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[Madrid] Ataques a ATM no âmbito da Semana Internacional em Solidariedade com xs Presxs Anarquistas

Durante a Semana Internacional em Solidariedade com xs Prexs Anarquistas foram sabotados mais de uma dezena de ATM em diversos bairros de Madrid. As ferramentas para este tipo de sabotagem são simples e fáceis de encontrar: martelos e sprays.

Entendemos a solidariedade como a continuidade da luta que conduziu xs nossxs companheirxs às prisões do Estado. A solidariedade anarquista é muito mais do que uma mera palavra escrita ou de que uma atividade de assistência a presxs. Esta solidariedade materializa-se no ataque às estruturas do capitalismo e do Estado e procura aprofundar-se no conflito, através da ação direta.
Abaixo os muros das prisões. Viva a anarquia.

Pelxs companheirxs atingidxs pela Operação Scripta Manent!

Pelxs companheirxs represaliadxs após a Cimeira do G20 em Hamburgo!

Pelos anarquistas indonésios processadxs após o 1º de Maio!

Pela Lisa e todxs xs anarquistas presxs!

Anarquistas

Madrid, Espanha: Queima de multibanco em solidariedade com Lisa

Queima de caixa multibanco em solidariedade com a companheira anarquista condenada na Alemanha por expropriar um banco

Fez dois anos a 13 de abril que detiveram Lisa, durante uma operação policial coordenada pela polícia da Catalunha (mossos d’esquadra) e pela polícia alemã. Desde então, a companheira tem-se encontrado presa em diversos presídios espanhóis e alemães (onde se encontra agora). Recentemente a companheira foi condenada por um tribunal alemão a 7 anos de prisão (acusada ​​de expropriar uma surcursal bancária em Aachen, Alemanha).

Na madrugada de 11 de Abril deitamos fogo a um ATM Bankia em Vallekas (Madrid) – na rua Carlos Martin Alvarez – assim como se realizaram pintadas em solidariedade com a companheira.

O ataque é justificado por si só: os bancos são um dos principais motores da sociedade do Estado e do capitalismo. Investimentos em prisões, centros juvenis ou indústrias de armas; concessão de crédito a empresas e estados; desalojar e especular com a habitação, cumplicidade com os processos de gentrificação entre muitas outras responsabilidades nas engrenagens do capitalismo, dão uma boa prova disso …. O sistema bancário – em toda a sua estrutura –  sempre foi um dos  maiores inimigos dos exploradxs e, portanto, dxs anarquistas, como o provam bem as expropriações e sabotagens que sempre têm acompanhado a luta anarquista ao longo de toda a sua história.

Confrontando o submisso panorama esquerdista (que atinge os meios libertários) – que se juntam aos protestos acriticamente controlados, cívicos e cidadãos , que clamam pela liberdade de polícias e políticos corruptos, em plena catarse do nacionalismo cidadão e entre tantxs outrxs que nadam na auto-complacência da vitimização, nas redes sociais – muitxs de nós não renunciam ao ataque.

Que sirva este pequeno sinal de solidariedade, como expressão de carinho e alento para Lisa e para o resto dxs companheirxs anarquistas represaliadxs pelo Estado, em Itália, Grécia, França, Alemanha, Turquia, Chile, México, Rússia e em todo o mundo.

Solidariedade é ataque!
Força para Lisa!
Viva a anarquia!

Anarquistas

em espanhol

[Madrid] Antonio Morillo permanecerá sempre na nossa memória anarquista

Morillo, a Luta continua CNT-AIT

Antonio Morillo, um anarco-sindicalista ligado à seção de limpezas do Metro de Madrid, morreu em casa antes de completar 40 anos, deixando para trás uma filha de 4 anos e o amor da sua vida.

Gostaríamos de lembrar este companheiro que foi sempre firme e combativo na luta contra os patrões. “Não pode haver paz social até que a emancipação das trabalhadoras e dos trabalhadores seja alcançada”

Ele permanecerá sempre na nossa memória anarquista.

Saúde e Raiva

Fonte: A edição nº8 de “Amotinadxs”, de Abril, (folha de informação mensal do Local Anarquista Motín, de Madrid), recebida em 9.4.2018.

em alemão l inglês

[Madrid] Projeção do documentário “Montagem: Caso Bombas” no Local Anarquista Motín – 3 de Abril

Terça-feira, 3 de Abril, às 19h30, como sempre na primeira terça-feira de cada mês: PROJEÇÃO

Desta vez vamos projetar o documentário “Montagem: Caso Bombas” com pipocas e jantar.

Muitos estados e governos, amparados na impunidade concedida pelo exercício do poder, recorreram às montagens como arma política para desacreditar, invalidar e aprisionar os seus detratores. Mas o que é uma montagem política e policial? Como é feita? Quem as faz? Estas questões são abordadas neste documentário, desenvolvido coletivamente pelo Canal Barrial 3 do Bairro Yungay, tendo como pano de fundo e principal referência a montagem denominada “Caso Bombas”, articulada contra o mundo anarquista e as casas okupadas no Chile da “transição para a democracia”.

Como vir cá ter?

Calle Matilde Hernández, 47 <M> Oporto o Vista Alegre, Madrid (Espanha)

localanarquistamotin

em espanhol

Madrid, Espanha: Sai a publicação anarquista “Infâmia”

Na época da Antiga Roma, a infâmia era a degradação da honra civil. O afetado por ela deve ter levado a cabo um ato desonroso ou vil para acto contínuo ser desacreditado por um censor, que lhe outorgava a categoria de infame. Dessa forma o afetado não podia aceder a cargos públicos ou votar nas eleições, o que limitava as suas faculdades sociais e jurídicas.

A lei romana reconhecida dois tipos de infâmia de acordo com as suas causas. A infâmia iurs é uma consequência de uma fraude ou alguma ação dolosa. A infâmia facti era decretada quando a pessoa desenvolvia um ato contrário à ordem pública, moral ou de bons costumes.

É com este tipo de infâmia que nos sentimos identificadxs, aquela que orgulhosamente reivindicamos, pois que tarefa, ação ou estratégia claramente anarquista não se enquadra na definição de “um ato contrário à ordem pública, à moral ou aos bons costumes”?

Se a sua ordem pública se baseia no exercício de uma violência (explícita e simbólica) para nos forçar a agir contra os nossos interesses e a favor dos benefícios dos assassinos e exploradores, rebelamos-nos contra ela e declaramos-nos infames. Se a sua moral a única coisa que defende é a propriedade privada (o conceito sob o qual a pilhagem da vasta maioria dxs despojadxs e oprimidxs é realizada através da acumulação dos meios de subsistência em algumas poucas mãos privilegiadas), rebelamos-nos contra isso e declaramos-nos infames. Se os seus bons costumes nos amarram à hierarquia social, convertendo-nos em seres humanos de segunda classe, rebelamos-nos contra ela e declaramos-nos infames.

Por isso nasce esta publicação. Para estender a chama da infâmia e da desobediência. Para lutar pela anarquia.

Para ler mais e descarregar clica aqui.

em espanhol

Madrid: Ação em solidariedade e apoio aos compas da Operação Scripta Manent em Itália

No dia 15 de Novembro, um dia antes do começo dos julgamentos da Operação Scripta Manent, um grupo de companheirxs anarquistas concentraram-se à frente da embaixada italiana, em Madrid. em apoio aos/às companheirxs detidxs na sequência desta operação. Espalhou-se a informação, através da distribuição do texto que se segue:

Solidariedade e apoio face ao julgamento dxs companheirxs detidxs na Operação Scripta Manent em Itália.

Na quinta-feira, 16 de Novembro, pelas 10:00 da manhã, será realizada a primeira sessão de julgamento contra xs 22 companheirxs anarquistas acusadxs no âmbito da Operação Scripta Manent, em Itália, com 7 delxs detidxs preventivamente

Foi em Setembro de 2016 que ocorreram as detenções e registros desta operação , em Itália. Mais uma vez, tentam atribuir diversas ações a uma suposta estrutura organizativa hierárquica, como foi feito anteriormente em Itália, com a Operação Osadia. Do mesmo modo, esta estratégia repressiva pode ser observada em diversos países, como o estado espanhol, grego, francês, etc. na tentativa de encaixar a conflitualidade anarquista e as suas práticas em acusações de organizações terroristas ou similares. O anarquismo nunca poderá encaixar nessas estruturas, pois a sua base é a horizontalidade e combate contra as hierarquias e todo o tipo o tipo de autoridade.

Todo o nosso apoio e força às/aos companheirxs que serão julgadxs a partir desta quinta-feira. A quatro dxs arguidxs foi-lhes negado a possibilidade de estar presente no julgamento e, em vez disso, poderão ter uma video-conferência. Em solidariedade com elxs, algumas/uns dxs companheirxs acusadxs recusaram-se a participar.

Solidariedade internacional com todxs xs que lutam pela liberdade
Coragem e força aos/às nossxs companheirxs
Contra toda a autoridade, pela anarquia

em espanhol via contramadriz

Madrid: Nem Nações, Nem Estado, Nem Capitalismo

Esta é a nossa independência; Nem nações, nem Estado, nem capitalismo.

[Sabotagem ao Baixa Bank em Vallekas e um apelo]

Na madrugada de 12 de Outubro – noite anterior à festa colonialista e militarista preferida pelo nacionalismo espanhol – foi destroçada uma caixa ATM do Caixa Bank, no bairro de Vallekas tal como realizada uma pintada na qual se podia ler: “Esta é a nossa independência: nem nações, nem Estado, nem capitalismo”.

A mensagem é simples, enquanto os nacionalismos catalão e espanhol são reativados e se cobrem com a bandeira da democracia, alguns/mas decidimos agir e atacar aquilo que realmente nos oprime, explora e rouba a nossa independência. Estamos cansadxs de esperar, cansadxs de contemplar como a Democracia, o Estado e os corpos repressivos dos dois lados se vêm cheios de legitimidade, através dos nacionalismos.

Atacamos aquilo que nos oprime: fronteiras, nações, bancos, patrões, fascistas, estado, capitalismo, patriarcado… através deste pequeno gesto, fazemos uma chamada para que se ampliem os ataques contra o capitalismo, estados e os seus interesses. Não vamos esperar por nenhum processo para continuar a lutar pela anarquia, a única forma de independência que reconhecemos.

Nem nações, nem Estado, nem capitalismo!
Pela Anarquia!

Alguns/mas anarquistas contra o patriotismo

via contramadriz

Espanha: Ataques simultâneos em solidariedade com xs represaliadxs após o G20


Estive em Hamburgo e recordei-me de ti.

Quando arderam as tuas sucursais.

Quando estalaram as suas montras.

Quando se formaram as barricadas.

Quando tomámos a cidade.

Todavia, ainda me recordei de ti quando regressamos aos restos das nossas cidades inertes e cinzentas, onde reinas, porque estás por todo o lado. Recordamos-nos de tudo o que te poderíamos fazer a qualquer momento e em qualquer lugar, enquanto Hamburgo ardia.

Do mesmo modo, recordamos-nos de todo o sofrimento e raiva que geras. Do modo como atinges a quem te afronta. Nunca mais nos vamos esquecer das pessoas que são espancadas pela vossa bófia, que vivem encerradas numa cela ou que morrem por escolher o caminho do confronto. E é em seu nome que tomou forma esta ação.

Na noite de 4 para 5 de Outubro, foram atacadas com martelos as caixas ATM de dezenas de sucursais bancárias em diversos locais de Madrid: Lavapiés, Bilbao-Alonso Martínez, Tetuán-Castellana, Carabanchel, Vallekas, Coslada, Barrio del Pilar e La Elipa. Deixaram-se lá autocolantes a dizer: “Em Madrid como em Hamburgo. Que se espalhe a revolta”, “Solidariedade ativa com as 388 pessoas detidas e as 32 presas após a Cimeira do G20 em Hamburgo”, “Morte ao Capitalismo e morte à polícia. Depois do G20, a luta continua”.

Porque centenas de pessoas foram brutalmente feridas e detidas nos dias da Cimeira, porque 32 delas ainda continuam na prisão, porque ainda há menos de um mês sofreram um assalto policial em Hamburgo. Porque queremos acabar com o Capitalismo, com as suas empresas e bancos, com as suas cimeiras financeiras, carros oficiais, banquetes, escoltas. Com tudo o que nos escraviza e destrói. Em Hamburgo, em Madrid e em toda a parte.

Viva a Anarquia.

em espanhol

Madrid, Espanha: Debate no Local Anarquista Motín acerca do referendo da Catalunha

UMA PERSPETIVA ANARQUISTA SOBRE O REFERENDO DA CATALUNHA /DEBATE

Quinta-feira, 28 de Setembro, às 19:00

Os nacionalismos catalão e espanhol encontram-se em pé de guerra. Mais uma vez. Entre ambos as tensões estão a atingir um pico: o referendo para o próximo 1-0 que foi convocado pelas forças independentistas provocou já uma onda de repressão institucional e, pouco a pouco, nas ruas da Catalunha o policiamento do espaço público atinge-se o limite.

Perante isto… Que pontos e nexos em comum terão todos os nacionalismos? Porque é que nas cartilhas de ambosbencaramos com duas burguesias com modelos de Estados diferentes? A língua, a cultura, a tradição são construções sociais e justificativas de uma série de interesses ou pelo contrário motivos autênticos pelos quais lutar? Que propomos nós enquanto anarquistas na defesa da liberdade individual e coletiva contra o imperialismo e todos os tipos de imposição cultural? O estado, a nação e o país são conceitos intrinsecamente vinculados? Será o referendo um novo passo na busca da legitimação da democracia? Por que a luta deve partir do direito de voto, contornando o facto do voto implicar que se delegue e se desactive a iniciativa revolucionária? Em que é que se diferenciam os independências de esquerdas e de direitas? Como poderemos intervir como anarquistas entre duas posturas se não nos convencem nenhuma delas? Que vai suceder se tomarmos posição nas ruas da Catalunha? Ficamos em casa? Procuramos gerar a ruptura total com políticos, defensores do Estado e democracia, enquanto apostamos pela total liberdade do indivíduo a desenvolver a cultura que mais estime? Que possibilidades e potencialidades a conjuntura actual  oferecerá a um processo revolucionário ou insurrecional?

Tudo isto e muito mais é o que pretendemos debater com todxs aquelxs que estejam interessadxs em tentar abordar o próximo referendo do 1-0 na Catalunha numa perspectiva anti-autoritária: Com vista a isso propomos como ponto de partida a leitura dos seguintes textos:

-“Toda a negação é determinação. Algumas ideias soltas sobre a independência na Catalunha”. Publicação Aversión nº6
-”A Cultura como forma de opressão: Contra o “anarco-independentismo”. Germinal Libertario. Suplemento nº4 sobre nacionalismo
-“Nação e nacionalismo: o atractivo do manjar envenenado”,
Contragolpes nº2.
-Extratos do livro “O persistente atrativo do nacionalismo”,
Fredy Perlman

Textos disponíveis em: //contramadriz.espivblogs.net/

Quinta-feira, 28 de Setembro, às 7:00 da tarde, no Local Anarquista Motín, Rua Matilde Hernández 47 (Metro Oporto/Vista Alegre) Madrid

Contacto: localanarquistamotin@riseup.net

Para mais informações: localanarquistamotin

cartaz em pdf aqui

em espanhol l alemão

Madrid: Dispositivo explosivo-incendiário em solidariedade com companheira condenada na Alemanha

Na noite de 7 de Junho colocou-se um dispositivo explosivo-incendiário numa sucursal do Bankia, situada na colónia Mirasierra de Madrid, perturbando a tranquilidade da classe média-alta que ali reside. Esta urbanização está povoada de chalés e equipada com vídeo-vigilância e patrulha de segurança privada, longe da miséria que cimenta o nível de vida dos seus habitantes.

Esta ação foi realizada depois de ser conhecida a sentença da nossa companheira, condenada por expropriações na Alemanha e à qual queremos enviar todo o calor do nosso incêndio. Enquadramos também a nossa ação na chamada contra a Cimeira do G20, em Hamburgo.

Também nesta noite explodiu a nossa raiva e revolta perante a impotência do quotidiano, como tentativa de sair da passividade e devolver alguma da violência em que vivemos. Fartxs da vida programada e da atividade política, também programada. Queremos abraçar, através deste acto, todxs xs que caíram na ação e lutar contra a morte, na qual a passividade nos mantém.

Que a solidariedade entre ácratas não seja só uma palavra escrita! Pela anarquia!

Madrid, Espanha: Ataque incendiário contra a Polícia Nacional

Comunicado recebido a 1/6/2017:

Na noite de 24 para 25 de Março, após meses de preparação, entramos na Unidade de Cavalaria da Polícia Nacional em Madrid – pulando a cerca – e deixamos um dispositivo incendiário debaixo de um dos seus veículos.

Realizamos este ataque contra a Cimeira do G20 e dedicámo-lo a todxs xs anarquistas presxs.

em grego, inglês

Madrid, Espanha: I Encontro contra o sistema Tecno-Industrial e seu Mundo [26 a 28 de Maio]

Porquê  um “Encontro contra o Sistema Tecno-Industrial” (STI)?
Entendemos o Sistema Tecno-Industrial como uma organização social autoritária, com determinadas características como sejam: hierarquias, autoridade, centralidade, relações sociais mediatizadas pelo mercado e tecnologia, sociedade de massas, controlo social, alienação, imposição da técnica e da tecnologia, vida administrada e gerida, ideologia do progresso, falta de limites e um grande etc…

Tudo isso nos leva a uma vida artificial e totalmente colonizada, em todos os seus aspectos, onde tudo o que é vivo sobre o planeta sofre uma lenta agonia, sendo substituído a cada dia e a cada movimento por máquinas com algoritmos que já decidem e pensam por nós, deixando relegado o humano (ou pelo menos o que resta dele) a um segundo plano. Uma vida onde a programação e a ordem criaram um mundo morto (embora programem o nascimento de meninos e meninas ou outros animais de diferentes espécies) onde o quantitativo e os dados informatizaram a nossa vida, tornando-a virtual, onde já estão planificadas as nossas paixões e desejos (se assim nos quiserem, no melhor dos casos) onde o espontâneo é uma técnica da criação programada e não uma expressão de liberdade estranha ao eficaz e ao eficiente.

E todos os dias vemos como todas estas nocividades nos afectam e se acolhem em todos os aspectos das nossas vidas, ampliando as redes da dominação contra a nossa autonomia. Usamos as ferramentas com que nos brinda sem reflectir sobre as consequências e a hipocrisia deste facto. Vemos como à nossa volta a natureza morre e morremos também nós, a nossa capacidade de decidir, reflectir, sentir, capacidades trocadas pelas comodidades de telefones inteligentes que nos tornam um pouco mais submissos e submissas a cada dia que passa; que deterioram, através de cada novo desnecessário, o avanço da nossa capacidade de construir una vida afastada deste sistema.

Tudo isto ocorre num mundo inundado por nocividades e novas tecnologias que a cada dia que passa colocam outra anilha nas nossas cadeias de escravos e escravas, auto-mutilando-nos e criando extensões artificiais de nós mesmos. Um mundo de aterro que se afoga no seu próprio lixo tecnológico (como acontece já no sudeste da Ásia e em África), onde novas e velhas formas de dominação e do artificial (biotecnologia, nanotecnologia, biotecnologia sintética, robótica, inteligência artificial, reprodução artificial, agroquímica, etc…) se estendem a todos e a cada um dos pontos do planeta (seja terra, ar ou mar) e aos seus habitantes, criando um mundo cada vez mais autoritário e afastado do nosso ideal de liberdade.

Como anarquistas e inimigos e inimigas de toda a autoridade e nocividade,vimos por isto a necessidade de organizar este Encontro. A seguir apresentamos-vos o cartaz e a programação. Sem mais, esperamos ver-vxs.

Toda a informação em
contratodanocividad.noblogs.org
No cartaz pode ler-se:

I ENCONTRO ANARQUISTA CONTRA O SISTEMA TECNO-INDUSTRIAL E SEU MUNDO
wwwcontratodanocividad.noblogs.org

Sexta-feira 26, 19:00: Uma luta contra a nocividade. Exploração mineira a céu aberto. A cargo da Associação Cambalache.

Sábado 27, 12:00: Conversa-Passeio ” A nocividade na sociedade industrial capitalista” a cargo de Negre i Verd

Sábado 27, 17:00: A nova transgenia. A edição de genes, uma ferramenta de dominação cujo objetivo é o controlo da vida. Por Moai.

Sábado 27, 19:00: A criação de uma sociedade artificial e tecno-totalitária, através da convergência das diversas ciências. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 12:00: Solidariedade e Cumplicidade. à volta da tentativa de ataque à IBM. A cargo de Constantino Ragusa.

Domingo 28, 17:00: Internet e Novas Tecnologias. Ferramentas de Domínio. A cargo de Cul de Sac.

Domingo 28, 19:00: Debate: Estratégia e situação dxs anarquistas perante o sistema tecno-industrial. Pontos do debate na web.

Comida 100% vegetariana – Espaço para distribuidoras – Cartas a presxs – Exposição fotográfica

CONTRA TODA A DOMINAÇÃO, PELA LIBERTAÇÃO TOTAL
O encontro terá lugar nos dias 26, 27 e 28 de Maio no C.S.O. La Gatonera (Madrid)

C.S.O La Gatonera, c/ Valentin Laguno nº 32, Metro Oporto
encuentromadrid2017@riseup.net

Espanha: Ataque incendiário contra carro de segurança privada em Madrid

Na madrugada da passada 2ª feira, 27 de Março, um carro da Securitas Direct  morreu entre chamas, na zona da Cidade Universitária, em Madrid. Cinco litros de gasolina foram mais que suficientes para acabar com a sua vida. Após isto, só esperamos que o nosso calor chegue às companheiras sequestradas nas prisões do Estado Alemão – enchendo-as de força – e que muitos outros carros das forças repressivas, públicas ou privadas, tenham este mesmo destino.

Desprezamos tanto esta realidade como todas aquelas estruturas e pessoas que a protegem e queremos que isto só  seja um pequeno aquecimento e um aviso, um entre tantos outros que já sucederam e sucederão, para a Cimeira do G20 que se celebrará em Hamburgo, neste verão.

Morte ao estado e viva a anarquia.

Célula incendiária pelo colapso

em grego

Espanha: Ações diretas em Madrid

Na passada noite de 16 de Março estávamos novamente cheios de raiva. Estamos cansadxs de palavras, de comodidade, de ler e falar, de ver como a repressão golpeia os nossos corpos e mentes.

Assim, nessa noite, decidimos agruparmos-nos entre afins e que essa raiva se unisse com a alegria de nos podermos encontrar e deixar fluir de forma espontânea esse momento. Para, de alguma forma, atacarmos e sabotarmos os símbolos que se encontravam a jeito.

Atacámos uma dezena de caixas automáticas de diferentes entidades bancárias, bloqueamos as fechaduras de estabelecimentos de beleza, companhias de telefone, talhos, lojas de animais e lugares de apostas desportivas – onde se utilizam alguns animais para entretimento humano, imobiliárias e a sede de um partido político. Também um Mercadona, supermercado que colabora com os nazis do Hogar Social, deixando que ponham os seus postos de recolhida de alimentos. Tudo isto acompanhado de pintadas que explicaram os porquês.

Parece-nos importante escrever estas palavras porque sabemos que o sistema tenta tapar aquilo que na noite se assinala e se suja. Também nos apetecia compartilhar essa divertida noite para que forneça um pouco de força e de motivação. Para que não seja só uma noite mas muitas, as noites que sintamos como nossas. Enquanto fazíamos isso, nas nossas cabeças e pensamentos estavam as companheiras de Aachen – aproveitando estas linhas, mandamos-lhes calor e força.

Contra o Estado, não esquecemos o hetero-patriarcado e todas as formas de autoridade.

As ruas e a noite também são nossas.
Viva a anarquia!

espanhol, grego

Madrid: Fotos da manif em solidariedade com xs anarquistas acusadxs de assalto em Aachen

Que delito é roubar um banco quando comparado com fundá-lo?
Nem culpadxs nem inocentes!

Solidariedade rebelde
Presxs anarquistas para casa
Nem domesticadas nem amordaçadas

Liberdade imediata para as presas acusadas de expropriar bancos na Alemanha

A manif de sábado [21/1/2017],em Madrid – em solidariedade com as detidas acusadas de roubar bancos na Alemanha – terminou com dezenas de identificadxs, não havendo detidxs.

em espanhol, alemão

Espanha: Mês de solidariedade (19 Nov/19 Dez) – 10,100,1000 centros sociais okupados

Mês da solidariedade e luta pela Okupação.
Mês da solidariedade e luta pela Okupação.

A maneira de expressar o apoio depende dos meios e das possibilidades que cada um ou uma, mas sugerimos que se procure estender, enquanto for necessário, as ações de todos os tipos e atividades que ilustrem a nossa posição e determinação de serem feitas durante este mês, não cedendo nem ao Estado nem às suas chantagens.

Com esse fim criamos a web: okupamadrid.espivblogs.net onde iremos recolher e enviar a todos as ações, declarações, apelos.

Entendemos a okupação como uma ferramenta de luta cujo objetivo principal não será a criação de espaços onde se desenrolem atividades lúdico-culturais mas sim uma estratégia de combate na qual a teoria e a prática tomam forma em simultâneo atacando um dos pilares básicos da Democracia capitalista: a propriedade. A sua importância transcende o puramente logístico, facilitando a aproximação entre companheirxs, gerando redes de afinidade, difusão e solidariedade, pontos de encontro onde debater, fazer autocrítica e compartilhar experiências. A okupação não é um fim mas sobretudo um meio que permite que nos organizemos e conspiremos. Uma expressão tangível da ideia de “faz-lo tu mesmx”.

O poder tem-se dedicado a fundo para eliminar a partir da raiz qualquer projeto de auto-gestão pois através deles evidencia-se a capacidade das pessoas para se auto-organizarem à margem do sistema. As estratégias desenvolvidas nesse sentido têm sido muitas. Das formas de repressão mais duras – rusgas, detenções, montagens policiais, etc. até outras mais “simpáticas” baseadas na via da negociação. Apesar das diferenças estéticas, o fim último de todas estas estratégias é sem tirar nem pôr o controlo e a domesticação (DAS NOSSAS IDEIAS E PRÁTICAS) dos movimentos sociais.

Há já algum tempo que a Câmara Municipal de Madrid, uma das auto-denominadas  câmaras “da mudança”, pôs em marcha uma campanha de acosso, intimidação e desgaste contra os centros sociais okupados da cidade. Mascarando as suas intenções reais com uma atitude de diálogo imposta, emprega a chantagem para conseguir a assimilação destes colectivos. O que nos venderam como um exercício de tolerância e entendimento, como um esforço de criação de tecido social não passa de uma intenção de desmobilização e debilitamento de todxs aquelxs que não passam pelo aro. Utilizando mecanismos burocráticos como as revisões do estado dos edifícios ou a necessidade de inspeção das atividades desenvolvidas a câmara oferece duas únicas opções: ou a regularização ou o despejo. Dá-se a possibilidade de continuar com as atividades dos centros sociais sempre e quando passarem a estar supervisionadas pela autoridade competente; ou na localização atual mas constituindo-se em associações legalmente reconhecidas ou então solicitando la cessação de outro espaço público. Como método de pressão recorre-se a sanções administrativas, avaliações, inspeções, identificações assim como visitas reiteradas da polícia municipal. O quadro regulamentar no qual são definidas as diretrizes da atribuição dos espaços públicos para grupos da cidade, aprovado pelo conselho municipal em fevereiro de 2016, estabelece as bases para polarizar o movimento de okupação, mais uma vez, entre projectos legais e ilegais.

Como anarquistas acreditamos que a okupação não é passível de legalização quando precisamente o seu objetivo é transgredir todas as regras que a estrutura política, social e económica nos impôs. Aceitar as suas normas suporia legitimar a sua tutela. Posicionamos-nos frontalmente contra a criação de espaços okupados sob o abrigo de qualquer instituição do Estado e recusamos toda a negociação, pacto ou diálogo que implique renunciar total ou parcialmente às nossas posições de ação e de confronto direto.

Acreditamos no conflito. Acreditamos que quem queira derrotar o Estado não o pode combater a partir de dentro. Por isso mesmo, chamamos à solidariedade com os centros sociais okupados ameaçadops de desalojo em Madrid e, por extensão, com todas as okupações que enfrentam o poder, não cedendo às suas ameaças.

A maneira de expressar o apoio depende dos meios e das possibilidades que cada um/a tenha mas incentivamos a que, durante este mês, e se possível por muito mais tempo enquanto faça falta, se realizem ações de todo o tipo assim como atividades que tornem visível a nossa determinação de não ceder nem ao estado nem às suas chantagens.

Multipliquemos as ideias e práticas anti-autoritárias de solidariedade e luta.

10,100,1000 Centros Sociais Okupados

em inglês italiano alemão

Madrid: Amotinação no C.I.E. de Aluche

motin-alucheNa noite passada, de 18 para 19 de Outubro de 2016, vários dos imigrantes que se  encontravam presos no C.I.E. de Aluche [Centro de Internamento de Estrangeiros] amotinaram-se no telhado para protestar ao grito de “liberdade”.

Algumas pessoas solidárias acercaram-se de forma expontânea a mostrar-lhes o seu apoio, devolvendo os gritos de coragem e lançando petardos para que os presos se dessem conta de que não estavam sózinhos.

Segundo fontes jornalísticas e policiais o motim terminou após 11 horas, sem feridos.

Na zona encontravam-se alguns carros da polícia, furgonetas de anti-motins e um helicóptero un helicóptero vigiando, acompanhados do vereador de segurança e emergências de Ahora Madrid, Javier Barbero, do de economia e fazenda Carlos Sanchez Mato e ainda os vereadores  do distrito de La Latina, Esther Gómez e Guillermo Zapata. Estes novos magnatas da “política de mudança” continuam a representar a defesa das fronteiras, a repressão contra os imigrantes e todo o dissidente político e a mais que dá e sobra presença policial nos bairros de Madrid. Eles igualmente são os responsáveis das políticas migratórias atuais e continuarão a trabalhar ombro a ombro com o poder de qualquer país que lhes exija tomarem medidas estritas quanto às pessoas imigrantes. A sua aparente preocupação e solidariedade é só “dar-se ares” político. Não necessitamos da sua compaixão, não queremos ser parte da sua campanha eleitoral, não caíremos nas suas mentiras.

Não é a primeira vez que ocorre algo assim no C.I.E. de Aluche, um centro de internamento que se encontra no meio do bairro de Aluche e a sua assimilação tem feito com que a presença desta aberração se tenha convertido em algo normal.

Esperamos que continuem a suceder este tipo de ações de rebeldia por parte dos presos assim como esperamos quebrar a maldita calma e normalidade que este edifício representa. Que corra a voz entre os solidários em ocasiões como esta, faz com que não se isolem as vozes dos amotinados no meio da noite, num bairro como Aluche ou onde quer que seja.

SOLIDARIEDADE COM OS PRESOS AMOTINADOS NO C.I.E. DE ALUCHE QUE AGUENTARAM 11 HORAS SOB CHUVA NO TELHADO DA PRISÃO.

ABAIXO AS FRONTEIRAS, AS NAÇÕES E QUEM AS  VIGIAM

ATÉ QUE SE DERRUBE A ÚLTIMA DAS PRISÕES

em grego

Madrid: “Estado de terror e massacre de humanos e não humanos na Turquia” em debate – 10/08

estadodeterror150Estado de terror e massacre de humanos e não humanos na Turquia – Quarta-feira, 10 de Agosto às 19h no Local Anarquista Magdalena (Dos Hermanas, 11 – Metro: Tirso de Molina)

Desde o massacre de Roboski a 28 de Dezembro de 2011 que a matança sistemática de humanos e não humanos é uma prática habitual do governo turco. Algumas organizações estão a levar a cabo a cabo um trabalho de documentação e denúncia internacional desta situação, dando importância a todas as vidas arrancadas, independentemente da espécie a que pertençam. Para além disso, realizam trabalho de protesto a nível local, assim como a sua difusão e estão a lançar una campanha de objeção de consciência total. Companheirxs que residem no Estado turco falarão sobre esta problemática assim como sobre as resistências que se estão a desenvolver para a enfrentar.

Espanha: Palavras do companheiro Tonni, após fuga do centro onde o encerravam

group therapyA 30 de Abril Tonni, um chavalo anarquista de Madrid, foi sequestrado por seu pai e mãe e encerrado num “centro terapêutico familar” (o que resulta ser física e vivencialmente um reformatório). É em centros como este que se encerram centenas de jovens e crianças por se mostrarem insubmissxs perante as exigências das suas famílias seja pela sua ideologia, forma de vida, consumo de drogas, ou inclusive  por serem maricas, fufas, trans – neste caso, diferentemente dos reformatórios convencionais, sem necessidade de ordem judicial e a troco de 4000€ e da acusação das suas famílias.

A seguir o comunicado sobre Tonni:

Há quase três meses que me quiseram cortar laços que eram inquebráveis, quiseram refrear os nossos actos e encerrar as nossas ideias entre muros plenos de psicólogos e video-vigilância. Apesar disso nem um só dia do confinamento passou despercebido, a solidariedade entre anarquistas nunca foi só palavra escrita e sobrepõe-se a todas as jaulas, a todos os golpes e ao roubo de todos os abraços.

A 16 de Julho, a amizade e a rebeldia derrubaram os muros e o nosso companheiro Tonni fugiu do centro no qual o encerravam, escapando da autoridade que o quis destruir, para continuar a luta pela liberdade. Ainda sobram muros para derrubar.

Sentimos de tudo; medo, entusiasmo, raiva, motivação, ansiedade, felicidade…Às vezes parecia que os nossos inimigos estavam sempre um passo à frente e que nem se podia pensar sequer em actuar sem que eles o soubessem. Contudo pensamos-lo e fizemos-lo e no fim ficamos  juntos. A liberdade é imparável e isto sabem-lo bem os milhares de animais humanos e não humanos que conseguem deixar para trás as suas condições de confinamento e/ou exploração. Tu também podes deixar para trás os muros que nos cercam e ajudar outrxs a fazê-lo.
O nosso amor não cabe nas suas jaulas, fogo a todas as prisões e viva a anarquia!

A seguir, transcrevemos umas palavras do companheiro para os miseráveis adultos:

Cada vez que vocês me diziam que não podia contar com os meus amigos, que eram más pessoas e que me levavam por mau caminho, acercava-me eu mais delxs e  demonstravam-me elxs que podia contar com elxs.  Cada vez que não aceitavam a minha maneira de ser e viver afastava-me mais eu da vossa vida.  De cada vez que me encerraram acabei eu por fugir; do instituto, da vossa casa, do centro. Podeis começar a esquecer-me pois não voltareis a encerrar-me.

Mónica Caballero e Francisco Solar a aguardar julgamento na prisão de Estremera, Madrid

1_moralNenhuma luta foi ganha apelando à moral do opressor

Xs companheirxs encontram-se atualmente na prisão de Estremera, em Madrid, à espera do julgamento, nos dias 8, 9 e 10 de Março.

Para lhes escrever:

Mónica Andrea Caballero Sepúlveda
Francisco Solar Dominguez

Centro Penitenciario Madrid VII
M.241. Km. 5750. Estremera. Madrid
28595 – Espanha

Até que todxs sejamos livres, solidariedade activa, combativa e internacionalista

em espanhol

Espanha: Detenções de membrxs do Straight Edge Madrid

mitinRecebido a 4 de Novembro:

5 membrxs do Straight Edge Madrid detidxs esta manhã.

5 companheirxs mais, uma mesma luta!

Durante a madrugada de 4 de Novembro de 2015 a brigada de informação irrompeu nas casas de cinco companheirxs pertencentes ao colectivo STRAIGHT EDGE MADRID, registando lugares e apreendendo material do colectivo. Os registos terminaram com a detenção de cinco companheirxs xs quais se encontram detidxs na esquadra de Moratalaz, não podendo falar com um advogado até amanhã. Espera-se que passem à disposição judicial na sexta-feira.

Esta é uma nova operação contra o movimento anarquista após a segunda edição da Operação Pandora – onde companheirxs de Barcelona (bairros de Gracia, Sant Andreu e Sants) e em Manresa foram detidxs por suposta pertença aos GAC (Grupos Anarquistas Coordenados), um delxs encontra-se em prisão preventiva.

Neste mesmo ano, há uns meses, viveu-se em Madrid, Barcelona, Palencia e Granada a chamada Operação Piñata onde ocorreu o mesmo: registos de lugares e de centros sociais- acabando com a detenção de 15 pessoas acusadas de “pertença a organização terrorista”.

Em Dezembro de 2014 observámos a chamada Operação Pandora, onde tinha também ocorrido o mesmo padrão: a polícia irrompeu em 14 casas e centros sociais e foram detidxs 11 anarquistas em Barcelona, Sabadell, Manresa e Madrid. Não podemos esquecer xs nossxs companheirxs confinadxs desde 2013, Monica e Francisco, xs quais desde o primeiro momento foram enviadxs para a prisão em regime F.I.E.S (Ilegalizado pelo Tribunal Supremo) acusadxs de colocar um aparelho explosivo na Basílica del Pilar em Saragoça, sem ter ferido ninguém.

Tudo isto tem um só nome: Repressão. Repressão ao movimento anarquista – pelo qual estamos a lutar, para serem criados pontos de vista e espaços livres de toda a autoridade. Não somos nem culpadxs nem inocentxs, somos anarquistas.

Perante a sua repressão a nossa solidariedade como arma.
Se ser anarquista é um delito, então somos delinquentes!

Solidariedade com xs anarquistas detidxs!

espanhol

Espanha: Nova operação repressiva de 28/10 salda-se com prisão preventiva de um companheiro

A nossa solidariedade é mais forte do que as suas grades Liberdade anarquistas presxs
A nossa solidariedade é mais forte do que as suas grades
Liberdade anarquistas presxs!!

Novamente os mecanismos do Estado Espanhol foram postos em marcha para tentar fazer desaparecer as ideias, as práticas e os objetivos consigo mais antagónicos – pretendendo atingir xs que permaneçam, após cada onda repressiva, solidariamente ao lado de todxs xs que foram detidxs e dxs que a qualquer momento são susceptíveis de o ser.

Uma nova operação anti-anarquista teve início a 28 de Outubro de 2015, com invasões policiais em casas e locais de Barcelona e Manresa. Trata-se de uma extensão do que foi a “Operação Pandora” realizada em Dezembro de 2014, precedida pela “Operação Columna”, levada a cabo em Novembro de 2013 e continuada pela “Operação Piñata” em Março de 2015; uma sucessão de golpes às ideias anarquistas que se salda com mais de 40 detidxs nestas circunstâncias em Espanha, num tempo recorde de dois anos.

No dia 30 de Outubro já tinham passado à disposição judicial, na Audiência Nacional, os nove anarquistas detidos dois dias antes na Catalunha, acusados de pertença a organização terrorista – fez-se referência novamente aos “Grupos Anarquistas Coordenados”. Oito dos companheiros saíram em liberdade (6 deles com fiança), ficando um companheiro em prisão preventiva.

Sucederam-se diversas concentrações e manifestações espontâneas de solidariedade e repúdio em Madrid, Barcelona, Manresa, Zaragoza e noutras localidades.

Sem medo e com determinação, faremos novamente frente a esta ofensiva e responderemos aos ataques do Estado da única forma que entendem: Com a ação direta, um dos pilares básicos das ideias que tentam fazer desaparecer.

QUEREMOS XS NOSSXS COMPANHEIRXS EM LIBERDADE

LIBERDADE PARA TODXS

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA

A direção do compa

Enrique Costoya Allegue
CP Madrid V Soto del Real
Ctra M-609, km 3,5 Módulo 15
28791 Soto del Real (Madrid)
Espãna – Espanha

Em espanhol 1  2  3

Estado espanhol: Prorrogada a prisão preventiva de Mónica e Francisco

frontlineNa terça-feira, 27 de Outubro, ocorreu o vis-à-vis onde iria ser decidido se prorrogavam a prisão preventiva a Mónica e Francisco ou se, pelo contrário, os punham em liberdade à espera de julgamento. No final, a prisão preventiva foi prorrogada.

Apesar da legislação espanhola contemplar os dois anos como período máximo em que uma pessoa pode permanecer em prisão preventiva, o Estado tem a possibilidade de a alargar (argumentando com algum tipo de excepcionalidade no caso) durante dois anos mais, e já o fez.

Há dois anos, a 13 de Novembro de 2013. foram detidxs juntamente com mais três pçessoas, em relação às quais o caso ficou arquivado. Mónica e Francisco estão à espera de julgamento, acusadxs de pertencer a organização terrorista, de estragos e de conspiração.

No mesmo dia em que saíu esta resolução, detêm 9 pessoas num novo golpe ao anarquismo, em Barcelona e Manresa, com dez buscas em várias casas e locais. Perante isto só nos resta encaixar os golpes e seguir para a frente, demonstrando-lhe que não estamos sós e que não conseguirão parar-nos.

PODERÃO NOS DETER, MAS NÃO NOS PARAR.

LIBERDADE ANARQUISTAS PRESXS!

SOLIDARIEDADE COM OS DETIDOS!

QUEREMOS XS NOSSXS COMPANHEIRXS NA RUA, JÁ!

espanhol

Madrid: Concentração solidária com Mónica Caballero e Francisco Solar – 27/10

mitinCONCENTRAÇÃO NA AUDIÊNCIA NACIONAL  POR MÓNICA E FRANCISCO

TERÇA-FEIRA 27 DE OUTUBRO
09:00H

JUNÇÃO DA RUA GÉNOVA COM A RUA GARCÍA GUTIERREZ

Nesta terça-feira, 27 de Outubro, celebrar-se-á  o vis-à-vis de dois dos detidxs na operação Columna em Novembro de 2013, na Audiência Nacional.

Após passarem quase dois anos em prisão preventiva (a 13 de Novembro cumpririam os dois anos), terão de resolver se lhes prorrogam a prisão preventiva dois anos mais ou se lhes dão a liberdade provisória à espera de julgamento. Por isso, esta terça-feira, às 9:00, estaremos com elxs às portas da audiência, porque não estão sózinhxs, porque não vão conseguir travar a nossa solidariedade.

Poderão deter-nos, mas não parar-nos.

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA

Se decretarem a prorrogação da prisão preventiva vemos-nos a todxs às 20:00 na Praça de Tirso de Molina.

espanhol

Madrid: Solidariedade com xs grevistas de fome na Grécia

No domingo, 8/03/2015,  realizamos um pequeno ato contrainformativo de solidariedade com os companheiros em greve de fome.

Colocamos uma faixa na praça central de Tirso de Molina (Madrid) com o lema: “Syriza mantém prisões especiais de isolamento, solidariedade com xs presxs em greve de fome” acompanhada de uns cartazes com o comunicado de início de greve de fome da Rede de Lutadores Presos (DAK).

Nenhum governo nos dará a liberdade, só a luta nos tornará livres.

Viva a Anarquia!

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