Arquivo de etiquetas: Operação Pandora

Porto Alegre: Faixa para Mônica Caballero e Francisco Solar

Recebido em 11 de março de 2016:

Nossa solidariedade não fica quieta nestes dias. Duxs compas estão sendo julgadxs pelo Estado espanhol e xs anarquistas saímos nas ruas para mostrar que eles não estão sós.

Com muita força Monica e Francisco têm gritado morte ao estado e que viva a anarquia no julgamento. Para elxs nosso abraço terno, nossa cumplicidade e solidariedade.

Um abraço apertado também para xs perseguidxs das operações Pandora, Piñata e Ice que souberam tirar da repressão alentos solidários. Um carinho para Nahuel que desde novembro está encerradx nas jaulas do estado espanhol.

Contra a igreja o estado e suas leis, andamos juntxs semeando caos e anarquia

Que a solidariedade chegue até vocês.

Pela anarquia

Pela revolta

Alemanha: Ataque com tintas ao consulado espanhol, em Munique

tel-exchange

A 26 de Novembro de 2015 o consulado espanhol na cidade de Munique, situado na rua Oberföhringer, foi atacado com tinta negra. Solidariedade com todxs xs acusadxs no âmbito das operações Pandora, Piñata e Ice.

Nem culpadxs nem inocentes.
Liberdade para todxs.

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Espanha: Liberdade (sob fiança) para o compa preso no âmbito da Operação Pandora II

tugofwarDe acordo com informações da CNT Barcelona, as autoridades judiciais decidiram libertar Enrique Costoya Allegue (Quique) sob fiança de 8.000 euros. Quique tinha sido detido a 28 de Outubro de 2015 e depois ficado em prisão preventiva na prisão de Soto Del Real, Madrid, no âmbito da Operação Pandora II.

em grego l alemão

Espanha: Cartazes de solidariedade com xs represaliadxs de 28/10

cartel11  Solidariedade anarquistas represaliadxs em Espanha

Liberdade Quique, Mónica e Francisco

Na madrugada de 28 de Outubro um novo golpe repressivo sacudiu o meio anarquista. Uma extensão da operação Pandora, levada a cabo em Barcelona e Manresa, terminou com um companheiro sequestrado pelo Estado e várixs em liberdade à espera de julgamento. Este novo ataque pretende debilitar-nos mas não entendem que a nossa solidariedade não conhece limites e que entendemos a repressão como algo inerente à confrontação que tenhamos contra toda a autoridade. Que xs nossxs compas sintam o calor da solidariedade.

NEM INOCENTES NEM CULPADXS, ANARQUISTAS SIMPLESMENTE
Se nos procuram porta a porta, resistiremos ombro a ombro!!!

cartel2Se nos procuram porta a porta, resistiremos ombro a ombro!!!
Solidariedade com os anarquistas represaliadxs!!!
Liberdade Quique, Mónica e Francisco!!!

em espanhol, grego

Espanha: Comunicado dxs detidxs da última fase da Operação Pandora e que se encontram no momento em liberdade

breite-sol-editRecebido a 3 de Novembro:

Na passada quarta-feira, 28 de Outubro, fomos detidxs, no total nove pessoas no âmbito de uma nova operação anti-terrorista orquestrada pelo aparelho de informação do Cuerpo de Mossos d’Esquadra [Polícia da Catalunha], em conluio com o Tribunal número 3 da Audiência Nacional espanhola. Após o registo – saqueio dos nossos  domicílios e do Ateneu Libertário de Sants, fomos levadxs a diferentes esquadras da polícia dos arredores de Barcelona, sendo no dia seguinte entregues à Guarda Civil para a nossa transferência a Madrid. Na sexta-feira seguinte, ao meio-dia, estivemos presentes ao juiz Juan Pablo Gonzalez Gonzalez, que decretou a libertação com encargos para dois de nós, a entrada na prisão evitável sob fiança para seis, e a prisão incondicional para o companheiro que está actualmente preso em Soto del real.

O conjunto de detidxs que neste momento se encontra em liberdade quer tornar público uma série de reflexões e posicionamentos políticos:

A acusação genérica  para xs nove é de “Pertença a organização criminosa com fins terroristas”. Especificamente, imputam-nos de formar parte do urdido “GAC-FAI-FRI”, que como é sabido se trata de um conceito artificialmente construído pelos corpos policiais, um conjunto de siglas em que de forma deliberada e cuidadosamente calculada misturam espaços de coordenação entre colectivos (GAC) com a ‘assinatura’ que a nível internacional alguns grupos utilizam para reivindicar ações de sabotagem, (FAI-FRI).

A construção desta organização – marco traz à polícia todos os recursos repressivos que proporciona o dispositivo anti-terrorista: tribunais de excepção, maior insegurança jurídica, penas muito mais duras para companheirxs que possam ter realizado determinadas ações, detenções incomunicadas, regimes prisionais especiais, relações pessoais de amizade / companheirismo concebidas como delito, a amplificação dos media, o estigma social, etc. Basta dizer que durante todo o processo de detenção – desde o momento que vimos as nossas casas invadidas e saqueadas até que fomos presentes ao juiz – não fomos sequer informadxs do que nos acusavam.

Através da invenção da sigla GAC-FAI-FRI, as forças policiais projectaram uma rede com que potencialmente podem pescar tudo o que se mova no campo anarquista e anti-autoritário. No contexto deste nova organização – marco, assistir a jornadas  de debate, participar em assembleias, visitar companheirxs presxs ou simplesmente ter contato pessoal com uma pessoa considerada membro da organização são indícios suficientes para se ser incluído na sua lista negra. É este carácter difuso e extenso o que dá à estratégia anti-terrorista: após cada onda repressiva, xs que se solidarizem com xs detidxs serão também susceptíveis de ser consideradxs parte da organização e, portanto, presxs, e assim sucessivamente. O conceito da organização terrorista está pensado para ser ampliado indefinidamente, talvez com a perspectiva de se chegar a um momento em que o meio envolvente é considerado perigoso, fique isolado e asfixiado pela dinâmica repressiva ou que a capacidade deste entorno para continuar a agir politicamente seja tão diminuta que não valha a pena continuar a atingi-lo. O fato desta nova operação contradizer as próprias declarações dos Mossos (que alegavam que a seção de Barcelona dos GAC-FAI-FRI já estava desarticulada) não nos surpreende, uma vez que a organização terrorista é construída, modificada e ampliada pela própria ação policial, e não o contrário. A “luta contra o terrorismo” cria o terrorismo, da mesma forma que a lei cria o delito.

A tentativa de estabelecer a existência de uma organização terrorista anarquista, portanto, representa um salto qualitativo na estratégia repressiva contra as lutas, um salto que não deveria passar despercebido a ninguém e que exige uma profunda reflexão no seio dos movimentos.

Apontamos para a Conselleria d’Interior de la Generalitat e, especificamente, para a Comissaria General d’Informació do CME como diretamente responsáveis desta última agressão repressiva. As tentativas de atirar bolas para fora, alegando que os Mossos se limitam a seguir as ordens de Madrid, é apenas uma tentativa covarde e mesquinha para evitar a responsabilidade e encobrir o seu envolvimento nos factos, tendo impulsionado e concebido até ao último detalhe a operação aprovada pela Audiência Nacional.

A este respeito, ver como a Generalitat de Catalunya entrega jovens da Catalunha aos tribunais, prisões e corpos repressivos continuadores do franquismo espanhol – isto constitui uma imagem muito clara do “processo de soberania”, pondo a nu o perverso da retórica libertadora que nos rodeia. A verdade é que já não é de agora que o Governo tenha identificado o meio anarquista e anti-autoritário, na Catalunha, como inimigo a ser abatido, e o processo Pandora não tem outro propósito que este objectivo. Golpeia-se o anarquismo, não pelas suas ideias em abstracto mas por aquilo que tem sido e pode ser na prática: uma minoria de revolucionárixs que não hesita em desafiar o sistema e os seus fundamentos opressores e corruptos, que incentivam aquelxs que xs rodeiam a rebelar-se, e que resiste a deixar-se seduzir pelos canais de integração política que a democracia capitalista liberal oferece.

Durante o último ciclo de lutas, alimentadas pela crise financeira global e pela austeridade política – que têm carregado todo o peso do ajuste nas costas dxs exploradxs – foi aberto na Catalunha um terreno de contestação no qual o papel dxs revolucionárixs resultou especialmente funesto para o projeto neo-liberal da Generalitat. Com todas as nossas limitações, erros e contradições, nos últimos anos temos lutado para fazer parar os ataques às condições de vida (em termos de emprego, habitação, saúde, etc.) de todos; Difundimos uma análise estrutural da crise, mostrando que o problema não é um ou outro aspecto do sistema, mas o próprio sistema; criámos espaços e redes para resolver os nossos problemas e necessidades através da solidariedade e apoio mútuo e estruturas autónomas, apesar das instituições e dinâmica de caridade paternalistas; Nós, juntamente com milhares de outros, fortalecemos as greves que incendiaram a cidade em defesa de nossos interesses como trabalhadorxs; Erguemos barricadas contra a destruição dos centros comunitários dos bairros; Tomamos as ruas para repudiar o femicídio – para tornar visível a exploração das mulheres no campo da reprodução e o trabalho dos padres católicos nesse sentido – para se desobedecer às leis anti-aborto que procuram controlar os nossos corpos e as nossas vidas; Denunciámos e quebramos o silêncio em torno da violência e assassinatos de polícia, a perseguição racista, a engrenagem da deportação, os CIE, as prisões e, é claro, não deixamos de assinalar e atacar os responsáveis últimos pela nossa miséria: os Estados, entidades patronais e as elites financeiras locais e internacionais.

Tudo isto é o que somos, tudo isto é o que pretendem destruir. O objectivo político destas ondas repressivas não é outro senão a espalhar o medo e o desânimo para obter movimentos sociais domesticados, receosos de desobedecer e romper com as regras do jogo que o poder impõe para se auto-perpetuar. Daí a repressão contra os anarquistas, comunistas, separatistas, grevistas do 29m, indiciadxs de Can Vies, processadxs pela acção de Aturem e Parlamento… O sistema não pretende sentenciar a nossa culpa, mas mostrar a sua inocência: ele quer-se absolver pela via da des-legitimização, isolar e neutralizar qualquer pessoa que o acuse e o enfrente.

A resposta solidária às nossas detenções mostra que os nossos inimigos ainda estão longe de atingir os seus objectivos. Queremos agradecer e saudar todas e cada uma das demonstrações de solidariedade nestes dias. As manifestações, concentrações, acções, gestos de cumplicidade e carinho, as contribuições económicas … o enorme apoio recebido é inestimável para nós, um valor que supera de longe os maus momentos, que lhes retira importância até se tornarem ridículos. Não acreditamos nas suas leis, nem nas garantias que nos oferece: a nossa única defesa, a nossa única garantia é a resposta solidária nas ruas. A demonstração de massas de apoio com que nos brindaram, e com que anteriormente tínhamos brindado xs nossxs irmãos e irmãs detidxsm, em operações anteriores, evidencia o fracasso da estratégia anti-terrorista de nos isolarem, mediante a ampliação do medo.

Estamos nas ruas, mas apenas uma parte de nós. Quique, permanece encarcerado na prisão de Soto del Real. É por isso que a solidariedade não deve parar, antes sim deve ser multiplicada.  Apelamos à intensificação da luta na rua para a sua libertação, para que todxs e cada um e uma dxs companheirxs lhe vá escrever pelo menos uma carta e secundar com força todas as chamadas pela sua libertação – bem como estar muito atentxs a qualquer petição ou informação que saia dos colectivos de que formam parte: Acció Llibertària Sants e o Sindicato de Ofícios Vários da CNT-AIT Barcelona. Em caso algum o deixaremos sozinho, nem a ele nem à Monica, Francisco ou a qualquer dxs companheirxs presxs. Nem detenções, nem processos, nem prisões poderão quebrar os nossos laços de solidariedade ou o nosso compromisso político. Para nós as celas sujas, onde permanecemos nestes dias, serão sempre mais dignas do que os escritórios luxuosos de quem administra a miséria de todxs.

NEM UM PASSO ATRÁS!
A LUTA É O ÚNICO CAMINHO!

Detidxs da última fase da Operación Pandora, atualmente em liberdade.

espanhol

Espanha: Nova operação repressiva de 28/10 salda-se com prisão preventiva de um companheiro

A nossa solidariedade é mais forte do que as suas grades Liberdade anarquistas presxs
A nossa solidariedade é mais forte do que as suas grades
Liberdade anarquistas presxs!!

Novamente os mecanismos do Estado Espanhol foram postos em marcha para tentar fazer desaparecer as ideias, as práticas e os objetivos consigo mais antagónicos – pretendendo atingir xs que permaneçam, após cada onda repressiva, solidariamente ao lado de todxs xs que foram detidxs e dxs que a qualquer momento são susceptíveis de o ser.

Uma nova operação anti-anarquista teve início a 28 de Outubro de 2015, com invasões policiais em casas e locais de Barcelona e Manresa. Trata-se de uma extensão do que foi a “Operação Pandora” realizada em Dezembro de 2014, precedida pela “Operação Columna”, levada a cabo em Novembro de 2013 e continuada pela “Operação Piñata” em Março de 2015; uma sucessão de golpes às ideias anarquistas que se salda com mais de 40 detidxs nestas circunstâncias em Espanha, num tempo recorde de dois anos.

No dia 30 de Outubro já tinham passado à disposição judicial, na Audiência Nacional, os nove anarquistas detidos dois dias antes na Catalunha, acusados de pertença a organização terrorista – fez-se referência novamente aos “Grupos Anarquistas Coordenados”. Oito dos companheiros saíram em liberdade (6 deles com fiança), ficando um companheiro em prisão preventiva.

Sucederam-se diversas concentrações e manifestações espontâneas de solidariedade e repúdio em Madrid, Barcelona, Manresa, Zaragoza e noutras localidades.

Sem medo e com determinação, faremos novamente frente a esta ofensiva e responderemos aos ataques do Estado da única forma que entendem: Com a ação direta, um dos pilares básicos das ideias que tentam fazer desaparecer.

QUEREMOS XS NOSSXS COMPANHEIRXS EM LIBERDADE

LIBERDADE PARA TODXS

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA

A direção do compa

Enrique Costoya Allegue
CP Madrid V Soto del Real
Ctra M-609, km 3,5 Módulo 15
28791 Soto del Real (Madrid)
Espãna – Espanha

Em espanhol 1  2  3

Saragoça: Crónica breve das jornadas solidárias e antirepressivas

De quinta-feira, 12 de Março, até domingo, dia 15 deste mês, foram realizadas em Saragoça, umas jornadas solidárias e antirepressivas contra a democracia e seus defensores. Cerca de 200 pessoas passaram pelo espaço okupado CSO KIKE MUR, local onde se realizou o evento (na prisão antiga do barrio de Torrero). Nos diversos dias foram realizadas atividades tais como: documentários, palestras, mesas-redondas contra in formativas (entre outros, também foi distribuído material sobre as greves de fome nas prisões gregas), oficinas de cartas a presxs de todo o mundo, teatro, exposição de pinturas, fotografias e artesanato doados para, através da sua venda, apoiar financeiramente xs companheirxs presxs da operação Pandora.

Acreditamos que este tipo de jornadas sirva sobretudo para fortalecer os laços entre companheirxs de diferentes lugares e criar vias de solidariedade e comunicação entre diversos lugares do mundo inteiro, mas desta vez também quisemos trazer as jornadas para as ruas entediantes da cidade respondendo ao mais recente golpe repressivo em Saragoça contra 10 antifascistas, dois deles encontrando-se em prisão preventiva e aos quais se aplicou o regime FIES. Também quisemos tornar mais visível a luta do companheiro José Antúnez Becerra e sublinhar a necessidade de combater as prisões e a máquina repressiva do Estado – por isso mesmo durante as jornadas foram realizadas diversas ações por toda a cidade para além de uma manifestação para exigir a liberdade dos compas antifascistas durante a qual se encheram os vidros dos bancos com cartazes anti-repressão de diferentes tipos, finalizando no centro penitenciário de terceiro grau “Las trece Rosas”, onde se realizaram várias pintadas e se inutilizaram as câmaras de segurança.

Porque a nossa solidariedade não entende de muros, nem de cercas, nem de fronteiras, porque nos impulsiona a lutar contra o maior dos inimigos e a sua repressão só nos torna mais fortes ainda.

SOLIDARIEDADE COM TODA A GENTE QUE LUTA PELA LIBERDADE EM TODOS OS RECANTOS DO NOSSO PLANETA.

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA!

mais fotos aqui

Montevideu: Marcha solidária com xs retaliadxs pela Operação Pandora

Continua a nível internacional o apoio aos/às anarquistas perseguidxs pelo Estado Espanhol; aqui aconteceu mais uma marcha, desta vez à Delegação da União Europeia.

Xs companheirxs, detidxs a 16 de Dezembro de 2014, saíram sob fiança a 30 de Janeiro último – embora lhes tivessem imposto medidas restritivas, ou seja, têm de assinar três vezes por semana o controlo de residência, além de lhes retirarem os passaportes.

Este golpe da parte do Estado não constitue nenhuma surpresa já que o seu objetivo é claríssimo: travar por qualquer meio a ação anarquista e dar uma lição a todxs aquelxs que confrontam o Poder por qualquer forma.

Nenhum companheirx está sózinhx, a solidariedade não tem fronteiras.

Se tocam num, tocam em todxs!

Santiago: Concentração na embaixada da Grécia em solidariedade com xs presxs anarquistas/anti-autoritárixs

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Solidariedade combativa com Mónica, Francisco e com xs presxs da operação Pandora LIBERDADE IMEDIATA! Solidariedade revolucionária com Nikos Romanos e todxs xs anarquistas presxs.

Sexta-feira, 30 de Janeiro, Santiago 2015.

Na tarde de uma sexta-feira de Janeiro interrompemos a tranquilidade (da República) de Las Condes, frente à embaixada da Grécia. Perante o pasmo de alguns curiosos e de um polícia que ficou imóvel, colocámos duas faixas nas grades e cortámos o trânsito com outra faixa, lançámos panfletos, acendemos uma luz de bengala e lançámos pirotecnia, enquanto se lia um texto, tudo isto em solidariedade com xs nossxs companheirxs presxs no Estado grego e com uma piscadela solidária aos/às companheirxs presxs em território espanhol.

Antes de ser dado um pequeno resumo do que está a suceder nestes territórios de outro continente, deixamos aqui o texto que se leu publicamente:

Tanto o fim de 2014 como o começo de 2015 foram marcados por duas tentativas de apaziguar a luta contra o Estado/Prisão/Capital. O Estado espanhol desatou a “Operação Pandora”, encarcerando compas nos meios próximos dxs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar – que se encontram presxs no dito território – deixando bem claro que qualquer gesto solidário será marcado como um “ato terrorista”. Por outro lado, o Estado grego deu início à transferência de presos para as prisões do Tipo C de Domokos, um novo centro de extermínio desenhado para isolar os presos revolucionários. Frente a esta situação não podemos ficar imóveis, por isso a nossa chamada é para propagar a solidariedade ativa e combativa. Fogo às fronteiras: Liberdade aos/às presxs anarquistas de Espanha e Grécia.

Durante o ano de 2014 iniciou-se a implementação de um novo projeto de lei que considerava a categorização dos presos em A, B e C. Esta última categoria considera aquelxs que foram condenadxs por roubo, extorsão (quando participem em organização ilícita), presos políticos ou aquelxs que se consideram perigosxs, presos que tenham que cumprir de 10 anos até prisão perpétua, e também quem participar em motins dentro da prisão.

Este novo projeto tem como objetivo restringir visitas, chamadas e a comunicação em geral, fazendo do isolamento a sua melhor arma para combater aquelxs que se declararam como inimigxs do Estado/Capital, tendo para isso sido necessário a construção de uma nova estrutura prisional que pudesse sustentar este novo projeto que tenta amainar a luta armada que não foram capazes de aniquilar.

No princípio deste ano, quando o ambiente se encontrava adormecido pelas celebrações, o Estado Grego começou a transferir prisioneirxs revolucionárixs para as recém-inauguradas prisões de tipo C de Domokos. A sua intenção de passarem despercebidxs não surtiu efeito, gerando múltiplas respostas na Grécia e em todo o mundo.

Por outro lado, no dia 16 de Dezembro de 2014 em Espanha foi desatada a Operação Pandora, fazendo buscas em casas e detendo 11 companheirxs anarquistas; dxs 7 que ficaram em prisão preventiva, todxs elxs foram acusadxs pelo Estado espanhol de pertença a “bando terrorista” isto pela colocação de diversos engenhos explosivos.

Atualmente, xs companheirxs encontram-se em liberdade vigiada, após pagarem  uma fiança de 3.000 euros, enquanto o seu processo judicial continua, pelo que ainda têm limitação nacional nas suas deslocações e também se devem apresentar nos julgados várias vezes por semana.

Este novo ato do Estado espanhol estava dirigido a um meio específico, o de quem se solidarizava diretamente com xs companheirxs Mónica Caballero e Francisco Solar.

Com isto, e para finalizar, queremos que se entenda que a solidariedade revolucionária internacional é necessária para a construção de vínculos que permitam obter feedback, apoiarmos-nos e logicamente gerar laços que nos tornem resistentes aos embates do poder; também para aguçar ideias e sobretudo práticas que nos façam dar cada vez mais golpes certeiros e que façam do confronto ao Estado/Capital algo quotidiano e cada vez mais ameaçador.

Chamamos para ser ativada a solidariedade combativa com xs companheirxs detidxs na Espanha e na Grécia, para que se multiplique cada gesto, ação ou manifestação; é claro que ninguém está sózinhx, que nenhuma intenção do poder para nos calar terá êxito, que as fronteiras não serão obstáculos porque nesta guerra estamos decididxs, assim o demonstra cada companheirx que resiste na prisão diariamente com dignidade, orgulhosx da luta que decidiu dar. Pela nossa parte demonstraremos nas ruas a agitação, propaganda e difusão, assim como faremos também da conspiração um exercício constante.

Enviamos uma calorosa saudação aos/às companheirxs detidxs da Organização Luta Revolucionária, aos/às companheirxs da Conspiração de Células de Fogo e aos/às anarquistas expropriadorxs que resistem na prisão, nos ditos territórios.

Solidariedade Internacional e Revolucionária:
Fogo às Fronteiras: Liberdade aos/às Presxs!!

Alguns/Algumas Afins pela Anarquia.

Coletivo Luta Revolucionária.

Núcleo Acrata Alexandros Grigoropoulos.

 espanhol   grego

Montevideu: Gesto em cumplicidade com Mónica e Francisco

hideComunicado recebido a 7/02/15

Na madrugada de terça-feira, 3 de Fevereiro, realizou-se um ataque incendiário nas instalações do Partido Popular de Espanha, em Montevideu. Este gesto é uma cumplicidade com Mónica Caballero e Francisco Solar, detidxs e encarceradxs há mais de um ano pelo Estado espanhol, acusadxs de pertencer a uma “organização terrorista” e da colocação de um engenho explosivo.

Este partido é o partido atual do governo de Espanha, estando os seus políticos entre os principais responsáveis pela perseguição e incriminação de companheirxs da guerra social, no dito território – como é o caso da recente “Operação Pandora”. Também são os que, em finais de 2014, impulsionaram e aprovaram a chamada “lei mordaça”, que prevê, entre diversas sanções e restrições, diminuir o protesto de rua, a ocupação de casas e a entrada de imigrantes.

Estamos em toda a parte!

Comando Mateo Morral

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Berlim: Indústria prisional alvo de ataque por Destroika

destroika_berlin_wisagNa noite entre 28 e 29 de Janeiro de 2015, o alvo para Destroika foi em Berlim, tendo dois veículos da indústria prisional sido transformados em sucata. Através destas alfinetadas iremos limitar a flexibilidade desse tipo de empresas. Uma carrinha da Wisag em Linchtenberg e outra da Sodexo em Moabit foram as atacadas.

A companhia WISAG fornece, além do explorativo sector de limpeza, pessoal para a segurança dos serviços de transporte – tal como a empresa de transporte de BVG em Berlim – sendo responsável por encher as prisões de Berlim de pessoal que anda à borla nos transportes, através de revisores identificados ou não.

A companhia Sodexo, actualmente gere cinco prisões no Reino Unido – sob sua única responsabilidade desde a privatização do sistema de justiça britânico. Além disso a Sodexo está na lista negra na Bélgica pelo seu envolvimento em prisões de deportação, além de proporcionar serviços de gestão de instalações em campos de deportação para refugiadxs na Alemanha. A companhia é propriedade do grupo Zehnacker, que é apresentado como se segue: “Como parceiro das forças armadas, acompanhamos-las nas suas áreas operacionais no país e no exterior. A nossa missão é tomar conta de ambas as tropas e do seu comando para uma melhor qualidade de vida. Sob a supervisão do Ministério da Justiça, Sodexo planeia e oferece soluções que contribuem para suavizar operações nas instituições correccionais. Em todas as nossas actividades, respeitamos os nossos valores e princípios éticos. O nosso trabalho neste domínio é mais uma prova do nosso forte compromisso com a sociedade.”

Liberdade para xs prisioneirxs da Operação Pandora e todxs xs outrxs!

Na altura do 18 de Março de 2015 todxs a Frankfurt – para reduzir o Banco Central Europeu a escombros e cinzas!

Grupo Autónomo “Muslim H.”

(H., muçulmano, procedente do Kosovo, tinha 28 anos quando foi morto por 8 agentes da justiça na prisão de Landshut em Maio de 2014, por vingança à sua resistência bem sucedida contra a sua deportação para a Hungria)

N.T: A 30 de Janeiro, xs restantes 7 prisioneirxs da Operação Pandora foram libertadxs, encontrando-se em liberdade vigiada, sob fiança.

Berlim: Balanço da manifestação solidária com xs anarquistas em Espanha

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O terrorismo, isso é o que nos está a condenar a uma vida de miséria, não lhe resistam!
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O Estado é o único terrorista! Solidariedade com xs anarquistas presxs em Espanha.

B9QqvJaIcAAhatRA 7 de Fevereiro de 2015, cerca de 250 pessoas manifestaram-se em Berlim, em solidariedade com xs anarquistas detidxs em Dezembro de 2014, em Barcelona e noutros locais, e sequestradxs pelo Estado durante a operação “Pandora” até há poucos dias.

Em Espanha, para lá desta situação, também as leis especiais como a Ley Mordaza e a das acusações de terrorismo – similar à lei antiterrorista 129 na República Federal da Alemanha – constituem oportunidades para os órgãos de repressão estatal criminalizarem a resistência contra a pauperização prescrita.

A manifestação ruidosa deambulou de Kreuzberg até à sede da LKA (polícia de investigações criminais) de Berlim, em Tempelhof.

francês

Marselha: Solidariedade com xs inculpadxs da Operação Pandora

5ª feira 12 Fevereiro 2015 (18:30)

Projeção do filme “Caso Bombas” sobre os anarquistas no Chile
(O filme está em espanhol mas os subtítulos são em inglês)

Buffet vegan a preço livre
Para saber o endereço: blancarde2015@riseup.net 

Solidariedade internacional com as pessoas implicadas na Operação Pandora

Para aquelxs que lutam, o objetivo da solidariedade é o de desmantelar a solidão do encarceramento, travando uma batalha contra o esquecimento dxs nossxs companheirxs sequestradxs pelos Estados, pondo em foco a lógica do poder que procura conduzi-los ao abandono“.
– anarquistas de Pandora

Um ano após a finalização da farsa que o «Caso bombas» constituíu, e através de uma outra operação, neste lado do oceano neste momento, os ministérios, os juízes e as polícias espanhola e chilena têm trabalhado juntos num novo caso. Mónica Caballero e Francisco Solar, ambos perseguidxs anteriormente no “Caso Bombas” foram detidxs em Barcelona, sob a acusação de terem colocado um engenho explosivo na Basílica do Pilar, em Saragoça, de montar uma conspiração para alcançar um ato semelhante e de pertencer a uma suposta organização terrorista.

A 16 de Dezembro de 2014, 15 casas, okupas e centros sociais em Barcelona, Sabadell, Manresa e Madrid, foram invadidas pela polícia e onze companheirxs anarquistas foram sequestradxs pelo Estado espanhol. Quatro delxs foram libertadxs pouco depois, enquanto xs outrxs tiveram que esperar até 30 de Janeiro para aceder a liberdade vigiada. Para isso, o juiz ordenou a todxs uma caução de 3000 euros. Há, portanto, uma necessidade urgente de doações para pagar as suas cauções, no valor total de 21.000 euros.

Este sequestro dxs sete companheirxs, a partir daquele dia, tem provocado uma infinidade de concentrações e manifestações em muitas cidades. Milhares de pessoas têm-se manifestado em solidariedade com xs companheirxs detidxs, mostrando a sua raiva e ódio em relação a esta nova operação repressiva do Estado.

pt.contrainfo.espiv.net / efectopandora.wordpress.com

inglês | francês

Catalunha: Sabotagens em solidariedade com xs acusadxs da operação Pandora

Niñxs salvajesDurante a madrugada da passada sexta-feira, 30 de Janeiro, logo após se conhecer a notícia do levantamento do segredo de justiça e da filtragem da iminente libertação sob fiança dxs companheirxs, decidimos sair às ruas para expressar a nossa solidariedade.

Foram sabotados xs caixas electrónicos e os vidros das sucursais do Banco Santander, em Mataró, nas seguintes zonas: Camí del Mig, Plaza de Granollers, Plaza Santa Anna, Carrer Sant Cugat, Av de América, Via Europa. Também foram sabotadas as sedes do mesmo banco nas povoações de Masnou, Vilassar de Mar e Premià de Mar.

Escolhemos o Banco Santander por ser a única entidade encarregada de gerir os ingressos do pecúlio das prisões do Estado Espanhol, movimentando por ano cerca de 100 milhões de euros, segundo dados oficiais. Especulando e lucrando com esta importante quantidade de dinheiro, fruto do sofrimento e da reclusão de milhões de pessoas.

Celebramos o facto dxs companheirxs estarem em liberdade; mas mesmo assim para nós é claro que ainda existe um longo e duro caminho pela frente e que, enquanto existir resistência frente à dominação do sistema capitalista, o Estado e os seus mecanismos repressivos tentarão acabar com ela. Como disseram xs nossxs companheirxs há uns dias, isto só nos torna mais fortes.

Que não se apague a chama da solidariedade.
Liberdade para Mónica e Francisco!

Como o sol que amanhece cada dia…

Tamara Sol & Compas de Barça Voem alto / Livres / Fortes

As nossas noites xs abrasam com rebeldia.

Embora convencidxs de que a única resposta válida para o sequestro dxs nossxs companheirxs seja o resgate, a fuga e o apoio contínuo… xs nossxs gestos pretendem sempre mostrar o afecto rebelde e que pelo menos arranquem um sorriso.

Não só pintamos para vós como também procuramos paisagens que vos acompanhem nestas circunstâncias, inevitáveis para aquelxs de nós que tomaram o caminho da liberdade e da confrontação que ela implica.

Assim, decidimos dar-lhes estas pequenas mas afetuosas mostras do nosso desejo e ânsias de liberdade, trespassando kilómetros de distância e unindo-nos sob o mesmo céu, sob o mesmo sol que nos ilumina a cada dia e sob a mesma noite que nos protege e nos acompanha, cúmplice dos nossos passos.

Não só nos sentimos afligidos pelas notícias das suas detenções e sentenças como também cheios de raiva, a raiva que todos os corações indomáveis e anti-autoritários sentem e que se manifestará e multiplicará, de todas as formas inimagináveis, para os nossos inimigos.

Há já algum tempo que não saímos para realizar uma pintada. Não se trata de sentirmos mais afinidade com uns/umas do que com outrxs compas. É só porque a luta exige mover-se para diferentes caminhos, assim como também a solidariedade encontra muitas formas de se expressar. Hoje, novamente, nos encontrámos para realizar uma mostra de solidariedade com a nossa compa Tamara Sol que enfrenta uma condenação próxima e com xs nossxs compas de Barça que enfrentam a operação pandora (força à okupa casa de la Muntanya). Para elxs esta mão aberta, este abraço terno e a solidariedade sem limites nem fronteiras.

Dalgum lugar do mundo

Selvagens e desenfreadxs Ano 5.520 do Calendário dos Andes
A 31 anos da Era Orwell

Madrid: ATMs sabotados

Launch of 'From Limerick With Love'Ação em solidariedade com Mónica, Francisco e xs represaliadxs da Operação Pandora

Na noite de 16 de Janeiro de 2015, respondendo ao apelo de solidariedade para com aquelxs que sofreram represálias na “Operação Pandora” [entretanto já em liberdade restrita] sabotamos 16 caixas electrónicos

Liberdade para todxs!
Todxs em casa imediatamente!
A solidariedade é a nossa melhor arma.

Pandora em solidariedade

Uruguai: Gravação sonora em solidariedade com xs detidxs durante a “Operação Pandora”

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Clica na imagem para escutares a gravação sonora..

Daqui de Raíces fm, rádio comunitária de Maldonado, Uruguai, decidimos realizar esta gravação sonora informativa-solidária com os companheirxs detidxs [já em liberdade restritiva] durante a chamada “Operação Pandora”

Perante factos de repressão e de perseguição não podemos permanecer impávidos, seja na região que forem! A solidariedade é uma das nossas melhores armas e deve estar sempre carregada!

Sabemos que xs companheirxs sequestradxs dentro dos muros da prisão estão com ânimo e força, seguramente os seus sorrisos não se verão de todo pertubados atrás das grades porque sabem que não estão sós. E em nós, essa atitude não faz mais do que potenciar as nossas ideias, as nossas ganas de alterar esta realidade mediante factos concretos e não só através do palavriado.

Enviamos um abraço apertado de cumplicidade aos/às compas detidxs e a todas as individualidades que lutam contra a ordem estabelecida por todo o mundo!

Parte do coletivo de Raíces fm.

Magdeburgo, Alemanha: Faixa solidária com xs represaliadxs pela Operação Pandora

Na noite de 28 a 29 de Janeiro de 2015, colocamos uma faixa em Magdeburgo. Fizemo-lo em solidariedade com xs 7 anarquistas presxs [libertadxs sob condições restritivas a 30/1/2015] da “Operação Pandora”, no Estado espanhol. Desejamos-lhes muita força. Não se deixem ir abaixo!

A luta é o único caminho.

Suíça: Atacada sucursal bancária em Lugano

krak1Na noite de 30 de Dezembro de 2014, na zona de Lugano (cantão de Ticino) destruímos à paulada o caixa electrónico e os vidros de uma sucursal bancária. Esta é uma ação solidária com xs anarquistas presxs no Estado espanhol após a operação repressiva Pandora [libertadxs sob medidas restritivas a 30/1/2015].

Contra qualquer estado, contra todo o Poder.

Espanha: Presxs da Operação Pandora prestes a serem libertadxs da prisão

Chicago bar 1952Urgente! É necessário o dinheiro para a fiança!

Espera-se que xs sete companheirxs presxs da Operação Pandora sejam libertadxs sob fiança nesta sexta feira ao fim do dia, 30 de Janeiro de 2015. O juíz ordenou que cada um/uma deve pagar uma fiança de 3.000 € para poder sair da prisão em liberdade provisória. Doações são urgentemente necessárias, a fim de pagar a fiança (de um total de 21.000 €). Por favor, espalhe a notícia.

Abaixo, as informações da conta bancária para o envio de dinheiro:

ES68 3025 0001 19 1433523907 (Caixa d’Enginyers)

Mais detalhes aqui: efecto pandora

Baix Maresme, Catalunha: Agitando através das ideias e das ações

cartel-mural-1024x690Agitação nas ruas, através das ideias e práticas anarquistas, pelxs companheirxs encarceradxs.

Colocámos recentemente, em diversos muros da comarca, este cartaz-mural de agitação e difusão- tendo este obtido uma notável recepção entre xs residentes dos bairros.  Não podemos evitar que se nos escape um sorriso ao escutar certos comentários das pessoas – reflectindo em relação à situação atual, sobre o conceito de terrorismo e de violência estatal.

Com esta pequenita ação de agitação e propaganda quisemos acarinhar e reproduzir una iniciativa lançada por compas do coração geográfico destas terras, a elxs um abraço carinhoso e cheio de força.

O cartaz-mural de 4×2 metros, diz:

“PORQUE É QUE TÊM MEDO DE QUEM SE REBELA? PORQUE TÊM MEDO DE QUE SEJAMOS LIVRES”.

O estado ataca as lutas anarquistas sob a acusação de terrorismo.Trata-se do mesmo estado que discrimina, reprime, explora, expulsa, deporta, desaloja e coloniza utilizando a violência em nome da democracia.

Terrorista é quem nos obriga a uma vida de miséria e não quem se rebela contra ela.

Sempre solidárixs com xs nossxs companheirxs – liberdade para xs presxs anarquistas.”

Para nós é bem claro – passado mais de um mês do encarceramento após a Operação Pandora – o melhor que podemos fazer é seguir em frente com a propaganda das ideias anarquistas, com mais força que nunca, com os projectos e as lutas anti-autoritárias, dando-lhes apoio, difundindo-as, incluindo-las nas lutas. Como já foi dito por outrxs compas de Sant Andreu de Palomar e Poblesec, por aqui também temos más notícias para aquela gente que pretendia esmagar-nos.

Tudo andará para a frente… seguimos no nosso trilho, persistindo com determinação e arrojo.

Força e coragem para xs compas da Operação Pandora, para Mónica e Francisco e xs compas detidxs com elxs.

Força para todxs xs compas e presxs que lutam ao longo das prisões de todo o mundo contra o sistema de dominação!

Força para todxs xs compas e grupos anarquistas!

Façamos com que viva a anarquia.

Alguns e algumas Anarquistas – Baix Maresme

Granada: Ações solidárias com xs presxs da Operação Pandora

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caixa-1024x768A partir de Granada.

Um mês sem xs nossxs companheirxs.

Recordo todas as vezes em que li ou escutei que a solidariedade é uma arma necessária para xs anarquistas. Hoje espero que essas lembranças se façam realidade… fazer das nossas ideias a ação.
– Mónica Caballero, a partir de Brieva.

Na madrugada de 16 de Dezembro de 2014 as forças repressoras do estado actuaram. Um complot entre os estados chileno e espanhol deu origem a uma  nova grande montagem: a Operação Pandora. As casas particulares dxs nossxs companheirxs e alguns espaços libertados foram assaltados, invadidos e registrados simultaneamente, em diferentes pontos da geografia catalã e em Madrid. Onze dxs nossxs companheirxs foram detidxs. A Audiência Nacional decretou a sua sentença provisional dois dias depois: quatro delxs foram postxs em “liberdade” com acusações de pertença a “organização criminosa com finalidade terrorista de carácter anarquista violento” e sete permanecem na prisão desde aí, sob regime FIES 3, reservado aos delitos de bando armado. A única certeza é que não existe nenhuma prova que xs incrimine.

Não queremos falar a linguagem do Poder. Sabemos que as montagens são mais uma das armas à disposição do Estado e Capital para perpetuar a sua existência e refrear a dissidência. Não falaremos tampouco da culpabilidade ou inocência dxs nossxs irmãos/irmãs presxs. Nós, anarquistas, desprezamos as suas leis e a sua justiça. Somos inimigxs do Estado e do Capital. Lutamos contra toda a forma de Dominação, pela recuperação das nossas vidas. Portanto, a nossa luta é também contra a Democracia e os seus mecanismos de alienação e repressão. Contra a polícia,o trabalho assalariado, a banca e o dinheiro; contra a cultura e ócio mpostos; contra as prisões e tratamentos psiquiátricos; contra as cidades e a sua tecnocracia; contra o vazio que esta forma de vida supõe.

Por isso, solidarizámos-nos do modo que xs nossxs afins gostariam: atacando o que odiamos, avivando a chama. Na noite de 16 de Janeiro – os nossxs companheirxs já estavam há um mês em sequestro – recordámos isso destruindo vários caixas electrónicos de diferentes entidades bancárias (BBVA, Banco Popular, a Caixa e o BMN). Também foram feitas várias pintadas em apoio aos/às anarquistas presxs e a todas as pessoas privadas de liberdade.

Não conhecemos xs nossxs companheirxs. Possivelmente nunca nos vimos. No entanto o mesmo fogo corre nas nossas veias. As mesmas ganas de destruir a sociedade existente, os seus valores, relações e acordos mercantis. A mesma paixão por construir espaços livres de opressão bem como relações horizontais e sãs. Já o começámos. Não poderão parar-nos.

Desta nossa modesta posição, fazemos uma chamada  ao  alargamento do conflito, à recuperação da paixão Anarquista e à multiplicação dos grupos e projectos autónomos anti-autoritários. Os estados conspiram contra nós, aliam-se, estão a jogar as suas cartadas. A nossa resposta deve ser ampliada. São mais sete companheirxs presxs. Sete anarquistas a somar a uma lista cada vez maior e que, sem dúvida alguma, irá aumentar.

Do ponto de vista duma perspectiva desmedida de libertação, não existem formas superiores de luta. A revolta necessita de tudo, diários e livros, armas e explosivos, reflexões e blasfémias, venenos, punhais e incêndios. O único problema interessante é como os misturar.
– Ai Ferri Corti

Enviamos saudações fraternas a Mónica Caballero (nós, como tu – acerca de poder escolher uma vida distinta – não mudaríamos a nossa em nada), a Francisco Solar, a Gabriel Pombo da Silva e a todxs xs nossxs afins à volta do mundo. Em cada ação, a cada passo, xs nossxs companheirxs mortxs, presxs ou na clandestinidade persistem na memória.

Que a solidariedade entre ácratas não seja só palavra escrita.
Porque a sabotagem é fácil e divertida.
Agora e sempre.

MORTE AO ESTADO E VIVA A ANARQUIA

Istambul, Turquia: Solidariedade anárquica com xs presxs da Operação Pandora

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kadikoy6Na noite de 22 de Janeiro de 2015, os grupos Frente Anarquista e Sem Sombras realizaram no bairro de Kadıköy, em Istambul, uma ação em solidariedade com xs anarquistas presxs no Estado espanhol, no âmbito da Operação Pandora.

Cerca de 30 solidárixs encapuchadxs desfilaram con banderas negras numa das artérias mais frequentadas, voltaram contentores, destroçaram caixas automáticos, vidros das montras de sucursais bancárias e de alguns negócios capitalistas, como seja o caso de uma loja da Adidas, além de serem gritadas palavras de ordem de apoio aos/às anarquistas presxs nas masmorras espanholas e em todo o mundo: ¡Insurreição // Destruição // Anarquia // Viva o povo ingovernável// Liberdade para xs anarquistas presxs!

fonte: sosyal savas

Prisões espanholas: Solidariedade e luta

Palavras escritas – há alguns meses – por alguns/algumas dxs anarquistas sequestradxs pela Operação Pandora no estado espanhol:

Para aquelxs que lutam, solidariedade não é um conceito vazio distanciado da nossa capacidade ofensiva e dos conflitos que se desenvolvem na luta em si mesma.

Para aquelxs que lutam, a solidariedade não é um “assunto” que emerge unicamente em “momentos” repressivos concretos, porque a repressão não é um “momento” mas sim uma parte inevitável e permanente dos mecanismos do Estado contra xs que se rebelam.

Para aquelxs que lutam, a solidariedade entre xs que se levantam contra amiséria diária é uma constante que permite criar e manter laços combativos que destroem o cerco de hostilidade, isolamento, a prisão e/ou o imobilismo.

Para aquelxs que lutam, a solidariedade transcende impostas fronteiras, tentando desmantelá-las e destruí-las através da acção e agitação.

Para aquelxs que lutam, o sentido de solidariedade é esgotar a solidão doconfinamento, agitando a batalha contra o esquecimento dxs nossxs compas sequestradxs pelos Estados, ao evidenciar a lógica de domínio que os tenta condenar ao abandono.

Para aquelxs que lutam, a solidariedade procura traduzir-se numa verdadeiraintenção que gere gestos de rebelião que libertem xs nossxs.

Para aquelex que lutam, ninguém deve estar só, nem na prisão, nem no cárcere a céu aberto em que vivemos.

Para aquelxs que lutam, tudo está por decidir, tudo está por fazer. Tomemos a iniciativa…

Por todxs xs compas que ferozmente continuam apostando pela ruptura de todas as correntes.

A continuação da luta depende de cada um/uma, depende de todxs, até que não reste nem mais um muro de pé.

VIVA A ANARQUIA!

em espanhol

Do terrorismo na boca dos Estados

dum20 de Janeiro de 2015

Uma nova ofensiva dos Estados e dos seus aparelhos está em marcha, após os assassinatos de Paris, na guerra civil mundial em curso. Antes as condições não estavam maduras para se poder justificar uma mudança na imagem sacrossanta da Democracia, agora surgem novas leis de excepção, impostas por decreto sob diversas formas.

Leis que incrementam ainda mais o controlo dos cidadãos – através de intervenções telemáticas, telefónicas ou dos dados fornecidos por empresas – que restringem o espaço de liberdade aparente das fronteiras na Europa, que fomentam a delação de concidadãos suspeitos de sair das normas (especialmente funcionários ao serviço do Estado em centros de saúde, prisões, etc) fazendo a ponte à judiciária e legislações vigentes para levar a cabo investigações ou novas leis (ou o seu endurecimento), que permitam um maior controlo das fronteiras, dotando de maior poder os órgãos policiais… Gerando um estado de emergência fictício através do conceito de terrorismo, aludindo sobretudo ao jihadismo, visto ser o que mais assusta – por ser culturalmente diferente e por, no discurso do poder, não ter uma raiz sócio-económica mas sim religiosa e autoritária. Um conceito que tanto para uso policial ou judicial pretendem redefinir agora em termos mais práticos, incluindo agora sob esse capote os indivíduos que agem sozinhos (os já baptizados como ‘lobos solitários’ por toda a imprensa) ou os que se organizam de forma informal e não hierárquica.

Após a aprovação da Lei Mordaça há poucas semanas, o Estado espanhol já envida esforços para concluir uma nova reforma do Código Penal que justifique a aplicação das leis de excepção antiterroristas para aqueles que actuem sozinhos e para os quais se justifique a ação policial-judicial preventiva de ataques terroristas. É algo que já se viveu em Itália, através das diversas montagens policiais anti-anarquistas, no Chile, com o caso Bombas e as alterações na Lei Antiterrorista ou na Lei de Controlo de Armas e Explosivos, ou na Grécia, através da implantação das  prisões tipo C para pôr freio à luta armada. Os partidos políticos – enquadrados numa moldura cada vez mais estreita e auto-condicionados pelo seu papel de aspirantes à gestão do Estado, dependente dia a dia dos votos de cidadãos alienados, lutam por sair na foto de fecho em concordância com os seus discursos de merda particulares. Nenhum será capaz de contradizer o que é imposto pelas condições criadas. Não podem nem querem pelo que são e pelo papel que adotam no sistema.

A operação Pandora, desencadeada contra anarquistas ativos na luta contra o Estado e o  capitalismo, não foi casual. Tratou-se de uma operação preventiva e, como tal, justificada aos olhos de todos os cidadãos à luz da sucessão de acontecimentos. Não encontraram nada mais. Por isso modificam e aprovam mais leis ainda – de forma a encobrir a aplicação de penas de prisão sem provas de actos de destruição de propriedades ou atentados físicos contra gestores do capital. A reunião do fascista Fernández Díaz com o seu homólogo chileno, prévia à operação Pandora, tampouco foi casual.

Entretanto, esses cidadãos alienados, tão escassos de sentido crítico como de dignidade, continuarão a debater sobre quem votar nas próximas eleições, pondo as suas ilusões de modificação das suas condições existenciais, nas velhas promessas dos novos figurantes políticos e esquecendo a sua miséria quotidiana, comentando a próxima partida de futebol, o próximo escândalo sentimental ou o próximo caso de corrupção.

O pressuposto da sua própria incapacidade e da delegação nos gestores das suas vidas serve de motor para que o poder continue a gerir a seu gosto. Se lhes compete espolverear nalguma situação (por lhes retirarem o trabalho, os despejarem de casa, lhes retirem as ajudas mínimas sociais, os obrigarem a pagar mais impostos, lhes aumentem os preços dos produtos básicos, lhes congelarem os ordenados ou as pensões, os enviarem à guerra…) e a sua possível ação de resistência perante ela é amplamente criminalizada e passível de pena, tenderão a explicá-lo a si mesmos como um efeito colateral para conseguir um bem maior geral (imposto pelo Estado e a Economia) e nem sequer entenderão porque é que isso é assim.

Nós, por nossa parte, não nos esquecemos de quem beneficia com tudo isto. As novas condições que continuamente renovam o poder estão orientadas de modo a manter e a melhorar as formas de relação capitalistas que o domínio requer. Essas novas leis, essas guerras, não estão separadas da exploração laboral, da destruição do território, da invasão e destruição de outras culturas, do aumento das prisões e da agudização das condições impostas aos e às guerrilheirxs nelas sequestradxs, das mortes nas fronteiras, etc. São outras consequências do manutenção de uma economia resolutamente orientada ao benefício de uns quantos, sejam quais forem os meios.

Por tudo isto nos repugna a visão estreita dos interesses promovidos por ‘eu sou Charlie’. Esses interesses são os do Estado, esses interesses são os do Capital. Esses interesses medem-se pelos cidadãos cegos e estreitos de vistas, promovidos pelos meios de desinformação do Poder. Participar de forma acrítica nessa maré emocional é alinhar-se com os Estados e o Capital. Não o fazer não significa apoiar o Estado Islâmico de que falam. Essa polarização sem matizes é outro dos interesses do Poder para isolar e criar o seu discurso totalitário.