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Chipre: Faixa solidária com Evi Statiri em Nicósia

Nenhum Estado deterá a paixão pela liberdade // Solidariedade com Evi Statiri
Nenhum Estado deterá a paixão pela liberdade // Solidariedade com Evi Statiri

Aqui, nesta pequena e estagnada cidade, a 19 de Setembro, realizamos um pequeno gesto de solidariedade e amor colocando uma faixa para a presa em luta Evi Statiri, contribuiendo desta maneira para que a sua voz ressoe em cada recanto do mundo.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI

Nicósia, Chipre: Faixa em solidariedade com os grevistas de fome Nikos Romanos, Iraklis Kostaris e Yannis Michailidis

nicosia
Solidariedade com N.Romanos, I.Kostaris, Y.Michailidis e todxs xs presxs políticxs

A SOLIDARIEDADE É DINÂMICA

Na terça-feira à noite, 20 de Novembro em Nicósia, um grupo de companheirxs colocou uma faixa no centro da cidade (praça Faneromeni) como gesto mínimo de solidariedade com os prisioneiros do Estado Grego, grevistas de fome N. Romanos (desde 10/11), I. Kostaris (desde 29/10) e Y. Michailidis (desde 17/11).

LIBERDADE PARA TODOS OS SERES QUE ESTÃO NAS CELAS DAS PRISÕES/GAIOLAS

Chipre: Manifestação em memória de Pavlos Fyssas

http://www.youtube.com/watch?v=8vGyVJvsxrQ

Vídeo da manifestação antifascista que se realizou na quinta-feira, 18 de Setembro de 2014, no centro da cidade de Nicosia, em memória de Pavlos Fyssas (Killah P), que foi assassinado há um ano pelos cobardes dp Amanhecer Dourado no bairro de Keratsini, em Atenas.

Na faixa do grupo estudantil anti autoritário Skapoula pode ler-se: “Ira e Raiva por Pavlos Fyssas – R.I.P Killah P”.

Chipre: Refugiados fizeram um protesto no telhado do centro de detenção de Mennogeia

Após incidentes consecutivos de suicídio e auto-mutilação de detidos nas prisões de Chipre, cinco detidos de origem iraniana e outro do Afeganistão,  encerrados dentro do centro de detenção do Mennogeia em Larnaca, fizeram um protesto no telhado do edifício da prisão, na manhã de 25 de Agosto de 2014, para exigir o fim da sua detenção. Em Chipre, como em outros lugares, os requerentes de asilo e outros imigrantes são detidos por meses a fio. Os manifestantes imigrantes informaram os apoiantes do lado de fora que existem pessoas sem condenação penal que estiveram dentro do mesmo buraco durante 4,5 anos.

Um grupo de pessoas em solidariedade realizou uma concentração nas proximidades do centro de detenção, aos gritos de “Liberdade” e palavras de ordem como “A paixão pela liberdade é mais forte do que todas as celas de prisão.”

https://www.youtube.com/watch?v=Xaszu6P9CuE

https://www.youtube.com/watch?v=H3nGJbkPmhg

Depois de uma estadia de 48 horas no último piso do centro de detenção e negociações com as autoridades, os manifestantes imigrantes foram libertados condicionalmente.

Nicósia, Chipre: Convite à solidariedade com os imigrantes em greve da fome

Desde segunda-feira, 24 de Outubro, 52 pessoas (de um total de 65 no seu bloco), todos eles imigrantes detidos, começaram uma greve de fome no bloco 10 da prisão central. O seu crime: residência ilegal em Chipre. A sua demanda: deixarem de ser privados dos seus direitos básicos que estão a ser postos em causa pelo Estado.

Essas pessoas estão a ser detidas, a fim de serem deportadas, não cometeram crimes pelos quais fossem condenados. Pelo contrário, o criminoso, neste caso, não é outro senão o Estado que, em muitos casos os mantém na prisão por períodos de tempo muito maiores do que os 6 meses que estão definidos como o período máximo da directiva 115/2008 (já que não existe lei nacional para definir as exceções a essa directiva no artigo n º 15 6). Além disso, em muitos casos, as garantias processuais não são observadas e sua detenção é ordenada sem sequer uma ordem de detenção.

Na quinta-feira, 20 de Outubro, em frente da câmara do bloco 10, um argelino de 46 anos de idade, fez uma tentativa de suicídio com navalhas. O vídeo da tentativa de suicídio está nas mãos da polícia. Este homem é casado e tem dois filhos, ele pediu várias vezes para retornar ao seu país, mas não o vão deixar. Durante mais de duas semanas, ele declarou que se recusava a aceitar comida, e no seu desespero pediu ao resto do seus companheiros de cela para iniciarem uma greve de fome também.

Na sexta-feira, 28 de Outubro, mais uma pessoa tentou o suicídio, fazendo um laço a partir de folhas e foi salvo no último minuto. Este homem, um sírio, foi detido há mais de um ano e também quer voltar para o seu país, mas não o vão deportar. Trata-se de um homem que foi detido há mais de um ano, contra todas as leis pertinentes, e nem o vão deportar nem o vão libertar.

O facto é que esta situação repugnante recebe atenção praticamente zero da media corporativa e reflete o quadro geral da nossa sociedade, que, conscientemente, permite que a questão dos residentes ilegais possa ser escondida debaixo do tapete. O Estado que se está a preparar para a presidência europeia oprime os direitos humanos, com toda a brutalidade, e os cidadãos europeizados assobiam indiferentemente perante à total humilhação da dignidade humana, enquanto defendem a sua imagem como humanistas.

Estamos em solidariedade com os grevistas da fome e também com todas as pessoas cujos direitos humanos estão a ser oprimidos pelos governos. Apelamos a quem ainda tem alguma humanidade a participar numa assembleia para decisão de ações a serem tomadas, na terça-feira (1/11) pelas 6h da tarde, na escada da Faneromeni School, em Nicósia.

Pessoas em solidariedade com os grevistas da fome

CLIQUE NA FOTO PARA MAIS INFORMAÇÕES
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ATUALIZAÇÃO

Os prisioneiros migrantes decidiram parar a greve da fome, depois das “promessas” do Director-Geral do Ministério do Interior de Chipre …

A sua declaração aqui:

“Olá a todos

Esta carta representa todos os detidos que entraram em greve de fome, no bloco 10 da prisão central de Nicosia, a 24/10/11 até 3/11/11, que durou 12 dias. Temos a informação de quem falou com o diretor-geral do ministério do interior, Sr. Andreas Assiotis,de que que o Sr. Director Geral irá fazer o necessário para resolver os nossos problemas dentro de 7 dias.

Acreditamos que o governo e o Ministério do Interior de Chipre compreenderam a nossa situação real e este ato pacífico. A fim de mostrar a nossa boa vontade e confiança para com o Sr. Diretor-Geral e o governo de Chipre, decidimos interromper a greve de fome.

Esperamos ter algum bom resultado, para não ter de voltar a fazê-lo no futuro. Estivemos em greve da fome para chamar a atenção e obter assistência, não para atingir qualquer pessoa, instituição ou a nós mesmos.

Gostaríamos de expressar os nossos sinceros agradecimentos a todos aqueles que nos apoiaram, por sua vez, através do seu esforço e dos seus cuidados, todo esse tempo.

obrigado”

Fonte

Nicósia, Chipre: ISTO É O EXÉRCITO, UM CEMITÉRIO

Skapoula: Pancarta contra o exercito

12/07/2011 – O texto seguinte é da concentração de hoje. Impresso em 1.000 cópias e distribuído nas ruas da zona central de Nicósia e no protesto que teve lugar na Praça Eleftherias.

Na manhã de segunda-feira, 11 de Julho, uma forte explosão na base naval “Evangelos Florakis” resultou na morte de seis bombeiros, incluindo dois soldados (marinheiros), e ferindo vários outros. A explosão é o resultado da negligência criminosa das “competentes” autoridades que estavam cientes do problema. Eles preferiram nada fazer, ao que parece para evitar alguns dos custos.  É claro que, tendo desencadeado uma incrível caça às bruxas contra os rebeldes, estavam demasiado ocupados para lidar com a questão menor da possibilidade de um acidente mortal a qualquer momento. Esse desprezo pela vida humana não é nada de novo neste mundo. Deparamos com ele todos os dias na escola, no exército [há ainda dois anos de serviço militar obrigatório para todos os jovens em Chipre], no trabalho – em todos o lado.

A explosão na base naval foi o resultado líquido desses conceitos, em tempos assassinos. A degradação da vida humana e da dignidade está profundamente ligada a uma concepção militarista da vida e da máquina militar.

O exército é uma instituição construída para matar, seja na guerra, nas fronteiras ou nas “missões cirúrgicas de paz” (ver Iraque, Bósnia, etc.). Não só matar pessoas, mas a imposição do, nacionalismo, da hierarquia e da disciplina rígida, que manipula e mata consciências. Como estudantes só podemos vê-la como uma continuação da lavagem cerebral levada a cabo nas escolas. Uma tentativa de nos moldar de acordo com os seus padrões, a fim de nos tornarem escravos obedientes do sistema e de qualquer poder. Continuar a lerNicósia, Chipre: ISTO É O EXÉRCITO, UM CEMITÉRIO