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Santiago, Chile: Atentado incendiário contra imobiliária

Entre uma formosa obscuridade lunar, de noite negra, sob a lua nova e um incandescente céu estrelado (madrugada de 18 de Janeiro), estendemos as asas e com a sua envergadura cobrimos de sombra este asqueroso mundo. Planeamos irritadxs, visibilizámos  o objetivo e aguardamos com cautela, lançando-nos então furiosamente numa discussão contra um ramo de vendas imobiliárias para logo de seguida inaugurar outra edificação podre (departamentos) denominada “ALTUM”, da empresa “INMOBILIARIA ACONCAGUA” – para amontoar ao abrigar um grupo de cidadãos escravos – apenas a alguns quarteirões de uma maldita esquadra de polícia, atacando o nariz POLÍCIA BASTARDA!

Conhecidos pela sua devastadora expansão civilizadora, impulsam  cidades onde não as há fortalecendo-as onde já existem e ousando sepultar a imensidade e diversidade do indomável e indomesticável – quando dizemos “ousam” é porque vocês, horda de bastardos dominadores, com as vossas infra-estruturas não são NADA. Conspiramos para que desapareçam, pois nem conseguem nem conseguirão submeter a imensidade do selvagem e aquelxs que continuam em guerra contra a máquina civilizadora do poder. Ao mesmo tempo, criam o sentimento e fingem a práxis do ataque, materializando o nosso caótico ato de guerra com a instalação de um dispositivo incendiário / explosivo nesta sala de vendas, conseguindo ativá-lo – logo a seguir ao atraso programado – para dar origem ao fogo. Avivando-se este começa a queimar parte  da fachada, do chão e do tecto. Já no caminho de saída da zona, conseguimos ouvir ainda as sirenes que mobilizavam caminhões de  bombeiros e um contingente policial – que, para sorte do inimigo,  conseguiram controla o fogo ardente, propagado com propósito e intenção destrutiva, a que ansiávamos alcançar.

O nosso objectivo e data, a propósito, não foi aleatório. Aconcagua Real Estate é uma empresa do Grupo SalfaCorp, que desenvolve, administraa e vende projectos imobiliários no pikun mapu, especificamente em Pudahuel, san miguel, las vizcachas, puente alto, colina, Huechuraba, Padre hurtado, La cisterna, Cerrillos e Maipú. Por sua vez, o SALFACORP é o maior grupo empresarial do sector de construção no Chile, civilizadores e antropocêntricos contemporâneos que se vangloriam em parágrafos bombásticos que explicitamente falam de “uma liderança indiscutível que cultivaram durante os seus quase 90 anos de história”.

“A empresa alcançou esta posição graças ao seu sólido modelo de negócios – estruturado para crescer de forma planificada e ordenada – baseado em unidades de negócios independentes entre si e diversificadas, que incluem especialidades replicáveis em outros mercados, como pode ser visto na expansão internacional que se levou a cabo.
90 anos destruindo a Terra em função do progresso humanóide, construindo portos, pontes, cidades, edifícios e mega-projectos variados. Assim, esses projetos e negócios de extração produzem fortunas com o sangue da terra, que são sempre avaliados pela sociedade antropocêntrica, patriarcal e especista – perpetuando a sua ânsia de progresso até ao ponto de se orgulhar de habitar as cidades – prisões,  mantendo assim, também, a identidade cidanóide que nos repugna e enoja.  Assim, sabemos que não são só simples e complexos projectos os que destroem a natureza, pois estes são o claro reflexo e materialização da ideia do mundo civilizado – que o poder e os seus cúmplices procuram expandir – sendo esta afinal a moderna ideia colonizadora à qual declaramos a nossa guerra, ao poder e à civilização.

Detestamos a vinda do papa, o que simboliza e representa; invasão, massacres de nativxs, despojo, evangelização, domesticação, AUTORIDADE, IERARQUIAS, CONTROLO, DOMINAÇÃO.  Por isso realizamos a ação na conjuntura da visita desta indesejável máxima autoridade clerical, juntando-nos assim às ações que, a partir da sua informalidade e autonomia, se ergueram em diversos pontos do território Pikunche e Wallmapu.

Como aprendizagem só nos resta decidir aqui e agora o ataque, potenciando e afinando as formas e materiais com que os atacar e sermos mais eficazes na finalidade destrutiva, nutrindo-nos da praxis insurrecional e guerrilheira tanto do passado como do presente. Desta vez eles conseguiram fazer o seu trabalho, apagando o kutral indomável, mas continuaremos em pé de guerra contra TODA A FORMA DE DOMINAÇÃO! “HOKA HEY”

Saudamos com o coração transbordante de alegria Tamara sol e a sua tentativa de fuga, abraçando as suas convicções na prática, cada ato virando uma guerra contra esta maquinaria. Uma piscadela de cumplicidade aos/às dignxs companheirxs em guerra e sequestradxs nas prisões do poder do mundo inteiro!

Aos/às presxs políticxs mapuche e à sua resistência inquebrável no wallmapu com o exercício diário del kimun ancestral e coerente ataque às estruturas que devastam o território.

RESISTÊNCIA, NEWEN(1) E LIBERDADE AO MACHI CELESTINO CORDOVA – atualmente sequestrado na prisão de Temuco – que iniciou a sua GREVE DE FOME LÍQUIDA a 13 de Janeiro do presente ano EXIGINDO A URGENTE SAÍDA DO SEU REWE (2) E A RENOVAÇÂO DESTE.

Desta vez na warria (3), fazemos-nos presente com esta ação, apoiando também a greve do machi celestino, solidarizando-nos assim a partir da confrontação com o poder, da guerra  e da espiritualidade autónoma, fazendo-nos parte do conflito, encontrando-nos nas semelhanças e diferenças, mas caminhando com a intenção visível de não retroceder perante a colonização civilizadora.

Com a MEMÓRIA sempre viva, ativa e perigosa, avançamos junto aos/às nossxs guerreirxs mortxs, que nos velam junto o nosso espírito de combate. PELAO ANGRY, PUNKY MAURI, CLAUDIA LOPEZ, MATIAS CATRILEO, ALEX LEMUN E A TODXS XS COMPAS QUE VIVERAM EM CONFLITO E QUE NÃO CEDERAM NEM UM  MILÍMETRO FRENTE AO INIMIGO, PRESENTES AGORA E SEMPRE!

A MACARENA VALDES ASSASSINADA POR DEFENDER A MAPU DOS COLONOS AUSTRÍACOS DA EMPRESA RP GLOBAL E DO SEU NEGÓCIO EXTRATIVISTA, QUE NÃO HESITARAM EM MATÁ-LA E SIMULAR UM SUICÍDIO. NADA MAIS QUE UMA VINGANÇA DA LAGMIEN M. VALDESS.

A STGO MALDONADO, COMPA ANARQUISTA ASSASSINADO PELA GENDARMERIA NO OUTRO LADO DA CORDILHEIRA. UM ABRAÇO ONDE TE ENCONTRARES E ATAQUE DIRETO AOS LACAIOS QUE TE ARREBATARAM A VIDA.

FOGO ÀS PRISÕES E AOS SEUS CARCEREIROS, ÓDIO ETERNO A TODXS XS CORPOS POLICIAIS EM QUALQUER DAS SUAS EXPRESSÕES.

DESPREZO AOS/ÀS YANACONAS (4) QUE DE JOELHOS SE INCLINARAM PERANTE O PAPA!
SELVAGENS EM VEZ DE CIVILIZADXS, AQUI E AGORA PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
FOGO E SABOTAGEM À I.I.R.S.A!
CONTRA O PODER DA IGREJA E A MORAL CRISTÃ, BLASFEMOS EM VEZ DE DEVOTOS. NEM O PAPA NEM NENHUM MISERÁVEL EVANGELIZADOR SERÁ BEMVINDO!
CÁ ENCONTRAMOS-NOS EM GUERRA CONTRA TODA A AUTORIDADE!

Estampido Iconoclasta pelo Selvagem

N.T:
(1) Newen são as forças celestes.

(2) Todas as grandes cerimónias religiosas Mapuche se realizam ao pé do REWE, sendo este a árvore cósmica, símbolo da profissão do MACHI, também conhecido como KEMUKEMU; simboliza a árvore sagrada onde os espíritos invocados pousam. Este altar consiste num tronco de árvore com cerca de 3 metros de altura, cuja extremidade superior é esculpida em forma de cabeça humana, com ou sem chapéu; a frente tem a forma de uma escada de 4 a 7 degraus, aqueles que representam os quadrantes do seu cosmos “.

(3) Waria é cidade (em língua Mapuche)

(4) “Yanacona” é um termo depreciativo de origem Mapuche, para aqueles  que realizam ações consideradas contrárias aos interesses do seu povo,  como por exemplo, declarar contra xs comuneirxs e activistas mapuches nos julgamentos que o Estado chileno realiza contra elxs. É usado como sinónimo de traidor.

(5)”Hoka Hey” é uma exclamação em Sioux, semelhante às expressões: “Vamos nisso!”ou “Vamos entrar em ação!”

em espanhol

[Projeto Nemésis ato V] Ataque incendiário/explosivo contra a Confederação Nacional de Donos de Camiões (Santiago do Chile)

PROJECTO NEMÉSIS ATO V

Na madrugada de 25 de Julho atacamos com um dispositivo incendiário/explosivo o edifício pertencente à Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile, situado na Almirante Barroso, no centro da cidade de Santiago.

A Confederação Nacional de Donos de Camiões do Chile é uma ligação estrutural na cadeia de dominação e exploração, tomando parte ativa tanto no saqueio do meio ambiente como no transporte de mercadorias no território chileno e no Wallmapu.

São eles uns dos principais beneficiários do projeto IIRSA – um dos seus objetivos é o «melhoramento» da infra-estrutura de estradas para a circulação de mercadorias nos países do Sul Latino-americano.

São eles que também se encontram na primeira linha de empresários que trabalham em estreita colaboração com o Estado Chileno na intensificação da repressão e da investigação policial em território mapuche – tentando pôr freio, sem êxito, à guerra dos camiões que faz parte da sublevação autónoma mapuche na defesa do seu território ancestral.

O nosso dispositivo funcionou na perfeição, danificando a porta do recinto e embora não fosse assinalado pela imprensa, eles sabem que um atentado atingiu as portas da sua  guarida e nós sabemos que a perigosidade da ofensiva anárquica não se mede nem pela cobertura mediática nem pelos flashes dos jornais. Esperamos que tenham contado, com preocupação, à Presidenta Michelle Bachelet acerca do nosso ataque – na reunião que tiveram com ela, no dia seguinte, às 8.15 hrs.

Nós, anárquicxs inimigxs de toda a forma de autoridade e ordem social, somos parte da continuidade histórica da rebelião emancipadora, nunca pacificada em nenhuma época ou lugar.

Somos os desejos de liberdade, armados de fogo e consciência, demonstrando uma vez mais que a rebelião e o ataque armado são tão possíveis quanto necessários num mundo dominado pelo poder e pelo dinheiro, buscando controlar e mercantilizar as nossas vidas e o planeta em que habitamos.

A nossa permanente rebelião mantém o fogo da libertação total, incendiando as ilusões da democracia, o reformismo e a via eleitoral, buscando agudizar a crise na ordem imperante, em vez de o salvar para lhe dar novos ares de Capitalismo Verde ou Estado Cidadão.

Cada atentado contra os responsáveis do domínio e os seus defensores demonstra sempre que se pode passar à ofensiva – com misturas incendiárias e explosivas que combinam a raiva, a cautela e a segurança no nosso modo de ação.

Enviamos uma saudação cúmplice a todxs xs companheirxs que ao longo do mundo enfrentam julgamentos, encarceramentos e clandestinidades – sobretudo a Juan, Nataly e Enrique no Chile, Fernando Bárcenas no México, a Alfredo Cospito, Nicola Gai, Davide Delogu e a todxs xs acusadxs na operação Scripta Manent em Itália, xs acusadxs na operação Fénix na República Checha, a Lisa na Alemaniha e membrxs da Conspiração de Células de Fogo na Grécia.

Enquadramos esta ação no «Projeto Nemésis» – proposta de companheirxs da Conspiração de Células de Fogo (Grécia) para atacar diretamente os centros de reunião, trabalho e local de habitação dxs responsáveis do domínio. Duas ações na Grécia e duas no Chile precederam o nosso ataque, por isso o denominados  «ATO V».

PORQUE A OFENSIVA ANÁRQUICA CONTINUA VIVA EM CADA ATENTADO PELA LIBERTAÇÃO TOTAL!
A MULTIPLICAR  OS ATAQUES CONTRA O PODER, OS SEUS CÚMPLICES E TODA A AUTORIDADE!

“Banda Ácrata por um Inverno de Fogo”- Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional.

PROJETO NEMÉSIS (traduções de Contra Info em português)

Sobre o projecto

ATO I (Grécia)

ATO II (Grécia/Alemanha)

ATO III (Chile):

ATO IV (Chile)

em espanhol

Santiago, Chile: Reivindicação de ataque incendiário contra o SAG e a DGAC

Na noite de 30 de Junho – no âmbito do mês de agitação anárquica pela libertação da terra – decidimos organizar a nossa raiva e levar a cabo um ataque incendiário ao Serviço Agrícola Pecuário e à Direcção Geral de Aeronáutica Civil.

As motivações para levar a cabo esta ação directa são muitas e variadas; em primeiro lugar procuramos combatera modo de actuar especicista do SAG  –  já que propõe uma suposta salvação e preservação da natureza através da cdestrutiva intervenção da praga humana, pensando que esta espécie maldita tem autoridade para decidir como vive um animal, onde vive e por quanto tempo ele vive…nunca fomos nem seremos salvadores da terra, pelo contrário, hoje em dia somos os seus maiores destruidores. Para evitar este fatal destino existem dois caminhos – ou nos eliminamos como espécie ou fazemos o esforço de voltar às nossas origens, essas mesmas que temos esquecido graças ao falso progresso do capitalismo e do antropocentrismo.

Outro motivo para a nossa ação é a morte recente dos weichafes [lutadores mapuche] Patricio Gonzáles e Luis Marileo, que morreram a lutar em nome da terra, essa mesma que nos dá a vida e que nós apunhalamos pelas costas. Com esta ação queremos afirmar que o espírito guerreiro destes dois combatentes está mais presente que nunca, tanto nas lamas empapadas de raiva, amor e rebeldia que calcinam o sujo cimento como na natureza viva e indomável que resiste firmemente frente às garras do sujo capitalismo – para o qual a natureza não é mais do que um recurso.

A terceira motivação prende-se com o facto de nos encontrarmos nas vésperas do início de um novo processo de eleições – para de novo ser entregue de bandeja a nossa autonomia e a deixarmos sucumbir às decisões de um ser humano investido com o mito da autoridade – e não acreditamos na democracia, pois não existe um ser capaz de representar outro, não acreditamos nem nas eleições, nem em partidos nem na suja política, nem tampouco nos partidos políticos que tanto têm êxito entre os cidadãos – já que não se procura um melhor futuro para o mundo mas replicar atitudes que não fazem outra coisa  que fortalecer o pior cataclismo que a humanidade já viveu, o capital. Perante isto apelamos a NÃO SE VOTAR, mas sim a se organizar e a se fortalecer os laços de solidariedade e de afinidade, já que  relacionarmos-nos de forma horizontal e pelo simples desejo de o fazer é como uma comunidade surge.

EXIGIMOS A COMPLETA PARALIZAÇÃO DOS DIVERSOS PROJETOS QUE COMPÕEM A IIRSA JÁ QUE ESTES NADA MAIS FAZEM DO QUE CONTINUAR A ASSASSINAR A JÁ MUITO FERIDA NATUREZA, PARA ALÉM DE SE CONTINUAR A EXPANDIR O NOJENTO IMPERIALISMO

EXIGIMOS A LIBERDADE IMEDIATA DXS PRESXS POLÍTICXS MAPUCHES QUE COM FORÇA E CORAGEM LEVANTARAM UMA GREVE DE FOME, ALÉM DA LIBERDADE DE TODXS XS PRESXS EM COMBATE, JÁ QUE ENFRENTAR DE FORMA SUBVERSIVA ESTE SISTEMA NÃO É TERRORISMO, APENAS SOBREVIVÊNCIA

A todo o ser que leia este texto, fazemos uma chamada para que enfrente de forma direta os abusos e injustiças próprias do sistema neoliberal e do poder, esperando que esta pequena ação seja como una chispa que incendeie as mentes e os corações de todxs xs animais que acreditam na liberdade e num mundo novo.

LUIS MARILEO E PATRICIO GONZALES, SEMPRE PRESENTES EM TODA A AÇÃO COMBATIVA!

PELA LIBERTAÇÃO TOTAL DA TERRA, LEVANTAMOS-NOS EM PÉ DE GUERRA!

NESTE CONTEXTO A ÚNICA SAÍDA É LUTAR, NÃO TE SERVE DE NADA IR VOTAR!

ABAIXO TODAS AS JAULAS DESTA SOCIEDADE!

Argentina: Pintadas anárquicas nalguma parte de Buenos Aires

NÃO À IIRSA (A)
NÃO À EXPLORAÇÃO

REBELIÃO CONTRA A IIRSA

Debaixo de cimento…
(Pela semana de agitação e propaganda anárquica contra a I.I.R.S.A)

A luta não é só no campo, florestas, rios, montanhas, montes, selva ou mares. Apesar de não o reconhecermos a luta directa pela terra, mais efectiva, está aí. Mas a nossa luta não é limitada.

A expansão da exploração e o extrativismo – a devastação da Terra – tem uma origem e uma base que o impulsiona. Uma base de cimento cinzento e monótono. E uma origem conquistadora e dominadora.

As cidades-contentores sepultam a vida, qual cemitério que o espera. Uma vez que debaixo do cimento se encontra a terra. Terra que será fertilizada com os defensores e promotores da devastação quando eles estiverem enterrados para depois se colher a rebeldia.

O que o inimigo chama de natureza trata-se de nós, segundo o nosso ponto de vista. Porque não nos afastamos nem queremos separar-nos daquilo que somos. Defendemos-lo, defendemos-nos e atacamos como e com o que quer que seja, mesmo que pouco ou não muito.

Com carinho e rebeldia para aquelxs que lutam diretamente, cara a cara – pela Terra e pela Vida contra o Capitalismo e a Civilização alienante – onde quer que seja. Hoje, nesta selva de betão, as paredes, que um dia ruirão, hoje, pelo menos, dizem:

NÃO À I.I.R.S.A
NÃO À EXPLORAÇÃO

em espanhol

Montevideu, Uruguai: Ataque incendiário ao quartel-general do adido militar argentino

A 2 de Fevereiro, um edifício do Estado argentino (Adido Militar), localizado na área de Pocitos, foi alvo do nosso ódio pela repressão realizada em Dezembro de 2016 sobre os manifestantes que se opõem à devastação ecológica causada pela empresa de mineração Barrick Gold, responsável por vários derrames de cianeto na região da província de San Juan assim como pela repressão de 10 de Janeiro contra a população Mapuche, na província de Chubut, em conluio com paramilitares da empresa privada Benetton.

Seja qual for o estado, a nossa solidariedade é com as populações, não com os governos.

Que a anarquia e a solidariedade não sejam apenas palavra escrita!!
Pela Morte de todos os Estados e do Capital!!!

Como nota final, aderimos à campanha regional contra o Plano do Projeto IIRSA.

Cadelas Incendiárias Fania Kaplan

[Santiago, Chile] Projeção de documentário sobre a “IIRSA” – 11/05/2017


Lugar: USACH, Pastos de Sherwood, Zonal Jotabeche, Alameda #3677 (Metro U. de Santiago) e sala da Coordenadora de Psicologia (neste espaço será projetado o documentário e se dará espaço ao fórum/debate).

Dia: 5ª feira, 11 de Maio, desde as 12:30 hrs – aprox. 19:00 hrs.

Jornada de exposição do projeto da I.I.R.S.A e da sua repercução tanto no Estado $hileno como na América do Sul (Abya Yala).

A ideia de criar esta instância é a tensão dos conflitos em torno da urbanização, extração e gentrificação entre outros; dando importância à recuperação da natureza – como um todo (incluindo xs animais), quebrando as lógicas de coisificação que existe sobre esta.

Assim, entendemos que: “O poder e o avanço do capital – através das suas infra-estruturas – devastam diariamente a terra, tendo em vista o progresso da sua putrefata máquina de morte. As novas condições do domínio ampliam-se através da gentrificação, extração, urbanização da pobreza, novas formas de opressão, militarização dos bairros, e assim por diante. Onde quer que nos encontremos haverá um conflito contra o poder, controle e a sua infra-estrutura. Nas regiões do sul do mundo estão a ser levados a cabo mega-projetos de exploração a que os nossos inimigos têm chamado I.I.R.S.A. (Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana), uma iniciativa de estados e empresas diversas, com o fim de agilizar o fluxo de mercadorias, impondo um reordenamento neocolonial e formas de controlo em cumplicidade com a sociedade dos cidadãos de consumo.

Antes de se presenciar o espectáculo de morte – antes de ser o elo totalmente fechado da cadeia – preferimos romper com o estabelecido, assumindo a responsabilidade por aquilo que passa por nós: É hora de aprofundar a guerra contra os Estados, contra a capital e os modos que adoptam para continuar e melhorar e aperfeiçoar a sua asquerosa maneira de viver. Como anarquistas fazemos uma chamada para a ampliação da revolta, propaganda, ação direta e solidariedade entre os pares e atacar o desenvolvimento e progresso do capital. Incitar à luta em defesa da terra contra o avanço da extração, contra as instituições cúmplices, suas leis funcionais e falsos críticos. Resistência e ofensiva devem ter um impulso que permita atacar toda a forma de poder, seja qual for a forma que  assuma. Devemos potenciar as diferentes lutas, aprender com as experiências e contribuir com reflexões, já que não há tempo a perder, é aqui e agora: passar à ação contra toda a formas de autoridade” – palavras retiradas de posições assumidas por alguns e algumas anárquicas, nas semanas de agitação e propaganda contra a IIRSA.

Resumo do projeto:

A iniciativa IIRSA surge em 2000, em Brasília, e é um trato entre doze países da América do Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela), o banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), O Fundo Financeiro da Cuenca del Plata (FONPLATA) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF). Neste acordo inicia-se o projeto de reconfiguração da geografia latino-americana, o qual se pretende realizar através de Eixos de Integração e Desenvolvimento (EID) por todo o continente. Estes eixos são definidos – de acordo com o próprio site da IIRSA – como “franjas multinacionais do território onde se concentram as áreas naturais, assentamentos humanos, zonas produtivas e os fluxos comerciais“. Cada uma destas franjas seria modificada para interligar os territórios extrativos e criar corredores comerciais com saídas nas costas do Atlântico e Pacífico: aqueles a que se têm chamado Corredores Bioceânicos. Por outras palavras, trata-se da construção da grande infra-estrutura para conectar os centros de produção com o consumo, reduzindo o custo e acelerando as transferências, facilitando ainda mais a exploração de jazidas de hidrocarbonetos, minerais, energia, água, recursos agrícolas e o seu transporte, reforçando ao mesmo tempo o controlo social. Estabelecendo um novo ordenamento lógico e novas fronteiras para a transferência de riqueza aos centros de procura (principalmente a Ásia).

Este cenário de desconexão absoluta entre as realidades e as necessidades locais, – tal como a implantação e posta em marcha de mega-projetos – que respondam ao mercado mundial – não é um acaso e para se compreender a magnitude do problema da pilhagem e da extração é preciso entender como é que as transnacionais, os capitais mundiais, concebem a nossa Yala Abya (o nome dado ao continente americano pelo povo Kuna antes da chegada dos europeus); como uma única grande fonte de inesgotáveis recursos de que não há limites para a sua extração – com a permissão obtida através da violência da colonização e, em seguida, através da cumplicidade dos governos atuais.

Embora muitas comunidades, em todo o continente, já se tenham visto confrontadas com as consequências da criação da IIRSA, há já muitos anos, este continua a ser um mega-projeto invisível ao nível da opinião pública. Isto, a nível sul-americano, a fim de se parcelar os conflitos territoriais, separá-los como se eles não tivessem nada em comum, como se a maioria não tivesse inserido neste projeto que considera a América do Sul como uma grande fábrica de mercadorias. A IIRSA já iniciou as suas obras e muito poucas pessoas no Chile estão disso cientes. Na Bolívia, a defesa do TIPNIS (Parque Nacional e território Indígena Isiboro Secure) perante uma via que pretende cortá-lo em dois, ameaçando com a extinção as comunidades e a natureza, no Peru, a Rodovia Interoceânica em Madre de Dios trouxe consigo a invasão de terras, contaminação pela mineração de ouro, extração de petróleo e de tipo agro-industrial e, na Colômbia, o departamento Putumayo está a ser atravessado por dois eixos de integração IIRSA: o eixo Amazônico, que inclui portos, estradas e canais para tornar o rio navegável e o eixo andino, que inclui estradas e linhas elétricas, condenando os seus povos a desaparecer. A IIRSA avança com a velocidade do capital, e não sabemos ao certo o que está em execução nesta parte da região. Só sabemos que muitas das iniciativas energéticas, por exemplo, amparadas sob o mito da “crise energética” e continuar a implementar para que a energia seja vendida no estranjeiro e para alimentar projetos fora do Chile.

“Muitas vezes nos perguntamos, o que mais? Quanto mais deve ser produzido para se alcançar o progresso, para conseguir essa promessa, essa felicidade e esse bem estar,adiados para o futuro? Hoje temos conhecimento, graças ao fluxo de informação e às próprias realidades que vivemos, que o grande número de mega-projetos industriais e extrativos que estão instalados na região não contribuem para o nosso desenvolvimento e nossa qualidade de vida, pelo contrário empobrecem, adoecem e contaminam a nossa terra e a nós mesmos. Nós sabemo-lo, porque a história recente o tem demonstrado – quando se instala uma hidrelétrica para represamento de um rio no sul, o objetivo final não é alimentar energeticamente a localidade onde o projeto está instalado, mas sim que esse local seja usado como plataforma de produção, do qual se extrairá a energia para ser levada para outros lugares à “indústria extrativa” provavelmente de qualquer lugar na América do Sul. A IIRSA serve os interesses das transnacionais interessadas em extrair a maior quantidade possível de lucro e mercadorias, secando e assassinando a terra, os recursos naturais e humanos … “ – O Pilpilen Preto.

Na jornada encontrar-nos-emos em:

A presentação do livro “Deserto”.

Feiras de Editoriais Anárquicas e Autónomas (traz a tua feira).

Oficina de Xilogravura por Matate Xilografía.

Expoem no Fórum :

– Revista Mingako

– Indivíduxs Anárquicxs de Proposta Informal perante a I.I.R.S.A

Conversa: Que fará frente aos conflitos da I.I.R.S.A nesta zona e na América do Sul, em geral? propostas e projeção.

Bandas ou individualidades convidadas a tocar (ainda por confirmar):

– Grone Aukan
– Jairoly

Guerra à devastação do progresso capitalista, ao extrativismo, à cumplicidade do Poder e dos seus Estados! Pela Libertação da Terra, Animal e Humana!

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