2) Todas as grandes cerimónias religiosas Mapuche se realizam ao pé do REWE, sendo este a árvore cósmica, símbolo da profissão do MACHI, também conhecido como KEMUKEMU; simboliza a árvore sagrada onde os espíritos invocados pousam. Este altar consiste num tronco de árvore com cerca de 3 metros de altura, cuja extremidade superior é esculpida em forma de cabeça humana, com ou sem chapéu; a frente tem a forma de uma escada de 4 a 7 degraus, aqueles que representam os quadrantes do seu cosmos “.

(3) Waria é cidade (em língua Mapuche)

(4) “Yanacona” é um termo depreciativo de origem Mapuche, para aqueles  que realizam ações consideradas contrárias aos interesses do seu povo,  como por exemplo, declarar contra xs comuneirxs e activistas mapuches nos julgamentos que o Estado chileno realiza contra elxs. É usado como sinónimo de traidor.

(5)”Hoka Hey” é uma exclamação em Sioux, semelhante às expressões: “Vamos nisso!”ou “Vamos entrar em ação!”

em espanhol

[Santiago, Chile] Crónica da VII Convenção de Tatuagens e Arte Corporal SOLIDARIEDADE À FLOR DA PELE

Foi sob um belo céu nublado que nos reunimos para dar vida à VII Convenção de Tatuagens e arte corporal Solidariedade à Flor da Pele, com o objectivo não só de contribuir economicamente para apoio aos/às nossxs companheirxs na prisão, mas também abrir um ponto de encontro anti-prisões.

Bem cedo recebemos rondas policiais, assediando tatuadorxs, companheirxs e até vizinhxs, mas sem conseguir impedir o desenvolvimento da atividade. Desde o início ficou claro que o engenho e a vontade das mãos solidárias conseguem tornear os diferentes obstáculos que se vão gerando – demonstrando, assim, que quando a convicção anárquica é o que nos guia, sempre se conseguem ultrapassar as dificuldades.

Agradecemos a presença e o compromisso de todxs xs tatuadorxs, das companheiras responsáveis pelas suspensões e/ou piercing e daquelxs que nos acompanharam com danças, pinturas e oficinas  e que, com a melhor das disposições, contribuíram para o desenvolvimento e difusão da atividade. A todxs xs que não puderam comparecer, esperamos contar com vocês para a próxima conve…

Leram-se as mensagens  de alguns/mas companheirxs na prisão – deixando escapar ideias/sentires para longe dos corredores prisionais, ajudando a diluir o dentro/fora. Durante o dia foi sempre sendo atualizada a informação sobre os diferentes processos de repressão e combate no Wallmapu, procurando nutrir as diversas correntes envolvidas no conflito.

À Flor da Pele tem a marca da presença de todxs aquelxs que – apesar de já não estarem mais connosco de modo físico – vivem na memória dos corações negros, assim Barry Horne, Sebastián Oversluij e Mauricio Morales, acompanharam-nos sempre. Os caminhos da luta sempre acabam por se cruzar, mas há circunstâncias em que não se conseguem encontrar … esta jornada é dedicada à memória de Santiago Maldonado.

Porque uma jaula é sempre uma jaula…
Até destruir o último bastião da sociedade carcerária.
Solidariedade à Flor da Pele.
Solidárixs afins pela Anarquia/Coletivo Sacco e Vanzetti.

* * *

MENSAGENS DE COMPANHEIRXS PRESXS

*JOAQUÍN GARCÍA*

Acabo de me inteirar desta iniciativa de solidariedade. Agradeço enormemente todas as mostras de carinho que me acompanham nestes momentos. Cada gesto, cada palavra adquire um significado muito maior no encerro prisional; quebrar a rotina, aqui, passa a ser o mais importante de tudo. Espero que tudo se realize da forma mais agradável e serena que seja possível e que a solidariedade seja vivida à flor da pele.
Envio-lhes muitos abraços, saudações e carinhos.
Joaquín García
Secção de Máxima Segurança/Prisão de Alta Segurança.
4 de Novembro de 2017.

*Companheiro detido a 19 de Novembro de 2015 e acusado pelo atentado explosivo contra a 12ª Delegacia de San Miguel, passando a seguir à clandestinidade, numa mudança de medida cautelar, e voltando a ser detido, em Setembro de 2016, quando transportava um revólver e munições. Encontra-se em prisão preventiva.

*ENRIQUE GUZMÁN, NATALY CASANOVA E JUAN FLORES*

Estas palavras nascem e voam das celas da prisão de San Miguel, da unidade especial de alta segurança e da ex-penitenciária, para saudar aquela instância cúmplice que nos é dedicada pelxs compas que organizam e dão vida à Convenção de Tatuagens e Arte Corporal Solidariedade à Flor da Pele…

Através destas palavras – nascidas nestes centros de tortura – desejamos, de forma fraterna e cúmplice, saudar aquelxs que, à base da criatividade rebelde e subordinada, organizam e participam nesta iniciativa anti-prisões.. Iniciativa solidária com aquelxs que sentem no sabor amargo da prisão, dia a dia, a ira, a impotência e a indignação de não poderem materializar a guerra por se encontrarem rodeadxs de barras, câmaras e guardas…

Neste sentido, compartilhamos a mesma ira, impotência e indignação contra os bastardos que compõem e perpetuam esta sociedade –  a que cativa as nossas vidas e a dxs nossxs irmãos/ãs… é por isso que enviamos o nosso respeito e carinho fraternais a todas essas mentes conscientes que não dão espaço ao imobilismo e à indiferença…

Há aproximadamente 7 meses e meio que nos encontramos à mercê da polícia da prisão e de exames e transferências quotidianas até aos  tribunais do estado chileno, os que julgam a nossa necessidade de enfrentar o Domínio – o julgamento que discute o nosso suposto rol participativo nas bombas detonadas contra a estação de metro “Los Dominicos”, contra a 39, a 1ª delegacia de polícia em Santiago e  o subcentro da escola militar (fatos reivindicados pelxs compas da conspiração das células de fogo e da conspiração internacional de vingança) está em fase final, após o arsenal legal / fiscal e a entrada de mais de 150 testemunhas, 80 peritos, 230 documentos e 640 evidências periciais, nesta segunda-feira será discutido os dias livres (que não podem ser mais do que 4) para preparar as alegações de fecho.

Despedimos-nos, com um sinal cúmplice, dxs compas que se encontram nas prisões de Korydallos (Grécia), dos de Ferrara (Itália) e, para a imensidade de irmãos/ãs presxs e caídxs nesta guerra, despedimos-nos com o gostoso sabor do carinho solidário que nos manifestam uma vez mais!!!

Nataly Casanova (Prisão de San Miguel)
Enrique Guzmán (Segurança Máxima/Prisão de Segurança Máxima)
Juan Flores (Ex Penitenciária)

*MARCELO VILLARROEL*

Abraçando todxs e cada um dos gestos e atos de solidariedade com xs prisioneirxs da Guerra Social.

Da prisão da Alta Segurança de Santiago, uma vez mais, escapam estas letras carregadas de fraternidade insurrecta – para saudar e abraçar cada um/a dxs companheirxs que tornam possível que esta iniciativa se realize na sua 7ª versão, mantendo-a com vida há vários anos já , com a finalidade concreta de se solidarizar com aquelxs que vivem a prisão como resultado irrenunciável de uma opção de luta subversiva contra o Estado, o Capital e toda a Autoridade.

Resgato a vontade e a insistência de ir gerando redes de cumplicidade que permitam quebrar, no quotidiano, os muros e jaulas que nos encerram.

Em tempos em que os valores – que nos têm motivado para a nossa ação de combate direto – são relativizados por quem nunca arriscou nada, é altamente resgatável promover a sensação de comunidade que nos irmana, independentemente do lugar onde nos encontremos – porque está enraizado no desejo e na necessidade incontível de sermos livres, para além das dificuldades próprias de um caminho onde muitxs irmãos/ãs perderam a vida, enquanto outrxs resistem atrás das grades.

Portanto, cada grão de areia que aponta ao fortalecimento da ruptura do separatismo e da  indiferença – expandindo as práticas solidárias –  é um ataque direto à imobilidade e passividade com que o poder e os seus múltiplos dispositivos de controle vão semeando fragmentação, amnésia e medo,  com os quais devemos conviver quotidianamente pois são as práticas normalizadas no mundo cidadão e que tanto odiamos.

Os tempos são e continuarão a ser de luta direta contra o Estado, através da revolta permanente, e há que ter claro que continuará a haver feridxs, perseguidxs, prisioneirxs e mortxs de pensamento e ação anti-autoritárias – e não podemos imaginar transformações radicais sem a dor da perda, porque não há guerra asséptica – já que o Poder da dominação capitalista não perdoa nem esquece aquelxs que se rebelam.

Por estes dias se cumprem 10 anos desde que assumimos a clandestinidade como negação da legalidade juridica-policial do Estado. Há 10 anos, começou uma caça a 4 companheiros em que nos acusavam de participar numa série de expropriações bancárias e da morte de um polícia uniformizado, após o assalto ao Banco Security, fato ocorrido no centro de Santiago, em Outubro de 2007.

O Estado, através dos seus sequazes guardiões, desencadeou uma caça sem precedentes,assim como uma ofensiva sistemática em relação a diversos meios e espaços autónomos anticapitalistas da época, meios esses que expressavam uma posição de confrontação insurreta.

Desde esse momento, a permanente repressão do Poder sobre sectores subversivos autónomos e libertários tem-se mantido de forma ininterrupta, fortalecendo o seu aparelho político-jurídico-policial-penitenciário em função desta resistência-ofensiva – que cultiva práticas de ataque descentralizado e multiforme como expressão inequívoca da continuidade de luta de todxs aquelxs que crêm na destruição do mundo do Poder e dos miseráveis que o sustentam.

A 10 anos já do começo dessa caça, com orgulho pode-se dizer que não há arrependimento, nem esquecimento, nem abrando, nem renúncia do caminhar subversivo. A partir de uma posição em contínua tensão, nada está acabado.

Tudo continua!!!

Encorajando o encontro daquelxs que se encontram a trilhar o caminho da guerra social, daquelxs que alimentam a memória de combate de todxs xs que não perdem a bússola do conflito…

Abraçando todos xs presxs dignxs e xs irmãos/ãs que se expressam no ataque direto aos símbolos do Poder.

ABAIXO AS JAULAS!!!
ATÉ SE DESTRUIR O ÚLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!
CAMINHANDO ORGULHOSXS PELA SENDA DA GUERRA SOCIAL, AVANÇAMOS FIRMES ATÉ À LIBERTAÇÃO!!!
ENQUANTO EXISTA MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
K.A.S / Stgo, Chile.
Sábado 4 Nov. 2017.

em espanhol

Chile: Semana de solidariedade subversiva com Kevin Garrido e Joaquín García [13 a 20 de Novembro]

Semana de solidariedade subversiva, 2 anos depois de aprisionarem Kevin e Joaquín

Sabemos que ali, dentro das prisões, nunca se faz noite. Ali, as recordações cristalizam e esquece-se de como se vê o céu sem grades e arame farpado. Se a morte tiver a sua cor própria, deve ser a pintada nas prisões, porque é lá que se encontra o reino da morte lenta, isso sente-se todos os dias.

… de 13 de Novembro a 20 de Novembro…

FAZ 2 ANOS A 19 DE NOVEMBRO QUE KEVIN E JOAQUÍN FORAM SEQUESTRADXS PELAS GARRAS SUJAS DO CAPITAL E  SUA ABSURDA ORDEM, CORTANDO DE UM SEGUNDO PARA O OUTRO, OS SEUS SELVAGENS E MUITAS VEZES CERTEIROS PASSOS…

AGORA, O SEU PRESENTE ASQUEROSO É OUTRO: DIA APÓS DIA TÊM DE COMBATER O SISTEMA NUM DOS AMBIENTES MAIS RUINS E ANGUSTIANTES. APESAR DISSO, É BASTANTE CLARO QUE NÃO GANHARAM ESTA GUERRA A ELES E A NÓS TAMPOUCO, JÀ QUE OS NOSSOS NEGROS CORAÇÕES CONTINUAM A BATER COM FORÇA, POR MAIS FARTOS E ESGOTADOS QUE ESTEJAM, CONTINUAREMOS A LUTAR, CONSPIRANDO E TENTANDO FAZER COLAPSAR TODA ESTA MALDITA SOCIEDADE DEVASTADORA DO QUE A RODEIA…

CHAMAMOS A TODXS XS MALDITXS DE CORAÇÃO NEGRO PARA SE SOLIDARIZAREM COM A SITUAÇÃO DXS COMPAS JOAQUÍN E KEVIN  TAL COMO COM TODXS XS OUTRXS PRESXS!! DE 13 DE NOVEMBRO A 20 DE NOVEMBRO, DEMOS AS MÃOS PARA SE CONSPIRARE AMPLIAR O CAOS, FORA DOS LICEUS, UNIVERSIDADES, NA CIDADE E ATÉ MESMO NAS CASAS DXS BASTARDXS QUE ALIMENTAM E DEFENDEM A AUTORIDADE.

AO CONSPIRAR, SOMENTE NOS DETÉM AS NOSSAS PRÓPRIAS CAUTELAS, É ASSIM QUE VAMOS, COM TODA A RAIVA E S0LIDARIEDADE, QUEIMAR, SAQUEAR E SABOTAR!!

NÃO OS ESQUECEMOS, TODXS XS PRESXS EM LIBERDADE JÁ!!!
ABAIXO A SOCIEDADE CARCERÁRIA DE CONTROLO!!!
LIBERDADE A TODXS XS QUE LUTAM CONTRA A AUTORIDADE!!!

em espanhol

[Holanda] Incendiar todas as prisões – Graffiti em solidariedade com xs presxs anarquistas Lisa e Peike (vídeo)

No fim de semana passado, colocámos do outro lado da rua, frente à sede da polícia e centro de treinos, em Haia, um graffiti de solidariedade onde se podia ler: queimar todas as prisões.

Trata-se de um graffiti solidário com Lisa e Peike, ambxs em prisões alemãs: Lisa está presa a cumprir pena de sete anos e meio por causa de uma convicção (sob suspeita de assalto bancário); Peike foi condenado a dois anos e sete meses devido aos protestos contra a cimeira do G20, em Hamburgo.

Queremos que todxs sejam libertadxs! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!.

Queremos-los em liberdade! Liberdade para Lisa e Peike e todxs xs presxs anarquistas! Fogo a todas as prisões!

Anarchist Damage Squad (Pelotão Dano Anarquista)

em inglês, alemão, francês

Polónia: Convite da CNA Varsóvia para a 4ª edição do “Dias Anti-Prisão” [27-29 de Outubro]

Queridxs amigxs,

A Cruz Negra Anarquista (CNA) de Varsóvia convida-te para participares na 4ª edição do “Antiprison Days”, em Varsóvia, de 27 a 29 de Outubro de 2017. O tema principal deste ano é “Apoia a tua CNA local”.

Aqui, na Polónia, sentimos a necessidade de discutir sobre o importante papel das estruturas anti-repressivas nas nossas lutas, assim gostaríamos de convidar diversas pessoas e grupos para compartilhar as suas experiências com repressões e como ser possível lidar com elas. Haverá também espaço para falar sobre as dificuldades no interior do grupo de apoio e porque é que/como as campanhas anti-repressão e anti-prisão fazem parte de todas as lutas sociais / da terra/ climáticas /mundiais.

Claro que não seremos capazes de falar sobre tudo o que é importante – até porque o evento estará aberto a toda a gente – mas o objetivo é que se inicie algum tipo de processo na mente das pessoas. Haverá também espaço para apresentares as tuas atividades e / ou os teus grupos.

Se gostares de participar no evento e preparar alguma apresentação / discussão, sente-te mais do que bem-vindx para nos contatar: ack.waw [at] riseup. O programa ainda está em aberto, então, se tiveres alguma ideia, basta escrever-nos. O prazo para as propostas de programas é 12 de Outubro. Também nos podemos oferecer para cobrir os custos de viagem se for necessário.

Os melhores sucessos! Em solidariedade,

CNA Varsovia

A Cruz Negra Anarquista de Varsóvia convida-te para o 4º “Dias Anti-prisão”!

O tema do sistema prisional na Polónia ainda é considerado um tabu social e ainda é comum ser pintada uma imagem denegrida daquelxs que se encontram atrás das grades. Simultâneamente, as autoridades estão a aplicar a política de medo para justificar a implementação de leis cada vez mais rígidas, visando todxs aquelxs que se opõem às suas intenções autoritárias.

No oeste da Europa e nos EUA, as campanhas anti-prisão estão naturalmente ligadas às lutas sociais noutros sectores: lutas pelas leis dos trabalhadores, lutas contra a usurpação da terra e eliminação de terras de pequenos agricultores, apoiando imigrantes, protegendo o ambiente, lutando pelos direitos dos inquilinos, etc. Na Polónia, se este tema existe é como um todo, mas é ainda como um recém-nascido que ainda não adquiriu o seu direito de passagem.

Entretanto, só em 2016, mais de 70 mil pessoas foram presas em 64 centros de detenção e 84 prisões, na Polónia. O que o sistema realmente gera é mais patologia, privação de dignidade, violência e escravidão moderna. Isto não é uma piada – cerca de 22,5% dxs presxs são obrigadxs a trabalhar de graça e a nova alteração à lei do sistema prisional, que foram forçados a não demorar muito a publicá-la, aumentará esses números rapidamente. Os presos terão que trabalhar ainda mais para a glória do capitalismo, para o crescimento da “nossa” economia, de modo semelhante ao edifício Kulczyk dos prisioneiros, o chamado “Via da Liberdade”.

Muda isso alguma coisa, as condições em são mantidos? De modo algum. Ainda continuam a ser tratadxs como uma classe inferior, o lixo da sociedade, para se ter vergonha delxs, para serem despojadxs do que resta de sua humanidade, para serem humilhadxs, espancadxs, abusadxs e privadxs de qualquer expetativa. Ainda é inacreditável que estatisticamente, a cada segundo do dia alguém atrás das grades cometa suicídio?

Achas que viver “fora” faz de ti uma pessoa livre? Pensa novamente: quanto tempo gastas no trabalho? Quanto tempo gastas com os teus entes queridos? Com que frequência tens de sacrificar essas relações para sobreviver? E, finalmente, sentes-te realmente segurx? Até que ponto as forças te podem controlar? Há apenas um ano entraram em vigor três novos atos, transformando o significado da palavra “liberdade” em pó – a emenda ao ato da polícia (também conhecido como a lei de vigilância), o ato antiterrorista e o acto das assembleias públicas. As estatísticas são claras – a brutalidade da polícia está a aumentar a cada ano que passa e os responsáveis ​​ficam impunes – por exemplo, cerca de 98,7% dos processos contra a polícia, incluso declarações de torturas, não terminou em acusação. Enquanto isso, nas esquadras da polícia, pessoas são assassinadas; para cada ato de resistência tão simples como seja escrever folhetos, participar em manifestações ou organizando eventos e ações, estão a emitir acusações de crimes mais ou menos graves.

Não continuaremos a ser passivxs! Precisamos de solidariedade para com aquelxs que são reprimidxs, atrás das grades e do lado de fora das prisões, precisamos construir estruturas anti-repressão. É o que queremos discutir durante o 4º “Dias Anti-prisão”.

A repressão está a tornar-se cada vez mais comum. Para contra-atacar precisamos agir juntxs.

Até que todxs sejam livres, nenhum de nós está livre.
Apoie o CNA local.

http://www.ack.most.org.pl/

Junta-te a nós durante o 4º “Dias anti-prisão”!
27-29 de Outubro de 2017
Przychodnia Skłot // Cafe Kryzys

O que está a ser planeado para o 4º “Dias Anti-prisão”

– Reuniões e painéis de discussão;
– Galeria de arte anti-prisão, uma exposição de obras de artistas envolvidos em projetos   com prisioneirxs;
– Exibições de filmes anti-prisão;
– Escrever cartas aos/às prisioneirxs;
– Coleta de livros para xs presxs;
– Soli tattos;
– Dda CNA;
– Benefit para a CNA.

em polaco, inglês, alemão

Madrid: Nem Nações, Nem Estado, Nem Capitalismo

Esta é a nossa independência; Nem nações, nem Estado, nem capitalismo.

[Sabotagem ao Baixa Bank em Vallekas e um apelo]

Na madrugada de 12 de Outubro – noite anterior à festa colonialista e militarista preferida pelo nacionalismo espanhol – foi destroçada uma caixa ATM do Caixa Bank, no bairro de Vallekas tal como realizada uma pintada na qual se podia ler: “Esta é a nossa independência: nem nações, nem Estado, nem capitalismo”.

A mensagem é simples, enquanto os nacionalismos catalão e espanhol são reativados e se cobrem com a bandeira da democracia, alguns/mas decidimos agir e atacar aquilo que realmente nos oprime, explora e rouba a nossa independência. Estamos cansadxs de esperar, cansadxs de contemplar como a Democracia, o Estado e os corpos repressivos dos dois lados se vêm cheios de legitimidade, através dos nacionalismos.

Atacamos aquilo que nos oprime: fronteiras, nações, bancos, patrões, fascistas, estado, capitalismo, patriarcado… através deste pequeno gesto, fazemos uma chamada para que se ampliem os ataques contra o capitalismo, estados e os seus interesses. Não vamos esperar por nenhum processo para continuar a lutar pela anarquia, a única forma de independência que reconhecemos.

Nem nações, nem Estado, nem capitalismo!
Pela Anarquia!

Alguns/mas anarquistas contra o patriotismo

via contramadriz

Santiago, Chile: Reivindicação de ataque incendiário contra o SAG e a DGAC

Na noite de 30 de Junho – no âmbito do mês de agitação anárquica pela libertação da terra – decidimos organizar a nossa raiva e levar a cabo um ataque incendiário ao Serviço Agrícola Pecuário e à Direcção Geral de Aeronáutica Civil.

As motivações para levar a cabo esta ação directa são muitas e variadas; em primeiro lugar procuramos combatera modo de actuar especicista do SAG  –  já que propõe uma suposta salvação e preservação da natureza através da cdestrutiva intervenção da praga humana, pensando que esta espécie maldita tem autoridade para decidir como vive um animal, onde vive e por quanto tempo ele vive…nunca fomos nem seremos salvadores da terra, pelo contrário, hoje em dia somos os seus maiores destruidores. Para evitar este fatal destino existem dois caminhos – ou nos eliminamos como espécie ou fazemos o esforço de voltar às nossas origens, essas mesmas que temos esquecido graças ao falso progresso do capitalismo e do antropocentrismo.

Outro motivo para a nossa ação é a morte recente dos weichafes [lutadores mapuche] Patricio Gonzáles e Luis Marileo, que morreram a lutar em nome da terra, essa mesma que nos dá a vida e que nós apunhalamos pelas costas. Com esta ação queremos afirmar que o espírito guerreiro destes dois combatentes está mais presente que nunca, tanto nas lamas empapadas de raiva, amor e rebeldia que calcinam o sujo cimento como na natureza viva e indomável que resiste firmemente frente às garras do sujo capitalismo – para o qual a natureza não é mais do que um recurso.

A terceira motivação prende-se com o facto de nos encontrarmos nas vésperas do início de um novo processo de eleições – para de novo ser entregue de bandeja a nossa autonomia e a deixarmos sucumbir às decisões de um ser humano investido com o mito da autoridade – e não acreditamos na democracia, pois não existe um ser capaz de representar outro, não acreditamos nem nas eleições, nem em partidos nem na suja política, nem tampouco nos partidos políticos que tanto têm êxito entre os cidadãos – já que não se procura um melhor futuro para o mundo mas replicar atitudes que não fazem outra coisa  que fortalecer o pior cataclismo que a humanidade já viveu, o capital. Perante isto apelamos a NÃO SE VOTAR, mas sim a se organizar e a se fortalecer os laços de solidariedade e de afinidade, já que  relacionarmos-nos de forma horizontal e pelo simples desejo de o fazer é como uma comunidade surge.

EXIGIMOS A COMPLETA PARALIZAÇÃO DOS DIVERSOS PROJETOS QUE COMPÕEM A IIRSA JÁ QUE ESTES NADA MAIS FAZEM DO QUE CONTINUAR A ASSASSINAR A JÁ MUITO FERIDA NATUREZA, PARA ALÉM DE SE CONTINUAR A EXPANDIR O NOJENTO IMPERIALISMO

EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DXS PRESXS POLÍTICXS MAPUCHES QUE COM FORÇA E CORAGEM LEVANTARAM UMA GREVE DE FOME, ALÉM DA LIBERDADE DE TODXS XS PRESXS EM COMBATE, JÁ QUE ENFRENTAR DE FORMA SUBVERSIVA ESTE SISTEMA NÃO É TERRORISMO, APENAS SOBREVIVÊNCIA

A todo o ser que leia este texto, fazemos uma chamada para que enfrente de forma direta os abusos e injustiças próprias do sistema neoliberal e do poder, esperando que esta pequena ação seja como una chispa que incendeie as mentes e os corações de todxs xs animais que acreditam na liberdade e num mundo novo.

LUIS MARILEO E PATRICIO GONZALES, SEMPRE PRESENTES EM TODA A AÇÃO COMBATIVA!

PELA LIBERTAÇÃO TOTAL DA TERRA, LEVANTAMOS-NOS EM PÉ DE GUERRA!

NESTE CONTEXTO A ÚNICA SAÍDA É LUTAR, NÃO TE SERVE DE NADA IR VOTAR!

ABAIXO TODAS AS JAULAS DESTA SOCIEDADE!

Santiago, Chile: Ação direta contra a sociedade carcerária (14/7)

A 14 de Julho voltamos a sair às ruas contra o genocídio do estado a cerca de 1.300 pessoas contidas nas suas celas para menores; temos desprezo da fixação cidadã no encarceramento (como forma de reinserção) daquelxs que atentam contra os seus esquemas e costumes, contra as suas leis e normas. São elxs mesmxs culpadxs, xs que clamam pela privação de liberdade destes indivíduos e que com o seu silêncio são cúmplices da sua dor e morte. A marginalização precoce de crianças e jovens é da responsabilidade de cada cidadão/ã que fomenta e trabalha para esta sociedade exploradora e que lava as mãos pedindo uma justiça inexistente (para reparar os problemas provocados pela sua própria forma de vida, a sua própria ordem, o seu próprio estado).

Agora, estos mesmxs cidadãos, num acto de “caridade” apelam a uma marcha pacífica pelas “nossas crianças” no próximo 5 de Agosto; não compreendemos como perante um milhar de assassinatos em democracia pode haver gente que continue a dar a outra face e a “expressar” o seu descontentamento e que com isto esteja tudo saldado……fazemos uma chamada para esta convocatória, mas com raiva, com o objetivo de ampliar o caos nas mentes e ruas desta sociedade das prisões, chamamos a que se propaguem as ações diretas contra toda a promoção do isolamento e da tortura…

contra toda a jaula desta sociedade, contra toda a prisão criada pelo poder e a autoridade…1313 pessoas assassinadas em democracia; 1313 motivos para continuar a combater; assassinadxs nas prisões para menores (sename) pelo delito de não serem servis a esta sociedade e a este sistema, por serem às vezes “perigosxs” para esta, anuladxs pelo adultocentrismo, cometeram o delito de serem exploradxs por normas, esquemas, regras e leis; cortaram-lhes as asas, sedaram-lhes as mentes, tiraram-lhes as suas vidas…atrocidades que ocorrem quotidianamente neste sistema de controlo; perante isto organizamos-nos, revelamos-nos e combatemos, não queremos já reformar as cadeias mas sim destruí-las…
Até que se destrua todas as prisões desta sociedade, até se queimar toda a bófia, guardas prisionais, presidentx, cidadãos que a defendam!

PELXS 1.313 ESMAGADXS POR ESTA SOCIEDADE, CONTINUAMOS EM PÉ DE GUERRA CONTRA A AUTORIDADE!

Brasil: Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre

Recebido a 15 de Junho de 2017

Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre pela sentença a 11 anos de prisão do Rafael Braga, único preso pelos protestos de 2013.Expandir o conflito é desbordar qualquer margem que ameace nos conter. Espalhar o conflito é enxergar o instinto anárquico de indocilidade e poder agir com ele, solidarizar por ele. No sábado de 6 de maio, poucos dias depois de que ficamos sabendo da absurda sentença, quando a noite caía, caminhamos em direção do Tribunal de Justiça de Porto Alegre e atiramos contra ele bombas de tinta.

No domingo pela manhã já tinham contratado alguém para fazer a faxina do lugar deixando ainda rastros do fato. Uma semana depois, no sábado de 13 de maio, fomos ate lá com a mesma vontade e decoramos a fachada de novo.

Pouco importa se é simbólico, se só uns quantos estavam trabalhando (de luzes ligadas) aquelas noites e tomaram um susto ao ouvir vidros se quebrando na porta. O que importa é que sua normalidade seja quebrada, que seus dias e suas noites não sejam calmas… que suas sentenças e trabalhos que roubam a vida do Rafael e outros como ele, não fiquem como a ordem normal da sociedade que faz séculos domina uns pelo progresso de outros poucos. Que a normalidade de uma sociedade baseada na opressão, racismo e o encerro seja quebrada. O que importa é que não se perda a decisão em ação de revidar e atacar o que nos ataca.

Porquê o Rafael?

Rafael Braga Vieira, catador de lixo e morador de rua, foi detido em 21 de junho de 2013 no contexto dos protestos históricos contra o aumento da passagem no Brasil. Acusação: porte de artefato incendiário ou explosivo. O que ele tinha nas mãos eram duas garrafas de plástico, uma de água sanitária e uma de pinho sol.

Várias pessoas foram detidas ao longo de 2013 por ter participado nesse mesmos protestos, e foram liberadas um tempo depois, alguns com uma vergonhosa atitude delatora (esperar o que num lugar onde a delação é premiada). Mas Rafael Braga não, ele não foi liberado. Ele foi sentenciado e condenado a 5 anos de seqüestro nas gaiolas do estado/capital-civilizador. A mensagem: A favela não pode protestar. Tudo bem com estudantes, ativistas, e militantes da esquerda, e sobretudo brancos, eles podem e até vão esperar em  casa seu “devido” processo, mas os negros, pobres e favelados atacar o sistema … não! E isso que Rafael apenas estava onde vivia, nas ruas.

Faz anos que existe uma agitação anárquica pelo Rafael. Desde reuniões, almoços, atividades, feiras, um chamado internacional pelo Rafael em novembro de 2016 e outro em junho de 2017, até ataques contra partes do sistema carcerário: Queimaram caixas eletrônicos do Banco Santander em dezembro de 2013 sinalizando a solidariedade com Rafael Braga, em maio de 2014, os vândalos selvagens antiautoritários solidarizam também com ele, queimando o tribunal militar da união e viaturas da PM, e em setembro do 2016 alguns amigxs da revolta deixaram um artefato incendiário embaixo de uma viatura mandando um abraço ao Rafael.

Esta agitação mostra que para alem das “ideologias”, uma pessoa que cai nas gaiolas do inimigo e se mantém digna, não será esquecida, não ficará só, porque os laços construídos na luta, são firmes ainda quando trata-se de alguém que recebe os castigos como efeito colateral de nossas ações por ser parte dos reprimidos de sempre: negros pobres e favelados. daqueles que não tem cidadania nem direitos.

Pequena alegria sentimos ao saber de sua liberdade vigiada em 2015, mas, pouco duraria. Em janeiro de 2016 ele foi detido novamente, esta vez por tráfico de entorpecentes, unicamente com inimigos como testemunhas: “Neste sentido são valiosas as declarações prestadas pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago, em seus respectivos depoimentos às fls. 195 e 220, que diligenciaram a prisão do réu RAFAEL BRAGA, declarações estas que foram corroboradas pelos testemunhos de seus colegas de farda Farley Alves de Figueiredo (fl. 247) e Fernando de Souza Pimentel (fl. 248).” Estrato da sentença contra Rafael Braga.

A mensagem de novo foi clara: ‘quanto mais vocês se mobilizarem para defender essas pessoas, mais dura será a nossa resposta’.

Com uma mão terna e a outra armada

Com uma mão terna, a solidariedade é um torrente de ações que procuram fazer a vida do seqüestrado menos dura na cadeia, são atos certeiros que quebram o isolamento mandando cartas, livros, comida, apoiando economicamente a ele e a sua família que se vê obrigada a ter que lidar com advogados, processos, as vezes até viagens para visitar alguém.

Mas, fazer menos pesada a cárcere não resolve nem questiona esta sociedade carcerária. Aqui não existe um só juiz, advogado ou agente penitenciário que não tenha sido parte do seqüestro de algum pobre, negro, favelado.  Não existe um só jornal que não nos ensine que isto é “normal” em todos eles a negritude e a pobreza são transmitidas como criminais. Então, aqui não existe negociação possível. Declaram-nos a guerra.  Policiais, leis e cárceres são parte da engrenagem da dominação. Desde o capitão do mato até o sistema judicial a opressão só tem mudado de nomes.

A civilização dominadora, berço do estado, o capitalismo e a moral dos que governam, chama a gritos um ataque, provoca, cuspe no rosto e esmaga no chão se caírmos, nos demandando reagir.

Por isso a nossa mão armada, a do confronto, do agito, do revide. Porque cada ataque contra eles está justificado por séculos de dominação, exploração e extermínio. Porque cada ato vandálico está justificado pela ostentação da mercadoria e da cultura dominante, aquela velha civilizada, bem penteada, ultra legalizada e moralista cultura do domínio que marginaliza a quem não é serviçal, que mata ou seqüestra a aqueles que não lambem a mão do patrão.

Porque a solidariedade é uma arma de combate que não só ajuda ao companheiro, mas responde a quem nele bate.

Para mandar a merda ao juiz seqüestrador: Ricardo Coronha Pinheiro

Mandando algo:

Ricardo Coronha Pinheiro
Tribunal de Justiça- Comarca da Capital
Cartório da 39ª Vara Criminal
Av. Erasmo Braga, 115 L II sala 812CEP: 20020- 903
Centro – Rio de Janeiro – RJ

Mandando um email:

cap39vcri@tjrj.jus.br
assessoriadeimprensa@tjrj.jus.br

Fazendo ligação ou mandando fax:
(0xx21) 3133-2000

Para doar qualquer valor à Família de Rafael Braga
-banco Caixa Econômica Federal
Agencia 4064
Conta Poupança 21304-9
Operação 013
Nome: Adiara de Oliveira Braga (mãe do Rafael)
CPF:  148 955  027  59

Pela Solidariedade combativa
Pelo Rafael
A cada ataque um contra-ataque!

[Poesia armada] O Poder do Chulé

De Profundis Profanum

Que ardam nas profundezas.
Que se façam banir na revolta:

Os Salvadores das Pátrias,
Os Sebastiões do Nevoeiro,
Os Sacripamtas da Treta,
As Fátimas da Miséria dos Pequeninos,
Os Futebóis do Chulé,
As Touradas da Inquisição,
Os Vampiros da Banca,
Os Pântanos do Poder.

O Salvador da Pátria,
nos pântanos do Poder,
D. Sebastião enevoado
Sacripantas do Chulé.

O Sebastião Conquistador,
Do Império Colonial,
De Nevoeiro e Vampiros,
à Miséria da Inquisição.

Sacripamtas da Treta,
Futebóis e Touradas,
Pela miséria da Banca,
Vampiros dos Pântanos.

Das Fátimas do Poder,
à Banca da Treta,
Inquisição de Vampiros,
Pântanos do Nevoeiro.

O Chulé do D.Sebastião
A Treta do Futebol,
A Inquisição dos Pântanos,
A Banca das Touradas.

O Poder do Nevoeiro,
A Treta das Pátrias,
A Pequenez da Miséria,
A Banca dos Vampiros.

A Banca dos Impérios,
O Pântano dos Salvadores,
A Pátria dos Pequeninos,
O Poder do Chulé!

Costa Rica: Barricada por todxs xs caídxs e presxs anarquistas

Barricada insurrecional por todxs xs caídxs e presxs anarquistas. Nunca matarão a ideia, estamos em toda a parte. (A)

No passado 1 de Maio de 2017 esquematizamos uma ação insurrecional que agitasse nas geografias da Costa Rica. Convocamos à agitação e à luta, não à passividade.  Detestamos todas as plataformas políticas. Não procuramos legitimidade em nada mais do que assumimos através das nossas ações. É a declaração da revolta até ao assalto à normalidade. Não tornarão invisíveis as nossas ações. Existimos e resistimos. Que esta sociedade colapse!

Procura que viva a anarquia.

em espanhol

[Prisões Chilenas] Comunicado do prisioneiro subversivo Marcelo Villarroel na comemoração dos 10 anos de existência da Sello Autónomo

SAÚDANDO OS 10 ANOS DA SELLO AUTONÓMO E A SUA PERMANENTE E INKONDICIONAL SOLIDARIEDADE KOM XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL

Parece que foi ontem que uma nova iniciativa irmã de difusão de ideias libertárias abraçada aos sons da músika komeçou a kaminhar kom a insistência e vontade de expressar muitíssimo mais ke um espetákulo merkantil para a vanglória pessoal de alguns e algumas.

Desde esse momento que as diversas iniciativas solidárias, a distribuição kontínua de kriações autónomas, as atividades de ruído antikapital e antikarcerárias komo kontribuição para a konstrução de kultura para a guerra social, se mantiveram sem parar, há já quase uma dékada.

Numa realidade onde xs mercenárixs da músika se multiplikam e “xs artistas” também, krendo-se lendas, a kontribuição konstante da Sello Autónomo, através da prátika simples do esforço desinteressado, torna-se kúmplice e indiskutivelmente kompanheira.

São muitas as iniciativas que rekordo, nítidas na memória, no entanto o passeio realizado à Argentina em solidariedade kom a nossa situação, enquanto estávamos prisioneirxs em Newken em 2009, representa para mim o momento onde se kristaliza o kompromisso real da músika komo grito de guerra que alimenta a Resistência Subversiva aos dias hostis na prisão.

Saúdo kom todo o karinho fraterno estes 10 anos de existência e certamente kada gesto kúmplice, kada projecto que permitirá manter no ar o laço fraterno de kontinuar a apoiar a luta kontra tudo o que nos oprime e reprime.

Kontinuando a usar a música komo instrumento de difusão das ideias anti-autoritárias, saúde e longa vida â Sello Autonómo e a todxs xs que tornam possível a sua existência.

Até destruir o último bastião da sociedade karcerária!!!!
Enquanto existir miséria haverá rebelião!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda

Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
1 de Abril, 2017
Santiago, Chile

em espanhol l alemão

Portugal: ” Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer”

Comunicado recebido a 25 de Abril de 2017
[Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer]

Nem democracia nem ditadura! Nem esquerdas nem direitas ou centros, tampouco!
Em todo o mundo, na democracia só há é mais hipocrisia!

Hipocrisia, quando se utiliza a máscara mais fantástica de todas, a repressão legal.

Quando se financiam os bancos que financiam as empresas de armamento. O florescimento do negócio de armamento não só beneficia as empresas de armas mas também os bancos e as seguradoras. O financiamento dos bancos é feito com o nosso suor e sangue e destina-se ao ataque terrorista dos povos, em todo o mundo.

Quando, em nome do “povo” se cometem as maiores barbaridades, roubando-nos um a um todos os direitos, liberdades e garantias conquistados com sangue, suor e lágrimas mas também com as armas dos oprimidos e oprimidas.

Quando as “esquerdas” e as “direitas e centros” apenas nos pretendem ludibriar – apresentando de forma mais ou menos folclórica o seu dito patriotismo à causa da gerência das “crises” – num ataque final do capitalismo, no seu tão desejado regresso às trevas da escravatura mais diabólica, porque mascarada neste mundo do espectáculo.

Porque todos os seus poderes são militaristas, porque todos os seus rituais são uma lição subliminar de violência, instilação de medo e de subserviência! Trata-se da invenção mais perigosa de todas – apenas nos pretendem amansar – porque nos tolhem os movimentos e petrificam os cérebros.
 
Porque, em súmula, se trata da traição maior de todas, feita com o consentimento e com o selo das populações oprimidas, com o seu voto!

Recuperemos a memória, reflectindo sobre o passado e sobre o presente, aqui e agora. Tomemos as ruas da nossa revolta e conquistemos a auto-organização, a entre – ajuda e o apoio-mútuo. Sem partidos nem manipulações.

Portugal, 25 de Abril de 2017,
Alguns e algumas anarquistas

em pdf, clica aqui

Porto Alegre, Brasil: “Tatoo Combativa”, evento solidário na Biblioteca Anárquica Kaos – 13 e 14 de Maio


A partir da onda de perseguições e possíveis punições no Uruguai pelo despejo da La Solidaria, várias questões nos agitaram. A necessidade de apoiar os compas e também a visão de estarmos sempre preparadxs para este tipo de acontecimentos.

Por isso xs convidamos ao evento. Tattoo Combativo. Solidariedade Entre Okupas. Neste evento, além de trocar ideias sobre anarquia e posições anticarcerárias, poderemos nos tatuar e colaborar assim com a geração de uma caixa solidária anti-repressiva. Acreditamos que é importante e bastante urgente mandar um apoio solidário aos compas que estão precisando de isso e que a nossa resposta deva ser imediata. Ao mesmo tempo, é importante estarmos sempre preparadxs para este tipo de necessidades com antecipação.

Xs convidamos a ser parte de este evento e confirmar sua presença, também a marcar um horário a tatuador e se quiser agendar previamente, para os dias sábado 13 e domingo 14 de maio em que realizaremos o evento.

Estaremos com mais informação, contatos e as páginas dxs tatuadores em breve.
Para fazer da solidariedade palavra e ação.

Biblioteca Anárquica Kaos
contatos: biblioteca-kaos@riseup.net

No cartaz  pode ler-se:

SOLIDARIEDADE ENTRE OKUPAS

O dinheiro arrecadado será para caixa anti-carcerária
Tatuagens – Perfurações – Música e vídeo – Rango Vegan –  Bedidas quentes

Porto Alegre – 13 e 14 de Maio

TATOO COMBATIVA

Biblioteca Anárquica Kaos

em alemão

Santiago, Chile: Manifestação frente à embaixada dos EUA [20/01/2017]

Outro governo fascista do mesmo inimigo.Não apagarão as nossas lutas.
Em liberdade já!
9 dos MOVE, Herman Bell, Mumia Abu Jamal, Leonard Peltier.
Liberdade para todxs xs prisioneirxs políticxs.
As prisões são para queima.
Solid(A)ariedade
Viva a resistência indígena Lakota-Sioux contra a devastação da Terra e dos seres que a habitam.

Manifestação na embaixada dos EUA, em Santiago, realizada em resposta à chamada internacional contra a ascenção do presidente fascista Donald Trump e a continuidade do terrorismo global dos Estados Unidos.

Contra o terrorismo e genocídio provocado pelos EUA no nmundo inteiro.
Contra a brutalidade policial exercida sobre afro-americanxs, latinxs e pobres.
Contra o sistema carcerário de extermínio.

Liberdade aos/às presxs, destruição das prisões!
Luta e resistência contra o capital, o estado e o patriarcado!
A solidariedade faz-nos fortes, a luta faz-nos livres!​

em espanhol, alemão

Marsellha, França: Oficina de escrita de cartas a presxs em solidariedade com Rebecca Rubin do ELF/ALF e Gaël em Nantes

Oficina da escrita de cartas a presxs - Domingo, 10 de Abril de 2016, das 2 às 6 da tarde. Em apoio à presa Rebecca Rubin, do ELF-ALF e de Gaël, na prisão por 6 meses a seguir à manifestação de Nantes contra a Lei El Khomri [ministro do Trabalho]
Oficina da escrita de cartas a presxs – domingo, 10 de Abril de 2016, das 2 às 6 da tarde. Em apoio à presa Rebecca Rubin, do ELF-ALF e de Gaël, na prisão por 6 meses
a seguir à manifestação de Nantes contra a Lei El Khomri [ministro do Trabalho]

Desde Janeiro que oficinas de escrita a presxs têm vindo a ser realizadas no Le Kiosque [Marselha],  a primeira por ocasião do dia de solidariedade com xs prisioneirxs trans, a seguir em suporte de Osman Evcan, na prisão desde os trintas anos de idade e a começar a sua quarta greve de fome para receber refeições vegan, ele e todxs xs presxs que o desejarem.

Desta vez é especialmente em solidariedade com Rebecca Rubin, a cumprir uma pena de prisão de 5 anos por incêndios, tentativa de incêndio e conspiração para cometer incêndios nos estados de Colorado, Oregon e Califórnia em nome do ELF e ALF entre 1996 e 2001 [também participou na libertação de cavalos selvagens na Califórnia e Oregon]. Um dos incêndios em 1998 provocou um prejuízo de 12 milhões de dólares
numa estação de esqui. Rebecca sempre se recusou a fornecer os nomes dxs outrxs participantes nesses incêndios.

Em 2006, Rebecca soube que estava a ser procurada pelos incêndios enquanto os meios de comunicação não hesitavam em a comparar a Osama bin Laden. Recusou-se a se entregar, sendo presa pelo FBI em 2012.

Solidariedade também com Gaël: Em Nantes, durante uma das manifestações contra a lei do trabalho, sete pessoas foram colocadas sob custódia. Duas foram libertadas com citações ao passo que Gaël continuou trancado até ao seu julgamento na segunda-feira, 21 de Março, onde foi condenado a 6 meses de prisão.

Encontro na tarde de domingo, 10 de Abril, das 2 às 6 da tarde, no Le Kiosque (no 38 da rua Clovis Hugues, Belle de Mai):

Oficina de escrita de cartas
Emissões de rádio anti- carcerárias
Música
InfoKiosque
🙂

A solidariedade é uma arma

Agora, tal como a partir de Maio de 2014, Rebecca encontra-se no Instituição Correcional Federal de Dublin [FCI Dublin], na Califórnia:

Rebecca Rubin
#98290-011
FCI Dublin
5701 8th Street – Camp Parks
Dublin, California 94568
USA

Espanha: Atualização da informação sobre repressão de anarquistas

Podem nos deter mas não nos parar Solidariedade e luta Liberdade imediata para Mónica e Francisco LIBERDADE AOS/ÀS ANARQUISTAS PRESXS
Podem nos deter mas não nos parar / Solidariedade e luta / Liberdade imediata para Mónica e Francisco/ LIBERDADE AOS/ÀS ANARQUISTAS PRESXS

O último capítulo da repressão contra anarquistas, no Estado espanhol, dá pelo nome de Operação ICE. Na madrugada de 4 de Novembro de 2015 eram detidxs, nas suas casas, cinco companheirxs pertencentes ao colectivo Straight Edge Madrid – sob a acusação de organização terrorista. Dois dias depois passaram à disposição da Audiência Nacional, o tribunal de excepção espanhol – juntando-se aquelxs uma sexta pessoa que se encontrava a viajar quando a operação foi levada a cabo. Quatro dxs companheirxs foram postos em liberdade sob fianças que ascendiam a 20.000 euros. Declararam prisão preventiva para os outros dois. A 18 de Novembro – dois dias depois de ter saído também em liberdade a última pessoa que continuava em prisão preventiva referente à Operação Pandora II – abandonou a prisão um dos dois companheiros restantes, sob outra fiança de 8.000 euros, continuando o outro, até ao presente, sequestrado pelo Estado.

Para além deste companheiro outras duas pessoas continuam em prisão preventiva – xs companheirxs Mónica e Francisco, comfinadxs desde Novembro de 2013  – tendo sido ampliado para elxs o máximo de dois anos em prisão sem julgamento, segundo a legislação espanhola,

Desde finais de 2013, passaram já pela Audiência Nacional mais de 40 companheirxs anarquistas sob a acusação de terrorismo (Operações Columna, Pandora, Piñata, Pandora II, ICE) – tendo estado, várixs delxs, semanas ou meses na prisão, à espera de julgamento; a isto teremos de somar as fianças que se tiveram de pagar para muitos dos casos – para se conseguir que esperem fora da prisão o julgamento – e xs três compas que continuam na prisão.

Juan Manuel Bustamante Vergara
Centro Penitenciário Madrid IV, Navalcarnero.
Ctra. N-V, km. 27.7,
28600 Navalcarnero, Madrid, España – Espanha

Mónica Andrea Caballero Sepúlveda
Francisco Javier Solar Domínguez
C.P Villabona-Asturias
Finca Tabladiello s/n
33422 Villabona-Llanera
(Asturias) España – Espanha

Animamos-vos a escrever aos/às companheirxs e mostrar solidariedade da maneira que cada um/a entender. Continuem atentxs às atualizações e convocatórias.

Mais info em: efectopandora.wordpress.com   claudicarnuncarendirsejamas.noblogs.org

em espanhol 1 2

Bloomington, Indiana, EUA: Crónica da manif da véspera de ano novo – Por um Dezembro Negro

pela LIBERDADE - contra JUÍZES, BÓFIA, & PRISÕES
pela LIBERDADE – contra JUÍZES, BÓFIA, & PRISÕES

“A memória combativa molda-nos como indivíduos ao posicionar-nos como negadores do existente, desencadeando em nós a necessidade de fazer com que a recordação dxs nossxs companheirxs caídxs em combate vá mais além do que o simples questionamento da forma como elxs nos foram arrebatadxs, ou seja, como foram trazidos ao nosso dia a dia – de diversas formas e iniciativas individuais – não nos entregando à resignação da morte ou do esquecimento. Reviver as suas vidas insurretas, através dos atos, recordando também aqueles que nos tiraram a sua vida – pois xs compas vivem em cada um/uma de nós –  é por aqui que continuaremos a repudiar o papel como defensores do atual sistema de dominação.”
– Nataly Casanova

Na véspera de Ano Novo, cerca de 20 pessoas reuniram-se em Bloomington, Indiana, para uma manif ruidosa junto à cadeia do condado. Após breve discussão e preparação – bem como alguns olhares de lado e as risos de tropeço nos jovens – a multidão vestida de negro caminhou algumas centenas de metros até à prisão com vista a mostrar a nossa solidariedade com xs detidxs. Foram desfraldadas faixas, bandeiras negras esvoaçaram e também gritadas palavras de solidariedade.

A resposta dxs que se encontravam no interior dos muros veio quase imediatamente: batendo nas paredes e janelas do edifício. Dezenas de bombas de fumaça e fogos de artifício foram lançados, o seu som a ecoar pelas ruas e cores que iluminam a noite. À aproximação da meia noite um contentor do lixo foi rolado e incendiado na estrada. Fagulhas e assobios de vários fogos de artifício juntaram-se às chamas do lixo, ao barulho dxs prisioneirxs e aos nossos aplausos.

Ao vermos as luzes dos carros da polícia o grupo dispersou. A polícia veio no nosso encalço, ameaçando com tasers aqueles que fugiam. Infelizmente, um companheiro foi abordado e preso. Após serem acusadxs de alguns delitos leves, foram socorridxs na manhã seguinte e estão a recuperar com a ajuda dos seus amigos.

Vemos isto como uma ligeira escalada da actividade de rua em Bloomington e como uma interrogação: como actuaremos frente ao departamento de polícia de Bloomington, visto assumirmos muitas vezes que a sua atitude é relativamente permissiva durante as manifestações mas é quem, no entanto, nos mantém em grande parte na passividade?

Solidariedade a todxs xs rebeldes da prisão e prisioneirxs anarquistas de todo o mundo. De Bloomington a Barcelona, de Montréal a Melbourne, de Santiago a São Paulo, de Montevideu a Minneapolis, do Alabama a Atenas: a luta continua até que todas as prisões e esquadras sejam escombros aos seus pés!

Com os fogos da anarquia nos nossos olhos!
Por um Dezembro Negro!
Por um Ano Novo Negro!

em inglês