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Sacco e Vanzetti: Uma viagem através do tempo – Texto de membros da CCF para um evento organizado pela Biblioteca Anárquica Kaos

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Apresenta-se abaixo um texto escrito em Atenas, na Grécia – por vários membros presos da Conspiração de Células de Fogo – para um evento da Okupa Biblioteca Anárquica Kaos, no Brasil.

A todxs xs companheirxs, a todxs xs nossxs irmãos e irmãs anarquistas presentes neste evento organizado pela biblioteca Anárquica Kaos. Deixem que os nossos pensamentos irrompam e viajem para o Brasil de forma a serem enviadas estas breves palavras, com a esperança de que possam sentir um pouco a nossa presença ao vosso lado.

Em resposta ao tema do evento a ter lugar durante a Semana Internacional de Solidariedade aos/às presxs anarquistas gostaríamos de lançar a nossa contribuição pessoal e histórica em relação ao caso de Nicola Sacco e Bartholemeo Vanzetti. A Conspiração de Células de Fogo foi desde o início um grupo anarquista de ação direta que aspirava a um recrudescimento da presença agressiva anarquista na Grécia. Assim, a CCF não hesitou em criticar muitas vezes aquilo que se acreditava estar a ser impeditivo da generalização dessa intensificação. Mas quando a opressão finalmente chegou à nossa porta, aí entendemos completamente que se não estivéssemos ao nível dos nossos padrões ter-nos-íamos recusado a defender a nossa identidade, os nossos pontos de vista políticos e a nossa própria substância. Além do mais, poderíamos ter acabado por estar em completo contraste com as nossas críticas contra outrxs no passado. Deste modo, sete anos após o dia em que a repressão se abateu sobre nós, continuamos na vanguarda da dignidade anarquista, pelo menos de modo que a percepcionamos. Recusamos-nos a nos desonrar de qualquer forma e defendemos o que acreditávamos que tínhamos de defender, pagando o preço da nossa atitude intransigente.

Voltando ao passado, numa época em que dois companheiros – os anarquistas da práxis forjados no fogo da revolta Nicola Sacco e Bartholomeo Vanzetti – foram presos com acusações de expropriação armada e assassinato, enfrentámos desafios que não são de modo algum inéditos. Um fato que beneficia de ampla evidência é que tanto Sacco como Vanzetti participaram em redes militantes informais de afinidade anarquista, todas elas foram afiliadas a publicações como o jornal anarquista Cronaca Sovversiva, em cuja publicação eles próprios ajudaram, publicação essa que apoiava a necessidade de propaganda pela práxis. Sabe-se também que estas redes militantes informais foram responsáveis por uma série de ataques que sacudiram os Estados Unidos de 1914 em diante, ataques esses que estavam a ser financiados por expropriações armadas. Finalmente, é um facto que alguns dos companheiros de Sacco e Vanzetti confidenciaram, após o assassinato dos dois companheiros, que eles eram dois dos cinco ladrões da fábrica de calçados em Braintree, Massachusetts. Um dos companheiros de Sacco e Vanzetti, Mario Buda, por exemplo, durante uma entrevista, quando lhe perguntaram sobre o financiamento do seu grupo, respondeu: “Nós geralmente íamos aos sítios onde poderíamos encontrá-lo (o dinheiro) e levávamo-lo“, ou seja, aos bancos e fábricas. Muitos anos depois, em 1955, ele recebeu a visita do anarquista Charles Poggi, que estava a investigar historicamente o caso de Sacco e Vanzetti. Na discussão entre eles, Buda admitiu, pelo menos, a participação de Sacco no roubo em Braintree com a frase “Sacco estava lá” (“Sacco c ‘era“). Poggi ficou também com a impressão de que Buda foi um dos assaltantes, mas devido à discrição daquele, não levantou a questão.

Os dois companheiros foram presos após uma perseguição e apesar de se encontrarem armados não havia elementos de prova de incriminação contra eles – sem a técnica de investigação de balística que não tinha sido aperfeiçoada ainda naquela época e uma vez as testemunhas não podiam testemunhar nada que fosse confiável. Assim, ambos os companheiros escolheram defender-se declarando que estavam inocentes do roubo, ainda que culpados como anarquistas – num tempo em que, por tão pouco que isto representasse, poderia ser prova suficiente para alguém ser processado, torturado, preso ou mesmo deportado – na medida em que a onda de ataques anarquistas que abalaram os EUA tinha levado o Estado a tomar medidas de emergência contra anarquistas e imigrantes anarquistas, através de uma série de leis.

No pico da histeria anti anarquista, a que puseram o nome de Red Scare [Medo Vermelho], os dois companheiros tentaram equilibrar-se sem rede de modo a evitarem a pena de morte e a manterem a dignidade – uma vez que teimosamente se recusavam a perder a sua identidade, embora isso pudesse revelar-se suficientemente condenatório também.

Infelizmente, o caso de Sacco e Vanzetti é lembrado hoje exclusivamente como um exemplo de montagem do governo. A narrativa histórica que tem prevalecido está a tentar lançar um véu no contexto histórico mais amplo da era em que se deu o julgamento de dois companheiros referidos, induzindo deliberadamente em erro – retratando-os como meros sindicalistas organizados quando na verdade Sacco e Vanzetti e quase todxs xs companheirxs em torno da Cronaca Sovversiva tinham sentimentos profundamente anti – formalistas, distanciando-se das organizações oficiais anarquistas.

Em última análise, o caso dos dois companheiros foi sendo degradado tornando-o numa história onde se eleva o valor da vítima, em vez de ser um exemplo atemporal de uma orgulhosa insurreição anarquista. Tal tema é quase desconhecido até hoje. Naturalmente que cada companheirx mantém sempre o direito de não dar sequer um pingo de si mesmx para o inimigo, especialmente quando têm evidências insuficientes – se as houver até – para o/a condenar.

No entanto, isso é uma coisa outra coisa é o fetichismo político da vítima que omite deliberadamente e totalmente aquelxs que optam pessoalmente por defender o seu compromisso militante à anarquia. E se alguém tem dúvidas, deixem-nos saber os motivos porque é que os nomes dxs companheirxs de Sacco e Vanzetti continuam a ser lançados no esquecimento. Quantos ainda se lembram ou sabem sequer alguma coisa da “dinamite-girl”, a velha companheira de 19 anos de idade Gabriella Antollini, que reivindicou a responsabilidade do transporte de armas e explosivos? Quantos se lembram de Nicola Recci que perdeu quase toda a mão durante a fabricação de dispositivos explosivos? Com que frequência é Carlo Valdinoci mencionado, ele que morreu pela explosão de uma bomba que estava a planear colocar na casa do ministro da Justiça Palmer; ou Andrea Salsedo, que foi atirado de uma janela pela polícia, durante um interrogatório acerca de uma reivindicação de responsabilidade que foi descoberta na sua loja de impressão? Todxs estxs e muitxs mais, estavam destinadxs a ser deixados de fora dos livros de história, porque como realmente é o caso não eram “inocentes”.

Neste ponto, apesar do stress e de se declararem inocentes das acusações, nunca Sacco e Vanzetti denunciaram o seu património insurrecionário. Um fato comprovado pelo número das ações ofensivas em todo o mundo feito em nome da solidariedade aos dois companheiros. Desde o bombardeio, usando um carro com fios, de Wall Street até ao pacote-bomba enviado para o embaixador dos EUA em Paris, bem como dezenas de atentados de embaixadas americanas em diversos países. Os companheiros muitas vezes exortaram eles mesmos o movimento a fazer retaliações contra o Estado e juízes. Em Junho de 1926, numa edição da Protesta Umana, Vanzetti escreveu entre outras coisas: ”Tentarei ver Thayer morto antes do anúncio da nossa sentença” e pediu aos/às companheirxs “Vingança, vingança em nosso nome e em nome do nosso modo de vida e mortxs “. O artigo conclui com  “Health Is In You” [A saúde está em você] que foi o título de um manual sobre dispositivos explosivos publicado pela Cronaca Sovversiva (alguns dizem que traduzido por Emma Goldman a si mesma).

A rica contribuição da anarquia insurrecional no movimento de solidariedade com Sacco e Vanzetti está a ser, em grande parte, negligenciada até hoje. Na ocasião da chamada para a Semana de Acção Internacional pelxs anarquistas encarceradxs, vale a pena ser definitivamente lembrado em toda a sua perspetiva o legado de tal solidariedade militante. Quem acredita que a dissociação com atos militantes de solidariedade é nova ou tem falta de raízes, está profundamente enganadx.

Um fato notável é que, enquanto certos círculos anarquistas na Argentina caluniavam Severino Di Giovanni, acusando-o mesmo de ser um fascista, a viúva de Sacco – numa correspondência, alguns dias após a execução de ambos os companheiros – expressava a sua gratidão pelo apoio daquele ao caso. Na mesma carta, indicava que o diretor de uma determinada empresa de cigarros com o nome “Combinador” se tinha oferecido para dar a um tipo particular de cigarros da marca o nome “Sacco e Vanzetti”, tentando obter descaradamente lucro da notoriedade do caso. Em 26 de Novembro de 1927, uma bomba colocada por Di Giovanni e companheirxs explodiu numa filial da referida empresa em Buenos Aires. Fazia parte desse mesmo grupo o companheiro de Sacco e Vanzetti Ferrecio Coacci, o qual tinha sido deportado dos EUA. Coacci também era suspeito no roubo pelo qual Sacco e Vanzetti foram condenados, tendo a sua casa sido a primeira a ser invadida na investigação do caso.

Esperamos que consigamos nestas poucas palavras incentivar o interesse dos/as participantes do evento, definindo as bases para um autêntica discussão de companheirismo sobre todas as questões acima mencionadas – uma vez que, infelizmente, estamos condenadxs a nada aprender da nossa história, condenando-nos assim ao mesmo erro, uma e outra vez.

Do coração, enviamos a todos vós as nossas mais calorosas saudações.

Por fim, devemos lembrar-nos da frase do anarquista Luigi Galleani, companheiro de Sacco e Vanzetti e um dos editores de Cronaca Sovversiva: “Nenhum ato de rebelião é inútil; nenhum ato de rebelião é prejudicial.

Os membros da Conspiração de Células de Fogo

Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Haris Hatzimihelakis
Panagiotis Argirou
Theofilos Mavropoulos
Damiano Bolano

Prisões gregas: Relatório médico sobre xs presxs da CCF e Angeliki Spyropoul (13/3/2015)

Recordamos que xs 10 membros presxs da CCF e Angeliki Spyropoulou estão em greve de fome desde o dia 2 de Março de 2015. De acordo com o relatório médico de 13 de Março, assinado pelos médicos Spyros Sakkas e Olga Kosmopoulou:

A 12/3, Theofilos Mavropoulos, de 24 anos de idade, tinha perdido 6,8 quilos, correspondente a 6,76% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 12/3, Giorgos Nikolopoulos, de 28 anos de idade, tinha perdido 6,5 quilos, correspondente a 7,06% do seu peso corporal no início da greve.

A 12/3, Damiano Bolano, de 28 anos de idade, tinha perdido 8,6 quilos, correspondente a 9,51% do seu peso corporal no início da greve.

A 12/2, Michalis Nikolopoulos, de 27 anos de idade, tinha perdido 6,2 kilos, que correspondem a 7,89 % do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar bradicardia.

A 12/3, Panagiotis Argirou, de 26 anos de idade, que no passado havia enfrentado sérios problemas de saúde pelo que toma medicamentos, tinha perdido 6,2 quilos, correspondente a 8,58% do seu peso corporal no início do greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

Os anarquistas Theofilos Mavropoulos, Giorgos Nikolopoulos, Damiano Bolano, Michalis Nikolopoulos e Panagiotis Argirou encontram-se nas prisões para homens de Koridallos, onde existe uma enfermaria básica, mas sem assistência durante todo o dia.

Por outro lado, os anarquistas Haris Hatjimichelakis, Christos Tsakalos, Giorgos Polidoros e Gerasimos Tsakalos encontram-se numa ala especial nas celas subterrâneas das prisões femininas de Koridallos, onde não existe enfermaria e as condições são péssimas. Em concreto:

A 9/3, Haris Hadjimichelakis, de 26 anos de idade, tinha perdido 6,4 quilos, correspondentes a 7,56% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 9/3, Christos Tsakalos, de 35 anos de idade, tinha perdido 5,8 quilos, o que corresponde a 6,83% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

A 9/3, Giorgos Polidoros, de 32 anos de idade, tinha perdido 4,6 quilos, correspondente a 6,13% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar baixo nível de açúcar no sangue.

As anarquistas Olga Ekonomidou e Angeliki Spyropoulou encontram-se nas prisões para mulheres de Koridallos, donde existe uma enfermaria básica, mas sem assistência médica durante todo o dia.

A 11/3, Olga Ekonomidou, de 35 anos de idade, tinha perdido 4,5 quilos, correspondente a 8,65% do seu peso corporal no início da greve, além de apresentar hipotensão ortostática.

A 11/3, Angeliki Spyropoulou, de 22 anos de idade, tinha perdido 4,4 kilos, que correspondem a 7.58 % do seu peso corporal no início da greve, para além de apresentar hipotensão arterial ortostática e taquicardia (140 batimentos por minuto) ao levantar-se.

em espanhol

Grécia: Comunicado dxs membros presxs da CCF de anúncio de greve de fome

Mazas-Galerie-CellulaireA 2 de Março de 2015, foi detida Angeliki Spyropoulou – a qual estava a ser perseguida – acusada de participação na tentativa de fuga dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo, das prisões de Korydallos. A polícia grega deteve também um amigo pessoal do irmão de Giorgos Polidoros, a mãe dos irmãos Tsakalos, uma amiga pessoal dela e a esposa de Gerasimos Tsakalos. Xs membros presxs da CCF declararam-se em greve de fome até à morte, nas prisões de Koridallos, com a exigência única de que não se ordene prisão preventiva para xs seus/suas familiares e para as pessoas do seu meio de amizades.

Comunicado do núcleo de membros presxs da CCF

Há dois meses foi descoberto o nosso plano de fuga das prisões de Koridallos, algo pelo qual assumimos completa responsabilidade e do qual fizemos a nossa autocrítica. Após isto, tem sido desenvolvida uma perseguição sem procedentes a fim de se construírem culpadxs. O objetivo desta caça são xs nossxs familiares e xs amigxs delxs. Há dois dias vimos como detiveram o amigo de infância do irmão de Giorgos Polydoros e a amiga chegada da mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos. Começaram então a falar de membros “periféricos”, “mensageiros”, e “fundo revolucionário”. Porquê? Por uma mochila com roupa? Por algum dinheiro que provinha de contribuições e eventos solidários dirigido a nós? Ou pelos famosos “miras laser para armas”? A pessoa que levava a mochila nem sabia que continha uns lasers. Além disso, e isto é o mais importante, estes lasers não eram mais que brinquedos que se vendem na praça de Monastiraki por 2 euros cada um e que queríamos para criar confusão à hora do assalto. Porque é que os serviços antiterroristas não dizem isso e em vez disso os apresentam como armamento?

Hoje mesmo vimos como detiveram a mãe de Christos e Gerasimos Tsakalos e a esposa deste último, porque a Angeliki Spyropoulou foi encontrada na casa dos pais dos irmãos Tsakalos. Angeliki é uma companheira excepcional e com a qual nos irmana uma afinidade política sem limites. Os 2 compas tinham-lhe dito que fosse a sua casa, caso se encontrasse numa situação difícil. Porque nós não vendemos nem as nossas ideias, nem a nossa gente. Angeliki estava a ser procurada há bastante tempo e, há uns dias, foi a sua casa para pedir à mãe de ambos para a hospedar temporariamente. Que havia de fazer? Fechar-lhe a porta? Não é desse tipo de pessoas e conhece o valor da humanidade mostrada a uma pessoa perseguida. Na mesma casa também vive frequentemente a esposa de Gerasimos Tsakalos por relações familiares, por isso também se encontrava ali.

Toda a responsabilidade é exclusivamente nossa. Xs familiares e as suas relações de amizade próximas não têm absolutamente nada a ver com o caso nem com nada de que xs acusam. Quanto a Angeliki, estaremos a seu lado e sabe que terá todo o nosso apoio. Estará junto a nós com a cabeça erguida, neste difícil caminho que escolhemos.

Mas não vamos ficar de braços cruzados a ver como esquartejam xs nossxs familiares e amigxs. Os serviços antiterroristas ultrapassaram todos os limites. Xs seus/suas inimigxs somos nós e não xs nossxs familiares. Basta. Começamos uma greve de fome até à morte a 2 de Março para proteger xs nossxs familiares e xs seus/suas amigxs, para que não entrem na prisão. Toda a responsabilidade é nossa e só nós carregaremos com ela. Até ao final! Se xs mandarem para a prisão, preferimos escolher a morte. Isto significa responsabilidade e cada um toma as suas decisões…

Libertação imediata dxs familiares e dxs seus/suas amigxs, que não têm nenhuma relação com o caso.

Conspiração de Células de Fogo-Núcleo da prisão
2 de Março de 2015

Olga Ekonomidou
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Haris Hadjimihelakis
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Giorgos Polidoros
Panagiotis Argirou
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos

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Grécia: «Comunicado de guerra» dxs membros presxs da Conspiração de Células de Fogo

Nota de Contra Info:

Nos princípios de Janeiro de 2014 Christodoulos Xiros, membro condenado da organização marxista-leninista 17 Novembro (17N), encontrava-se em fuga após uma permissão de saída da prisão, à qual não regressou. A polícía grega pôs a sua cabeça a prémio por uma enorme quantia além de realizar una série de buscas em várias casas em Atenas e Tessalónica (como no caso do entorno da ex-okupa Nadir).

Após um ano, a 3 de Janeiro de 2015, Christodoulos Xiros foi localizado e recapturado próximo de Anavyssos, na região de Ática, sem resistir à sua detenção. A casa que utilizava foi detalhadamente registrada peos serviços antiterroristas: encontraram armas de fogo, explosivos e objetos vários, entre eles um cartão de identidade falsificado com a foto de uma mulher jovem, cujo nome verdadeiro parece ser Angeliki. Na mesma noite, forças da unidade especial antiterrorista EKAM e agentes da segurança estatal invadiram o módulo A das prisões de homens de Koridallos e pouco depois os anarquistas presos Gerasimos Tsakalos e Christos Tsakalos, membros presos da CCF, assim como dois anarquistas presos mais (acusados como supostos membros da CCF), Spyros Mandylas e Andreas Tsavdaridis (que assumiu a responsabilidade pelo Comando Mauricio Morales – FAI/FRI), foram separados da população geral da prisão e transferidos à seção especial das prisões de mulheres de Koridallos. Apesar da transferência a moral dos compas continua alta.

Pouco antes das eleições de 25 de Janeiro de 2015, os aparelhos de Estado desencadearam outro círculo de histeria mediática, em busca de indivíduos que possam estar vinculados com Christodoulos Xiros e/ou com xs  membros presxs da CCF. A polícia invadiu também diversas casas noutras cidades gregas enquanto publicava a foto da mulher que aparece no bilhete de identidade falsificado. Simultaneamente diziam ter encontrado notas que indicavam que se estava a planificar um assalto às prisões de Koridallos, com o objetivo de ajudar xs membros presxs da CCF a escapar. Em resposta às reportagens policiais sobre a «prevenção de um ataque terrorista» relacionado com o caso da tentativa de fuga, o núcleo de membros presxs da CCF sacou a público um comunicado enviando a sua forças e solidariedade com as pessoas anónimas  que estão a ser alvo de busca pela sua suposta participação na planificação da fuga.

Segue-se a sua carta mais recente, a partir de Koridallos, traduzida do original em grego em Asirmatista

hCOMUNICADO DE GUERRA

« Disparei-lhe uma bala na boca pelas mentiras que dizia e outra bala na mão pelas sujeiras que escrevia »
–Jacques Mesrine sobre o sequestro de um jornalista francês

A guerra suja e a desvergonha dos jornalistas sobre o caso da intenção de fuga da Conspiração de Células de Fogo não tem limites. Puseram em ponto de mira a companheira Angeliki, chantageando sentimentalmente os seus pais e difundindo asquerosas mentiras pela sua suposta relação como amiga do detido.

Angeliki é amiga da insurreição, da anarquia, da liberdade.

Se houvessem mais pessoas como a Angeliki, a luta e a anarquia seriam a única realidade possível.

CABRÕES, INFORMADORES, JORNALISTAS – VINGAR-NOS-EMOS.

Força e solidariedade por todos os meios com a companheira Angeliki e para todxs xs perseguidxs pelo mesmo caso.

As Células estarão sempre a seu lado…

Conspiração de Células de Fogo

Olga Ekonomidou
Giorgos Polidoros
Michalis Nikolopoulos
Giorgos Nikolopoulos
Gerasimos Tsakalos
Christos Tsakalos
Haris Hadjimihelakis
Damiano Bolano
Theofilos Mavropoulos
Panagiotis Argirou                                                             

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Grécia: “Quero companheiros, não a massa”, texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai

Segue-se um texto em solidariedade com Alfredo Cospito e Nicola Gai, publicado em 24 de Outubro, à vista da primeira sessão do julgamento dos dois compas em Génova, realizado a 30 de Outubro de 2013, no qual Alfredo e Nicola reivindicaram a responsabilidade total da ação do Núcleo Olga FAI/FRI, os disparos a Roberto Adinolfi, administrador delegado da empresa Ansaldo Nucleare, de que eram acusados. 

Quero companheiros, não a massa…

Conheço pessoas… pessoas caladas e faladoras, cobardes e insolentes, humildes e arrogantes…

Pessoas que vivem obedientemente como ovelhas e outras, espreitando furtivamente como hienas.

Conheço pessoas que sonham sem fantasia e vivem sem sonhar… pessoas acostumadas a ter os olhos baixos e os ouvidos a receber instruções “acorda”,  “trabalha”, “paga”, “compra”, “acredita”, “compromete-te”…

Pessoas da multidão solitária, que pacientemente esperam na fila da vida… que esperam o amanhã eterno, melhores dias, o futuro optimista, a resposta às suas preces… As que estão à espera de acreditar num qualquer candidato a salvador, num qualquer manipulador do pensamento que lhes prometa uma vida melhor.

Mas os que esperam um amanhã para viver melhor, esses já estão mortos, hoje.

Conheço pessoas, mas poucas são as minhas companheiras.

Morte Lenta ou Insurreição aqui e Agora…

São estes os dois caminhos que se encontram à nossa frente.

Elegemos aquele onde ousam os fortes. É um ar mais limpo e a multidão – que se inclina perante os seus falsos ídolos – não desfeia a nossa estética.

É agradável olhar desde o Alto do Único, mesmo que a multidão deseje em segredo que caias no abismo, para não ter de se envergonhar da sua pequena estatura.

As nossas palavras esculpem como uma navalha o presente e as nossas ações queimam as pontes com o passado…

Com tenacidade e vontade, até que se assassine o Poder.

Por Nicola e Alfredo.
Pelos/as Anarquistas da Praxis.

Os membros da Conspiração de Células de Fogo: Giorgos  Nikolopoulos, Michalis Nikolopoulos, Christos Tsakalos, Gerasimos  Tsakalos, Olga Ekonomidou, Damiano Bolano, Panagiotis Argirou, Giorgos Polidoros, Theofilos Mavropoulos, Haris Hatzimichelakis

O membro da FAI/FRI Andreas Tsavdaridis e o anarco-nihilista Spyros Mandylas

Atenas: Novo julgamento contra a organização revolucionária anarquista Conspiração das Células de Fogo

after-ccf-bombingA 5 de abril de 2013, começa um novo julgamento marcial, dentro das prisões das mulheres de Koridallos, sobre o caso Conspiração das Células de Fogo (não esqueçamos que se está a levar a cabo a cabo a terceira sessão do julgamento contra a CCF sobre os pacotes incendiários, etc.).

Este novo procedimento ocupa-se das 250 bombas e ataques incendiários da organização (entre outros, os ataques às oficinas do Amanhecer Dourado,o Tribunal administrativo de Atenas e às prisões de Koridallos).

Um total de 18 compas serão julgados/as desta vez: 9 membros reconhecidxs da O.R. CCF, Theofilos Mavropoulos, Yannis Michailidis, Dimitris Politis, Konstantina Karakatsani, Panagiotis Masouras, Stella Antoniou, Alexandros Mitroussias, Kostas Sakkas e Giorgos Karagiannidis.

O nosso apoio a todos/as os/as compas é inegociável  e  requer a nossa presença na sala de audiências.

Assembleia de solidariedade com a O.R. CCF e os/as imputados/as no mesmo caso

Grécia, caso das CCF: novos processos em curso

Parece que os procuradores do ministério público a cargo da investigação ainda não terminaram o processo de acusação contra os/as membros presos/as da OR Conspiração das Células de Fogo, dado que os inquisidores estão agora a preparar mais dossiês nos seus gabinetes..

Em agosto de 2012, um investigador da sede da polícia  de Trikala visitou já as prisões de Trikala para notificar os compas Panagiotis Argirou e Haris Hadjimihelakis que tinham sido apresentadas contra eles acusações novas, em relação aos acontecimentos que tiveram lugar em 24 de Janeiro de 2011,durante a segunda sessão do julgamento do primeiro procedimento judicial contra as CCF, ou o primeiro julgamento do “caso Chalandri” respeitante a três explosões (nas duas casas do dois parlamentares, Panagiotis Chinofotis e Louka Katseli e do ministério da Macedónia e Trácia. Nesse dia, à saída dos compas do tribunal do terror desencadeou-se um confronto com a bófia que os conduziram à sala de interrogatórios. Várias desses polícias apresentaram uma queixa contra os compas, acusando-os, entre outras coisas, de tentar escapar, de os atacarem com vários objetos, como um extintor de incêndio, de os insultarem e ameaçarem a sua vida e segurança pessoal, ressaltando que em nenhum momento os compas deixaram de os atacar, mesmo quando algemados. Baseados nestes testemunhos, acredita-se que os dois serão acusados de agressão (causando lesões corporais), motim, etc.

Por trás deste novo processo, em ensaio, estão de novo os famosos interrogadores-investigadores especiais Baltas e Mokkas que citarão os nove membros da CCF, juntamente com o compa anarquista Theofilos Mavropoulos, em relação ao ataque incendiário a um veículo da Empresa de Segurança Katrantzos na zona de Galatsi (Atenas) durante a passagem de ano de 2009. Ainda não está claro se este processo surge agora por acaso ou deliberadamente, tendo em conta que o caso das 250 acções incendiárias e explosivas começou há um dois meses.No entanto, uma coisa está clara: parece não haver fim para a perseguição dos nove membros das CCF e do anarquista Theofilos Mavropulos. Surgem constantemente novos registros e processos como lembrete vingativo de que o sistema não esquece aqueles/as que abertamente e de facto, desafiam e declaram guerra contra o existente, optando por açóes diretas anarquistas.

Compas solidários/as

fonte

Grécia: Convocatória solidária com os/as membros da CCF e o anarquista Theofilos Mavropoulos

A 27 de junho de 2012, os/as membros da Organização Revolucionária Conspiração de Células de Fogo e o anarquista Theofilos Mavropoulos serão processados/as por “Incitação a Actos criminosos”, segundo as disposições do artigo 184 do Código Penal.

A acusação refere-se a três textos distintos dos quais um nem sequer pertence aos/às implicados/as, onde se repete a frase “Nem um milímetro atrás; nove milímetros nas cabeças da bófia”.

Para além da ferocidade com que as autoridades persecutórias enfrentam tudo o que tenha a ver com a dita organização e apesar da escassa importância penal dessa perseguição, se se comparar com a orgia de repressão que se deu neste caso… então resulta politicamente enorme a importância do dito julgamento, já que abre caminho para a penalização e a opressão da livre expressão. Além de ser a descida ao inferno com as piores intenções.

Nem um passo atrás

Miilhares de passos em frente contra o Poder e os seus representantes

SOLIDARIEDADE COM A O. R. CONSPIRAÇÃO DE CÉLULAS DE FOGO E COM O ANARQUISTA THEOFILOS MAVROPOULOS

ATENAS, QUARTA-FEIRA, 27 DE JUNHO DE 2012
Concentração nos tribunais de Evelpidon
às 9:00 horas

Assembleia de solidariedade com os/as combatentes presos/as e perseguidos/as/Atenas

Assembleia de solidariedade com a O.R. CCF e os/as perseguidos/as pelo mesmo caso/Atenas

Assembleia de solidariedade de Mytilini/Lesbos

Iniciativa de anarquistas de Zakynthos

Iniciativa de anarquistas a partir de Cícladas

Ateneu autogestionado da Universidade do Pireo

Okupa da mansão Kouvelou/Ática

Espaço de raivosos/as da Faculdade de Direito/Atenas

Assembleia de solidariedade de Ioánnina

Assembleia para a solidariedade aos/às combatentes presos/as e perseguidos/as/Volos

Anarquistas solidários/as a partir de Patras

Companheiros/as dol Ateneu autogestionado da Politécnica/Atenas

Ateneu Autónomo de Kavala

Grécia: Sobre as greves de fome nas prisões gregas

[1º de Maio de 2012] Comunicado do núcleo de membros presos/a da CCF e de Theofilos Mavropoulos sobre o fim da greve de fome

Uma batalha vencida, mas a guerra não acaba aqui…

Após 23 dias de greve da fome, saímos vencedores/as do desgaste e do derrotismo em cativeiro que predominam no mundo dos/as presos/as.

Escrevemos: “Tomamos uma decisão… lutamos até ao final…”, e nos mantivemos consequentes com esta escolha, inclusive quando transferiram os nossos irmãos, Gerasimos e Panagiotis, com problemas graves de saúde, para o hospital Tzaneio. Porque de tudo o que se escreve, o que mais amamos é aquilo que um/a escreve com o seu próprio sangue e sela com as suas ações. Tudo o mais é verborreia vazia e perda de tempo.

Durante estes 23 dias, nunca lamentamos nem por um único momento a nossa decisão de levar a cabo uma greve de fome. Conhecíamos o risco. Sabemos como morrem todos/as… mas há mortes que pesam de maneira diferente, porque escolhemos nós mesmos/as a maneira em que morreremos, tal como escolhemos a maneira como vivemos. E decidimos sair vencedores desta batalha.

Gerasimos e Panagiotis conseguiram a sua transferência definitiva das prisões de Domokos. Gerasimos conseguiu a sua transferência às prisões de Koridallos e Panagiotis, devido aquilo a que chamam “convicto de larga duração” (condenado a 37 anos de prisão) não pode mudar para uma prisão de presos à espera de julgamento (como a de Koridallos) mas conseguiu a transferência para uma prisão de sua “escolha”, concretamente, a de Trikala, onde se encontram encerrados outros três membros da Conspiração de Células de Fogo.

Esta vitória deixa, à sua maneira, um legado mais na nossa demanda por uma convivência política dos/as membros da CCF dentro dos muros e abule o isolamento a que nos querem forçar.

Nesta confrontação com o sistema, com o tempo e com o desgaste adversários, dispusemos dos nossos corpos como barricadas e garantia da nossa dignidade. Por isso, nem pedimos favores, nem temos mendigado solidariedade nos lugares que evitamos frequentar na nossa viagem como anarquistas de práxis. Livramo-nos de partidos esquerdistas, de conferências de imprensa com fundo humanitário, de círculos reformistas. Optando assim por uma solidão consciente, temos contado amigos e inimigos, compas e indiferentes, ações e silêncios…

Não desperdiçamos palavras com os populistas e os insignificantes. Pelo contrário, a palavra “obrigado” é muito pobre para os/as compas de toda a Grécia que correram, repartiram folhetos, colaram cartazes, montaram concentrações de solidariedade con microfone aberto, ocuparam um canal de televisão, vieram numa marcha até às portas das prisões, realizaram transmissões de atualizações através da rádio…

Finalmente, enviamos nosso mais caloroso abraço a todos/as os/as vândalos/as, os/as provocadores/as, os/as incendiários/as e bombardeadores/as noturnos/as na Grécia, aos/às anarquistas nihilistas no Estado espanhol, ás/aos irmãs/os na Bolívia, no Reino Unido, assim como a todos os núcleos da Federação Anarquista Informal e da Conspiração de Células de Fogo…

Nada seria o mesmo sem todos/as vós…
Feliz reencontro, compas.

Ainda que tenhamos ganho não nos resta mais do que começar a próxima batalha

PELO ALASTRAMENTO DA FEDERAÇÃO ANARQUISTA INTERNACIONAL (FAI/IRF)
PELA INTERNACIONAL NEGRA DOS/AS ANARQUISTAS DA PRÁXIS

Núcleo de membros presos/a da CCF-FAI
e o anarquista revolucionário Theofilos Mavropoulos


[Atualização de 27 de Abril] Continuar a lerGrécia: Sobre as greves de fome nas prisões gregas

Prisões gregas: Notas sobre as greves de fome e abstenções de comida dos/as presos/as em luta

4 de Abril: Declaração de greve de fome de Spyros Dravilas (interno na prisão de Domokos, que actualmente está no hospital da prisão de Koridallos), intitulada “O estado e as suas instituições vingam-se daqueles/as que não sucumbem ao sistema, privando-os/as do seu direito a saídas temporárias”. As autoridades negaram a Spyros Dravilas o seu direito a saídas temporárias, com o qual ele contava há dois anos e meio.

6 de Abril: Declaração de greve de fome de Giorgos Karagiannidis, Alexandros Mitroussias e Kostas Sakkas: ”A partir de hoje 6/4 nos declaramo-nos em greve de fome, exigindo o levantamento da nossa arbitrária e vingativa prisão preventiva assim como a libertação imediata da nossa co-acusada Stella Antoniou, por razões de saúde.” — cofirmado por Stella Antoniou, que atualmente protesta mediante uma abstenção de comida da prisão.

6 de Abril: Declaração de greve de fome de Panagiotis Argirou e Gerasimos Tsakalos, membros encarcerados da CCF, que exigem a sua transferência definitiva para as prisões de koridallos, para dar fim às transferências repetidas e vingativas e à sua tortura física e psicológica.

7 de Abrill: Vaggelis Kailoglou leva a cabo uma abstenção de comida da prisão, em solidariedade. Ele é o único dos lquatro detidos do 12 de Fevereiro que se manteve em prisão preventiva.

7 de Abril: Abstenção de comida da prisão, realizada pelos prisioneiros de guerra Sokratis Tzifkas (prisão de Diavatas), Giannis Skouloudis (prisão de Avlona), Babis Tsilianidis e Dimitris Dimtsiadis (prisão de Koridallos), em solidariedade com os/as presos/as em luta.

8 de Abril: O membro preso da CCF, Christos Tsakalos, declara-se em greve de fome, em solidariedade com os grevistas da fome, Panagiotis Argirou e Gerasimos Tsakalos.

8 de Abril: Abstenção de comida da prisão llevada a cabo por 130 presos na primeira ala da prisão de homens de Koridallos, em solidariedade com os/as compas presos/as em luta.

9 de Abril: Assembleia solidária na Escola Politécnica de Atenas, nol edifício Gini, com intervenções telefónicas dos presos em greve de fome a partir das prisões.

9 de Abril: Os restantes membros encarcerados da CCF e o anarquista revolucionário Theofilos Mavropoulos declaram que gradualmente se unirão à greve de fome dos seus irmãos na luta Panagiotis Argirou, Gerasimos e Christos Tsakalos.

11 de Abril: Declaração de Stella Antoniou sobre os últimos acontecimentos: As autoridades judiciais não pediram que Stella permanecesse em prisão preventiva, mas fizeram-no  com Sakkas, Mitroussias, Karagiannidi, baseando-se em acusações inventadas contra eles respeitantes aos antigos ataques incendiários da CCF. Dados os factos, e de acordo com os seus três compas, Stella explicou que interrompia a sua participação na greve de fome e que, apesar dos seus problemas de saúde, se abstinha de ingerir comida da prisão até que as suas pretensões se cumprissem.

11 de Abril: O anarquista expropriador Rami Syrianos declara-se em abstenção da comida da prisão, em solidariedade com os/as compas presos/as em luta.

14 de Abril: Uma assembleia em solidariedade com G.Karagiannidis, A.Mitroussias, K.Sakkas e S.Antoniou lançou a seguinte notícia entre outras: “Presentemente, os três compas, Karagiannidis, Mitroussias e Sakkas foram acusados no caso dos 250 ataques incendiários da CCF pelos procuradores Mokkas e Baltas, que pediram que tanto eles três tres, como também os membros da O.R. CCF, se mantivessem em prisão preventiva. Stella Antoniou foi acusada também, mas não permanecerá em prisão preventiva de novo, esperando-se que seja libertada em Junho de 2012, quando acabar o período de 18 meses desde a sua primeira prisão preventiva, apesar da sua quinta petição para a libertação por motivos de saúde ainda não ter tido resposta.” Recordemos que Stella está em prisão preventiva há 16 meses já, como única prova contra ela o fato de possuir cartão de identidade falso.

14 de Abril: Notícias do estado de saúde dos três membros presos da CCF, após uma semana em greve de fome: Gerasimos perdeu 6 kilos, Panagiotis 5 kilos e Christos 7 kilos. Todos os dias têm exames médicos, os níveis de açúcar e a pressão arterial são revistos.

15 de Abril: Mais três membros presos da CCF, Haris Hadjimihelakis, Damiano Bolano e Giorgos Polidoros, começaram uma greve da fome desde o dia 17 de Abril. (Seguir-se-ão atualizações)

Solidariedade internacional e explosiva
com os/as nossos/as irmãos/s em luta!

Carta do prisioneiro político anarquista Theofilos Mavropoulos que se encontra preso em Koridallos

Theofilos Mavropoulos foi preso há dois meses após ser ferido durante um confronto armado com dois policiais (que também receberam a sua cota de ferimentos) no norte de Atenas. Passou várias semanas no Hospital da Cruz Vermelha antes de ser transferido para um hospital da prisão e logo após para a Ala A do presídio Korydallos. Abaixo a sua primeira carta aberta de longa-metragem.


“Um revolucionário é como um kamikase, simplesmente não aceita o destino que a máquina lhe atribuíu. É fácil quando é para solicitar uma vida que valha a pena viver. Já aqueles que negam totalmente essa sociedade, esses enfrentam o risco de morte. A luta contra o modo de vida existente é um armado adeus – Guerra ou suicídio”

Colaboração de várias pessoas para a realização do negativo
(no exterior)

Do panfleto

No dia 18/5/2011 na região de Pefki, eu e outro companheiro tivemos um encontro acidental com a polícia. Queriam-nos parar, nós tentamos seguir mas algo falhou (um policial colidiu com esse companheiro enquanto tentava escapar) e assim, querendo nos livrar dessa situação eu fiz a escolha, a escolha política da luta armada. Querendo escapar das garras dos pretorianos armados da democracia e já que nós não podíamos nos render sem lutar, decidindo assumir os riscos, foi dada a oportunidade ao meu camarada (que estava desarmado) de fugir. Ele obteve sucesso na fuga usando a própria viatura policial, mas eu não pude segui-lo devido aos meus ferimentos. Continuar a lerCarta do prisioneiro político anarquista Theofilos Mavropoulos que se encontra preso em Koridallos

Quatro viaturas policiais incendiadas pelos Grupos Revolucionários pelo Alastramento do Terror – Atenas, Grécia

O comunicado:

“Um PLANO Sábado dia 02 de julho, antes das 2am e enquanto Atenas se mantinha acordada sob os beats incessantes das festas e clubes, escolhemos uma vez mais colocar nossa própria opinião sobre os maiores hits deste verão. O alvo desta vez, nada mais nada menos que os cães da democracia, mais conhecidos como os porcos policiais. Na guerra que experimentamos as únicas imagens de regozijo são as práticas agressivas tanto contra o inimigo quanto às suas posses materiais. Não precisamos entrar na lógica dos dilemas, o que é preciso é munição, imaginação e um plano específico de ataque. Pegamos nossos dispositivos incendiários e rumamos ao Thicket de Nea Smirni. Estavam lá “nos esperando” quatro viaturas policiais municipais estacionadas. O único empecilho à nossa relativamente fácil missão era o chalé de madeira com guardas de segurança / conhecidos dedos-duros.  Felizmente para eles o deus da sorte (e não só ele) sorriu e durante toda a missão eles não viraram seus olhos para a janela que dava diretamente para os alvos, forçando nosso grupo de ação estratégica de prontidão (soco inglês, bastões, silver tape), que estava próximo às portas e janelas, à inação.

Uma AMEAÇA Entretanto atenção, talvez da próxima vez não escolheremos passar batido por todo dedo-duro em potencial, mas ir pra cima dele e isto não é um aviso, mas uma ameaça. E algo mais para todos vocês desgraçados de segundo escalão (guardas municipais, guardas de segurança, vigilantes), porque estamos de bom humor daremos a vocês três palavras-chave que talvez vocês achem de bom uso para o futuro, caso se ache em uma situação similar com seu colega, ignore – esqueça – relaxe. Em caso de dúvidas, o melhor é renunciar antes de escolher qual das três opções você vai tomar. Continuar a lerQuatro viaturas policiais incendiadas pelos Grupos Revolucionários pelo Alastramento do Terror – Atenas, Grécia

Comunicado da nova célula “Núcleo de Vandalismo”, da Conspiração das Células de Fogo

O texto a seguir é dedicado, de todo coração, ao anarquista revolucionário Theofilos Mavropoulos, que com sua atitude impenitente confirmou que a Revolução não foge quando se desfecha. Também não nos esqueçamos de seu companheiro, que fugiu com um carro da polícia. Finalmente, expressamos o nosso total respeito a ambos os companheiros, mas também o nosso pesar pelo fato dos policiais não estarem mortalmente feridos.

O 4 de junho, e ao mesmo tempo a diversão formal da noite de sábado, foi o clímax para a realização de um plano novo e revolucionário. Nos encontramos, colocamos máscaras que cobriam todo o rosto e atacamos, com martelos,  o Banco Mundial – no cruzamento das ruas  Panormou e Acaya – “transformando-o em uma oficina de verão”, para se adaptar ao clima do dia. Nosso objetivo foi selecionado com base nos seguintes critérios: queríamos atingir um objetivo no centro de Atenas e não em um lugar ao acaso. Em primeiro lugar, perto da sede da Polícia, para que esses parasitas recebam a mensagem de que, por mais que esta área seja “deles” e independente do número de patrulhas que possam ter, nossos planos são sempre um passo à frente (lembrem-se, bastardos, suas patrulhas estão marcadas em um mapa). E ainda, está perto da área de “entretenimento de massa”, das lojas da rua Panormou, portanto, estando expostas as janelas quebradas aos olhos de muitos. Continuar a lerComunicado da nova célula “Núcleo de Vandalismo”, da Conspiração das Células de Fogo

Anarquista é ferido e detido após trocar tiros com a polícia em Pefki, Atenas

[Na noite da quarta-feira passada, 18 de maio, um carro da polícia tentou fazer uma blitz “aleatória” em dois anarquistas que estavam próximos a uma motocicleta na área de Pefki, em Atenas. Os dois decidiram não ficar e saíram fora, os policiais correram atrás deles e após uma perseguição curta, os dois anarquistas trocaram tiros com os agentes de segurança, ferindo dois. Mas, infelizmente, o jovem anarquista de 21 anos, Theofilos Mavropoulos (originalmente ele deu um nome falso, mas depois que a mídia e os policiais colocaram sua foto em todos os lugares ele foi identificado), também saiu ferido pelas balas dos policiais e foi preso. O outro anarquista conseguiu fugir depois de roubar a viatura da polícia, abandonando-a alguns quilômetros depois. Theofilos está agora hospitalizado, com a polícia antiterrorista em sua sala e fora dela.]

Comunicado dos companheiros de Theofilos Mavropoulos:

O anarquista revolucionário, nosso companheiro Theofilos Mavropoulos, está ferido no hospital, após um tiroteio com os malditos trastes da polícia na área de Pefki. Lá, junto com mais um companheiro, optaram por não ceder quando um carro patrulha tentou identificá-los. Durante o confronto, dois policiais foram feridos, mas também nosso companheiro. Ao mesmo tempo, o outro companheiro que estava ali conseguiu escapar usando a viatura da polícia. Continuar a lerAnarquista é ferido e detido após trocar tiros com a polícia em Pefki, Atenas