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Grécia: «Comunicado de guerra» dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo

Nota de Contra Info:

Nos princípios de Janeiro de 2014 Christodoulos Xiros, membro condenado da organização marxista-leninista 17 Novembro (17N), encontrava-se em fuga após uma permissão de saída da prisão, à qual não regressou. A polícía grega pôs a sua cabeça a prémio por uma enorme quantia além de realizar una série de buscas em várias casas em Atenas e Tessalónica (como no caso do entorno da ex-okupa Nadir).

Após um ano, a 3 de Janeiro de 2015, Christodoulos Xiros foi localizado e recapturado próximo de Anavyssos, na região de Ática, sem resistir à sua detenção. A casa que utilizava foi detalhadamente registrada peos serviços antiterroristas: encontraram armas de fogo, explosivos e objetos vários, entre eles um cartão de identidade falsificado com a foto de uma mulher jovem, cujo nome verdadeiro parece ser Angeliki. Na mesma noite, forças da unidade especial antiterrorista EKAM e agentes da segurança estatal invadiram o módulo A das prisões de homens de Koridallos e pouco depois os anarquistas presos Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros presos da CCF, assim como dois anarquistas presos mais (acusados como supostos membros da CCF), Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis (que assumiu a responsabilidade pelo Comando Mauricio Morales – FAI/FRI), foram separados da população geral da prisão e transferidos à seção especial das prisões de mulheres de Koridallos. Apesar da transferência a moral dos compas continua alta.

Pouco antes das eleições de 25 de Janeiro de 2015, os aparelhos de Estado desencadearam outro círculo de histeria mediática, em busca de indivíduos que possam estar vinculados com Christodoulos Xiros e/ou com xs  membros presxs da CCF. A polícia invadiu também diversas casas noutras cidades gregas enquanto publicava a foto da mulher que aparece no bilhete de identidade falsificado. Simultaneamente diziam ter encontrado notas que indicavam que se estava a planificar um assalto às prisões de Koridallos, com o objetivo de ajudar xs membros presxs da CCF a escapar. Em resposta às reportagens policiais sobre a «prevenção de um ataque terrorista» relacionado com o caso da tentativa de fuga, o núcleo de membros presxs da CCF sacou a público um comunicado enviando a sua forças e solidariedade com as pessoas anónimas  que estão a ser alvo de busca pela sua suposta participação na planificação da fuga.

Segue-se a sua carta mais recente, a partir de Koridallos, traduzida do original em grego em Asirmatista

hCOMUNICADO DE GUERRA

« Disparei-lhe uma bala na boca pelas mentiras que dizia e outra bala na mão pelas sujeiras que escrevia »
–Jacques Mesrine sobre o sequestro de um jornalista francês

A guerra suja e a desvergonha dos jornalistas sobre o caso da intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo não tem limites. Puseram em ponto de mira a companheira Angeliki, chantageando sentimentalmente os seus pais e difundindo asquerosas mentiras pela sua suposta relação como amiga do detido.

Angeliki é amiga da insurreição, da anarquia, da liberdade.

Se houvessem mais pessoas como a Angeliki, a luta e a anarquia seriam a única realidade possível.

CABRÕES, INFORMADORES, JORNALISTAS – VINGAR-NOS-EMOS.

Força e solidariedade por todos os meios com a companheira Angeliki e para todxs xs perseguidxs pelo mesmo caso.

As Células estarão sempre a seu lado…

Conspiração de Células de Fogo

Olga Ekonomidou
Giorgos Polidoros
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Haris Hadjimihelakis
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos
Panagiotis Argirou                                                             

 espanhol     francês

Atenas, Grécia: Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão!

LaunchingSpyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão em 12 de Janeiro de 2015,  após terem atingido o prazo máximo de 18 meses de prisão preventiva.

Os dois anarquistas foram detidos em 11 de Julho de 2013 em Tessalónica, e, em seguida, enviados para a prisão de Koridallos,  em Atenas, em prisão preventiva e sob acusações de terrorismo.

Tsavdaridis assumiu a responsabilidade pelo envio de um pacote – bomba (como célula FAI-FRI sob o nome de Comando Mauricio Morales) a Dimitris Chorianopoulos, ex-comandante da unidade da polícia anti-terrorista, enquanto Mandylas (participante da Nadir, ex-okupa em Tessalónica) negou todas as acusações contra ele.

Os dois companheiros enfrentam julgamento no tribunal especial da prisão de mulheres de Korydallos, ao lado dxs dez membros presxs da Conspiração das Células de Fogo, desde 4 de Junho de 2014. Andreas Tsavdaridis e Spyros Mandylas são acusados de suposta participação na CCF, tentativa de homicídio do ex-comandante da força anti-terrorista, e tentativa de explosão e posse de explosivos (em conexão com o mesmo pacote postal incendiário, ação reivindicada, na Grécia, como parte do “Projeto Fénix”).

Atenas: Reivindicação de “adolescentes armadxs”

Ontem à noite (2/1/2014) incendiamos um autocarro escolar da escola privada Doukas, na zona de Aghios Eleftherios, Atenas.

A única escola que ilumina é a que arde.

Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis.

Viva a organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo.

Vivam as raposas selvagens das metrópoles ocidentais.

Atenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar (presxs em Espanha)
Solidariedade com Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste Vega, acusados no Caso Security (presos no Chile)
Solidariedade com os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai (presos em Itália)
Força ao compa José Miguel Sánchez Jiménez, em greve da fome desde 27 de Novembro (preso no Chile)

Atualização: O companheiro José Miguel Sánchez Jiménez está bem de saúde, encontrando-se atualmente na 9ª secção da prisão “Ex-Penitenciáría” em Santiago do Chile tendo suspendido a sua greve da fome.

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar; solidariedade com Valeria Giacomoni, Gerardo Formoso e Rocío Yune, acusadxs pelos ataques do Comando Insurreccional Mateo Morral (Espanha)
Liberdade ao nosso irmão Gabriel Pombo Da Silva (preso em Espanha)
Liberdade aos irmãos e a irmã presxs da Conspiração das Células do Fogo
Solidariedade com xs presxs da FLA/FLT
Liberdade ao anarquista vegano Walter Bond (preso nos EUA)
Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis, acusados pelo Projeto Fénix. 10, 100, 1000 núcleos da FAI-FRI. Liberdade aos compas da CCF (presxs na Grécia)
Liberdade para todos os prisioneiros da FLA/FLT

Sexta-feira, 29 de Novembro, durante a noite, no centro de Atenas, um grupo de compas anarquistas realizou uma intervenção solidária com xs anarquistas presxs em todo o mundo. Várias palavras de ordem foram pintadas, assim como se lançaram folhetos sobre casos recentes e ainda se colocaram auto-colantes relacionados com os casos dos compas acusadxs pelo Projeto Fénix. Continuar a lerAtenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Atenas, Grécia: Carta do prisioneiro anarquista Andreas Tsavdaridis a partir da prisão de Korydallos

4 de Setembro de 2013

“Para a minha meta desejo ir, continuo a minha caminhada; passarei por cima dos indecisos e dos retardatários. Que seja a minha caminhada o seu ocaso!”
-Friedrich Nietzsche

Este texto não é dirigido ao espaço anarquista oficial e às suas estruturas corroídas. Desprezo os seus estereótipos, o fétido hálito putrefacto da sua fixação e considero que este ambiente “anarquista” de burocratas é um enclave do Poder, já que reproduz os seus valores. Não tenho intenção alguma de fazer relações públicas nem desejo nenhum tipo de solidariedade ou ajuda não oficial de dignatários e subordinados do lifestyle anti-autoritário.

Estou-me a dirigir às minorias; às individualidades que mostram o seu desprezo e que burlam não só a Dominação, mas também os seus serventes, não hesitando em passar à ação contra a essência da civilização contemporânea; a todos/as esses/as anarquistas da práxis, que se alinham com a rede informal da FAI e que furiosamente orquestram os seus planos destrutivos, causando dor de cabeça no campo do inimigo.

A 11 de Julho, fui detido por uma unidade das forças anti-terroristas, quando regressava a casa. Fui colocado no interior de um carro convencional ao seu serviço, em Tessalónica, e passado um par de horas encontrava-me no piso 12 do quartel general da polícia de Atenas. A 17 de Julho fiquei em prisão preventiva e desde então tenho estado encarcerado nas prisões de Korydallos.

Assumo a responsabilidade do envio de um pacote  incendiário ao ex-comandante das forças anti-terroristas, Dimitris Chorianopoulos, como célula da FAI-FRI, sob o nome Comando Mauricio Morales. Continuo sem arrependimento pela minha escolha. Um golpe contra o complexo de segurança é um ataque direto ao coração do sistema; um ataque direto às instituições estatais, as quais operam independentemente da formulação de políticas dos respetivos governos, tendo como missão a perpetuação da Dominação sobre a minha vida.

Creio que o Poder é uma inspiração e uma consequência imediata dos valores da sociedade. O Poder é uma ideia. Parece algo inacessível, como um deus que inunda os pensamentos, os sonhos e os sentimentos dos seus fiéis; uma moderna religião social a que as massas se apressam a ser induzidas. Os/as dominadores/as não se impõem através de um golpe de Estado, mas sim pelo consentimento dos/as seus cidadãos/ãs. Todos os problemas de patogênese social são simplemente o lado obscuro  de um mundo que quer viver sem responsabilidades.

Não creio em nenhuma revolução popular. Qualquer coisa baseada nas massas, o rebanho, leva dentro as sementes da escravidão. Essa multidão, cujos valores são determinados por outros/as, é incapaz de definir a sua própria vida. Este conjunto de forças, mesmo que pudesse ser denominada revolucionária, seria derrubada depois da sua explosão, fosse qual fosse o resultado. Os seus participantes buscam um sistema económico mais favorável, à medida dos seus interesses. Eles/as não estão dispostos/as a derrubar os valores da civilização; mendigam simplemente a reforma-restruturação do capitalismo através de meios não institucionais.

Não creio em nenhum futuro paraíso social, como suposta evolução inevitável de uma metafísica predominância de justiça, a qual consagra o Povo como um messias, com o objetivo de alimentar profecias sociedistas. Aquelas teorias encontram-se plenas de ressentimentos e degradam a noção do Humano à nulidade dos seus criadores e os seus advogados.

Contrariamente aos/às fanáticos/as das mobilizações de massas, enfocados/as na libertação do seu papel social, eu busco a libertação da minha própria individualidade de todo papel social. A minha intenção projetual é a constante revolta anarquista contra todo o sistema, contra toda a sociedade e contra qualquer tipo de moralidade de massas. A minha própria guerra tem a sua base na minha vontade e força e ataco tudo o que insulte a minha Estética. Para mim, a guerra é uma loucura Dionisíaca que não pode ser explicada pelas racionalizações dos/as papagaios sociedistas.

Em minha opinião, a solidariedade com um/a prisioneiro/a de guerra deveria ser sempre levada a cabo para se avançar e reproduzir o motivo pelo qual ele/ela  foi aprisionado/a. Assim, em relação a mim, a única solidariedade que reconheço é a luta pela difusão da ação direta anarquista.

Antes de terminar, gostaria de expressar a minha solidariedade com os/as anarquistas encarcerados por todo o mundo: aos/às compas da CCF, Panagiotis, Giorgos, Makis, Olga, Haris, Christos, Theofilos, Michalis,  Damiano, e Giorgos; aos compas Nicola Gai e Alfredo Cospito em Itália,  que estão acusados da ação da Célula Olga; a Gabriel Pombo da Silva, encarcerado nas prisões espanholas; a Marco Camenish, compa prisioneiro na Suíça; ao não arrependido Thomas Meyer-Falk (ainda encarcerado na  Alemanha). A Jock Palfreeman na Bulgária; ao lutador Hans Niemeyer,  assim como aos bandidos Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste Vega, no Chile. Ao compa Henry Zegarrundo na Bolívia, e ao anarquista Braulio Durán no México. Aos fugitivos/as Felicity Ryder e Diego Ríos: mantenham-se firmes!

Força a todas as células da FAI  no México, Equador, Bolívia, Argentina, Chile, Indonésia, Itália,  Grécia, Espanha, Reino Unido, Holanda, Rússia, Bielorússia, Ucrânia, Finlândia, Brasil e Austrália.

HONRA PARA SEMPRE A MAURÍCIO MORALES

Andreas Tsavdaridis
Dikastiki Filaki Koridallou, A Pteryga, 18110 Koridallos
Atenas, Grécia

Ps1: O “PROJECTO FÉNIX” foi iniciado a 7 de Junho de 2013 pelos/as compas da Célula Sole-Baleno/Conspiração de Células de Fogo/Banda da Consciencia/FAI-FRI com um ataque explosivo ao automóvel privado da  diretora da prisão de Koridallos, pela regeneração e o dinâmico ressurgir da nova guerrilha urbana. O projeto encontrou cúmplices nos rostos dos/as nossos/as irmãos e irmãs em Indonésia. A Unidade da Cólera/FAI-FRI e a Conspiração Internacional pela Vingança/FAI-FRI responderam à chamada e atacaram estruturas do  régime indonésio, implementando respetivamente o terceiro e quinto ato do Projeto Fénix. Os/as irmãos e irmãs demonstraram que o discurso  anarquista, acompanhado de ações, pode superar as enormes distâncias que  nos mantêm separados/as. Sabemos que, embora haja compas que passam dos  seus desejos às ações , nenhum prisionero/a anarquista estará só alguma  vez. Irmãos e irmãs da CIV/FAI-FRI, a vossa ofensiva dá-nos coragem. Os  nossos corações estão convosco. Até ao nosso encontro! Até ao final!

Ps.2: O meu companheiro e amigo Spyros Mandylas de nenhuma maneira está envolvido neste caso.

Grécia: “Quero companheiros, não a massa”, texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai

Segue-se um texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai, publicado em 24 de Outubro, à vista da primeira sessão do julgamento dos dois compas em Génova, realizado a 30 de Outubro de 2013, no qual Alfredo e Nicola reivindicaram a responsabilidade total da ação do Núcleo Olga FAI/FRI, os disparos a Roberto Adinolfi, administrador delegado da empresa Ansaldo Nucleare, de que eram acusados. 

Quero companheiros, não a massa…

Conheço pessoas… pessoas caladas e faladoras, cobardes e insolentes, humildes e arrogantes…

Pessoas que vivem obedientemente como ovelhas e outras, espreitando furtivamente como hienas.

Conheço pessoas que sonham sem fantasia e vivem sem sonhar… pessoas acostumadas a ter os olhos baixos e os ouvidos a receber instruções “acorda”,  “trabalha”, “paga”, “compra”, “acredita”, “compromete-te”…

Pessoas da multidão solitária, que pacientemente esperam na fila da vida… que esperam o amanhã eterno, melhores dias, o futuro optimista, a resposta às suas preces… As que estão à espera de acreditar num qualquer candidato a salvador, num qualquer manipulador do pensamento que lhes prometa uma vida melhor.

Mas os que esperam um amanhã para viver melhor, esses já estão mortos, hoje.

Conheço pessoas, mas poucas são as minhas companheiras.

Morte Lenta ou Insurreição aqui e Agora…

São estes os dois caminhos que se encontram à nossa frente.

Elegemos aquele onde ousam os fortes. É um ar mais limpo e a multidão – que se inclina perante os seus falsos ídolos – não desfeia a nossa estética.

É agradável olhar desde o Alto do Único, mesmo que a multidão deseje em segredo que caias no abismo, para não ter de se envergonhar da sua pequena estatura.

As nossas palavras esculpem como uma navalha o presente e as nossas ações queimam as pontes com o passado…

Com tenacidade e vontade, até que se assassine o Poder.

Por Nicola e Alfredo.
Pelos/as Anarquistas da Praxis.

Os membros da Conspiração de Células de Fogo: Giorgos  Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Christos Tsakalos, Gerasimos  Tsakalos, Olga Ekonomidou, Damiano Bolano, Panagiotis Argirou, Giorgos Polidoros, Theofilos Mavropoulos, Haris Hatzimichelakis

O membro da FAI/FRI Andreas Tsavdaridis e o anarco-nihilista Spyros Mandylas