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Aachen, Alemanha: Saíu a sentença do Caso Aachen

SE NÃO HÁ LIBERDADE PARA XS NOSSXS COMPANHEIRXS ENTÃO QUE NÃO HAJA TRANQUILIDADE PARA OS NOSSOS INIMIGOS

Hoje, 7 de Junho de 2017, foi proferida a sentença do caso contra xs companheirxs acusadxs ​​de atacar uma sucursal do PaxBank (Aachen) em 2014. Embora o companheiro (Barcelona) tenha saído em liberdade, a nossa irmã e companheira (Alemanha) foi condenada a sete anos e meio de prisão.

O que ficou claro após este julgamento e com esta sentença é que quiseram condenar não só os fatos, mas também as ideias; as nossas ideias anarquistas, a solidariedade e a atitude não colaboracionista com o Poder.

Apesar da intenção de atingirem e suprimirem as nossas ideias e práticas anarquistas, continuamos orgulhosxs de quem somos e convencidxs continuaremos do motivo pelo qual lutamos. Assim o demonstramos a ambxs com os nossos gritos de raiva e solidariedade na sala do tribunal – correspondendo à dignidade da nossa companheira – que nos saudou com a cabeça, levantando o braço de punho cerrado, enquanto a levavam.

Na sala do julgamento deixamos a nossa marca de desprezo por tudo o que isto significa: esperamos que esta tormenta de raiva, ira e amor pela nossa companheira sopre forte e se amplie por este maldito mundo.

Liberdade para xs nossxs companheirxs, guerra aos nossos inimigos!!

Alguns e algumas anarquistas solidárixs

N.T. Em Barcelona, estava marcada para este dia uma manifestação solidária, às 20h locais, fosse qual fosse a sentença proferida.

ATUALIZAÇÕES À MEDIDA QUE CHEGAREM

Barcelona: Seja qual for a sentença, estaremos nas ruas (caso Aachen)

Seja pela rejeição de todas as opressões que nos tentam esmagar ou por acreditar muito nos maravilhosos mundos que temos no coração – chocando continuamente com a asfixiante realidade em que vivemos – decidimos lutar contra o Estado e toda a forma de poder.

E sabemos bem que a nossa luta continua sem descanso – e o inimigo também – mesmo que limitada às vezes.

Por isso nos aprisionam – nos tentam calar com a intenção de reduzir a nossa vontade – sendo natural que isso impulsione a rebeldia.

Por isso continuamos de cabeça erguida – condenação após condenação, operação repressiva após operação repressiva – retomando todas as forças possíveis e voltando a atacar, enchendo as ruas do nosso ódio por minutos eternos de liberdade vividos juntxs.

Com a firme convição das nossas ideias e das nossas práticas – das nossas vivências e da nossa solidariedade – seguiremos conspirando, procurando e encontrando maneiras de enfrentarmos o Estado e os seus múltiplos cúmplices.

SEJA QUAL FOR A SENTENÇA, ESTAREMOS NAS RUAS
No cartaz, em catalão, pode ler-se:

Se não liberdade para xs nossxs companheirxs que não haja tranquilidade para os nossos inimigos
Solidariedade rebelde com xs anarquistas aprisionadxs na Alemanha pelo caso de Aachen
MANIFESTAÇÃO no mesmo dia que sair a sentença, às 20 h, em Barcelona.
ESTEJAM ATENTXS À CONVOCATÓRIA
solidaritat.noblogs.org
em catalão e castelhano em  solidaritatrebel

Barcelona: Programa “Rádio Rebelião Animal” – 21 de Março de 2017


Conteúdo de “Rebelión Animal Radio”:

Entrevista a Aida (ativista, escritora, de Mallorca); Recordando Javier Recabarren; Nahuel sai da prisão, sobre a La Solidaria (Uruguai) e o seu desalojo; acerca da criação da plataforma especista; concentração em Camprodon, 26 de Março (caso Santuário Gaia); “carne” de frango de laboratório.

Música: Accidente, Bad Religion.

Para se escutar o áudio clica aqui, para visitar o blogue aqui.

Espanha: Chamada à solidariedade com as companheiras presas na Alemanha – 21/01

12 de Janeiro, Barcelona *

Chamada à solidariedade!
As companheiras anarquistas acusadas de participar numa expropriação a uma sucursal bancária de Aachen, em Novembro de 2014, continuam encarceradas na Alemanha à espera do começo do julgamento, marcado para 23 de Janeiro de 2017. A companheira holandesa, processada também por expropriações a sucursais bancárias no mesmo território, encontra-se em liberdade atualmente, ainda que o ministério público tenha apresentado um recurso após a sua absolvição. (+ info: aqui)

A partir da Solidaritat Rebel queremos que sintam a solidariedade trespassar fronteiras, barrotes e muros, enviando-lhes toda a nossa força e cumplicidade.

Propomos desmascarar e apontar três actores importantes no sequestro das nossas companheiras:

1) A acusação: Pax Bank e os seus sócios

As sucursais bancárias onde se perpetuaram as expropriações pertencem às entidades Pax Bank e Aachener Bank. O Pax Bank é um banco ligado à Igreja Católica – desde que foi fundado por sacerdotes em Colónia, durante a Primeira Guerra Mundial – recentemente vinculada ao mercado de armas. Embora prediquem humildade, ética e moral, enchem os bolsos vendendo armas em guerras para, em seguida, pedirem orações pelas vítimas. Mais uma amostra da aliança indessolúvel entre Igreja e Capital. (+ info: aqui)

2) Os cúmplices e servos do Estado: colaboração entre Estados e seus corpos policiais

Da Polícia Criminal e do Departamento Estatal de Investigação Criminal (LKA) alemães saíram as ordens, dirigidas aos outros Estados, de recompilação de informação: por exemplo, foram os Mossos d’Esquadra (polícia da Catalunha) que recompilaram dados para identificação e localização dxs nossxs amigxs. Para além disso, a Europol emitiu o mandado de busca e captura que terminou com a extraditação dxs nossxs amigxs para prisões alemãs (trazidxs da Bulgária e da região de Barcelona). As fronteiras, mais uma vez, são apenas reais para os pobres, os rebeldes, os imigrantes …; nunca para os ricos, forças repressivas ou Capital.

3) Tecnologia de controlo social e repressão: novas (e as que não são tão novas já) técnicas

Uma das evidências-chave para a acusação era a amostra de ADN recolhida pela Polícia da Catalunha, sem o conhecimento das acusadas. Outra das provas foi o estudo biométrico das imagens gravadas pelas câmaras das sucursais e das suas redondezas: forma da cabeça, da mandíbula, da maneira de andar…toda a informação foi extraída dessa maneira, dia após dia, quando andávamos pelas ruas vídeo-vigiadas.

Isso sem deixar de lado o nosso ódio e rejeição às prisões, como centros de punição para a dissidência; o nosso ódio a todos os e-bancos, media burguesa, Igreja e restantes aliados do Estado e do Capital. Apesar dos sucessivos golpes repressivos, é a continuação da luta o que impedirá que as nossas ideias e práticas rebeldes sejam atingidas.

Não cairemos nos seus jogos de inocente ou culpado, isso não nos importa. Não são vítimas, são lutadorxs – no próximo dia 23 de Janeiro começa o julgamento – assim reafirmamos-lo uma vez mais, recusando essa categorias, tecendo laços de solidariedade e rebeldia. Por isso mesmo incentivamos todxs a solidarizarem-se com elas no sábado, dia 21 de Janeiro, nas ruas das vossas cidades, bairros, vilas ou aldeias de forma a tornar visível o caso que mantém sequestradas as nossas companheiras. (+material: aqui)

Manteremos o blog atualizado com toda a informação que formos entretanto obtendo dos inimigos das nossas companheiras (que também são nossos).

AS ANARQUISTAS PRESAS NA ALEMANHA NÃO ESTÃO SOZINHAS.
QUEREMOS-LAS LIVRES.
QUEREMOS-LAS PRÓXIMO.

 espanhol

*Nota dxs tradutorxs: A 12 de Janeiro, 19.30h, cerca de 30 compas, à porta do hotel Imperial na Gran Vía, em Barcelona – onde se celebrava um aperitivo exclusivo da Câmara de Comércio Alemão para Espanha – bloquearam a entrada com uma faixa, leram um comunicado e lançaram centenas de flyers em solidariedade com xs companheirxs acusadxs de um assalto em Aachen.

Alemanha: Companheira de Amsterdão ilibada no caso Aachen e início do processo contra 2 anarquistas de Barcelona

Liberdade para xs presxs detidxs por causa do assalto a um banco em Aachen / Qualquer expropriação dos ricos e dos bancos é bem-vinda.
(Alemanha – Berlim- cerca de mil flyers lançados na Hermannplatz e à entrada do metro).

O tribunal de Aachen decidiu as datas para o início do julgamento contra 2 companheirxs de Barcelona, acusadxs de uma expropriação numa filial do Pax-Bank – em Aachen, em Novembro de 2014. O julgamento terá início a 23 de Janeiro e 25 sessões estão já programadas.

Estxs companheirxs foram respetivamente detidxs a 13 de Abril e 21 de Junho, durante um assalto realizado pelos Mossos d’Esquadra, em colaboração com a polícia alemã, contra o centro social Blokes Fantasmas e ainda alguns apartamentos particulares. Desde então encontram-se em prisão preventiva nas prisões de Aachen e Colónia.

Recordamos que há também uma terceira companheira de Amsterdão em julgamento no momento num procedimento independente, mas nascendo do mesmo jogo de caça às bruxas a partir de um assalto a um banco alemão e expandida através de metade da Europa.

A partir de Barcelona, reiteramos a nossa solidariedade e apoio incondicional aos/às companheirxs em questão, convidando todxs – individualidades e coletivos – a seguir, compartilhar e estar preparado antes da próxima informação ou respostas contra a agressão do Estado para aquelxs que se rebelam contra a ordem e a miséria. A anarquista presa na Alemanha não está só. Queremos-la liberta. Queremos-la entre nós.

A seguir as datas processuais:

23 e 26 Janeiro
9,13,14 e 16 de Fevereiro
2,6,9,10,13,20,23,27,28 e 31 de Março
3,7,24,25,28 Abril
5, 12, 18 e 22 Maio

Mais informações em solidariteit.noblogs.org

[Atualização de 8 de Dezembro]

Hoje, o tribunal absolveu a companheira de Amsterdão. Recordamos que o ministério público havia pedido uma sentença de seis anos e meio por “assalto à mão armada, privação ilegal de liberdade pessoal e posse ilegal de armas de fogo.”]

em italiano

Barcelona: Segundo comunicado de Individualidades pela Dispersão do Caos – FAI/FRI – Abril/16

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10 de Abril de 2016

“Sou amante da liberdade e só posso brindar o meu respeito e solidariedade aquelxs que, como eu, têm o valor e a dignidade de defender a sua própria vida com unhas e dentes “
Claudio Lavazza.

Ao passear pelas ruas desta metrópole morta chamada Barcelona quem esteja atentx pode fazer uma rápida análise da realidade vigente nesta como em outras cidades do mundo civilizado, nas ruas comerciais do centro tais como Paseo de Gracia, Portal del Angel ou Diagonal podemos observar como as massas aborregadas atestam cada centímetro do solo, como jovens e velhxs se idiotizam com tecnologia, como xs pobres e xs acomodadxs olham as mesmas montras, suspiram pelos mesmos objetos, usam a mesma moda e idolatram os mesmos ídolos sociais. No mesmo recanto podemos ver o luxo e o consumo mais absurdo enquanto a poucos metros, nalguma porta ou esquina, alguns/mas desgracadxs dormem entre papelão e lixo. Tudo isso acontece sob o olhar atento de centenas de câmaras de vigilância colocadas especialmente no centro e em áreas comerciais; exércitos de polícia também atestam as cidades, desde patrulhas de secretas a esquadrões de choque de metralhadora na mão, tudo isto para a segurança do cidadão/ã que felizmente se sente protegidx ao contemplar o estado policial.

Na sociedade de massas que se desenvolve no capitalismo pode-se estar cercado de milhões de pessoas e ao mesmo tempo sentires-te só e isoladx. Procura-se preencher o isolamento social e o vazio existencial – produzido pelo deserto da sociedade de massas – pela procura da aceitação, modas, pertença a “algo”, trabalho, ócio alienante, drogas e consumismo. Este isolamento social é constantemente confundido com ndividualismo, no entanto, que pessoa com uma consciência individualista toleraria o ataque que em si mesma a própria sociedade da obediência e das massas representa para x próprix indivíduo?

Após uma época de crise e agitação social – parecendo que tudo vai finalmente voltar ao normal – a vida é menos vivida do que nunca mas nada acontece porque x cidadão/ã dá graças por ainda quebrar as costas 8 horas ou mais no trabalho de merda, cobrando uma ninharia para continuar a pagar preços exorbitantes por alugar um quarto, comprar mercadorias ou simplesmente para continuar a comprar a merda que oferecem as montras. O/a cidadão/ã está convencidx de que “algo está a mudar” porque governa a cidade uma mulher, prefeita de um partido de esquerdas e progressista. Partidos que, aliás, foram incubados nos protestos de rua no período de convulsão, mostrando que a grande maioria da massa saíu à rua para reclamar mas que, apesar dos slogans incendiários e de terem nalguns casos chegado a aplaudir ou até mesmo participar nos motins, tiveram só uma momentânea frustração – ao verem o estado de bem-estar que lhes tinha sido prometido ir por água abaixo e basicamente tudo o que desejavam era terem mais uma vez a oportunidade de reviverem a sua antiga vida com as suas ilusões de trabalho, consumo, lazer estúpido e televisão. Aliás, esta nova normalidade já não é tão subtil como era dantes, este é a normalidade dos estados de emergência, o “nível de alerta 4 anti-terrorismo”, o encerramento das fronteiras, as macro – prisões a estourar, os militares patrulhando as ruas … o controle multiplicando-se em cada esquina da cidade. Uma normalidade que não aceitamos e da qual não vamos ser merxs espectadorxs.

Há muitxs anarquistas que se deixaram arrastar pelo espectacularidade das mobilizações de massas e das lutas de rua – sem parar para fazer uma análise da situação – cheixs de ilusões confiaram nas massas cidadãs e pensaram que a revolução estava ao virar da esquina. Anos mais tarde cada um/a de nós pode comprovar como estas mesmas massas se dirigiram às urnas para votar ou simplesmente seguiram a sua vida à primeira oportunidade que tiveram para recuperar um mínimo das miseráveis condições que tinham perdido, rastejando num servilismo voluntário ainda mais repugnante do que o que professavam antes. A tudo isto é necessário acrescentar que, após esta época de crise, o Estado não esquece nem perdoa aquelxs que quebraram a paz social e, portanto, neste momento, quando quase todo o panorama da luta foi desactivado e / ou recuperado, o aparelho policial atinge, com vários golpes, o entorno anarquista – a fim de incutir pânico e pô-los fora do caminho xs poucxs que ainda têm o desejo de continuar a luta. Assim, acreditamos que os principais fatores que influenciaram o sentimento atual de derrota do anarquismo no Estado espanhol foram, principalmente (entre outras razões) o fracasso das expectativas depositadas sobre “o povo” e os últimos golpes repressivos – para xs quais o meio anarquista não estava preparado.

Lamentavelmente para o Poder, permanecemos aqui e continuamos com o mesmo desejo (ou até mais) de manter o ataque até às últimas consequências contra o mundo do Poder e da sua sociedade de escravos consentidos – durante todo este período continuámos aqui a conspirar, atacando de diferentes formas, recolhendo recursos materiais e conhecimento técnico para a agudização da ofensiva anarquista. Temos assumido a repressão como algo inevitável, inerente à luta, há muito tempo já que  deixamos de colocar as nossas vidas e futuro nas mãos da sociedade dxs servis e escravxs sorridentes que aceitam passiva ou ativamente que o existente se vá perpetuando.

Pouco nos importa que as condições não estejam maduras, aqui as condições somos nós que as escolhemos. Não importa que a maioria dos “anarquistas” tenham virado as costas à essência conflitual da anarquia e tenham optado por se submeter no mundo do medo, na paranóia ou rebaixando-se  até posicionamentos reformistas e cidadanistas. Pouco importa que o Poder aponte as armas contra nós – nesta guerra nos recusamos a assumir um papel de vítima inocente, e assim, também apontaremos as nossas armas contra o poder e a sua civilização.

Tomamos posição ao lado dxs compas de todo o mundo que apostam no conflito permanente e multiforme, para viver a Anarquia aqui e agora, juntamos-nos a vós a  internacional negra dos anarquistas da práxis e mais uma vez passamos ao ataque quotidiano e à recuperação das nossas vidas. Somente através do ataque anarquista multiforme somos capazes de experimentar sentimentos de liberdade num mundo enjaulado e a experimentação de liberdade merece o risco de prisão ou morte, risco que assumimos. À margem de diferentes tendências, posições e contextos compartilhamos o caminho com todxs aquelxs que optam pela coerência de levar a teoria a algo vivo e real, por isso compartilhamos cumplicidade com irmãos/ãs de todo o mundo – embora nunca tenhamos visto as suas caras, as suas ações, ataques e textos deram-nos a determinação e motivação para continuar na luta. Através da nova guerrilha urbana anarquista, da organização informal e do ataque difuso permanente, materializamos os nossos desejos e paixões em algo real e perigoso.

Por outro lado, e paralelamente, uma outra forma miserável se desenvolve, a que tenta transformar a anarquia na nova tendência social-democrata. Em toda a parte esta praga se espalha, sob diferentes nomes ou formas organizativas. Em Barcelona, cidade cheia de misérias pessoais e políticas, não poderia fugir à regra, aqui a ação direta, a sabotagem e ataques estão quase desaparecidos da linguagem e da prática, a coerência em qualquer projecto brilha pela sua ausência. Aqui, podem ser encontrados atos miseráveis de colaboracionismo com os media, discursos reformistas e pacificadores, colaboração aberta e clara com grupúsculos autoritários, esquerdistas e / ou patrioteiros, bem como “anarquistas” que votam ou pediram o voto, desfazendo-se em elogios a partidos políticos como as CUP ou Guayem …

Portanto, a nossa posição é clara em relação a todxs estxs cobardes e miseráveis: NÃO os reconhecemos como companheirxs, nem sequer como anarquistas, não nos importando nada o que eles tenham a dizer a nosso respeito e acerca dos nossos posicionamentos e ações. Podem manter os seus discursos de “poder popular” e o seu ativismo inofensivo de fim de semana, o seu radicalismo subcultural e o consumo de alternativismo (além do abuso de drogas e álcool) nas festas “auto-gestionadas” nas okupas, podendo continuar a jogar aos/às políticxs no seu micro-mundo da assembleia onde são “alguém” e rindo-se das graças do asco patriótico catalão.

Outrora, no âmbito anarquista, mesmo entre as suas tendências mais moderadas, eram aceites ou estavam generalizadas as práticas do saqueio, calote… em última análise, formas de recuperação da vida que ao mesmo tempo constituíam um ataque frontal contra a propriedade e contra o sistema em si mesmo.
Hoje em dia, no auge da coerência e da luta contra o estado / capital, a prática generalizada é a de se ir à procura de comida no lixo e viver em casas okupadas gratuitas – embora nalguns casos as casas estejam a cair aos pedaços – mas acima de tudo o que nestes dias é a cereja em cima do bolo são as fantásticas cooperativas e negócios “auto-gestionados”. Alguns/mas viram nesta gestão da miséria e sobrevivência das migalhas e sobras do capitalismo o novo evangelho anti-capitalista – quando na realidade estas práticas, além de não estarem fora da lógica do mercado livre, criando apenas um novo consumo “alternativo”, estão completamente vazias de discurso ofensivo contra o mundo do domínio e não representam ameaça alguma. Inclusivé a okupação – que antes se caracterizava pela sua combatividade – ficou vazia da sua essência de conflito e, até mesmo, de crítica contra a propriedade privada e do mundo que a produz.
Actualmente a okupação tornou-se um fim em si, cujo único objectivo é viver de graça dentro do capitalismo.

Que ninguém se equivoque: aquelxs que abertamente se posicionam em guerra contra o poder e a sua sociedade, incluíndo nós, não estamos livres de “pecado”. O ser anarquista coloca-nos em conflito com o existente, mas ainda assim vivendo dentro das margens do sistema de domínio e da sua sociedade, crescemos nele e nele aprendemos muitos dos valores, atitudes e papéis sociais que tentamos abolir. Não estamos imunes à influência do mundo dominante e é por isso que, ao mesmo tempo que levamos a batalha externa contra o poder, também travamos uma batalha interna connosco próprixs para nos desfazermos da lógica de dominação e dos seus valores. Além disso, quando dizemos que ser espectador é ser cúmplice é também aplicável a muitxs que só pelo mero facto de se considerarem anarquistas e compartilharem pensamentos e ideias subversivas já pensam que fazem “algo”. Simplesmente quantas vezes nos temos cruzado com pessoas que vestem de negro da cabeça aos pés, soltam discursos incendiários à esquerda e à direita, clamam pela revolta e a insurreição generalizada, e no momento da verdade o mais “ousado” que fizeram na sua vida foi um blog e desabafos na internet. A teoria sem prática converte-se em mera política, idealismo e charlatonice que morre na boca de quem o pronuncia.

Se há de procurar algum/a dxs responsáveis ou uma das principais causas da situação actual, devemos também olhar para nós mesmxs. Não é a repressão ou qualquer outra causa que perpetua a ordem existente mas sim as nossas decisões e actos, a maioria dos anarquistas são vítimas de suas próprias desculpas na hora de abordar o conflito.
Como anarquistas, entendemos como objectivo prioritário a destruição absoluta do poder existente – em qualquer das suas formas – e acreditamos que as práticas anarquistas devem ser dirigidas para esse objectivo assim como à criação de redes e estruturas que facilitem e tornem possível a agudização do conflito.
Limitar as expressões anárquicas a um simples activismo para calar a consciência, politicagem barata, ou uma extensão não-oficial dos serviços sociais do Estado, parece-nos desprezível.

Reivindicamos a responsabilidade da seguinte ação – demonstrando uma vez mais que o ataque continua a ser possível, apesar das circunstâncias adversas:

– Noite de 26 de Janeiro, um veículo da empresa de segurança Prosegur é incendiado na Avenida Coll del Portell mediante acendalhas de incêndio nos seus pneus dianteiros e traseiros, no bairro Vallcarca. O fogo, sempre imprevisível estendeu-se a outros veículos estacionados – segundo informam os meios do poder, 20 veículos foram totalmente queimados, outros 20 parcialmente destruídos , além de outros danos pessoais. Ainda que o nosso objetivo inicial fosse a furgoneta da empresa de segurança, não iremos lamentar a destruição do resto das máquinas, de facto regojizamos-nos com isso e reivindicamos a destruição total ou parcial dos 40 veículos. La “cultura” do automóvel, o seu estúpido culto e consumo, tão enraizado nas massas, realiza às expensas de cada um/a cada vez maior degradação e destruição da Natureza selvagem. Se elxs não têm consideração por este facto nós tampouco teremos consideração na hora de se queimar as suas odiosas máquinas.

A guerra já nos tinha sido declarada há muito tempo, agora é questão de tomar o caminho do conflito ou continuar a abaixar a cabeça, enquanto se  mantém uma pose radical. As cidades oferecem oportunidades de ataque, difuso e constante, em todos os sítios. Para aquelxs que queiram romper com o imobilismo e a passividadeo em todos os sítios existem objectivos falíveis de serem atingidos. Para aquelxs que não querem fazer nada e continuar a serem expectadorxs da sua morte em vida, em todos os sítios haverá desculpas..

COM XS NOSSXS PRESXS PRESENTES E XS QUE TOMBARAM NA MEMÓRIA !!
PELA INTERNACIONAL NEGRA DE ANARQUISTAS DA PRÁXIS!!
PELA EXTENSÃO DO CAOS E DA ANARQUIA!!

Individualidades pela Dispersão do Caos – Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional

Espanha: Sabotagens a caixas eletrónicos em Barcelona

do re mi

Às primeiras horas do dia 31 de Março foram sabotados dois caixas automáticos, um de banco Santander na Avenida Mare de Deu de Monserrat, no bairro La Salut e outro da Caixa Catalunya na rua Concepcion Arenal, na zona de La Sagrera. Os écrans foram destruídos a golpe de martelo – o facto de se usar um pequeno martelo quebra-vidros como os que existem dentro dos autocarros e comboios, também chamados martelos de segurança, permite sabotar vários caixas de forma discreta, rápida e silenciosa, já que um só golpe é suficiente para destruir o écran. Em lugar de destruir os escaparates de um só banco, com todo o ruído que isso constitui, optou-se por destruir o maior número possível de caixas eletrónicos. Devido à quantidade de transeuntes que havia pelas ruas, apesar de ser de noite e durante a semana, não se puderam destruir mais écrans de caixas, tal como estava previsto. Esta ação realizou-se no mesmo dia em que se deu a conhecer a sentença de 12 anos de prisão a Monica Caballero e Francisco Solar, sendo esta ação um gesto mínimo de solidariedade e cumplicidade com elxs e com o resto dxs companheirxs presxs e represaliadxs. Que os ataques contra o Poder se reproduzam por todo o lado.
Anarquistas pela revolta permanente

Barcelona: Ataque a agência de viagens do El Corte Inglés

vidro partidoNa noite de 28 de Dezembro – o mesmo dia em que detêm e citam, para declarações na esquadra, diversas pessoas por fazerem parte de piquetes realizados contra o Corte Inglês – atacamos os escritórios da agência de viagens desta empresa, situados no recinto del Hipercor, próximo da Avenida Meridiana, no bairro de Sant Andreu. Todos os vidros das montras do local ficaram destruídos como resposta directa a esta manobra repressiva orquestrada pela Brigada de Informação dos Mossos de Esquadra, com o objectivo de defender os interesses do grupo empresarial mafioso El Corte Inglés.

As ações de sabotagem continuarão até à empresa renunciar ao pagamento da responsabilidade civil dxs manifestantes processadxs pela greve geral de 29M de 2012.

Vingança

Barcelona: Ações por um Dezembro Negro das individualidades pela Dispersão do Caos – FAI/FRI

Após as últimas operações policiais contra o meio anarquista, muito se disse e se escreveu – sendo na sua grande maioria uma queixa ou uma “condenação” à repressão por parte do poder – tanto em comunicados como nas opiniões.  Tendo em conta a última operação repressiva e as reacções que se seguiram, consideramos importante dar a nossa perspectiva sobre os acontecimentos

Começando pela visão de que a repressão, que se tem vindo a abater sobre nós, é a resposta lógica do Estado aqueles que consideram (ou o Estado mesmo considera) como os seus/suas inimigxs – não entendemos os comunicados em que de uma ponta à outra se descrevem como vítimas (e, claro, com as palavras mais apropriadas) se roga ao Estado que deixe de lançar as suas hordas policiais de forma “indiscriminada” contra xs anarquistas. Que a repressão é injustificada, supostamente usa-se e abusa-se do termo “montagem”, que não fazemos nada de mal…que nos atacam por “pensar diferente”… tenta-se dar uma imagem de “normalidade” e, por todos os meios, que esta imagem pública seja o mais limpa ou socialmente aceitável. Faz-se o possível para se distanciar de discursos ou práticas violentas, caindo assim no jogo de poder, usando a mesma linguagem, fazendo distinções entre anarquistas “bons/boas” e “maus/más” fomentando deste modo a mesma criminalização.

Chegados a este ponto, entre estxs “anarquistas” há quem não tenha tido vergonha de conceder entrevistas aos meios de comunicação dando uma imagem lamentável e, o que é pior, situando-se como porta-vozes do “movimento anarquista” (e já de passagem por todos os movimentos sociais) estxs aspirantes a políticxs e guias de massas tentam fazer todo o possível para afastar o anarquismo de seu carácter subversivo e de confronto, pintando-o como um simples movimento de activismo social, vazio de todo o discurso e prática de confronto com o poder e a ordem existente.

Por outro lado há os discursos dos que falam continuamente sobre o terrível que é a repressão, que todxs estamos controladíssimxs, que não se pode fazer nada… estas atitudes não fazem mais que difundir o pânico e a paranóia colectiva e por trás destes discursos e atitudes estão aquelxs que escondendo o seu imobilismo usam, como pretexto, a omnipresença da repressão, os seguimentos, os clássico  “a mim têm-me fichadíssimx”…etc, etc. Não estar disposto a assumir as coisas é uma decisão pessoal, mas esconder-se atrás de um medo descontrolado – e em muitos casos infundado – e dedicar-se a espalhar esse sentimento derrotista é perigoso é contraproducente. Isso não quer dizer que uns/umas sejam “bravxs” e xs outrxs “cobardes”, é totalmente normal ter medo das detenções nas delegacias de polícia, das prisões, dos espancamentos, das torturas e assassinatos realizados pela bófia ou pelos carcereiros …

No entanto, dar rédea solta ao medo permite o pânico e a paranóia – que por sua dá lugar aos discursos derrotistas que atraem a passividade e o imobilismo e ao é melhor “portar-se bem” tanto para si mesmx como para com o resto dxs companheirxs para não se acabar por ser o alvo de investigações policiais.

Como nota final sobre este assunto apenas dizer que, ainda que o Estado não tenha mostrado mais que a ponta do iceberg, isto não é nada comparado com o que poderia ter sido solto e, de fato, basta olhar para a repressão que se exerce actualmente noutras partes do mundo (e não é preciso ir muito longe) ou na própria Espanha há algumas décadas.

Deve ficar claro que, a partir do momento em que nos posicionemos como anarquistas, passamos a viver em risco permanente e com possibilidade de sermos atingidxs pela engrenagem repressiva – ainda que à margem das nossas práticas, pois como já se viu, há ocasiões nas quais a dita máquina repressiva procura acima de tudo provocar medo entre o inimigo, levando à frente qualquer um/a em vez de dar golpes certeiros – aos olhos do poder qualquer um de nós pode ser um objectivo.

Não obstante o desencadear das operações policiais, encarceramentos e  difamações levadas a cabo (e do está por vir) o poder sabe que permanecemos, como sempre, indivíduxs aos quais não nos podem controlar nem assustar por mais que tentem – não poderão acabar com as nossas ânsias de destruir todo aquilo que nos oprime. Enche-nos de alegria comprovar que, apesar de todo o transcrito, não conseguiram deter a ofensiva contra o existente, há sempre continue sem ceder ao medo e à submissão social, passando ao ataque permanente. A acção multiforme anarquista continuou espalhando-se pelos diversos bairros, cidades e vilas em forma de publicações e textos combativos, cartazes, pintadas, faixas, sabotagem, incêndios e explosivos, cortes de ruas com barricadas com barricadas, confrontos, ataques a edifícios do poder e distúrbios durante manifestações…

Ainda que a tendência em Espanha tem sido para a não reivindicação das ações, pelo que muitas delas ficam mudas ou são silenciadas, sabemos bem que tudo isto tem vindo a ser sucedido em maior ou menor grau. A violência minoritária sempre continuou e continuará e, sim, falamos de violência, sem tabus ou complexos, pois estamos convencidos de que o poder não cairá por si nem nenhum messias cairá do céu com a solução debaixo do braço.

Não usamos palavras como “auto-defesa” ou “contra-violência” ou não falamos de violência anarquista apenas quando haja um contexto de levantamento de massas porque resulta mais aceitável. Temos comprovado que, apesar de tudo, a prática insurrecional e o ataque continua a ser possível, a polícia não pode estar em toda a parte, nem nos espiar ou controlar a todxs: um pouco de senso comum, uma boa planificação e vontade são mais do que suficientes para se comprovar que a imagem de um mundo controlado e pacificado não passa de uma ilusão e quebrar esta ilusão de tranquilidade está nas nossas mãos.

Porque frente aos ataques do poder e à miséria de alguns/mas “anarquistas” que só se preocupam em darem ares de bons/as jovens inocentes perante a sociedade, e salvar-se a si mesmxs, nós armamos os nossos desejos e paixões, passamos ao ataque. Frente às massas e à sua passividade apenas oferecemos a nossa agressividade, não esperamos nada deles e lançamos-nos em pleno à revolta anárquica permanente.

Somos xs revoltosxs que decidiram seguir de pé e assumir o risco por nos atrevermos a viver a anarquia aqui e agora.

Para nós, as palavras sem actos são palavras mortas, por isso aproveitamos este comunicado para reivindicar as siguintes ações em diferentes zonas de Barcelona:

O incêndio de vários veículos de diferentes empresas privadas oo estatais, a maioria deles de empresas de segurança.

Ataques a sucursais bancárias mediante la rotura dos vidros e do caixa eletrónico com martelos, pedras e tinta ou incêndio do mesmo.

Incêndio de contentores e destruição de diverso mobiliário urbano.

Através deste comunicado queremos saudar afectivamente xs nossxs presxs, especialmente Monica e Francisco que lestão há mais de dois anos em prisão preventiva sem baixar a cabeça, xs compas Nicola e Alfredo, xs compas do CCF e xs compas atualmente prisioneirxs no Chile, assim como todxs xs compas presxs em qualquer parte do mundo, tal como saudamos xs nossxs e recordamos xs que tombaram e a todxs aquelxs que dia a dia continuam a apostar no conflito e na insurreição permanente em todo o lado, fazendo da anarquia uma ameaço, de novo.

Por um Dezembro Negro em todo o lado!

Pela Internacional Negra de anarquistas da praxis!

Pela extensão do Caos e da Anarquia!

Nada acaba, a guerra continua…

Individualidades pela Dispersão do Caos – FAI/FRI

Nota: Desenho realizado no Chile por um compa em prisão preventiva, acusado na montagem “Caso Bombas”, há anos atrás.

Espanha: Liberdade (sob fiança) para o compa preso no âmbito da Operação Pandora II

tugofwarDe acordo com informações da CNT Barcelona, as autoridades judiciais decidiram libertar Enrique Costoya Allegue (Quique) sob fiança de 8.000 euros. Quique tinha sido detido a 28 de Outubro de 2015 e depois ficado em prisão preventiva na prisão de Soto Del Real, Madrid, no âmbito da Operação Pandora II.

em grego l alemão

Estado espanhol: Prorrogada a prisão preventiva de Mónica e Francisco

frontlineNa terça-feira, 27 de Outubro, ocorreu o vis-à-vis onde iria ser decidido se prorrogavam a prisão preventiva a Mónica e Francisco ou se, pelo contrário, os punham em liberdade à espera de julgamento. No final, a prisão preventiva foi prorrogada.

Apesar da legislação espanhola contemplar os dois anos como período máximo em que uma pessoa pode permanecer em prisão preventiva, o Estado tem a possibilidade de a alargar (argumentando com algum tipo de excepcionalidade no caso) durante dois anos mais, e já o fez.

Há dois anos, a 13 de Novembro de 2013. foram detidxs juntamente com mais três pçessoas, em relação às quais o caso ficou arquivado. Mónica e Francisco estão à espera de julgamento, acusadxs de pertencer a organização terrorista, de estragos e de conspiração.

No mesmo dia em que saíu esta resolução, detêm 9 pessoas num novo golpe ao anarquismo, em Barcelona e Manresa, com dez buscas em várias casas e locais. Perante isto só nos resta encaixar os golpes e seguir para a frente, demonstrando-lhe que não estamos sós e que não conseguirão parar-nos.

PODERÃO NOS DETER, MAS NÃO NOS PARAR.

LIBERDADE ANARQUISTAS PRESXS!

SOLIDARIEDADE COM OS DETIDOS!

QUEREMOS XS NOSSXS COMPANHEIRXS NA RUA, JÁ!

espanhol

Espanha: Atualização da situação de Mónica Caballero e Francisco Solar

trainJá passaram quase dois anos desde que os anarquistas Mónica e Francisco foram presxs, acusadxs de pertença a organização terrrorista, estragos e conspiração. Entretanto têm sido postos em isolamento em diversas prisões espanholas, enfrentando o regime FIES e a dispersão – reafirmando sempre as ideias e assinalando o abismo insuperável entre o mundo que perseguimos, como anarquistas,  e o que o poder impõe.

Dois anos dá para muito. Houve tempo, por exemplo, de se realizarem mais duas operações antiterroristas, Pandora e Piñata, conetando os três casos através das siglas GAC-FAI-FRI,  imputando mais 25 companheirxs de diferentes partes da península por terrorismo. Houve tempo, também, de se entender o desafio do confinamento, o da solidariedade e de se estreitar os vínculos entre companheirxs. Mas, para além do tempo, das suas possibilidades e de todas as tentativas para ser concedida a liberdade dos companheirxs, Mónica e Francisco continuam hoje em dia em prisão preventiva (ambos na prisão das Astúrias)à espera de julgamento.

Apesar da legislação espanhola contemplar os dois anos como o tempo máximo em que uma pessoa pode permanecer em prisão preventiva, o Estado tem a possibilidade de alargar esse tempo (argumentando algum tipo de excepção no caso) durante dois anos mais e, desta forma,   alguém pode passar até quatro anos nas prisões espanholas, sem ter sido julgado. Dado que falta um mês para que se cumpram os dois anos, e no entanto não há data para o julgamento, tudo indica que tudo se atrasará, no final. Neste cenário, o Tribunal Nacional terá de se pronunciar se reafirma a sua decisão de mantê-los na prisão, aumentando a sua detenção preventiva em mais dois anos (e o julgamento poderia ser em qualquer momento desses dois anos adicionados) ou saem em liberdade, aguardando julgamento. Para isso, terão que ser, em algum momento, transferidxs para Madrid e comparecerem no Tribunal Nacional; será naquele momento e naquele lugar que será tomada a decisão sobre a eventual liberdade provisional dos nossos companheirxs. Esta comparência, à porta fechada, pode ser no próximo dia 13 de Novembro, o mais tardar, ou antes.

Embora a fase de investigação tenha terminado em Junho – e que tudo parecesse encaminhado para neste Outono se realizasse o julgamento – o pedido recente de um relatório, por uma das partes da acusação particular, poderá causar caso seja aceite que o caso retroceda à fase de inquérito até que se resolva este novo relatório, o que aumentaria no tempo até à data do julgamento. Agora está pendente, se esse pedido for aceite ou rejeitado. Recordemos que existem, para além da dx promotor do Estado, duas acusações específicas a serem submetidas a julgamento contra xs nossxs companheirxs, a do Presidente da Câmara Municipal de Zaragoça e a duma testemunha da explosão na Basílica del Pilar, alegando danos de audição num ouvido.

Independentemente da data, Monica e Francisco estão em risco de serem condenadxs a muitos anos de prisão, no decorrer do julgamento. Embora não seja ainda conhecido o número exato de anos que o promotor do ministério público pedirá, pois o escrito da acusação ainda não saiu, os delitos que lhes imputam induzem a um pedido de condenação de longa duração.

Fora do terreno legal há muitas interrogantes ainda mas não é exagero dizer que, neste braço de ferro contra as prisões, a atitude e a solidariedade podem fazer pender a balança dos objectivos do Estado, desde que se mantenha presente o apoio, e a firme determinação na luta, pelxs nossxs companheirxs. Como tantxs o fizeram antes, como tantxs ainda o fazem, permaneceremos cúmplices de todxs aquelxs que se lançam ao conflito contra a dominação,
à incerteza da anarquia, sem mais certezas que as próprias paixões.

QUE SE CONTINUE A LUTA, QUE SE ALARGUE A SOLIDARIEDADE!

LIBERDADE PARA MONICA E FRANCISCO!

LIBERDADE PARA TODXS XS ANARQUISTAS PRESXS!

ATÉ AO FIM DA OBEDIÊNCIA!

Alguns e algumas anarquistas. Barcelona, Outubro 2015

A direção atual dxs companheirxs é:

Mónica Caballero Sepúlveda
Francisco Solar Domínguez
C.P Villabona-Asturias
Finca Tabladiello s/n
33422 Villabona-Llanera
(Asturias) – España (Espanha)

espanhol

Estado espanhol: Libertação de coelhos em Barcelona

https://www.youtube.com/watch?v=Pm3nXXswdE4

Nos últimos anos em Espanha, mais concretamente na Catalunha, a criação de coelhos viu-se muito afectada pela crise e muitas granjas fecharam, durante os últimos 5 anos.

Várias vezes nos temos observado a vigiar possíveis objectivos que, ao acercarmos-nos para verificar a segurança do centro, vimos estarem abandonados.

Do mesmo modo, também se pode comprovar que as acções pela Libertação Animal decresceram no Estado Espanhol desde que começou a dita crise. Isto provavelmente deve-se à falta de recursos das pessoas que tomam parte nesta luta assim como à migração para outras lutas, por parte de muita gente.

Mas, a 20 de Setembro de 2015, saímos da nossa letargia temporal e nessa noite dirigimos-nos a uma granja de criação de coelhos, situada na província de Barcelona, e libertámos 20 dos animais que lá havia.

Nesta acção foram 20, mas esperamos que cheguem mais acções, nas quais possamos libertar muitos mais e fazer mossa nesta indústria assassina. Acreditamos ser este um momento perfeito para assestar golpes para façam ruir de uma vez por todas uma indústria que sobrevive a duras provações desde há vários anos.

Estamos conscientes de que isto depende da nossa capacidade organizativa e da nossa determinação mas, como tem ocorrido noutros sítios onde se puseram em marcha campanhas efectivas, podemos fazer fechar as poucas granjas que restam actualmente.

Dedicamos esta acção aos/às anarquistas que têm sido reprimidxs pelas operações “Pandora”, “Piñata”, assim como aos/às presxs acusadxs de pertencer ao “Comando Mateo Morral”.

Também enviamos um caloroso abraço a Evi Statiri, que no momento de escrever estas linhas finalizou uma greve de fome devido às autoridades gregas terem aceite a sua libertação da prisão.

PELA LIBERTAÇÃO HUMANA E ANIMAL

FLA – A família Javali, a Doninha Fedorenta e a Coruja

em espanhol

Europa: Gestos solidários com Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara

Alguns/algumas participantes da rede Contra Info decidimos coordenar as nossas forças para dar maior visibilidade aos casos dxs dois companheirxs anarquistas que recentemente sofreram represálias por parte dos verdugos do Estado chileno: Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara.

A 4/2/2015, Tamara Sol Farías Vergara foi condenada a mais de 7 anos de prisão – após um ano em prisão preventiva – por ter disparado contra um guarda do BancoEstado, em Santiago (Janeiro de 2014). A 7/2/2015, Diego Ríos foi detido – após 5 anos e meio em fuga – acusado por porte ilegal de materiais explosivos encontrados no verão de 2009, encontrando-se neste momento em prisão preventiva.

De 24 a 26 de Fevereiro de 2015 realizámos nos territórios controlados pelos Estados da Grécia, Portugal, Espanha e França as seguintes ações de propaganda:

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lienzo-diego3– Faixa colocada na praça de Exarchia, em Atenas, onde se pode ler: Força a Diego Ríos, anarquista preso no Chile. Sempre em pé de guerra.

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lienzo-tamara-sol3– Faixa colocada nas grades da Politécnica (rua Stournari), em Atenas, onde se pode ler: De Atenas até Santiago, liberdade para Tamara Sol.

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lisboa3– Lançamento de flyers em Lisboa com as seguintes palavras de ordem: Solidariedade ativa com Diego Ríos, preso anarquista no Chile // O caminho da liberdade nasce sobre as ruínas da sociedade carcerária // Liberdade para Tamara Sol, presa anarquista no Chile // Vingança pelxs nossxs mortxs, vingança pelxs nossxs presxs // Força para Diego Ríos, anarquista sequestrado pelo Estado chileno // Fogo às fronteiras, fogo às prisões // Cumplicidade com Tamara Sol, anarquista sequestrada pelo Estado chileno // Morte ao Estado e que viva a Anarquia.

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stencil3 – Stencil nas paredes de Oeiras, distrito de Lisboa, com a palavra de ordem: Solidariedade Tamara, Diego (A).

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barna2– Faixa colocada numa saída de Barcelona onde se pode ler: Força para Diego e Tamara!. A prisão não parará o nosso desejo de liberdade.

– 2 faixas no centro de Marselha (não fotografadas, infelizmente). Numa pode ler-se: “Solidariedade com xs anarquistas presxs ou na clandestinidade” e na outra: “Diego Ríos, Tamara Sol Liberdade (A)”.

Através destes gestos simbólicos mostramos o nosso apoio a Diego e Tamara Sol, trespassando as fronteiras e procurando também reforçar a solidariedade internacionalista com xs nossxs irmãos e irmãs presxs. Não esquecemos todxs xs outrxs presxs combativxs, no Chile e no mundo inteiro.

Em frente compas, ânimo e luta até se destruirem todos os muros do Poder!

Barcelona: Marteladas solidárias com xs 7 anarquistas detidxs na Pandora

freedon (1)Na madrugada de 3 para 4 de Janeiro de 2015 rebentaram-se à martelada os vidros de uma sucursal bancária, no bairro de Horta, em Barcelona. Esta acção enquadra-se nas demonstrações solidárias com xs detidxs na Operação Pandora, a realizarem-se de lés a lés por todo o globo.

A repressão sacudiu a cidade de Barcelona mas a resposta não se fez esperar. As  manifestações combativas demonstraram uma vez mais que a solidariedade é mais forte que a sua repressão, e agora toca-nos seguir com as demonstrações de carinho para com os  compas represaliadxs nesta operação.

Com este gesto enviamos axs compas encerradxs um fraternal abraço e uma mensagem: A solidariedade continuará, da maneira que for necessária, até à vossa libertação.

LIBERDADE ANARQUISTAS PRESXS

ARRIBA OS QUE LUTAM!

Espanha: Acerca da Operação Pandora

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Manif de solidariedade em Madrid, 16 de Dezembro: “Nem culpadxs nem inocentes / Solidariedade com xs anarquistas detidxs em Barcelona e Madrid / Nem muros nem grades”
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No mesmo dia,em Barcelona: “Liberdade para os presxs anarquistas /Se tocam num/a tocam-nxs a todxs”

Na terça-feira, 16 Dezembro de 2014, a polícia catalã despertava de madrugada várixs companheirxs anarquistas em diversos pontos do Estado espanhol ao mesmo tempo que colocava as patas nas casas que habitavam e se punha a par das suas vidas. Sob as ordens do juiz Javier Gómez Bermúdez, presidente da parte penal da Audiência Nacional onde chegou impulsionado pela maioria conservadora do Poder Judicial, é desencadeada a operação Pandora (nome retirado de um mito misógino, segundo o qual Pandora é modelada pelos deuses para trazer todo o mal à humanidade).

Durante as primeiras horas da manhã, várias casas particulares em Barcelona, Manresa, Sabadell e Madrid são objeto de buscas. Registaram também o Ateneu Anarquista del Poble Sec e o Ateneu Llibertari de Sant Andreu além da casa ocupada Kasa de la Muntanya, a qual recentemente celebrou 25 anos de ocupação e que, no ano passado, já tinha realizado uma conferência de imprensa para denunciar a instalação de câmaras ocultas com o objectivo de vigilância policial. Foram levados livros, telefones e computadores e detêm-se 11 pessoas.

Ao ser conhecida a notícia, alguns e algumas compas realizaram cortes de trânsito nos arredores – acabando por ser dissolvidos pela polícia – sendo convocada uma manifestação para a tarde do mesmo dia, reunindo 3000 pessoas que marcharam pelo bairro de Gracia em atitude combativa, causando danos em bancos e mobiliário urbano embora sem cargas policiais nem detidxs. Simultaneamente, em diversas cidades catalãs e no resto do estado espanhol, realizaram-se concentrações e manifestações sendo o saldo de 3 detidxs em Madrid, após cargas policiais.

Na terça-feira, ainda, xs detidxs sob a lei antiterrorista recusam-se a depôr nas esquadras de polícia da Catalunha. Desconhecem as acusações que lhes imputam. Na quarta-feira são transferidxs para Madrid, onde são ouvidxs pelo juíz na tarde de quinta feira, sendo sete delxs enviadxs para a prisão, sem fiança, (transferidxs ao CP Soto del Real) ficando quatro em liberdade. O juiz mantém o segredo de justiça (desconhecem-se, assim, os relatórios policiais que servem de base às acusações), mas alguns dados estão a tornar-se conhecidos através da imprensa e de algum advogado dxs detidxs. As acusações passam pela constituição, promoção, direção e pertença a uma organização terrorista, posse e armazenamento de explosivos, além de danos e destruição com finalidade terrorista. Todas estas acusações representam duras penas e, no entanto, fazendo gala da sua justiça burguesa não são conhecidas as supostas ações que teriam realizado. A imprensa escreve que esta é uma investigação da polícia catalã com dois anos já, relacionada com um suposto grupo terrorista denominado GAC (grupos anarquistas coordenados), na qual já acusaram Monica Caballero e Francisco Solar, que continuam encarceradxs aguardando julgamento há meses. É renomeado como prova para as investigações a posse do livro “Contra a democracia”, assim como outras justificações dos seus delírios tais como o facto de terem estruturas organizacionais burocráticas e internas, produzindo publicações ou de terem formas de comunicação com alta nível de segurança (por meio do servidor RISE UP). No nosso ponto de vista volta a tratar-se de uma montagem policial, apoiada em dados que em si não levam a nada, mas que, com a ajuda da polícia, ministério público, jornalistas e juízes se torna num caso que serve, na sua perspectiva míope, para conter a ação política anti-capitalista e anti-estatal, além de desviar a atenção dos despejos, os cortes nos serviços públicos e casos de corrupção política e empresarial que enchem as noticiários do país, todos os dias.

Porque estxs companheirxs estão detidxs pela sua ação anarquista, porque estxs companheirxs levaram à prática as suas ideias, porque estxs companheirxs sãoo nossxs companheirxs.

LIBERDADE IMEDIATA AOS E ÀS ANARQUISTAS!

AGORA MAIS QUE NUNCA, MORTE AO ESTADO E QUE VIVA A ANARQUIA!

QUE A SOLIDARIEDADE NÃO SEJA APENAS UMA PALAVRA ESCRITA

Barcelona: Crónica da manifestação solidária com xs detidxs na Operação Pandora

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liberdade presxs (A)

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Não há medo (A)

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anarkia

No sábado, 27 de Dezembro, a manifestação convocada para as 17 horas – em solidariedade com xs anarquistas detidxs, a instâncias do juíz-verdugo Javier Gómez Bermúdez, no âmbito da operação Pandora –  percorreu as ruas do centro de Barcelona.

A manifestação que começou nas ruas largas, no meio de gritos de solidariedade com xs nossxs detidxs, contra a polícia, contra às prisões e contra o Estado, terminou no bairro de Gracia. Ao entrar no bairro, companheirxs encapuçadxs  atacaram sem complexos uma diversidade de agências bancárias, o hotel de 5 estrelas Casa Fuster (que foi consulado da Alemanha nazi em Barcelona em 1936, antes de acolhimento do comité de defesa da revolução na primavera de 1937, e de ser tomado pela Falange, em 1939, para se tornar hotel de luxo durante a Transição, após as tentativas do movimento associativo do bairro de o transformar em equipamentos sociais) e algumas lojas comerciais de multinacionais.

Apesar das várias ameaças da polícia carregar contra xs manifestantes uma boa parte dxs companheirxs aguentaram juntxs, para se continuar a atacar os representantes do capital na cidade e para poder dar por desconvocada a manifestação; após terem-se desfeito do material de ataque marcharam em grupos até fora da zona.

Não foram relatados detidxs.

LIBERDADE IMEDIATA PARA XS NOSSXS COMPANHEIRXS!

FOGO A ESSA PAZ SOCIAL CONSTRUÍDA SOBRE XS NOSSXS IRMÃOS/ÃS PRESXS!

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA!

Estado espanhol: Palavras de Francisco Solar a partir da prisão de Villabona

closeHá um ano, a polícia irrompeu no nosso apartamento gritando: “ Têm algo quente?!”. Surpreendeu-me ao mesmo tempo que me fez rir um bocado. Depressa percebemos que se referiam a se tínhamos algum dispositivo explosivo utilizado como armadilha, o que aumentou o nosso riso.

Um ano em que me separaram por centenas de quilómetros da minha companheira, podendo escutar a sua voz durante 5 minutos a cada 15 dias, e isso há apenas alguns meses.

Um ano encerrado em isolamento, em 3 prisões diferentes do reino espanhol. Prisões que baseiam a sua política penitenciária na psiquiatria, medicando os presos com o propósito de os anular. Estabelecendo um controlo absoluto sobre as comunicações e o contacto com o exterior. Nestas prisões do primeiro mundo prioriza-se a relação impessoal com o exterior, tudo o que seja contacto físico é extremamente restringido, diferente da minha experiência nas prisões chilenas. A possibilidade deestares com a tua gente é impensável em sítios como este.

Um ano em que a solidariedade se fez sentir a cada minuto, especialmente por parte dxs anarquistas de Barcelona, os quais com a sua vontade e iniciativa destroçaram a dispersão e o isolamento. Demonstraram que a solidariedade não é uma palavra vazia, que é conteúdo inseparável de toda a nossa prática e luta pela libertação total.
Com isto, o poder torna uma vez mais claro que não entende minimamente em que se sustentam as nossas relações. As dificuldades que levantam tornam-nos mais fortes, perante as adversidades cconhecemos-nos melhor e quanto mais aprendemos a conhecer-nos mais nos rimos do que acreditávamos insuperável. Se decidimos enfrentar o estado é porque há muito que decidimos deixar de viver ajoelhados.

Francisco Solar
Centro Penitenciário Villabona, 13 de Novembro de 2014

Para escrever a Mónica e a Francisco:

Mónica Caballero Sepúlveda
Centro Penitenciario Ávila
Ctra. de Vicolozano-Brieva, s/n
05194 Brieva
Ávila (España) – Espanha

Francisco Solar Domínguez
Centro Penitenciario Villabona
Finca Tabladiello
33480 Villabona-Llanera
Asturias (España)- Espanha

Barcelona: Manifestação solidária com Mónica Caballero e Francisco Solar

MANIF SOLIDÁRIA  – Presxs anarquistas nas ruas- Liberdade para Mónica e Francisco – A LUTA É O ÚNICO CAMINHO

No próximo dia 13 de Novembro de 2014 cumpre-se um ano de sequestro dxs nossxs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar, detidxs juntamente com outrxs 3 compas em Barcelona a pedido da Audiência Nacional que atua a favor do CNI chileno. Apesar dxs otrxs 3 compas terem sido logo libertadxs e em seguida absolvidxs, um facto totalmente montado pelas autoridades, sobre xs compas chilenxs recaem 4 anos de cadeia pela cara (acusadxs de terrorismo) até à celebração do julgamento onde terão de ser libertadxs  se é que não inventam também provas para “os atentados do Comando Mateo Morral”.

Não nos importa o que é que tenham feito ou não, o que nos importa é a nossa relação com elxs, a sua afinidade e o seu carácter rebelde e revolucionário anarquista. E é justamente por isso que estão na prisão em regime de isolamento FIES, caracterizado já há muitos anos como TORTURA, embora continue como ferramenta válido para o estado espanhol, assim como a dispersão, os maus tratos, a falta de atenção médica e psicológica nos centros de extermínio, as condenações perpétuas encobertas, os CIES etc…. o pão de cada dia para 80.000 pessoas, nas masmorras do estado espanhol!

Como todxs xs presxs de consciência política, xs anarquistas em todo o mundo sofrem as piores condições prisionais – têm medo delxs e procuram vingar-se de todxs xs que enfrentam o seu sistema autoritário fascista. A solidariedade com xs  indomáveis lutadorxs encarceradxs faz parte da nossa estratégia, para a destruição de todas as formas de dominação, por todos os meios ao nosso alcance…

Neste sentido, esta mobilização é entendida como mais uma das formas de atacar o sistema, de expressar a nossa raiva e as nossas ideias no centro da sua merda capitalista, sempre convictos da necessidade da sua destruição completa até à  libertação total e na ânsia de viver uma vida tranquila no campo/ montanha em relação natural com o nosso entorno animal.

Chamamos a todxs xs que sentem afinidade e necessidade de expressar a nossa solidariedade tomando as ruas de Karcelona uma vez mais e formar parte da força de resistência contra a sociedade prisão democrática e os seus defensores, criando o kaos = a anarquia onde/quando nos dá na “gana”…

SÁBADO 15 NOVEMBRO
às 18h 
FORAT DE LA VERGONYA
L1 ARC DE TRIOMF ( KARCELONA)

Ps: Pedimos a máxima difusão e participação.

Anarquistas Bcn…

em espanhol 

Barcelona: Faixa em solidariedade com xs presxs No Tav em Itália

Faixa colocada em frente à estação de Barcelona Sants, em solidariedade com Niccolò, Claudio, Mattia e Chiara, companheirxs acusadxs de terrorismo pelo estado italiano por terem atacado as obras do Tav.

Nos últimos dias caíu a acusação de terrorismo. Mas xs compas continuam presxs e as obras do Tav continuam a avançar.

Liberdade para xs compas!

Que a ação e a sabotagem não parem, fogo ao Tav e as todas as prisões!

fonte: barcelona indymedia

Barcelona: Câmaras de videovigilância sabotadas

Nos dias 12 e 13 de Maio de 2014 , foram sabotadas duas câmaras de videovigilância numa estação de metro de Nou Barris, à martelada, outra em Sant Andreu, do mesmo modo, e  duas outras, com tinta, em Gràcia e Sant Antoni, respetivamente.

Uma saudação carinhosa axs companheirxs anarquistas presxs em todo o mundo, com especial afeto para Mónica e Francisco, encarceradxs no estado espanhol. Viva a Anarquia.

Barcelona: Crónica da manifestação anticapitalista do 1º de Maio

barna-primero-de-mayo-2014Para o 1º de Maio foi convocada uma manifestação às 17:30, a seguir ao encontro libertário que se realizou no centro de Barcelona, de manhã. Chamava-se a formar o bloco libertário de manifestação anti-capitalista contra a escravidão assalariada e pela revolução social.

Lá se acolheram todxs xs que não se enquadram em manifestações dos partidos e nos sindicatos da maioria. Uma heterodoxia que roçava o ridículo quando a Frente Cívica da Catalunha intoxicava os manifestantes com canções do pós-guerra ou com o rock mais que batido de cantores de onda comunista. À parte desse sector cidadanista estavam os sindicatos esquerdistas minoritários habituais, grupúsculos estalinistas, blocos de movimentos de todo o tipo, etc. No meio de tudo isto, constituía-se um bloco negro com a maioria de encapuçadxs que entoaram palavras de ordem como “o povo unido trabalha sem partido”, “o povo organizado trabalha sem Estado”, “a democracia dura o que dura a obediência”, “somos anti-democráticxs”, “abaixo os muros das prisões”, entre outras.

Após um par de desvios da manifestação e perante uma polícia que protegia as entradas dos bairros mais turísticos e sinuosos – e onde na última manifestação em defesa dxs processadxs pelo assédio ao Parlamento se deram fortes distúrbios – começou-se a destruição de bancos, imobiliárias e mobiliário urbano. Tentou-se manter o mais longe possível todxs xs voyeurs ávidxs de imagens e vídeos que possam logo colocar na internet para comentar com xs seus amigxs, coisa que resultou impossível pelas caraterísticas da manif. Alguns ou algumas curiosxs ficaram sem câmara, perante as previsíveis críticas dxs que defendem a  liberdade de expressão liberal que ajuda o Estado a encarcerar companheirxs. Depois de se destroçar ou incendiar um ou outro banco ou contentor, chegadxs à Delegação do Governo, o manif dividiu-se. A partir do microfone da manifestação que os esquerdistas controlavam acusou-se xs encapuçadxs de “rebentar o ato unitário” e dava-se como desconvocado, após um cruzamento de palavras e gestos bastante eloquentes. O bloco negro continuou por uma avenida pouco propícia ao ataque e à defesa do grupo. Atacou-se outro banco e nesse momento deu-se início à carga policial que dispersou as centenas de companheirxs que ali se encontravam.

Pouco depois vários mídia assinalavam que se tinham efetuado 4 detenções. Xs companheirxs sofreram acusações mas abandonaram já as dependências policiais.

TODA A SOLIDARIEDADE AXS DETIDXS!!

GUERRA SOCIAL AO CAPITAL, DEFENSORXS E FALSXS CRÍTICXS!!

POR UM PRIMEIRO DE MAIO DE DISTÚRBIOS!!

POR UM PRIMEIRO DE MAIO TODOS OS DIAS!!

espanhol

Estado espanhol: Sobre a situação de Francisco Solar e Mónica Caballero

Solidariedade com Mónica e Francisco

NENHUM/A COMPANHEIRX SÓZINHX NAS GARRAS DO ESTADO

Há já cinco meses que xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar se encontram presxs, em regime FIES, dispersxs na geografia do estado espanhol. Encontram-se em prisão preventiva, à espera de julgamento, acusadxs – juntamente com outrxs três detidxs que agora se encontram em liberdade, com acusações – de pertença a organização terrorista, estragos consumados e estragos em tentativa.

Francisco Solar acaba de ser transferido para a prisão de Villabona, nas Astúrias. Após passar três meses na prisão de Córdoba – onde esteve sempre em isolamento, com dificuldade constante para lhe autorizarem contatos telefónicos e sob a persistente ameaça de lhe retirarem todas as comunicações – transferem-no agora de novo, sendo já este o terceiro presídio a que foi destinado, neste período.

Mónica Caballero continua a estar em Brieva (Ávila), uma prisão muito pequena, com capacidade apenas para 150 pessoas, onde tem contato com outras presas, assim como acesso a oficinas de formação. Tem visitas e chamadas telefónicas autorizadas. Tanto ela como Francisco têm todas as comunicações sob vigilância, quer sejam visitas, chamadas telefónicas ou cartas.

É evidente que as condições carcerárias adversas a que têm estado sujeitxs visam dobrá-lxs – acabar com a sua força e também com a sua firme posição rebelde sob a qual se têm mantido sempre, atrás das grades. Perante esta desprezível estratégia deve destacar-se a força de ambxs ao enfrentar esta máquina repressiva – altivxs, fortes, orgulhosxs e fidedignxs.

Esta última transferência de Francisco pretende também atingir e desarticular os diferentes laços de solidariedade que se foram gerando, a nível de apoio direto e prático, com xs nossxs companheirxs. Desde já garantimos que nenhuma transferência nem nova fórmula repressiva – como a da campanha mediática recente que procura “satanizar” o financiamento axs represaliadxs neste caso – corroará a nossa ativa solidariedade, aquela que, sabemos, tanto incomoda ao poder.

Para que ninguém se sinta sózinhx no hostil território que as prisões representam. Para que xs carcereirxs não se sintam intocáveis e cometam, impunes, os seus abusos. Para que a palavra solidariedade se carregue de sentido e inunde as nossas vidas. Para que a nossa luta se nutra com a prática das nossas teorias. Para que o nosso quotidiano tenha o sabor da anarquia… São necessários alguns ingredientes que ninguém nos pode dar ou emprestar: Senti-lo. Pensá-lo. Fazê-lo. Sempre é o momento.

Morte ao Estado e viva a anarquia!

Barcelona, 11 de Abril, 2014.

Para lhes escrever:

Mónica Caballero Sepúlveda
Centro Penitenciario Ávila
Ctra. de Vicolozano-Brieva, s/n
05194 Brieva
Ávila (Espanha)

Francisco Solar Domínguez
Centro Penitenciario de Villabona
Finca Tabladiello
33480 Villabona-Llanera
Asturias (Espanha)

mais info aqui

Barcelona: Sabotagem ao Deutsche Bank

Solidariedade, união e ação. E que não te apanhem!

Em 17 de Janeiro, foram destroçados todos os vidros da agência central do Deutsche Bank, situada na avenida Passeig de Gràcia, em solidariedade com a luta dos residentes de Gamonal [bairro de Burgos, em guerra contra a construção de uma avenida na rua Vitoria] e em solidariedade com xs compas da okupa Rote Flora, em Hamburgo. Dias depois constatamos que a sua luta e determinação lhes deram uma pequena vitória: as obras da avenida em Gamonal estão canceladas, enquanto que, em Hamburgo, o plano urbanístico que queria destruir o centro social anticapitalista Rote Flora foi modificado, deixando-o livre de perigo. Através destes dois exemplos, observamos que a luta das classes populares pode dar os seus frutos, e esta ação foi o nosso pequeno grão de areia.

Solidariedade e ação anticapitalista.