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Porto Alegre, Brasil: Nosso País É o Mundo

recebido a 8/10/17

A piada de mau gosto que é o movimento “O Sul é Meu País” realizou mais uma suposta “consulta popular” (da qual na verdade só participam os próprios separatistas) em algumas cidades dos estados que compõem seu sonho de novo país.

Hoje esticamos uma faixa em uma movimentada avenida de Porto Alegre com os dizeres “O Mundo é Meu País!”. Queremos lembrar a todas as pessoas que nenhum país, novo ou antigo, será a solução de nossos problemas ou nos dará a liberdade que queremos!  Pelo contrário, mais fronteiras restringem ainda mais a liberdade das pessoas. Principalmente em um país fundado com base em noções bairristas e eurocêntricas.

Os separatistas argumentam que não é possível identificar o que de fato une culturalmente as pessoas nascidas no Brasil. Não podemos deixar de concordar. Mas isso porque todas as nações são abstrações! As fronteiras nada mais são do que separações arbitrárias, baseadas em semelhanças superficiais ou inventadas e que ignoram os povos originários, como o povo Guarani que habita a região dos três estados, mas também outras partes do Brasil e também do Paraguai e Argentina. Nações nascem motivadas por migrações forçadas, genocídios e limpeza étnica. Uma nação, por menor que seja, é uma abstração que não nos serve de nada. E neste caso, ainda pior, pois é racista ao se basear em uma ancestralidade europeia.

Essas fronteiras recém inventadas permitem pintar como inimigo quem está do lado de lá da linha, e assim controlar a todxs nós ainda mais (e nos mandar para guerras infundadas). No caso do movimento “O Sul é Meu Pais” cria-se esse inimigo ao colocar os estados do sul como explorados pelos estados mais ao norte. Chegam ao ponto de dizer que os estados do sul são como uma colônia do resto do país. Essa visão míope gera um bode expiatório e ofusca os reais responsáveis pela escassez e crise.

Capitalizando na crescente repulsa à política partidária, o movimento se equilibra numa corda bamba ao se declarar apartidário, buscando parecer neutro. Apesar disso, suas lideranças não conseguem esconder suas tendências neoliberais e de direita, beirando fascismo. De fato, a independência do sul é inclusive uma pauta de movimentos neonazistas.

Defensores da separação dos três estados do sul afirmam que “Brasília não nos representa”, mas querem substituí-la por outro governo que, como todo governo, é uma ferramenta para controlar e oprimir a população.
Sim, Brasília não nos representa, mas o Piratini [capital deste novo país] também não nos representa. Ninguém nos representa. Somos ingovernáveis!

Nenhum país mais! Pelo fim de TODAS as fronteiras!

em inglês, espanhol

[Poesia armada] O Poder do Chulé

De Profundis Profanum

Que ardam nas profundezas.
Que se façam banir na revolta:

Os Salvadores das Pátrias,
Os Sebastiões do Nevoeiro,
Os Sacripamtas da Treta,
As Fátimas da Miséria dos Pequeninos,
Os Futebóis do Chulé,
As Touradas da Inquisição,
Os Vampiros da Banca,
Os Pântanos do Poder.

O Salvador da Pátria,
nos pântanos do Poder,
D. Sebastião enevoado
Sacripantas do Chulé.

O Sebastião Conquistador,
Do Império Colonial,
De Nevoeiro e Vampiros,
à Miséria da Inquisição.

Sacripamtas da Treta,
Futebóis e Touradas,
Pela miséria da Banca,
Vampiros dos Pântanos.

Das Fátimas do Poder,
à Banca da Treta,
Inquisição de Vampiros,
Pântanos do Nevoeiro.

O Chulé do D.Sebastião
A Treta do Futebol,
A Inquisição dos Pântanos,
A Banca das Touradas.

O Poder do Nevoeiro,
A Treta das Pátrias,
A Pequenez da Miséria,
A Banca dos Vampiros.

A Banca dos Impérios,
O Pântano dos Salvadores,
A Pátria dos Pequeninos,
O Poder do Chulé!

Istambul, Turquia: Faixas e autocolantes contra o referendo na Turquia

Alguns grupos anarquistas de Istambul organizaram ações coordenadas contra a democracia e a ditadura no contexto do referendo constitucional turco e saudaram a “Coordenação dos Grupos Anarquistas”, que foi declarada por alguns grupos anarquistas na semana passada. Grupos anarquistas nas vizinhanças de Kadıkoy, Kucukcekmece, Umraniye, Sefakoy, Kasımpasa afixaram faixas e autocolantes,  simultaneamente. Abaixo indica-se a propaganda antieleitoral referida.

“Nem Ditadura nem Democracia Revolta, Revolução, Anarquia”
“Procurem-se, organizem-se, lutem! SIM à Revolta, NÃO ao Estado”
“A revolta não vai ser como a sua urna de voto”
“O Estado produz revolução de guerra,
não eleição. Comuna, não guerra”
“Não faça servidão aos servos. Não há representante nenhum para além de ti próprio”
“Nem Ditadura nem Revolta Democrática, Revolução, Anarquia”
“Nem a República nem o Califado,
Para a liberdade, a revolta
(em cima) “Não permitiremos que ninguém seja presidente; (abaixo à direita) As pessoas não vão pensar mais, as pessoas vão viver em cavernas”
1) Agora todas as suas transações bancárias são na banca internet! 2) Um mundo a ser destruído 3) Não vamos acabar com o desemprego, vamos acabar com o emprego. Votos pela Anarquia

em inglês

Istambul, Turquia: Ações coordenadas por anarquistas contra a ditadura e a democracia, no contexto do Referendo

Alguns grupos anarquistas de Istambul organizaram ações coordenadas contra a democracia e a ditadura no contexto do referendo constitucional turco e saudaram a “Coordenação dos Grupos Anarquistas”, que foi declarada por alguns grupos anarquistas na semana passada. Grupos anarquistas nas vizinhanças de Kadıkoy, Kucukcekmece, Umraniye, Sefakoy, Kasımpasa afixaram faixas, autocolantes e cartazes simultaneamente. Abaixo apresenta-se o comunicado divulgado.

Declaração dos grupos anarquistas em cumplicidade

“A regra do AKP não tem chance de escapar ao seu colapso, embora o referendo de 16 de Abril provavelmente prepare o caminho para uma ampla supressão da oposição na Turquia. Por outro lado, uma vitória para os votos do NÃO significaria apenas a manutenção do status quo. O maior ganho seria um impulso moral para a oposição maioritária que redesenhou o conflito opressor-oprimido na forma anti-AKP, anti-Erdogan(ismo). A nossa responsabilidade não é a de esperar pelo colapso dos poderes, mas organizar e fortalecer lutas que possam levar o sistema abaixo.

A ordem democrática “direta” ou “representativa” não representa igualdade, liberdade e transformação revolucionária. Reduz o ideal revolucionário da sociedade a números não obstante o sistema eleitoral. A sua percepção e consciência são engendradas pela classe mais alta no meio da hierarquia e isso resulta no encantamento da sociedade pela “vontade de maioria”.

Infelizmente, verificamos que muitos ativistas (incluindo anti-autoritários que procuram a “democracia direta”) lutam para alcançar um status na ordem democrática imposto pelo soberano, não para iniciar um movimento de base. Observando-se as suas atitudes nas eleições recentes, vemos que um grande número de pessoas anti-autoritárias – cuja palavra favorita é a “democracia direta”- projectou o seu discurso e práxis em torno do parlamento burguês, trabalhando para o sucesso eleitoral dos principais partidos de oposição, voltando as costas aos esforços revolucionários. Esses esforços comprometedores vezes sem conta comprovam que estão a assinar um mandado de morte das transformações revolucionárias potenciais na história.

Chamamos todxs xs nossxs companheirxs e amigxs anti-autoritárixs e emancipadorxs, uma vez mais:

A anarquia não é nem sonho volátil nem uma visão dogmática do mundo. Em contraste, a anarquia realiza-se enquanto individualmente se traz isso à existência. Exigindo liberdade; destruindo todos os elos da opressão; derrubando aqueles que nos exploram, nos mantêm com fome, nos deixam desabrigados, nos banem, nos aprisionam, nos assassinam, nos entorpecem, nos dividem, nos fazem guerrear; e criar um mundo baseado na igualdade, na liberdade e na comunhão só pode ser conseguido mantendo o foco de nosso discurso e ativismo aqui. A “democracia” não é um atalho, mas um sumidouro de ilusões, permitindo que a história dos soberanos se reproduza.

Abraçar a luta anarquista. Organizar-se, formar alianças entre grupos anarquistas / antiautoritárixs / emancipadorxs, actualizar projectos, difundir princípios anarquistas / antiautoritários entre os movimentos sociais, mas não ser assimilado dentro desses movimentos. Não deixe o seu desejo revolucionário ser absorvido pelas urnas ou círculos esquerdistas autoritários / reformistas; pelo contrário, esmagar todos os mecanismos de compromisso e reconciliação. Em vez de desperdiçar a sua energia em atalhos que se transformam em labirinto, canalize-a para a anarquia ou causas de libertação total. Seja organizado, organize, seja coordenado, actue…

Com esse tipo de ações, saudamos a recém anunciada “Coordenação dos Grupos Anarquistas”, que foi constituída por grupos anarquistas e anti-autoritários com experiências comuns na luta. Ter uma organização e experiência de luta é vital para esses grupos. Da mesma forma, enviamos o nosso apoio e desejos de solidariedade aos/às companheirxs anarquistas cativxs em todo o mundo.

Anarquistas contra Ditadura e Democracia

[Grécia] O único caminho é o conflito

[4 de Julho de 2015]

No domingo, 5 de Julho de 2015, a democracia grega monta outro super-espectáculo, convocando para participar num referendo todos os cidadãos com direito de voto, onde o que está em jogo – segundo o que nos conta o governo do SYRIZA-ANEL – é se será validada ou não por parte do povo a política da austeridade e dos cortes ou a política de uma solução sustentada pela restruturação da dívida grega e pelo restabelecimento económico, convocando-nos a votar NÃO à proposta apresentada como definitiva por parte dos credores. Por outro lado, os que apoiam o SIM neste referendo, dizem que o que está em jogo é a permanência ou não do país na União Europeia e na zona monetária do euro.

Durante toda a semana passada a propaganda do regime foi bombástica, isto indiferentemente da posição que se tomou em relação ao referendo ou aos fins políticos para que servia: com os bancos encerrados e as televisões ressoando por todos os lados, um bombardeio mediático de terror-esperança nas ruas e bófia aos milhares, atentos para proteger a ordem da lei. Para os que ainda não entenderam do que se trata, o que experimentamos é o regresso total do parlamentarismo. A esta parafernália democrática responderam, infelizmente, muitos daqueles que se definem como anarquistas/anti-autoritários/libertários. Culmina assim o processo de assimilação de uma boa parte dos denominados “movimentos de resistência”, por parte da esquerda governante e do reformismo – um processo que tem estado em curso durante os últimos anos, desde a altura em que os indignados de esquerda e de direita estavam não nas cadeiras do Poder mas sim nas praças de todo o território.

Movemos-nos por uma lógica diferente e não reconhecemos a nenhuma condição de urgência, ou estado de excepção capaz de nos fazer abolir as convicções anarquistas e nos pormos do lado dos estatistas, seja a sua roupagem qual for. Todas as referências ao interesse popular – tanto do ponto de vista de uma ou outra das versões do modelo económico que nos irão impor a nível individual, micro-social e macro-social – são no mínimo ingénuas senão profundamente reaccionárias e contra-revolucionárias. O que procuramos não é trocar um jugo por outro, supostamente menos pesado, mas livrarmos-nos de uma vez por todas do conjunto das relações de dominação e do modo como estas se traduzem em todos os aspectos do nosso quotidiano. E isto é algo que iremos fazer com ou sem o monstro de muitas cabeças que dá pelo nome de povo.

Xs oprimidxs e xs excluídxs, xs párias e xs marginalizadxs, xs vagabundxs e xs amotinadxs não dão trégua ao Poder nas urnas, não gritamos slogans de libertação nacional nem consentimos nos conclaves informais da assembleiocracia do entorno anarquistaa. Não estamos nem com a democracia representativa nem com a democracia participativa/direta e, naturalmente, não engolimos o conto do grecocentrismo que os patriotas de todo o tipo nos querem vender. Sabemos bem como a nossa existência é limitada e aos bons anos que nos restam queremos-los passar em liberdade. Entendemos que isto é o que há a propor para o presente e futuro a todxs aquelxs que respiram do mesmo alento de rebelião, tanto aqui como em qualquer parte do mundo: expropriações, sabotagem, confrontos, distúrbios, luta por todos os meios pela libertação total. Sabemos que além de todas as nossas negações e ganas destrutivas temos, também, uma responsabilidade para com as nossas próprias projetualidades, a de visualizar e implementar uma vida feita a mão, uma vida livre da tirania da sociedade-fábrica, uma vida ingovernável.

Força aos/às que dentro e fora dos muros mantêm alçadas as bandeiras negras.

ANARQUIA – DESESTABILIZAÇÃO – AÇÃO DIRETA – INSURREIÇÃO

Singularmente

em espanhol

Atenas: Intervenções anarquistas contra o referendo de 5 de Julho

ABSTENÇÃO – SABOTAGEM
ABAIXO O ESTATISMO – VIVA A ANARQUIA
NEM ELEIÇÕES – NEM REFERENDOS
ESMAGUEMOS A TENTATIVA DO SISTEMA DE GARANTIR A ESTABILIDADE
LUTA ARMADA PELA DESTRUIÇÃO DO ESTADO E DO CAPITAL
ATAQUE AOS COMERCIANTES DA ESPERANÇA

Algumas fotos das intervenções anarquistas (i, ii) contra o referendo de 5 de Julho, realizadas a 1/7 no bairro de Exarchia, a 2/7 nos bairros de Koukaki e de Ano Petralona e a 4/7 nos Propileos. As ações foram convocadas pelxs Anarquistas pela Desestabilização do Sistema. Durante os actos gritaram-se palavras de ordem, atiraram-se flyers, distribuiram-se comunicados, realizaram-se pintadas, eliminou-se propaganda eleitoralista e foram colocadas 3 faixas: uma na praça de Exarchia onde se lê “Nem a administração de direita nem a de esquerda – Conflito no presente com vista à destruição do Estado e do Capital”, outra na entrada da Politécnica onde se diz “Nem eleições, nem referendos – Sabotagem aos processos institucionais” e a terceira nos Propileos onde se lê “Fogo às urnas da democracia – Anarquistas”.

México: Barricadas por um Junho Negro

Os nossos sonhos não cabem nas suas urnas. Boicote às eleições. Libertação dos presos anarquistas. Pela autonomia das povoações & bairros. POR UM JUNHO NEGRO!

Saímos em grupo, cerca de 20 companheiros, para colocarmos barricadas junto às instalações da faculdade de ciências e humanidades Atzcapotzalco, com a finalidade de promover e preparar o terreno tendo em conta a chamada de agitação e propaganda por um JUNHO NEGRO*.

Perante um quotidiano de renúncias e dissabores, perante as rotinas de repetição, de aborrecimento, de marginalização, de vigilância, de abusos, de falta de respeito; decidimos sair e romper com a mentira que nos contam, com a mentira em que vivemos, com a ordem que distribui a desigualdade e que prolonga e assegura o lugar dos poderosos, sejam de que cor sejam, chamem-se empresários, políticos, autoridades, instituições, Estado ou mercado.

Saímos para dizer que não repetiremos estas mentiras, que não as contaremos mais a nós mesmos, que não as queremos escutar mais, que não estamos de acordo com a sua ordem estabelecida e que lutaremos até ao seu colapso.

Não queremos que nos representem, não queremos escolher-vos nem trabalhar para vocês, nem viver sob as vossas regras, decidimos tomar o destino das nossas vidas, nas nossas próprias mãos, com as nossas próprias atitudes e desejos, decidimos destruirmos-nos e voltar a construirmos-nos, porque pensamos que um projecto autónomo e de auto-gestão da vida é necessário, ainda mais nestes tempos onde a verticalidade e o poder se apropriaram até do mais mínimo gesto sincero de luta.

– SOLIDARIEDADE IMEDIATA COM OS COMPANHEIROS PRESOS LUIS FERNANDO, FERNANDO BARCENAS E ABRAHAM CORTES.

-SOLIDARIEDADE IMEDIATA COM XS COMPANHEIRXS DA OPERACÃO  “PIÑATA”, EM ESPANHA.

POR UM JUNHO NEGRO

BOICOTE AO PROCESSO ELEITORAL

Viva a anarquia

9 de Abril de 2015

fontes: 1, 2

*Junho Negro: Chamada anti-eleitoral de coordenação e ação contra as próximas eleições federais no México, realizada por um grupo anarquista que colocou um dispositivo incendiário no Instituto Nacional Eleitoral da cidade de Puebla, na madrugada de 27 de Março de 2015.

França: Visitas noturnas a locais do Partido Socialista

swewNa quarta-feira, 26 de Março de 2014, durante a madrugada, atacaram-se duas sedes do Partido Socialista, em Paris e Les Lilas.

Um dos locais, situado na rua Cour-des-Noues (no distrito XX de Paris), terminou com as vidraças das janelas e os letreiros de vidro partidos  e redecorado com uma pintada em que se lia: “Abaixo todos os partidos”.

O outro local, na rua 14 Juillet, no município de Les Lilas, foi marcado com uma pintada em que se lia: “Contra todo o Poder” e as vidraças das janelas também ficaram destroçadas.

Nem os partidos, nem os Estados nem as eleições asfixiarão as nossas revoltas.

Niš, Sérvia: Eleições são uma farsa

As eleições parlamentares na Sérvia realizaram-se a 16 de Março de 2014. Anteriormente – enquanto as massas adormecidas pensavam em qual dos servos do grande capital iriam dar o voto e portanto como praticar o seu “dever cívico” –  o grupo de antifas de Niš apelava a um boicote às eleições, auto-organização, greve e rebelião.

“Fodam-se políticos mentirosos, bófias idiotas, partido dos beija-cús, carreiristas e cidadãos snobes, gangs fascistas e organizações (não)governamentais parasitárias.

Morte ao capitalismo – Liberdade para as pessoas!

Através do combativo movimento de trabalhadores, a liberdade e igualdade!

Seja responsável – não vote, organize-se e faça balançar o barco!”

fonte: blogtipomogo

Istambul,Turquia: Sobre o dia do funeral de Berkin Elvan

Berkin Elvan, que sofreu ferimento grave na cabeça após ter recebido o impacto de uma bomba de gás em Junho de 2013, morreu a 11 de Março de 2014. O funeral do chavalo teve lugar a 12 de Março no cemitério de Feriköy, no distrito de Şişli, Istambul. Antes, Berkin tinha feito 15 anos, enquanto se encontrava em coma.

A polícia atacou a enorme multidão que se manifestou no funeral de Berkin, em Şişli.

Durante a resistência pós-funeral, nos bairros de Pangalti e Kurtuluş, destruíram-se bancos e a sede eleitoral do partido AKP do governo foi atacada e incendiada.12-03-2014https://www.youtube.com/watch?v=1tbD5TCg71I

Na mesma noite, na Grécia, as pessoas concentraram-se em memória de Berkin em Exarchia, Atenas,  no local onde Alexis Grigoropoulos, com quinze anos de idade, foi assassinado a tiro, em dezembro de 2008. Numa pintada, nas ruas, lê-se:

Berkin Elvan, morto aos 15 anos de idade
ACAB (All Cops Are Bastards – Toda a bófia são filhos da puta)
Para os irmãos e irmãs que partiram cedo demais ((A))

exarchiaInglês