Arquivo de etiquetas: anti-patriotismo

A extrema-direita em Portugal, hoje

recebido a 19.02.18

[Contribuição anarquista importante. Companheirxs, em Portugal,  procuram justamente entender de que forma e por que meios se pretende expandir o nacionalismo e o patriotismo, o ódio racial, a xenofobia generalizada, a homofobia assassina e o conservadorismo mais obsceno, assim como identificar as suas ramificações – associações, movimentos, partidos, negócios e locais.]

Tendo como alvo preferencial xs imigrantes, xs homosexuais, transgénero e xs anti-militaristas em geral, além de qualquer mulher em particular (movimentos anti-aborto e outros) é desde logo evidente que a extrema-direita se pretende infiltrar (ou já fundou associações) em meios ligados à defesa do ambiente, direitos dos animais, meios vegan ou vegetarianos, esotéricos e de solidariedade social (mas só para “brancos”), tendência aliás comum ao que se passa um pouco por toda a Europa. A juntar-se a isto, aparecem as bandas nazis em franco florescimento, uma editora de venda on-line mas também em apresentações de livros (ou com ligações a alfarrabistas onde vendem diretamente toda a mixórdia nazi-fascista, pura e dura).

Desde sempre presentes nas claques dos grandes clubes de futebol, também treinam jogos de guerra, perseguindo negros ou outras etnias, tentando matá-los, no terreno ou on-line. E por falar em on-line, presentes estão em força nas chamadas redes sociais, onde também captam “incautos” entre o descontentamento geral – tal como o fazem nos sites de jogos de guerra, todos eles de violência extrema racista, homofóbica, xenófoba e misógina.

Possuem, claro está, locais de culto e negócios. Uns legais, outros ligados a tráficos (mulheres, armas e drogas). A cereja em cima do seu “bolo envenenado” são as organizações políticas, umas visíveis, outras na clandestinidade. Treino de assassinos e bestialidade humana. É disso que se trata e devemos estar preparados para esmagar, uma e outra vez, os ovos da serpente e para a matar, por fim.

[LISTA EM ATUALIZAÇÃO]

Local da moda de concentração nazi: Bar Cave.

Grupos em florescimento: NOS e “Verdade Contra o Sistema”.

Negócios:

– Restaurante BRASA DO PRIOR VELHO – Lisboa (gerido por um nazi e local de encontros da NOS).

– Defensive fight system na Moita. (com a “Defensive Fight System” – na prática de Kung Do Te – Grupo Desportivo e Popular de Chão Duro na Moita). Representada pelo seu Director Paulo Cegonho (membro de extrema-direita, assumido), o ginásio tem protocolo com a NOS.

-Bar Cave ( Cave Rock Bar) – de um membro da “Oifensiva”, banda nazi – frequentado por hammerskins e publicitado (antes da sua abertura) por várias páginas de extrema direita e elementos de extrema direita como o “nosso novo bar”.

-Hellxis (do dono da antiga Portugal Ultra, de parafernália nazi, e ex-membro (ou amigo, ou o raio que quiserem) do MAN.

– Editorial Contra Corrente [editora de livros de extrema direita, vende on-line, nas apresentações dos livros e em duas lojas de alfarrabistas (negócio direto e não “alfarrabismo”, uma em Lisboa, outra no Porto -“Cedofeita”)]

– Barbearia Lvsitana (barbearia de um nazi “conhecido”)

– Club 38 portugal (hammerskinhouse e organizadora de eventos nazis)

– Artur Miguel tattoos (loja de tatuagens de nazis, irá participar no seu concerto de Dezembro)

– Saintshopestreettattoo loja de tatuagens de (e para) nazis

– Lisboa Nossa (organizadora de eventos nazis)

– Jornal O Diabo (jornal de extrema-direita)

Mygon, loja 15156 josé pais (cabeleireiros de homens de Nuno Pais, membro da NOS)

Organizações políticas:

– Escudo Identitário (extrema-direita dissidente do PNR, tem hammerskins)

– Movimento Social Nacionalista (o nome não precisa de “apresentações”)

– Ideal Identitário (organização nacionalista)

– Associação Portugueses Primeiro.

Organizações “não” políticas:

– Motus Veritis – Movimento Verde (associação “ecológica” de extrema-direita)

– Mal Portugal (movimento anti- taurino constituído por nazis)

– Movimento Luz Branca (“solidariedade social”, para “brancos”)

Grupos nas redes sociais:

Verdade contra o sistema 

A indignação e revolta;

Reconquista Portugal;

Gargúlas de Portugal;

Portugal sem islamismo.

Partidos:

– PNR (Partido Nacional Renovador)
– NOS (Nova Ordem Social – tentativa de futuro partido, do mafioso Mário  Machado, página fechada de momento)

Outros locais e páginas:

– Portugal é de todos (nome e tópicos enganosos, parece ser uma página do “povo” e contra a corrupção, mas é uma página salazarista)

– A casa – combate cultural (mais uma página nacionalista)

– Mocidade Portuguesa da Divisão de Lisboa (“convívio” on-line de ex- membros orgulhosos da Mocidade Portuguesa – movimento fascista da 2ª República, Estado Novo, Ditadura fascista)

– LusitanOi (banda nazi)

– Legião Lusitana (banda hammerskin)

– Clann Portugal (Clann, página nacional socialista)

– Posição nacionalista (página de “opinião”)

SUSPEITAS

Alex barbershop 16  (barbearia a necessitar de confirmação, se alguém souber algo, mas é desde logo evidente a preferência especial dos nazis por ela).

Setúbal, Portugal: O Covil festeja 110º Aniversário do Regicídio na 5ª Feira, 1 de Fevereiro

recebido a 29.01.18

Mataram o Rei! Viva a Anarquia!
O Covil festeja o 110º aniversário quinta-feira, 1 de Fevereiro
15h-Kafeta
19h- Surpresa Regicida
20h -Janta Buíça
21h – Estruturas do Poder na monarquia e república

Convidamos todos a virem celebrar o assassinato do rei que pôs fim ao regime absoluto da monarquia

C.O.S.A Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

[Espanha] Nenhum Estado nos fará livres – Contra o Nacionalismo

CONTRA O ESTADO E O CAPITAL O ÚNICO CAMINHO É A LUTA – A LUTA ESTÁ NAS RUAS – NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS (A)

Cartazes, panfleto e volantes contra o nacionalismo – em todas as suas expressões – foram distribuídos por todo o Estado espanhol, a partir de 18 de Outubro de 2017. Na cidade de Madrid ficaram disponíveis, a maior parte deles, no Local Anarquista Motín.

No panfleto distribuído podia ler-se:

NENHUM ESTADO NOS FARÁ LIVRES

Nenhum Estado, espanhol ou catalão, nos dará qualquer tipo de liberdade. Isto porque a razão de ser de qualquer Estado é submeter xs exploradxs e garantir os privilégios das classes dirigentes. O Estado regulamenta a exploração mediante a Lei e assegura que xs oprimidxs nunca se levantarão contra uma ordem que os explora, humilha, expulsa, entristece, rouba e assassina, por todo o planeta.

Nenhuma polícia, Mossos, Guarda Civil ou Nacional nos protegerá. Pelo contrário, são a força de choque do Estado que protege a propriedade privada e que se encarrega de reprimir e perseguir todxs aquelxs que não se ajoelham e decidem lutar contra o seu podre mundo. Não há uma boa polícia ou má polícia, todos os corpos repressivos obedecem a uma lógica muito específica: manter a ordem. Não esqueçamos o desempenho de qualquer das forças policiais em greves gerais, manifestações, invasões em bairros, controlos racistas, vigilância de prisões, despejos e desokupações, e inclusive como força de ocupação estrangeira (lembre-se do número de corpos repressivos implantados em missões internacionais). Obedecem e servem aos seus mestres.

A Democracia, as instituições parlamentares e xs políticxs não cuidam dos nossos interesses mas, apenas, dos seus próprios interesses. Ninguém, para além de nós próprixs deveria velar pelos nossos interesses. Escolher xs nossxs amos, votar, submeter-nos a maiorias e / ou minorias, atuar nos quadros democráticos …torna-nos cúmplices da nossa própria dominação e instaura em nós o espírito de delegação em profissionais. Colocamos as nossas vidas nas suas mãos. Confiar em políticxs que só procuram (como todxs elxs, aliás) rentabilizar as nossas lutas e sentimentos – enquanto nos submetem ou aspiram a submeter-nos – faz com que nos convertamos numa massa servil disposta a se mobilizar ou desmobilizar, segundo os seus interesses eleitorais e lutas pelo poder.

Nenhum nacionalismo ou bandeira deveriam nos representar. Como oprimidxs e exploradxs, deveríamos entender que temos mais em comum com qualquer outrx exploradx ou oprimidx do que com um empresário ou político nascido no mesmo lugar que nós. Nacionalismo e patriotismo são ferramentas do Poder com as quais se infectam e manipulam os oprimidos, fazendo-os dançar ao ritmo dos opressores para se vincularem com os inimigos da nossa classe e seus projetos e necessidades, em constante mudança. O carinho à terra em que vivemos ou à nossa língua são-nos arrebatados para justificar a criação de novos estados. Impedindo, assim, que a cultura seja algo vivo, em constante evolução e livre desenvolvimento entre indivíduos e comunidade. O Estado é a morte de todo o desenvolvimento livre, construindo fronteiras e semeando as sementes do racismo e da xenofobia.

Sob o capitalismo, Estado ou qualquer forma de autoridade nunca seremos livres. Construamos um mundo novo sobre as ruínas da sociedade autoritária e estatal. Construamos e lutemos pela anarquia, como combate constante contra toda a forma de opressão e exploração, em solidariedade e apoio mútuo com xs nossxs iguais, venham donde venham.

NEM NAÇÕES NEM FRONTEIRAS!

em espanhol via ContraMadriz

Madrid: Nem Nações, Nem Estado, Nem Capitalismo

Esta é a nossa independência; Nem nações, nem Estado, nem capitalismo.

[Sabotagem ao Baixa Bank em Vallekas e um apelo]

Na madrugada de 12 de Outubro – noite anterior à festa colonialista e militarista preferida pelo nacionalismo espanhol – foi destroçada uma caixa ATM do Caixa Bank, no bairro de Vallekas tal como realizada uma pintada na qual se podia ler: “Esta é a nossa independência: nem nações, nem Estado, nem capitalismo”.

A mensagem é simples, enquanto os nacionalismos catalão e espanhol são reativados e se cobrem com a bandeira da democracia, alguns/mas decidimos agir e atacar aquilo que realmente nos oprime, explora e rouba a nossa independência. Estamos cansadxs de esperar, cansadxs de contemplar como a Democracia, o Estado e os corpos repressivos dos dois lados se vêm cheios de legitimidade, através dos nacionalismos.

Atacamos aquilo que nos oprime: fronteiras, nações, bancos, patrões, fascistas, estado, capitalismo, patriarcado… através deste pequeno gesto, fazemos uma chamada para que se ampliem os ataques contra o capitalismo, estados e os seus interesses. Não vamos esperar por nenhum processo para continuar a lutar pela anarquia, a única forma de independência que reconhecemos.

Nem nações, nem Estado, nem capitalismo!
Pela Anarquia!

Alguns/mas anarquistas contra o patriotismo

via contramadriz

Porto Alegre, Brasil: Nosso País É o Mundo

recebido a 8/10/17

A piada de mau gosto que é o movimento “O Sul é Meu País” realizou mais uma suposta “consulta popular” (da qual na verdade só participam os próprios separatistas) em algumas cidades dos estados que compõem seu sonho de novo país.

Hoje esticamos uma faixa em uma movimentada avenida de Porto Alegre com os dizeres “O Mundo é Meu País!”. Queremos lembrar a todas as pessoas que nenhum país, novo ou antigo, será a solução de nossos problemas ou nos dará a liberdade que queremos!  Pelo contrário, mais fronteiras restringem ainda mais a liberdade das pessoas. Principalmente em um país fundado com base em noções bairristas e eurocêntricas.

Os separatistas argumentam que não é possível identificar o que de fato une culturalmente as pessoas nascidas no Brasil. Não podemos deixar de concordar. Mas isso porque todas as nações são abstrações! As fronteiras nada mais são do que separações arbitrárias, baseadas em semelhanças superficiais ou inventadas e que ignoram os povos originários, como o povo Guarani que habita a região dos três estados, mas também outras partes do Brasil e também do Paraguai e Argentina. Nações nascem motivadas por migrações forçadas, genocídios e limpeza étnica. Uma nação, por menor que seja, é uma abstração que não nos serve de nada. E neste caso, ainda pior, pois é racista ao se basear em uma ancestralidade europeia.

Essas fronteiras recém inventadas permitem pintar como inimigo quem está do lado de lá da linha, e assim controlar a todxs nós ainda mais (e nos mandar para guerras infundadas). No caso do movimento “O Sul é Meu Pais” cria-se esse inimigo ao colocar os estados do sul como explorados pelos estados mais ao norte. Chegam ao ponto de dizer que os estados do sul são como uma colônia do resto do país. Essa visão míope gera um bode expiatório e ofusca os reais responsáveis pela escassez e crise.

Capitalizando na crescente repulsa à política partidária, o movimento se equilibra numa corda bamba ao se declarar apartidário, buscando parecer neutro. Apesar disso, suas lideranças não conseguem esconder suas tendências neoliberais e de direita, beirando fascismo. De fato, a independência do sul é inclusive uma pauta de movimentos neonazistas.

Defensores da separação dos três estados do sul afirmam que “Brasília não nos representa”, mas querem substituí-la por outro governo que, como todo governo, é uma ferramenta para controlar e oprimir a população.
Sim, Brasília não nos representa, mas o Piratini [capital deste novo país] também não nos representa. Ninguém nos representa. Somos ingovernáveis!

Nenhum país mais! Pelo fim de TODAS as fronteiras!

em inglês, espanhol

[Poesia armada] O Poder do Chulé

De Profundis Profanum

Que ardam nas profundezas.
Que se façam banir na revolta:

Os Salvadores das Pátrias,
Os Sebastiões do Nevoeiro,
Os Sacripamtas da Treta,
As Fátimas da Miséria dos Pequeninos,
Os Futebóis do Chulé,
As Touradas da Inquisição,
Os Vampiros da Banca,
Os Pântanos do Poder.

O Salvador da Pátria,
nos pântanos do Poder,
D. Sebastião enevoado
Sacripantas do Chulé.

O Sebastião Conquistador,
Do Império Colonial,
De Nevoeiro e Vampiros,
à Miséria da Inquisição.

Sacripamtas da Treta,
Futebóis e Touradas,
Pela miséria da Banca,
Vampiros dos Pântanos.

Das Fátimas do Poder,
à Banca da Treta,
Inquisição de Vampiros,
Pântanos do Nevoeiro.

O Chulé do D.Sebastião
A Treta do Futebol,
A Inquisição dos Pântanos,
A Banca das Touradas.

O Poder do Nevoeiro,
A Treta das Pátrias,
A Pequenez da Miséria,
A Banca dos Vampiros.

A Banca dos Impérios,
O Pântano dos Salvadores,
A Pátria dos Pequeninos,
O Poder do Chulé!

Atenas: Presença na marcha antifascista de 18 de Fevereiro em Aspropyrgos

Morte aos racistas (A)
Alerta Antipatriota /A)
Acabar com os patriotas

Em 18 de Fevereiro de 2017, um grupo internacional de compas organizado pela Okupa Themistokleous 58, participou na manifestação antifascista de Aspropyrgos, realizada por iniciativa do grupo anarquista Non Serviam para marcar mais um ataque assassino contra um imigrante do Paquistão, no início de Fevereiro. Nas faixas em urdu e grego podia ser lido: “Morte aos racistas (A)“, e durante o percurso escreveram-se nas paredes as palavras de ordem,”Alerta Antipatriota” e “Acabar com os patriotas“, voaram folhetos e gritou-se nas ruas conservadoras desta cidade que nenhum ataque por motivos racistas / fascistas irá ficar sem resposta .

Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!

Okupa Themistokleous 58

Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!
Nem nativxs nem estrangeirxs
Apátridas insurgentes!

em grego

[Santiago, Chile] Projeção de documentário sobre a “IIRSA” – 11/05/2017


Lugar: USACH, Pastos de Sherwood, Zonal Jotabeche, Alameda #3677 (Metro U. de Santiago) e sala da Coordenadora de Psicologia (neste espaço será projetado o documentário e se dará espaço ao fórum/debate).

Dia: 5ª feira, 11 de Maio, desde as 12:30 hrs – aprox. 19:00 hrs.

Jornada de exposição do projeto da I.I.R.S.A e da sua repercução tanto no Estado $hileno como na América do Sul (Abya Yala).

A ideia de criar esta instância é a tensão dos conflitos em torno da urbanização, extração e gentrificação entre outros; dando importância à recuperação da natureza – como um todo (incluindo xs animais), quebrando as lógicas de coisificação que existe sobre esta.

Assim, entendemos que: “O poder e o avanço do capital – através das suas infra-estruturas – devastam diariamente a terra, tendo em vista o progresso da sua putrefata máquina de morte. As novas condições do domínio ampliam-se através da gentrificação, extração, urbanização da pobreza, novas formas de opressão, militarização dos bairros, e assim por diante. Onde quer que nos encontremos haverá um conflito contra o poder, controle e a sua infra-estrutura. Nas regiões do sul do mundo estão a ser levados a cabo mega-projetos de exploração a que os nossos inimigos têm chamado I.I.R.S.A. (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), uma iniciativa de estados e empresas diversas, com o fim de agilizar o fluxo de mercadorias, impondo um reordenamento neocolonial e formas de controlo em cumplicidade com a sociedade dos cidadãos de consumo.

Antes de se presenciar o espectáculo de morte – antes de ser o elo totalmente fechado da cadeia – preferimos romper com o estabelecido, assumindo a responsabilidade por aquilo que passa por nós: É hora de aprofundar a guerra contra os Estados, contra a capital e os modos que adoptam para continuar e melhorar e aperfeiçoar a sua asquerosa maneira de viver. Como anarquistas fazemos uma chamada para a ampliação da revolta, propaganda, ação direta e solidariedade entre os pares e atacar o desenvolvimento e progresso do capital. Incitar à luta em defesa da terra contra o avanço da extração, contra as instituições cúmplices, suas leis funcionais e falsos críticos. Resistência e ofensiva devem ter um impulso que permita atacar toda a forma de poder, seja qual for a forma que  assuma. Devemos potenciar as diferentes lutas, aprender com as experiências e contribuir com reflexões, já que não há tempo a perder, é aqui e agora: passar à ação contra toda a formas de autoridade” – palavras retiradas de posições assumidas por alguns e algumas anárquicas, nas semanas de agitação e propaganda contra a IIRSA.

Resumo do projeto:

A iniciativa IIRSA surge em 2000, em Brasília, e é um trato entre doze países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), o banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), O Fundo Financeiro da Cuenca del Plata (FONPLATA) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Neste acordo inicia-se o projeto de reconfiguração da geografia latino-americana, o qual se pretende realizar através de Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID) por todo o continente. Estes eixos são definidos – de acordo com o próprio site da IIRSA – como “franjas multinacionais do território onde se concentram as áreas naturais, assentamentos humanos, zonas produtivas e os fluxos comerciais“. Cada uma destas franjas seria modificada para interligar os territórios extrativos e criar corredores comerciais com saídas nas costas do Atlântico e Pacífico: aqueles a que se têm chamado Corredores Bioceânicos. Por outras palavras, trata-se da construção da grande infra-estrutura para conectar os centros de produção com o consumo, reduzindo o custo e acelerando as transferências, facilitando ainda mais a exploração de jazidas de hidrocarbonetos, minerais, energia, água, recursos agrícolas e o seu transporte, reforçando ao mesmo tempo o controlo social. Estabelecendo um novo ordenamento lógico e novas fronteiras para a transferência de riqueza aos centros de procura (principalmente a Ásia).

Este cenário de desconexão absoluta entre as realidades e as necessidades locais, – tal como a implantação e posta em marcha de mega-projetos – que respondam ao mercado mundial – não é um acaso e para se compreender a magnitude do problema da pilhagem e da extração é preciso entender como é que as transnacionais, os capitais mundiais, concebem a nossa Yala Abya (o nome dado ao continente americano pelo povo Kuna antes da chegada dos europeus); como uma única grande fonte de inesgotáveis recursos de que não há limites para a sua extração – com a permissão obtida através da violência da colonização e, em seguida, através da cumplicidade dos governos atuais.

Embora muitas comunidades, em todo o continente, já se tenham visto confrontadas com as consequências da criação da IIRSA, há já muitos anos, este continua a ser um mega-projeto invisível ao nível da opinião pública. Isto, a nível sul-americano, a fim de se parcelar os conflitos territoriais, separá-los como se eles não tivessem nada em comum, como se a maioria não tivesse inserido neste projeto que considera a América do Sul como uma grande fábrica de mercadorias. A IIRSA já iniciou as suas obras e muito poucas pessoas no Chile estão disso cientes. Na Bolívia, a defesa do TIPNIS (Parque Nacional e território Indígena Isiboro Secure) perante uma via que pretende cortá-lo em dois, ameaçando com a extinção as comunidades e a natureza, no Peru, a Rodovia Interoceânica em Madre de Dios trouxe consigo a invasão de terras, contaminação pela mineração de ouro, extração de petróleo e de tipo agro-industrial e, na Colômbia, o departamento Putumayo está a ser atravessado por dois eixos de integração IIRSA: o eixo Amazônico, que inclui portos, estradas e canais para tornar o rio navegável e o eixo andino, que inclui estradas e linhas elétricas, condenando os seus povos a desaparecer. A IIRSA avança com a velocidade do capital, e não sabemos ao certo o que está em execução nesta parte da região. Só sabemos que muitas das iniciativas energéticas, por exemplo, amparadas sob o mito da “crise energética” e continuar a implementar para que a energia seja vendida no estranjeiro e para alimentar projetos fora do Chile.

“Muitas vezes nos perguntamos, o que mais? Quanto mais deve ser produzido para se alcançar o progresso, para conseguir essa promessa, essa felicidade e esse bem estar,adiados para o futuro? Hoje temos conhecimento, graças ao fluxo de informação e às próprias realidades que vivemos, que o grande número de mega-projetos industriais e extrativos que estão instalados na região não contribuem para o nosso desenvolvimento e nossa qualidade de vida, pelo contrário empobrecem, adoecem e contaminam a nossa terra e a nós mesmos. Nós sabemo-lo, porque a história recente o tem demonstrado – quando se instala uma hidrelétrica para represamento de um rio no sul, o objetivo final não é alimentar energeticamente a localidade onde o projeto está instalado, mas sim que esse local seja usado como plataforma de produção, do qual se extrairá a energia para ser levada para outros lugares à “indústria extrativa” provavelmente de qualquer lugar na América do Sul. A IIRSA serve os interesses das transnacionais interessadas em extrair a maior quantidade possível de lucro e mercadorias, secando e assassinando a terra, os recursos naturais e humanos … “ – O Pilpilen Preto.

Na jornada encontrar-nos-emos em:

A presentação do livro “Deserto”.

Feiras de Editoriais Anárquicas e Autónomas (traz a tua feira).

Oficina de Xilogravura por Matate Xilografía.

Expoem no Fórum :

– Revista Mingako

– Indivíduxs Anárquicxs de Proposta Informal perante a I.I.R.S.A

Conversa: Que fará frente aos conflitos da I.I.R.S.A nesta zona e na América do Sul, em geral? propostas e projeção.

Bandas ou individualidades convidadas a tocar (ainda por confirmar):

– Grone Aukan
– Jairoly

Guerra à devastação do progresso capitalista, ao extrativismo, à cumplicidade do Poder e dos seus Estados! Pela Libertação da Terra, Animal e Humana!

em espanhol l alemão

Portugal: ” Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer”

Comunicado recebido a 25 de Abril de 2017
[Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer]

Nem democracia nem ditadura! Nem esquerdas nem direitas ou centros, tampouco!
Em todo o mundo, na democracia só há é mais hipocrisia!

Hipocrisia, quando se utiliza a máscara mais fantástica de todas, a repressão legal.

Quando se financiam os bancos que financiam as empresas de armamento. O florescimento do negócio de armamento não só beneficia as empresas de armas mas também os bancos e as seguradoras. O financiamento dos bancos é feito com o nosso suor e sangue e destina-se ao ataque terrorista dos povos, em todo o mundo.

Quando, em nome do “povo” se cometem as maiores barbaridades, roubando-nos um a um todos os direitos, liberdades e garantias conquistados com sangue, suor e lágrimas mas também com as armas dos oprimidos e oprimidas.

Quando as “esquerdas” e as “direitas e centros” apenas nos pretendem ludibriar – apresentando de forma mais ou menos folclórica o seu dito patriotismo à causa da gerência das “crises” – num ataque final do capitalismo, no seu tão desejado regresso às trevas da escravatura mais diabólica, porque mascarada neste mundo do espectáculo.

Porque todos os seus poderes são militaristas, porque todos os seus rituais são uma lição subliminar de violência, instilação de medo e de subserviência! Trata-se da invenção mais perigosa de todas – apenas nos pretendem amansar – porque nos tolhem os movimentos e petrificam os cérebros.
 
Porque, em súmula, se trata da traição maior de todas, feita com o consentimento e com o selo das populações oprimidas, com o seu voto!

Recuperemos a memória, reflectindo sobre o passado e sobre o presente, aqui e agora. Tomemos as ruas da nossa revolta e conquistemos a auto-organização, a entre – ajuda e o apoio-mútuo. Sem partidos nem manipulações.

Portugal, 25 de Abril de 2017,
Alguns e algumas anarquistas

em pdf, clica aqui

Atenas: Caça de patriota no centro da cidade [Julho de 2016]

takNo dia 8 de Julho de 2016 localizamos um fascista que deambulava na esquina das ruas Patision e Stournari, o mesmo local onde se desenrolava um protesto de imigrantes (sentados na via). Este gorila tinha tatuada uma enorme bandeira grega numa mão e com a outra segurava um capacete de mota. Ao receber os primeiros murraços, e apesar da sua altura e do seu orgulho nacionalista grego, o patriota correu a esconder-se numa loja próxima, choramingando e pedindo por favor que não o amachucassem. Esperamos que tenha aprendido algo desta lição, investindo um pouco de dinheiro na sua estética pessoal, tirando o símbolo nacional da mão.

TODAS AS PÁTRIAS À MERDA!

Núcleo de lutas de rua Mario Vando

em  grego, espanhol, alemão