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Portugal: Programa da Feira Anarquista do Livro de Lisboa [1 a 8 Outubro 2017]

Depois de dez anos a instigar a subversão, a conspiração e a difusão das ideias acratas, a FAL é hoje mais indispensável do que nunca e traz a debate temas diversos: Colapso capitalista, Violência policial e Racismo, Transfeminismo, Okupação, Saúde anti-autoritária, Anti-especismo, Repressão de Estado, Memória histórica anarco-feminista, Guerrilha anti-franquista, Hortas urbanas, Artes e Resistência.

Este ano a feira decorrerá em vários espaços com apresentações de livros, conversas, workshops, documentários, música, exposições, mostra de editoras e distribuidoras. Tal como nas edições anteriores, a FAL convida-nos a conhecer a(s) história(s) de um passado de revolta e a pensar formas de luta para um presente que se organiza a partir da hierarquia, do autoritarismo, da competição, da chantagem e do medo. Contra tudo isto urge fazer alianças para um futuro rebelde, combativo e solidário.

Há um elemento comum nas lutas que na última década agitaram a “paz social” podre em diferentes geografias. A luta contra a precariedade na Grécia, na Itália, em Espanha e em Portugal, as ZAD’s e a resistência ao estado de emergência em França, a revolta dxs estudantes e do movimento indígena no Brasil, México e Chile, as Primaveras Árabes e todos os outros focos de insurreição revelam e convergem na vontade de auto-organização, de autonomia e de liberdade. Unem-se num grito conjunto: somos ingovernáveis!

Sabemos as consequências de permanecer sempre ao lado daquelxs que se recusam a obedecer; sentimos como anarquistas a repressão violenta do Estado, mas não nos vergamos perante aquelxs que engendram e perpetuam os sistemas globais de dominação: o Estado, as corporações, os bancos, os exércitos, os média corporativos, os burocratas, os tecnocratas, os democratas, etc. Partimos das experiências de um passado de rebelião, aprendemos com todxs que sempre tiveram a coragem de cuspir naquelas pessoas que desde as suas torres de marfim assinam decretos, sentenças e contratos para precarizar vidas, expropriar recursos naturais, fortalecer políticas imperialistas, controlar corpos e desejos, reprimir a dissidência, gentrificar os nossos bairros, aprisionar a liberdade, minar os movimentos sociais, etc. Organizamos-nos hoje num contexto em que o capitalismo se reforça e concentra poder através de um feudalismo neoliberal que nos rouba a autonomia em todos os âmbitos, a extrema-direita se renova e alastra, o cishetero-patriarcado continua a ramificar a violência, o racismo prevalece institucionalizado, os discursos xenófobos adquirem legitimidade pública, a “guerra contra o terrorismo” justifica a suspensão das poucas liberdades que a democracia ainda permite, e um quotidiano que se torna cada vez mais refém de tecnologias.

E depois lembramos-nos que em todo o lado existem resistências que não capitulam: a experiência autónoma de Rojava e a luta do povo curdo; os movimentos indígenas da Amazónia e do Dakota; a eterna luta pela sobrevivência que xs palestinianxs travam contra a ocupação israelita; as greves selvagens por todo o lado e principalmente nos países onde o capitalismo trata cada ser humano como despojos da economia (Bangladesh, China, etc.); as lutas de apoio aos/às refugiadxs e migrantes contra as políticas racistas e assassinas de todos os Estados e das suas fronteiras; as lutas contra a especulação e pelo direito à habitação; as lutas contra o neocolonialismo; as lutas queer e transfeministas contra a assimilação neoliberal e estatal; o activismo pela libertação animal; as lutas contra o ecocídio capitalista, etc. A resistência quotidiana urge!

Tenaz e desobediente, a Feira Anarquista do Livro propõe um espaço de difusão de ideias, teorias e projectos, de co-aprendizagens críticas, de aquisição de ferramentas políticas para a transformação social e de fortalecimento de redes de afinidade. Surge da raiva, da contestação, do sentido de comunidade. É em si mesma um exercício de autonomia, de auto-gestão, de apoio mútuo, de acção directa, de praxis anarquistas, enfim, de liberdade.

Oprimidxs? Assim nos querem. Dominadxs? Jamais. Rebeldes? Sempre! >> PROGRAMA COMPLETO <<

DIA 1, DOMINGO | À da Maxada
TIRO DE PARTIDA: OKUPAÇÃO

A partir das 17h | Forno a lenha com pizzas e outros petiscos

17h | Tarde infantil – Oficina de brinquedos
Um bom brinquedo é aquele que sem ser nada concreto pode ser tudo, um mesmo objecto tem o poder de transformar-se de acordo com o jogo. Nesta oficina de brinquedos, queremos promover a criação/fabricação própria como uma forma de luta anti-consumo, usando múltiplos objectos quotidianos e convertendo-os em brinquedos. O que procuramos é criar um espaço onde só é necessário tempo, criatividade e vontade de brincar, enquanto promovemos o uso de brinquedos que potenciem as habilidades artísticas, estimulem o pensamento e a imaginação.

20h | Apresentação da feira e projecção do documentário “De stad was van ons – Era a nossa cidade”
Documentário sobre a ascensão e queda do movimento de okupação em Amsterdão entre 1975 e 1988. A história da okupação em Amsterdão está marcada pelos diversos movimentos de contra-cultura (como os Provos) que marcaram a década de 1960. A facilidade com a qual se podia entrar em prédios abandonados e o sangue que fervilhava nas veias de muitxs jovens holandesxs naqueles anos levou ao rápido crescimento de um movimento de okupação pioneiro na Europa. Com o passar dos anos, a crítica anti-capitalista e a militância política dos primeiros okupas foram sendo substituídas por uma outra forma de entender a prática de ocupar casas, transformando-se num estilo de vida onde proliferavam as festas. O choque geracional e os conflitos permanentes levaram à decadência de um movimento que foi uma referência para a crítica anti-capitalista do fim do século.

21h45 | Conversa “O momento em que nos encontramos e as perspectivas dos movimentos de Okupações”

À da Maxada (Estrada das Machadas, Setúbal)

DIA 2, 2ª FEIRA | Gaia
DAS HORTAS OKUPADAS ÀS CAMARÁRIAS

18h30 | Debate “Hortas Urbanas ou Camarárias, impulso rebelde ou cedência aos mandos camarários”

20h | Jantar vegano

21h30 | Apresentação do livro “Decrescimento – Vocabulário para um novo mundo” (Tomo, 2016. Ed. Brasileira)

Gaia (Rua da Regueira nº 40, Alfama)

DIA 3, 3ª FEIRA | Centro de Cultura Libertária
BIBLIOTECAS AUTÓNOMAS E PENSAMENTO CRÍTICO

Exposição de cartazes anarquistas de ontem e de hoje.

20h | Jantar vegano

20h30 | Conversa/debate sobre a relevância e o papel que desempenham as bibliotecas autónomas e de difusão do pensamento crítico num tempo em que acelera a desmaterialização do Livro.
Com a participação da Biblioteca do CCL, BOESG (Biblioteca e Observatório dos Estragos da Sociedade Globalizada) e RDA49, três bibliotecas sociais e não institucionais que desde Almada e Lisboa mantêm o compromisso de disponibilizar uma extensa colecção de títulos, para analisar e transformar o quotidiano de miséria ao qual todos os sistemas de domínio nos pretendem manter acorrentadxs.

Centro de Cultura Libertária (Rua Cândido dos Reis, 121, 1º Dto – Cacilhas – Almada)

DIA 4, 4ª FEIRA | Disgraça
SUBVERSÃO, ARTE E GRITOS

18h00 | Oficina “Artes, Subversão e Propaganda à Moda Antiga”
Vamos lá pintar faixas e fazer stencils para espalhar as palavras da heresia anarquista!

20h00 | Jantar vegano

21h00 | Concertos
Hyle – Anarchafeminist Powersludge/Witchcore desde Bolonha
NOFU – DIY Old School Punk Hardcore desde Roma (www.nofuhc.bandcamp.com)

Disgraça (Rua Penha de França 217A/B, Penha de França, Lisboa)

DIA 5, 5ª FEIRA | C.O.S.A.
CONTANDO A NOSSA HISTÓRIA: OKUPAÇÕES

19h | Apresentação do Arquivo Digital Público – Okupações em Portugal pós anos 90

20h | Pestiscada brava

22h | Som e convívio

COSA (Rua Latino Coelho 2, Setúbal)

DIA 6, 6ª FEIRA | Praceta António Sardinha /Disgraça
RUMO À PRAÇA

Praceta António Sardinha:

A partir das 16h! Bancas de editoras e distribuidoras

19h | Apresentação da editora Ké Animal Es Esse Gato pelo colectivo de editores
Ké Animal es ese Gato é uma editora auto-gerida e independente nascida em 2017 na cidade de Lisboa. A sua existência baseia-se na necessidade de comunicar ideias, textos, imagens e música que tentam abrir mais uma fenda na construção do caminho para um mundo novo, fazendo das suas edições uma extensão das lutas em que este colectivo de editores participa e acredita.

Disgraça:

20h | Jantar vegano

21h30 | Apresentações a cargo da rede Contra Info

Hamburgo contra G20: Informação sobre a luta contra a cimeira do G20, realizada em Hamburgo no mês de Julho, e a consequente repressão e censura do Indymedia alemão, com a apreensão de diversos computadores em Friburgo e a perseguição daquelxs que acusam de administrar o site.

Repressão na Argentina: Desaparecimento de Santiago Maldonado, anarquista
Desaparecido desde 1 de Agosto quando foi sequestrado pela polícia argentina na sequência da repressão a uma acção de solidariedade com o povo Mapuche.

Breve actualização dos últimos episódios repressivos em Itália, Grécia, Chile e México.
Solidariedade com xs presxs anarquistas.

21h30 | Projecção do documentário “Mutantes: Punk Porn Feminism”
Filme documental, dirigido por Virginie Despentes (2009), que mostra a luta do feminismo pró-sexo que teve início na década de 1980. Reúne mais de vinte entrevistas realizadas nos EUA, em Paris e em Barcelona, bem como inclui documentos de arquivo sobre acções políticas de trabalhadoras do sexo, activistas queer e performances pós-porno.

DIA 7, SÁBADO | Praceta António Sardinha / Disgraça
QUANDO TUDO ESTALA

Praceta António Sardinha:

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

12h | Workshop sobre saúde anti-autoritária e como fazer uma utilíssima caixa de primeiros socorros (pelo Grupo de Saúde Anti-autoritária)

13h30 | Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

14h30 | Conversa sobre a luta contra a maxi-prisão em Bruxelas e consequente repressão (com a presença de um companheiro belga)

16h30 | Apresentação do livro “Colapso: Capitalismo Terminal, Transición Ecosocial, Ecofascismo” (pelo autor Carlos Taibo)

18h30 | Apresentação da editora Eleuthera
Com mais de 30 anos a editar literatura anarquista, este colectivo de editorxs italianxs vem a Lisboa falar sobre a sua história e destacar algumas das edições recentes, como “Voltairine de Cleyre – Un’anarchica Americana” e “Pirati e sodomia”. Apresentarão também o Centro de Estudos Libertários/Arquivo G. Pinelli, do qual fazem parte.

Disgraça:

18h30 | Projecção do filme “Maciste Contre le Capital”
“Maciste Contre le Capital” é um détournement (desvio) político de um filme da série “Maciste”, ao melhor estilo de René Vienet, autor situacionista que em 1973 realizou aquele que é considerado o primeiro filme do género “La dialectique peut-elle casser des briques?”.

20h| Jantar vegano

21h | Concertos
dUAS sEMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS – colectivo de terapeutas do ruído
Desflorestação – post industrial grindcore / cybergrind grand raout

23h | Dj set >Rata Dentata<
///Variedades anti-Sistema. Putação musical. Descanonização. Armação. Beat’n’Clit. Hard-Whore. Soft-Pot. Junk. Desclássica. Letal. Pazz. Transgressive. Saphoric. Transditional. Fock. Laundry. ///

DIA 8, DOMINGO | Praceta António Sardinha / Disgraça
RECOLHENDO AS CINZAS

Praceta António Sardinha:

A partir das 11h! Bancas de editoras e distribuidoras

12h | Conversa-workshop sobre resistência(s) no quotidiano

13h30 | Piquenique na praceta – traz a tua merenda!

14h30 | Apresentação da editora Barricada de Livros com duas edições “Preferi Roubar a ser Roubado” e “Os Cangaceiros” (pelo colectivo editorial)

16h30 | Apresentação dos livros “Quico Sabaté y la Guerrilla Anarquista” e “Oriol Solé Sugranyes – 40 años después” (pelo autor Ricard Vargas)

18h30| Debate “Transfeminismo anti-cistema” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão crítica sobre o transfeminismo – numa conciliação apimentada entre a teoria e a praxis – tendo por base uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o movimento queer e as influências deste para a emergência do transfeminismo enquanto movimento político. Através de uma breve análise cronológica, percorreremos os seus lugares teóricos e os seus campos de acção política. A partir da experiência directa de uma companheira, faremos uma incursão pelo movimento transfeminista autónomo de Barcelona.

Disgraça:

16h30 | Debate “Especismo e lutas anti-autoritárias” (pelo colectivo Rata Dentata)
Este debate propõe uma reflexão sobre o especismo a partir de uma perspectiva anti-autoritária. Abordaremos o anti-especismo – como teoria e praxis – e as suas articulações com as lutas anti-capitalistas, indo além da análise das micro-políticas (e.g., veganismo). Faremos uma incursão pelas críticas (trans)feministas ao especismo, focalizando naquela que corresponde à sua principal dimensão: a exploração dos corpos dxs animais não-humanxs para consumo. Através da apresentação de um conjunto de exemplos, discutiremos os principais pontos de intersecção entre a libertação animal e os movimentos anti-autoritários.

18h30 | Projecção do documentário “Maquis a Catalunya 1939-1963”
“Maquis a Catalunya 1939-1963” aborda a história do movimento de guerrilha anti-franquista na Catalunha desde o fim da guerra civil até à morte das suas figuras mais relevantes e desaparecimento do movimento nos anos 60.

20h | Jantar vegano

21h00 | Debate sobre violência policial e racismo

Durante o fim-de-semana, na Praceta António Sardinha:

“Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”
Esta exposição pretende visibilizar as histórias das mulheres que, em diferentes geografias e a partir de múltiplos lugares de enunciação, se afirmaram como precursoras dos movimentos anarquista e autónomo entre os finais do séc.XIX e os meados do séc.XX. Partindo da necessidade de recuperação da memória histórica (anarco-feminista), inclui notas biográficas, ilustrações, referências a acontecimentos políticos, a menção de publicações, entre outros. Trata-se de um projecto itinerante, baseado nos valores do DIY, de elaboração inacabada.

Mercadinho de troca de roupa
Mercadinho é uma acção informal de troca directa de bens de vestuário. Um mercado de trocas surge como um espaço de pluralidade de participantes e bens promovendo a troca de roupa e fortalecendo relações comunitárias em torno de um diálogo aberto sobre as roupas e as suas histórias, lançando um novo olhar para o seu ciclo de vida.
Traz artigos de roupa, acessórios ou calçado que normalmente se poderia trocar com amigxs, vender ou doar, e troca-os por outros disponíveis.
O número de trocas aconselhado corresponde ao número de peças depositadas.

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Bancas participantes:

Bakakai (Granada)
Batalha
Barricada de Livros
Biblioteca BOESG
Centro de Cultura Libertária
Chili com Carne
Contra-Info
Elèuthera editrice (Itália)
Indesiderabili Edizioni (Itália)
Grupo Surrealista de Madrid
Livraria Letra Livre
Jornal Mapa
Pandorca Distro
Covil/Suporte Okupa
Tortuga

Espaços e condições de acessibilidade:
http://feiraanarquistadolivro.net/espacos.php

Contactos:
http://feiraanarquistadolivro.net/
feiranarquistadolivro@riseup.net

[A comunicação é uma arma] Disponível para impressão a Publicação da Chamada Internacional de 11 de Junho

Podes descarregar desde já a publicação em português (de leitura e para impressão) da Chamada Internacional [11 de Junho, Dia Internacional de solidariedade com Marius Mason & Presxs anarquistas com penas de longa duração]

O/a prisioneiro/a anarquista não é uma bandeira, nem devemos construir um monumento à sua volta, às vezes são um pedaço do nosso coração, por vezes não…no entanto continuam a lutar, a viver…não para ser lembrado/a, mas por desejar vingança, liberdade, embora em última analise é possível que estejam sózinhos/as porque por natureza não pertencem a nenhum rebanho…
Alfredo Cospito
 
O meu corpo está preso aqui, mas o meu coração está contigo ainda, combatendo
lá fora …
Marius Mason

Este ano, desafiamos-nos a armar as nossas palavras e gestos uns nos outros, para lhes dar dentes. Vamos encontrar maneiras de lutar contra a censura dxs que enviam mensagens de dentro, e daquelxs que enviam força e apoio do exterior. Não nos contentemos em simplesmente expressar os nossos desejos e ideias a quem estiver a escutar, mas vivamos-los realmente, desenvolvamos-los juntxs. O Estado quer esmagar xs nossxs companheirxs, separando-lxs das comunidades de luta. Não deixaremos que isso aconteça!

Português  [PDF para leitura]  [PDF para impressão]

Mais informação: june11.noblogs.org

[Politécnica de Atenas, 10 de Dezembro] Discussão com companheirxs de Berlim

plakat10-12Da luta na Rigaer Strasse (Berlim) às mobilizações contra o G20 (Hamburgo)

Este verão, Berlim foi o centro de um confronto entre a polícia e o que resta do que antes era um movimento de okupação. Por trás disto encontra-se a tentativa de despejo das zonas okupadas do projeto habitacional Rigaer94. Rigaer94 está localizado na parte norte de Friedrichshain com uma longa história de luta contra a influência do Estado. As três semanas de cerco ao 94 tornaram-se quase de seguida num ponto de cristalização para um contra-ataque conjunto de anarquistas, culminando numa chamada para um Julho Negro, expressando este as ideias da luta anarquista polimorfa em ação. Fortalecida pela batalha que levou a uma pequena vitória, defendendo com sucesso o Rigaer94 contra a expulsão, a ofensiva continua na próxima mobilização contra a cimeira do G20 em Hamburgo, em Julho de 2017. Já existem chamadas internacionais para ações descentralizadas afim de ser criada uma dinâmica que convide para Hamburgo todos os combatentes rebeldes em condições e dispostos a atacar.

Companheirxs de Berlim irão falar sobre a luta contra a gentrificação em Berlim, o o papel do Rigaer94 e ainda sobre os projectos de anarquistas em ação.

Sábado 10 de Dezembro, às 19:00, edifício Gini
Escola Politécnica de Atenas (entrada da rua Stournari), Exarchia

Companheirxs do Espaço Polimórfico de Ação de Anarquistas Zaimi 11
Okupa Themistokleous 58
& Contra Info rede de contra-informação e tradução

em inglês, italiano

[Atenas, 23/11] Contra a sociedade carcerária: Atividade com companheirxs da CNA Bloomington

23nov_exarchiaEvento cujo tema é a luta contra a sociedade carcerária nos EUA, contando com a presença de compas da Cruz Negra Anarquista de Bloomington (Indiana)

Quarta-feira, 23 de Novembro, às 20:00 horas, no edifício Gini Politécnico (entrada da rua Stournari), Exarchia

Okupa Themistokleous 58
& Contra Info, rede tradutora de contra-informação

Lisboa, Portugal: Participação de Contra Info na Feira Anarquista do Livro 2016

Banca Contra Info, Feira Anarquista de Livros 2016, Lisboa
Banca de Contra Info – Feira Anarquista do Livro 2016 (Lisboa)

contra-info-4-feira-livro-anarquista-2016contra-info-3-feira-livro-anarquista-2016De 23 a 25 de Setembro realizou-se em Lisboa mais uma feira anarquista do livro em que o ênfase principal foi posto nas publicações anarquistas, dos fanzines aos jornais, dos livros às revistas de todo o mundo.

Companheirxs vindos de Espanha, França e Bélgica, apresentação de livros, ensaios e histórias cruzaram-se com as memórias subversivas e da prisão, mas a ação direta não se podia fazer esquecer e assim na banca da Contra Info surgiu uma publicação com um apanhado de traduções difundidas através dos seus blogs, com especial ênfase em espanhol e português, mas também em inglês, italiano e francês.

Também postais com informação sobre as condições de publicação e de colaboração com Contra Info além de outros sobre a recente Operação Scripta Manent em Itália, contendo os contactos dxs compas detidxs para correspondência. Para consulta ou distribuição gratuita nas restantes bancas ou aos visitantes em geral. Publicações tão preciosas como as vindas do Chile, das Ediciones La Idea, o boletim Lucha Revolucionaria (1 e 2) e o boletim La Bomba de Santiago, assim como o livro “Entrenamiento físico en condiciones de aislamiento” [Treino físico em condições de isolamento] da Bolívia. Em português, o Erva Rebelde nº 0 e o Projeto Insurrecional de Alfrefo M. Bonanno. A carta recentemente escrita na Grécia, por alguns membros presos da CCF,  uma contribuição pessoal e histórica em relação ao caso de Nicola Sacco e Bartholemeo Vanzetti e traduzida para português na Contra Info, foi largamente distribuída.

De assinalar que um evento proposto inicialmente por Contra Info referente à situação repressiva de compas na Grécia, Espanha, Chile e Itália, a ser apresentado na Feira Anarquista, vai ser proximamente agendado assim como os locais onde se realizará.

O jardim público onde se instalaram as bancas e as apresentações/debates e no local libertário Dis Gracia onde se apresentaram diversos filmes e uma exposição/debate, os dias lindos de sol e as cálidas noites a que não faltaram canções de tango anarquista e abraços de novxs e velhxs amigxs, temperaram um ambiente de companheirismo e de partilha na diversidade do pensamento e práxis anarquistas. Até já companheirxs!
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em italiano, espanhol, alemão

Exarchia, 04/08: “Contra a Escravidão Prisional” – serão informativo com um companheiro da CNA Portland, na Okupa Themistokleous 58

AGAINST PRISON SLAVERY | CONTRA LA ESCLAVITUD CARCELARIA | ΕΝΑΝΤΙΑ ΣΤΗ ΣΚΛΑΒΙΑ ΤΗΣ ΦΥΛΑΚΗΣ | CONTRA A ESCRAVIDÃO PRISIONAL

Em 9 de Setembro de 1971 os presos tomaram de assalto e encerraram Attica, o mais famoso antro infernal do estado de Nova Iorque.
Em 9 de Setembro de 2016 presxs em luta iniciarão interrupções de trabalho e outras ações para encerrar prisões por todos os EUA, pondo um ponto final na escravidão prisional.
Que o fogo da solidariedade se propague através do mundo!

Apresentação & discussão sobre a greve dxs presxs com a participação de um companheiro da Cruz Negra Anarquista de Portland (EUA)

Quinta-feira 4 de Agosto às 20:00 no terraço da Okupa anarquista na rua Themistokleous 58, Exarchia, Atenas

Okupa Themistokleous 58 | Célula de solidariedade anarquista – Cruz Negra Anarquista (Grécia) | Contra Info – Rede tradutora de contra-informação

em grego, inglês, alemão, italiano, francês

Atenas: Faixa em solidariedade com a C.O.S.A., ameaçada de desalojo em Portugal

Solidariedade com a okupa C.O.S.A., ameaçada de desalojo em Setúbal, Portugal – Força compas (A)

Durante a noite de terça-feira, 20 de Outubro, e como primeira resposta às más notícias da ameaça de desalojo da okupa C.O.S.A., em Setúbal, Portugal, colocamos uma faixa solidária nas grades da Politécnica (rua Patision), no centro de Atenas. Não esquecemos o apoio que xs companheirxs da C.O.S.A. nos demonstraram – na difusão de casos de presxs anarquistas na Grécia – nem esquecemos que um lugar comum das nossas lutas sem fronteiras é a abolição da estupidez que se chama propriedade.

Todo o nosso amor para xs irmãos/ãs que continuam a resistir em Setúbal. Mãos fora da infraestructura anarquista, em Portugal e por todo o mundo!

FOGO ÀS FRONTEIRAS
MORTE AO PODER

Iniciativa da rede tradutora de contra-informação Contra Info

Europa: Gestos solidários com Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara

Alguns/algumas participantes da rede Contra Info decidimos coordenar as nossas forças para dar maior visibilidade aos casos dxs dois companheirxs anarquistas que recentemente sofreram represálias por parte dos verdugos do Estado chileno: Diego Ríos e Tamara Sol Farías Vergara.

A 4/2/2015, Tamara Sol Farías Vergara foi condenada a mais de 7 anos de prisão – após um ano em prisão preventiva – por ter disparado contra um guarda do BancoEstado, em Santiago (Janeiro de 2014). A 7/2/2015, Diego Ríos foi detido – após 5 anos e meio em fuga – acusado por porte ilegal de materiais explosivos encontrados no verão de 2009, encontrando-se neste momento em prisão preventiva.

De 24 a 26 de Fevereiro de 2015 realizámos nos territórios controlados pelos Estados da Grécia, Portugal, Espanha e França as seguintes ações de propaganda:

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lienzo-diego3– Faixa colocada na praça de Exarchia, em Atenas, onde se pode ler: Força a Diego Ríos, anarquista preso no Chile. Sempre em pé de guerra.

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lienzo-tamara-sol3– Faixa colocada nas grades da Politécnica (rua Stournari), em Atenas, onde se pode ler: De Atenas até Santiago, liberdade para Tamara Sol.

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lisboa3– Lançamento de flyers em Lisboa com as seguintes palavras de ordem: Solidariedade ativa com Diego Ríos, preso anarquista no Chile // O caminho da liberdade nasce sobre as ruínas da sociedade carcerária // Liberdade para Tamara Sol, presa anarquista no Chile // Vingança pelxs nossxs mortxs, vingança pelxs nossxs presxs // Força para Diego Ríos, anarquista sequestrado pelo Estado chileno // Fogo às fronteiras, fogo às prisões // Cumplicidade com Tamara Sol, anarquista sequestrada pelo Estado chileno // Morte ao Estado e que viva a Anarquia.

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stencil3 – Stencil nas paredes de Oeiras, distrito de Lisboa, com a palavra de ordem: Solidariedade Tamara, Diego (A).

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barna2– Faixa colocada numa saída de Barcelona onde se pode ler: Força para Diego e Tamara!. A prisão não parará o nosso desejo de liberdade.

– 2 faixas no centro de Marselha (não fotografadas, infelizmente). Numa pode ler-se: “Solidariedade com xs anarquistas presxs ou na clandestinidade” e na outra: “Diego Ríos, Tamara Sol Liberdade (A)”.

Através destes gestos simbólicos mostramos o nosso apoio a Diego e Tamara Sol, trespassando as fronteiras e procurando também reforçar a solidariedade internacionalista com xs nossxs irmãos e irmãs presxs. Não esquecemos todxs xs outrxs presxs combativxs, no Chile e no mundo inteiro.

Em frente compas, ânimo e luta até se destruirem todos os muros do Poder!

Prisões gregas: Saudação de Nikos Romanos para o evento solidário de 16/11 em Bilbau

birdiesTexto lido durante a actividade contra-informativa sobre xs anarquistas presxs na Grécia:

Companheirxs, os quilómetros separam-nos, mas os nossos  corações aproximam-nos uns dxs outrxs.

Actividades como esta que Contra Info organiza hoje, no Ateneu Izar Beltz em Bilbau, têm para mim uma grande importância não só como pontos e instâncias de contra-informação e lugares de encontro e comunicação entre compas anarquistas mas também como comunicação e interacção entre xs que lutam, dentro e fora dos muros das prisões.

Das prisões que constituem a essência odiosa concentrada da Dominação, independentemente do nome que lhe dêem segundo o período, na sua forma mais crua. Das prisões que procuram intimidar e dar o exemplo, castigar e exterminar. Que pretendem santificar as culpas de uma sociedade que grita quando se lhe permite, mas que cerra a sua boca quando há que gritar…

A nível pessoal, estou já no sétimo dia de greve de fome, tentando conseguir uns sopros de liberdade desta condição asfixiante das masmorras democráticas. Não quero cansá-lxs ao falar sobre o meu caso, o texto da minha greve de fome foi traduzido já e estará no evento.

Quero transmitir as minhas saudações a todxs xs que se encontram presentes  nesta actividade, a minha solidariedade aos  e às anarquistas presxs em todo o mundo e a minha paixão incessante pela liberdade a todxs xs que lutam com dignidade e de modo agressivo, causando as brechas que demolirão não só os muros das prisões onde nos têm presxs, mas a de toda a sociedade carcerária
toda la sociedad carcelaria.

Força…

Nikos Romanos
Dikastiki Filaki Koridallou, Ε Pteryga, 18110 Koridallos, Atenas, Grécia

espanhol

[Bilbau] Prisioneirxs para as ruas! Ruas para a insurreição!

Vídeo relacionado com o próximo evento em solidariedade com os presos anarquistas na Grécia

Domingo, 16 Novembro, às 17:00, no Ateneu Libertário Izar Beltz em Irala, Bilbau

Colaboração de Contra Info

Clica aqui para escutar em castelhano e aqui em basco, os spots de rádio realizados pelxs compas da Biblioteca Durruti de Altsasu (Nafarroa).

Passa a palavra!

Contra Info no Resist Festival em Warsaw

Foda-se a Copa do Mundo!

Membrxs da rede de contra-informação e tradução Contra Info foram convidadxs a participar no 2º dia da 4ª edição do Resist Festival em Warsaw, na Polónia. No sábado, 14 de Junho, cerca das 17 horas, faremos uma breve intervenção em solidariedade com as lutas anti-repressão na Grécia e a rebelião face à repressão no Brasil da Copa do Mundo da FIFA; uma conversa com informações sobre a luta dxs presxs contra a criação de unidades de segurança máxima dentro das prisões, a situação dos imigrantes detidos em campos de concentração durante meses a fio, a ascensão do fascismo na Grécia… todo o caminho para a atual guerra social no Brasil.

Solidariedade com os rebeldes em guerra contra o Estado/Capital.
Demolição das fronteiras nacionais.

Visite o blog de RESIST FEST IV 13-15.06.2014!

Marco Camenisch, livre e prisioneiro

Contribuição solidária dxs compas Elisa Di Bernardo e Stefano Fosco para o evento em apoio axs anarquistas presxs de pena longa, realizado por Contra Info em Madrid a 11 de Janeiro de 2014.

Escrever ou dizer algo sobre Marco Camenisch não é fácil… não é difícil… poderia ser algo estranho para quem o conhece há anos… para quem conhece suas ideias, palavras, ações… a sua essência, a determinação e o amor por uma vida de luta que o move. Isso: uma vida de luta, a única que vale a pena viver, esse é o Marco!

Poder-se-ia começar a desenvolver a sua biografia a partir da sua vida de pastor? Da sua repulsa atávica pela energia nuclear e tudo o que é contaminação e ecocídio? Das condenações que, desde 1980, lhe aplicaram? Da sua fuga e dos dez anos como fugitivo? Da prisão intermitente que, desde 1991, está cumprindo sem se curvar nem por um instante? Da dignidade que o caracteriza como indivíduo livre e em inevitável conflito permanente com toda a forma de poder? Mas, no final, como se distingue tudo isto? Como se separa uma vida de luta contra qualquer dano, qualquer monstro destruidor da natureza inteira, qualquer abuso e o ato libertador de uma vida de amor livre e rebeldia – inerente a qualquer indivíduo digno, a qualquer imposição que recusa lucidamente esta cultura dominante feita com obediência e alienação assimilante?

Marco ama, odeia, sabota o existente com qualquer ato seu de resistência diária através de traduções, escritos, declarações, greves de fome em solidariedade com todos xs rebeldes presxs…

Marco é livre e prisioneiro. Prisioneiro desta prisão gigantesca a céu aberto que a todxs nos rodeia. Prisioneiro como todxs xs anarquistas que repudiam a escravidão pela liberdade possível. Ainda assim, livre da prisão suíça que o encarcera fisicamente e quer psiquiatrizar a sua recusa a renegar-se a si mesmo, que patologiza e medica qualquer atitude rebelde e iconoclasta sua.

Segundo a própria lei que o mantem atrás das barras, Marco já teria que estar a desfrutar da chamada liberdade condicional, mas isso não ocorreu; não podia ocorrer pela sua total e declarada atitude refratária contra qualquer distanciamento da luta pela libertação total. Não tem ocorrido porque Marco está entre nós através de qualquer ação que nos aproxima dessa mesma libertação total.

Considerando o tratamento que a Suíça (lugar onde, entre outros, a politização do “delito” não se deve ter em consideração) reserva aquelxs não se curvam à vontade de qualquer carrasco a soldo, de toga ou camisa branca que seja, é muito provável que depois do fim da sentença (2018), lhe seja imposta a chamada “cadeia perpétua branca”, ou seja, uma vigilância especial por toda a vida, imposta para proteger  todos os bons cidadãos da sua alta “periculosidade social”.

A solidariedade que é necessário e urgente expressar ao nosso amado Marco, pura e simplesmente só pode ir para lá das palavras!

Marco, estás sempre conosco!

Breve entrevista de Contra Info a Claudio Lavazza

Entrevista de Contra Info ao compa Claudio Lavazza que, desde 1996, se encontra encerrado nas cadeias da democracia espanhola. A entrevista foi apresentada no evento em solidariedade com anarquistas presxs de longa pena, realizado a 11 de Janeiro de 2014 no CSO La Gatonera, Madrid.

Na busca da liberdade plena, optaste por atacar o mundo do poder, com todos os meios possíveis. Quais foram os principais motivos que te impulsionaram a seguir este caminho de rebeldia armada?

Os motivos pelos quais empreendi o caminho da rebeldia foram um conjunto de circunstâncias que vão desde a tentativa de golpe de estado em Itália – utilizando a estratégia da tensão (ataques terroristas com explosivos em lugares públicos) por parte da extrema direita e com a ajuda dos serviços secretos – aos ataques dos partidos políticos do arco constitucional como a Democracia Cristã, particularmente ativa em apontar a esquerda revolucionária e os anarquistas como responsáveis dos graves atentados ocorridos, para além da injustiça e dos abusos perpetuados à classe trabalhadora pelas autoridades;
essas mesmas que aplaudiram o governo fascista de Benito Mussolini e a entrada da Itália, ao lado dos nazis alemães, na segunda guerra mundial.

No teu livro “Autobiografia de um irredutível” contas como, em 1981, participaste no assalto à prisão de Frosinone (na região de Lazio, Itália), a fim de libertar um compa que se encontrava preso nessa cadeia. Hoje, mais de 30 anos depois, contam-se pelos dedos as ocasiões em que a solidariedade de facto com xs presxs da guerra social chega a este ponto. Como se pode entabular de novo a perspetiva da libertação imediata dxs nossxs irmãos?

Voltar hoje a agregar-se a perspetiva da libertação imediata dxs nossxs irmãxs prisioneirxs, tal como no passado, é um objectivo fundamental nesta guerra social…mas aqui, enquanto o sistema tem progredido em infraestruturas e meios de repressão, ficámos parados na pré-história, sem avançar na preparação militar e tecnológica para fazer frente às imponentes macroprisões. Estas construções, isoladas das povoações e cidades, são quase impossíveis de atacar como o fizemos em 1981, em Itália, libertando dois prisioneiros. É verdade que os tempos mudaram. Quando se fala de ataques contra o sistema, ainda que não goste de utilizar palavras como preparação militar e tecnológica, é evidente que se trata aqui de guerra e de confronto e para ter sucesso é necessário estar à altura dos tempos, pois o avanço tecnológico do sistema repressivo assim o impõe. Não estou a dizer que é impossível atacar estruturas como as macroprisões, mas na situação atual esse é um sonho irrealizável, o de libertar prisioneirxs presxs aí.

Na tua longa trajetória da luta polimorfa, supomos que te tenhas envolvido em diversos tipos de organização de contra-ataque ao estabelecido. Quais foram as experiências que colheste, relacionadas com o tema da verdadeira auto-organização.

As minhas experiências, na auto-organização do combate, sem dirigentes nem dirigidxs amadureceram, pouco a pouco, ao longo de 16 anos de clandestinidade. Ninguém nasce ensinado e todxs temos de aprender com xs outrxs, com os que tenham mais preparação e experiência; entre anarquistas, temos uns princípios simples, que nos permite avançar rápidamente na auto-organização do combate: uma vez formado o grupo, existem tarefas que cada qual tem de respeitar…por exemplo, se sou um perito em táticas de ataques, os outrxs serão levadxs a escutar-me, sem que vejam em mim um dirigente e sem que se sintam dirigidxs; evidentemente todxs têm opiniões no assunto, mas se essas palavras forem o fruto da incapacidade e da falta de experiência tenderão a escutar-me, para o bom êxito da operação. Da mesma forma serei levado a escutar o perito em qualquer outra tarefa, se demonstrar mais capacidade que eu. Ou seja, sou professor, segundo as circunstâncias de um dado momento, e sou aluno quando alguém mais preparado que eu toma a responsabilidade do grupo. É assim que se cria a auto-organização, segundo as minhas experiências.

A anarquia constitue uma via ilegalista por si só? E, se assim é, como poderão as individualidades insurretas confluir em rios que afoguem as leis e normas que nos atam à miséria?

A anarquia é, pela sua natureza, ilegalista porque procura existir independentemente da legalidade imposta pelo sistema. Nós, anarquistas, temos as nossas leis e modos de ser, sempre condenados pelas leis e modos de ser dos Estados. Esse simples fato, de não aceitar as regras impostas pelo trabalho assalariado procurando roubar o dinheiro dos ricos, é considerado ilegal pelo sistema, mas para nós, como é justo e vinculativo, é, portanto, legal. Da mesma forma, qualquer atitude que não esteja envolvida na manutenção do poder capitalista, pode ser considerada como o rio da rebeldia que faz afogar as leis e regulamentos que nos ligam à miséria.

Se o compromisso revolucionário é permanente, surge a necessidade da ação direta, tanto pela destruição de tudo o que nos oprime, como pela criação de um novo mundo. Como unir essas duas tarefas subversivas, sem cair numa militância seca e alienante nem num reformismo derrotista?

A criação de um mundo novo e a necessidade do trabalho revolucionário no dia a dia, cumprindo com as tarefas subversivas, não pode cair nem na militarização seca e alienante nem no reformismo derrotista. Há que ter cuidado com este assunto para não se correr o risco de cair no cansaço e que este propicie o abandono dos companheirxs.. É aqui que a nossa criatividade se manifesta, com a contribuição de novos estímulos e ideias, a revolução e o caminho não podem cair em alienações… há que fazer uma pausa de vez em quando, se não caímos na rotina. Os horários e os padrões de nossas ações pertencem-nos, nem o poder nem a tristeza social estão acima das nossas necessidades como pessoas livres.

Em 1996, és detido na aldeia de Sete Portas, após uma fuga falhada, na sequência da expropriação da sede do Banco Santander de Córdoba. Quais foram as reações dos círculos anarquistas (entre e sem aspas) na altura, tanto no estado espanhol como fora dele?

A aldeia onde caí prisioneiro chama-se Bujalance, Sietepuertas é o nome da cafetaria onde me apanharam os guardas civis; hoje já não existe, uma entidade bancária tomou o seu lugar. As reações dos círculos anarquistas do estado espanhol foram críticas duras, de alguns, e de aceitação de outros, a favor da expropriação do banco Santander em Córdoba (um dos mais ricos da cidade). Fora do Estado espanhol, recebemos um apoio comovedor de Itália. Lembro-me que quando estava em isolamento, na prisão de Córdoba, ferido e espancado, recebi um telegrama do meu país que me fez chorar, pelo calor e companheirismo que desprendia. Depois, ao longo do tempo, também chegaram cartas e cartões postais de Espanha e de outros países da comunidade europeia e internacional, muitas mensagens com a mesma intensidade e carinho.

Levaste à prática a ofensiva, para além das fronteiras dos estados, burlando durante anos as autoridades de vários países. Como vês a luta antipatriótica e internacionalista dxs anarquistas, em todo o mundo, no momento atual?

As lutas antipatrióticas e internacionalistas dos anarquistas, de todo o mundo, vejo-as presentes e constantes, recebendo de volta duríssimas reações policiais e dos tribunais, os quais têm um medo atroz dessas lutas. Vocês, que estão lá fora, possuem mais dados, atestando a intensidade dessas lutas. O que gostaria de ver, antes de desaparecer, é algum desse triunfo. Isso seria para mim e para todxs vocês o presente mais bonito que se possa vir a ter… Espero que em breve.

Quando te encontravas nas masmorras da democracia espanhola, levaste a cabo duras lutas para quebrar o isolamento e pela abolição do regime especial FIES. Como avalias esses momentos, hoje em dia?

Levei a cabo duras lutas quando estava nas masmorras da democracia espanhola, contra o regime FIES e o isolamento, pela abolição das penas de longa duração e as penas perpétuas encobertas. Agora estou na luta pela abolição das torturas e maus tratos nas prisões, luta essa começada em Outubro de 2011, com ações comuns realizando greves da fome simbólicas ao primeiro dia de cada mês e conseguindo assim uma rede de apoios de advogados solidários para assistência jurídica aos companheiros em luta, enfrentando as represálias do sistema penitenciário. Não avalio esses momentos de luta como um passado…mas como algo presente, talvez com menos intensidade e participação da comunidade de presos que antes. Estar preso significa para mim estar numa luta permanente. Estar preso significa estar em luta, a prisão não é um lugar onde alguém se possa relaxar e esquecer da realidade que o rodeia..

O teu é um dos casos de anarquistas condenadxs a penas de longa duração, em todo o mundo. Passados tantos anos existem alterações na sociedade carcerária e na sua população?

As alterações no âmbito da sociedade carcerária e na sua população, foram muitas desde que aí entrei, pela primeira vez, em 1980. A população mudou com a entrada das drogas legais, fornecidas diariamente, por parte da administração, caso da metadona e psicofármacos. Conseguiram isolar uma boa parte da população reclusa, tornando-a individualista. Já não existe essa solidariedade combativa que havia antes, quando tocavam a um e se rebelavam todos. Hoje em dia, e desde há muitos anos já, existe um controlo sobre os presos, não só físico mas também mental, que lhes impede de encontrar um caminho adaptado à sua personalidade; as drogas tomadas diariamente retiram o melhor de si, deixando somente a preocupação de continuar a tomá-las… tudo o resto é secundário, de menor importância… esta é a sua miserável luta e tentar convencê-los do contrário, na maioria dos casos, é uma perda de tempo e energias. Quem se droga aí é escravo do sistema por duas vezes, uma por estar preso e outra por ser um adito. Por sorte, nas prisões, existe também uma parte…pequena…de população reclusa que não entra neste colectivo e é com ela que se pode lutar para conseguir aqui dentro mudanças.

Continuando com o tema das penas de longa duração: como é que influenciou a tua já longa permanência em cativeiro, a solidariedade expressada sobre ti, mas também as tuas relações de amizade e pessoais?

A solidariedade expressa desde fora sempre foi e continua a ser um orgulho para mim, sobretudo agora que foi publicada a minha autobiografia.

Qual é o actual andamento dos procedimentos jurídicos contra ti e quais são as perspectivas para o futuro próximo e o mais longínquo?

Agora, a minha situação jurídica continua a ser complicada, estou há 17 anos encerrado e a minha pena em Espanha é de 25 anos. Uma vez terminada, espera-me a pena, em Itália, de 27 anos e 6 meses, e outra em França de 30 anos (com um julgamento ainda por realizae e que, com um pouco de sorte, pode ficar nos 15 anos). O meu objectivo é conseguir uma fusão das condenações pendentes num total de 30 anos, mas vai ser muito difícil que algum tribunal o reconheça. Não existe na atualidade nenhum artigo da legislação penitenciária onde se diga que, com 30 anos de prisão interrompida, tenham de me pôr em liberdade. A luta deve continuar até chegar ao Tribunal de Direitos Humanos para que me reconheçam uma limitação de pena, senão a minha vai ser uma prisão perpétua.

Que mensagem gostarias de transmitir aos que lutam dia e noite, dentro e fora dos muros?

Aos que lutam dia e noite, dentro e fora dos muros, transmitir-lhes-ia esta mensagem…mantenham-se fortes e livres porque a melhor maneira de lutar contra o sistema e as prisões é não entrar nunca.

Um grande abraço para todxs.
Claudio

Para lhe escrever:
Claudio Lavazza
C.P. Teixeiro (módulo 11)
Carretera Paradela s/n
15310 Teixeiro-Curtis (A Coruña)
España

N.T: Claudio Lavazza (Cerro Maggiore, Milão) foi protagonista dos chamados “anos de chumbo” em Itália. Membro dos grupos Proletários Armados pelo Comunismo (P.A.C.) e Comunistas Organizados pela Liberação Proletária (C.O.L.P.), teve que se exilar em 1982 devido à repressão. O seu rastro se perde até à sua detenção em Córdoba (Espanha) em 18 de dezembro de 1996, depois do assalto mal-sucedido à agência central do Banco Santander. Durante a perseguição policial morreram dois agentes da polícia local de Córdoba e Claudio e seus companheiros foram baleados várias vezes. Condenado em 1998 a 50 anos de prisão, atualmente permanece preso, tendo passado muitos desses anos em módulos de isolamento FIES criados pelo PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol) em 1991, onde participou em numerosos protestos, sendo fortemente criminalizado por isso. Claudio tem pendente, além das condenações em Espanha pelos fatos de Córdoba e outros assaltos pelos quais poderia estar até 25 anos encarcerado, condenações pendentes em Itália e em França. Seu relato autobiográfico, “Autobiografía de un irreductible”, publicado em 2010, foi traduzido para o italiano. Recentemente, foi também apresentado durante a 4ª Feira Anarquista de Porto Alegre, Brasil, em Novembro de 2013.

Madrid: Evento solidário com anarquistas presxs a cumprir penas de prisão de longa duração

11-de-enero-724x1024No sábado, 11 de Janeiro, realizar-se-á no CSOA La Gatonera – situado na rua Amistad, nº9, no bairro de Carabanchel, Madrid – um evento solidário com xs anarquistas presxs condenadxs a penas de longa duração em todo o mundo.

Encontramo-nos às 18:30 horas, para a conversa contra informativa, com o objetivo de dar a conhecer alguns dos casos dxs irmxs que enfrentam, desde há muitos anos, o encerramento nas masmorras democráticas de diferentes Estados. Concretamente, apresentam-se os casos de Claudio Lavazza, Gabriel Pombo Da Silva (presos no Estado espanhol), Marco Camenisch (preso na Suíça), Thomas Meyer-Falk (preso na Alemanha), Marie Mason e Eric McDavid (presxs nos Estados Unidos, e José Miguel Sánchez Jiménez (preso no Chile). Seguirar-se-á um debate livre sobre o fortalecimento e a ampliação dos laços solidários, mediante estruturas de contra informação e apoio de fato axs presxs da guerra social.

Em seguida, bar solidário e petiscos vegetarianos para matar a fome.

Queremos fazer deste encontro uma oportunidade para romper o silêncio com o qual pretendem sepultar xs presxs anarquistas, difundir as suas palavras e propagar a luta, com todos os meios possíveis, contra a sociedade carcerária e os que a sustentam.

Evidentemente que se trata de um evento auto-organizado, para o qual contamos com o vosso apoio, tanto a nivel de presença física e participação ativa, como também mediante a contribuição livre para o suporte solidário com xs compas presxs.

Presxs para a rua! Ruas para a insurreição!

Contra Info

Lisboa: Entrevista a membros NO MUOS

Em meados de Maio, alguns compas pertencentes ao NO MUOS realizaram em Lisboa uma sessão informativa tendo alguns/algumas miembros de Contra Info decidido aproveitar a oportunidade para lhes fazer uma entrevista. O NO MUOS é um movimento em luta contra a base da NATO instalada na Sicília. Segue-se mais alguma informação sobre isso.Contra Info: O que é o MUOS?
No MUOS: O MUOS é mais um de muitos projectos militares criados em território italiano contra a saúde, a vontade e o respeito pela população. Mesmo em 2012, é ainda a guerra que faz de patroa.

Acrónimo de Mobile User Objective System, é um sistema integrado de telecomunicações satélites desenvolvido pela marinha militar estado-unidense, dotado de cinco satélites geoestacionários e quatro estações terrestres. Qualquer uma destas estações apresenta três grandes parabólicas com um diâmetro de 18,4 metros e duas grandes antenas de 149 metros de banda UHF. Esse sistema será utilizado para coordenar de forma minuciosa todos os sistemas militares estado-unidenses dispersos pelo globo, em particular drones (aviões sem piloto) e submarinos, mas também poderá controlar as comunicações civis.

O programa MUOS, gerido pelo departamento de defesa dos Estados Unidos, está ainda em fase de desenvolvimento e prevê-se que os satélites entrem em órbita em 2015.

C: O MUOS é perigoso em que medida?
N: Neste momento estão construídas três estações terrestres, instaladas na Virgínia, na ilha do Hawai e na Austrália, todas dispersas por zonas desérticas. Só a que está projetada para a Sicília será instalada num zona bastante próxima de áreas habitadas, de modo que irá afetar não só a população de Niscemi – que se encontra apenas a um par de quilómetros da base, em linha recta – mas também das vilas vizinhas (Vittoria, Comiso, Gela, Caltagirone, Acate).
Deve também ser dito que a base militar americana NRTF-8 (Naval Radio transmitter Facility) de Niscemi, onde será instalada a estação MUOS, encontra-se operacional desde 1991 e conta já com 41 antenas com uma potência de emissão na ordem dos 500-2.000 KW. Estudos baseados em dados recolhidos pela ARPA Sicília afirmam que se encontra cientificamente provado o receio que a atual instalação supere os limites impostos na lei para emissões electromagnéticas.

Os campos electromagnéticos produzidos poderão interferir com qualquer equipamento eletrónico, com by-passes, cadeiras de rodas, pacemakers, mesmo a uma distância de 140 quilómetros. Entre os efeitos mais comuns para a saúde humana estão indicados os deslocamentos de retina, as cataratas, o risco de esterilidade e a formação de tumores. Infelizmente, a incidência de tumores é em geral mais elevada entre as crianças, sobretudo em relação ao aparecimento de leucemias.

Outro “detalhe” que torna tudo ainda mais interessante é o da base militar se encontrar dentro de uma reserva natural, a Sughereta di Niscemi, um dos poucos parques naturais com sobreiros em Itália e que conta com uma vegetação densa e exuberante protegida por leis que proíbem quem quer que seja de causar danos ou de deturpar a fauna e a flora existentes na área. No ano 2000, o parque tinha sido inserido na Rede Natura 2000 como sítio de importância comunitária (sic).

C: Que é o NO MUOS?
N: O comité NO MUOS de Niscemi nasce neste contexto, nos últimos dois anos juntou, multiplicando-se, pessoas das vilas vizinhas e de outras realidades associativas sensíveis à questão. Exprimindo, desde o início, fortíssimas preocupações em relação às consequências que a instalação deste “EcoMUOStro” (ecomonstro) poderia trazer, acima de tudo, para a saúde humana, para o ecossistema de Sughereta e para a qualidade dos produtos agrícolas. Desde há mais de 4 meses que os ativistas do comité No MUOS e as pessoas locais vigiam dia e noite a estrada de entrada da base, procurando fechar de forma física a entrada dos trabalhadores contratados para a construção do MUOS, com bloqueios removidos, continuamente, pela polícia, de forma violenta. Nalgumas cidades da Sicília e de Itália nasceram comités de apoio a esta luta popular.

C: No meio de tudo isto movem-se as empresas ligadas à máfia na Sicília… Qual é a sua reação ao NO MUOS?
N: O movimento já se confrontou com a máfia. Ela não tem interesse nisso, já recebeu todo o dinheiro e, agora, tem uma posição neutral.

C: Na Sicília, uma nova geração de jovens com fortes sensibilidades ambientais toma consciência do contexto de guerra para o qual o MUOS nos projeta.  É anti-militarista esta luta?
N: A luta No MUOS é uma luta anti-militarista contra o imperialismo americano e a guerra e pela soberania popular, tendo como objetivo a desmilitarização da reserva natural do bosque de sobreiros da Sícilia e a do mundo inteiro.

C: Partindo da preocupação com a saúde e com o ambiente passou-se a uma dinâmica de ativismo autónomo dos partidos…o futuro do No MUOS é uma geração libertária na Sicília?
N: Pode vir a ser, tudo depende da habilidade dos companheiros: não deixar espaço aos partidos e estar sempre presente.

C: Como anarquistas, que dificuldades encontram dentro do NO MUOS, apesar da horizontalidade deste movimento?
N: As dificuldades são da ordem da paciência, de se colaborar com pessoas com diferentes posições políticas e de não se ter pressa para realizar as ações de que a maioria não pode ainda compreender a importância.

Lausanne: Breve entrevista ao coletivo Loc(A)motive

Abaixo, uma entrevista com os participantes da ocupa Loc(A)motive, só possível por ocasião dos encontros em Lausanne. Desde 8 de abril, Loc(A)motive está em risco de despejo e os ocupantes estão a organizar a sua defesa. Assim, esta será uma boa ocasião para os apoiar, da maneira que entender.

Contra Info: O que é a Loc(A)motive?
Loc(A)motive: É um colectivo formado por pessoas que vivem na casa ocupada na rua Chasseron 1, em Lausanne, bem como pessoas envolvidas em actividades no espaço. No momento, 15 pessoas estão a viver na casa e mais ou menos 10 também estão a participar de diferentes maneiras. O edifício é um antigo colégio espanhol, propriedade do Estado espanhol.

C: Quando é que o projecto de ocupação começou?
L: No dia 21 de Setembro de 2012.

C: Podes-nos contar mais alguma coisa sobre os primeiros dias deste projecto?
L: Na noite em que entrámos no prédio éramos cerca de trinta pessoas, a primeira coisa que fizemos foi barricar completamente a casa para o caso da bófia nos querer expulsar. Na mesma noite, a bófia apareceu com 2-3 carros de patrulha, após a chamada de um vizinho. Na verdade os polícias só deram uma vista de olhos e foram-se embora passado pouco tempo.

C: O local permaneceu barricado durante muito tempo?
D: As barricadas permaneceram durante quase dois meses. Grupos de pessoas vigiaram constantemente a área para o caso da bófia aparecer e tentar identificar os ocupas. Fizemos isso porque normalmente quando o proprietário de uma Ocupa faz queixa à polícia, geralmente vêm e registando as suas identificações a fim de os enviar perante um juiz e dar início a um processo judicial. Algo que definitivamente queríamos evitar, a fim de ganhar mais algum tempo, também. Um mês depois, a polícia apareceu novamente, mas todos nos recusámos a dar-lhes os dados pessoais. Anunciaram-nos que éramos obrigados a comparecer a uma audiência mas nós não fizemos nada disso. Duas semanas depois, recebemos uma nova convocatória para uma audiência, que ignorámos também. A terceira notificação que recebemos explicava que. por ignorarmos o processo, o juiz viria à Ocupa com o resto dos membros do tribunal e os representantes do chamado proprietário legal. Após uma longa reunião que tivemos na casa, decidimos aceitar um julgamento dentro da Loc(A)motive. Continuar a lerLausanne: Breve entrevista ao coletivo Loc(A)motive

Berlim: Dois eventos infosolidários de Contra Info

Quarta-feira, 8 de Maio às 19h em New Yorck 59 im Bethanien

Sábado, 11 de Maio às 20h no K19 Café
Esta sessão noturna será acompanhada de microfone abierto (DIY jam sessão)
e cozinha solidária.

Na Grécia, mais de vinte anarquistas encontram-se encerrados/as na prisão, e muitos/as mais compas estão debaixo de investigaçã ou acusados/as de delitos criminais sujeitos às acusações estatais no seu dia a dia. No contexto da volta europea da Contra Info, esperamos dar-vos uma visão geral (em inglês) dos diferentes casos de anarquistas encarcerados/as nas prisões gregas e discutir juntos/as sobre a maneira de expandir e fortalecer a solidariedade prática com os/as presos/as em luta. Também estarão disponíveis traduções em alemão se se quiser. Todo o dinheiro recolhido irá para os/as anarquistas presos/as na Grécia.

Entrada livre – Agradecem-se donativos.

Portugal: Dois eventos da Contra Info em solidariedade com os anarquistas presos na Grécia

No contexto de difusão da solidariedade de facto com os/as anarquistas presos/as nas masmorras gregas, no sábado, 27 de abril de 2013, encontrar-nos-emos no Centro de Cultura Libertária, ateneu anarquista em Cacilhas–Almada, a partir das 16 horas. Haverá conversa e jantar vegano benefit.

Na segunda-feira, 29 de Abril, pelas 21 horas, estaremos na Casa Okupada Setúbal Autogestionada (C.O.S.A), onde haverá conversa e benefit.

Pela destruição de todas as prisões e do sistema que as mantém!

Lausana: Eventos de Contra Info em solidariedade com os/as presos/as anarquistas e as ocupas atacadas na Grécia

No contexto da volta infosolidária de Contra Info na Europa, alguns/as miembros da rede realizarão atividades em duas Ocupas de Lausana, Suíça.

A 5 de Abril de 2013, ver-nos-emos na Ocupa Loc(a)motive, para realizar uma oficina de arte reciclada para crianças de todas as idades (entre as 15:00 e as  17:00), teremos cozinha coletiva vegana (às 19:00) e compartilharemos contra-informação acerca dos golpes repressivos contra o movimento ocupa na Grécia (às 21:00).

A 6 de Abril de 2013, encontrar-nos-emos na Ocupa PornoDiesel, às 18:00, com o objetivo de apresentar vários casos de combatentes anarquistas nas prisões  gregas e falaremos  da necessidade de ampliar as iniciativas contra-infomativas para além das fronteiras e contra elas. Depois, haverá cozinha coletiva vegana, benefit.

Estejam atentos/as aos próximos eventos noutras cidades europeias…

Amsterdão: Evento de Contra Info no Joe’s Garage, em solidariedade com os lutadores anarquistas nas prisões gregas

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Evento em solidariedade com os/as lutadores/as anarquistas nas prisões gregas. Encontro informativo com compas de contrainfo.espiv.net. Comida+donativos livres. Joe’s garage pretoriusstraat, 43, ámsterdam.
12 de abril às 19:00

No contexto da luta diária contra o existente e tendo como objectivo a difusão da solidariedade de facto com os/as anarquistas presos/as nas masmorras gregas, membros da rede contra-informativa Contra Info levarão a cabo uma série de eventos em várias cidades europeias, difundindo informação de casos de compas presos/as.

Queremos que estes encontros se convertam numa oportunidade para reforçar a infra-estrutura antagónica de contra- informação, para ampliar e multiplicar os gestos solidários com os/as nossos/as irmãos/irmãs que se encontram atrás das grades e promover a acção directa e a praxis subversiva.

Na sexta-feira, 12 de abril de 2013, encontrar-nos-emos no Joe’s Garage em Amsterdão. Haverá jantar vegano às 19:00 e, às 20:00, começar-se-à a conversa. Esperamos ver-vos ali e convidamos-los a compartilhar as vossas ideias para seencontrar uma perspectiva comum com vista à destruição de todas as prisões e do sistema que as mantém..

Estejam atentos a futuros eventos noutras cidades europeias.

SOLIDARIEDADE COM OS/AS PRESOS/AS ANARQUISTAS EM TODO O MUNDO!

mais info: 1, 2

México D.F.: A solidariedade não conhece fronteiras

mexico-dfNo dia 10 de Janeiro à tarde, compas de Contra Info colocaram um cartaz nas grades do perímetro da embaixada grega no México. Como um pequeno gesto de solidariedade com os/as compas sequestrados/as nos desalojos das ocupas Skaramaga e Villa Amalias na manhã e tarde de dia 9 de Janeiro na Grécia. A faixa diz: “Do México até à Grecia: Skaramaga, Villa Amalias e cada uma das ocupações não está sózinha! A solidariedade é uma das nossas armas, náo nos esperem… somos o seu pior pesadelo personificado,já aqui estamos!”

Companheiro, companheira! Chegou o momento de romper este ciclo que bloqueia as nossas mentes e arrancar a venda que cega a razão e esculpir palavras com ponta de fogo, fogo que arrase este sistema corrupto que nos amarra às garras do Capital¡ E sobre as suas cinzas construir um mundo novo de Homens e Mulheres Livres!”
-Por um mundo novo, Os Mortos de Cristo.

Palavras com ponta de fogo contra-informativas. Fronteiras não as conhecem nem este projecto nem muito menos a solidariedade e a Liberdade.

Tirem as garras das ocupas!
Liberdade imediata aos/às sequestrados/as pelos cães do Estado/Capital!mexico-d.f.-1024x768