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Atenas, Grécia: Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão!

LaunchingSpyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis foram libertados da prisão em 12 de Janeiro de 2015,  após terem atingido o prazo máximo de 18 meses de prisão preventiva.

Os dois anarquistas foram detidos em 11 de Julho de 2013 em Tessalónica, e, em seguida, enviados para a prisão de Koridallos,  em Atenas, em prisão preventiva e sob acusações de terrorismo.

Tsavdaridis assumiu a responsabilidade pelo envio de um pacote – bomba (como célula FAI-FRI sob o nome de Comando Mauricio Morales) a Dimitris Chorianopoulos, ex-comandante da unidade da polícia anti-terrorista, enquanto Mandylas (participante da Nadir, ex-okupa em Tessalónica) negou todas as acusações contra ele.

Os dois companheiros enfrentam julgamento no tribunal especial da prisão de mulheres de Korydallos, ao lado dxs dez membros presxs da Conspiração das Células de Fogo, desde 4 de Junho de 2014. Andreas Tsavdaridis e Spyros Mandylas são acusados de suposta participação na CCF, tentativa de homicídio do ex-comandante da força anti-terrorista, e tentativa de explosão e posse de explosivos (em conexão com o mesmo pacote postal incendiário, ação reivindicada, na Grécia, como parte do “Projeto Fénix”).

Atenas: Ataque com granada à sede do canal de televisão SKAI

Bastardos – Delatores – Jornalistas

“Os meios de comunicação de massas são para a democracia o mesmo que os tanques para a ditadura

Os “Núcleos de Nihilistas” assumem a responsabilidade pelo ataque com granada à sede central do canal de bufos SKAI, no sábado, 12 de Julho de 2014, de madrugada.

Na era do império dos mass merda escrevem-se muitas coisas para se só se dizer umas quantas e se esconder a maioria. Os jornalistas apresentam-se como os únicos proprietários da verdade. O que não aparece nas câmaras de televisão, simplemente não existe. Suprime-se… silencia-se… oculta-se…

Tal como se passou com a maior greve de fome (4500 presos) já realizada nas prisões gregas, contra o projecto de lei pela construção de prisões de máxima segurança. A notícia desta greve de fome sem precedentes foi escondida entre as publicidades de telemóveis, detergentes, máquinas eléctricas e os ritmos festivos da Copa do mundo, para que acabasse fragmentada, desfeita, e por fim completamente silenciada.

A luta dxs presxs para que não sejam enterradxs e esquecidxs como mortos-vivos dentro de toneladas de cimento e barras parece que não se encaixa na narração televisiva da vida. Lá, onde a mentira constrói os seus bastiões ideológicos, só o medo e o entontecimento da sociedade do espectáculo têm cabimento. As imagens de pessoas que procuram comida entre o lixo são alternadas com espectaculares desfiles de moda e galas de caridade, enquanto que a notícia do suicídio de milhares de neo-desesperados ex-pequeno-burgueses é esquecida sob a ressonância das fofocas do lifestyle, num infindável negócio televisivo de afasia social… E a vida continua fora da tela, a preto e branco. Uma maneira de pensar massiva e sentimentos com instruções de uso… esta é a fábrica social dos meios de comunicação de massas.

A SKAI com a sua equipa jornalística de lacaios e bufos está a exercer a propaganda do conservadorismo e do medo. Solteironas astutas (I. Mandrou), conselheiros submissos (A. Protosalte), agentes de serviços de informação (Papahelas), lambebotas asquerosos (G. Aftias), cobardes pretenciosos recém-chegados (T. Chatzis), banqueiros histéricos (M. Papadimitriou), todos sob a guia do contrabandista Alafouzos (proprietário do canal) elogiam e santificam as ordens do Poder, enviando à Inquisição qualquer um que se atreva a desafiá-lo.

Poderíamos gastar milhares de palavras para os tele-fiscais pagos. Mas nenhuma ovelha se salvou balindo. No combate contra o existente não vence quem fala “melhor”, mas sim quem transforma as suas palavras em práxis. Por isso não nos agradam os discursos decorados, as análises complexas, a retórica social e a aparentemente séria terminologia política para “justificar” as nossas ações ou para serem agradáveis às massas.

Estamos com a minoria daquelxs a quem não lhes importa as condições objetivas e as etapas intermédias da “revolução social”, e levamos a experiência direta da insurreição anarquista ao aqui e agora…

Do fio da navalha, onde buscamos a verdadeira experiência do ataque, enviamos as nossas saudações e expressamos a nossa cumplicidade com os compas do núcleo de prisão da Conspiração das Células de Fogo, com Andreas Tsavdaridis e Spyros Mandylas que se encontram no módulo A da prisão de Koridallos, com a compa Olga Economidou da CCF, e com todxs aquelxs amigxs dentro das prisões que não se ajoelham perante a tirania do Poder e do desgaste do tempo. Solidariedade e força ao sector na clandestinidade da Conspiração de Células de Fogo, axs compas na Alemanha, Itália, Indonésia, Inglaterra, que reforçam o “Projeto Fénix”, à rede internacional da FAI/FRI e ao guerrilheiro urbano Christodoulos Xiros, que está a ser procurado com uma recompensa pela sua cabeça.

Pensa revolucionariamente, actua ofensivamente.

Núcleos de Nihilistas

Ps (1) A presença de alguns transeuntes que por azar passavam no local e o perigo de se ferirem obrigou-nos a não ampliar o ataque como o tínhamos organizado e limitarmo-nos a atirar a granada… Por certo, na próxima vez não nos limitaremos a um mero simbolismo de amedrontamento…

Ps (2) Cada detenção provisória de guerrilheirxs urbanxs, como a de Nikos Maziotis, é uma razão mais para a agudização dos ataques. Força e cumplicidade com xs compas que assumem a responsabilidade política da luta armada.

Atenas: Reivindicação de “adolescentes armadxs”

Ontem à noite (2/1/2014) incendiamos um autocarro escolar da escola privada Doukas, na zona de Aghios Eleftherios, Atenas.

A única escola que ilumina é a que arde.

Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis.

Viva a organização revolucionária Conspiração de Células de Fogo.

Vivam as raposas selvagens das metrópoles ocidentais.

Atenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar (presxs em Espanha)
Solidariedade com Marcelo Villarroel, Freddy Fuentevilla, Juan Aliste Vega, acusados no Caso Security (presos no Chile)
Solidariedade com os anarquistas Alfredo Cospito e Nicola Gai (presos em Itália)
Força ao compa José Miguel Sánchez Jiménez, em greve da fome desde 27 de Novembro (preso no Chile)

Atualização: O companheiro José Miguel Sánchez Jiménez está bem de saúde, encontrando-se atualmente na 9ª secção da prisão “Ex-Penitenciáría” em Santiago do Chile tendo suspendido a sua greve da fome.

Liberdade a Mónica Caballero e Francisco Solar; solidariedade com Valeria Giacomoni, Gerardo Formoso e Rocío Yune, acusadxs pelos ataques do Comando Insurreccional Mateo Morral (Espanha)
Liberdade ao nosso irmão Gabriel Pombo Da Silva (preso em Espanha)
Liberdade aos irmãos e a irmã presxs da Conspiração das Células do Fogo
Solidariedade com xs presxs da FLA/FLT
Liberdade ao anarquista vegano Walter Bond (preso nos EUA)
Liberdade a Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis, acusados pelo Projeto Fénix. 10, 100, 1000 núcleos da FAI-FRI. Liberdade aos compas da CCF (presxs na Grécia)
Liberdade para todos os prisioneiros da FLA/FLT

Sexta-feira, 29 de Novembro, durante a noite, no centro de Atenas, um grupo de compas anarquistas realizou uma intervenção solidária com xs anarquistas presxs em todo o mundo. Várias palavras de ordem foram pintadas, assim como se lançaram folhetos sobre casos recentes e ainda se colocaram auto-colantes relacionados com os casos dos compas acusadxs pelo Projeto Fénix. Continuar a lerAtenas: Intervenção solidária com prisioneirxs da guerra anarquista em todo o mundo

Atenas, Grécia: Carta do prisioneiro anarquista Andreas Tsavdaridis a partir da prisão de Korydallos

4 de Setembro de 2013

“Para a minha meta desejo ir, continuo a minha caminhada; passarei por cima dos indecisos e dos retardatários. Que seja a minha caminhada o seu ocaso!”
-Friedrich Nietzsche

Este texto não é dirigido ao espaço anarquista oficial e às suas estruturas corroídas. Desprezo os seus estereótipos, o fétido hálito putrefacto da sua fixação e considero que este ambiente “anarquista” de burocratas é um enclave do Poder, já que reproduz os seus valores. Não tenho intenção alguma de fazer relações públicas nem desejo nenhum tipo de solidariedade ou ajuda não oficial de dignatários e subordinados do lifestyle anti-autoritário.

Estou-me a dirigir às minorias; às individualidades que mostram o seu desprezo e que burlam não só a Dominação, mas também os seus serventes, não hesitando em passar à ação contra a essência da civilização contemporânea; a todos/as esses/as anarquistas da práxis, que se alinham com a rede informal da FAI e que furiosamente orquestram os seus planos destrutivos, causando dor de cabeça no campo do inimigo.

A 11 de Julho, fui detido por uma unidade das forças anti-terroristas, quando regressava a casa. Fui colocado no interior de um carro convencional ao seu serviço, em Tessalónica, e passado um par de horas encontrava-me no piso 12 do quartel general da polícia de Atenas. A 17 de Julho fiquei em prisão preventiva e desde então tenho estado encarcerado nas prisões de Korydallos.

Assumo a responsabilidade do envio de um pacote  incendiário ao ex-comandante das forças anti-terroristas, Dimitris Chorianopoulos, como célula da FAI-FRI, sob o nome Comando Mauricio Morales. Continuo sem arrependimento pela minha escolha. Um golpe contra o complexo de segurança é um ataque direto ao coração do sistema; um ataque direto às instituições estatais, as quais operam independentemente da formulação de políticas dos respetivos governos, tendo como missão a perpetuação da Dominação sobre a minha vida.

Creio que o Poder é uma inspiração e uma consequência imediata dos valores da sociedade. O Poder é uma ideia. Parece algo inacessível, como um deus que inunda os pensamentos, os sonhos e os sentimentos dos seus fiéis; uma moderna religião social a que as massas se apressam a ser induzidas. Os/as dominadores/as não se impõem através de um golpe de Estado, mas sim pelo consentimento dos/as seus cidadãos/ãs. Todos os problemas de patogênese social são simplemente o lado obscuro  de um mundo que quer viver sem responsabilidades.

Não creio em nenhuma revolução popular. Qualquer coisa baseada nas massas, o rebanho, leva dentro as sementes da escravidão. Essa multidão, cujos valores são determinados por outros/as, é incapaz de definir a sua própria vida. Este conjunto de forças, mesmo que pudesse ser denominada revolucionária, seria derrubada depois da sua explosão, fosse qual fosse o resultado. Os seus participantes buscam um sistema económico mais favorável, à medida dos seus interesses. Eles/as não estão dispostos/as a derrubar os valores da civilização; mendigam simplemente a reforma-restruturação do capitalismo através de meios não institucionais.

Não creio em nenhum futuro paraíso social, como suposta evolução inevitável de uma metafísica predominância de justiça, a qual consagra o Povo como um messias, com o objetivo de alimentar profecias sociedistas. Aquelas teorias encontram-se plenas de ressentimentos e degradam a noção do Humano à nulidade dos seus criadores e os seus advogados.

Contrariamente aos/às fanáticos/as das mobilizações de massas, enfocados/as na libertação do seu papel social, eu busco a libertação da minha própria individualidade de todo papel social. A minha intenção projetual é a constante revolta anarquista contra todo o sistema, contra toda a sociedade e contra qualquer tipo de moralidade de massas. A minha própria guerra tem a sua base na minha vontade e força e ataco tudo o que insulte a minha Estética. Para mim, a guerra é uma loucura Dionisíaca que não pode ser explicada pelas racionalizações dos/as papagaios sociedistas.

Em minha opinião, a solidariedade com um/a prisioneiro/a de guerra deveria ser sempre levada a cabo para se avançar e reproduzir o motivo pelo qual ele/ela  foi aprisionado/a. Assim, em relação a mim, a única solidariedade que reconheço é a luta pela difusão da ação direta anarquista.

Antes de terminar, gostaria de expressar a minha solidariedade com os/as anarquistas encarcerados por todo o mundo: aos/às compas da CCF, Panagiotis, Giorgos, Makis, Olga, Haris, Christos, Theofilos, Michalis,  Damiano, e Giorgos; aos compas Nicola Gai e Alfredo Cospito em Itália,  que estão acusados da ação da Célula Olga; a Gabriel Pombo da Silva, encarcerado nas prisões espanholas; a Marco Camenish, compa prisioneiro na Suíça; ao não arrependido Thomas Meyer-Falk (ainda encarcerado na  Alemanha). A Jock Palfreeman na Bulgária; ao lutador Hans Niemeyer,  assim como aos bandidos Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste Vega, no Chile. Ao compa Henry Zegarrundo na Bolívia, e ao anarquista Braulio Durán no México. Aos fugitivos/as Felicity Ryder e Diego Ríos: mantenham-se firmes!

Força a todas as células da FAI  no México, Equador, Bolívia, Argentina, Chile, Indonésia, Itália,  Grécia, Espanha, Reino Unido, Holanda, Rússia, Bielorússia, Ucrânia, Finlândia, Brasil e Austrália.

HONRA PARA SEMPRE A MAURÍCIO MORALES

Andreas Tsavdaridis
Dikastiki Filaki Koridallou, A Pteryga, 18110 Koridallos
Atenas, Grécia

Ps1: O “PROJECTO FÉNIX” foi iniciado a 7 de Junho de 2013 pelos/as compas da Célula Sole-Baleno/Conspiração de Células de Fogo/Banda da Consciencia/FAI-FRI com um ataque explosivo ao automóvel privado da  diretora da prisão de Koridallos, pela regeneração e o dinâmico ressurgir da nova guerrilha urbana. O projeto encontrou cúmplices nos rostos dos/as nossos/as irmãos e irmãs em Indonésia. A Unidade da Cólera/FAI-FRI e a Conspiração Internacional pela Vingança/FAI-FRI responderam à chamada e atacaram estruturas do  régime indonésio, implementando respetivamente o terceiro e quinto ato do Projeto Fénix. Os/as irmãos e irmãs demonstraram que o discurso  anarquista, acompanhado de ações, pode superar as enormes distâncias que  nos mantêm separados/as. Sabemos que, embora haja compas que passam dos  seus desejos às ações , nenhum prisionero/a anarquista estará só alguma  vez. Irmãos e irmãs da CIV/FAI-FRI, a vossa ofensiva dá-nos coragem. Os  nossos corações estão convosco. Até ao nosso encontro! Até ao final!

Ps.2: O meu companheiro e amigo Spyros Mandylas de nenhuma maneira está envolvido neste caso.

Grécia: “Quero companheiros, não a massa”, texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai

Segue-se um texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai, publicado em 24 de Outubro, à vista da primeira sessão do julgamento dos dois compas em Génova, realizado a 30 de Outubro de 2013, no qual Alfredo e Nicola reivindicaram a responsabilidade total da ação do Núcleo Olga FAI/FRI, os disparos a Roberto Adinolfi, administrador delegado da empresa Ansaldo Nucleare, de que eram acusados. 

Quero companheiros, não a massa…

Conheço pessoas… pessoas caladas e faladoras, cobardes e insolentes, humildes e arrogantes…

Pessoas que vivem obedientemente como ovelhas e outras, espreitando furtivamente como hienas.

Conheço pessoas que sonham sem fantasia e vivem sem sonhar… pessoas acostumadas a ter os olhos baixos e os ouvidos a receber instruções “acorda”,  “trabalha”, “paga”, “compra”, “acredita”, “compromete-te”…

Pessoas da multidão solitária, que pacientemente esperam na fila da vida… que esperam o amanhã eterno, melhores dias, o futuro optimista, a resposta às suas preces… As que estão à espera de acreditar num qualquer candidato a salvador, num qualquer manipulador do pensamento que lhes prometa uma vida melhor.

Mas os que esperam um amanhã para viver melhor, esses já estão mortos, hoje.

Conheço pessoas, mas poucas são as minhas companheiras.

Morte Lenta ou Insurreição aqui e Agora…

São estes os dois caminhos que se encontram à nossa frente.

Elegemos aquele onde ousam os fortes. É um ar mais limpo e a multidão – que se inclina perante os seus falsos ídolos – não desfeia a nossa estética.

É agradável olhar desde o Alto do Único, mesmo que a multidão deseje em segredo que caias no abismo, para não ter de se envergonhar da sua pequena estatura.

As nossas palavras esculpem como uma navalha o presente e as nossas ações queimam as pontes com o passado…

Com tenacidade e vontade, até que se assassine o Poder.

Por Nicola e Alfredo.
Pelos/as Anarquistas da Praxis.

Os membros da Conspiração de Células de Fogo: Giorgos  Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Christos Tsakalos, Gerasimos  Tsakalos, Olga Ekonomidou, Damiano Bolano, Panagiotis Argirou, Giorgos Polidoros, Theofilos Mavropoulos, Haris Hatzimichelakis

O membro da FAI/FRI Andreas Tsavdaridis e o anarco-nihilista Spyros Mandylas