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[Floresta de Hambach] Repousa em paz Steffen

Na quarta-feira à tarde, por volta das 15h45, o jornalista ecologista, blogueiro e ativista Steffen Horst Meyn, morreu na aldeia das casas nas árvores Beechtown, na Floresta de Hambach. Caíu enquanto tentava documentar uma ação de despejo em andamento pelas Forças Especiais da Polícia (SEK), numa ponte suspensa de cerca de 20 m de altura. Equipas de resgate no local tentaram ressuscitá-lo. No entanto, morreu um pouco mais tarde ainda na floresta, num helicóptero de resgate.
Fotos tiradas por Steffen pouco antes do acidente

De acordo com as nossas informações, não há conexão direta com o auge da ação policial local, no momento do acidente. Mas sabemos em primeira mão que o único motivo que levou o falecido a subir às árvores foi ter sido constantemente impedido de fazer o seu trabalho no chão pela polícia.

Na Floresta de Hambach, estou agora a 25 m de Beechtown para documentar o trabalho de evacuação. Não há fita de barreira aqui.” Steffen Horst Meyn

Repousa em paz, Steffen!

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[Floresta de Hambach] Um amigo caíu de uma árvore e morreu durante uma tentativa da polícia de desalojo da “aldeia de cabanas em árvores”

19.09.2018

Hoje , um amigo – que nos acompanhou como jornalista durante muito tempo na floresta – caíu em Beechtown de uma ponte suspensa a mais de 20 metros de altura e morreu. Nesse momento a polícia e a RWE tentaram desalojar a aldeia de cabanas nas árvores. O SEK estava no processo de deter um ativista,  perto da ponte suspensa. O nosso amigo aparentemente encontrava-se ali no caminho quando caíu.

Estamos profundamente emocionadxs. Todos xs nossxs pensamentos e desejos estão com ele.  A nossa compaixão vai para todxs xs familiares, amigxs e pessoas que se sentem consternadas. Instamos a polícia e a RWE a abandonar o bosque imediatamente e a deter-se esta operação perigosa.  Não poderão voltar a estar mais vidas em perigo.

O que se necessita agora é de um momento de descanso. Inclusivé isto é difícil para vós neste momento assim como é difícil para nós dar uma pista real: Recomendamos assim – para proteger todxs xs ativistas – que não seja dada nenhuma declaração, nem sequer dar nenhum testemunho na polícia.  O acidente deve ser e será superado e reavaliado, mas a polícia não é o local para o fazer.  O seu  interesse é culpar xs ativistas.”

Atualização: A pessoa que faleceu era fotógrafo e amigo de longa data dos ocupantes e encontrava-se a fazer uma reportagem sobre o desalojo das casas das árvores. Caíu de costas, de uma altura de cerca de 20 metros, não tendo resistido aos ferimentos. A invasão policial terminou por agora.

Mais informação: https://hambachforest.org

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Setúbal, Portugal: COSA e À DA MACHADA em solidariedade com A TRAVÊSSA Okupada no Porto

A Solidariedade atravêssa tudo

Força aí companheires, queremos desde já expressar a nossa solidariedade com as vossas ambições. Estamos juntes. É com esta e outras iniciativas que se ultrapassam barreiras/obstáculos da vida quotidiana. Ao criar algo de raíz feito por nós, sem as estruturas do poder dominantes, vivemos um processo que nos garante outra dinâmica político-social. Encorajamos todes que queiram continuar e desafiamos todes a experimentar estas aventuras subversivas de modo a recuperarmos as nossas vidas.

1 Despejo = 1000 Okupações!!!

Nota de Contra Info:
Na manhã do dia 16 de Outubro, o espaço ocupado A Travêssa dos Campos foi alvo de uma acção repressiva por parte da autoridade policial. Chegaram por volta das 7h30 com grande aparato de meios e agentes e preparados para uma entrada rápida e violenta no edifício. Após o arrombamento das portas foi dada a ordem – todos para o chão, caralho! Juntaram todas as pessoas numa sala, duas delas algemadas, e revistaram cada uma delas e os seus pertences. Para além disso, fotografaram e filmaram a operação e toda a gente que resistia no edifício. Ao todo foram 21 pessoas, mais uma cadela levada para o canil. Na esquadra, toda a gente foi identificada e novamente revistada. A todos os envolvidos foi aplicado um termo de identidade e residência e passada uma constituição de arguido sem referência a qualquer crime.

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Itália: Notícias de Florença

No dia 1 de Janeiro de 2017, após a explosão de uma bomba artesanal junto a uma livraria fascista – na qual um polícia do esquadrão anti-bomba perdeu uma mão e um olho – várias casas de companheirxs foram tomadas de assalto pela polícia e registradas. A polícia esperava encontrar armas de fogo e/ou explosivos. As investigações não levaram a nada, exceptuando a apreensão de panfletos, computadores, roupas e outros  materiais. Uma investigação contra pessoas desconhecidas foi lançada entretanto – com a intenção de xs acusar das infrações de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário num lugar público” e “tentativa de assassinato”.

A polícia iniciou, entretanto, uma nova operação chamada “Operazione Panico” (Operação Pânico), a 31 de Janeiro. Às 12h30, a polícia bateu à porta das casas de várixs companheirxs, para notificá-los da execução de dez medidas cautelares. Estas consistiam em 3 pessoas confinadas à prisão domiciliar, 4 pessoas receberam uma ordenação, para impedir que saíssem da cidade, obrigando-os a voltar à noite para suas casas e a assinar diariamente na esquadra. E, finalmente, 3 pessoas receberam condições de fiança, mas tendo de assinar na esquadra da polícia, todos os dias.

Durante o curso da Operação Pânico foram 35 as pessoas directamente visadas. Isso também levou ao desalojo da okupa Villa Panico, uma das okupas históricas de Florença, ocupada nos últimos 10 anos. No total, foram 12 as pessoas acusadas de serem “membros de organização criminosa”.

Outros eventos entretanto aconteceram como uma luta com a polícia, em Abril, seguindo-se uma provocação policial, entre muitas das provocações habituais, que terminou com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio), uma sentinela e demonstração solidária com xs detidxs. Os suspeitos dessa operação repressiva estão todos sob investigação por uma série de eventos contestados que aconteceram na cidade em 2016. Esses eventos incluem um ataque com pedras da calçada e tijolos a livraria fascista, uma explosão na mesma livraria e distribuição de folhetos anti-militaristas num mercado local – que resultaram num punhado de pessoas levadas para a esquadra da polícia e acusadas de “resistência e recusa em fornecer provas de identidade”. Outros eventos foram uma briga com a polícia em Abril, depois de muitas das provocações habituais que acabaram com a prisão de 3 companheirxs (Michele, Francesca e Alessio) e concentrações de solidariedade com xs presxs.

Dois meses após o fim da operação, uma série de medidas repressivas foram impostas contra 2 companheirxs – em constante escalada na sua gravidade – desde a presença diária na esquadra até prisão domiciliária. Um terceiro companheiro também foi obrigado a assinar diariamente na esquadra da polícia. Esta nova onda de repressão e detenções foi  ligadas ao aparecimento de grafitis políticos em toda a cidade.

A 3 de Agosto, uma operação conjunta a nível nacional, entre a DIGOS (unidade de operações especiais da polícia), a ROS (unidade de operações especiais de Carabiniri) e a polícia antiterrorista, levou a mais oito prisões: 6 em Florença, 1 em Roma e 1 em Lecce. Cinco companheirxs foram acusados de tentativa de homicídio no ataque à bomba no dia de passagem de ano. Xs outrxs com a infração de “fabricação, posse e transporte de um dispositivo explosivo ou incendiário para um lugar público”. A segunda acusação refere-se a um ataque de molotov contra um quartel de Carabinieri, o que aconteceu na noite da luta contra a polícia, mencionada anteriormente.

No dia 5 de Agosto, 6 detidxs foram libertadxs pelo GIP (juiz para investigação preliminar) devido à falta de provas contra elxs. Um companheiro, Salvatore Vespertino, ainda está preso porque as autoridades alegaram terem sido encontrados vestígios do seu DNA em componentes usados para construir a bomba. Paska, outro companheiro, que deveria ter sido libertado, por falta de provas pelos eventos na passagem de ano, ainda se encontra em prisão preventiva, por alegada “adesão a organização criminosa”, com base em evidências recolhidas durante a Operação Pânico.

Como o caso de Paska mostra, a investigação contra pessoas desconhecidas foi, portanto,  incorporada à Operação Panico. Isto significa que adoptaram a mesma linha de indagação – seja para os acusados de serem “membros de organização criminosa” ou por
várias infrações específicas.

Endereços:

Salvatore Vespertino
Casa Circondariale Sollicciano
Via Minervini 2/r
50142- Firenze
Italia

Pierloreto Fallanca
Casa Circondariale
Via Paolo Perrone, 4
73100 – Lecce
Italia

Para apoiar os companheiros e os custos legais:

Youssra Ramadan
Card Number: 5333 1710 3998 6134
IBAN: IT81R0760105138290113490114

[Itália] Sobre a detenção de 8 anarquistas e o dasalojo da La Riottosa (3/08)

Compas na La Riottosa, barricadxs, resistiram mais de 10 horas.

3-08-2017. Durante a manhã, oito companheirxs anarquistas foram presxs em Florença, Roma e Lecce. Estão acusadxs do ataque com molotov contra o quartel de Carabineiros (polícia militarizada italiana) de Rovezzano, em Florença (21-04-2016) e do ataque explosivo contra a livraria “Il Bargello” – um espaço do ambiente da Casa Pound (organização fascista) – em Florença (01-01-2017). Naquela manhã a bomba explodiu na mão de um polícia que a tentava desativar, perdendo este a mão e um olho.

Xs companheirxs anarquistas encarceradxs, acusadxs pelo ataque contra a livraria fascista são Nicola Almerigogna, Roberto Cropo, Pierloreto Fallanca “Paska”, Giovanni Ghezzi e Salvatore Vespertino, enquanto que xs encarceradxs pelo ataque contra o quartel são Micol Marino, Marina Porcu e Sandro Carovac.

Durante o dia foi desalojada a okupa auto-gestionada La Riottosa, uma okupação anarquista em Florença. Alguns e algumas companheirxs resistiram na okupa, durante cerca de 10 horas e 2 dxs 8 compas encarceradxs foram detidxs lá. Os companheiros acusados pelo ataque explosivo estão acusados de tentativa de homicídio, danos agravados e fabricação e transporte de dispositivos explosivos. Seguir-se-ão atualizações e direções das prisões onde xs companheirxs estão reféns do estado.

em espanhol

Atenas: Faixas de solidariedade internacionalista, em Exarchia

Na manhã desta terça-feira, 11 Julho de 2017, membros da Okupa Themistokleous 58, juntamente com compas afins, levantaram algumas faixas em solidariedade com três casos diferentes.

TEMOS AS CHAVES DE TODAS AS PORTAS, SOLIDARIEDADE COM A OKUPA KIKE MUR EM SARAGOÇA, ESPANHA..

A partir da varanda da 58 pendurou-se uma faixa em apoio à C.S.O Kike Mur, em Saragoça, Estado espanhol, que está ameaçada de despejo pelas autoridades locais. No edifício (uma antiga prisão), ocupado há 7 anos, há espaço para atividades e expressões de solidariedade anarquista, como foi o caso da faixa gigante no âmbito da campanha internacional do Fevereiro Negro, em Fevereiro de 2013.


SOLIDARIEDADE COM XS INSURRECTXS DO NO-G20.

Nas grades da antiga faculdade de Química foi colocada uma faixa para apoiar todxs aquelxs que enfrentaram as forças repressivas nas ruas de Hamburgo nos últimos dias, contra a Cimeira dos 20 Estados mais poderosos do planeta. Agora é o momento de difundir a necessidade de apoiar xs reféns da G20.

ASS(A)LTA OS BANCOS ! LIBERDADE PARA LISA, ANARQUISTA PRESA NA AL€MANHA.

Das janelas do edifício Gini, na Politécnica, pendurou-se uma faixa em solidariedade com Lisa, anarquista condenada a 7,5 anos de prisão por assalto a banco em 2014, em Aachen, na Alemanha.Que não se deixe nenhum/a presx nas mãos do Poder: ATAQUE AO ESTADO/CAPITAL E À DOMINAÇÃO!

Okupa Themistokleous 58
e compas afins

em grego l inglês l alemão l espanhol

Portugal: Todes a Setúbal nos Dias de Atividades em Solidariedade com a C.O.S.A

Recebido a 25 de Junho

Continuaremos a resistir e a manifestar as nossas ideias, nenhum tribunal vai decidir as nossas vidas. Somos nós que decidimos, através de acções, solidariedade e intimidade, o percurso do nosso destino.

Quinta 29
15h Covil Aberto

Sexta 30
20h Conversa na Disgraça:
O que se passa com a
COSA?(Lisboa)

Sábado 1
17h Workshops de Resistência
Comida, Performance
e Música na Á da Maxada pela noite

Domingo 2
17h Concentração Solidária com a C.O.S.A.
20h Petiscada de Rua na
COSA
Seguida de Conversa e
convívio

Mais info em breve

C.O.S.A. Rua Latino Coelho nº2 Setúbal

em alemão

Setúbal, Portugal: Acção de solidariedade com a COSA à porta do tribunal – 2/06


Como convocado, pelas 09:00 da manhã de sexta-feira, dia 2 de Junho, um grupo grande de pessoas concentrou-se à porta do Tribunal de Setúbal. Acompanhados de um vasto pequeno-almoço, estendemos as faixas que levámos connosco e começámos a distribuir panfletos com o texto “Porque temos de parar o despejo da COSA” enquanto esperávamos pelo início da sessão. Alguns companheires vestiam t-shirts que diziam “Somos Todes COSA”.

Pelas 09:30, quando já se contavam mais de 50 pessoas lá fora e começou a música e os Ritmos de Resistência, os advogados, companheiras notificadas e um grupo de 8 pessoas entraram para assistir à audiência o que provocou o primeiro “confronto” com o tribunal: a juíza anunciara que a sessão seria à porta fechada e só os “envolvidos” podiam assistir, pelo que as restantes companheiras foram impedidas de passar da entrada do tribunal.

As companheiras notificadas ao entrar na sala de audiências foram revistadas pela polícia e obrigadas a desligar os telefones, não como uma atitude regular de segurança, mas sim como uma óbvia atitude discriminatória: porque SÓ elas foram alvo destas medidas.

Mal a audiência começa, o nosso advogado levanta objecção a estas medidas da juíza, nomeadamente a proibição de público na sala, ao que a juíza responde que “nunca na minha vida fiz uma audiência prévia com assistência”. Confrontada com o facto de na anterior audiência deste caso (igualmente “prévia”) terem estado 3 pessoas a assistir, esta respondeu que “não se lembrava”, o que os restantes participantes estranhamente corroboraram (advogado dos “proprietários”, procuradora do ministério público e secretária).

Houve então a necessidade por parte do nosso advogado de aludir a José Saramago e o seu “Ensaio sobre a cegueira”, livro que se tornou uma referência recorrente no resto da sessão.

Enquanto isso, lá fora o protesto crescia, com muita gente a participar, curiosos que paravam para perguntar, carros que buzinavam em solidariedade e um som ensurdecedor de tambores, pandeiretas, copos, panelas e trompete que ecoavam tanto pela baixa da cidade como dentro do tribunal, incluindo na sala de audiência.

Contrariamente ao que tinha ficado combinado na última audiência, os proprietários nunca chegaram a entrar em contacto connosco para uma possível negociação, e perante a pergunta da juíza e do nosso advogado a razão apresentada foi a de que afinal “não havia interesse numa proposta”.

Deu-se então lugar às partes para apresentarem as suas “alegações finais”. O nosso advogado apresentou então uma longa lista de falhas e erros processuais, pediu requerimentos para anotar a discriminação de que as várias companheiras e solidários foram alvo, e conseguiu que uma juíza já determinada há meses a proferir sentença e ordem de despejo tivesse que fazer um intervalo de vinte minutos para se decidir. Como esperado, a juíza não aceitou os argumentos para levar o caso a julgamento e ditou a sentença que já tinha há muito redigida: as rés (nós) devemos restituir o imóvel aos (agora provados) legítimos proprietários. Decisão sobre a qual vamos apresentar recurso.

Resumindo: Mais de 16 anos depois de um grupo incontável de pessoas terem ocupado, limpo, cuidado e recuperado uma casa no Bairro Salgado que, caso contrário, por esta altura seria uma ruína, e mais importante ainda terem construído, animado, agitado e mantido um centro social pleno de actividades culturais, sociais, políticas, boémias e educativas sem qualquer tipo de apoios estatais, municipais ou institucionais; depois de termos apenas dependid de uma rede de indivíduos e colectivos autónomos que criam alternativas de auto-suficiência e liberdade; fomos chamados a uma casa de Injustiça por uns “proprietários” que nunca deram a cara por nenhuma das suas 19 propriedades que deixaram ao abandono durante mais de duas décadas. Proprietários esses que, mesmo sabendo que queríamos abrir negociação, nunca se dignaram a falar connosco; através de um processo recheado de preconceitos e ideias estigmatizantes, onde nem sequer tivemos palavra nem direito a um julgamento, fomos condenadas a abandonar a Cosa.

No entanto, provámos uma vez mais que é na rua que as nossas palavras se fazem sentir, que conseguimos ter diálogos com curiosos e solidários e que colectivamente conseguimos gritar mais alto e levar as nossas ideias mais longe. Foram três horas de protesto sonoro constante, que não deixaram indiferentes centenas e centenas de pessoas numa zona que concentra o tribunal, segurança social, centro de saúde e outras instituições. Um protesto matinal (e extremamente pontual!) para o qual contribuíram muitas dezenas de pessoas, e que é mais um passo que damos juntos na resistência pela defesa, não só de uma casa, mas de uma ideia que nunca nenhum tribunal poderá despejar!

E agora?
Que se espalhe a palavra, que se espalhem as ideias e as acções….
O centro social mantém-se aberto às quintas-feiras e…todes a Setúbal no *Domingo 2 de Julho*, para uma concentração contra o despejo…
Porque isto ainda agora começou…

A COSA FICA!

Portugal: Concentração Solidariedade com a C.O.S.A.!!! Stop despejo da C.O.S.A.!

O tic tac da especulação paira sobre as nossas cabeças, mas o nosso coração bate com outros ritmos.

Convidamos todas as que conheceram, viveram e sentem a COSA, assim como todos os que ainda não a conhecem a participar nestas semanas de contagem decrescente para a audiência.

*O calendário é o seguinte:*

25 de Maio– 15:00- Abrimos o “Covil”, com comida e info,  e faremos uma conversa /apresentação das acções até ao dia 2 de Junho
26 de Maio– 18:00- Músicas que nos enchem o coração de revolução, no centro social, e preparações para o jantar de dia 27
27 de Maio– 16:00 – Concentração, Protesto e Informação ás 16:00 no Largo da Misericórdia. Na COSA não se toca!!
– 20:00 – Música, Pitéu, Informação e o que mais vier! Na C.O.S.A.!
02 de Junho– 09:00 – Pequeno Almoço no tribunal! Tomamos um cafezinho e vamos-nos fazer ouvir: A C.O.S.A. é Nossa!

*TODAS A SETÚBAL!*
Contactem-nos se quiserem aportar mais ideias e contribuições.
Temos dormida para cerca de 200 pessoas: se quiserem alojamento para estes dias contactem-nos para organizar.

*Divulguem, protestem e façam-se sentir.*
*Juntos e Solidários vamos parar o despejo da C.O.S.A*!

Mais info c.o.s.a

 em alemão

Brasil: [Biblioteca Anárquica Kaos] “Entramos incomodando e saímos provocando”

SOLIDARIEDADE COM A BIBLIOTECA ANÁRQUICA K(A)OS – QUEIMA A BÓFIA

Comunicado recebido a 17 de Maio de 2017

Entramos incomodando e saímos provocando
A Biblioteca Anárquica Kaos comunica que esta sem espaço.

Como acontece com cada okupação, e ainda mais se está pela anarquia, o tempo é uma incerteza. Mas, isso não pode frear esforços e vontades que quebrem a normalidade urbana e cidadã. Já contrárixs ao sistema, dificilmente mediremos nosso passos com relógios ou acumulo de tempo. Já em contra da dominação, cada ataque ao sistema para nós é uma vitoria ganha, mas não aquela vitoria do ponto final na guerra. Cada ação feita, cada passo dado fora das celas ordeiras do comportamento normativo que impõe a vida moderna, cada fogo aceso, pedra atirada, regra quebrada, são pequenos triunfos. Cada vez que procuramos a anarquia e fazemos as coisas acontecer ganhamos um pouco da preciosa liberdade. Essas são nossas vitórias.

Entramos incomodando

Ao longo de pouco mais de dois meses okupamos uma casa pertencente à alta burguesia local e os incomodamos certamente. Suas constantes aparições, os esforços que tiveram que fazer para “limpar sua imagem” diante de uma vizinhança que sentia-se afetada pelo abandono do lugar, até o fato deles ter que sair de suas cômodas casas para ir constantemente a nos enxergar, desacreditando que tínhamos tomado “sua” casa foram gratificantes formas de saber que estávamos incomodando aos poderosos de sempre, os donos da cidade faz séculos. E foi atrevido sim.

Rodeados pela Praça Matriz, uma delegacia, o palácio de governo, em pleno coração da materialidade do sistema estatal, okupamos uma propriedade histórica com a aberta confrontação anárquica de espalhar nossas idéias sem amaciá-las, as vezes rodeadxs e constantemente fotografadxs pelos puxa sacos dos donos, conspiramos no meio do monstro. E foi uma ousadia sim.

Sem esperar as melhores condições, sem buscar seguranças absolutas, procuramos o impossível e o fizemos acontecer.

Para quem duvide da força dxs individuos, há certamente um antes e um depois da Biblioteca Kaos na rua, no bairro e no entorno. Poucxs e loucxs, mudamos a paisagem do lugar em poucos dias, possibilitamos encontros, debates, conflitos e conspirações sem precisar cabeças nem estruturas verticais para espalhar revolta. E como um espaço anárquico não é o local mas as individualidades que fazem ele acontecer, cada umx dxs que agimos nesse espaço, assim como todxs xs que nos fortaleceram chegando até lá, propiciamos essa transformação. A expansão disso tudo seguirá como a expansão das gotas que caem no charco da água, insondável, imponderável.

Saímos provocando…

Quando apareceu o oficial de justiça para nos informar que tínhamos uma ordem de saída com intimação (o que quer dizer que ainda antes do processo de reintegração de posse nossa saída ia a ser forçadas pela brigada militar), o contexto estava dado e uma data marcada. Decidimos nos riscar alguns dias, ficando além da data, procurando sempre manter o mais valioso para nós. A informalidade.

Nos individualizar em sujeitxs diante do poder nunca foi nossa intenção e certamente também não foi nossa proposta entrar em processo jurídico nenhum. Não nos interessa a propriedade. Nesse contexto, decidimos dar um passo antes. Se não comunicamos nada sobre isto foi para manter o entusiasmo nos últimos encontros. Para ficar fortes e deixar acesa a brasa da vontade por ter um lugar de encontro. Para viver ao máximo o espaço.

Assim, fizemos de nossa saída uma festa. O ultimo evento foi uma vivencia convocada para a solidariedade que fez presentes compas de outras terras que foram despejadxs, compas que foram seqüestradxs. Foi um encontro de diversidade de pessoas que vivem diferentes formas de insubmissão e conflito contra a dominação e que sentiram a raiva de dizer vamos fazer alguma coisa, vamos sair, vamos tomar as ruas. A “perda” do espaço, era algo iminente desde que descobrimos o histórico de poder dos donos mas, não queriamos que as forças e os ânimos declinassem. Aliás, não perdemos nada, Um espaço de anarquia é o encontro de afinidades. Nossas vontades estão intatas e nos acompanharão nas seguintes ousadias.

Saímos furtivamente nessa mesma noite, logo depois do evento, mas sobretudo, saímos provocando a insubmissão e o conflito em palavra e ação.

Então esta saída não é uma derrota: é a conseqüência lógica de ter atingido o poder, é a clara demonstração de que incomodamos tanto que varias influências foram movimentadas para conseguir essa ordem judicial contra nós em tão pouco tempo.

A força do efêmero nos posicionou numa conflitividade e confronto que se espalhou rapidamente para varias individualidades e espaços. Sentimos assim cada encontro que tivemos e cada ideia, vontade e grito de raiva que saíram da Biblioteca. O tempo da anarquia não pode ser medido por um relógio, a intensidade rebelde do que aconteceu nesta aparição da Biblioteca Kaos é inenarrável.

Nossa proposta de okupa em conflito foi uma determinação que culminou em provocações que sabemos tiveram ações como resposta.

Atiramos uma flecha no coração do sistema… e gritamos vitória na guerra!

Nosso salve para cada pessoa que participou e fez atividades, nos possibilitou acesso a elementos necessários para sobreviver e construir o espaço, que compartilhou com nós leituras e trocas de ideias incríveis, para aqueles que nos doaram livros e levaram outros em empréstimo, para aqueles que desde a distancia nos mandaram material ou palavras de força (desde vários pontos do mundo e em vários idiomas): foram lenha forte que aqueceu o ambiente e que iluminou as noites. E nosso abraço cúmplice aos espaços okupados no mundo: são um ataque insubmisso ao sistema!!!

Biblioteca Anárquica Kaos.
15 de maio 2017

Setúbal, Portugal: Stop despejo da C.O.S.A.


Um desejo antigo mas que se mantém bem vivo é  continuar a decidir  e a viver por nós próprios podendo assim desenhar um magnífico futuro.

Assim lançamos o apelo para uma concentração solidária com a C.O.S.A., esperando amobilização de todxs xs que estão dispostos a contrariar a ordem dominante. Em breve teremos mais informação.

C.O.S.A. Resiste!

Comunicado da C.O.S.A. em luta!

Pedimos desculpa àquelxs que já se questionaram sobre isso devido à nossa falta de comunicação.

Continuando do ponto que fizemos com o último comunicado, o processo judicial que visa o despejo da C.O.S.A. [Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada], e ao qual nós decidimos apresentar defesa, teve no dia 28 de Abril uma audiência prévia.

Para surpresa de todxs xs presentes na sala, a juíza entrou já com uma decisão tomada e considerou que depois de ter avaliado o caso justificava-se proferir ordem de despejo nesse momento. Devido a erros processuais da parte da juíza, o nosso advogado conseguiu cortar-lhe esse impulso, e marcar nova audiência para 02 de Junho, tendo também em conta que, pela primeira vez, proprietários e ocupas declararam possibilidade de um acordo. Acordo este para o qual esperamos uma primeira proposta da parte deles e que gera entre nós bastantes questões e discussões de pontos de vista. Entre todas as possibilidades discutidas, mantidas em colectivo, e que continuam em aberto, a única que recusamos é a de aceitarmos uma compensação para sairmos rapidamente e sem problemas.

Continuamos a sentir que a C.O.S.A. é nossa. E a consequência deste sentimento têm sido os últimos meses que se têm revivido na C.O.S.A. Entre os dias 13 e 17 de Fevereiro organizamos jornadas de trabalho no centro social. Durante 5 dias, amigas e amigos trabalharam e comeram incansavelmente e conseguiram alcançar mais do que o que tinham projectado, ficando ainda com um sentimento de felicidade visto terem sido também 5 dias de muito bom convívio e diversão. No dia 30 de Março inauguramos “O Covil”, uma infospot onde se encontra o Suporte Okupa e desde aí temos o centro social aberto todas as quintas-feiras, o que tem permitido novas afinidades e relembrar o porquê de algumas antigas.

Continuamos abertxs a propostas e cheixs de ideias para o futuro, que pode ser incerto, mas que tem de ser magnífico!

Saúde & Anarquia!

mais info em c.o.s.a

em alemão

Leipzig, Alemanha: Sabotados dois poços de cabos da ferroviária alemã, em solidariedade com a Okupa Black Triangle

20 de Março de 2017

Há cerca de nove meses surgiu um espaço autónomo libertado – num edifício vazio há mais de vinte anos, da linha de caminho de ferro velha, na Arno Nitschze, em Leipzig – o Black Triangle [Triângulo Negro]. O antigo proprietário, a Deutsche Bahn-SA, quer encarregar-se de o fazer desocupar.

Recentemente circulou um apelo: “Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!” que achamos muito bom e digno de apoiar.

Mas não queríamos esperar tanto tempo e por isso, na noite de 19 para 20 de Março, sabotamos duas secções de cabos danificando pelo fogo as condutas de cabos. No norte (Podelwitz) e no distrito ocidental de Leipzig (Miltitz), usando acelerador de chamas, sabotamos também os canais de cabos e caixas de controlo.

Com o fogo o sistema de sinalização foi abaixo e tiveram de temporariamente bloquear por completo os percursos dos comboios (…)

Isto é um mimo para a Deutsche Bahn-SA, assim já saberá o que a espera em caso de desalojo.

Solidariedade com o Black Triangle!
Se a ferroviária o desalojar, vamos a desactivar!

em alemão via Linkunsen l italiano

Montevideu, Uruguai: Contra a repressão, solidariedade e ação (20/4)

Concentração de apoio a 7 compas indagadxs pelo desalojo de La Solidaria
5ª feira  20/4  14:00 em ponto
Tribunal  (ruas Juan Carlos Gómez e Reconquista)

8 detidxs  – 2 invasões policiais – 1 processo judicial – 7 indagadxs

TIREM AS MÃOS DOS NOSSOS CENTROS SOCIAIS!

La Solidaria

Mão estendida ao/à companheirx, punho cerrado ao inimigo!

em espanhol

Montevideu, Uruguai: Comunicado da assembleia aberta de ocupantes da La Solidaria

MÃO ESTENDIDA AOS/ÀS COMPAS – PUNHO CERRADO AOS/ÀS INIMIGXS

Perante patacoadas só desprezo… (o que os media nunca dirão)

A partir destas linhas queremos reivindicar certos factos ocorridos na manifestação em repúdio ao desalojo do local La Solidaria, manifestação por nós convocada e, no que se refere à concentração, organizada colectivamente, a partir da nossa assembleia.

Além da concentração acordamos também o posterior corte de estrada de 21 de Março, corte que seria feito no mesmo momento em que se impôs à população o decreto do governo de esquerda – permitindo desse modo a polícia reprimir os piquetes, sem ter sequer a ordem dum juiz.

Nestes últimos dias os media lançaram uma série de ataques de desinformação que inundaram tudo – das mentiras mais descaradas ao incitamento dos exércitos de “bons cidadãos”, para proteger a ordem estabelecida. A normalidade do poder, dizem eles, deve ser obedecida a todo o custo. Normal é ver como é repetida uma e outra vez a miséria diária da exploração e da obediência aos seus ditames. O paradigma da dominação justa e da servidão voluntária tem a sua expressão máxima na indignação de vários dos mercenários da imprensa.

Mas as ruas têm também as suas vozes, já que há vida (e em abundância) para além da propaganda do Capital. Um monte de mentiras estúpidas – como por exemplo a da horda que marcha, atacando indiscriminadamente as pessoas – não irão ser sustentadas por nenhum dxs nossxs vizinhxs, xs quais, por sua vez, têm mostrado inúmeras vezes a sua solidariedade com o projeto e suas lutas. A propaganda imbecil dos proxenetas bem pensantes da Ordem não é mais forte do que as relações que estabelecemos com xs ocupantes ou com xs desalojadxs do bairro e com xs quais se praticou o apoio mútuo, uma e outra vez.

A estranheza – daquelxs para xs quais só vale a violência quando vinda do Estado – não é mais forte que os laços de solidariedade, respeito e reciprocidade forjados ao longo dos anos – com xs vizinhos, pequenxs comerciantes de bairro e centenas de amigxs da casa. Aquelxs que viram xs seus ou suas filhxs ou amigxs fazerem desporto sem competição, nas classes de boxe, ou desenvolver a sua sensibilidade estética nas oficinas de expressão plástica, aprender língua de sinais e crescer sob relações de reciprocidade e de liberdade, não podem engolir a versão do Estado. Xs “vândalxs estúpidxs” são xs que defendem a devastação da terra e da água, xs “desmioladxs irresponsáveis” são xs defensorxs do clientelismo – como forma possível de relações sociais – não xs que lutam contra ela ser a única.

Aquelxs que, ao longo do tempo, aprenderam na La Solidaria a desenvolver a sua capacidade auto-instituinte da sociedade, a forjar acordos de forma responsável,  a consensuar – sem chefes ou poder político – só podem rir-se da história dxs defensorxs dessa normalidade. As centenas de vizinhxs e participantes que passaram nestes anos pela La Solidaria e pelas suas oficinas – ou a participar nas actividades ou coordenações – sabem que nela se potenciava a auto-organização da luta social, afastada e contrária a toda a forma de opressão ou poder.

Por isso mesmo, sabemos que todxs elxs não se sentiram ou sentem atacadxs pelxs compas de La Solidaria. Sabem suficientemente bem que a nossa ética nos impede de atacar indiscriminadamente, danificar as suas casas ou querer atentar contra a sua segurança. Usar a violência – não como auto-defesa mas indiscriminadamente – encerrar em vez de ajudar, dar exemplo através do castigo, criar pautas de convivência baseadas no consumo e na dominação, são e serão os eixos do Capital e do Estado, não xs nossxs.

O repúdio ao desalojo – o nosso e o dxs vizinhxs e companheirxs – dignificou-nos e é parte essencial da nossa responsabilidade na vida. Somos conscientes quando, em todos os locais onde pararmos, fizermos algo para transformar a realidade. O repúdio ao desalojo não foi, nem é, uma luta contra o Estado por um grupo determinado – tal como ao governo ou a uma empresa qualquer. Foi, e é, parte de uma luta que não foi iniciada por nós – e da qual todos fazemos parte, gostemos ou não.

Enquanto a propaganda do poder é a da defesa das relações de benefício económico, competição permanente e respeito às leis de políticxs e outrxs empresárixs, nós promovemos a auto-organização não-hierárquica, o respeito pelas pessoas e não pelos dispositivos de dominação e exploração, a reciprocidade como motor social e a dignidade de confrontar-se com a ordem, sem oprimir ninguém, por sua vez. Confundir ou misturar isso com violência gratuita é maniqueísmo e arrogância. Querer obrigar-nos a obedecer – e a respeitar a dominação do capitalismo financeiro e a dxs seus e suas encobridorxs – é pura estupidez de fanfarrõesa costumadxs a mandar.

Solidarizamos-nos com as pessoas detidas, logo a seguir aos factos, assim como com todxs aquelxs que diariamente sofrem a mesma sorte, a mesma prisão, o mesmo despedimento, a mesma incerteza ou o mesmo deslocamento forçoso de local – e que sabemos albergarem as mesmas raivas e os mesmos sonhos de liberdade. Saudamos com o punho no ar a todxs xs que se solidarizaram connosco nos dias anteriores ao desalojo e nas últimas horas, compas do estrangeiro, do interior, vizinhxs e amigxs…
As casas passam…e a nossa luta é imparável!
Assembleia aberta de ocupantes da la Solidaria

em espanhol

Montevideu, Uruguai: Concentração contra o despejo de La Solidaria [21/03/2017]

A 21 de Março deste ano chegarão as forças da ordem à Fernández Crespo, 1813 para finalmente desalojar a La Solidaria.

Este não é somente um golpe ao espaço, é também um ataque aos métodos utilizados: à auto-organização e à ação direta para se lutar contra este mundo de exploração.

É também um ataque a todos aqueles setores que permanentemente lutam por transformar a realidade, a todos esses setores que lutam por outra forma de vida, mais aprazível, baseada na solidariedade e no apoio-mútuo.

Frente às tentativas do Poder de fazer calar a luta, propomos potenciar a rebelião permanente contra o seu mundo de morte.

Propomos responder aos ataques constantes e cada vez mais profundos que o Capital exerce sobre as nossas vidas.

Saquem as vossas mãos dos nossos centros sociais!

Montevideu, Uruguai: Intervenção em apoio à La Solidaria

Na noite de ontem, 13 de Março – em apoio à La Solidaria que será desalojada neste 21 de Março – intervimos na Igreja evangélica alemã com pinturas, folhetos e grafitis onde podia ser lido “Não ao despejo da La Solidaria”.

Intervimos na igreja pela sua relação direta com o despejo – já que foi ela quem, há anos perante uma intenção falida quis desalojar La Solidaria, agora a casa foi vendida à empresa chilena Maria Caprile, deixando assim que a máfia da especulação imobiliária avance.

Intervimos na igreja porque a relação e coordenação entre curas, políticos e polícias – para manter este mundo de exploração e dominação – torna-se cada dia mais clara.

Intervimos na igreja pelo que ela em si mesma representa – pelos séculos de massacres e perseguições, por instaurar desde há anos a homofobia e a misoginia.

Este é um pequeno gesto de apoio à La Solidaria; é uma chamada a todxs aquelxs que lutam para se resistir e se transformar a realidade.

No pasaran!

Brighton, Inglaterra: Uma faixa foi fixada aos mastros do memorial da guerra no centro da cidade

Ninguém é ilegal Despejos de Calais = Ataques racistas Deportações Violência de estado RESISTE& LUTA
Ninguém é ilegal – Despejos de Calais = Ataques racistas+ Deportações+ Violência de estado – RESISTE & LUTA

Recebido a 16 de Outubro de 2016

Levantamos-nos bem dispostos e manhã cedo fomos colocar uma faixa expressando solidariedade e raiva com a situação em Calais onde para 17 de Outubro [o despejo foi realizado a 24 de Outubro] o Estado francês planeia dar início à desocupação total da selva. A faixa foi presa aos mastros – em frente ao memorial de guerra no centro da cidade – num lugar onde as pessoas vão regularmente visitar e recordarem a si próprixs o orgulho nacionalista e a identidade que possuem, construídos sobre a guerra,  genocídio, deslocamentos, criminalização e conquista de outros povos.

Queremos expressar a nossa solidariedade, desta simples forma, não apenas com as pessoas na selva mas também com todas as outras que por todo o lado estão a tentar prosseguir com as suas vidas, face a tal incrível e brutal oposição – xs compas em greve/resistindo dentro das prisões em toda a parte, qualquer um/a luta, algumas batalhas sérias contra o acesso ao gasoduto do Dakota, zonas autónomas sob ataque, a lista é interminável.

Mobilidade reduzida significa que a faixa não estava muito alta por isso, infelizmente, foi retirada ao fim de poucas horas, mas esperamos que quem fez isso apreciasse as quantidades generosas de lubrificante com que envolvemos as cordas…

italiano

Komotini, Grécia: Afixação de cartazes e faixa em solidariedade com a Biblioteca KAOS

solidar-kaozA Biblioteca KAOS está ameaçada de despejo a 4 de Agosto de 2016. A Okupa anarquista  Utopia A.D. colocou uma faixa e afixou cartazes na cidade de Komotini, como mostra de solidariedade com xs companheirxs de Porto Alegre.

Solidariedade com a Okupa anarquista Biblioteca Kaos no Brasil!
Conflito é a única resposta a dar!

SOLIDARITY-KAOZColagem de cartazes pela Utopia A.D. em Komotini em solidariedade com a Biblioteca KAOS de Porto Alegre, ameaçada de desalojo; também a Fode Nações Okupa o Mundo afixou cartazes em solidariedade com xs okupantes fortemente reprimidxs em Tessalónica. solidarid-kaoz

 inglês, alemão

Grécia: Okupas de habitação de imigrantes despejadas em Tessalónica

“Solidariedade com as Okupas – Okupa o mundo” – slogan pintado na ilha da Cefalónia, Grécia, 28/07/2016.

A 27 de Julho de 2016, ao romper da aurora, as forças policiais gregas invadiram e simultaneamente desalojaram três okupas de habitação de imigrantes na cidade de Tessalónica: A okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio (propriedade da Igreja), a comunidade Hurriya na rua Karolou Diehl (edifício de propriedade privada) e um outro edifício localizado na Avenida Nikis (propriedade da Universidade).

Várias dezenas de pessoas que ali viviam foram detidas. Provavelmente todxs aquelxs que se encontravam sem documentos foram enviados para campos de detenção, enquanto um grande número de ativistas era notificado para julgamento. Mais tarde, naquele mesmo dia, o edifício Orfanotrofio seria completamente demolido pelas autoridades.

A partir de então, várias ações foram realizadas em resposta a esta operação repressiva.

A 28 de Julho, alguns detidxs do edifício Nikis receberam quatro meses de pena suspensa. Xs detidxs da Orfanotrofio e Hurriya vão ter julgamentos separados, nos dias 3 e 5 de Agosto, respectivamente. Todxs xs ativistas presxs foram entretanto libertadxs.

A seguir indica-se um comunicado da okupa Orfanotrofio após o despejo e demolição da casa:

A 27 de Julho de 2016, às 05:45, a okupa Orfanotrofio de habitação de imigrantes em Tessalónica foi desalojada sob o pretexto de uma queixa apresentada pela Igreja S.A. Pouco tempo depois deu-se início à demolição completa do edifício.

Duas outras okupas que abrigavam imigrantes foram simultaneamente desalojadas (Avenida Nikis e comunidade K.Diehl-Hurriya).

Como resultado disto um total de 74 prisões foram realizadas nas três okupas.

O que se torna evidente é a criminalização de solidariedade e, é claro, a escolha política do Estado para atingir as estruturas auto-organizadas de solidariedade e comunidades de luta. Que estas estruturas estão a ser alvo de ataque tornou-se também evidente algumas horas após as três expulsões em Tessalónica – quando o prefeito de Atenas Giorgos Kaminis anunciou que vai apresentar um relatório queixa relativa o fato de existirem imigrantes a viver em edifícios de propriedade do município ocupados, declarando que aquelxs estão a “degradar a cidade” de Atenas.

Nós, por sua vez, acreditamos que as okupas habitacionais de imigrantes não degradam as nossas cidades, pelo contrário tornam-nas mais vivas.

É por isso que vamos continuar a criar estruturas de solidariedade e de luta; vamos continuar a viver e lutar em conjunto com xs migrantes. Porque não ampliamos a solidariedade dirigida aos/às imigrantes; praticamos a solidariedade em conjunto com xs migrantes. Porque não nos vemos como sendo privilegiadxs em relação aos/às imigrantes; antes como a manutenção de uma posição comum com elxs contra os patrões e os estados. Juntxs compartilhamos o que temos e lutamos por aquilo que devemos ter.

Porque queremos xs migrantes nos tecidos da nossa cidade, não em guetos. Queremos-los nas nossas escolas e bairros. …

NADA ESTÁ TERMINADO
TUDO CONTINUA

Assembleia da okupa de habitação de imigrantes Orfanotrofio

em inglês

Alemanha: Desalojo em curso no bosque de Hambach – Apoio necessário!

hambachOntem de manhã [14 de Março] a ocupação no prado foi cercada pela bófia. Isto transformou-se numa mega operação policial: Todos os principais caminhos no bosque foram arranjados, fixados e ampliados, todas as barricadas e tripés destruídos. Até hoje quatro plataformas desocupadas foram despejadas. As forças policiais ainda estão presentes por toda a parte, perseguindo as pessoas que tentam construir novas barricadas …

Esta é uma chamada urgente para todos os tipos de apoio! O que aconteceu nos últimos dois dias é um ataque massivo! E porque todas as vias foram limpas e encontram-se em condições para a passagem de grandes máquinas, é importante proteger as ocupações florestais AGORA!
Venha para o bosque de Hambach, precisamos de comida, água, cobertores e de mais de todas as pessoas com energia fresca!

Para mais informações: www.hambacherforst.blogsport.de

Agradecimentos e cumprimentos a todxs xs companheirxs

em inglês l alemão l italiano

Itália, No TAV: Condenações e lacrimogéneos na auto-estrada

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27 junho de 2011; expulsão da Livre República da Maddalena

A primeira sessão do dito «mega-processo No TAV» acaba de chegar ao seu termo, no decorrer da qual a resistência contra a expulsão da Livre República da  Maddalena a 27 de Junho de 2011, por 53 companheirxs, foi posta em causa, assim como a assalto ao canteiro de Chiomonte no 3 de Julho seguinte. As acusações de lesões e de violências agravadas, de resistência à pessoa depositária da autoridade pública, de degradações e de dissimulação do rosto foram transformadas em condenações, variando entre alguns meses e quatro anos e meio de prisão, para 47 pessoas [num total de 145 anos NdT]. Condenações pesadas, mas ainda assim inferiores às requeridas pelos procuradores Pedrotta e Quaglino – os quais a 7 de Outubro passado, tinham requerido 200 anos de prisão no total – excepto para alguns companheiros contra os quais os juízes decidiram aumentar o tempo da pena requerida pela acusação. Por outro lado foram pronunciadas seis absolvições.

À saída da sala, os No TAV presentes no julgamento invadiram a estrada e bloquearam o curso da Regina Margherita, durante cerca de vinte minutos, nas duas direções, à altura da sala bunker*, para protestar contra a sentença emitida pelos juízes.

Uma outra concentração realizou-se na mesma tarde na gare de Bussoleno, às 18 horas. Transformada depois em cortejo, com cerca de 250 pessoas, que primeiro bloquearam a estrada nacional, seguido de tentativa de invasão da auto-estrada. A polícia conseguiu pôr-se de través no caminho para impedir esta primeira tentativa, mas viu-se contornada por um grande grupo de manifestantes que, espalhados pelos lados, foram emparedados num dos dois lados da auto-estrada. A ocupação da rodovia durou cerca de meia hora até que chegassem novas forças policiais que atacaram com gás lacrimogéneo e algumas cargas. 5 pessoas foram detidas no curso destes acontecimentos, 2 delas foram soltas pouco depois. A rodovia foi reaberta, bem protegida por uniformes, enquanto a nacional ainda se encontrava bloqueada. Por volta das 23h30, os 3 No TAV detidos durante as cargas policiais na auto-estrada foram por fim libertados com uma convocação para o tribunal.

Adaptado de Macerie

Nota dxs tradutorxs:

* A “sala bunker” é o tribunal especial de Torino, construído dentro da cadeia de la Vallette, perto do início da auto-estrada.

Uma grande manifestação está convocada para 21 de Fevereiro em Turim para demonstrar que tudo continua e que os 145 anos de prisão  que foram distribuídos não diminuem em nada a determinação da luta.
Agora e sempre No TAV!

francês