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Rússia: Apoie prisioneirxs anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza!

Começou a angariação de fundos para os advogados a trabalhar nos casos dos assaltos policiais e das prisões de anarquistas e antifascistas em S. Petersburgo e Penza, na Rússia. Neste momento ( 31/01) estão presas duas pessoas em S. Petersburgo e cinco em Penza, e outras estão ligadas ao caso como testemunhas. É provável que os assaltos policiais e prisões continuem. Xs presxs são acusadxs com a parte 2 do artigo 205.4 do código criminal russo (participação em organização terrorista), por ordem do tribunal de Penza.

A 23 de Janeiro, a caminho do aeroporto de Pulkovo, os Serviços de Segurança Federal (FSB) detiveram Victor Filinkov. Para se conseguir o seu testemunho, foi espancado e torturado com choques eléctricos na floresta. Os sinais de tortura foram confirmados pelo advogado de Filinkov e pelos membros da Comissão Pública de Monitorização (ONK) que o visitaram no centro de detenção, antes do julgamento. Filinkov está preso há dois meses.

A 25 de Janeiro o FSB fez um assalto inesperado ao apartamento de Igor Shishkin. Depois do assalto, nem o seu advogado nem os membros da Comissão Pública de Monitorização conseguiram localizar Igor, durante mais de um dia. A 27 de Janeiro Igor foi presente a tribunal com sinais de tortura, e foi preso no Centro de Detenção Pré-julgamento por dois meses. Xs jornalistas foram impedidxs de assistir ao julgamento, tendo ainda dois/duas sido presxs.

Também as testemunhas foram torturadas. Ilya Kapustin foi espancado e torturado com choques eléctricos enquanto a polícia lhe exigia que testemunhasse que alguns/mas dxs seus/suas conhecidxs estariam a planear “algo perigoso”. Numerosas marcas das armas de choques eléctricos foram registadas pelos serviços de saúde.

Em Penza, as prisões começaram em Outubro de 2017. O FSB local prendeu seis jovens, cinco dxs quais estão neste momento em detenção pré-julgamento. Todxs xs presxs foram brutalmente torturadxs. Pode ler-se em detalhe acerca dos eventos de Penza neste artigo. A ajuda legal é necessária para xs prisioneirxs (cujo número pode aumentar) e testemunhas. Ainda é cedo para mencionar valores exactos, mas serão necessários pelo menos 200 mil rublos para o trabalho de advogadxs nos próximos meses.
Cruz Negra Anarquista S. Petersburgo

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Todo o material sobre o caso pode ser encontrado nesta secção:
Caso dos anti-fascistas de S. Petersburgo e Penza.

em inglês

Espanha: Ataques simultâneos em solidariedade com xs represaliadxs após o G20


Estive em Hamburgo e recordei-me de ti.

Quando arderam as tuas sucursais.

Quando estalaram as suas montras.

Quando se formaram as barricadas.

Quando tomámos a cidade.

Todavia, ainda me recordei de ti quando regressamos aos restos das nossas cidades inertes e cinzentas, onde reinas, porque estás por todo o lado. Recordamos-nos de tudo o que te poderíamos fazer a qualquer momento e em qualquer lugar, enquanto Hamburgo ardia.

Do mesmo modo, recordamos-nos de todo o sofrimento e raiva que geras. Do modo como atinges a quem te afronta. Nunca mais nos vamos esquecer das pessoas que são espancadas pela vossa bófia, que vivem encerradas numa cela ou que morrem por escolher o caminho do confronto. E é em seu nome que tomou forma esta ação.

Na noite de 4 para 5 de Outubro, foram atacadas com martelos as caixas ATM de dezenas de sucursais bancárias em diversos locais de Madrid: Lavapiés, Bilbao-Alonso Martínez, Tetuán-Castellana, Carabanchel, Vallekas, Coslada, Barrio del Pilar e La Elipa. Deixaram-se lá autocolantes a dizer: “Em Madrid como em Hamburgo. Que se espalhe a revolta”, “Solidariedade ativa com as 388 pessoas detidas e as 32 presas após a Cimeira do G20 em Hamburgo”, “Morte ao Capitalismo e morte à polícia. Depois do G20, a luta continua”.

Porque centenas de pessoas foram brutalmente feridas e detidas nos dias da Cimeira, porque 32 delas ainda continuam na prisão, porque ainda há menos de um mês sofreram um assalto policial em Hamburgo. Porque queremos acabar com o Capitalismo, com as suas empresas e bancos, com as suas cimeiras financeiras, carros oficiais, banquetes, escoltas. Com tudo o que nos escraviza e destrói. Em Hamburgo, em Madrid e em toda a parte.

Viva a Anarquia.

em espanhol

Prisões chilenas: Carta do companheiro Marcelo Villarroel Sepúlveda respeitante ao caso de Santiago Maldonado

LUTA CONSTANTE CONTRA TODAS AS JAULAS, A AMNÉSIA E A PASSIVIDADE COBARDE!!!

Estas palavras nascem e tornam-se necessárias quando é preciso abraçar todxs aquelxs que se entregam desmedidamente ao buscado encontro da Libertação Total.

Pela ampliação da Revolta, pela ineludível confrontação com o poder, pela disseminação das práticas autónomas de negação da dominação e tudo o que a torna possível.

Enquanto escrevo, o Ódio e a Raiva guiam-me… Enquanto cada um segue a sua vida há um queridx compa que nos falta…

SANTIAGO MALDONADO, o Lechu, o Brujo, desapareceu.
E não posso guardar silêncio nem evitar a sua física ausência.

Desde a altura em que experienciamos a prisão na região dominada pelo Estado da Argentina que os nossos passos se cruzaram. Nós encarceradxs na província de Newken e Santiago agitando na cidade de La Plata, junto a um universo de ativxs companheirxs, solidárixs e cúmplices.

Mais de nove anos depois do momento em que os nossos passos se cruzaram no contínuo caminho da irmandade, caminho esse que nos situa no mesmo lado da trincheira.

Porque tem de ser dito claramente: Estamos em Guerra contra a opressão e a miséria!!!
Contra todas as polícias, Estados, pátrias e xs cobardes que acomodam os seus discursos e vidas para torná-las inofensivas e integradas.

Não há que esquecer nunca que aquelxs de nós que decidiram passar à ofensiva também assumiram o risco permanente. Não somos vítimas passivas das circunstâncias nem merxs espectadorxs.

Tal como aconteceu com Santiago que em completa coerência com o seu sentir anárquico foi feito desaparecer a 1 de Agosto pela Gendarmeria (força intermédia entre a Polícia e o exército) enquanto se solidarizava ativamente com a luta Mapuche em Cushamen, província de Chubut, ao sul da Argentina e próxima da fronteira com o Chile.

Já passou um mês e o Lechuga não aparece. E ainda que Santiago esteja entre todxs xs de nós que não esquecemos nem abandonamos a luta diária a sua presença física faz-nos falta.

Trazê-lo-emos de volta devolvendo golpe por golpe, multiplicando os seus gestos e actos em todo o planeta, contra xs miseráveis responsáveis de que hoje não o possamos abraçar.

Aqui da prisão, hoje a minha chamada é para se aprofundar o ataque contra a amnésia e o medo. Porque quem diz crer na Anarquia deve entrar em ação em concordância com a dita convicção.

Centenas de prisioneirxs revolucionárixs em todo o mundo, unidxs por convicções similares, somos a expressão viva de uma luta sem pátrias nem fronteiras que busca a destruição total de todas as cadeias, jaulas e cárceres nas quais vivem grande parte da população do planeta.

São tempos de combate, não podemos ocultar o evidente.

O fogo rebelde e ancestral vai incinerando as máquinas do capital depredador, o sangue insurreto dxs nossxs caídxs acompanha os nossos rituais de guerra, as nossas silenciosas conspirações buscam a única justiça possível: A Vingança faz-se urgente e necessária.

POR SANTIAGO E TODXS XS NOSSXS CAÍDXS: NEM UM MINUTO DE SILÊNCIO E TODA UMA VIDA DE COMBATE!!!

SOLIDARIEDADE E FRATERNIDADE INTERNACIONAL PELA DEMOLIÇÂO DE TODAS AS PRISÔES!!!

ATÉ À DESTRUIÇÃO DO ÙLTIMO BASTIÃO DA SOCIEDADE CARCERÁRIA!!!

ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda
Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
Stgo. Chile
30 Agosto 2017.

em espanhol l inglês

Prisão de Billwerder, Hamburgo: Carta de um prisioneiro do G20


Recebido e revisado a 25/08/17

Hamburgo Verão 2017: Estou lá, retido lá!.

Há quase um mês e meio que fui preso durante a décima segunda cúpula do G20 em Hamburgo, em uma cidade sitiada e feita refém pelas forças de segurança mas que também presenciou importantes protestos locais e populares.

Dezenas de milhares de pessoas, se não mais, convergindo de toda a Europa, talvez mesmo para além deste continente, encontraram-se, organizaram-se, debateram e desfilaram juntas durante vários dias numa grande onda de solidariedade – sempre conscientes da possibilidade de sofrer a violência e repressão policiais. Um grande tribunal de polícia foi fabricado especialmente para a ocasião, em construções modulares pré-fabricadas, de modo a punir qualquer protesto contra a Cimeiro do G20 o mais rápido possível.

A minha detenção, tal como a de muitxs compas, é baseada apenas na palavra sagrada da polícia, de uma brigada enviada para infiltrar, observar e seguir a sua “presa” (durante quarenta e cinco minutos no meu caso, por supostamente ter arremessado um projétil…). Uma vez isolado, policiais infiltrados enviavam alguns colegas de profissão para nos deter, o mais rápido e violentamente possível, sem qualquer possibilidade de escapar.

Então, cá estou, trancafiado em um desses lugares primordiais ao bom funcionamento da ordem social global, lugares que servem como uma ferramenta para o controle e gestão da pobreza, essencial para a manutenção da sua “paz social”. A prisão atua como uma espada de Damocles suspensa sobre cada individuo para que fique petrificado só de pensar em desviar-se dos códigos e regras da ordem estabelecida: “metro, trabalho, consumir, dormir”, às quais nenhuma individualidade dominada deve escapar – alienam-se através do trabalho e da vida rotineira – estar sempre a horas, nunca vacilar e isto não apenas durante o segunda volta das eleições presidenciais, onde fomos obrigados a estar “Em Marcha” [“En Marche”, slogan de Macron e do partido que tomou posse em França] ou a fenecer, de preferência devagar e em silêncio.

A lei não tem qualquer vocação para garantir o interesse geral, nem para ser neutra, sendo apenas a expressão de uma crescente dominação institucional por parte dos mais poderosos para garantir a sua propriedade e segurança e, dessa forma, paralisar, punir e marginalizar qualquer pessoa que não concorde ou que não se submeta a isso.

Além dos casos de activistas conhecidos e apoiados que estão presos, há também, e sobretudo, homens e mulheres que estão expostos à brutalidade e crueldade do encarceramento. Aqui, o trabalho é pago a 1 euro por hora, do qual somente metade será concedido à saída da prisão. Na minha ala, as pessoas detidas por prisão preventiva [detenção pré-julgamento] ou por penas reduzidas (de seis meses a um ano de prisão) são encarceradas principalmente por um motivo: a sua condição social e origem. Além do pessoal da prisão agentes, muito poucos são “naturais da Alemanha”, todas as pessoas presas são estrangeiras, refugiadas e/ou precarizadas, pobres, gragilizadas pela vida. O seu crime: não se terem submetido às regras do jogo, estando a maioria envolvida no tráfico de drogas ou em roubos, golpes, sózinhas ou em gangues organizadas a várias escalas.

O encarceramento é o pilar fundamental desse sistema mas ninguém pode criticá-lo sem atacar a sociedade que o produz. A prisão, que não opera só por si, é o elo perfeito para uma sociedade baseada na exploração, dominação e várias formas de segregação.

“Trabalho e prisão são dois pilares essenciais para o controle social, sendo o trabalho a melhor forma de exercer o poder e a reabilitação uma permanente chantagem”

Os meus pensamentos voam até aos/às companheirxs italianxs, que estão a enfrentar mais uma onda de repressão, especialmente companheirxs acusadxs na investigação relativa ao “dispositivo explosivo” deixado em frente de uma livraria associada à Casapound [nicho de fascistas]. A extrema direita deve ser enfrentada através de um contra ataque ofensivo, popular e organizado. A extrema direita é extremamente útil e complementar aos estados que alimentam através dela as suas aspirações de segurança delirantes e a estigmatização incessante do “estrangeiro”.

Pensamentos que voam também até aos/às companheirxs que enfrentarão julgamento em Setembro, relativo ao processo do incêndio de uma viatura, no dia 18 de Maio do ano passado, em Paris, durante o movimento “Loi Travail” [lei do trabalho]. Muitas pessoas foram detidas e duas delas ainda estão presas. Força a elas!

Agradecimentos aos ativistas locais, organizando às vezes concentrações em frente à nossa prisão, uma iniciativa apreciada por aqui, pois quebra a rotina e o estado de letargia a que nos tentam formatar. Agradecimentos a todxs aquelxs que nos apoiam aqui e em todos os lugares.

Aos compas da ação antifascista, MFC, OVBT, jovens selvagens, BLF, e outrxs amigxs… Compas, força!

Liberdade para xs prisioneirxs do G20 e para todxs xs outrxs!

Um detido entre outrxs.

Prisão de Billwerder,
Hamburgo,
14 de agosto de 2017

em francês via nantes.indymedia  l alemão

São Paulo, Brasil: Solidariedade para presxs em Hamburgo

Recebido a 18 de Agosto de 2017

nas últimas madrugadas, procuramos responder simbolicamente ao chamado de solidariedade com anarquistas que se encontram em cativeiro após a insurreição contra a cúpula do G20.

colamos cerca de trinta adesivos distribuídos nas viaturas e delegacias da policia civil no território brasileiro a polícia civil é grande responsável pelo abastecimento dos depósitos humanos que chamam de prisões.

mesmo que estes adesivos não fiquem colados por muito tempo, sabemos que nosso recado ficará grudado nas mentes desses vermes. principalmente, com isso queremos marcar nossa presença mostrando que estamos por perto a planejar nossa próxima ofensiva

LIBERDADE IMEDIATA PARA RICCARDO LUPANO, EMILIANO PULEO, ORAZIO SCIUTO, ALESSANDRO RAPISARDA, FABIO VETTOREL

FOGO NAS CADEIAS

anarquistas


Paz entre nós, guerra ao sistema.

[Após o G20 em Hamburgo] Chamada de solidariedade

Na altura de caça aberta da bófia, media e “público” aos/às manifestantes anti-G20 (incluíndo-se as demandas de um linchamento que circula na internet), é essencial lembrar quem ficou feridx durante os protestos contra a Cimeira do G20 em Hamburgo e as dezenas que ainda estão sob investigação, enjauladxs pelo Estado alemão.

Nenhuma consideração, no entanto, para uma grande parte da sociedade que – juntamente com as autoridades públicas e os media – não só aceita o estado policial, que se testemunhou em Hamburgo, como ainda o deseja ver reforçado.

Agora é hora de grupos e/ou indivíduos organizarem eventos de solidariedade, reforçarem as doações e expressarem todo o tipo de apoio com xs presxs, p. ex. escrita de cartas, assim que os endereços de contato sejam conhecidos.

Vamos agir em solidariedade com todxs os represaliadxs durante o G20 e atualizar sobre a sua situação, através de redes de informação. Certifique-se de que elxs não ficam sózinhxs.

Quanto mais ações, mais pressão sobre as autoridades, os media e o seu mundo. Pela anarquia!

alemão l inglês l italiano l espanhol

[Prisões Chilenas] Comunicado do prisioneiro subversivo Marcelo Villarroel na comemoração dos 10 anos de existência da Sello Autónomo

SAÚDANDO OS 10 ANOS DA SELLO AUTONÓMO E A SUA PERMANENTE E INKONDICIONAL SOLIDARIEDADE KOM XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL

Parece que foi ontem que uma nova iniciativa irmã de difusão de ideias libertárias abraçada aos sons da músika komeçou a kaminhar kom a insistência e vontade de expressar muitíssimo mais ke um espetákulo merkantil para a vanglória pessoal de alguns e algumas.

Desde esse momento que as diversas iniciativas solidárias, a distribuição kontínua de kriações autónomas, as atividades de ruído antikapital e antikarcerárias komo kontribuição para a konstrução de kultura para a guerra social, se mantiveram sem parar, há já quase uma dékada.

Numa realidade onde xs mercenárixs da músika se multiplikam e “xs artistas” também, krendo-se lendas, a kontribuição konstante da Sello Autónomo, através da prátika simples do esforço desinteressado, torna-se kúmplice e indiskutivelmente kompanheira.

São muitas as iniciativas que rekordo, nítidas na memória, no entanto o passeio realizado à Argentina em solidariedade kom a nossa situação, enquanto estávamos prisioneirxs em Newken em 2009, representa para mim o momento onde se kristaliza o kompromisso real da músika komo grito de guerra que alimenta a Resistência Subversiva aos dias hostis na prisão.

Saúdo kom todo o karinho fraterno estes 10 anos de existência e certamente kada gesto kúmplice, kada projecto que permitirá manter no ar o laço fraterno de kontinuar a apoiar a luta kontra tudo o que nos oprime e reprime.

Kontinuando a usar a música komo instrumento de difusão das ideias anti-autoritárias, saúde e longa vida â Sello Autonómo e a todxs xs que tornam possível a sua existência.

Até destruir o último bastião da sociedade karcerária!!!!
Enquanto existir miséria haverá rebelião!!!

Marcelo Villarroel Sepúlveda

Prisioneiro Libertário
Prisão de Alta Segurança
1 de Abril, 2017
Santiago, Chile

em espanhol l alemão

Berna, Suíça: Prisão local e carrinha da polícia atacada com bombas de tinta

Sábado, 21 de Janeiro de 2017, bombardeámos com tinta a prisão regional de Berna numa negação total de todo o tipo de prisões. No caminho de volta, uma carrinha da polícia cometeu o erro de nos perseguir e teve que se retirar após a nossa intervenção determinada. Esta ação foi realizada em solidariedade com o dia de ação global para xs prisioneirxs * trans e com a chamada para apoio do grupo de guerrilha urbana Luta Revolucionária, na Grécia.

Dia de ação e solidariedade com xs prisioneirxs trans

A 22 de Janeiro, sucedia o segundo dia global de ação e solidariedade com xs prisioneirxs trans.

Olhares curiosos, vergonha, isolamento, assédio e violência sexual duplo para as pessoas trans na prisão, por causa das restrições físicas e emocionais da gaiola, em sentido estrito, o que os deixa sem saída. Este evento é organizado em todo o mundo por prisioneirxs trans e pelxs apoiantes. Permite aquelxs que estão fora  se lembrarem daquelxs que estão atrás das grades, para mostrar solidariedade e aumentar a sua sensibilização para os problemas enfrentados pelxs prisioneirxs trans. Permite também que xs que estão dentro falem e se organizem.

Dia de ação em solidariedade com a Luta Revolucionária

Para 21 de Janeiro tinha sido feita uma chamada de um dia global de ação em solidariedade com xs prisioneirxs da Luta Revolucionária. Embora as autoridades estejam convencidas de que prendendo xs anarquistas terão sucesso na eliminação da luta (armada), na realidade estão errados. Em total cumplicidade, dentro ou fora dos muros da prisão, lutamos por um mundo livre de toda a dominação. Assim sendo, não colocamos nenhuma esperança nos partidóides de esquerda como o Syriza, interessados apenas na paz social e que mais uma vez revelou as suas verdadeiras intenções e face através da prisão de Pola Roupa e filho, bem como com o tratamento dado aos/às prisioneirxs anarquistas.

Solidariedade com todxs xs anarquistas e outrxs presxs políticxs que têm estado sequestradxs e encarceradxs.

inglês l grego l italiano

[Grécia] 21 de Janeiro de 2017: Jornada de Acção em solidariedade com a Luta Revolucionária

No cartaz pode ler-se:

“Sou uma revolucionária e nada tenho a desculpar-me.
Terroristas, criminosos, ladrões são aqueles que compõem a vida económica e política; as instituições e os governos que, por intermédio dos memorandos, travam o ataque mais violento e hediondo contra a base social em nome de uma “forma de sair da crise”. Terrorista, criminoso, ladrão é o Estado e o Capital; aqueles contra quem a minha luta com toda a minha alma se tem dirigido, na luta armada, na Luta Revolucionária; aqueles a quem a minha organização tem tido como alvo em todos estes anos da nossa atividade.

(…) Quando o sistema económico e político ataca a maioria social da maneira mais impiedosa possível, a luta armada pela revolução social é um dever e uma obrigação; porque é aí que a esperança reside, em nenhum outro lugar.
A única esperança para uma saída definitiva da crise sistémica que estamos a viver neste período histórico ou uma saída definitiva de cada crise. É a única esperança para derrubar o capitalismo, o sistema que dá origem a crises; a única esperança para derrubar o Estado e o Capital.

É a única esperança para um contra-ataque armado da base social contra um sistema que os esmaga.

É a única esperança para derrubar o Estado e o Capital; para a revolução social.

Por uma sociedade de igualdade económica e liberdade política para todos ”

“Eu sou uma anarquista, membra da organização revolucionária armada Luta Revolucionária. Os únicos terroristas são o Estado e o Capital.”


Manifestação em solidariedade com xs membrxs da Luta Revolucionária

Sábado, 21 de Janeiro de 2017, às 12:00 em Monastiraki (centro de Atenas)

SOLIDARIEDADE COM XS MEMBRXS DA LUTA REVOLUCIONÁRIA

NENHUM STATUS DE EXCEPÇÃO PARA PRESXS POLÍTICXS

LUTA CONTRA O ESTADO E O CAPITAL POR QUALQUER MEIO

– Assembleia de Solidariedade (Atenas)

Texto completo do texto em grego; inglês