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[Carolina do Norte, EUA] Reportagem de uma Ação

Acção direta contra Mountain Valley Pipeline em Brush Mountain (29.06.2018)

No meio da névoa do amanhecer no dia 22 de Junho, imobilizamos e sprayamos várias peças de equipamentos pesados de construção ao longo da US 220 na Carolina do Norte. Uma escavadoura, um trator e alguns de carregadores frontais todos provaram um excelente veneno, por meio de xarope de bordo e alvejante. Extintores de incêndio existentes no local também foram inutilizados.

Este pequeno ato de ataque foi realizado contra a proposta de construção da Mountain Valley Pipeline Southgate e a destruição de vários hectares de floresta, na clareira do novo corredor I-840.

Para a defesa da Natureza

Pelo ataque aos instrumentos de aniquilação ecológica

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[USA] Fire Ant: Solidariedade Prisioneiro/a Anarquista #1

Fire Ant é uma nova publicação focada em espalhar as palavras de prisioneirxs anarquistas e gerar solidariedade material para xs nossxs amigxs presxs. Iniciada como colaboração entre prisioneirxs anarquistas e anarquistas no Maine, a Fire Ant procura estruturar ajuda material para prisioneirxs anarquistas enquanto promove a comunicação entre anarquistas de ambos os lados dos muros.

A Edição # 1 contém escritos de Michael Kimble, Jennifer Gann, Eric King e Sean Swain, bem como um texto em solidariedade com Marius Mason.

Se quiser apoiar a Fire Ant e os esforços mais amplos em solidariedade com xs prisioneirxs anarquistas, era favor imprimir e distribuir esta publicação ou doar para o Fundo de Guerra dxs Prisioneirxs Anarquistas da Cruz Negra de Bloomington.

O coletivo da Fire Ant pode ser contatado por carta para:
Fire Ant
PO Box 164
Harmony, ME 04942
EUA

Edição #1 (inglês)

PDF para imprimir l PDF para leitura

em inglês

11 de Junho – Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs anarquistas a longo prazo

Ao longo dos anos o 11 de Junho, Dia de Solidariedade com Marius Mason e todxs xs prisioneirxs a longo prazo tem vindo a apoiar e a destacar dezenas de companheirxs presxs. Tem-se vindo a incluir mais prisioneirxs de fora dos EUA, nos últimos anos, evitando-se cair no caminho fácil do centralismo nos EUA – representando-se assim de forma mais fiel a riqueza da expansão anarquista e das lutas anti-autoritárias através do mundo. (Pode descobrir mais sobre isto em june11.org). E é com isso em mente que lhe estamos a pedir ajuda para traduzir e divulgar esta breve mensagem. Sabemos que existem muitxs prisioneirxs cujas histórias não nos têm chegado ou com quem foi difícil estabelecer contacto. Por enquanto o 11 de Junho tem-se concentrado em prisioneirxs anarquistas com penas de longa duração, mas essas não são qualidades estritas. Estamos ansiosxs de apoiar prisioneirxs anti-autoritárixs – a partir de diversos tipos e categorias de lutas. O 11 de Junho tem como objectivo manter nos nossos lábios os nomes dxs companheirxs que estão trancadxs há muitos anos – muito tempo depois de muitxs delxs andarem à deriva, pois sempre há novas lutas, novas emergências e mais amigxs a serem alvo do estado. Geralmente, usamos uma sentença de dez anos como ponto de referência, mas neste momento estamos a apoiar alguns e algumas prisioneirxs que cumprem 6 ou 7 anos.

Não fazemos essa distinção para minimizar a experiência dxs compamheirxs que sejam retiradxs das suas comunidades e torturadxs por menos anos, mas como um reconhecimento do que é necessário fazer mais para sustentar o apoio e a solidariedade aqueles que serão trancadxs durante muitos ciclos de luta. Pedimos que entre em contato conosco se conhecer prisioneirxs cujo caso seja ajustado e gostasse de ver incluído no 11 de Junho. Nesse caso, quando fosse possível, desejaríamos estabelecer diálogo com xs apoiantes para que se possa explorar mais profundamente como xs apoiar e manter a sua voz nas nossas actividades. Por favor, ajude-nos a traduzir e disseminar esta mensagem na medida do possível. Queremos ouvi-lxs através de si: june11th@riseup.net

Vossxs, na Luta,
Comité do 11 de Junho

[EUA] Convocatória de solidariedade com xs acusadxs no caso 20J

Recebido a 27.12.17

APELO PARA UM DIA DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL COM XS ACUSADXS DO DIA DA TOMADA DE POSSE – 20 DE JANEIRO DE 2018

Em 20 de janeiro de 2017, dezenas de milhares de pessoas receberam a tomada de posse do presidente Donald Trump com grandes protestos, que iam de bloqueios criativos a ações militantes de rua. Entre as manifestações daquele dia havia um «bloco anticapitalista e antifascista» conduzido por faixas, onde se podia ler «Nenhuma transição pacífica» e «Que os racistas voltem a ter medo». Em resposta ao protesto, a polícia atacou-o violentamente e rodeou cerca de 230 pessoas, detendo-as por alegadamente terem cometido danos materiais ou por estarem próximas dessas ações.

Depois de uma série de acusações formais e de manobras legais, perto de 200 pessoas foram por fim acusadas de seis crimes (cinco casos de danos materiais e incitamento a motim) e duas contravenções (participação em motim e conspiração para motim). Isto significa que cada uma dessas pessoas enfrenta uma pena 61 anos de prisão.

Este caso sem precedentes é importante porque é uma tentativa por parte do governo dos Estado Unidos de reprimir os protestos disruptivos que surgiram espontaneamente em resposta à eleição de Trump. As acusações estão destinadas a asfixiar a resistência ativa e a enviar uma mensagem de que a resistência não será tolerada, num momento em que é necessária mais do que nunca. Em muitos aspetos, este caso é uma experiência quanto à expansão dos poderes repressivos do Estado, com procuradores que tentam incriminar toda a gente enquanto grupo pela mesma mão cheia de vidros partidos, tendo simplesmente como fundamento a sua presença no local. Além disso, a polícia e outros agentes do Estado estão a tentar redefinir a mais básica organização política – a realização de reuniões, o planeamento de protestos e a participação nestes enquanto grupo – como um ato de conspiração. Isto faz parte de uma tendência contínua, tanto nacional como internacionalmente, de um aumento da repressão, que tem como alvo os movimentos sociais nos supostos Estados «democráticos». Se os Estados Unidos tiverem sucesso na condenação dos movimentos sociais desta forma, isso certamente encorajará outros governos a fazerem o mesmo.

À medida que o governo de Trump contribui diariamente para que o mundo esteja cada vez mais à beira de uma calamidade, é importante apoiar aqueles que nos Estados Unidos arriscaram a sua liberdade para se oporem a ele desde o seu primeiro dia no governo. Os protestos do dia da tomada de posse deram o tom para muita da resistência que se seguiria e garantiram que governo de Trump e os seus aliados de extrema-direita não ficariam sem oposição. Mais tarde, por todo o país, as pessoas usaram a ação direta para encerrar quase todos os aeroportos internacionais, num protesto histórico que travou temporariamente as políticas anti-imigração e islamofóbicas do novo governo. Continuando esta luta na sala de audiências, a maioria dos acusados estão a trabalhar em conjunto para responder politicamente a estas acusações e estão a usar este caso como forma de fortalecer os laços entre diferentes lugares e diferentes lutas.

Como resposta, este é um apelo para um dia de solidariedade internacional a 20 de janeiro de 2018. As ações solidárias provenientes de todo o mundo têm entusiasmado os corações dos acusados, numa altura em que enfrentam uma intensa repressão. Além disso, são parte de uma prática política que reconhece que estamos envolvidos numa luta comum que transcende as fronteiras. Pedimos solidariedade não enquanto ato de caridade, mas como gesto para uma cumplicidade comum no esforço de resistir ao governo Trump e ao futuro que procura impor.

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Uruguai: Semana de agitação pela Liberdade de Mumia [de 15 a 22 Outubro]

Muitos já conhecem a incansável luta de Mumia Abu-Jamal, um dos presos políticos com maior reconhecimento no mundo. Supõe-se que foi considerado culpado e condenado à morte pelo assassinato do polícia branco Daniel Faulkner, em Filadélfia, a 9 de dezembro de 1981.

Na realidade a Polícia e o Ministério Público de Filadélfia criminalizaram-no e tentaram assassiná-lo por ter sido Pantera Negra, simpatizante do MOVE e jornalista revolucionário, escrevendo sempre contra o poder.

Talvez até já tenham participado nas ações e atividades que, em 1995 e 1999, conseguiram suster a execução que já estava planeada.

Ou até fizeram parte do movimento internacional que, por fim, resultou na revogação da pena de morte em 2011.

Ou talvez tivessem ajudado na campanha para lhe dar a atenção médica necessária – em relação à hepatite C, após ele quase ter morrido em 30 de março de 2015.

Sem uma luta contínua durante dois anos, nunca lhe teriam fornecido o tratamento com os novos anti-virais, com os quais se curou quase imediatamente e se sente muitíssimo melhor. Mas, desgraçadamente, as autoridades carcerárias deixaram passar tanto tempo que ele desenvolveu cirrose hepática. Por isso agora mais que nunca lhe urge a liberdade.

Apresenta-se, neste momento, uma nova possibilidade jurídica para se desfazer o veredito de culpabilidade a Mumia. O que acontece é que a Suprema Corte dos Estados Unidos – no recente caso Williams vs Pensilvânia – determinou que Ron Castille, o Promotor da Filadélfia que logo se tornou Juiz da Suprema Corte da Pensilvânia, violou a Constituição dos Estados Unidos ao atuar como juiz e parte no caso de Terrance Williams. O mesmo aconteceu no caso de Mumia com Castille, que teve um papel destacado na Promotoria ao conseguir um falso veredito de culpado, e depois, como juiz, rechaçou mais de 30 apelações de Mumia.

Estamos, agora, a pressionar para que a Promotoria entregue todos os arquivos sobre a participação de Castille no caso – um primeiro passo para apresentar as apelações de novo. Faz falta a ação de todxs para ganhar a sua liberdade. Por isso estamos a convocar todas as individualidades, coletivos, comunidades e organizações para uma semana de agitação pela liberdade de Mumia.

Pela liberdade de Mumia Abu-Jamal e a queda dos cárceres e do sistema que os engendra!

Amigxs de Mumia – Uruguai

via agência de notícias anarquistas-ana

[20 a 27 de julho] Semana internacional de solidariedade com xs arguidxs de 20 de Janeiro (EUA)

A semana está a ser realizada para que se aumente a consciência sobre o caso de 215 companheirxs nos Estados Unidos que foram detidxs durante manifestações na inauguração de Donald Trump. Todxs elxs enfrentam acusações muito graves e várias décadas na prisão.

O 20 de julho marca seis meses após as ações iniciais e prisões durante a inauguração de Donald Trump e, em 27 de julho, uma moção para rejeitar penalizações será discutida em tribunal. Com a data do tribunal a aproximar-se e os casos em curso, este é um momento crucial para uma segunda Semana de Solidariedade.

Envie relatos, fotografias e perguntas aos/às detidxs para:
J20solidarity@protonmail.com

Chamada em inglês  l alemão

[A comunicação é uma arma] Disponível para impressão a Publicação da Chamada Internacional de 11 de Junho

Podes descarregar desde já a publicação em português (de leitura e para impressão) da Chamada Internacional [11 de Junho, Dia Internacional de solidariedade com Marius Mason & Presxs anarquistas com penas de longa duração]

O/a prisioneiro/a anarquista não é uma bandeira, nem devemos construir um monumento à sua volta, às vezes são um pedaço do nosso coração, por vezes não…no entanto continuam a lutar, a viver…não para ser lembrado/a, mas por desejar vingança, liberdade, embora em última analise é possível que estejam sózinhos/as porque por natureza não pertencem a nenhum rebanho…
Alfredo Cospito
 
O meu corpo está preso aqui, mas o meu coração está contigo ainda, combatendo
lá fora …
Marius Mason

Este ano, desafiamos-nos a armar as nossas palavras e gestos uns nos outros, para lhes dar dentes. Vamos encontrar maneiras de lutar contra a censura dxs que enviam mensagens de dentro, e daquelxs que enviam força e apoio do exterior. Não nos contentemos em simplesmente expressar os nossos desejos e ideias a quem estiver a escutar, mas vivamos-los realmente, desenvolvamos-los juntxs. O Estado quer esmagar xs nossxs companheirxs, separando-lxs das comunidades de luta. Não deixaremos que isso aconteça!

Português  [PDF para leitura]  [PDF para impressão]

Mais informação: june11.noblogs.org

Bloomington, Indiana: Sabotagem em memória de Lambros Foundas (EUA)

Há algumas noites [10 de Março] sabotámos cerca de 50 parquímetros, colando as suas fechaduras, máquinas de moedas e leitores de cartões. Trata-se de um ato simples que não necessita nenhuma habilidade especial. Obter alguma super-cola, cobrir o rosto, manter os olhos abertos seja para a bófia ou cidadãos leais, agir no final.

Estes parquímetros foram os alvejados porque financiam o Departamento de Polícia de Bloomington, além de que forçam as pessoas a pagar para estar no centro da cidade. Odiamos a polícia, odiamos a gentrificação e a sociedade de classes; por isso os escolhemos para serem atacados.

A nossa ação constitui um gesto de memória combativa para com Lambros Foundas – anarquista da Luta Revolucionária, morto pelas forças do Estado grego em 10 de Março de 2010. A nossa memória não é de luto passivo ou de martírio, antes de luta ativa contra o Estado, o capital e a dominação em todas as suas formas. A chama da vida de Lambros manteve-nos aquecidos enquanto caminhávamos pela noite de inverno, essa chama continuará connosco, em todas as partes das nossas vidas, vidas vividas em guerra com essa sociedade de senhores e escravos.

Enviamos força a todxs xs combatentes anarquistas presxs nas masmorras do Estado grego.

Enviamos solidariedade a todxs xs que enfrentam os mais recentes ataques do Estado contra okupantes, anarquistas e refugiadxs:   somos inspiradxs pela sua recusa de ficarem paralisadxs.

Para Lambros
Viva a anarquia!

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Atenas: Solidariedade incendiária com xs compas nos EUA

Por volta das 22:00 de quinta-feira, 26 de Janeiro de 2017, atacamos com cocktails Molotov o esquadrão anti-motim MAT que protege a sede do PASOK, na rua  Harilaou Trikoupi, em Exarchia.

Esta é uma ação em solidariedade com as centenas de compas detidxs em Washington e noutras cidades dos Estados Unidos, durante as manifestações combativas contra a ascensão de Donald Trump, a 20 de Janeiro

Força ao membro da IWW que recebeu um disparo de um fascista, na cidade de Seattle.

Estamos ao lado de todxs aquelxs que lutam com valentia contra o Poder. Estejamos onde estivermos ataquemos com todos os meios disponíveis o sistema de dominação.

Fogo às fronteiras, polícias e prisões!

Núcleo Anarquista Suga Kanno

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[Prisões norte-americanas] Sean Swain em greve de fome desde 26 de dezembro

“Não consegues aprisionar o espírito” – Thoreau

Via SeanSwain.org (12 de Janeiro de 2017)

Recebemos notícias recentemente de Sean através de um amigo dele, Sean está atualmente em greve de fome e colocaram-no numa célula de suicídio.

Embora os detalhes ainda sejam obscuros, sabemos que Sean está sem comida desde 26 de Dezembro de 2016. Ele foi acusado de extorsão de um supervisor-adjunto – tendo um processo disciplinar a iniciar-se quando começou a sua greve de fome – e foi colocado numa cela de suicídio.

Sabemos que a prisão está a reconhecer a sua greve de fome, seguindo os procedimentos associados que incluem levá-lo a uma unidade médica todos os dias, pesá-lo e medir os seus sinais vitais. Não está claro se estão a tentar negociar com ele, de qualquer forma.

Por favor, disponha de um momento para escrever uma carta de encorajamento a Sean:

Sean Swain #243-205
Warren CI, P.O. Box 120, 5787 State Route 63
Lebanon, Ohio 45036 [USA]
– EUA

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[Atenas, 23/11] Contra a sociedade carcerária: Atividade com companheirxs da CNA Bloomington

23nov_exarchiaEvento cujo tema é a luta contra a sociedade carcerária nos EUA, contando com a presença de compas da Cruz Negra Anarquista de Bloomington (Indiana)

Quarta-feira, 23 de Novembro, às 20:00 horas, no edifício Gini Politécnico (entrada da rua Stournari), Exarchia

Okupa Themistokleous 58
& Contra Info, rede tradutora de contra-informação

[Exarchia] OkupaThemistokleous 58: Graffiti em solidariedade com a luta nas prisões dos EUA

Fogo à sociedade prisional
Fogo à sociedade prisional
Solidariedade com a sublevação prisional norte-americana
Solidariedade com a sublevação prisional norte-americana
Força para xs prisioneirxs que lutam nos EUA
Força para xs prisioneirxs que lutam nos EUA
Da Grécia à América, fogo e explosões em cada uma das prisões
Cumplicidade com todxs aquelxs que se revoltam
Cumplicidade com todxs aquelxs que se revoltam
Fogo a todas as prisões
Fogo a todas as prisões
Liberdade para todxs!
Liberdade para todxs!
Vitória para a luta prisional norte-americana
Vitória para a luta prisional norte-americana
Attica está em todo o lado
Attica está em todo o lado
Contra todos os tipos de encarceramento, fogo às fundações da civilização
Contra todos os tipos de encarceramento, fogo aos pilares da civilização

Na noite de sábado, 1 de Outubro, dia proposto pela célula CNA como dia internacional de solidariedade com a luta prisional nos EUA,  pintámos slogans nas ruas de Exarchia.

MORTE AOS CARCEREIROS
Okupa Themistokleous 58
th58@riseup.net

inglês

México: Actualização sobre a jornada de luta na prisão (8º dia)

greek-prison
Enviado a 5/10 pela CNA México:

A 28 de Setembro iniciou-se uma jornada de luta e resistência na prisão, coordenada a partir de vários centros de reclusão. Esta jornada que inclui greve de fome, jejum e desobediência prisional tem como objetivo o protesto contra a sentença de 33 anos e 5 meses que foi ditada recentemente a Luis Fernando Sotelo, assim como a solidariedade com a greve nacional de presxs que desde 9 de Setembro se está a desenrolar em várias prisões nos EUA. É um grito de guerra que surge das entranhas da besta penitenciária, convidando-nos a ampliar a revolta, a atacar não só os muros do sistema prisional mas também a sociedade prisional no seu conjunto.

Fernando Bárcenas e Abraham Cortés foram segregados do resto da população do resto da população do Reclusório Norte. Luis Fernando Sotelo tem sido asssediado pelo pessoal do Reclusório Sul e pessoal da  Comissão de Direitos Humanos da Cidade do México para que quebre a greve de fome. Os três têm perdido peso e apresentam sinais de cansaço, tonturas ligeiras, dores e cólicas.

Miguel Peralta permaneceu em jejum de 28 de Setembro a 2 de Outubro na prisão penal de Cuicatlán, em Oaxaca, tendo também sido constantemente pressionado pelos internos para que coma.

A luta coordenada no interior da prisão mantém-se firme e forte, combatendo diretamente o sistema prisional.

Solidariedade com a greve de fome de Fernando, Abraham e Luis Fernando!

Solidariedade com Miguel Peralta!

Liberdade a todxs!

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Prisões norte-americanas: Fique de olho na Holman

Reportagem da Holman | 27 de Setembro de 2016

Cerca da meia-noite, um prisioneiro foi esfaqueado por um outro prisioneiro, enquanto aquele se encontrava adormecido, na cama. A perturbação ocorreu após o agressor ter corrido para fora do dormitório. Os porcos tinham deixado o prisioneiro no dormitório C – mesmo depois dos presos desse dormitório lhes terem dito, anteriormente, para não deixarem ninguém entrar no dormitório C. Os presos correram atrás do prisioneiro que cometeu o esfaqueamento – que saíu do dormitório, rodeado por um porco que saiu da cabine de controle, tendo lhe sido pedido para aguardar,  e apenas ajudaram a levar o prisioneiro ferido para a enfermaria.

O que você está a ver neste curto clip é um grupo de prisioneiros furiosos que vêem os porcos como facilitadores da violência de uns contra os outros.

Esta é uma reportagem do Mike sobre a prisão Holman.

holmanO Estado não pode esmagar os rebeldes da prisão | 29 de Setembro de 2016

Está a ser relatado por aqui que na semana passada, enquanto estava na prisão o coordenador regional Grantt Culliver – depois de assistir ao funeral do porco que foi esfaqueado aqui a 1 de Setembro e morreu dos ferimentos resultantes – afirmou a vários prisioneiros que traria, por volta de 1 de Outubro, o CERT, o Departamento de Correções “resposta especial” à prisão Holman em Atmore, Alabama. Eles iriam ficar cá durante 90 dias, para procurar na prisão cada faca e cada telefone celular, levando da prisão peça por peça até que descubram todas as armas e telefone.

Trata-se de uma tentativa de intimidação e de mais uma jogada para restabelecer a autoridade e o controle total. O controle sobre seres humanos que foram resistindo e mandando à merda a sua autoridade! Seres humanos que já não aceitam a descrição de que valem menos e de que o Estado tem o direito de punir e usar a violência sem que esta seja devolvida. Não permitiremos mais que as injustiças grosseiras fiquem em branco.

Queremos que todxs lá fora, na prisão ao ar livre chamada mundo livre, se mantenham de olho no que vai acontecendo por aqui. Sabemos que os porcos estão cheios de raiva – pela morte de seu colega às mãos de um prisioneiro e por toda a resistência que aqui surgiu no último ano – e têm /estão a planear o esmagamento da resistência. Fique de olho no Holman e continuem a mostrar solidariedade, através de ação direta.

Nem deuses nem mestres! Morte ao Estado! Viva a Anarquia!

via It’s Going Down

Atenas, Grécia: Solidariedade incendiária com a luta nas prisões norte-americanas

atenas
Às primeiras horas de domingo, 25 de Setembro, um grupo de companheirxs participou nos confrontos de rua em erupção em St. Tositsa, junto à Politécnica, em Exarchia, Atenas.

Atacámos com molotovs e pedras a bófia, não só por aquilo que são – marionetas do Estado – mas também para enviar força e solidariedade para com aquelxs que lutam dentro das prisões norte-americanas. Agimos contra aquelxs que capturam nas ruas, enquanto xs rebeldxs das prisões agem contra aqueles que xs mantêm trancadxs em gaiolas. Estamos juntxs a todxs aquelxs que entram em ação e que se revoltam, onde quer que estejem, por todos os meios necessários.

Deixemos que a violência que nos é imposta seja abolida com a violência!

Solidariedade significa ataque!

Holmans

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Grécia: Solidariedade com a luta nas prisões dos EUA a partir da Okupa Themistokleous 58

581fuckmc158squatA partir da ala 58 da presente prisão a céu aberto chamada Atenas enviamos as nossas mais calorosas saudações aos rebeldes das prisões dos EUA assim como a todxs aquelxs que por todo o mundo se movimentam em solidariedade com elxs. Interpretamos a sua luta para acabar com a escravidão prisional como uma chamada para acabar com a sociedade prisional como um todo. Entendemos o aprisionamento em massa atrás de toneladas de cimento e ferro como um reflexo da sociedade de massas que nos agrilhoa – uma consequência inevitável do reino tecnológico industrial que determina diariamente as nossas vidas de todas as maneiras possíveis.

Sabemos bem que os contextos podem ser diferentes de um lugar para outro e que algumas vezes nos perdemos na parcialidade das nossas pequenas ou grandes lutas contra esta ou aquela expressão de dominação e de poder. Mesmo assim, acreditamos ser esta uma boa oportunidade para se construír uma percepção intersetorial sem fronteiras da luta pela auto-determinação total e a libertação das hierarquias e autoridades que nos acorrentam a todxs.

Saudamos todos os meios de luta implantados até agora contra o aparelho assassino do complexo prisional-industrial dos EUA, ficando felizes por saber que pelo menos um carcereiro recebeu o que merecia. Embora as barras de aço e as paredes de pedra possam conter fisicamente xs presxs, as revoltas recentes em todos os EUA têm mostrado que nunca poderão arrebatar o espírito de luta de incontáveis rebeldes.

Como pequenas evidências da nossa solidariedade, a 11 de Setembro pendurou-se uma faixa em Kamara, no centro de Tessalónica, onde se pode ler: “Vitória para a greve dxs prisioneirxs nos EUA. // Fogo para a sociedade prisional ” e em 20 de Setembro participou-se, juntamente com a célula de solidariedade da Cruz Negra Anarquista da Grécia e outrxs companheirxs num bloqueio de 2 horas no McDonald, no bairro ateniense de Ilion, segurando uma faixa onde se podia ler “Solidariedade com o levantamento nas prisões dos EUA”. Após o bloqueio, levámos a faixa da 58 para Exarchia, onde pode ser vista diariamente pelas centenas que ali passam.

Como a greve continua, o mesmo acontecerá com as nossas ações. Como existem prisões, continuará a nossa luta para xs destruir.

Okupa Themistokleous 58, Exarchia, Atenas
th58@riseup.net

em grego l inglês l italiano

Alabama, EUA: Companheiro anarquista Michael Kimble colocado em isolamento disciplinar na prisão Holman

mmmainA 1 de Agosto de 2016 eclodiu um motim na prisão Holman no Alabama, após uma altercação, na qual vários presos e pelo menos um guarda prisional ficaram feridos. Alguns presos barricaram-se no interior da ala-dormitório C, que abriga 114 detidos, ateando fogo e resistindo ao esquadrão anti-motins (CERT) que entretanto tinha chegado pronto para reprimir a rebelião. Energia e água foram desligados, todos os detidos foram bloqueados nas celas. Trata-se apenas da mais recente de uma série de revoltas na prisão Holman. Em Março de 2016 o diretor tinha sido esfaqueado quando colocou o pé na ala-dormitório C tendo os presos se amotinado repetidamente, ateando fogo, colocando barricadas, etc.
prisonrev-624x382Abaixo apresenta-se a transcrição de uma carta do companheiro anarquista Michael Kimble, colocado em isolamento disciplinar, na prisão Holman, na sequência do último motim ali ocorrido; recebida através de Anarchy Live! com data de 8 de Agosto de 2016:

Rebelião em contínuo

No momento estou a escrever a partir do isolamento disciplinar (segregação), depois de ter sido despojado, algemado, esbofeteado e colocado aqui pelo CERT (esquadrão anti-motins) na segunda-feira, 1 de Agosto de 2016, eram aproximadamente 23:45.

Agora é quarta-feira e ainda não me foi devolvido nem os objetos pessoais (sapatos/slides, sabonete, desodorizante, roupas, escova de dentes, etc.) nem uma nota da investigação, a respeito do motivo porque sou mantido em segregação, ao fim de 72 horas.

Estou a assumir que estou a ser retido por ter estado numa rebelião (motim), ocorrida a 1 de Agosto de 2016, por volta das 15:06. Inicialmente tinha havido uma briga entre os presos mas que rapidamente se transformou numa rebelião contra os guardas – quando estes tentaram intervir, depois de se ser dito inúmeras vezes que as coisas estavam sob controle.

Os guardas não nos deram ouvidos e foram expulsos da ala-dormitório C – tornada num espaço de auto-governação e resistência contra os funcionários da prisão. Fogos foram levantados, as unidades de controlo tomadas.

Sou um dos cerca de dez prisioneiros que também foi colocado em segregação.

Então, se não tiver notícias de mim pessoalmente, isso significa que todos os meus bens, incluindo cartas, endereços, números de telefone, foram destruídos ou perdidos. Tive que pedir emprestado material de escrita para obter isto aí fora.

em  inglês, grego, italiano

 
Nota de Contra Info: No dia 13 de Agosto, os prisioneiros continuavam em isolamento não lhes tendo sido entregue ainda a nota justificativa dos motivos para serem mantidos em tal situação – de acordo com o regulamento prisional isso teria de ser feito nas primeiras 72 horas – nem os seus bens básicos devolvidos ou ter tido acesso aos endereços ou números de telefone de contactos. Um apelo para se fazerem chamadas telefónicas para a prisão, a exigir o fim do isolamento de Michael Kimble e dos seus companheiros, foi lançado aqui

Exarchia, 04/08: “Contra a Escravidão Prisional” – serão informativo com um companheiro da CNA Portland, na Okupa Themistokleous 58

AGAINST PRISON SLAVERY | CONTRA LA ESCLAVITUD CARCELARIA | ΕΝΑΝΤΙΑ ΣΤΗ ΣΚΛΑΒΙΑ ΤΗΣ ΦΥΛΑΚΗΣ | CONTRA A ESCRAVIDÃO PRISIONAL

Em 9 de Setembro de 1971 os presos tomaram de assalto e encerraram Attica, o mais famoso antro infernal do estado de Nova Iorque.
Em 9 de Setembro de 2016 presxs em luta iniciarão interrupções de trabalho e outras ações para encerrar prisões por todos os EUA, pondo um ponto final na escravidão prisional.
Que o fogo da solidariedade se propague através do mundo!

Apresentação & discussão sobre a greve dxs presxs com a participação de um companheiro da Cruz Negra Anarquista de Portland (EUA)

Quinta-feira 4 de Agosto às 20:00 no terraço da Okupa anarquista na rua Themistokleous 58, Exarchia, Atenas

Okupa Themistokleous 58 | Célula de solidariedade anarquista – Cruz Negra Anarquista (Grécia) | Contra Info – Rede tradutora de contra-informação

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Pensilvânia, EUA: “Solidariedade com xs professorxs e residentes de Oaxaca! Mantenha-se vivo o fogo!”

DoylestownPennsylvaniaColocamos uma faixa sobre uma estrada à entrada de Doylestown, na Pensilvânia, onde se pode ler: “Solidariedade com xs professorxs e residentes de Oaxaca! Mantenha-se vivo o fogo!”

Hoje, 15 de Julho de 2016, cumprem-se dois meses desde que a Coordenadora Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) iniciou uma paragem de trabalho a 15 de Maio. Xs professorxs e residentes de Oaxaca continuam a lutar contra a reforma educativa neoliberal implementada por Enrique Peña Nieto. Desde então a comunidade de Oaxaca viu-se confrontada com a repressão fatal do Estado e a discriminação.  Solidarizamos-nos com xs nossxs companheirxs que continuam a lutar nas barricadas. Estendemos o nosso amor e comemoração aos que perdemos. Onde quer que estejam estamos convosco.

it’s going down via philly anti-capitali

Bloomington, Indiana (EUA): Faixa em solidariedade com Sean Swain

SENTIR A QUEIMAR
SENTIR A QUEIMADURA  – LIBERDADE PARA SEAN SWAIN

4 de Março de 2016
Penduramos uma faixa em solidariedade com as lutas de Sean Swain contra o sistema prisional em Ohio. Apesar de repetidamente ser transferido e de ter as suas comunicações cortadas, Sean permanece inflexível na sua corrente de liberdade, colocando a sua vida em risco na luta contra o Estado. Transportamos sempre connosco as suas palavras e atos quando levamos a cabo as nossas próprias lutas contra a sociedade carcerária.

Recolha de fundos, cartas, manifestações, faixas, graffitis e ações diretas entretecem uma tapeçaria brilhante de solidariedade revolucionária. Estaremos sempre à procura de maneiras novas de quebrar o isolamento da prisão e construir a cumplicidade através dos seus muros.

Declaração de Marius Mason para a jornada de ação e solidariedade com xs prisioneirxs trans a 22/01

Feliz Ano Novo, família e amigxs! O meu muito, muito obrigada por tanto apoio e por toda a atenção recebida ao longo deste ano, quer seja dxs amigxs de longa data ou dxs novxs amigxs por correspondência. Sinto-me muito grato e sempre humilde perante o incentivo e recursos que me são enviados por pessoas que estão a fazer já tanto para aumentar as nossas chances de sobrevivência coletiva. As notícias [EUA] estão plenas de histórias sobre alguém ter ganho a grande pilha de dinheiro que se acumulou para o Lotto americano – mas o mais importante “ganho” não tem nada a ver com dinheiro. Estou a apostar no movimento para ganhar em grande este ano: obter mais força para as nossas comunidades e defendê-las contra a brutalidade policial e desigualdade racial, conquista de mais vitórias para os animais e na defesa dos espaços selvagens, na criação de relações sociais baseadas no respeito, dignidade e compaixão por todas as pessoas … independentemente da sua raça, orientação, credo ou apresentação de género.

Obrigado por nos reunirmos todxs aqui hoje, a dar apoio aos/às membrxs da nossa comunidade que estão a lutar arduamente atrás dos muros para manter as suas próprias consciências intactas. A autonomia sobre nós mesmxs, sobre os nossos corpos, é essencial para que qualquer outro tipo de liberdade seja possível. Ao estenderem a mão aos/às presxs trans confirmam xs seus direitos para definirem elxs mesmxs em relação a si mesmxs – e estão a defendê-lxs contra as vozes avassaladoras que afirmam que elxs não existem e que devem permitir que sejam outros a defini-lxs. No ambiente de isolamento da prisão, isto é tóxico e intimidatório e eleva-se à forma mais cruel de tortura psicológica. Ao oferecer a sua ajuda e solidariedade, pode estar até a salvar uma vida. Eu sei, porque no passado ano e meio lutei para me afirmar como um homem trans, porque me bati para obter o alívio de uma ajuda médica adequada à minha disforia de género – e foram os lembretes ternos e amorosos da minha família alargada que me deram força e coragem para continuar. Por favor, junte-se a mim para oferecer esta assistência a tantxs outrxs que dela precisam para continuar. Não subestime o poder curativo de uma carta, essas cartas permitiram que eu continuasse … e eu quero retribuir este presente, se concordar em me ajudar.

Mais uma vez obrigado por se terem juntado neste dia, em conexão com xs de dentro que realmente precisam de vós, que precisam que vocês xs vejam como elxs realmente são e estão a lutar para ser. Até às prisões desaparecerem precisamos trabalhar duro para apoiar aquelxs de nós que estão cá – especialmente aquelxs de nós que nem sempre são tão visíveis para o resto do mundo. Somos sempre mais fortes juntxs.

Marius Mason
Janeiro de 2016

22 de Janeiro – Dia de ação pelxs prisioneirxs trans

itpsdJuntemos-nos a 22 de Janeiro de 2016

A 22 de Janeiro de 2016 será o primeiro ano de um dia de ação pelxs prisioneirxs trans: um dia internacional de ação em solidariedade com prisioneirxs trans.

Esta é uma chamada à ação contra o sistema que exclui a nossa existência. A sobrevivência de pessoas trans e outras minorias sexuais não faz parte do léxico comum sendo a luta que empreendemos para viver num mundo decidido a nos marginalizar, desumanizar e criminalizar – especialmente às mulheres trans e às pessoas trans nativas, negras e latinas.

Discriminam-nos em todos os âmbitos da sociedade, incluindo a habitação, saúde e emprego. A nossa sobrevivência é sempre precária e muitxs de nós sobrevivemos com um trabalho criminalizado também ele, tornando-nos mais um alvo para o assédio policial e o crime de “caminhar sendo trans”.

Uma vez encarceradas, as pessoas trans são confrontadas com a humilhação, o abuso físico e sexual, a negação de suprir as suas necessidades médicas e as represálias legais. Muitas das pessoas trans são postas em confinamento solitário durante meses ou anos, só por serem trans. As mulheres trans são postas geralmente em prisões de homens – onde existe um risco maior de sofrer violência sexual.

Da mesma forma as suas vidas são violentamente reprimidas lá fora e atrás dos muros – as pessoas trans experimentam o sofrimento e a morte atrás dos muros das prisões, no interior das cadeias, prisões, centros juvenis e centros de detenção para imigrantes.

O dia de ação pelxs prisioneirxs trans de 22 de Janeiro é um dia para reconhecer as experiências de pessoas trans e de outras minorias sexuais. Tem a ver com colaboração. Como forjar novas relações e desmantelar o isolamento da prisão. Tem a ver com a resistência à violência estatal. É sobre a solidariedade entre aquelxs que experimentam a violência do sistema em primeira mão e para aquelxs a quem o estado ainda não encontrou.

Muitos grupos abolicionistas e de apoio a presxs de todo o mundo fazem um excelente trabalho ao escreverem cartas a prisioneirxs, educando o público com cartas a editores e artigos para os media – levando a cabo protestos e marchas, a organização das comunidades queer para se fazer chamadas de massas e para exigir que xs presxs trans sejam tratadxs com respeito e dignidade além do fim da sua detenção. O dia de ação pelas pessoas trans tem como objetivo tornar acessível esta atividade a qualquer pessoas que queira apoiar – animamos-vos a fazerem vigílias para todxs aquelxs que nas nossas comunidades sofreram a violência estatal, a celebrar um evento, fazer palestras, projectar vídeos e realizar oficinas para difundir o tema das experiências dxs presxs trans, compartilhar conhecimentos e construir estratégias de resistência. Fazer festas e recolher fundos para as pessoas e grupos que já estão a levar a cabo um trabalho incrível. Atuemos. Unamos-nos e mostremos a nossa convicção de nos apoiarmos uns/umas aos/às outrxs, pondo fim às prisões de uma vez por todas.

Este projecto foi imaginado por Marius Mason, prisioneiro trans do Texas, Estados Unidos. Desde aí, através dxs seus/suas amigxs e do seu grupo de apoio, um coleticvo internacional de pessoas – dentro e fora dos muros das prisões – uniu-se para fazer do dia de ação pelxs prisioneirxs trans uma realidade. Somos pessoas trans e não-trans, amigxs e simpatizantes. Unimos-nos, naquilo que já é uma larga tradição para pessoas queer e trans que resistem à violência estatal.

Une-te a nós na luta pela liberdade.

Aqui podes descarregar o cartaz da chamada em pdf

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Bloomington, Indiana, EUA: Crónica da manif da véspera de ano novo – Por um Dezembro Negro

pela LIBERDADE - contra JUÍZES, BÓFIA, & PRISÕES
pela LIBERDADE – contra JUÍZES, BÓFIA, & PRISÕES

“A memória combativa molda-nos como indivíduos ao posicionar-nos como negadores do existente, desencadeando em nós a necessidade de fazer com que a recordação dxs nossxs companheirxs caídxs em combate vá mais além do que o simples questionamento da forma como elxs nos foram arrebatadxs, ou seja, como foram trazidos ao nosso dia a dia – de diversas formas e iniciativas individuais – não nos entregando à resignação da morte ou do esquecimento. Reviver as suas vidas insurretas, através dos atos, recordando também aqueles que nos tiraram a sua vida – pois xs compas vivem em cada um/uma de nós –  é por aqui que continuaremos a repudiar o papel como defensores do atual sistema de dominação.”
– Nataly Casanova

Na véspera de Ano Novo, cerca de 20 pessoas reuniram-se em Bloomington, Indiana, para uma manif ruidosa junto à cadeia do condado. Após breve discussão e preparação – bem como alguns olhares de lado e as risos de tropeço nos jovens – a multidão vestida de negro caminhou algumas centenas de metros até à prisão com vista a mostrar a nossa solidariedade com xs detidxs. Foram desfraldadas faixas, bandeiras negras esvoaçaram e também gritadas palavras de solidariedade.

A resposta dxs que se encontravam no interior dos muros veio quase imediatamente: batendo nas paredes e janelas do edifício. Dezenas de bombas de fumaça e fogos de artifício foram lançados, o seu som a ecoar pelas ruas e cores que iluminam a noite. À aproximação da meia noite um contentor do lixo foi rolado e incendiado na estrada. Fagulhas e assobios de vários fogos de artifício juntaram-se às chamas do lixo, ao barulho dxs prisioneirxs e aos nossos aplausos.

Ao vermos as luzes dos carros da polícia o grupo dispersou. A polícia veio no nosso encalço, ameaçando com tasers aqueles que fugiam. Infelizmente, um companheiro foi abordado e preso. Após serem acusadxs de alguns delitos leves, foram socorridxs na manhã seguinte e estão a recuperar com a ajuda dos seus amigos.

Vemos isto como uma ligeira escalada da actividade de rua em Bloomington e como uma interrogação: como actuaremos frente ao departamento de polícia de Bloomington, visto assumirmos muitas vezes que a sua atitude é relativamente permissiva durante as manifestações mas é quem, no entanto, nos mantém em grande parte na passividade?

Solidariedade a todxs xs rebeldes da prisão e prisioneirxs anarquistas de todo o mundo. De Bloomington a Barcelona, de Montréal a Melbourne, de Santiago a São Paulo, de Montevideu a Minneapolis, do Alabama a Atenas: a luta continua até que todas as prisões e esquadras sejam escombros aos seus pés!

Com os fogos da anarquia nos nossos olhos!
Por um Dezembro Negro!
Por um Ano Novo Negro!

em inglês

Missouri, EUA: Ações por um Dezembro Negro em S. Louis

blackroseDurante todo o dia, tarde e até altas horas da noite do dia 22 de Dezembro, alguns e algumas amigxs/cúmplices há muito tempo em S. Luis, estado do Missouri, pintámos palavras de ordem combativas contra a polícia e as prisões, desfigurámos várias vedações publicitárias e pintámos com moldes de rosas negras toda a zona do metro. Isto foi feito em solidariedade com a chamada internacional realizada pelxs companheirxs gregxs por um Dezembro Negro.