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[Projeto Nemesis, 1º acto] CCF reivindica ataque à bomba contra casa da procuradora M.P. Georgia Tsatani (Atenas – 10/2016)

ccfwolvesPROJETO NEMESIS
PRIMEIRO ATO

Reivindicamos a responsabilidade pelo ataque [12 de Outubro de 2016] à casa da procuradora distrital do Ministério Público, Georgia Tsatani, situada na rua Ippokratous, ao lado do departamento de polícia de Exarhia, no centro de Atenas.

Sabíamos que G. Tsatani tinha uma escolta policial e era um alvo bem guardado mas isso não nos impediu de realizar o ataque.

Optámos por uma ação simbólica – único propósito era apenas causar danos materiais – mas a Conspiração das Células de Fogo não se limitará a isso no futuro…

Existem duas ordens de razão para se ter escolhido em particular esta procuradora distrital.

A primeira prende-se com o facto de G. Tsatani ser um membro da rede para-judicial cujo actividade passa por colocar fora de vista os ficheiros que incidem nos interesses da máfia empresarial e de políticos (com o fim de tirar proveito disso, obviamente). É pois a vanguarda judicial dos seus mestres.

O ponto alto da sua maculada carreira é o caso Vgenopoulos, tendo G. Tsatani encerrado o caso, ajudando-o a ser descartado de uma condenação certa. A  venalidade que teve com o empresário Vgenopoulos foi bombeada até si através de invisível conta para-judicial. Estas imperceptíveis cortesias de homens de negócios podem até construir as moradias dos magistrados, em troca da sua “justiça”.

Outra amostra do estilo de escrita desta procuradora distrital, mantida diligentemente em segredo pelos medias, é o caso Meimarakis, relacionado com o equipamento e os subornos de Vagelis Meimarakis, sendo a única a assumir o arquivo do caso – o ex-ministro da defesa nacional volta nessa altura, tendo ela feito questão de se “esquecer” de enviar para o parlamento os ficheiros – claramente com vista à sua cobertura. Em troca desta conciliação dá-se a colocação da filha e do marido de Tsatani como candidatos a ministros da Nova Democracia na presidência Meimarakis.

Georgia Tsatani esteve envolvida no caso Vatopedi, deixando bem claro e uma vez mais a mafiosa cooperação Igreja -Justiça, bem como em muitos outros famosos casos nos quais se “iria cortar” a fim de esconder e proteger os interesses de autoridade.

A segunda ordem de razões para se escolher como alvo de ataque a procuradora distrital Georgia Tsatsani prende-se com a sua participação na sujeição judicial dxs parentes dxs nossxs companheirxs.

A obsessão de vingança dos juízes contra as famílias dxs nossxs companheirxs foi uma escolha que todos os juízes envolvidos serão convidados a pagar e com grande custo. Temos recordações e acima de tudo paciência, persistência e diligência …

Dedicamos esta ação aos/à membrxs detidxs da C.C.F, Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polydoros e Olga Economidou.

Enviamos a nossa solidariedade à companheira anarquista Angeliki Spyropoulou, bem como a todxs xs presxs políticxs irredutíveis que se encontram nas celas da democracia grega e também para os companheiros italianos Alfredo Cospito, Nicola Gai e anarquistas perseguidxs em Itália no âmbito da operação “Scripta Manent” ” contra a F.A.I.

Em breve seguirá a versão completa desta proclamação, bem como a nossa proposta para o projecto “Nemesis”.

Voltaremos…

Conspiração de Células de Fogo / F.A.I.

em inglês / grego, italiano, alemão

Prisões de Korydallos, Atenas: Resumo das sentenças relativas ao recurso interposto no julgamento por tentativa de evasão da CCF

HammerHand A 8 de Julho de 2016, o tribunal da prisão de Korydallos – presidido pela juíza especial Asimina Yfanti – condenou todxs xs membros da organização revolucionária anarquista Conspiração das Células de Fogo, acusadxs de terem colocado um dispositivo explosivo na seção de finanças de Korydallos; do envio de um pacote-bomba para a esquadra de polícia em Itea (em retaliação pelo assassinato do preso Ilir Kareli às mãos dos guardas prisionais); do envio de uma carta-bomba para a casa de Dimitris Mokkas (juiz especial do tribunal de apelação contra o terrorismo); de terem planeado uma fuga armada da  prisão de Korydallos (apelidada de “projeto Gorgopotamos”); de posse de armas de fogo, explosivos e lança chamas anti-tanque com o objetivo de “perturbar a vida social, económica e política do país”. Em relação às acusações aqui contidas, também foram consideradxs culpadxs de “direcção de uma organização terrorista” e incitação (“instigação moral”) a quatro tentativas de homicídio.

Durante a leitura da sentença houve uma forte presença de companheirxs em solidariedade com xs anarquistas e individualidadxs dignxs co-acusadxs no processo para o caso da evasão da CCF. Houve também forte presença policial (incluíndo um esquadrão anti-motim).

Membrxs da CCF:

Xs dez prisioneirxs anarquistas da CCF Gerasimos Tsakalos, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros, Olga Ekonomidou, Theofilos Mavropoulos, Panagiotis Argirou, Giorgos Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Damiano Bolano, Haris Hadjimihelakis foram condenadxs a 115 anos de prisão cada um/a.

Companheira Angeliki Spyropoulou:

A prisioneira anarquista Angeliki Spyropoulou foi condenada a 28 anos de prisão.

Familiares de membros da CCF:

Athena Tsakalou (a mãe dos membros da CCF Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos) e Evi Statiri (companheira sentimental de Gerasimos Tsakalos) não foram consideradas culpadas por uma opinião de maioria (veredicto não unânime).

No entanto Christos Polidoros (irmão do membro da CCF Giorgos Polidoros) foi condenado por “pertença à organização terrorista Conspiração das Células de Fogo” tendo recebido uma condenação a seis anos de prisão condicional.

Outras condenações & um par de absolvições

Christos Rodopoulos (apelidado de “Iasonas” pelas autoridades), o qual negou todas as acusações, foi condenado a 75 anos de prisão.

Quatro outros acusados foram sentenciados por suposta participação na organização e condenados a 27-28 anos de prisão cada.

Fabio Dusko foi condenado a 8 anos de prisão.

Quatro outros acusados foram absolvidos da participação na organização, mas receberam uma pena suspensa de 6 anos,

Dois outros réus foram considerados culpados de delitos leves.

em inglês l alemão l italiano

Atenas: Julgamento do caso intenção de fuga das CCF marcado para 15 de fevereiro de 2016

3quivers15 de fevereiro: Data do julgamento para o plano de fuga da Conspiração das Células de Fogo – Perseguições contra parentes de presxs políticxs

O julgamento dxs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo, referente ao plano de fuga das prisões de Korydallos, foi marcado para dia 15 de fevereiro. Um total de 28 pessoas são acusadas neste julgamento. Xs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo assumiram a responsabilidade do plano de fuga desde o início defendendo que a sua opção era um meio para continuar a luta anarquista.

Entretanto, a máfia judicial tem vindo a experimentar contra elxs uma chantagem insidiosa e vingativa – na sequência destes factos – além de usarem acusações as mais pesadas possíveis contra várixs dxs acusadxs (cuja relação com xs membrxs da Conspiração de Células de Fogo se limita unicamente a contatos amistosos) e contra quem prepararam já novas guilhotinas.

O inquisidor Eftichis Nikopoulos (juíz especial de apelação contra o terrorismo) e os conselhos judiciais que o seguiram também apresentaram acusações para levar a julgamento xs familiares dxs presxs políticxs: Athena Tsakalou (a mãe de Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros da CCF), Evi Statiri (companheira sentimental de Gerasimos), e Christos Polidoros (o irmão de Giorgos Polidoros, membro da CCF), sob a acusação de “pertença à organização terrorista Conspiração de Células de Fogo”!!!

Athena Tsakalou e Evi Statiri foram originalmente detidas em Março de 2015 e conseguiram sair logo em seguida do cativeiro.

Athena foi posta em liberdade um mês depois da sua detenção, na sequência da greve de fome dxs membrxs da Conspiração de Células de Fogo e da companheira anarquista Angeliki Spyropoulou. Seis meses mais tarde Evi saía também da prisão, após a greve de fome empreendida por ela e pelo seu companheiro sentimental Gerasimos Tsakalos.

Durante as duas greves de fome foi desenvolvido um movimento multifacetado contra o golpe judicial o qual expressou a sua solidariedade através de concentrações, faixas, ocupações de edifícios, actos de sabotagem e ataques incendiários…

No entanto, após a libertação de Athena e Evi, o movimento de solidariedade obteve somente meia vitória.

Os juízes-carrascos “concederam-lhes” uma liberdade aleijada. Athena foi exilada na ilha de Salamina e Evi só pode se mover num raio de um kilómetro de casa, através de uma “liberdade distância – metro”.

Simultaneamente, foi-lhes proíbida qualquer comunicação com xs seus/suas parentes, isolando-as deste modo atrás de grades invisíveis…

Observa-se também que a estratégia do poder para isolar xs presxs políticxs tem vindo a ser ampliada – como no caso da recente proibição de visitas ao companheiro Nikos Maziotis, membro da Luta Revolucionária [um compa seu amigo foi recentemente proíbido de o visitar na prisão].

De forma similar, a máfia judicial continua a sua alquimia contra familiares de presxs políticxs, tendo detido María Theofilou* [companheira sentimental de Giorgos Petrakakos, assim como a irmã do preso anarquista Tasos Theofilou].

A 15 de fevereiro o poder voltará a erigir as suas guilhotinas contra xs familiares de presxs políticxs.

Agora as suas intenções ficaram muitíssimo claras. De acordo com o dossier de acusação, com mais de 10.000 páginas, decidiram chamar somente 20 testemunhas para suporte (metade das quais são agentes da polícia antiterrorista), com o propósito de aceleramento do processo; parece que as condenações já foram emitidas…

15 de Fevereiro marca o início de uma nova aposta para as pessoas em luta, xs que renegam o Poder, gente em solidariedade…A nossa aposta é anular os planos vingativos do Poder, ficar lado a lado com xs companheirxs, e continuar o que começámos…de modo a se subverter o golpe judicial e enfrentar a perseguição dxs familiares dxs presxs políticxs.

Desde logo porque este julgamento prefigura perseguições futuras. O que está a ser testado hoje, contra parentes de presxs políticxs, amanhã será testado contra amigxs, pessoas em solidariedade, gente em luta …

Por esta razão e todas as razões deste mundo, estamos a preparar-nos uma vez mais para nos aventurarmos em novas batalhas contra as leis da bófia, juízes e sacerdotes do Poder.

A nossa aljava contém muitas flechas, tais como a memória recente dos gestos contra as perseguições fascistas de parentes dxs presxs políticxs e também as marcas frescas das ações para um Dezembro Negro – as que se desviaram dos caminhos silenciosos da paz social.

Perante os desafios colocados pelo Estado e máfia judicial desafiamos à ação insurrecional. Com o julgamento a 15 de Fevereiro como ponto de encontro – para a oposição à perseguição dxs familiares – vamos tornar este Ano Novo (a começar pelo nosso próprio reinício) com chamadas internacionais, assembleias, contra-informação, manifestações, ocupações, actos de sabotagem, ataques, para a derrubada completa do existente. Sem um só momento desperdiçado.

“A pedra, o ferro, a madeira quebram…contudo é impossível quebrar um ser humano determinado pela sua consciência”.

Solidariedade com xs companheirxs da Conspiração de Células de Fogo e a anarquista Angeliki Spyropoulou

Contra a perseguição dxs familiares dxs presxs políticxs
(Christos Polidoros, Athena Tsakalou, Evi Statiri)

em grego | inglês

* Em 21 de janeiro de 2016 María Theofilou saiu da prisão Koridallos sob condições restritivas (5000 euros de fiança, a obrigação de se apresentar duas vezes por mês na esquadra de polícia mais próxima).

Atenas: Acusação para o plano de fuga da CCF

25-2A 16 de Novembro de 2015, foi anunciado que um total de 27 pessoas foram indiciadas no caso do plano de fuga da prisão de Korydallos da Conspiração das Células de Fogo. As pessoas pertencentes ao núcleo da família mais próxima de anarquistas em cativeiro estão incluídas entre xs acusadxs; o que significa que Athena Tsakalou (mãe dos membros da CCF, Christos e Gerasimos Tsakalos) e Evi Statiri (companheira sentimental de Gerasimos Tsakalos) serão também chamadas a julgamento.

Entretanto, Evi Statiri tinha apresentado um pedido para a retirada de uma das medidas cautelares impostas após a sua libertação da prisão. Solicitou o levantamento da proibição de se comunicar e visitar na prisão o seu companheiro sentimental Gerasimos Tsakalos, mas o seu pedido foi rejeitado no início deste mês (3 de Novembro).

Atenas: Concentração de solidariedade com Evi Statiri e Athena Tsakalou

Levantamento imediato das medidas restritivas – Perseguição alguma a Evi Statiri e Athena Tsakalou.
Levantamento imediato das medidas restritivas – Perseguição alguma a Evi Statiri e Athena Tsakalou.
Quanto mais se ampliar a geografia da prisão, mais crescerá a nossa resistência.
Quanto mais se ampliar a geografia da prisão, mais crescerá a nossa resistência.
Junto com a CCF, junto com a Luta Revolucionária, deitaremos fogo às ruas da metrópole.
Junto com a CCF, junto com a Luta Revolucionária, deitaremos fogo às ruas da metrópole.
Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou e Evi Statiri.
Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou e Evi Statiri.
Liberdade para xs presxs políticxs.
Liberdade para xs presxs políticxs.

61Cerca de 60 pessoas participaram na concentração com sistema de som, levada a cabo na tarde de terça-feira, 13 de Outubro, na praça de Syntagma para exigir  o levantamento imediato das medidas restritivas impostas contra Evi Statiri e Athena Tsakalou e a cessação definitiva de qualquer perseguição contra elas. Colocaram-se faixas, atiraram-se flyers, repartiram-se/ leram-se textos e a finalizar realizou-se uma breve intervenção diante do parlamento, onde se gritaram palavras de ordem solidárias.

Para além disso na noite de sábado, 10 de Outubro, foram distribuídos textos sobre o caso no bairro de Exarchia.

LEVANTAMENTO IMEDIATO DAS MEDIDAS RESTRITIVAS

PERSEGUIÇÃO ALGUMA CONTRA XS FAMILIARES DE PRESXS

LIBERDADE PARA TODXS

em grego l espanhol l italiano

Grécia: Intervenção anarquista na cidade de Karditsa

karditsa-mitin mitin-karditsaNa tarde de segunda-feira, 19 de Outubro de 2015, foi realizada uma concentração anarquista na praça central da cidade de Karditsa, contra a criminalização das relações familiares e de amizade, com referência ao caso de Evi Statiri e Athena Tsakalou, e para exigir o levantamento das medidas restritivas impostas contra elas. Leu-se / distribuiu-se um texto solidário e foram colocadas duas faixas, uma para o caso de Evi e Athena e outra para mostrar solidariedade com os membros presos da Luta Revolucionária e os réus no segundo julgamento contra a Luta Revolucionária,  iniciado na sexta-feira, 16 de Outubro.

A SOLIDARIEDADE É A NOSSA ARMA

NENHUMA TOLERÂNCIA COM A MANIA DA VINGANÇA DO ESTADO

LEVANTAMENTO DAS MEDIDAS RESTRITIVAS CONTRA EVI STATIRI E ATHENA TSAKALOU

CONTRA AS PERSEGUIÇÕES E OS ENCARCERAMENTOS DE FAMILIARES E AMIGXS DXS PRESXS POLÍTICXS

OS ESTADOS E OS BANCOS SÃO OS ÚNICOS TERRORISTAS, LIBERDADE  AOS/ÀS GUERRILHEIRXS ARMADXS

HONRA PARA SEMPRE A LAMBROS FOUNDAS

espanhol

[Prisões gregas] “Do país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…”, texto da compa Olga Ekonomidou

evi-a-la-calleOlga Ekonomidou, Conspiração de Células de Fogo
Do país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…

A condição de cativeiro em que me encontro desde há 4 anos e meio, como punição exemplar e de vingança, obriga-me à distanciação da realidade exterior, da ação. Além disso, a prisão destina-se à discriminação, ao isolamento político, à destruição moral de todxs xs que combatem o existente.  Mas há sempre barras para quebrar e caminhos pelos corredores monótonos e esterilizados de uma “penitenciária” ou cruzamentos nas ruas transversais ornamentadas dentro da consumista sociedade-prisão. Agora, dentro das celas da democracia, o alento de cada dia continua a ser a necessidade de liberdade. É a força motivadora para pensar, imaginar, organizar, agir. A decisão do confronto total com o existente, a força da opção individual, enriquecida pelas experiências colectivas de ação, são os componentes que podem atravessar as barras e muros altos. Porque na prisão não te resignas … continuas. Reorganizas-te e lutas. Durante os últimos 4 anos e meio na prisão desperto pouco depois do amanhecer – mas quando estava fora gostava muitas vezes de prolongar o sono – organizo melhor cada um dos meus movimentos, embora quando estava fora me emocionasse o espontâneo, analiso e julgo os dados (políticos e pessoais) do dia anterior, sozinha, embora os dados fossem sempre partilhados com compas, quando estava fora da prisão. Desde há 4 anos e meio que me levanto tendo a certeza de que a minha participação na guerra contra todas as formas de Poder fui eu que a determinei e de que a liberdade não se oferece … conquistas-la tu, sózinhx.

Janeiro de 2015 … Estava tudo pronto para se executar um projecto, para ser de carne e osso. Um passo … uma lufada de ar antes da liberdade … Embora o objectivo não tenha sido alcançado … a tentativa valeu totalmente a pena!

A tentativa da CCF de fuga das nossas futuras tumbas confirmou que a luta pela liberdade nunca pára e ao mesmo tempo tocou à campainha do mecanismo de estado. Foi vislumbrado o dano que traria, tanto em relação ao prestígio como à confiança no sistema, se a tentativa tivesse tido uma saída com êxito. No fim, um projecto de libertação deu origem a toda uma repressão repressiva cujo principal e básico objectivo foi a vingança contra anos de atitude tenaz e sem  arrependimentos.

A ampliação do amedrontamento ao sector solidário do espaço anarquista, a fim de isolar politicamente xs presxs, não foi suficiente. Pela primeira vez, no que diz respeito aos territórios gregos e à tensão com que se expressou, aplica-se uma perspectiva mais ampla da lógica antes mencionada. Uma vez que o poder viu que as armas “lícitas” ou “ilegítimas” de que dispõe não tinham tido até agora o resultado esperado sobre nós, arrastou-se como um vil réptil para morder o tendão de Aquiles.

Desta vez colocaram xs parentes no ponto de mira. A criminalização das relações familiares não mostrou mais do que uma clara intenção de vingança por parte do Estado. De chantagem e exterminação de todxs aquelxs que feriram o prestígio das suas estruturas. A caça de novas detenções,as buscas e as incursões em casas foram concluídas com duas prisões preventivas: a da mãe de Christos e Geramimos Tsakalos e a da companheira sentimental deste último. No entanto, quanto mais tempo se dá ao inimigo mais facilmente se este acredita que se vai ganhar. Portanto, no mesmo dia dos ingressos na prisão, começou uma greve de fome exaustiva da CCF que conseguiu tirar da prisão a mãe dos dois compas. À greve de fome de muitos dias, juntou-se desde o seu início, nas masmorras dos serviços antiterroristas, a anarquista Angeliki Spyropoulou, acusada pela sua contribuição política para a tentativa de fuga. Durante dois meses, os cães da polícia procuraram-na, depois daquela ter optado por não se entregar, escolhendo o caminho belo e difícil da ilegalidade. Compartilhamos, até ao momento a mesma célula, analisando tudo o que tem acontecido e tudo o que está por vir numa perspectiva comum, sob um novo ponto de vista.

Desde os primeiros dias de Janeiro que a CCF está sob contínuo ataque, com a separação de quatro dxs nossxs compas da população geral da prisão –  foram transferidos a meio da noite para celas de isolamento especiais. Revistados de forma continua, permanecem nas celas subterrâneas da seção especial da prisão de mulheres de Korydallos, onde os retêm sob a pretexto da segurança ou de qualquer alegada informação. E, embora de cada vez que tenham feito buscas, nada que os possa incriminar em termos penais tenha sido encontrado, sentindo-se insatisfeitos, os cães de caça mostram no olhar que retornarão em breve. Também com a abolição informal das visitas a Christos e Gerasimos – uma vez que, nos termos da libertação de sua mãe, esta não pode sair dos limites da ilha onde vive, mesmo que seja por razões de saúde. E por fim, com a sua persistência e desejo de vingança de manter Evi presa, seis meses mais tarde.

A extensão da prisão de Evi é de dupla importância para a dominação. Por um lado, põe à prova os limites dxs guerrilheirxs e a tolerância dxs solidárixs, legitimando a tática mais ampla da criminalização das relações familiares. Trata-se do jogo psicológico do Poder que, entre outras coisas, invade com arietes as consciências. Tem como alvo as mentes dxs parentes, a fim de xs cansar, desanimar, decepcionar e por fim xs pôr contra, corroendo a relação de confiança que temos com elxs, uma vez que pagam o preço das nossas escolhas. E se, desta forma, em cada história pessoal alguns/mas compas, amigxs ou do seu entorno permaneceram e outrxs te abandonaram é porque se posicionam facilmente do lado das pessoas quando têm êxito, mas dificilmente nos seus momentos difíceis. Ainda assim, o Poder não ganhou neste jogo. O que apostou no enfraquecimento dos laços emocionais e sua transformação, já o perdeu. Porque mesmo após 6 meses, as pessoas do nosso entorno, na prisão ou dos espaços restritivos e limitados onde se encontram devido a ordens judiciais, continuam a nos oferecer sorrisos de paciência e confiança, mantendo a sua própria dignidade.

A aposta, então, continua a ser a nossa, de cada núcleo anarquista e de cada individualidade que promova o ataque contínuo e a insurreição, para mostrar que não haverá trégua com o inimigo, nem agora, nem nunca. Especialmente em tempos de operações repressivas não se deve voltar atrás, mas reavivar os focos de ataque para ser verdadeiramente perigosx. Continuar a ser uma ameaça como inimigx internx no coração do sistema. Porque qualquer coisa a rolar ladeira abaixo só pára quando um obstáculo se levanta antes dela, continuando a fazê-lo infinitamente, com aumento da velocidade, atropelando à sua passagem qualquer que seja de proporções interiores. É uma aposta viva, sem fim, mas com duração, evolução e tensão numa direção … a libertação, a anarquia.

Nem preciso nem quero a vossa disciplina. Quanto às minhas experiências, eu mesmo  as realizo. É delas e não de vós que tirarei a minha regra de conduta. Quero viver a minha própria vida. Detesto a quem domina e repugna-me quem está dominado. Tenho horror a escravos e lacaios. O que consente em inclinar as costas sob o chicote não vale mais do quem o chicoteia. Amo o perigo e a incerteza, o inesperado me seduz. Quero a aventura e não me interessa um chavelho o êxito. Odeio a vossa sociedade dos gestores de empresas e dos milionários e mendigos. Não quero me adaptar aos seus hábitos de hipócritas ou à vossa falsa cortesia. Quero viver o meu entusiasmo no meio do ar fresco da liberdade … Mantenho o meu caminho, de acordo com os meus caprichos, transformando-me constantemente, e não quero que amanhã seja como sou hoje. Deambulo e não deixo que ninguém corte as minhas asas com a tesoura … Odeio cada corrente e toda a travagem, adoro andar despida com a minha pele acariciada pelos raios de sol voluptuosos. E, oh!, ancião! importo-me muito pouco que a sua sociedade seja quebrada em pedaços para que eu possa viver a minha vida.
—  Quem és tu, menina fascinante, misteriosa e tão selvagem quanto o instinto? Sou a anarquia
(Émile Armand, francês, anarquista individualista)

Olga Ekonomidou
Membro da CCF-FAI
Prisões de mulheres de Korydallos

O texto “Desde o país dxs esquecidxs, contra o esquecimento…” é uma contribuição às compas presas no Chile, Tamara Sol e Natalia Collado. É também um gesto solidário com a presa Evi Statiri, no marco da convocatória a nível nacional de 2 de Setembro. Evi Statiri suspendeu uma greve de fome iniciada a 14 de Setembro de 2015, no dia 2 de Outubro, data em que o conselho judicial competente decidiu conceder-lhe a liberdade condicional a partir da prisão preventiva, embora sob duras condições restritivas.

em grego, espanhol

Tessalónica: Atacadas sedes do Syriza em solidariedade com Evi Statiri

Cerca da meia noite de quarta-feira, 14 de Outubro de 2015, atacamos a sede do Syriza situada no bairro de Neapoli e vandalizamos com tintas a entrada da sede central do mesmo partido, na praça Aristotelous, como mostra de solidariedade com Evi Statiri e como resposta à imposição das medidas restritivas que acompanharam a sua libertação.

Ninguém pode brincar com as vidas dxs nossxs companheirxs.

LEVANTAMENTO IMEDIATO DAS MEDIDAS RESTRITIVAS CONTRA EVI STATIRI

SOLIDARIEDADE COM XS COMPAS PRESXS

Solidárixs

espanhol

Tessalónica: Caixas electrónicos sabotados em solidariedade com Evi Statiri

No dia 14 de Setembro de 2015, Evi Statiri iniciou uma greve de fome contra o medo e a injustiça, exigindo o fim da sua prisão por vingança. O governo do Syriza, na intenção de acalmar a situação, libertou a grevista da fome mas obrigando-a a cumprir duras medidas restritivas:

Proibição de sair do âmbito territorial do Estado grego, apresentar-se na esquadra da polícia 3 vezes ao mês, proibição de se encontrar ou comunicar com acusadxs no mesmo caso ou com o seu companheiro sentimental, Gerasimos Tsakalos, residência obrigatória na sua casa, no bairro de Gyzi, além de limite de circulação ser um perímetro de um quilómetro à volta do seu domicílio.

Ninguém pode jogar com as vidas dxs nossxs compas e seus familiares. As práticas dos aparelhos estatais de vingança contra xs guerrilheirxs urbanxs presxs não ficarão sem resposta.

Como resposta mínima às medidas restritivas impostas contra Evi Statiri, na terça-feira, 6 de Outubro, atacamos e destruímos os 2 caixas electrónicos automáticos que estão situados em frente da Universidade da Macedónia.

LEVANTAMENTO IMEDIATO DAS MEDIDAS RESTRITIVAS CONTRA EVI STATIRI

SOLIDARIEDADE E FORÇA AOS/ÀS COMPAS PRESXS E SEUS FAMILIARES

Solidárixs

espanhol

Berlim: Gesto solidário com Evi Statiri, Mónica Caballero e Francisco Solar

berlinNa faixa pode ler-se: “Em solidariedade com todxs xs presxs anarquistas –  Saudações a Evi, Mónica e Francisco – Viva a anarquia”

A 13 de Outubro colocamos uma faixa na ponte de Oberbaum, em Berlim – mostrando o nosso apoio a Evi Statiri, após a sua saída da prisão sob duras medidas restritivas e também para mandar uma saudação a Mónica e Francisco a cumprir prisão preventiva no Estado espanhol desde 13 de Novembro de 2013.

Esté é apenas um pequeno gesto simbólico a saudar todxs xs rebeldes que sofrem o confinamento, todxs aquelxs que do seu confinamento continuam a apostar numa vida de confronto com este sistema democrata e podre.

Encontrar-nos-emos nas ruas, a luta continua.

Morte ao Estado, pela Anarquia!

Alguns e algumas anarquistas em Berlim

Atenas: Faixas solidárias com Evi Statiri e Athena Tsakalou

A libertação da prisão não é suficiente: que se levantem agora as medidas restritivas a Evi Statiri e Athena Tsakalou.
Quanto mais se expandir a geografia da prisão, mais aumentará a nossa resistência.
Junto com xs guerrilheirxs e xs familiares. Nenhum/a presx nas mãos do Estado.

Faixas colocadas por companheirxs – na Politécnica, na Praça de Exarchia e na antiga faculdade de Química – para que se propague a continuação das ações solidárias com Evi Statiri e Athena Tsakalou.

LEVANTAMENTO IMEDIATO DAS MEDIDAS RESTRITIVAS

QUE PARE IMEDIATAMENTE A PERSEGUIÇÃO CONTRA XS FAMILIARES DE PRESXS

LIBERDADE PARA TODXS

espanhol

Atenas: Palavras de Evi Statiri – libertada e a recuperar, após a greve de fome

gato3Recebido a 7 de Outubro de 2015
Uma vez que seja libertadx da prisão da prisão, a primeira coisa que percebe é que o seu olhar não tropeça em paredes, gradeamentos e separadores. Pode caminhar e fixar o céu, sem o fitar através de arame farpado. Além disso, os seus passos não são mais contados. Vinte até a parede do pátio e vinte para regressar à cela. Certamente que no meu caso as paredes do pátio da prisão se expandiram a um quilómetro da minha casa, sem mesmo podendo ser capaz de ter contato com o meu companheiro sentimental.

Mas, de qualquer maneira, sinto a minha libertação como uma primeira vitória contra o medo e a injustiça que nos querem impor como condição restritiva do viver…

Nada disto teria acontecido se não fosse o movimento dinâmico polimorfo de  solidariedade que de todos os cantos da Grécia me transmitiu força e otimismo –  pois a história não é apenas escrita pelos autoritários mas também pelxs insurgentes …

Um grande obrigado vai para todxs xs companheirxs conhecidxs e desconhecidxs que quebraram o terror da onipotência do poder.

Um grande obrigado, também, para os médicos do Hospital Geral do Estado de Nikaia, mais ainda para os médicos Spyros Sakkas e Olga Kosmopoulou os quais, desde o primeiro momento, me apoiaram com cordialidade e altruísmo.

É claro que não me vou esquecer dxs deixadxs para trás, nas prisões e celas frias … Eu estarei sempre ao seu lado e reterei todos os momentos que compartilhámos, até que nos encontremos de novo…

Porque, enquanto houver prisões, ninguém será livre…

Liberdade para os presos políticos
Liberdade para aqueles que estão em celas de prisão

Evi Statiri       

inglês

Atenas: Acerca das medidas restritivas impostas a Evi Statiri

cageEvi Statiri suspendeu a greve de fome no dia 2 de Outubro de 2015, quando o conselho judicial competente decidiu conceder-lhe liberdade condicional a partir da prisão preventiva. As condições restritivas impostas sobre ela, ao que parece, incluem:

– Proibição de sair do âmbito territorial do Estado grego.

– Apresentar-se às autoridades 3 vezes ao mês.

– Residência obrigatória  num lugar determinado.

– Limite de circulação de um kilómetro, à volta do seu domicílio.

– Proibição de se comunicar com xs acusadxs no mesmo caso e com o seu companheiro sentimental, Gerasimos Tsakalos.

Atualizações à medida que cheguem

Atenas: Atualização da situação de Evi Statiri

Faixa solidária da Assembleia Contra a Confinação, da cidade de Chania, na ilha de Creta: Liberdade para a presa de Estado Evi Statiri.
Faixa solidária da Assembleia Contra a Confinação, da cidade de Chania, na ilha de Creta: Liberdade para a presa de Estado Evi Statiri

Ontem, 2 de Outubro de 2015, Evi Statiri finalizou a sua greve de fome, após a aprovação da sua solicitação de libertação.

Continua no hospital Geniko Kratiko de Nikaia, mas agora num módulo normal e não para presxs. Espera-se que lhe dêem alta na segunda-feira, ainda que tudo dependa do seu estado de saúde.

Uma nova solicitação de levantamento das medidas restritivas será apresentada nos próximos dias, enquanto se espera durante as próximas semanas a decisão final sobre o seu processo judicial – foi proposto pelo ministério público a absolvição de todas as acusações tanto para  Evi como para Athena Tsakalou.

Seguir-se-á um texto de Evi, num destes dias. A solidariedade ganhou mas a luta continua.

Liberdade para todxs xs presxs políticxs.

Solidárixs com a luta de Evi

em espanhol

Atenas: Comunicado da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

Faixa em Tessalónica: Combatamos o estado de excepção através da solidariedade de facto – Evi Statiri na rua já!!
Faixa em Tessalónica: Combatamos o estado de excepção através da solidariedade de facto – Evi Statiri na rua já!

Depois da decisão do conselho judicial competente, que aprovou a libertação de Evi Statiri, decidimos a suspensão da marcha convocada para terça-feira, 6/10, convocando uma assembleia para esse dia, às 19:00 horas, na Politécnica (edifício Gini) com vista à organização de uma mobilização no domingo, 11/10, tendo em conta as duras medidas restritivas impostas a Evi.

As medidas restritivas que acompanham a decisão de libertação de Evi Statiri, após 19 dias de greve de fome, consistem num regime especial de cativeiro ao qual nos opomos. Apesar da perspetiva de libertação, não baixamos a guarda nem deixamos ninguém só nesta situação, será confrontada de forma colectiva. Não esquecemos que os julgamentos do meio familiar e próximo dxs presxs continuam em aberto  e continuamos a lutar pela sua  cessação.

CONTRA A IMPOSIÇÃO DE MEDIDAS RESTRITIVAS

CESSAÇÃO IMEDIATA DOS PROCESSOS JUDICIAIS CONTRA XS FAMILIARES E AMIGXS DXS PRESXS POLÍTICXS

QUE NINGUÉM FIQUE SÓ NAS MÃOS DO ESTADO

Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

espanhol

Prisões gregas: Comunicado de Kostas Gournas em solidariedade com a grevista de fome Evi Statiri

Faixa solidária, colocada na Biblioteca Municipal de Agrinio pelxs compas da okupa Apertus: “Liberdade para Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro”.
Faixa solidária, colocada na Biblioteca Municipal de Agrinio pelxs compas da okupa Apertus: “Liberdade para Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro”.

Comunicado do compa Kostas Gournas, membro condenado da Luta Revolucionária, em solidariedade com a luta de Evi Statiri, emitido das prisões de Koridallos a 15 de Setembro de 2015.

Trata-se de uma velha e infame tática do Estado – e em particular do aparelho policial-judicial – a de utilizar acusações fabricadas contra familiares, afim de xs manter como reféns e exercer pressão sobre xs combatentes e presxs políticxs. Passou-se isso em 2002 [contra Angeliki Sotiropoulou, esposa do preso da 17N Dimitris Koufontinas], passou-se em 2010 [contra Marie Beraha, esposa do preso da Luta Revolucionária Kostas Gournas], e passou-se de novo em Março de 2015 [contra Evi Statiri, esposa do preso da CCF Gerasimos Tsakalos, assim como contra Athena Tsakalou, mãe dos irmãos Tsakalos]. Isto deve-se à política repressiva aplicada contra xs membros das organizações armadas que estão na prisão, é um processo contínuo do seu extermínio político por qualquer meio.

O governo do Syriza que se confrontou, após a capitulação de 20 de Fevereiro, com a primeira confrontação classista – a greve de fome dxs presxs políticxs durante a primavera – acabou por se ver obrigado a votar favoravelmente, entre outros, uma emenda que, teóricamente, abriu o caminho para a libertação das familiares dos membros da CCF. Atualmente, depois da sua libertação ter sido negada em seis ocasiões distintas pelos conselhos judiciais, Evi Statiri, companheira de vida de um membro preso da CCF, encontra-se todavia na prisão. O seu caso á a prova mais evidente não só da aceitação de um estado de emergência que rodeia o memorando do governo da esquerda, mas também da aplicação estrita de um estado de excepção para xs presxs políticxs.

Para todos os sectores sociais que tinham a clareza e determinação para abordar o “NÃO” no referendo a partir de uma perspectiva de classe e para se opôr a todos os memorandos, mas sem serem capazes de dar o passo seguinte, a questão de uma via alternativa que não seja a da delegação ou resignação, a que todas as forças parlamentares burguesas estão a traçar, é mais urgente que nunca. O caminho da luta e solidariedade. O caminho de Evi…

Solidariedade com Evi Statiri, em greve de fome desde 14 de Setembro de 2015.

espanhol, inglês

Atenas: Vídeo da marcha anarquista de 27 de Setembro

[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=Oa9KsXFnT-8

Vídeo da marcha anarquista de 27 de Setembro no bairro de Egaleo, através da qual finalizou a ocupação do Instituto Tecnológico de Atenas. Na faixa dianteira podia ler-se: “Concessão imediata das saídas educativas para Nikos Romanos”.

Algumas das palavras de ordem que se podiam ouvir: A paixão pela liberdade é mais forte que todas as celas // Nem fascismo nem democracia, abaixo o estatismo e viva a anarquia // Todos os valores desta sociedade são prisões de máxima segurança // O justo está do lado dxs amotinadxs, não dos delatorxs e dxs ajoelhadxs // Evi aguenta, até à liberdade // O Estado e o Capital são os únicos terroristas, solidariedade com xs  guerrilheirxs armadxs

O vídeo conclui com a seguinte mensagem:

Não queremos nada do Estado
Não esperamos nada dele…
Só a sua completa destruição

Concessão imediata das saídas educativas para Nikos Romanos
Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou
Libertação imediata de Evi Statiri

Anarquistas da tomada do TEI de Atenas

espanhol

Atenas: Próximas convocatórias da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri

As convocatórias previstas da Assembleia de Solidariedade com Evi Statiri, para o período de 30 de Setembro a 6 de Outubro são as seguintes:

Quarta-feira, 30 de Setembro: Concentração solidária às 18:00 horas junto ao hospital Geniko Kratiko, no bairro de Nikaia (rua Ikoniou, nº 150), para onde foi transferida Evi Statiri, grevista de fome, a 27/9 (autocarro B18 desde a praça de Omonoia, paragem Kratiko Nosokomeio).

Sexta-feira, 2 de Outubro: Assembleia na Politécnica (edifício Gini), em Exarchia, às 19:00 horas, para determinar as características da manif solidária de 6 de Outubro.

Terça-feira, 6 de Outubro: Manifestação solidária a partir da praça de Monastiraki, às 18:30 horas.

Prisões gregas: Gerasimos Tsakalos em greve de fome desde 14/9 em solidariedade com a luta de Evi Statiri

“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos mortxs já” [verso adaptado de um poema de Tasos Livaditis]
“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos mortxs já”
[verso adaptado de um poema de Tasos Livaditis]
Nota de Contra Info: Segue-se o comunicado do compa Gerasimos Tsakalos – emitido das prisões de Koridallos a 29 de Setembro de 2015 – através do qual torna pública a greve de fome solidária que leva a cabo desde 14 de Setembro.

Há 7 meses que a minha companheira de vida, Evi Statiri, se encontra encarcerada nas celas da democracia. O seu único “delito” é a relação pessoal comigo. Ao mesmo tempo, a minha mãe, Athena Tsakalou, encontra-se em exílio na ilha de Salamina, resultando isto de uma decisão da ditadura judicial.

Há 7 meses que o Poder vai experimentando o terreno, ampliando o círculo da repressão contra xs amigxs e familiares dxs presxs políticxs. O seu objetivo é a disseminação do medo nas pessoas solidárias e a imposição de um regime especial de quarentena axs/às guerrilheirxs presxs. O Poder, através da criminalização das relações familiares e de amizade, procura amputar qualquer laço de solidariedade que atravesse os muros das prisões e alimente a luta pela liberdade. Atualmente, a máquina policial-judicial do Poder põe à prova o suporte do nosso mundo, um mundo que não aprendeu a baixar a cabeça e mede as suas reações. Cada passo atrás da nossa parte é um passo adiante do totalitarismo do monstro estatal.

O medo tende a expandir-se … Se não se eliminar pela raíz o que hoje se testa contra xs presxs políticxs, então espalhar-se-á como a peste, atingindo todxs aquelxs que desejem viver de maneira rebelde, sem ordens nem comandantes nas suas vidas. São muitas as coisas que desejo dizer, porém nestes momentos as ações dizem mais que as palavras. Desde 14 de Setembro que Evi se encontra em greve de fome, exigindo a sua libertação. Desde 14 de Setembro que estou a seu lado, tal como ela tem estado ao meu lado durante os últimos anos, realizando eu também uma greve de fome, apesar do desacordo absoluto dxs médicos, pois passou pouco tempo ainda desde o final da última greve de fome na qual participei. A minha única exigência é a libertação de Evi. Esta greve de fome é agora a única arma que tenho para me solidarizar com Evi. Faz parte da solidariedade multiforme que o mundo da luta e da anarquia começou já a expressar por toda a Grécia. Por isso, não nos devemos desviar do primordial que é a luta pela libertação de Evi, com referências à minha greve de fome e a mim. Como disse antes, a minha greve de fome é a minha maneira de estar presente nas ações dxs solidárixs. É a minha contribuição para as ações de solidariedade que, através da anarquia, se aceleram para desviar o curso da história que tem vindo a ser escrita pelas leis, juízes, polícia e Poder, uma história que nunca reconhecemos como nossa.

Que a luta pela libertação de Evi – e pelo fim dos processos aos/às familiares e amigxs dxs presxs políticxs – seja o detonador para se relançar a ofensiva anarquista, se reapropriar das ruas, se incendiar as barricadas, se agudizar os desejos, a guerrilha urbana, a aposta pela libertação total.

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI

“E se não morrermos um pelo outro é porque estamos já mortxs”

VIVA A ANARQUIA

Gerasimos Tsakalos, membro da Conspiração de Células de Fogo

                em inglês espanhol

Tessalónica: Ações solidárias do Coletivo Anarquista Negro/Verde

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9.
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS RELAÇÕES FAMILIARES E DE AMIZADE. LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE EVI STATIRI, EM GREVE DE FOME DESDE 14/9
PAREM A PERSEGUIÇÃO AOS DOIS ANARQUISTAS ANDREA E ERROL. CONTRA O SAQUEIO DA NATUREZA, LUTA PELA TERRA E PELA LIBERDADE
PAREM A PERSEGUIÇÃO AOS DOIS ANARQUISTAS ANDREA E ERROL. CONTRA O SAQUEIO DA NATUREZA, LUTA PELA TERRA E PELA LIBERDADE
CONCESSÃO IMEDIATA DAS SAÍDAS EDUCATIVAS A NIKOS ROMANOS
CONCESSÃO IMEDIATA DAS SAÍDAS EDUCATIVAS A NIKOS ROMANOS

Na semana passada colaram-se papelógrafos nas paredes do centro de Tessalónica:

– Em relação ao caso dos dois compas Andrea e Errol que foram detidos no domingo, 23 de Agosto, na manifestação contra as minas de ouro em Skouries, península de Calcídica. Na terça-feira, 29 de Setembro assim como na quarta-feira, 30 de Setembro, a suspensão temporal da ordem de deportação que lhes foi imposta vai ser examinada nos tribunais de primeira instância de Tessalónica.

– Em relação ao caso de Evi Statiri, que desde 14 de Setembro iniciou uma greve de fome exigindo a sua libertação.

– Em relação ao caso do anarquista Nikos Romanos, a quem não lhe são concedidas as saídas educativas da prisão.

Colectivo Anarquista Negro/Verde

Grécia: Pintadas solidárias com Evi Statiri na ilha de Cos

A VOSSA JUSTIÇA  TRESANDA A FASCISMO
A VOSSA JUSTIÇA TRESANDA A FASCISMO
PAREM COM A PERSEGUIÇÃO AOS/ÀS FAMILIARES DXS LUTADORXS. LIBERDADE PARA EVI STATIRI.
PAREM COM A PERSEGUIÇÃO AOS/ÀS FAMILIARES DXS LUTADORXS. LIBERDADE PARA EVI STATIRI.
EVI STATIRI NA RUA JÁ!
EVI STATIRI NA RUA JÁ!

Como mostra mínima de solidariedade com a grevista de fome Evi Statiri fizeram-se pintadas na cidade de Cos.

Vitória para a luta de Evi Statiri: Até à libertação!

Levantamento das medidas restritivas contra Athena Tsakalou.

Força aos/à membrxs presxs da organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo.

espanhol

Ação solidária com Evi Statiri a partir das prisões de Koridallos

A VOSSA JUSTIÇA CHEIRA A FASCISMO!
A VOSSA JUSTIÇA CHEIRA A FASCISMO!
EVI STATIRI NA RUA JÁ! GREVE DE FOME DESDE 14/9 CONTRA O MEDO E A INJUSTIÇA
EVI STATIRI NA RUA JÁ! GREVE DE FOME DESDE 14/9 CONTRA O MEDO E A INJUSTIÇA

310Os prisioneiros encerrados na ala A das prisões para homens de Koridallos gritaram palavras de ordem e realizaram pintadas de solidariedade com a greve de fome de Evi Statiri no pátio da prisão.
[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=LMoUhiZ6MIk O slogan ouvido é: polícias, porcos, assassinos!
[youtube width=”541″ height=”344″]http://www.youtube.com/watch?v=q6d4hH7OOxc O slogan ouvido é: a paixão pela liberdade é mais forte que todas as celas!

                              espanhol

Volos, Grécia: Ação solidária com Evi Statiri e Athena Tsakalou

Na segunda-feira, 21 de Setembro, de madrugada, realizamos um ataque com tintas contra os recém pintados tribunais da cidade de Volos, como mostra mínima de solidariedade com Evi Statiri, que desde 14 de Setembro se encontra em greve de fome, exigindo a sua libertação. Evi Statiri é a esposa de Gerasimos Tsakalos, membro da organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo, encontrando-se em prisão preventiva sem que exista prova alguma de participação na organização, numa clara intenção de criminalização das relações familiares e pessoais dxs presxs políticxs.

Pela mesma razão, impuseram o regime de exílio a Athena Tsakalou, mãe de Gerasimos e Christos Tsakalos (está proibida de sair dos limites da ilha de Salamina).

Evi Statiri na rua já!

Levantamento imediato das medidas restritivas contra Athena Tsakalou!

Iniciativa de Solidariedade “Ressoam as Prisões”