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$ão Paulo, Brasil: Ação direta contra o Porto Seco em Paranapiacaba

Comunicado recibido a 19/10/2018:

Na madrugada do dia 5 de Outubro, um explosivo foi abandonado na porta do prédio da Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo. Às vésperas das eleições, aparentemente nenhum veículo da mídia corporativa ou órgão do governo noticiou este caso. Isto porque o medo imposto pela democracia ao longo de seu regime autoritário é seletivo, mas não o suficiente para atingir os núcleos da guerrilha urbana. Portanto, este comunicado procura esclarecer a finalidade deste ataque.

O processo civilizatório avança nos territórios dominados pelo estado brasileiro. Dessa vez, em Paranapiacaba, a empresa Fazenda Campo Grande pretende construir o Porto Seco, devastando a natureza selvagem e a vida animal naquele território originário. O responsável pelo projeto que irá desmatar 910 mil m2 de Mata Atlântica Nativa, o bastardo Jael Rawet, conta com o aparato do Estado para “integrar” os modais viário e ferroviário e assim aumentar seus lucros estimulando o transporte de cargas.

O território denominado como Vila de Paranapiacaba começou a ser devastado desde muito cedo. Ali se assentou violentamente toda uma importante infraestrutura econômica que ainda na metade do século XIX era fundamental para a indústria do café. A construção da antiga ferrovia ainda ativa foi banhada de sangue indígena e mais tarde apagada com histórias heróicas de europeus que pretensamente ocuparam essas regiões. A modernidade é assassina!

Hoje, para este tipo de edificação, os mesmos exploradores ocidentais de ontem, que invadiram as terras indígenas seguem destruindo-nas. Para certificá-los, o Estado favorece mecanismos que viabilizam seus negócios. A “Secretaria do Verde” é uma dessas estruturas responsáveis por concessões do tipo. Através delas, vermes como Rawet conseguem, através do sistema de licenciamentos ambientas, expandir suas indústrias em terras que não os pertence para finalmente continuar a colapsar o meio ambiente de forma ética e gestionada.

Se o colapso é iminente, então a ofensiva é permanente. Enquanto nós vivermos, seremos os caóticos desastres naturais em carne e osso. A única reivindicação deste comunicado para além do atentado é pela hostilidade contra a dominação; eis o antagonismo que o Estado pretende esconder.

Este foi apenas o primeiro ato entre outros a seguir. Não haverá paz para os inimigos da natureza selvagem sejam lá quais forem. Serão sempre responsáveis pela manutenção da ordem predatória juntamente à horda de obedientes que compõem a sociedade. Chega de passividade! O genocídio de populações indígenas e ribeirinhas não mais se esconderá confortavelmente na sombra do “progresso” e “desenvolvimento”, ideais defendidos em prol do funcionamento das máquinas por todos os políticos e secretários municipais sejam de esquerda, sejam de direita!

CONTRA O PORTO SECO EM PARANAPIACABA!
VIVA A GUERRILHA URBANA!

Anarquistas.

S. Paulo: Solidariedade apátrida – Pela aparição com vida de Santiago Maldonado


recebido a 13 de agosto de 2017

Solidariedade apátrida desde o território dominado pelo estado brasileiro. Respondemos ao chamado de solidariedade com o anarquista Santiago Maldonado, desaparecido há mais de dez dias.

Na noite de 12/08 penduramos uma faixa num movimentado viaduto, localizado no centro da cidade de São Paulo.Lechuga, como é chamado, foi raptado pelas gendarmeria no começo do mês de agosto. Lechuga é companheiro do meio anárquico e apoiava a vivência no território em toma por mapuches.Ele está desaparecido desde a invasão e repressão ao território mapuche na província de Chubut, em Cushamen, dia 1/08/2017. A última vez que ele foi visto, estava nas garras da gendarmeria após sofrer brutal violência. Mais uma vez, a repressão contra a luta mapuche faz suas vítimas. Enquanto isso a greve de fome de Facundo Jones Huala continua…

O estado argentino é culpado. Os esquadrões 34, 35 e 36 da polícia militarizada [gendarmeria] são responsáveis pela chuva de balas na comunidade mapuche e sequestro do nosso companheiro.

O estado brasileiro é conivente pois aqui fazem o mesmo. Todo apoio à toma da sede da FEPAGRO, terra retomada pelos guaraní myaba em Maquiné.

“AMULEPETAYINWEICAN”!
A LUTA CONTINUA!

SOMOS APÁTRIDAS E INGOVERNÁVEIS E ESTAMOS EM QUALQUER LUGAR!!!

EXIGIMOS APARIÇÃO COM VIDA DE LECHUGA JÁ!!!

SEGUIREMOS CONSPIRANDO!!!

 em alemão

Brasília / São Paulo: Envio de pintos de borracha a representantes do estado espanhol e da igreja no Brasil

Recebido em 19 de março de 2016, junto com as imagens:

“Uma vez que a sociedade destruiu qualquer possível aventura, a única aventura possível é destruir a sociedade.”

“Existe uma sabedoria oculta e mal compreendida no macaco que joga merda nas pessoas.”

Em resposta ao julgamento de Mônica e Francisco sequestrados pelo estado Espanhol sob a acusação de terem atentado contra uma igreja… mandamos dois pacotes para representantes do estado espanhol no brasil e da igreja universal. No primeiro, deixamos um pinto de borracha recheado de merda junto com esta carta:

Carta enviada ao diretor e assuntos políticos da embaixada de Espanha em Brasil

Este presente vai por Mônica Caballero e Francisco Solar, sequestrados nas suas jaulas.

Não acreditamos nas suas fronteiras, nem nas suas leis e muito menos na sua forma ede fazer o que chamam de “justiça”. Isso não faz sentido para quem não admite nenhuma autoridade. Porém, todos vocês aceitaram cargos burocráticos e responsabilidades que os vinculam diretamente com o encarceramento de companheiros nossos. Cada um dos funcionários da democracia é cúmplice do seu sistema carcerário e já chegou a hora da vendetta. Sabemos quem vocês são e onde encontrá-los.

Tirem suas garras sujas dos nossos companheiros…

No segundo, outro pinto de borracha recheio de merda incrustado numa sagrada bíblia junto com esta carta:

Carta enviada a Edir Macedo, bispo e fundador da Igreja Universal

Deus é uma farsa que inventam para justificar seus lucros…

Intentam justificar, jogando com a fé de pessoas alienadas, milhares de anos de catequização e evangelização, milhares de corpos mutilados. Andam nas favelas, nas terras indígenas e nas prisões procurando evangelizar inconformados e incivilizados, obrigando mulheres e crianças a conter seus corpos, proibindo, apagando, destruindo… Vocês pregam a submissão e a obediência…

São o berço da sociedade capitalista patriarcal. São os responsáveis da destruição de povos pagãos que acreditam na terra. Em nome de seu deus sentenciam a morte sabedorias ancestrais. Vocês São nossos inimigos.

Sabemos que sua única razão de existir e o dinheiro. Mercantilizam crenças de pessoas perdidas e desesperadas, desesperam pessoas, para expropriá-las fazendo-as acreditar que são miseráveis.. São imundícia fantasiada de luz. São os primeiros em não acreditar na sua própria farsa, “não é a toa que
o plural de fé é fezes”

Se hoje parasitas como vocês se dão bem é mais uma prova que “Deus” não existe.

Chegou o tempo dxs bruxxs amaldiçoarem vocês …

Voltaremos…

MALDAD (Movimento Autônomo Lúdico Dadaísta pela Anarquia e a Desordem)

São Paulo: Ataques incendiários contra agências bancárias – Por um Dezembro Negro

M.I.A. – Manifesto 16/11:

A célula “Carlo Giuliani” do Movimento Insurgente Anarquista assume a autoria dos quatro ataques incendiários que consumiram agências bancárias na madrugada do dia 16 de Novembro de 2015, na cidade de São Paulo.

No dia 15 de Novembro é “comemorada”, entre grandes e irônicas aspas, a proclamação da república. Temos este fetiche por comemorar datas e personagens históricos que lembram nossos massacres e subserviências. Não comemoramos as insurgências de escravos ou a Insurreição de Canudos, tampouco celebramos o passado épico de Marighella, Zumbi, João Cândido, Jesuíno Brilhante, Olga ou Espirtirina Martins. Na contramão da lógica, compramos a versão histórica enlatada, contada pelos vencedores que hoje continuam a nos dominar.

A fétida e corrupta monarquia que parasitava o Brasil, deposta após a proclamação da república, não difere em absolutamente nada da elite que hoje parasita a tão admirada república democrática. Banqueiros, lobistas, políticos, corporativistas, CEOs, especuladores e latifundiários, todos vermes que acumulam inúmeras riquezas em cima do suor alheio.

República, presidencialismo, monarquia ou mesmo social-democracia. Não há alternativa para um capitalismo mais “humanizado” pois o problema é o próprio capitalismo. Seremos oprimidos e explorados enquanto houver capitalismo, classes sociais e exploração do homem pelo homem.

Não acreditem em soluções mágicas propostas por demagogos e oportunistas. Não há alternativa para a crise capitalista que se agiganta no horizonte. Impeachment, golpe, eleições ou qualquer outro paliativo não solucionará os problemas estruturais que o Estado brasileiro apresenta. Somente a organização autônoma, livre e revolucionária dos trabalhadores, trabalhadoras e jovens, poderá garantir a construção de uma nova sociedade rumo à plena liberdade.

Ressaltamos: não há como se manter pacifista frente à uma das sociedades mais violentas já construídas ao longo da história. Não nos iludimos em acreditar que esta gigante pirâmide de opressões hierarquizadas poderá ser derrubada ou mesmo deslegitimizada a partir de ações pacíficas.

Prosseguiremos a violentamente atacar a superestrutura de dominação capitalista. Faremos da pólvora e do fogo nossa única voz frente às injustiças para a construção e propagação das guerrilhas urbanas anarquistas que hoje começam a surgir em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, paralelamente à luta de massas que também surge com novos sujeitos revolucionários.

A luta dos estudantes em São Paulo contra o fechamento das escolas públicas pelo regime ditatorial e militarista de Geraldo Alckmin é extremamente heróica e notável. Nossa mais sincera solidariedade, força e compaixão à todas as 19 escolas ocupadas, até o presente momento, por alunos e alunas. Continuem a resistir bravamente. Não se intimidem com os ataques da polícia, da mídia ou do judiciário. O povo certamente está com vós.

Nossa solidariedade também para com a luta feminista das mulheres que marcharam em São Paulo e no Rio de Janeiro contra o fascínora Eduardo Cunha e toda a corja reacionária que hoje infesta o cenário político e econômico com suas podres agendas conservadoras e teocráticas. Continuem a lutar a boa luta, o povo também está com vós!

Nossas condolências e mais sincera solidariedade às vítimas, familiares e todos os atingidos pelo desastre de Mariana, perpetrado pela tríplice capitalista Vale, Samarco e BHP Billiton. Um prévio aviso: suas ações que acabaram por acarretar em danos irreparáveis ao meio ambiente e à vida de milhares de pessoas em prol do seu sujo lucro, não passarão em branco.

Ademais, gostariamos também de saudar a Greve Geral que ocorreu na Grécia no último dia 12 deste mês, contra a austeridade, a pobreza e a repressão impostas pela elite banqueira da Europa. Nossa mais sincera solidariedade à Conspiração das Células de Fogo, em especial aos camaradas gregos que hoje se encontram emprisionados: Gerasimos Tsakalos, Olga EKonomidou, Haris Hatzimichelakis, Christos Tsakalos, Giorgos Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Damiano Bolano, Panayiotis Argyrou e Giorgos Polydoras.

Continuaremos a aumentar progressivamente nossos ataques de acordo com o aumento em nossa capacidade operacional. Esperem por mais sabotagens e ações diretas para os próximos meses.

Convocamos de antemão à todas e todos os anarquistas e comunistas que se preparem material e logisticamente para o último mês deste ano. O Dezembro Negro está sendo organizado por revolucionários de todos os cantos do mundo, visando ataques múltiplos, contínuos e constantes, e será, se tudo ocorrer como planejamos, reconhecido pelo caos e pela energia revolucionária que tomará conta de São Paulo e demais estados brasileiro.

Façam da prática e da ação direta a evolução da teoria libertária. De forma autônoma e descentralizada, a partir de pequenos grupos de intimidade, qualquer um disposto e organizado pode realizar suas próprias ações.

Nenhum passo atrás.

Guerra ao Estado e ao Capital!

em inglês, grego, espanhol

Cartaz do Dezembro Negro pelo Movimento Insurgente Anarquista (M.I.A.):

em inglês, grego

Brasil: Movimento Insurgente Anarquista (M.I.A.)

Comunicado recebido a 15 de Setembro:

“Nós temos essa fantasia que os nossos interesses e os interesses dos super-ricos são os mesmos – como se, de alguma maneira, os ricos eventualmente ficarão tão cheios que explodirão, e os doces choverão para o resto de nós. Como se eles fossem um tipo de piñata de benevolência. Mas eis a verdade sobre as piñatas: Elas não se quebram sozinhas. Você tem que bater nelas com um bastão.”

O recente ataque à uma agência bancária do Bradesco ressaltou certa dúvida na mídia corporativa joseense. De fato, a bomba alocada no terceiro caixa não explodiu. A intenção, de longe, como noticiado em certos veículos, era a apoderação do vosso podre dinheiro. Afinal, uma bomba de 5 litros de gasolina, com óleo e aditivos, jamais explodiria um caixa eletrônico.

Nossa intenção era queimar um dos inúmeros templos do Capital que hoje se erguem como tentáculos em toda esquina.

Na noite do dia 13 de Setembro, incendiamos novamente uma agência bancária. Desta vez, Itaú. Banco que apenas no segundo trimestre de 2015 obteve um lucro pornográfico de R$ 5,9 bilhões.

Ao que parece, lucrar em cima de juros e especulação do trabalho alheio, é a única coisa que de fato continua a mover a já enferrujada engrenagem da superestrutura capitalista. Insanidade de nossos tempos onde a crise recai sobre os mais fracos, enquanto os de cima festejam às nossas custas. Ao ataque em cima das classes baixas, chamam de “ajuste”. Ao ataque às classes altas, chamam de “terrorismo”.

Como se não bastasse a gerência fantoche de Dilma Rousseff atacar os trabalhadores com duras medidas de austeridade, desinvestimento e cortes em programas sociais, ainda temos de engolir um congresso lotado de ratos e vermes – parasitas de todas as estirpes – enchendo o bucho de dinheiro provindo do lobby de corporações, empresas, bancos e do agronegócio. Engravatados agindo em prol de interesses excusos aos anseios do povo. À isto, costumam chamar de “democracia”.

A democracia representativa – capitalizada e financeirizada até a raíz – nada mais é do que a analogia de um jantar canibal: a cada 4 anos, votamos para escolher com qual molho seremos comidos vivos.

Ao governo pelego, cínico e traidor de Dilma Rousseff, ressaltamos: Não há golpe a caminho. Sua gerência beneficia justamente os setores que depuseram Jango e Getúlio no século passado. Não há o que temer, visto que os setores golpistas de outrora agora estão muito bem saciados, ainda mais protegidos sob o manto de um “governo social”. Não há sequer uma democracia a ser defendida. O regime político das quebradas, periferias e favelas do Brasil sempre foi o militar; a ditadura. Não queremos escolher o molho. Queremos sair do forno e decapitar o cozinheiro.

O Estado, ao visualizar o futuro colapso do sistema capitalista não tão distante, inicia sua jogada, como em um tabuleiro de xadrez, colocando os cavalos e peões a protegerem o Rei. Do Brasil à Espanha – passando pela Itália, Irlanda, Portugal ou Grécia – o que se vê é o desespero das classes dominantes a posicionar o aparato de repressão mais uma vez em posição de ataque contra a juventude e os trabalhadores.

A lei antiterrorismo que hoje é pautada em congresso, não está muito longe do que a alguns anos atrás costumavam chamar de censura. Em nome da “segurança”, mais uma vez atiram na liberdade. É mais uma tentativa de calar aqueles que não aceitam o jugo de ferro da austeridade, resultante da festa inacabável dos de cima. Se somos terroristas por queimarmos uma agência bancária? Sim, somos. Porém não mais terroristas que aqueles, sob ordem direta do Estado, chacinam negros e pobres na periferia. Não mais terroristas que aqueles que batem em professores ou grevistas. Não mais terroristas que aqueles que vendem gás lacrimogêneo, mísseis ou armas para o cruel regime sionista de Israel. O verdadeiro terror é imposto de cima para baixo, a partir daqueles que de fato possuem instrumento e dinheiro para aplicar o terror como método de dominação social e financeira.

Queimar uma agência bancária, meus camaradas, nada mais do que é a reação direta de décadas daquilo que vocês costumam chamar de “paz social”, à qual nós preferimos denominar “silêncio dos oprimidos”.

É evidente que isso teria hora para acabar.

Continuaremos a incendiar e sabotar tudo aquilo que represente o sustentáculo da vossa fortaleza, erguida sob sangue e suor alheio. De bancos à palácios de Reis; das Corporações às casas de Senadores, Prefeitos ou Presidentes.

Porém, ressaltamos que a ideia de destruir a superestrutura e colocar em seu lugar uma nova ordem social baseada na igualdade e liberdade, a partir da simples queima de agências bancárias, não é algo factível. Temos ciência de que tais ações constituem apenas um clamor, um grito de desespero às massas dormentes que tentam olhar para cima com o sonho de um dia se tornarem chefes ou patrões, enquanto a realidade é que embaixo, seus pés estarão sempre amarrados em correntes de ferro.

Há uma célebre frase de Henry Ford, um dos patronos do atual sistema capitalista, que declama: “É satisfatório que as pessoas não entendam o sistema bancário ou monetário, pois do contrário, creio que haveria uma revolução amanhã de manhã.”

Iniciaremos nossa jornada de ataques às corporações e bancos, causando o máximo de dano com o mínimo de risco. O alvo da revolução e do caos edificante não é o trabalhador ou a senhora que limpa o chão do burguês por algumas migalhas, mas sim contra o sistema que permite a existência deste tipo de relação desigual.

Alguns podem argumentar que, ao incendiar um banco, estamos ao mesmo tempo causando dano aos de cima e aos de baixo, ao privar os segundos de acesso à processos rotineiros que exigem uma agência bancária. À estes, apresentamos a História e sua cruel verdade: mudanças estruturais exigem sacrifício.

Aos que se inspirarem em nossas ações, conclamamos que se organizem regionalmente e iniciem suas ações. Duas pessoas e alguns litros de gasolina podem impor à ordem social um caos que mil ou cem mil pessoas pacíficas e obedientes jamais o fariam.

Organizem-se em células autônomas do MIA ou qualquer outra insurgência revolucionária. Façam do fogo e da pólvora o vosso grito de guerra.

Ademais, não dêem ouvidos aos âncoras de mídias subservientes ao imperialismo – todos filhos de alma daqueles que um dia chacinaram indígenas em solo brasileiro. Acumuladores de ouro e capital, indiretos genocidas que matam a pauladas o supremo elo de humanidade que ainda nos resta: a Verdade.

A mídia sempre atacará aos subversivos com todo o seu arsenal midiático. Basta folhear alguns jornais ou assistir à alguns minutos de qualquer canal de televisão para observar que seus patrocinadores logo explicam a coqueluche raivosa de certos âncoras. Quase como cães de guarda, fazem o possível para manter intocada a imagem de Bancos, Empresas ou até nações, que continuam a financiar os meios de comunicação no Brasil, em um tipo de relação que muito lembra o feudalismo.

Clamamos: Não confiais em Reis, Pastores, Mídias ou Banqueiros. Toda a autoridade representa um entre centenas de pilares que sustentam nossa miséria.

O ataque de hoje dá início ao longo ciclo de uma futura guerrilha urbana, prolongada e anarquista, que se inicia no Brasil como fogo de palha.

A única verdade e o único Deus reside em ti e em tudo que de vivo há em nosso redor.

A riqueza, a burguesia e o Estado são apenas tigres de papel.

Não mais guerras entre povos para enriquecer vermes em bunkers de outro continente!

Não mais suor para encher o bolso de parasitas! Faremos das bombas e sabotagens nossa única voz perante as injustiças!

– MOVIMENTO INSURGENTE ANARQUISTA
13 de Setembro de 2015

em inglês aqui

São Paulo: Atividade anticarceraria na Casa da Lagartixa Preta

No contexto da semana internacional de solidariedade com xs presxs anarquistas foi realizado este ALMOÇO SOLIDARIO ANTICARCERARIO. Esta atividade teve por finalidade reunir fundos e difundira situação dxs presxs do sistema.

Clique aqui para descargar o zine com os comunicados do Marcelo Villarroel, Juan Aliste e Alfredo Canales (presos no Chile) em apoio a atividade.

São Paulo, Brasil: Marcha contra o RACISMO, a higienização sócio-racial e a criminalização da pobreza

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012
Concentração às 14h, Praça do Metro Santa Cecília – São Paulo

CALENDÁRIO

9 de Fevereiro: Ato Contra o Racismo – Em frente ao Teatro municipal de SP – a partir das 12h Agitação Cultural – 18h Ato político

21 de Março (Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial): Ato de Protesto em várias regiões de SP

13 de Maio de Luta: Denúncia da falsa abolição da escravidão dos negros no Brasil. Participe conosco dessa luta!

Contato: contra o genocídio do povo negro

Clique aqui e baixe o texto manifesto do Ato

Brasil: Terrorismo de estado numa cidade sem portas

Cidade prevista
Irmãos, cantai esse mundo
que não verei, mas virá
um dia, dentro em mil anos,
talvez mais… não tenho pressa.
Um mundo enfim ordenado,
uma pátria sem fronteiras,
sem leis e regulamentos,
uma terra sem bandeiras,
sem igrejas nem quartéis,
sem dor, sem febre, sem ouro,
um jeito só de viver,
mas nesse jeito a variedade,
a multiplicidade toda
que há dentro de cada um.
Uma cidade sem portas,
de casas sem armadilha,
um país de riso e glória
como nunca houve nenhum.
Este país não é meu
nem vosso ainda, poetas.
Mas ele será um dia
o país de todo homem.
—Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo (1945)

Pinheirinho, São José dos Campos (São Paulo), Brasil: A ação do Governo do Estado de São Paulo, que desalojou cerca de 6 mil pessoas do terreno de Pinheirinho no dia 22 de Janeiro foi mais uma ação de terrorismo de estado numa cidade aberta.

http://www.youtube.com/watch?v=nEuGR0SBrjE

Brasil: Crónica da 2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

Entre os dias 11 e 14 de Novembro, aconteceu a  2ª Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre (com debates, palestras, oficinas, apresentações teatrais, música, vídeos, e exposição de livros e materiais libertários. A abertura da Feira realizou-se no espaço libertário Moinho Negro na noite do dia 11, com uma festa regada a cerveja artesanal produzida por companheiros de Porto Alegre, e apresentação de Animinimaldita (projeto que une voz, violão, vídeo e debate), Front Liberdade e Rima (anarcorap) e Minininha Pirracenta.

A presença de pessoas de diversas partes – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, entre outros -, propiciou dias intensos de troca de experiências, contatos e idéias, e muitas das atividades que ocorreram durante a Feira foram propostas por pessoas de outras localidades. Em relação à primeira edição da Feira, do ano passado, foi perceptível um grande aumento da participação e apoio de pessoas vindas de outros lugares e isso se refletiu diretamente na quantidade e diversidade das temáticas discutidas nos debates e oficinas.

As atividades se dividiram entre os espaços Moinho Negro e FAG (Federação Anarquista Gaúcha), enquanto a exposição e venda dos livros acontecia em frente ao espaço da FAG, na Travessa dos Venezianos, com bancas de materiais de grupos como a editora Deriva, Imprensa Marginal, Imaginário, Ativismo ABC, FAG, MAP-SP, entre outros. A rua foi ocupada ainda por apresentações teatrais da Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela, Grupo Tia e FAG.

Embora algumas das atividades do cronograma que foram inicialmente propostas tenham sido canceladas pelo fato de alguns proponentes que viriam de outros Estados não terem aparecido, novas propostas surgiram no decorrer da Feira. Durante os três dias aconteceram oficinas de saúde feminina; yomango; autonomia do corpo; exibição do documentário “Sagrada Terra Especulada” e debate sobre o Santuário dos Pajés (DF); debate sobre gênero; espaços libertários; o punk e a contribuição para o anarquismo; movimento squatter; anti-fascismo na atualidade; anarquismo e prisões; bate-papo com as editoras libertárias; luta libertária na Europa no contexto atual; apresentação do livro “Culturas de Resistência – Anarquistas e Anticlericais em Santa Catarina” e do editorial “Mas que Palabras”; geografia e pensamento libertário; análise conjuntural de 9 anos do PT no governo, rearticulação das organizações de direita e estratégias de luta libertária neste contexto; entre muitos outros temas. Alguns dos debates foram transmitidos ao vivo pela rádio Cordel Libertário.

Ainda como parte das atividades da Feira, a noite do dia 14 fechou a jornada com o festival Dissidência Musikfesto no Entrebar, que mantendo a característica presença de companheiros de diversas partes, contou com apresentação das bandas Gracias Por Nada (Brasília), Nieu Dieu Nieu Maitre (Curitiba), Revolta Popular (São Paulo), Ferida (Porto Alegre), Conduta Destrutiva (Porto Alegre), Vapaus (Porto Alegre), Front Liberdade e Rima (Porto Alegre) e Digna Rabia (Porto Alegre).

Dando sequência às Feiras do Livro Anarquista em outras regiões, já está programada a 2ª Feira Anarquista de São Paulo, em dezembro deste ano, e companheiros de Florianópolis estão articulando a organização de uma feira local para o ano que vem.

Imprensa Marginal – Editora e Distribuidora Anarcopunk

Fonte

agência de notícias anarquistas-ana

São Paulo, Brasil: 20/11 Cineclube Terra Livre – Anarquistas Expropriadores

ANARQUISTAS EXPROPRIADORES

MOSTRA OLHARES SOBRE O MOVIMENTO ANARQUISTA NO  BRASIL

O CINECLUBE TERRA LIVRE tem o prazer de anunciar a quarta sessão da Mostra

“Olhares sobre o Movimento Anarquista no Brasil”,

Parceria com o Centro Cineclubista de  São Paulo,  local de exibição dos filmes.

Esta sessão apresentará três curtas que retratam as práticas de ação direta realizadas no Brasil no século XX: uma das histórias, ainda pouco conhecida,:

Assalto a Rua da Praia

Ocorrido em Porto Alegre/RS no início do século XX, onde anarquistas russos realizaram um assalto no centro da cidade e as outras sobre o ladrão Meneghetti. Assaltante mítico da cidade de São Paulo que realizou diversos assaltos e fugas espetaculares.

* Dov`e Meneghetti, Beto Brant, Brasil, 1989, 12min

Um retrato da fuga do mais famoso personagem da crônica policial paulistana na década de 1920, Gino Amleto Meneghetti. O ladrão anarquista se notabilizou pela agilidade com que saltava os telhados durante as fugas e pela irreverência com que tratava a polícia.

* Meneghetti, o Gato dos Telhados, Brasil, 2010, 6 min

Entrevista com Mouzar Benedito, autor do livro Meneghetti, o Gato dos Telhados, que conta um pouco a história do ladrão anarquista mais famoso do Brasil.

* A Tragédia da Rua da Praia, RBS TV, Brasil, 2006, 15 min

Documentário sobre o assalto ocorrido na Rua da Praia, centro de Porto Alegre. O assalto é realizado por russos que roubam uma casa de câmbio e seus desencadeamentos.

Para saber mais sobre os Expropriadores da Rua da Praia, ver texto de Evandro Couto (FAG – Federação Anarquista Gaúcha) em anarkismo.net 

DOMINGO, 20/11, 18 horas

LOCAL: Centro Cineclubista de São Paulo

Rua Augusta, 1239, sala 13 – São Paulo

Próximo ao Metrô Consolação

Entrada Gratuita

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Biblioteca Terra Livre

http://bibliotecaterralivre.noblogs.org

bibliotecaterralivre@gmail.com

Endereço postal :

Caixa Postal 195

São Paulo – SP – Brasil

01031-970

Fonte

Brasil: Terra Livre em Santos (SP)… pedagogia libertária e Ferrer y Guardia

No sábado, 15 de outubro, a Biblioteca Terra Livre desceu a Serra e se encontrou com os companheiros da Baixada Santista do Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e da Cinemateca de Santos “Maurice Legeard” para a projeção do filme Francisco Ferrer i Guardia, uma vida para liberdade.

Apesar da garoa que se estendeu por todo o dia, a presença dos companheiros da baixada foi muito boa. A bela sala da Cinemateca ficou lotada, tendo um público de mais de 30 pessoas, que permaneceram até o final da atividade.

O debate contou com grande participação dos envolvidos. O ponto central do filme, a pedagogia libertária, foi o estopim para um longo debate.  Professores, militantes, estudantes, pais, todos apresentaram pontos que enriqueceram muito o debate e saíram de lá com uma certeza, de que a educação libertária não nos será dada, teremos que construí-la.

Fazemos votos para que os projetos que estão nascendo na Baixada tenham longa vida e que deem um passo importante para o desenvolvimento da educação libertária!

Francisco Ferrer y Guardia acreditava que uma proposta educativa deveria possibilitar a criticidade e criatividade dos educandos, por isso a educação não deveria estar presa a dogmas e a um Estado que pretende manter o sistema de dominação do homem pelo homem. Sendo assim, se fez necessário criar uma escola, que possibilitasse a educação integral para todas as crianças, independente de gênero, etnia e classe social, pois todos os humanos devem conviver entre si como iguais, sendo capazes de como iguais,respeitar as diferenças, por isso Ferrer era contrário ao ensino ministrado pelo Estado e pela Igreja, pois o mesmo não tinha a devida preocupação com a formação do sujeito histórico critico, e sim cumpria a função social de formatar seres aptos a assumirem seus papéis previamente delimitados por sua classe social dentro do sistema social vigente.

Fonte: bibliotecaterralivre.noblogs.org

São Paulo, Brasil: Semana Francisco Ferrer y Guardia

Na semana do dia 13 de Outubro a Biblioteca Terra Livre promoverá diversas atividades em Homenagem a memória de Francisco Ferrer y Guardia.

As atividades terão início no dia 13 de Outubro (data da execução de Ferrer pelo Estado Espanhol) com uma Exibição de Filme seguida de Debate na USP.

No dia 15 de outubro desceremos para o litoral e realizaremos, em parceria com o Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri e a Cinemateca Maurice Legeard, uma homenagem a Ferrer y Guardia.

Já no domingo, dia 16 de outubro será a vez do Cineclube Terra Livre prestar sua homenagem, trazendo experiências pedagógicas no Brasil que foram influenciadas diretamente pela proposta pedagógica de Ferrer.

Com este ciclo de atividades a Biblioteca Terra Livre busca não só preservar a memória deste militante anarquista mas também trazer para o presente uma proposta de educação que ainda hoje apresenta caminhos para a libertação de mulheres e homens.

102 anos depois de silenciado, o último grito de Ferrer ainda ecoa no coração dos anarquistas: “VIVA A ESCOLA MODERNA!

fonte: biblioteca terra livre

Documentário do canal do regime espanhol (TVE),
sobre Francisco Ferrer y Guardia