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[Portugal]”Descolonização do Imaginário Tecnológico”- vídeo da performance apresentada na Disgraça, em Lisboa

“Vivemos num estado artificial de consciência e queremos destruir a prisão que aliena a nossa existência natural”.

A Hipótese Biogeoquímica apresentou, no espaço anti-autoritário Disgraça nos finais de Novembro de 2017, integrada na atividade do Tattoo Circus Lixboa – Tinta de Solidariedade para Prisioneirxs, a performance “Descolonização do Imaginário Tecnológico”

em inglês l alemão

Santiago, Chile: Atentado incendiário contra imobiliária

Entre uma formosa obscuridade lunar, de noite negra, sob a lua nova e um incandescente céu estrelado (madrugada de 18 de Janeiro), estendemos as asas e com a sua envergadura cobrimos de sombra este asqueroso mundo. Planeamos irritadxs, visibilizámos  o objetivo e aguardamos com cautela, lançando-nos então furiosamente numa discussão contra um ramo de vendas imobiliárias para logo de seguida inaugurar outra edificação podre (departamentos) denominada “ALTUM”, da empresa “INMOBILIARIA ACONCAGUA” – para amontoar ao abrigar um grupo de cidadãos escravos – apenas a alguns quarteirões de uma maldita esquadra de polícia, atacando o nariz POLÍCIA BASTARDA!

Conhecidos pela sua devastadora expansão civilizadora, impulsam  cidades onde não as há fortalecendo-as onde já existem e ousando sepultar a imensidade e diversidade do indomável e indomesticável – quando dizemos “ousam” é porque vocês, horda de bastardos dominadores, com as vossas infra-estruturas não são NADA. Conspiramos para que desapareçam, pois nem conseguem nem conseguirão submeter a imensidade do selvagem e aquelxs que continuam em guerra contra a máquina civilizadora do poder. Ao mesmo tempo, criam o sentimento e fingem a práxis do ataque, materializando o nosso caótico ato de guerra com a instalação de um dispositivo incendiário / explosivo nesta sala de vendas, conseguindo ativá-lo – logo a seguir ao atraso programado – para dar origem ao fogo. Avivando-se este começa a queimar parte  da fachada, do chão e do tecto. Já no caminho de saída da zona, conseguimos ouvir ainda as sirenes que mobilizavam caminhões de  bombeiros e um contingente policial – que, para sorte do inimigo,  conseguiram controla o fogo ardente, propagado com propósito e intenção destrutiva, a que ansiávamos alcançar.

O nosso objectivo e data, a propósito, não foi aleatório. Aconcagua Real Estate é uma empresa do Grupo SalfaCorp, que desenvolve, administraa e vende projectos imobiliários no pikun mapu, especificamente em Pudahuel, san miguel, las vizcachas, puente alto, colina, Huechuraba, Padre hurtado, La cisterna, Cerrillos e Maipú. Por sua vez, o SALFACORP é o maior grupo empresarial do sector de construção no Chile, civilizadores e antropocêntricos contemporâneos que se vangloriam em parágrafos bombásticos que explicitamente falam de “uma liderança indiscutível que cultivaram durante os seus quase 90 anos de história”.

“A empresa alcançou esta posição graças ao seu sólido modelo de negócios – estruturado para crescer de forma planificada e ordenada – baseado em unidades de negócios independentes entre si e diversificadas, que incluem especialidades replicáveis em outros mercados, como pode ser visto na expansão internacional que se levou a cabo.
90 anos destruindo a Terra em função do progresso humanóide, construindo portos, pontes, cidades, edifícios e mega-projectos variados. Assim, esses projetos e negócios de extração produzem fortunas com o sangue da terra, que são sempre avaliados pela sociedade antropocêntrica, patriarcal e especista – perpetuando a sua ânsia de progresso até ao ponto de se orgulhar de habitar as cidades – prisões,  mantendo assim, também, a identidade cidanóide que nos repugna e enoja.  Assim, sabemos que não são só simples e complexos projectos os que destroem a natureza, pois estes são o claro reflexo e materialização da ideia do mundo civilizado – que o poder e os seus cúmplices procuram expandir – sendo esta afinal a moderna ideia colonizadora à qual declaramos a nossa guerra, ao poder e à civilização.

Detestamos a vinda do papa, o que simboliza e representa; invasão, massacres de nativxs, despojo, evangelização, domesticação, AUTORIDADE, IERARQUIAS, CONTROLO, DOMINAÇÃO.  Por isso realizamos a ação na conjuntura da visita desta indesejável máxima autoridade clerical, juntando-nos assim às ações que, a partir da sua informalidade e autonomia, se ergueram em diversos pontos do território Pikunche e Wallmapu.

Como aprendizagem só nos resta decidir aqui e agora o ataque, potenciando e afinando as formas e materiais com que os atacar e sermos mais eficazes na finalidade destrutiva, nutrindo-nos da praxis insurrecional e guerrilheira tanto do passado como do presente. Desta vez eles conseguiram fazer o seu trabalho, apagando o kutral indomável, mas continuaremos em pé de guerra contra TODA A FORMA DE DOMINAÇÃO! “HOKA HEY”

Saudamos com o coração transbordante de alegria Tamara sol e a sua tentativa de fuga, abraçando as suas convicções na prática, cada ato virando uma guerra contra esta maquinaria. Uma piscadela de cumplicidade aos/às dignxs companheirxs em guerra e sequestradxs nas prisões do poder do mundo inteiro!

Aos/às presxs políticxs mapuche e à sua resistência inquebrável no wallmapu com o exercício diário del kimun ancestral e coerente ataque às estruturas que devastam o território.

RESISTÊNCIA, NEWEN(1) E LIBERDADE AO MACHI CELESTINO CORDOVA – atualmente sequestrado na prisão de Temuco – que iniciou a sua GREVE DE FOME LÍQUIDA a 13 de Janeiro do presente ano EXIGINDO A URGENTE SAÍDA DO SEU REWE (2) E A RENOVAÇÂO DESTE.

Desta vez na warria (3), fazemos-nos presente com esta ação, apoiando também a greve do machi celestino, solidarizando-nos assim a partir da confrontação com o poder, da guerra  e da espiritualidade autónoma, fazendo-nos parte do conflito, encontrando-nos nas semelhanças e diferenças, mas caminhando com a intenção visível de não retroceder perante a colonização civilizadora.

Com a MEMÓRIA sempre viva, ativa e perigosa, avançamos junto aos/às nossxs guerreirxs mortxs, que nos velam junto o nosso espírito de combate. PELAO ANGRY, PUNKY MAURI, CLAUDIA LOPEZ, MATIAS CATRILEO, ALEX LEMUN E A TODXS XS COMPAS QUE VIVERAM EM CONFLITO E QUE NÃO CEDERAM NEM UM  MILÍMETRO FRENTE AO INIMIGO, PRESENTES AGORA E SEMPRE!

A MACARENA VALDES ASSASSINADA POR DEFENDER A MAPU DOS COLONOS AUSTRÍACOS DA EMPRESA RP GLOBAL E DO SEU NEGÓCIO EXTRATIVISTA, QUE NÃO HESITARAM EM MATÁ-LA E SIMULAR UM SUICÍDIO. NADA MAIS QUE UMA VINGANÇA DA LAGMIEN M. VALDESS.

A STGO MALDONADO, COMPA ANARQUISTA ASSASSINADO PELA GENDARMERIA NO OUTRO LADO DA CORDILHEIRA. UM ABRAÇO ONDE TE ENCONTRARES E ATAQUE DIRETO AOS LACAIOS QUE TE ARREBATARAM A VIDA.

FOGO ÀS PRISÕES E AOS SEUS CARCEREIROS, ÓDIO ETERNO A TODXS XS CORPOS POLICIAIS EM QUALQUER DAS SUAS EXPRESSÕES.

DESPREZO AOS/ÀS YANACONAS (4) QUE DE JOELHOS SE INCLINARAM PERANTE O PAPA!
SELVAGENS EM VEZ DE CIVILIZADXS, AQUI E AGORA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
FOGO E SABOTAGEM À I.I.R.S.A!
CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ, BLASFEMOS EM VEZ DE DEVOTOS. NEM O PAPA NEM NENHUM MISERÁVEL EVANGELIZADOR SERÁ BEMVINDO!
CÁ ENCONTRAMOS-NOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE!

Estampido Iconoclasta pelo Selvagem

N.T:
(1) Newen são as forças celestes.

(2) Todas as grandes cerimónias religiosas Mapuche se realizam ao pé do REWE, sendo este a árvore cósmica, símbolo da profissão do MACHI, também conhecido como KEMUKEMU; simboliza a árvore sagrada onde os espíritos invocados pousam. Este altar consiste num tronco de árvore com cerca de 3 metros de altura, cuja extremidade superior é esculpida em forma de cabeça humana, com ou sem chapéu; a frente tem a forma de uma escada de 4 a 7 degraus, aqueles que representam os quadrantes do seu cosmos “.

(3) Waria é cidade (em língua Mapuche)

(4) “Yanacona” é um termo depreciativo de origem Mapuche, para aqueles  que realizam ações consideradas contrárias aos interesses do seu povo,  como por exemplo, declarar contra xs comuneirxs e activistas mapuches nos julgamentos que o Estado chileno realiza contra elxs. É usado como sinónimo de traidor.

(5)”Hoka Hey” é uma exclamação em Sioux, semelhante às expressões: “Vamos nisso!”ou “Vamos entrar em ação!”

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de ataque incendiário contra o SAG e a DGAC

Na noite de 30 de Junho – no âmbito do mês de agitação anárquica pela libertação da terra – decidimos organizar a nossa raiva e levar a cabo um ataque incendiário ao Serviço Agrícola Pecuário e à Direcção Geral de Aeronáutica Civil.

As motivações para levar a cabo esta ação directa são muitas e variadas; em primeiro lugar procuramos combatera modo de actuar especicista do SAG  –  já que propõe uma suposta salvação e preservação da natureza através da cdestrutiva intervenção da praga humana, pensando que esta espécie maldita tem autoridade para decidir como vive um animal, onde vive e por quanto tempo ele vive…nunca fomos nem seremos salvadores da terra, pelo contrário, hoje em dia somos os seus maiores destruidores. Para evitar este fatal destino existem dois caminhos – ou nos eliminamos como espécie ou fazemos o esforço de voltar às nossas origens, essas mesmas que temos esquecido graças ao falso progresso do capitalismo e do antropocentrismo.

Outro motivo para a nossa ação é a morte recente dos weichafes [lutadores mapuche] Patricio Gonzáles e Luis Marileo, que morreram a lutar em nome da terra, essa mesma que nos dá a vida e que nós apunhalamos pelas costas. Com esta ação queremos afirmar que o espírito guerreiro destes dois combatentes está mais presente que nunca, tanto nas lamas empapadas de raiva, amor e rebeldia que calcinam o sujo cimento como na natureza viva e indomável que resiste firmemente frente às garras do sujo capitalismo – para o qual a natureza não é mais do que um recurso.

A terceira motivação prende-se com o facto de nos encontrarmos nas vésperas do início de um novo processo de eleições – para de novo ser entregue de bandeja a nossa autonomia e a deixarmos sucumbir às decisões de um ser humano investido com o mito da autoridade – e não acreditamos na democracia, pois não existe um ser capaz de representar outro, não acreditamos nem nas eleições, nem em partidos nem na suja política, nem tampouco nos partidos políticos que tanto têm êxito entre os cidadãos – já que não se procura um melhor futuro para o mundo mas replicar atitudes que não fazem outra coisa  que fortalecer o pior cataclismo que a humanidade já viveu, o capital. Perante isto apelamos a NÃO SE VOTAR, mas sim a se organizar e a se fortalecer os laços de solidariedade e de afinidade, já que  relacionarmos-nos de forma horizontal e pelo simples desejo de o fazer é como uma comunidade surge.

EXIGIMOS A COMPLETA PARALIZAÇÃO DOS DIVERSOS PROJETOS QUE COMPÕEM A IIRSA JÁ QUE ESTES NADA MAIS FAZEM DO QUE CONTINUAR A ASSASSINAR A JÁ MUITO FERIDA NATUREZA, PARA ALÉM DE SE CONTINUAR A EXPANDIR O NOJENTO IMPERIALISMO

EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DXS PRESXS POLÍTICXS MAPUCHES QUE COM FORÇA E CORAGEM LEVANTARAM UMA GREVE DE FOME, ALÉM DA LIBERDADE DE TODXS XS PRESXS EM COMBATE, JÁ QUE ENFRENTAR DE FORMA SUBVERSIVA ESTE SISTEMA NÃO É TERRORISMO, APENAS SOBREVIVÊNCIA

A todo o ser que leia este texto, fazemos uma chamada para que enfrente de forma direta os abusos e injustiças próprias do sistema neoliberal e do poder, esperando que esta pequena ação seja como una chispa que incendeie as mentes e os corações de todxs xs animais que acreditam na liberdade e num mundo novo.

LUIS MARILEO E PATRICIO GONZALES, SEMPRE PRESENTES EM TODA A AÇÃO COMBATIVA!

PELA LIBERTAÇÃO TOTAL DA TERRA, LEVANTAMOS-NOS EM PÉ DE GUERRA!

NESTE CONTEXTO A ÚNICA SAÍDA É LUTAR, NÃO TE SERVE DE NADA IR VOTAR!

ABAIXO TODAS AS JAULAS DESTA SOCIEDADE!

Brasil: Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre

Recebido a 15 de Junho de 2017

Bombas de tinta no Tribunal de Justiça de Porto Alegre pela sentença a 11 anos de prisão do Rafael Braga, único preso pelos protestos de 2013.Expandir o conflito é desbordar qualquer margem que ameace nos conter. Espalhar o conflito é enxergar o instinto anárquico de indocilidade e poder agir com ele, solidarizar por ele. No sábado de 6 de maio, poucos dias depois de que ficamos sabendo da absurda sentença, quando a noite caía, caminhamos em direção do Tribunal de Justiça de Porto Alegre e atiramos contra ele bombas de tinta.

No domingo pela manhã já tinham contratado alguém para fazer a faxina do lugar deixando ainda rastros do fato. Uma semana depois, no sábado de 13 de maio, fomos ate lá com a mesma vontade e decoramos a fachada de novo.

Pouco importa se é simbólico, se só uns quantos estavam trabalhando (de luzes ligadas) aquelas noites e tomaram um susto ao ouvir vidros se quebrando na porta. O que importa é que sua normalidade seja quebrada, que seus dias e suas noites não sejam calmas… que suas sentenças e trabalhos que roubam a vida do Rafael e outros como ele, não fiquem como a ordem normal da sociedade que faz séculos domina uns pelo progresso de outros poucos. Que a normalidade de uma sociedade baseada na opressão, racismo e o encerro seja quebrada. O que importa é que não se perda a decisão em ação de revidar e atacar o que nos ataca.

Porquê o Rafael?

Rafael Braga Vieira, catador de lixo e morador de rua, foi detido em 21 de junho de 2013 no contexto dos protestos históricos contra o aumento da passagem no Brasil. Acusação: porte de artefato incendiário ou explosivo. O que ele tinha nas mãos eram duas garrafas de plástico, uma de água sanitária e uma de pinho sol.

Várias pessoas foram detidas ao longo de 2013 por ter participado nesse mesmos protestos, e foram liberadas um tempo depois, alguns com uma vergonhosa atitude delatora (esperar o que num lugar onde a delação é premiada). Mas Rafael Braga não, ele não foi liberado. Ele foi sentenciado e condenado a 5 anos de seqüestro nas gaiolas do estado/capital-civilizador. A mensagem: A favela não pode protestar. Tudo bem com estudantes, ativistas, e militantes da esquerda, e sobretudo brancos, eles podem e até vão esperar em  casa seu “devido” processo, mas os negros, pobres e favelados atacar o sistema … não! E isso que Rafael apenas estava onde vivia, nas ruas.

Faz anos que existe uma agitação anárquica pelo Rafael. Desde reuniões, almoços, atividades, feiras, um chamado internacional pelo Rafael em novembro de 2016 e outro em junho de 2017, até ataques contra partes do sistema carcerário: Queimaram caixas eletrônicos do Banco Santander em dezembro de 2013 sinalizando a solidariedade com Rafael Braga, em maio de 2014, os vândalos selvagens antiautoritários solidarizam também com ele, queimando o tribunal militar da união e viaturas da PM, e em setembro do 2016 alguns amigxs da revolta deixaram um artefato incendiário embaixo de uma viatura mandando um abraço ao Rafael.

Esta agitação mostra que para alem das “ideologias”, uma pessoa que cai nas gaiolas do inimigo e se mantém digna, não será esquecida, não ficará só, porque os laços construídos na luta, são firmes ainda quando trata-se de alguém que recebe os castigos como efeito colateral de nossas ações por ser parte dos reprimidos de sempre: negros pobres e favelados. daqueles que não tem cidadania nem direitos.

Pequena alegria sentimos ao saber de sua liberdade vigiada em 2015, mas, pouco duraria. Em janeiro de 2016 ele foi detido novamente, esta vez por tráfico de entorpecentes, unicamente com inimigos como testemunhas: “Neste sentido são valiosas as declarações prestadas pelos policiais militares Pablo Vinicius Cabral e Victor Hugo Lago, em seus respectivos depoimentos às fls. 195 e 220, que diligenciaram a prisão do réu RAFAEL BRAGA, declarações estas que foram corroboradas pelos testemunhos de seus colegas de farda Farley Alves de Figueiredo (fl. 247) e Fernando de Souza Pimentel (fl. 248).” Estrato da sentença contra Rafael Braga.

A mensagem de novo foi clara: ‘quanto mais vocês se mobilizarem para defender essas pessoas, mais dura será a nossa resposta’.

Com uma mão terna e a outra armada

Com uma mão terna, a solidariedade é um torrente de ações que procuram fazer a vida do seqüestrado menos dura na cadeia, são atos certeiros que quebram o isolamento mandando cartas, livros, comida, apoiando economicamente a ele e a sua família que se vê obrigada a ter que lidar com advogados, processos, as vezes até viagens para visitar alguém.

Mas, fazer menos pesada a cárcere não resolve nem questiona esta sociedade carcerária. Aqui não existe um só juiz, advogado ou agente penitenciário que não tenha sido parte do seqüestro de algum pobre, negro, favelado.  Não existe um só jornal que não nos ensine que isto é “normal” em todos eles a negritude e a pobreza são transmitidas como criminais. Então, aqui não existe negociação possível. Declaram-nos a guerra.  Policiais, leis e cárceres são parte da engrenagem da dominação. Desde o capitão do mato até o sistema judicial a opressão só tem mudado de nomes.

A civilização dominadora, berço do estado, o capitalismo e a moral dos que governam, chama a gritos um ataque, provoca, cuspe no rosto e esmaga no chão se caírmos, nos demandando reagir.

Por isso a nossa mão armada, a do confronto, do agito, do revide. Porque cada ataque contra eles está justificado por séculos de dominação, exploração e extermínio. Porque cada ato vandálico está justificado pela ostentação da mercadoria e da cultura dominante, aquela velha civilizada, bem penteada, ultra legalizada e moralista cultura do domínio que marginaliza a quem não é serviçal, que mata ou seqüestra a aqueles que não lambem a mão do patrão.

Porque a solidariedade é uma arma de combate que não só ajuda ao companheiro, mas responde a quem nele bate.

Para mandar a merda ao juiz seqüestrador: Ricardo Coronha Pinheiro

Mandando algo:

Ricardo Coronha Pinheiro
Tribunal de Justiça- Comarca da Capital
Cartório da 39ª Vara Criminal
Av. Erasmo Braga, 115 L II sala 812CEP: 20020- 903
Centro – Rio de Janeiro – RJ

Mandando um email:

cap39vcri@tjrj.jus.br
assessoriadeimprensa@tjrj.jus.br

Fazendo ligação ou mandando fax:
(0xx21) 3133-2000

Para doar qualquer valor à Família de Rafael Braga
-banco Caixa Econômica Federal
Agencia 4064
Conta Poupança 21304-9
Operação 013
Nome: Adiara de Oliveira Braga (mãe do Rafael)
CPF:  148 955  027  59

Pela Solidariedade combativa
Pelo Rafael
A cada ataque um contra-ataque!

[Poesia armada] Não existe

Não existe o sol
não existe a lua
não existe a primavera
verão, outono ou inverno,
não existe o céu
não existe a terra
não existe o vento
o pasto, as flores
as árvores.
Existe a humanidade… todos os dias morre ao nascer,
da sua curta mas larga existência, o animal preso.

(Da contracapa da quinta edição da Semilla de Liberación, [Semente de Libertação, 02/2017]

em grego

[Poesia armada] O Poder do Chulé

De Profundis Profanum

Que ardam nas profundezas.
Que se façam banir na revolta:

Os Salvadores das Pátrias,
Os Sebastiões do Nevoeiro,
Os Sacripamtas da Treta,
As Fátimas da Miséria dos Pequeninos,
Os Futebóis do Chulé,
As Touradas da Inquisição,
Os Vampiros da Banca,
Os Pântanos do Poder.

O Salvador da Pátria,
nos pântanos do Poder,
D. Sebastião enevoado
Sacripantas do Chulé.

O Sebastião Conquistador,
Do Império Colonial,
De Nevoeiro e Vampiros,
à Miséria da Inquisição.

Sacripamtas da Treta,
Futebóis e Touradas,
Pela miséria da Banca,
Vampiros dos Pântanos.

Das Fátimas do Poder,
à Banca da Treta,
Inquisição de Vampiros,
Pântanos do Nevoeiro.

O Chulé do D.Sebastião
A Treta do Futebol,
A Inquisição dos Pântanos,
A Banca das Touradas.

O Poder do Nevoeiro,
A Treta das Pátrias,
A Pequenez da Miséria,
A Banca dos Vampiros.

A Banca dos Impérios,
O Pântano dos Salvadores,
A Pátria dos Pequeninos,
O Poder do Chulé!

Costa Rica: Barricada por todxs xs caídxs e presxs anarquistas

Barricada insurrecional por todxs xs caídxs e presxs anarquistas. Nunca matarão a ideia, estamos em toda a parte. (A)

No passado 1 de Maio de 2017 esquematizamos uma ação insurrecional que agitasse nas geografias da Costa Rica. Convocamos à agitação e à luta, não à passividade.  Detestamos todas as plataformas políticas. Não procuramos legitimidade em nada mais do que assumimos através das nossas ações. É a declaração da revolta até ao assalto à normalidade. Não tornarão invisíveis as nossas ações. Existimos e resistimos. Que esta sociedade colapse!

Procura que viva a anarquia.

em espanhol

Buenos Aires, Argentina: Incendiado carro de um fantoche do poder

A todos xs companheirxs que dão batalha nesta guerra contra a autoridade do estado, do capital e à sociedade, em todo o lado.

Sigamos o nosso caminho, que é único e o melhor que podemos fazer perante a imundice de vida que nos apresenta as pessoas que nos marginalizam e se marginalizam também, quer dizer, que formam a margem que separam as pessoas que têm algo que perder das que não o têm.

Na terça- feira, 14/02/2017, à 1 da madrugada, incendiámos o luxuoso carro de um fantoche do poder do poder, na via Echeverria 5400, Villa Urquiza, Buenos Aires.

Liberdade ou Morte

em espanhol l grego

[Santiago, Chile] Projeção de documentário sobre a “IIRSA” – 11/05/2017


Lugar: USACH, Pastos de Sherwood, Zonal Jotabeche, Alameda #3677 (Metro U. de Santiago) e sala da Coordenadora de Psicologia (neste espaço será projetado o documentário e se dará espaço ao fórum/debate).

Dia: 5ª feira, 11 de Maio, desde as 12:30 hrs – aprox. 19:00 hrs.

Jornada de exposição do projeto da I.I.R.S.A e da sua repercução tanto no Estado $hileno como na América do Sul (Abya Yala).

A ideia de criar esta instância é a tensão dos conflitos em torno da urbanização, extração e gentrificação entre outros; dando importância à recuperação da natureza – como um todo (incluindo xs animais), quebrando as lógicas de coisificação que existe sobre esta.

Assim, entendemos que: “O poder e o avanço do capital – através das suas infra-estruturas – devastam diariamente a terra, tendo em vista o progresso da sua putrefata máquina de morte. As novas condições do domínio ampliam-se através da gentrificação, extração, urbanização da pobreza, novas formas de opressão, militarização dos bairros, e assim por diante. Onde quer que nos encontremos haverá um conflito contra o poder, controle e a sua infra-estrutura. Nas regiões do sul do mundo estão a ser levados a cabo mega-projetos de exploração a que os nossos inimigos têm chamado I.I.R.S.A. (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), uma iniciativa de estados e empresas diversas, com o fim de agilizar o fluxo de mercadorias, impondo um reordenamento neocolonial e formas de controlo em cumplicidade com a sociedade dos cidadãos de consumo.

Antes de se presenciar o espectáculo de morte – antes de ser o elo totalmente fechado da cadeia – preferimos romper com o estabelecido, assumindo a responsabilidade por aquilo que passa por nós: É hora de aprofundar a guerra contra os Estados, contra a capital e os modos que adoptam para continuar e melhorar e aperfeiçoar a sua asquerosa maneira de viver. Como anarquistas fazemos uma chamada para a ampliação da revolta, propaganda, ação direta e solidariedade entre os pares e atacar o desenvolvimento e progresso do capital. Incitar à luta em defesa da terra contra o avanço da extração, contra as instituições cúmplices, suas leis funcionais e falsos críticos. Resistência e ofensiva devem ter um impulso que permita atacar toda a forma de poder, seja qual for a forma que  assuma. Devemos potenciar as diferentes lutas, aprender com as experiências e contribuir com reflexões, já que não há tempo a perder, é aqui e agora: passar à ação contra toda a formas de autoridade” – palavras retiradas de posições assumidas por alguns e algumas anárquicas, nas semanas de agitação e propaganda contra a IIRSA.

Resumo do projeto:

A iniciativa IIRSA surge em 2000, em Brasília, e é um trato entre doze países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), o banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), O Fundo Financeiro da Cuenca del Plata (FONPLATA) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Neste acordo inicia-se o projeto de reconfiguração da geografia latino-americana, o qual se pretende realizar através de Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID) por todo o continente. Estes eixos são definidos – de acordo com o próprio site da IIRSA – como “franjas multinacionais do território onde se concentram as áreas naturais, assentamentos humanos, zonas produtivas e os fluxos comerciais“. Cada uma destas franjas seria modificada para interligar os territórios extrativos e criar corredores comerciais com saídas nas costas do Atlântico e Pacífico: aqueles a que se têm chamado Corredores Bioceânicos. Por outras palavras, trata-se da construção da grande infra-estrutura para conectar os centros de produção com o consumo, reduzindo o custo e acelerando as transferências, facilitando ainda mais a exploração de jazidas de hidrocarbonetos, minerais, energia, água, recursos agrícolas e o seu transporte, reforçando ao mesmo tempo o controlo social. Estabelecendo um novo ordenamento lógico e novas fronteiras para a transferência de riqueza aos centros de procura (principalmente a Ásia).

Este cenário de desconexão absoluta entre as realidades e as necessidades locais, – tal como a implantação e posta em marcha de mega-projetos – que respondam ao mercado mundial – não é um acaso e para se compreender a magnitude do problema da pilhagem e da extração é preciso entender como é que as transnacionais, os capitais mundiais, concebem a nossa Yala Abya (o nome dado ao continente americano pelo povo Kuna antes da chegada dos europeus); como uma única grande fonte de inesgotáveis recursos de que não há limites para a sua extração – com a permissão obtida através da violência da colonização e, em seguida, através da cumplicidade dos governos atuais.

Embora muitas comunidades, em todo o continente, já se tenham visto confrontadas com as consequências da criação da IIRSA, há já muitos anos, este continua a ser um mega-projeto invisível ao nível da opinião pública. Isto, a nível sul-americano, a fim de se parcelar os conflitos territoriais, separá-los como se eles não tivessem nada em comum, como se a maioria não tivesse inserido neste projeto que considera a América do Sul como uma grande fábrica de mercadorias. A IIRSA já iniciou as suas obras e muito poucas pessoas no Chile estão disso cientes. Na Bolívia, a defesa do TIPNIS (Parque Nacional e território Indígena Isiboro Secure) perante uma via que pretende cortá-lo em dois, ameaçando com a extinção as comunidades e a natureza, no Peru, a Rodovia Interoceânica em Madre de Dios trouxe consigo a invasão de terras, contaminação pela mineração de ouro, extração de petróleo e de tipo agro-industrial e, na Colômbia, o departamento Putumayo está a ser atravessado por dois eixos de integração IIRSA: o eixo Amazônico, que inclui portos, estradas e canais para tornar o rio navegável e o eixo andino, que inclui estradas e linhas elétricas, condenando os seus povos a desaparecer. A IIRSA avança com a velocidade do capital, e não sabemos ao certo o que está em execução nesta parte da região. Só sabemos que muitas das iniciativas energéticas, por exemplo, amparadas sob o mito da “crise energética” e continuar a implementar para que a energia seja vendida no estranjeiro e para alimentar projetos fora do Chile.

“Muitas vezes nos perguntamos, o que mais? Quanto mais deve ser produzido para se alcançar o progresso, para conseguir essa promessa, essa felicidade e esse bem estar,adiados para o futuro? Hoje temos conhecimento, graças ao fluxo de informação e às próprias realidades que vivemos, que o grande número de mega-projetos industriais e extrativos que estão instalados na região não contribuem para o nosso desenvolvimento e nossa qualidade de vida, pelo contrário empobrecem, adoecem e contaminam a nossa terra e a nós mesmos. Nós sabemo-lo, porque a história recente o tem demonstrado – quando se instala uma hidrelétrica para represamento de um rio no sul, o objetivo final não é alimentar energeticamente a localidade onde o projeto está instalado, mas sim que esse local seja usado como plataforma de produção, do qual se extrairá a energia para ser levada para outros lugares à “indústria extrativa” provavelmente de qualquer lugar na América do Sul. A IIRSA serve os interesses das transnacionais interessadas em extrair a maior quantidade possível de lucro e mercadorias, secando e assassinando a terra, os recursos naturais e humanos … “ – O Pilpilen Preto.

Na jornada encontrar-nos-emos em:

A presentação do livro “Deserto”.

Feiras de Editoriais Anárquicas e Autónomas (traz a tua feira).

Oficina de Xilogravura por Matate Xilografía.

Expoem no Fórum :

– Revista Mingako

– Indivíduxs Anárquicxs de Proposta Informal perante a I.I.R.S.A

Conversa: Que fará frente aos conflitos da I.I.R.S.A nesta zona e na América do Sul, em geral? propostas e projeção.

Bandas ou individualidades convidadas a tocar (ainda por confirmar):

– Grone Aukan
– Jairoly

Guerra à devastação do progresso capitalista, ao extrativismo, à cumplicidade do Poder e dos seus Estados! Pela Libertação da Terra, Animal e Humana!

em espanhol l alemão

Madrid, Espanha: I Encontro contra o sistema Tecno-Industrial e seu Mundo [26 a 28 de Maio]

Porquê  um “Encontro contra o Sistema Tecno-Industrial” (STI)?
Entendemos o Sistema Tecno-Industrial como uma organização social autoritária, com determinadas características como sejam: hierarquias, autoridade, centralidade, relações sociais mediatizadas pelo mercado e tecnologia, sociedade de massas, controlo social, alienação, imposição da técnica e da tecnologia, vida administrada e gerida, ideologia do progresso, falta de limites e um grande etc…

Tudo isso nos leva a uma vida artificial e totalmente colonizada, em todos os seus aspectos, onde tudo o que é vivo sobre o planeta sofre uma lenta agonia, sendo substituído a cada dia e a cada movimento por máquinas com algoritmos que já decidem e pensam por nós, deixando relegado o humano (ou pelo menos o que resta dele) a um segundo plano. Uma vida onde a programação e a ordem criaram um mundo morto (embora programem o nascimento de meninos e meninas ou outros animais de diferentes espécies) onde o quantitativo e os dados informatizaram a nossa vida, tornando-a virtual, onde já estão planificadas as nossas paixões e desejos (se assim nos quiserem, no melhor dos casos) onde o espontâneo é uma técnica da criação programada e não uma expressão de liberdade estranha ao eficaz e ao eficiente.

E todos os dias vemos como todas estas nocividades nos afectam e se acolhem em todos os aspectos das nossas vidas, ampliando as redes da dominação contra a nossa autonomia. Usamos as ferramentas com que nos brinda sem reflectir sobre as consequências e a hipocrisia deste facto. Vemos como à nossa volta a natureza morre e morremos também nós, a nossa capacidade de decidir, reflectir, sentir, capacidades trocadas pelas comodidades de telefones inteligentes que nos tornam um pouco mais submissos e submissas a cada dia que passa; que deterioram, através de cada novo desnecessário, o avanço da nossa capacidade de construir una vida afastada deste sistema.

Tudo isto ocorre num mundo inundado por nocividades e novas tecnologias que a cada dia que passa colocam outra anilha nas nossas cadeias de escravos e escravas, auto-mutilando-nos e criando extensões artificiais de nós mesmos. Um mundo de aterro que se afoga no seu próprio lixo tecnológico (como acontece já no sudeste da Ásia e em África), onde novas e velhas formas de dominação e do artificial (biotecnologia, nanotecnologia, biotecnologia sintética, robótica, inteligência artificial, reprodução artificial, agroquímica, etc…) se estendem a todos e a cada um dos pontos do planeta (seja terra, ar ou mar) e aos seus habitantes, criando um mundo cada vez mais autoritário e afastado do nosso ideal de liberdade.

Como anarquistas e inimigos e inimigas de toda a autoridade e nocividade,vimos por isto a necessidade de organizar este Encontro. A seguir apresentamos-vos o cartaz e a programação. Sem mais, esperamos ver-vxs.

Toda a informação em
contratodanocividad.noblogs.org
No cartaz pode ler-se:

I ENCONTRO ANARQUISTA CONTRA O SISTEMA TECNO-INDUSTRIAL E SEU MUNDO
wwwcontratodanocividad.noblogs.org

Sexta-feira 26, 19:00: Uma luta contra a nocividade. Exploração mineira a céu aberto. A cargo da Associação Cambalache.

Sábado 27, 12:00: Conversa-Passeio ” A nocividade na sociedade industrial capitalista” a cargo de Negre i Verd

Sábado 27, 17:00: A nova transgenia. A edição de genes, uma ferramenta de dominação cujo objetivo é o controlo da vida. Por Moai.

Sábado 27, 19:00: A criação de uma sociedade artificial e tecno-totalitária, através da convergência das diversas ciências. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 12:00: Solidariedade e Cumplicidade. à volta da tentativa de ataque à IBM. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 17:00: Internet e Novas Tecnologias. Ferramentas de Domínio. A cargo de Cul de Sac.

Domingo 28, 19:00: Debate: Estratégia e situação dxs anarquistas perante o sistema tecno-industrial. Pontos do debate na web.

Comida 100% vegetariana – Espaço para distribuidoras – Cartas a presxs – Exposição fotográfica

CONTRA TODA A DOMINAÇÃO, PELA LIBERTAÇÃO TOTAL
O encontro terá lugar nos dias 26, 27 e 28 de Maio no C.S.O. La Gatonera (Madrid)

C.S.O La Gatonera, c/ Valentin Laguno nº 32, Metro Oporto
encuentromadrid2017@riseup.net

Portugal: ” Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer”

Comunicado recebido a 25 de Abril de 2017
[Reflexão sobre esta merda toda, num 25 de Abril qualquer]

Nem democracia nem ditadura! Nem esquerdas nem direitas ou centros, tampouco!
Em todo o mundo, na democracia só há é mais hipocrisia!

Hipocrisia, quando se utiliza a máscara mais fantástica de todas, a repressão legal.

Quando se financiam os bancos que financiam as empresas de armamento. O florescimento do negócio de armamento não só beneficia as empresas de armas mas também os bancos e as seguradoras. O financiamento dos bancos é feito com o nosso suor e sangue e destina-se ao ataque terrorista dos povos, em todo o mundo.

Quando, em nome do “povo” se cometem as maiores barbaridades, roubando-nos um a um todos os direitos, liberdades e garantias conquistados com sangue, suor e lágrimas mas também com as armas dos oprimidos e oprimidas.

Quando as “esquerdas” e as “direitas e centros” apenas nos pretendem ludibriar – apresentando de forma mais ou menos folclórica o seu dito patriotismo à causa da gerência das “crises” – num ataque final do capitalismo, no seu tão desejado regresso às trevas da escravatura mais diabólica, porque mascarada neste mundo do espectáculo.

Porque todos os seus poderes são militaristas, porque todos os seus rituais são uma lição subliminar de violência, instilação de medo e de subserviência! Trata-se da invenção mais perigosa de todas – apenas nos pretendem amansar – porque nos tolhem os movimentos e petrificam os cérebros.
 
Porque, em súmula, se trata da traição maior de todas, feita com o consentimento e com o selo das populações oprimidas, com o seu voto!

Recuperemos a memória, reflectindo sobre o passado e sobre o presente, aqui e agora. Tomemos as ruas da nossa revolta e conquistemos a auto-organização, a entre – ajuda e o apoio-mútuo. Sem partidos nem manipulações.

Portugal, 25 de Abril de 2017,
Alguns e algumas anarquistas

em pdf, clica aqui

Atenas: Ataque incendiário ao Ministério da Cultura

Na noite de sábado, 28 de Janeiro de 2017, atacámos com cocktails molotov o Ministério da Cultura, em Exarchia. Esta é uma pequena ação simbólica para recordar a todos os fascistas e militaristas que nós nos estamos a cagar nos ideais nacionalistas. Cuspimos nos seus emblemas nacionais, nos seus uniformes, nas suas fronteiras e nas sepulturas abertas para os seus massacres.

Guerra à guerra da civilização.

em grego l inglês l espanhol

México: Ataque incendiário contra gasolineira no Estado do México

No dia de hoje [5 de Janeiro de 2017] atacámos con bombas incendiárias e cocktails molotov a gasolineia situada na Av. Canl Prados em Tultitlán, Estado do México, causando um incêndio nas bombas de gasolina, o qual não pudemos ficar a apreciar nem a calcular os danos causados.

Quais os motivos? A vingança pelos nossxs companheirxs, detidxs pelas forças do Estado por protestar contra o chamado “mega gasolinaço” – que mata de fome o nosso povo em benefício dos ricos e poderosos. Mas este não foi o nosso único motivo, queremos também denunciar e atacar o progresso, desenvolvimento e a totalidade do projecto civilizacional que estropia e destrói a mãe terra.

Até à destruição de todos os muros das prisões!
Que arda o que tenha de arder!
Defesa da mãe terra por todos os meios necessários!

Atentamente: Célula de Ação Informal “Punky Maury” –FAI/IRF

Grécia: Três autocarros elétricos incinerados no centro de Atenas

Na noite de segunda-feira, 19-12-2016, um grupo de compas decidiram aquecer um pouco o inverno urbano, deitando fogo à paz social e à apatia.

Com apenas 5 litros de material inflamável e um ódio infinito contra todo o Poder, dirigimos-nos à rua Patision, no centro de Atenas, parámos 3 carros elétricos que passavam pelo sítio e, depois de  fazermos sair todxs xs passageirxs e xs condutorxs, incendiámos-los.

Três carros eléctricos queimados, um por cada prisão preventiva imposta contra xs detidxs dos confrontos em Atenas no dia 6 de Dezembro de 2016, em Atenas.

Força ao preso anarquista Panagiotis Argirou (membro da CCF) que recentemente foi condenado pelo Estado a mais 7 anos de reclusão, desta vez por tentativa de incêndio de um autocarro, em 2009.

Fogo às máquinas e à civilização!

em grego | inglês |espanhol

Atenas: Buldozer da empresa eléctrica DEI incendiado em Exarchia

nova-imagemNa madrugada de 2 de Dezembro de 2016, na intersecção das ruas Akadimias e Themistokleous, um buldozer ao serviço da empresa eléctrica DEI não conseguiu aguentar mais e decidiu acabar com a sua rotina automatizada. Antes da imolação a pobre máquina parece que disse:

“Solidariedade com as compas Siao, Hodey e Maya, recentemente detidas na Alemanha por terem defendido o bosque de Hambach!

Força à anarquista Natalia Collado, presa no Chile por ter libertado através do fogo um autocarro da empresa Transantiago!”

em grego | espanhol | inglês

Alemanha: Nove carros incendiados em Mulheim

9 carros incendiadosÀs primeiras horas do dia 14 de Fevereiro de 2016 deitamos fogo ao cemitério-urbano de Mulheim An Der Ruhr, queimando nove carros – mediante a colocação de dispositivos incendiários artesanais nas suas rodas. Para nós todos os carros são igualmente máquinas tóxicas e repulsivas do sistema industrial-tecnológico e foi assim que acabaram por ser queimados indiscriminadamente – optamos por não definirmos os objectivos numa base limitativa, baseados numa definição abstracta de carros de “luxo”.

Este ataque é um ato de vingança por todxs xs compas não-humanxs esmagadxs nos caminhos do “progresso” humano, tal como por aquelxs cujos lugares e vidas são todos os dias destruídos em nome da produção de carros – produção essa destinada a um prazenteiro e ardiloso funcionamento da sociedade é à acumulação de poder nas mãos das corporações – destruindo os nossos lugares de vida, o meio natural.

Escolhemos para agir o dia anterior à data fixada inicialmente para o julgamento pela intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo (Núcleo de Membrxs Presxs) – para estarmos junto a elxs, até que todas as prisões sejam só cinzas e ruínas e todxs xs compas humanxs e não-humanxs sejam livres.

Enviamos também as nossas saudações, amor e raiva a Mónica Caballero e a Francisco Solar acusadxs de bombardeio de duas igrejas em Espanha e cujo julgamento está marcado para 8, 9, e 10 de Março.

Este é um gesto de cumplicidade na guerra de libertação total.

Avancemos com a rejeição violenta da civilização e seus valores.

Até que todos sejamos livres!

Wildfire Cell (Célula Fogo Selvagem) – FLA/FLT/FAI

em espanhol

México: Reivindicação de ataque incendiário-explosivo a uma auto-concessionária

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Não temos medo dos carros em chamas pois transportarmos um mundo novo nas nossas bicicletas

A queima indiscriminada de veículos não é um método muito popular – aquele que dê cara à opinião pública – mas não negaremos que é o métodos mais eficaz para lhe chamar a atenção. Os “casseurs” (destruidores) atacam a sociedade de consumo na raíz: no automóvel, o veículo do narcisismo, o seu indicador de êxito, a fantasia erótica e sublimação da potência sexual”.
Gavroche, A revolta dos Banlieusards.

Os jovens que queimam carros compreenderam já todo o funcionamento da sociedade. Não os queimam porque não os podem ter: queimam-nos  para não ter de os desejar”.
Frédéric Beigbeder.

Hoje, 26 de Abril de 2016, por volta das 3:00 da madrugada, até às 3:30 – enquanto as repugnantes massas de escravos recolhem energias nos seus dormitórios para se levantar a horas e muita gente sonha em poupar para comprar luxos e escalar na pirâmide social –  escorremos a nossa peste até um dos símbolos mais difundidos e aceites na sociedade moderna, tecnológica – industrial e capitalista: o automóvel.

Reivindicamos o ataque incendiário-explosivo a uma concessionária de automóveis durante esta madrugada em Coacalco, Edo. De México, localizada na Av. Lopez Portillo; o incêndio atingiu entre 5 a 7 camionetas novas, provocando danos avultados, para além de fazer detonar um explosivo incendiário que agravou os danos materiais à dita agência. Este tipo de ataques parecem-nos mais lúdicos que “revolucionários”, já que nunca é demais dizê-lo a “revolução social” é algo a que aderimos sem reserva enquanto os programas, partidos, organizações, catecismos e demais lixo da esquerda só nos conseguem provocar aborrecimento e naúseas.

Não queremos nada, não reivindicamos nada, não estamos a protestar nem nada exigimos: preferimos o ataque, o arrebatamento através da força, a pilhagem, a sabotagem, a burla, a diversão, o jogo.

Queremos contribuir à banalização da violência, visto que nos parece imprescindível  fazer do ataque ao inimigo não uma questão “militarizada”, profissionalizada, especializada, meticulosamente medida e doseada ou reduzida a datas – como no caso das guerrilhas vermelhas e/ou organizações de luta “social” –  antes sim informal, casual, lúdica, vândala, posta ao alcance de qualquer espírito enfermo e raivoso, ansioso por destruir o que o rodeia. Já não sonhamos com mudar o existente, conformamos-nos com fazê-lo arder, escutá-lo a explodir.

Em guerra contra o existente!
Guerra contra nós mesmxs!

P.D. ¡HA-HA!

Célula Meninx verde, Meninx azul

Atenas: Incendiado veículo da empresa Samsung

burnNa segunda-feira, 4 de Janeiro, de madrugada, foi incendiado um veículo da empresa Samsung que estava estacionado diante de uma loja da mesma empresa na rua 3 Septemvriou. Ainda que sobrem motivos para se queimarem todos os carros a eleição deste, em particular, foi fácil visto a Samsung estar envolvida directamente no desenvolvimento de tecnologías de controlo tais como câmeras com identificação facial oo a identificação de indivíduos através de chamadas telefónicas.

Pela destruição da sociedade carcerária e civilização tecno-industrial

em grego l espanhol

Torreón, México: 4 caixas electrónicos sabotados

torreon-mexico-1024x768 torreon-mex-1024x768 torreonComunicado recebido com as fotos

Jamais conseguirão que façamos parte da sua rotina, a sua civilização é uma jaula para nós, os empregos, leis, as regras de convivência social simplesmente nos produzem desgosto, não damos importância ao seus êxitos, não nos interessa ter nem automóveis, nem casas “acomodadas” onde possamos ter a nossa “linda” família e dessa forma levar uma vida “feliz”. Só de pensar nisso dá-nos náuseas … não nos sentimos parte da massa social nem nos interessa lutar por alguma melhoria dela. A massa vive acorrentada aos seus telefones com mil e uma funções, a televisores gigantes, a objectos de que não precisam mas que por eles se endividam totalmente, acorrentados às suas drogas, aos seus postos de trabalho, aos seus estudos, a fim de “ser alguém na vida” … sentindo-se livres só ao fim de semana, embebedando-se até cair para o lado. Odiamos e recusamos totalmente esse estilo de “vida” em que não passam de mortos andantes. Não representamos ninguém, nem ninguém nos representa, somos somente individualidades caóticas, somos um uivo selvagem, um rugido que estremece a madrugada.

Segunda à noite, 23 de Novembro, sabotamos com tinta 3 caixas electrónicos do banco Banamex, uma câmara de segurança do dito banco e também um caixa electrónico do banco Banregio, com tinta. Vandalizamos a sua vida rotineira, mostrando o nosso desprezo para o verdadeiro deus, o deus do dinheiro. Preparar o terreno para o Dezembro Negro, onde os nossos mochilas com surpresas podem estar em qualquer lugar, onde o nosso fogo poderia começar a qualquer momento, qualquer telefone poderia receber alguma ameaça talvez falsa, talvez não. Preparando o terreno para o Dezembro Negro onde as nossas mochilas com surpresas poderão estar em qualquer lugar, onde o nosso fogo poderia ser iniciado a qualquer momento, onde se poderia receber alguma ameaça talvez falsa, talvez não.

“Tic tac tic tac” o Dezembro Negro aproxima-se.

Até acabar com esta civilização.

Pelos nossoxs caídxs e encarceradxs

Pela anarquia

Por um Dezembro Negro

– INDIVIDUALIDADES ANTI SOCIAIS PELA DERROCADA DA CIVILIZAÇÃO –

Santiago do Chile: Abandono de artefacto incendiário no micro-ônibus Alsacia

xComunicado recebido junto com a foto

Antigamente as máquinas – criadas para a comodidade duns/mas quantxs que se fazem chamar por ‘Humanos” que se auto-classificam no extremo duma pirâmide absurda, afirmando que abaixo delxs estão os restantes seres vivos os quais por não se comunicarem ou expressaram como elxs passam a ser  animais ou simplesmente ” Ahhh, são árvores” ou ”Mas se é apenas um monte”.  Quantas máquinas foram já criadas? É inútil saber, não nos importamos em analisar isso, os seus luxos e comodidades foram criados para só serem usados e programados tal e qual como muitxs cidadãos/ãs de hoje em dia…programam-nos para se levantar e, em seguida, dirigir as suas vidas dessa maneira. Estamos convencidos de que o sistema tecno-industrial fornece ótimos recursos para essas mesmas máquinas – deste modo, uma dessas máquinas não iria ficar longe do nosso objetivo.

Primeiro, domaram os cavalos e montaram-nos para os usar como transportes, em seguida construíram carroças e outros com motor, a seguir modernizaram os seus transportes de luxo mesmo que implicasse a destruição de lugares nativos, onde o selvagem e natural se expandia. Estabeleceram e destruíram terras a que chamaram ”Propriedades ” e por trás disso só havia sangue, SANGUE QUE NÃO É SOMENTE VERMELHO – não o mencionamos como factos lamentáveis, porque não há nada a lamentar só resistir e vingar.

Em seguida, depois de muitos anos, construíram cidades de betão, sepultando cada raiz de cada semente que pudesse brotar.

Isto tudo para quê? Para que as pessoas com a mania dos luxos pudessem transitar “comodamente” nos seus meios de transporte, ou para que o “progresso”, um nome bem conhecido usado pelos gananciosos para representar o status de sociedades e de sistemas de base tecno-industrial asquerosos.

Tendo em conta o mencionado anteriormente: Quando a lua brilhava para iluminar a noite introduzimos-nos dissimuladamente num dos seus transportes de micros da empresa Alsace para lá deixar abandonado um dispositivo incendiário (1) de mecha lenta, o qual ao passar cerca de 3 minutos (como testado anteriormente) deveria ter feito contacto com a benzina, formando assim uma grande chama e incinerar o micro-ônibus. (2)

Respondendo à chamada feita há poucos dias por um Dezembro Negro pleno de agitação incendiária e das muitas maneiras que a mente e a imaginação possam realizar com o apoio da ação.

Uma saudação a cada indivíduo que se permite ter tempo para conspirar e atacar. Aos e às que têm as mentes e as mãos constantemente inquietas para o ataque constante assim como xs que abracem a solidariedade de que forma for.

(1) Já afastadxs, pudemos ao fumo da suja máquina, acreditamos que o dispositivo se ativou sem problemas e poderia ter queimado a parte traseira do micro; desconhecemos isso porque a imprensa não mencionou o ataque, mas voltaremos para mais e MAIS CERTEiRXS …

(2) O ataque não é contra as pessoas que mais tarde poderia ter subido para o micro-ônibus, o nosso objetivo era queimar o micro-ônibus, pelo que que o se o condutor visse uma primeira chama teria de deixar o ônibus imediatamente. Mas sim, esclarecemos que não nos importamos com os curiosos ou “caçadores de notícias” que se observassem uma chama a fossem observar, embora duvidemos disso. Basta pretendemos iluminar a noite com um de seus ônibus em chamas para dar um aviso às empresas de máquinas de transporte.

Célula Karr-kai.

Santiago do Chile: Ataque à empresa Chilectra

12Ataque à empresa Chilectra, Sexta-feira, 17 de Outubro de 2015:

As nuvens, as chuvas, as tormentas, os furacões, as tempestades, os tremores de terra e terramotos, os vulcões em chamas há uns meses atrás, tudo isso é um sinal de que a terra se está a vingar, a declarar alto e bom som a guerra que já começou contra esta civilização – aquela que dia após dia, colabora com a sociedade na destruição e assassinato de animais, no corte de árvores e montados, ampliando sinais invisíveis que forçam os animais, bichos e todo o tipo de vida a fugir do local onde se criaram. Não é nada de novo, já o sabíamos e por isso tomamos isso em conta – trata-se de algo que não se pode deixar passar como de nada se tratasse –  de alguma forma, em células ou em grupos de ação, temos de atacar pontos de colaboradores, de forma a saber-se que esses grupos e células estão dispostas a atacar e vingar, que não existe destruição sem vingança. Se a electricidade e as suas centrais invadem os ambientes, em lugares naturais e selvagens, onde ainda não existam invasores da sociedade civilizada, devemos atacar essas centrais eléctricas de qualquer forma que seja (pintura, molotovs, dispositivos explosivos, etc).

Na sexta-feira à noite, 16 de Outubro de 2015, enfrentando a realidade imposta pelo uso da tecnologia industrial, tecnologia esta recebida do capital e do Estado (pois sem o entorpecimento da tecnologia actual não teriam a facilidade de manipulação que têm “graças” aos seus dispositivos tecnológicos – ao dizermos  “graças” à “tecnologia actual” não nos referimos a aceitarmos isso, é apenas um exemplo para se entender o motivo pelo qual o sistema tecnológico industrial é aquele que está à cabeça na destruição de toda a terra, não nos alienando completamente da preocupação destes adormecidos andarem com dispositivos nas mãos, colaborando com a destruição de vales nativos e instalação de fios eléctricos nos montes) dirigimos-nos como setas passando despercebidos pelos polícias que rondavam o sector (já que certas ruas da avenida se encontravam com cortes de luz) desta vez em total normalidade mas com desejo de vingança e decididamente até uma empresa de electricidade de nome Chilectra, situada na Avenida El Parron, em Santiago. Pusemos um pequeno dispositivo explosivo – uma garrafa metálica de suco com umas quantas gramas de pólvora com um sistema de mecha dupla com retardador (visto o zelador da empresa estar sentado no seu abrigo) – para fazer estremecer os ouvidos dos vigilantes daquele sector, dando desse modo aviso de que as instalações eléctricas deste ‘’país’’ estão no nosso objectivo, pois durante anos estas empresas colaboraram e destruíram partes da terra, pondo as suas asquerosas estruturas metálicas e as antenas que causam stress aos/às amigxs aves e que por sua vez parte (empresas de electricidade) vão colaborando com as destruidoras de montes, mais conhecidas por represas. Lamentamos que o dispositivo explosivo, instalado numa das cercas do perímetro, tivesse uma pequena falha tendo-se concluído que ao ser utilizada a dupla mecha com retardador um dos orifícios da garrafa metálica fez com que o gás que da pólvora negra saísse mais facilmente, tendo o ruído e a explosão sido menos destruidores do estava planeado. Continuaremos, de forma a eliminar tais falhas.

Que saibam os assassinos que não haverá pólvora que não estale frente aos seus rostos.

Que a mente e a ação acompanhem a mão contra o sistema tecno-industrial.

Este ataque é só um aviso de que estamos atentos e de que o som da explosão não descansa ou tampouco dorme.

Saudamos o Guerreiro Ignacio Muñoz, sequestrado no “laboratório” Santiago 1. Que a tua ação seja geradora de ideias amplas de amor e destruição da civilização.

Célula Karr-kai

Nota: Pusemos entre aspas “laboratório” porque Ignacio Muñoz, ao escrever um comunicado, faz referência à empresa santiago 1 como um laboratório.

espanhol | francês

México: ataque incendiário explosivo em duas concessionárias de Ecatepec

ecatepecQuem vingará esta terra?
Esta terra que cospe sangue
esta terra que chora e geme
entre tempestades …
cada vez mais cinza.

Nós não celebramos genocídios. Que vivam os corações indomáveis.

Cansados de aguardar as condições materiais favoráveis ​​(que nunca irão chegar), lançamos-nos ao nada, envoltos em sentimentos de ódio, tristeza, raiva e vingança.

Hoje, 12 de Outubro de 2015, cobiçados pelas sombras, sob o céu estrelado que já quase não se consegue ver, saímos às ruas para descarregar a nossa raiva num pequeno ataque, que é apenas simbólico em comparação com o ultraje milenar que têm feito contra a terra, ar, mares e rios, contra a vida selvagem e grupos étnicos diferentes dos seus.

Escolhemos este lugar e esta data porque para nós são profundamente significativos, não esquecer o massacre genocida que implica a colonização da América pelo Ocidente, não só contra grupos humanos já habitavam estas terras (milénios antes que nos “descobriram”), mas também contra a nossa bela Coatlicue. O 12 de Outubro é, por conseguinte, o dia em que trouxeram a pior maldição de todas: a civilização, o dia em que começou este pesadelo nojento chamado progresso, o sistema tecno-industrial é um monstro insaciável devorando a vida e reduzindo-a a cinzas, massas cinzentas urbanizadas que materializam o cenário necessário para manter esta forma de vida cobarde, fastidiosa e que nos deixa insatisfeitos, carecendo de sentido, primeiro que tudo.

Queimamos os seus carros, não queremos o seu espectáculo ou a sua mercadoria, não queremos continuar a colaborar com o envenenamento do nosso templo (a natureza), através das suas máquinas de fumaça e da sua normalidade de assassinos.

Atacar uma minúscula manifestação deste sistema tecno-industrial nausiabundo, representa para nós o sentido da nossa vida, o desafogo da nossas lágrimas e ira, não encontramos outra maneira mais digna de viver que a existência no conflito, empenhar o nosso alento e concentrar as nossas mais selvagens e indomáveis paixões no ataque a todas as formas de dominação e domesticação.

As árvores, os rios, as montanhas, os montes nossos avós pedem-nos vingança – os promotores do sistema tecno-industrial arrasam tudo no seu caminho e querem-nos pacíficos, calados e tranquilos em trabalho de merda por dinheiro de merda para comprar comida e diversões de merda. Perdemos a vida tentando ganhá-la e perpetuamos um sistema de pesadelo que nem mesmo o inferno com todos os seus demónios a aguentaria. Construímos um mundo artificial baseado em dor e sofrimento, matando tudo por diversão em nome do progresso. O inferno são estas cidades imundas de cimento, onde reina a angústia e tristeza, onde nos adoecem com químicos na comida e água, onde as medicinas envenenam o nosso corpo, onde destroem por diversão; e onde tu segues com a tua vida como se nada se tivesse passado, como se não soubesses de nada, lendo as notícias para não te inteirares de nada, sabendo que o nosso planeta está a morrer, que os nossos irmãos animais não-humanxs estão a extinguir-se, que populações inteiras são massacradas, que trabalhamos para enriquecer porcos milionários que lucram com a miséria, que as prisões engordam-se de inocentes e que tu podes ser o próximo, que existimos graças à devastação à nossa volta, que comemos o tormento de outros seres vivos, que torturamos em nome das putas da ciência e tecnologia, que a vida que nos têm querido impor certamente não é digna de ser vivida. Nós aceitaremos ser escravos satisfeitos, como muitos aceitam.

Não há palavras dignas nem exatas para descrever o que sentimos, odiamos até vomitar esses promotores de toda esta miséria (e não têm ideia de quanto), se disser que me mataria para que eles também morram, ficaria muito aquém ainda. Só temos que dar a vida para matar os seus juízes, seus polícias, soldados e escravos que, mesmo sabendo toda esta merda vão felizes e contentes servir e trabalhar.

Pronunciamos-nos pela agudização do conflito, no aqui e agora, não acreditamos de forma alguma na construção de organizações – que criam posições rígidas e determinísticos e também têm o ânimo de continuar a permitir a curto prazo a perpetuidade sistémica mediante o politicamente correcto; eles tendem a mudar a nossa cabeça até ao reconhecimento da “autoridade” de qualquer tipo. Sabemos que a todo o momento nos acompanha a sombra do “pior” no sentido estrito do reconhecimento diário de nossa existência como um confronto. No entanto, igualmente discorrendo na maior das alegrias, sem medo a tudo com que nos confrontamos e conhecendo dia a dia novas maneiras de desafiar a normalidade e a monotonia inteira. Não aceitamos condições de nenhum tipo. Nesta sociedade tecno-industrial, não temos na nossa boca qualquer solução dogmática para melhorar o existente; mas, mesmo assim, ansiamos destruir as suas esperanças de progresso. Não é porque neguemos a existência, na mente de alguns e algumas, de um desejo utópico, mas porque cada vez que actuamos realizamos o inimaginável da melhor maneira possível; sem esquecer que estamos sempre em guerra constante. Ansiamos a destruição de tudo o que envolve a civilização moderna, mas também sob nenhuma circunstância ou em qualquer momento aceitamos a imposição que ameaça aquelxs que querem ser livres de qualquer gaiola ou algema, quer provenham de qualquer grupo ou individualidade, sob qualquer modelo ou temporalidade que seja. Este é o nosso modo de vida e não renunciaremos a ele.

Nós queremos massas, nem um movimento com poder popular, queremos a destruição de tudo o que representa a realidade feita pelo sistema existente, inclusive nós.

Sentimos a dor e a dor nos faz sentir vivos, a dor que sente a Terra e o nosso mundo como um todo ao olhar para o que lhe/nos temos feito.

Pelo nada e a destruição de tudo, pela vingança de tudo e todxs, Guerra à normalidade. Destrói o que te destrói.

Reivindicamos o ataque explosivo incendiário em duas concessionárias Fiat (e Crhysler), na manhã de 12 de Outubro, numa das principais avenidas do município de Ecatepec.

Senti a infâmia da espécie nas minhas entranhas. Senti a raiva subir implacável para minhas têmporas, mordendo os meus braços. Eu senti que a única maneira de ser bom é ser feroz, que o incêndio e a matança são a verdade, há que mudar o sangue dos odres podres. Compreendi, naquele instante, a grandeza do gesto anarquista e admirei o júbilo magnífico com que a dinamite troveja e rasga o vil formigueiro humano.”
-Rafael Barret

É hora de saberem que não há nenhuma lei que respeitemos, se temos de lutar atacaremos os seus pescoços, se tivermos de nos confrontar mataremos os seus cães, se tivermos de morrer morrerão eles primeiro
-Punky Mauri

Tlauele iknoyotl!

P.S: Haha!

espanhol

Cidade do México: Ataques aos Instituto de Ciências Nucleares (UNAM) e Centro de Investigação em Computação (IPN)

progressDois objetivos foram atacados na Cidade do México antes da lua nova:

Segunda – feira, 5 de Outubro: Durante a noite colocamos um explosivo artesanal na entrada do Instituto de Ciências Nucleares (ICN) da UNAM, em plena Cidade Universitária. Enquanto os guardas ouviam cumbias, escapulimos-nos por entre as sombras e conseguimos deixar o dispositivo sem problemas.

O ICN é o berço dos físicos mais proeminentes da UNAM e de outras universidades, os que persistem em desenvolver e perpetuar a Morte Tecnológica, mais conhecida como “Ciência Nuclear”.

Quarta-feira, 7 de Outubro: De manhã, abandonámos um livro-bomba  – na entrada do Centro de Investigação em Computação (CIC) – dirigido à comunidade do IPN (na delegação Gustavo A. Madero); enquanto os polícias da banca e da indústria resguardavam o instituto, estávamos a sair tranquilamente, abandonando o explosivo sem pressa.

O CIC é um dos centros mais importantes do país, especializado em informática, engenharia, inteligência artificial e tudo o que tem a ver com a artificialidade, acérrima inimiga da natureza selvagem. Dentro das suas instalações, também se esconde uma quantidade considerável de aberrantes tecno-lerdos, do Sistema Nacional de Investigadores (SNI).

Guerreando ao lado de tudo o que é Selvagem
Contra o sistema tecnológico

Círculo Eco-extremista de Terrorismo e Sabotagem.

Tessalónica: Intervenção anarquista no Greenwave Festival

A sua civilização presta-se ao confinamento. Guerra contra o Estado e o capitalismo // Parem a perseguição aos anarquistas Andrea e Errol
A sua civilização presta-se ao confinamento. Guerra contra o Estado e o capitalismo // Parem a perseguição aos anarquistas Andrea e Errol
Luta pela terra e pela liberdade, contra o Estado e a indústria // Anulação imediata da ordem de deportação contra os anarquistas Andrea e Errol
Luta pela terra e pela liberdade, contra o Estado e a indústria // Anulação imediata da ordem de deportação contra os anarquistas Andrea e Errol
Parem a perseguição a ambos os anarquistas, Andrea y Errol. Contra o saque da natureza
Parem a perseguição a ambos os anarquistas, Andrea y Errol. Contra o saque da natureza
Libertação imediata de Evi Statiri, em greve de fome desde 14/9
Libertação imediata de Evi Statiri, em greve de fome desde 14/9
Abstenção às urnas, ataque contra todo o Poder
Abstenção às urnas, ataque contra todo o Poder

No sábado, 19 de Setembro, foi levada a cabo uma intervenção no Greenwave Festival de Tessalónica. Colocaram-se faixas, repartiram-se textos acerca do caso dos dois compas anarquistas Andrea e Errol (detidos numa manifestação contra as minas de ouro em Skouries, na península de Calcídica, no domingo de 23 de Agosto, ameaçando-se agora com a sua deportação por não serem cidadãos gregos), contra as eleições e acerca do caso de Evi Statiri que se encontra em greve de fome desde 14 de Setembro.

Parem a perseguição aos anarquistas Andrea e Errol.

Libertação imediata de Evi Statiri.

Abstenção às eleições, ataque contra todo o Poder.

espanhol

Argentina: Chernobyl para todxs

nuclear 2Entre 17 e 21 de Novembro realizou-se, em Bariloche, a 16ª Conferência Internacional do Grupo Internacional de Reatores Experimentais. Esta organização, que se reúne anualmente, constitui a vanguarda científica internacional em torno do potencial do uso da fissão nuclear para geração de energia.

O interesse do Estado Argentino na utilização da energia nuclear para uso comercial não constitui nenhuma surpresa. Durante a visita de Putin, em Julho, Cristina Kirchner declarava «o nosso país é líder na geração de energia nuclear com fins pacíficos, somos líderes não só científicos mas também em matéria de não proliferação». É tranquilizador saber que vivemos sob o controle de umas Forças Armadas que agora só aspiram a comprar aviões caça e bombardeiros israelitas e não a se armar de forma nuclear.

Nos últimos dias juntou-se a isto uma declaração dos países do Movimento dos Não Alinhados: «O MNA sublinha o direito básico e inalienável de todos os países a   desenvolver, pesquisar, produzir e utilizar energia nuclear para fins pacíficos, sem discriminação alguma e em conformidade com os seus compromissos legais». Parece que nenhuma burguesia nacional quer ficar sem a possibilidade de ter o seu próprio Chernobyl. Nesta cruzada estão a incorporar prémios Nobel e ambientalistas que afirmam que a energia nuclear constitui um contributo  substancial para a luta contra o aquecimento global. Será por esta razão que há décadas que andamos a ser bombardeadxs com estas bugigangas ideológicas, com estes objetivos reformistas falsos?

Há pouco mais de um mês foi anunciado que a Central de Cisão Nuclear Nestor Kirchner–Atucha II chegou a 75% da sua potência máxima esperada  (525MW). Esta central – cuja construção esteve parada mais de 20 anos – recomeçou as suas obras em 2006 e, no princípio deste ano, a sua conclusão foi motivo de celebração nas figuras do governo e da burguesia industrial da região.

Nestes tempos sombrios – onde a ciência toma o lugar que já teve o catolicismo, com a razão na mão tal como a fé de seus antecessores – é saudável que façamos memória das nossas lutas de classe contra a alienação, a destruição do meio ambiente e a proliferação de tecnologias que claramente estão fora do controle humano e que contra nós se voltam.

Recordamos como, em 1984, xs proletárixs do País Basco conseguiram conter a construção da central nuclear de Lemoniz, a que se seguiram anos de lutas sociais generalizadas. Tampouco nos esquecemos do assassino Felipe González  e do seu Partido Socialista Obreiro Espanhol que, num truque político desprezível, assinou a moratória nuclear, tentando cavalgar os louros de uma luta social corajosa.

Para além disso na Alemanha, em 1986, centenas de manifestantes atacaram a bófia que vigiava o local de construção da central de Wackersdorf. Dois anos depois a construção foi abandonada.

Em Itália, anos de estratégia descentralizada de sabotagem sistemática ao programa nuclear do Estado viram os seus frutos quando, em 1990 – após a controvérsia que se seguiu a Chernobil (1986) – se encerrou a última das 4 centrais desse país. Cabe ressaltar que, hoje em dia, uma perspectiva de luta similar é levada a cabo por dezenas de grupos anarquistas e autónomos contra os TAV (Trem de Alta Velocidade).

Há cerca de três anos ocorria o desastre da estação Fukushima I, na região central do Japão, após um terramoto e subsequente tsunami. Até hoje a burguesia não conseguiu dar versões precisas da verdadeira magnitude do desastre. Nunca saberemos ao certo o número de mortos e feridos e a quantidade de matéria filtrada aos lençóis freáticos subterrâneos e ao Oceano Pacífico.

A única chance de acabarmos com este grande desastre é desarmar a burguesia, não as centrais e armas nucleares. Terminar com este reino horrível da ciência, tecnologia e da razão burguesa para construir uma relação íntegra da humanidade comunista com o seu meio ambiente, voltando a vincular-nos à vida e decidindo colectivamente, sem ingerência de mercados e moedas e como queremos que seja a nossa comida, o nosso habitat e a energia que precisamos.

fonte: la oveja negra