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Sardenha, Itália: Detido o companheiro Paolo durante expropriação – atualização do caso

Na terça-feira, 31 de Outubro,  o nosso companheiro Paolo foi detido juntamente com mais dois cúmplices, imediatamente após o roubo de uma estação de correios, num subúrbio de Cagliari, na Sardenha. Uma vez abandonada a estação de correios tentaram fugir, mas, a infâmia de um transeunte proporcionou informação muito precisa à bófia, tornando a estes possível  interceptá-los, após um cerco, quando já se afastavam num veículo.

Não ofereceram resistência. As roupas e as armas usadas foram encontradas no carro.

Toda a nossa proximidade e solidariedade com eles. Não sabemos porque fizeram esta escolha, embora isso não nos preocupe nem um pouco. Sabemos que quem quer que se organize para privar o Estado e os dirigentes, do que necessitam, faz o correto sempre.

Embora nos desgoste essa gente que se chiba – daquelxs que se organizam e atuam para ter o que necesitam,  roubando-o ao que, por natureza, é o pior explorador do mundo, o Estado  – movida por um “sentido de dever civil” (expressão usada pelo comandante da policía de Cagliari).

Sempre ao lado daquelxs que não dobram.

Atualização: Paolo está na Uta, ele está bem [na cela com um dos dois cúmplices com quem foi preso]. Pede que os selos sejam enviados. Não há nada sobre datas de audiência ou qualquer outra coisa, não parece ter problemas para obter a correspondência.

Para lhe escrever:
Casa circondariale Ettore Scalas,
2 ° strada ovest Z.I. Macchiareddu, 09010 Uta – Itália

em espanhol l inglês

Chile: Compilado de textos do companheiro preso Marcelo Villarroel Sepúlveda


•   Palavras iniciais

“Não sou cidadão, não creio na democracia, não acredito no Estado, não creio em nenhuma das regulações impostas para se poder viver livres”.
– Palavras do compa, no final do julgamento pelo “caso security”. Junho de 2014.

Esta nova edição, tem o objectivo de multiplicar algumas palavras de resistência  – emitidas a partir da prisão de alta segurança neste território – do libertário Marcelo Villarroel Sepúlveda.

O compa Marcelo é um preso subversivo – atualmente a cumprir uma condenação de catorze anos pela expropriação de dois bancos, numa das quais foi abatido um polícia. Este caso mediático foi nomeado “caso security”. Além disso, cumpre uma condenação anterior, à volta de quarenta anos, por várias ações guerrilheiras – quando no passado combateu a ditadura militar e posterior transição à democracia, formando parte do então grupo armado Mapu-Láutaro.

Sem dúvida que a história de guerra do companheiro é digna de ser resgatada – já que aqui se manifesta uma clara experiência na base de valores, ideias e práticas contra esta sociedade indolente e a autoridade em todas as suas expressões, o poder político, o capitalismo, o Estado no seu conjunto. Sendo o amor, a solidariedade, o apoio mútuo e a ação direta, entre outros, os cimentos primordiais de uma práxis subversiva autónoma e libertária que resiste e continua, contra ventos e marés.

Para finalizar, desafiamos todas as mentes conscientes a tomar uma posição protagonista na solidariedade com xs companheirxs na prisão. Retro-alimentamos-nos entre afins, difundamos os seus textos, conheçamos as suas experiências de vida, recordações de combate, acertos e erros – já que estes são uma contribuição mais no conflito e luta contra tudo o que cheire a capital, poder e autoridade.

Ps: Esta 1ª publicação é a continuidade do antigo projecto editorial do Colectivo Luta Revolucionária (finalizado em Dezembro de 2016); hoje voltamos a sacar novos exemplares através da Feira Anarquista Lambros Foundas.

Xs editores.
Maio, Santiago 2017.

•   Breve cronologia

14 de Abril de 1973: Nasce o compa, em Santiago do Chile.

Novembro de 1987: É detido aos 14 anos, a seguir a uma propaganda armada do Mapu-Láutaro num liceu. Foi libertado 1 semana depois e esteve com liberdade vigiada até Outubro de 1989, momento em que voltou à prisão, por ações subversivas. Esteve 9 meses recolhido, sendo nessa altura o preso com menor idade do continente, segundo informações do Comité Internacional da Cruz Vermelha.

13 de Outubro de 1992: É detido quando tinha 19 anos, num operativo da inteligência policial realizado em Lo Prado – o compa opôs-se via confronto armado junto a dois compas mais, um deles faleceu algum tempo depois. Marcelo recebeu 3 balas e foi transferido, ferido, à Brigada de Homicídios de Investigações, onde foi torturado com electricidade e sofrendo vários golpes durante 15 dias.

Dezembro de 2003: O compa acede a benefícios intra-penitenciários, saindo da prisão. A condenação era até ao ano 2043 – acusado de ataque à embaixada de Espanha – por associação ilícita, expropriações, repartições de alimento em povoados, confronto armado com a escolta do intendente Luis Pareto e ataques armados a furgões policiais, em Cerro Navia e Conchalí.

18 de Outubro de 2007: É expropriado o Banco Security em Santiago Centro, durante a retirada os assaltantes abatem o polícia Luís Moyano. Depois destes factos, a imprensa e a polícia apontam-no como um dos assaltantes; o compa decide passar à clandestinidade. Desta maneira quebra o benefício intra-penitenciário.

15 de Março de 2008: O compa é detido, em San Martín de Los Andes, Argentina. Sendo acusado de porte de armas de guerra foi condenado a 3 anos e 6 meses de prisão. Quando já tinha cumprido metade da pena, é expulso a 16 de Dezembro de 2009  e é levado para a Prisão de Alta Segurança, em Santiago do Chile.

Julho de 2014: Após 4 anos de prisão preventiva, em diversos sectores da Prisão de Alta Segurança, após um longo julgamento, Marcelo é por fim condenado a 14 anos de prisão, pela expropriação de 2 bancos e para além disso deverá cumprir a condenação anterior, até ao ano 2043, pelas diversas acções, descritas anteriormente.

Clica aqui para leres/descarregares a publicação.

Atenas: Faixas de solidariedade internacionalista, em Exarchia

Na manhã desta terça-feira, 11 Julho de 2017, membros da Okupa Themistokleous 58, juntamente com compas afins, levantaram algumas faixas em solidariedade com três casos diferentes.

TEMOS AS CHAVES DE TODAS AS PORTAS, SOLIDARIEDADE COM A OKUPA KIKE MUR EM SARAGOÇA, ESPANHA..

A partir da varanda da 58 pendurou-se uma faixa em apoio à C.S.O Kike Mur, em Saragoça, Estado espanhol, que está ameaçada de despejo pelas autoridades locais. No edifício (uma antiga prisão), ocupado há 7 anos, há espaço para atividades e expressões de solidariedade anarquista, como foi o caso da faixa gigante no âmbito da campanha internacional do Fevereiro Negro, em Fevereiro de 2013.


SOLIDARIEDADE COM XS INSURRECTXS DO NO-G20.

Nas grades da antiga faculdade de Química foi colocada uma faixa para apoiar todxs aquelxs que enfrentaram as forças repressivas nas ruas de Hamburgo nos últimos dias, contra a Cimeira dos 20 Estados mais poderosos do planeta. Agora é o momento de difundir a necessidade de apoiar xs reféns da G20.

ASS(A)LTA OS BANCOS ! LIBERDADE PARA LISA, ANARQUISTA PRESA NA AL€MANHA.

Das janelas do edifício Gini, na Politécnica, pendurou-se uma faixa em solidariedade com Lisa, anarquista condenada a 7,5 anos de prisão por assalto a banco em 2014, em Aachen, na Alemanha.Que não se deixe nenhum/a presx nas mãos do Poder: ATAQUE AO ESTADO/CAPITAL E À DOMINAÇÃO!

Okupa Themistokleous 58
e compas afins

em grego l inglês l alemão l espanhol

Leuven, Bélgica: Solidariedade com as acusadas de Aachen

Recebido via email

Em Leuven, Bélgica, na fria noite de 17 de Janeiro, 50 parquímetros foram cobertos de tinta e as fechaduras de diferentes bancos foram enchidas de cola. Num dos bancos (e noutros lugares da cidade) foi escrita a frase: “Solidariedade com as acusadas de Aachen! (A)”.

Uma pequena ação de resistência… para demonstrar às acusadas que não estão sózinhas.

Contra os bancos e o seu mundo!

em italiano | holandês | inglês | grego | alemão | espanhol

Madrid: Fotos da manif em solidariedade com xs anarquistas acusadxs de assalto em Aachen

Que delito é roubar um banco quando comparado com fundá-lo?
Nem culpadxs nem inocentes!

Solidariedade rebelde
Presxs anarquistas para casa
Nem domesticadas nem amordaçadas

Liberdade imediata para as presas acusadas de expropriar bancos na Alemanha

A manif de sábado [21/1/2017],em Madrid – em solidariedade com as detidas acusadas de roubar bancos na Alemanha – terminou com dezenas de identificadxs, não havendo detidxs.

em espanhol, alemão

Alemanha: Companheira de Amsterdão ilibada no caso Aachen e início do processo contra 2 anarquistas de Barcelona

Liberdade para xs presxs detidxs por causa do assalto a um banco em Aachen / Qualquer expropriação dos ricos e dos bancos é bem-vinda.
(Alemanha – Berlim- cerca de mil flyers lançados na Hermannplatz e à entrada do metro).

O tribunal de Aachen decidiu as datas para o início do julgamento contra 2 companheirxs de Barcelona, acusadxs de uma expropriação numa filial do Pax-Bank – em Aachen, em Novembro de 2014. O julgamento terá início a 23 de Janeiro e 25 sessões estão já programadas.

Estxs companheirxs foram respetivamente detidxs a 13 de Abril e 21 de Junho, durante um assalto realizado pelos Mossos d’Esquadra, em colaboração com a polícia alemã, contra o centro social Blokes Fantasmas e ainda alguns apartamentos particulares. Desde então encontram-se em prisão preventiva nas prisões de Aachen e Colónia.

Recordamos que há também uma terceira companheira de Amsterdão em julgamento no momento num procedimento independente, mas nascendo do mesmo jogo de caça às bruxas a partir de um assalto a um banco alemão e expandida através de metade da Europa.

A partir de Barcelona, reiteramos a nossa solidariedade e apoio incondicional aos/às companheirxs em questão, convidando todxs – individualidades e coletivos – a seguir, compartilhar e estar preparado antes da próxima informação ou respostas contra a agressão do Estado para aquelxs que se rebelam contra a ordem e a miséria. A anarquista presa na Alemanha não está só. Queremos-la liberta. Queremos-la entre nós.

A seguir as datas processuais:

23 e 26 Janeiro
9,13,14 e 16 de Fevereiro
2,6,9,10,13,20,23,27,28 e 31 de Março
3,7,24,25,28 Abril
5, 12, 18 e 22 Maio

Mais informações em solidariteit.noblogs.org

[Atualização de 8 de Dezembro]

Hoje, o tribunal absolveu a companheira de Amsterdão. Recordamos que o ministério público havia pedido uma sentença de seis anos e meio por “assalto à mão armada, privação ilegal de liberdade pessoal e posse ilegal de armas de fogo.”]

em italiano

Hamburgo: Caixas Multibanco sabotadas em solidariedade com xs anarquistas acusadxs no caso Aachen

bankraubDurante a noite de 1 de Setembro de 2016, sabotamos várias Caixas Multibanco em Hamburgo como mostra de solidariedade com xs nossxs companheirxs acusadxs no caso Aachen.

A audiência de extradição de uma compa, processada pelo Estado alemão por assalto a banco em Aachen, teve lugar na Holanda no dia 1 de Setembro.

A nossa solidariedade estende-se também a todxs xs outrxs anarquistas represaliadxs [mais um compa preso em Barcelona, de origem portuguesa] por esta repressão anti anarquista.

Solidariedade, raiva e anarquia!

Atualização do caso Aachen em espanhol  solidaritatrebel(arroba)riseup.net

Hamburgo: Bancos atacados em solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos de Aachen

Até que todxs estejam livres
Até que todxs estejam livres

Na noite de 24 para 25 de Julho de 2016 foram destruídas as montras e os ATM de dois bancos em Hamburgo, sendo spray-pintados slogans em solidariedade com as duas anarquistas acusadas de assaltos a bancos na cidade alemã de Aachen.

Não as deixaremos sós! Até que todxs estejam livres!

Não nos interessa saber se um/a companheirx é  “culpadx” ou “inocente” dos factos que lhe são atribuídos; deixamos estas categorias para xs canibais que defendem este sistema. Cada ato de expropriação contra um inimigo que há centenas de anos nos anda a roubar não é apenas legítimo, mas desejável. A nossa cumplicidade ilimitada com todxs xs que arriscam a sua liberdade ao expropriar o Capital.” – trecho de “Cada coração é uma bomba-relógio”(“Jedes Herz ist eine Zeitbombe“), a respeito da prisão de 13 de Abril, em Barcelona.

Mais informações sobre os casos podem ser encontradas em solidariteit.noblogs.org.

em inglês

[Tessalónica] Solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos em Aachen – Atualização da situação das compas

kamara stencil

flyers
Solidariedade com as anarquistas acusadas no caso dos assaltos a bancos na Alemanha – Libertação imediata das nossas companheiras – Incendiar todas as prisões – Destruir todos os bancos.

posterposteringEm Tessalónica, na Grécia, foram espalhados cartazes e panfletos com uma chamada à solidariedade com as companheiras anarquistas acusadas em casos de assalto a banco na Alemanha. Stencils foram pintados a spray por toda a cidade e uma faixa foi pendurada na Kamara, onde se podia ler: “Solidariedade com as companheiras anarquistas presas, acusadas de assalto a banco na Alemanha ‘. O texto do folheto espalhado, em grego e inglês, pode ser encontrado em Atenas IMC & Indymedia.nl.

Atualização do caso via Solidariteit.noblogs.org: na Holanda, a companheira foi libertada em condições restritivas. No entanto, ainda se encontra ameaçada de extradição para a Alemanha. A audiência da extradição terá lugar no dia 1 de Setembro de 2016, altura em que será decidido se a Holanda a entregará ao Estado alemão, onde enfrenta acusações de uma expropriação que ocorreu em Aachen, em 2013.

A outra companheira, que foi presa em Barcelona, em Abril de 2016, já foi extraditada para a Alemanha, encontrando-se à espera de julgamento. Está encarcerada na prisão de Colónia, acusada de uma expropriação que teve lugar em Aachen, em 2014.

em inglês

[Portugal] Chamada de solidariedade com as anarquistas acusadas de assaltos a bancos em Aachen

Solidariedade com as anarquistas detidas no decorrer da investigação a vários assaltos a bancos em Aachen, na Alemanha

No decorrer das últimas semanas, várias pessoas foram detidas em Espanha e na Holanda sob ordem da polícia criminal alemã. Uma pessoa foi já extraditada para a Alemanha, outra encontra-se detida em Holanda. A investigação está relacionada com vários assaltos a bancos em 2013 e 2014 na cidade de Aachen.

Serão culpadas ou inocentes? Numa sociedade que tende cada vez mais para uma ditadura do dinheiro e do controlo, não queremos verdadeiramente saber sobre os veredicto dos seus tribunais. O Estado e o seu sistema judicial sempre provaram ser vigorosos cães de guarda da ideologia dominante, sempre marginalizando, punindo, prendendo, torturando ou mesmo assassinando quem se opõe a ele conscientemente, ou apenas quem não seja para ele lucrável, sendo, por isso, descartável.

Os nossos corações e pensamentos estão com quem procura novos caminhos, com quem escolha não ser escravo do statu quo e tente descobrir as possibilidade práticas dessa escolha. Com quem lute contra as diferentes formas de autoridade e ataque as estruturas e instituições que tornam a opressão dos pobres e dos indesejáveis cada vez mais real.

De todos os lados, a dominação sabota quem vive livre e autodeterminadamente. Lutemos por reconquistar a nossa liberdade sabotando a dominação.

LIBERDADE PARA AS COMPANHEIRAS
LIBERDADE PARA TODO/AS

Em solidariedade, prosseguimos…

Portugal, início de julho de 2016

solidaritatrebel.noblogs.org // solidariteit.noblogs.org

o cartaz em formato pdf: a3, a5 | em inglês

[Grécia] Carta aberta de Pola Roupa sobre a sua tentativa de fazer evadir Nikos Maziotis da prisão de Koridallos

chile

A seguir apresenta-se a tradução da primeira parte da longa carta da companheira; publicada originalmente em grego em Atenas IMC (8 de Março de 2016).

Noutras circunstâncias este texto seria escrito em nome da Luta Revolucionária. Todavia, o resultado da tentativa de libertar o companheiro Nikos Maziotis da prisão de Korydallos obriga-me a falar em nome pessoal.

A 21 de Fevereiro [de 2016], num helicóptero, tentei libertar o membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis. A operação foi planeada de forma a que outros presos políticos pudessem se juntar a nós, aqueles que desejassem abrir o seu caminho para a liberdade. Os detalhes do plano – assim como o modo como consegui contornar as medidas de segurança,  abordando armada o helicóptero – não têm nenhum significado especial e a eles não me irei referir; apesar de ter havido muita desinformação relacionada com esses detalhes.

Por uma questão de clareza mencionarei, apenas, que o plano não se baseou em qualquer das fugas anteriores da prisão em helicóptero nem tampouco está associado a quaisquer planos que ainda não tenham sido postos em prática, além de eu não ter qualquer relação com a outra pessoa fugitiva – apesar dos meios de comunicação dizerem o contrário. Além disso, esta tentativa não foi precedida por qualquer plano de fuga que “tenha abortado”, como relatado por alguns meios de comunicação.

Passado um quarto do tempo da viagem – após a descolagem de Thermisia em Argolida – peguei na minha arma e pedi ao piloto para mudar de rumo.  Não entendeu quem eu era, mas ainda assim percebeu que se tratava de uma tentativa de evasão da prisão. Entrou em pânico. Atacou-me, puxando de uma arma – um fato por ele “omitido”. Porque provavelmente vão tentar refutar o facto dele se  encontrar armado, recordo que existem relatórios disponíveis publicamente onde se indica que durante a revista ao helicóptero foram encontradas duas armas. Uma delas era minha, a outra não era. A outra era a sua própria arma, a que lhe caiu das mãos durante a luta em voo. E, quanto a mim, é claro que tinha uma segunda arma. Iria eu, para tal operação, armada apenas com uma?

Perdeu o controle do helicóptero e entrou em pânico gritando “vamos acabar por nos matar”. A descrição que foi apresentada – a de um helicóptero substancialmente incontrolável –  é verdadeira. Mas essas imagens não foram fruto das minhas ações mas sim das suas. O helicóptero foi perdendo altitude e rodopiava no ar. Voamos a poucos metros sobre fios elétricos. Gritei-lhe que puxasse para cima o helicóptero, que fizesse o que lhe pedisse, de forma a que ninguém fosse ferido.

Num instante estávamos em terra.  Em relação aqueles que falam de uma reação desapaixonada do piloto, aparentemente e a julgar pelo resultado, não sei do que possam estar a falar.

Em vez de fazer o que lhe disse para fazer, preferiu correr o risco de sofrermos uma colisão, o que só não aconteceu por acaso. Escusado será dizer que ao entrar no helicóptero – para tentar obter o controle do mesmo e o pôr no rumo das prisões – tinha já tomado a minha decisão. Se ele se recusasse a fazer o que eu dissesse, teria naturalmente de reagir. Aqueles que afirmam que fui a responsável pela descida descontrolada do helicóptero, a 5.000 pés do chão, o que esperavam? Que tivesse dito “se não quiser vir para as prisões, não importa”? Disparei a minha arma e estivemos envolvidos, ambos armados, numa luta corpo a corpo durante o voo.

Preferiu arriscar a chocarmos na montanha, em vez de obedecer. Quando finalmente pousou no chão com velocidade, mesmo sabendo que a operação estava perdida, tive todas as oportunidades de o executar. Conscientemente, decidi não o fazer. Sabendo embora que estava a pôr em perigo a vida ou a liberdade, não o executei – apesar da chance de o fazer. Ele próprio sabe muito bem disso. O único fator que me deteve foi a consciência política. E tomei esta decisão arriscando a minha própria vida e a possibilidade de fugir.

Olhando a operação de fuga da prisão no seu todo, é óbvio que foram tomadas todas as possíveis medidas de segurança para a salvaguardar dos guardas armados que estivessem a patrulhar o perímetro da prisão – levava ainda um colete à prova de balas para o piloto. O objectivo era assegurar que o choque na prisão fosse o de menor risco possível para o helicóptero, companheiros e, é claro, o piloto. Agi com o mesmo pensamento quando desembarcados no terreno; apesar do facto da operação ter falhado por causa do piloto; apesar do fato dele ter estado armado. E, essencialmente, colocar a sua vida acima da minha própria vida e segurança. Mas estou a reconsiderar essa escolha específica.

Organizar para fazer evadir Nikos Maziotis foi uma decisão política, tanto quanto o foi  libertar outros prisioneiros políticos. Não foi uma escolha pessoal. Se quisesse libertar apenas o companheiro Nikos Maziotis não teria fretado um grande helicóptero – um fato que tornou a organização da operação mais complexa. O objetivo da operação era a libertação de outros prisioneiros políticos, também; aqueles que, juntamente connosco, realmente queriam abrir o seu caminho para a liberdade.

Esta ação, portanto, apesar das dimensões pessoais que lhe são conhecidas, não foi uma escolha pessoal, mas uma decisão política. Foi um etapa do caminho da Revolução. O mesmo vale para cada ação que já levei a cabo e para cada ação que farei no futuro. Estes são elos de uma cadeia de planeamento revolucionário destinada a criar condições políticas e sociais mais favoráveis, ampliar e fortalecer a luta revolucionária. A seguir, referir-me-ei à base política desta escolha; mas primeiro tenho que falar sobre fatos e da forma como tenho operado, até agora,em relação a alguns desses fatos.

Como já foi mencionado anteriormente, cada ação que realizo diz respeito a um ato relacionado com a planificação política. No mesmo contexto, expropriei uma filial do banco Piraeus, nas instalações do Hospital Sotiria, em Atenas, em Junho passado [2015]. Com este dinheiro, além da minha sobrevivência na “clandestinidade”, assegurei a organização da minha ação e o financiamento da operação para a libertação de Nikos Maziotis, e de outros presos políticos, das prisões de mulheres de Korydallos. A razão pela qual me refiro a esta expropriação (e não me poderia importar menos com as consequências penais desta admissão) é porque, neste momento, considero que é absolutamente necessário divulgar como operei tendo em conta a segurança dos civis – aqueles que, em determinadas circunstâncias, aconteceu estarem presentes nas ações revolucionárias em que estive envolvida – assim como a minha perspectiva sobre este assunto, sempre mutatis mutandis, na ocasião da tentativa de fuga da prisão.

No caso da expropriação da filial do banco Piraeus, o que mencionei aos funcionários do banco era que não deviam pressionar o botão de alarme, porque isso colocaria em risco a sua própria segurança, já que não estava disposta a deixar o banco sem o dinheiro.  Eu não os ameacei, nem estiveram em perigo por minha causa. Só estariam em perigo por causa da polícia, se os polícias chegassem ao local e, posteriormente, tivesse com eles um confronto armado. E a polícia só chegaria se quaisquer funcionários pressionassem o alarme do banco. Esse era um dos desenvolvimentos que eles mesmos queriam evitar. Porque as pessoas que possam estar presentes em cada ação destas não têm medo daqueles que tentam expropriar, antes sim da polícia intervir. Além disso, é muito estúpido qualquer um tentar defender dinheiro pertencente aos banqueiros. E para que conste, quando um funcionário do sexo feminino me disse “nós mesmos também somos pessoas pobres” sugeri-lhe que passasse por cima de um ponto “cego”, onde as câmaras não nos podem ver, para lhe dar 5.000 euros, o que ela não aceitou, aparentemente por medo. Se ela tivesse aceite o dinheiro, podia ter a certeza de que eu não iria falar publicamente do assunto. E um detalhe: o que estava a segurar era um avental de médico para esconder a minha arma enquanto esperava fora do banco; não foi uma toalha (!), conforme mencionado várias vezes.

Em cada período de tempo, na luta pela Revolução – como também no caso de todas as guerras – às vezes xs revolucionárixs são obrigadxs a procurar a ajuda de civis, na sua luta. Os exemplos históricos são muitos – uma tentativa de documentá-los iria encher um livro inteiro e este não é o momento para expandir sobre o assunto – tanto na Grécia como em movimentos armados e organizações noutros países. Nesses casos, no entanto, o que essencialmente lhes pedimos é para tomarem partido numa guerra. Uma vez que alguém se recusa a ajudar, a sua posição não é apenas sobre a prática em particular, mas uma postura hostil, em geral, contra a luta. Põem em perigo ou anulam compromissos, colocam as vidas dxs combatentes em risco, jogam obstáculos no caminho de um processo revolucionário. Tomam uma posição contra a guerra social e de classe.

Nem na filial do banco Piraeus ou durante a tentativa de fuga de helicóptero tornei a minha identidade conhecida. Portanto, nenhum dos envolvidos nestes casos sabia que aquelas eram ações políticas. Mas, depois da tentativa de fuga ter falhado, e dado que – como já mencionei – tive a oportunidade de matar o piloto mas não o fiz, arriscando a minha própria vida, tenho que tornar o seguinte público: a partir de agora – sempre que precisar da assistência de civis novamente e se o considerar necessário – vou tornar a minha identidade conhecida desde o início. Dado que a minha missão, em qualquer caso, diz respeito à promoção da luta pela derrocada do sistema criminal, que todos saibam que qualquer eventual recusa de cooperação ou esforço para obstruir a ação serão tratados em conformidade.

Estou, naturalmente, ciente dos detalhes pessoais do piloto, mas não vou ameaçar a sua família. Nunca iria ameaçar as famílias e crianças.

Este é o meu balanço após a tentativa de fuga e que devia ser tornado público.

A OPERAÇÃO DE ESCAPE DA PRISÃO FOI UMA ESCOLHA REVOLUCIONÁRIA

[…]

O ESCAPE DA PRISÃO FOI TENTADO PELA REVOLUÇÃO SOCIAL

LUTEI TODA A VIDA PELA REVOLUÇÃO SOCIAL

VOU CONTINUAR A LUTAR PELA REVOLUÇÃO SOCIAL

Pola Roupa
membro da Luta Revolucionária

em inglês | alemão | francês | italiano via Croce Negra Anarchica

Atenas: Sentenças de prisão no segundo julgamento contra a Luta Revolucionária

solidarity-with-revolutionary-struggleA 3 de Março de 2016, no tribunal da prisão de Koridallos, no segundo julgamento contra a Luta Revolucionária, todos os co-acusados foram sentenciados no respeitante ao ataque contra a Supervisão Directiva do Banco da Grécia no centro de Atenas a 10 de Abril de 2014; ao carro bomba contendo 75 kg de explosivos ; ao tiroteio em Monastiraki a 16 de Julho 2014 (quando o companheiro Nikos Maziotis foi ferido e recapturado pela polícia) e ainda por expropriações de sucursais bancárias.

O membro da Luta Revolucionária Nikos Maziotis foi condenado a prisão perpétua acrescida de 129 anos e a multa de 20,000 euros.

A membro da Luta Revolucionária (fugitiva) Pola Roupa foi condenada a 11 anos de prisão por acusação de contravenções (se for detida, ela irá a tribunal por acusações de delitos graves, também).

Antonis Stamboulos foi condenado a 13 anos de prisão.

Giorgos Petrakakos foi condenado a 36 anos de prisão e ainda a uma multa de 9000 euros.

em inglês l italiano

Grécia: Expropriação de supermercado em Tessalónica

Ultrapassemos o medo. Tomemos as rédeas das nossas vidas.

Experimentamos, durante os últimos anos, um dia a dia dominado cada vez mais pela miséria e exploração extrema. Através da impotência para cobrirmos as nossas necessidades tornou-se óbvia uma conclusão intemporal: a nossa vida não é determinada por nós mesmos mas sim pelas regras do mercado e produção de lucro para os patrões, gregos e estrangeiros. Assistimos ao ataque frontal do sistema, para proteger os seus interesses. À polícia transformada no exército de ocupação das cidades, enquanto o medo e o terror se transformaram na propaganda principal dos meios de comunicação de massas. Sob um regime de ameaça permanente, os patrões apelam à trégua e à passividade, seja através de decisões pré-determinadas ou mediante métodos mais sujos, oferecendo-nos a ilusão de poder escolher, como seja o caso do referendo.

Ultrapassemos a inércia e o medo, para lá dos dilemas da inércia e do medo, para lá dos dilemas do Poder.

Não deleguemos a solução dos nossos problemas naquelxs que os estão a criar.

Nós, xs oprimidxs, temos que tomar as rédeas das nossas vidas.

Perante o dilema do memorando dos credores ou o memorando do Syriza, respondemos com a auto-organização e a ruptura com os patrões, estrangeiros ou gregos, e com os seus exércitos.

Perante a legalidade dos exploradores, que nos mantêm escravxs, respondemos com a AÇÃO DIRETA dxs oprimidxs e a auto-organização das vidas e da luta.

Recusa de obedecer às ordens dos patrões.

Recusa de pagamentos (bilhetes, facturas, dívidas aos bancos, taxas).

Criação de estruturas de cobrimento coletivo das nossas necessidades (okupas, cozinhas colectivas).

Solidariedade entre xs oprimidxs e criação de comunidades.

Recuperemos dos patrões tudo aquilo que temos produzido com sangue e suor.

Expropriação das riquezas acumuladas.

Armamento das nossas comunidades pela organização da nossa autodefesa e do ataque contra os nossos opressores.

No sábado, 11 de Julho, um grupo de compas realizou uma expropriação de uma loja da cadeia de supermercados Afroditi, na zona de Martiou, a este de Tessalónica. Os produtos de necessidades básicas (azeite, massa, legumes) expropriados foram repartidos a seguir no mercado popular do lado. As pessoas reagiram de maneira positiva, aceitando os produtos e aplaudindo a ação.

França/Espanha: Ações anarquistas contra o sistema carcerário, capitalista e patriarcal

Vários grupos anarquistas reivindicam uma série de ações para atacar o capital, o Estado e tudo o que este representa. Entre as madrugadas dos dias 19 a 21 de Julho realizaram-se os seguintes actos solidários:

-Ataque em Hendaia (País Basco Francês) a um camião da Loomis (empresa de segurança que obtém grandes lucros económicos, tendo o monopólio do transporte de dinheiro dos mini-mercados e do serviço de encomendas de produtos em várias prisões) com a expropriação de 22.000€.

-Ataque a várias sucursais bancárias por considerá-las culpadas da exploração humana.

-Sabotagem a veículos de segurança da prisão de Martutene (Guipuzkoa).

-Ataque à fachada da prisão de menores de Tarragona.

-Ataque informático a diversas páginas dos sindicatos UGT, CGT e CCOO por filiar carcereirxs e defender os corpos repressivos.

Todas estas ações têm por objectivo atacar qualquer foco de poder. O dinheiro arrecadado da expropriação servirá para que, uma vez recuperados os gastos que ocasionaram estas ações, continuemos a atacar o poder.

Pela luta, pela libertação animal e humana.

Força e Anarquia.

Itália – Operação Ardesia: Francesco Gioa e Daniele Casalini detidxs para cumprir o resto das sentenças

Na quarta-feira, 28 de Maio e na sexta-feira, 30 de Maio, Francesco e Daniele foram detidxs de forma a cumprir o resto das sentenças (2 anos e um mês, e 1 ano e 9 meses, respectivamente) em relação ao assalto que teve lugar em Lucca, em Junho de 2007.

No dia 20 de Maio de 2014, uma audiência foi, de facto, realizada no Supremo Tribunal para o caso da Daniele e Francesco; o Tribunal de Cassação confirmou as sentenças de prisão que tinham sido impostas pelo Tribunal de Recurso.

Até ao momento, Daniele está na prisão de Pisa e Francisco na prisão de Livorno.

Garage anarchico (Pisa)

Para escrever axs companheirxs: 

Daniele Casalini
Casa Circondariale “Don Bosco”
Via Don Bosco 43, IT-56100 Pisa (Itália)

Francesco Gioa
Casa Circondariale “Le Sughere”
Via delle Macchie 9, IT-57100 Livorno (Itália)

fonte: informa-azione; em espanhol/inglês/sueco/francês

Santiago, Chile: Propaganda a 22 anos de um sangrento Janeiro e em saudação à querida companheira Sol F. Vergara

A 22 de Janeiro de 1992 após uma expropriação bancária são assassinados os revolucionários Alexis Munõz e Fabian Lopez – Memória e Combate
Alexis Munõz e Fabian Lopez vivem na revolta contra a ordem dos ricos – 22 de Janeiro 1992 – 22 de Janeiro 2014
Companheira Sol Farias Vergara para a rua! Ação e solidariedade!

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22enero05-1024x244“Não nos vamos entregar. A decisão não é de agora, mas de há muito… vamos jogar por inteiro…”
-Alexis e Fabián, barricados, em contato telefónico com a polícia e a imprensa.

Há exatamente 22 anos as balas da democracia tiravam a vida aos revolucionários Alexis Muñoz Hoffman r Fabián López Luque, integrantes da guerrilha urbana F.P.M.R os quais em 22 de Janeiro de 1992 expropriavam um camião de valores no campus Oriente da Universidade Católica conseguindo escapar e abrir caminho à custa de balas.

Após sair do setor são cercados pela polícia numa casa do município de Ñuñoa, onde decidem barricar-se. As câmaras e os uniformes da democracia, recém estreadas, começam a desembainhar as armas e depois de horas de perseguição e negociação televisionadas são abatidos ao vivo e em direto.

Nós combatemos a amnésia e o esquecimento com propaganda, enquadrando-a como mais uma das contribuições possíveis no âmbito da praxis anárquica multiforme.

Como um gesto mínimo e de resposta imediata perante a digna e formosamente rebelde atitude da companheira Sol Farias Vergara decidimos expandir a propaganda com a compa, aproveitando-se para lembrar a sua situação nas paredes de várias sucursais do BancoEstado. Saudamos a companheira na prisão assim como a permanentemente combativa posição da sua família.

Memória e Combate para @s companheir@s caid@s en combate  e para @s prisioner@s da Guerra Social!

Stgo. 22 Janeiro de 2014

Santiago, Chile: O companheiro anarquista Sebastián Oversluij é morto durante expropriação a banco

No cartaz lê-se:

Alfonso Alvial e Hermes González para a rua! Solidariedade ativa com os companheiros.

Sebastián Oversluij presente! Nenhuma agressão sem resposta!

Na 4ª feira de manhã, 11 de Dezembro de 2013, o anarquista, de 26 anos de idade, Sebastián Oversluij Seguel foi abatido a tiro por um guarda de segurança quando junto com outras individualidades tentaram roubar uma agência do banco estatal chileno BancoEstado, localizada na Avenida Estrella, na comuna Pudahuel de Santiago. O assassino mercenário do Estado/Capital disparou pelo menos seis balas no companheiro.

Pouco tempo depois, Alfonso Alvial, de 27 anos e Hermes González, de 25 anos, foram presos por polícias na rua, enquanto outros companheiros conseguiram escapar. A polícia fala de dois profugos.

Na quarta-feira, à noite, várias casas foram invadidas, incluíndo a casa dos pais de Sebastián.

Os dois prisioneiros passaram pelo ministério público em 12 de Dezembro sob a acusação de posse ilegal de arma e tentativa de roubo, estando atualmente na prisão de máxima segurança CAS, em Santiago.

Por fim, queríamos deixar aqui uma pequena homenagem a Sebastian, juntando uma das suas músicas, em que se aborda a propaganda insurrecional, através de hip hop:

Respeito e memória insurrecional anarquista para com Sebastián Oversluij!

Força, amor e solidariedade para com os seus companheiros e entes queridos!

Vamos vingar o nosso companheiro morto!

Atenas: Fixada a data do julgamento pelo duplo assalto em Velventos–Kozani

O julgamento do duplo assalto em Velventos (próximo da cidade de Kozani) está previsto para o dia 29 de Novembro de 2013. Inicialmente, o processo teria lugar no Tribubal de Apelações de Atenas. No entanto, o local do julgamento foi mudado recentemente para a sala especial dentro da prisão de mulheres de Koridallos, pois os acusados Andreas-Dimitris Bourzoukos, Dimitris Politis, Nikos Romanos, Yannis Michailidis (conhecidos como os ‘4 de Kozani’), assim como Fivos Harisis e Argyris Ntalios (detidos em Nea Filadelfia) estão a ser processados segundo a lei antiterrorista, por “assalto no contexto de uma organização criminosa” (artigo 187A do código penal grego). Os seis compas são acusados de  participação no grupo de ação direta Conspiração de Células de Fogo e de perpetuar este assalto armado como parte integrante da mesma.

Tessalónica, Grécia: O compa anarquista Babis Tsilianidis condenado

O processo judicial do anarquista Babis Tsilianidis teve lugar na manhã de 22 de Janeiro de 2013, tendo sido declarado culpado de todas as acusações. O compa foi encarcerado, acusado de assalto à mão armada no  departamento de finanças do hospital AHEPA de Tessalónica. A pena total atribuída foi de 10 anos e 4 meses, sem liberdade condicional.

RAIVA E CONSCIÊNCIA

telossozvmx1-800x350No poster lê-se:

Sempre que e quando as pessoas
optam dar a sua carne e ossos
pelos seus desejos de vida e liberdade
e lutar colectivamente contra a máquina social,
pela libertação humana e da natureza
de toda a forma de opressão,
a reacção por parte da dominação está prevista.
Nesta situação de guerra é inevitável
que haja compas em regime de sequestro.

No entanto, sempre que a luta pela dignidade ressurja – dentro e fora dos muros das prisões – com qualquer mas também com todos os meios revolucionários – as barreiras visíveis e invisíveis serão abolidas na prática..

Enquanto o domínio, hoje, tenta estender o seu império,
com o reforço da repressão e com novos métodos de acusação,
e, amanhã, com todos os métodos possíveis, nós, colectivamente, atacaremos tudo o que já está possuído.

Combateremos
pela destruição da escravatura assalariada
pela destruição da economia
até à destruição total da estrutura urbana

Pela liberdade e a anarquia

Grécia: O novo julgamento contra o preso anarquista revolucionário Christos Stratigopoulos está programado para amanhã

Faixa em Lisboa, Portugal, de 23 de março de 2010: “Contra o Estado grego e todas as prisões. Liberdade para Bonanno e Christos”

Na quinta-feira, 26 de Julho de 2012, terá lugar um novo julgamento na cidade de Patras (oeste da Grécia) contra o anarquista Christos Stratigopoulos, acusado de assaltar um banco na ilha de Cefalonia em Julho de 2009.

O compa foi condenado e encarcerado pelo assalto a um banco em Trikala, pelo qual também assumiu a responsabilidade. Todavia, neste caso, Christos foi acusado em função de provas falsas e não tem relação de nenhum tipo com o assalto em Cefalonia.

A Cruz Negra Anarquista de Berlim difundiu duas chamadas de solidariedade (aqui, em alemão), concretamente um texto antigo da Assembleia de solidariedade com os/as combatentes presos/as e perseguidos/as em Atenas, assim como uma atualização recente do Fundo de Solidariedade com os/as presos/as em luta na Grécia. Este último menciona, entre várias coisas, que a sentença da prisão  de Christos ficou reduzida a cinco anos após um julgamento de apelação que teve lugar em Fevereiro de 2012. Assim, o compa teria de ter saído em liberdade duas semanas depois do final da audiência; no entanto continua refém nas prisões de Larisa devido às novas ordens de detenção e acusação.

O processo judicial pelo assalto ao banco en Cefalonia está programado para  26 de Julho de 2012, nos tribunais de Patras.

Mais informação em inglês

Grécia: Expropriações de supermercados em Dezembro

Em dezembro de 2011 os anarquistas na Grécia intensificaram a sua propaganda pela recuperação popular de tudo o que os poderosos nos roubam diariamente. Várias ações diretas foram realizadas nos templos de consumo capitalista em diferentes lugares.

Na cidade de Volos, levaram-se a cabo duas expropriações de supermercados, durante a combativa manifestação de quinta-feira, 1 de Dezembro, no âmbito da greve geral em todo o país. Os manifestantes invadiram as sucursais das cadeias AB Vasilopoulos e Carrefour Marinopoulos, que estão localizadas na rua 2a Noemvri e retiraram de lá alimentos e produtos básicos  para oferececê-los em seguida aos trabalhadores da “Siderurgia Grega” de Aspropyrgos (Atenas), que já cumprem dois meses em greve.

Na segunda-feira, 19 de dezembro, mais duas expropriações foram realizadas em diferentes bairros de Atenas. Na zona de Neos Kosmos, um grupo de companheiros expropriou produtos de um supermercado da cadeia Extra, e distribuíram-nos no mercado popular ao ar livre, perto do supermercado.

No mesmo dia, outro grupo de compas expropriou uma sucursal da cadeia Carrefour no bairro de Peristeri. Os expropriadores distribuíram por sua vez os produtos no mercado popular ao lado, juntamente com folhetos explicando a sua ação, feita também em solidariedade com os grevistas da “Siderurgia Grega”.

As acções directas em Peristeri continuaram no sábado, 24 de Dezembro, quando dezenas de companheiros de vários bairros metropolitanos cortaram o trânsito na rua que une as avenidas Konstantinoupoleos e Andrea Papandreou e desfraldaram uma faixa onde se lia: “Expropriações de supermercados , guerra contra os patrões”. Em seguida expropriaram dois supermercados e cantando dirigiram-se para o mercado popular, ao lado, onde distribuíram os produtos expropriados  eo seguinte comunicado que propaga o contra-ataque ao mundo capitalista: Continuar a lerGrécia: Expropriações de supermercados em Dezembro

Exarchia, Atenas: Expropriação de um supermercado da cadeia Sklavenitis

Este sábado, 26 novembro, 2011, um grupo de compas expropriamos un supermercado da cadeia Sklavenitis, localizado na rua Charilaou Trikoupi.

Foram expropriados produtos básicos e alimentos, foram compartilhados no mercado popular na rua Kallidromiou. A maioria dos presentes reagiu positivamente a esta ação e levaram os produtos das cestas.

A única reação negativa foi a reação de uma empregada do supermercado que gritava enquando estávamos saindo: “Que vergonha!” (Pois, a empregada e cada empregado devem saber que a vergonha deve ser sentida pelos capitalistas e os patrões que enriquecem e vivem o seu “sonho” contra as pessoas que vivem o pesadelo diário da exploração do homem pelo homem).

As suas riquezas são o nosso sangue
Expropriação ao Capital em toda a parte

fonte: athens.indymedia.org

Atenas: Continuam as expropriações de supermercados

Mais duas expropriações de supermercados foram realizadas neste sábado (19 de Novembro) em dois diferentes bairros de Atenas.

Por volta das 18h, um grupo de pessoas expropriou bens de primeira necessidade de um supermercado localizado na rua Soultani, no bairro de Exarchia.

Outro grupo de compas expropriou, desta vez pela manhã, um supermercado no bairro de Galatsi. Os bens expropriados foram compartilhados entre as pessoas que estavam no mercado popular ao ar livre perto do supermercado. Como se expressa no comunicado que foi distribuído durante esta ação direta em Galatsi:

“A bancarrota não é uma imagem na TV
As consciências nascem através dos ataques contra os patrões
Expropriação já!”

 agência de notícias anarquistas-ana

São Paulo, Brasil: 20/11 Cineclube Terra Livre – Anarquistas Expropriadores

ANARQUISTAS EXPROPRIADORES

MOSTRA OLHARES SOBRE O MOVIMENTO ANARQUISTA NO  BRASIL

O CINECLUBE TERRA LIVRE tem o prazer de anunciar a quarta sessão da Mostra

“Olhares sobre o Movimento Anarquista no Brasil”,

Parceria com o Centro Cineclubista de  São Paulo,  local de exibição dos filmes.

Esta sessão apresentará três curtas que retratam as práticas de ação direta realizadas no Brasil no século XX: uma das histórias, ainda pouco conhecida,:

Assalto a Rua da Praia

Ocorrido em Porto Alegre/RS no início do século XX, onde anarquistas russos realizaram um assalto no centro da cidade e as outras sobre o ladrão Meneghetti. Assaltante mítico da cidade de São Paulo que realizou diversos assaltos e fugas espetaculares.

* Dov`e Meneghetti, Beto Brant, Brasil, 1989, 12min

Um retrato da fuga do mais famoso personagem da crônica policial paulistana na década de 1920, Gino Amleto Meneghetti. O ladrão anarquista se notabilizou pela agilidade com que saltava os telhados durante as fugas e pela irreverência com que tratava a polícia.

* Meneghetti, o Gato dos Telhados, Brasil, 2010, 6 min

Entrevista com Mouzar Benedito, autor do livro Meneghetti, o Gato dos Telhados, que conta um pouco a história do ladrão anarquista mais famoso do Brasil.

* A Tragédia da Rua da Praia, RBS TV, Brasil, 2006, 15 min

Documentário sobre o assalto ocorrido na Rua da Praia, centro de Porto Alegre. O assalto é realizado por russos que roubam uma casa de câmbio e seus desencadeamentos.

Para saber mais sobre os Expropriadores da Rua da Praia, ver texto de Evandro Couto (FAG – Federação Anarquista Gaúcha) em anarkismo.net 

DOMINGO, 20/11, 18 horas

LOCAL: Centro Cineclubista de São Paulo

Rua Augusta, 1239, sala 13 – São Paulo

Próximo ao Metrô Consolação

Entrada Gratuita

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Biblioteca Terra Livre

http://bibliotecaterralivre.noblogs.org

bibliotecaterralivre@gmail.com

Endereço postal :

Caixa Postal 195

São Paulo – SP – Brasil

01031-970

Fonte