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Grécia: Solidariedade com a luta nas prisões dos EUA a partir da Okupa Themistokleous 58

581fuckmc158squatA partir da ala 58 da presente prisão a céu aberto chamada Atenas enviamos as nossas mais calorosas saudações aos rebeldes das prisões dos EUA assim como a todxs aquelxs que por todo o mundo se movimentam em solidariedade com elxs. Interpretamos a sua luta para acabar com a escravidão prisional como uma chamada para acabar com a sociedade prisional como um todo. Entendemos o aprisionamento em massa atrás de toneladas de cimento e ferro como um reflexo da sociedade de massas que nos agrilhoa – uma consequência inevitável do reino tecnológico industrial que determina diariamente as nossas vidas de todas as maneiras possíveis.

Sabemos bem que os contextos podem ser diferentes de um lugar para outro e que algumas vezes nos perdemos na parcialidade das nossas pequenas ou grandes lutas contra esta ou aquela expressão de dominação e de poder. Mesmo assim, acreditamos ser esta uma boa oportunidade para se construír uma percepção intersetorial sem fronteiras da luta pela auto-determinação total e a libertação das hierarquias e autoridades que nos acorrentam a todxs.

Saudamos todos os meios de luta implantados até agora contra o aparelho assassino do complexo prisional-industrial dos EUA, ficando felizes por saber que pelo menos um carcereiro recebeu o que merecia. Embora as barras de aço e as paredes de pedra possam conter fisicamente xs presxs, as revoltas recentes em todos os EUA têm mostrado que nunca poderão arrebatar o espírito de luta de incontáveis rebeldes.

Como pequenas evidências da nossa solidariedade, a 11 de Setembro pendurou-se uma faixa em Kamara, no centro de Tessalónica, onde se pode ler: “Vitória para a greve dxs prisioneirxs nos EUA. // Fogo para a sociedade prisional ” e em 20 de Setembro participou-se, juntamente com a célula de solidariedade da Cruz Negra Anarquista da Grécia e outrxs companheirxs num bloqueio de 2 horas no McDonald, no bairro ateniense de Ilion, segurando uma faixa onde se podia ler “Solidariedade com o levantamento nas prisões dos EUA”. Após o bloqueio, levámos a faixa da 58 para Exarchia, onde pode ser vista diariamente pelas centenas que ali passam.

Como a greve continua, o mesmo acontecerá com as nossas ações. Como existem prisões, continuará a nossa luta para xs destruir.

Okupa Themistokleous 58, Exarchia, Atenas
th58@riseup.net

em grego l inglês l italiano

Exarchia, 04/08: “Contra a Escravidão Prisional” – serão informativo com um companheiro da CNA Portland, na Okupa Themistokleous 58

AGAINST PRISON SLAVERY | CONTRA LA ESCLAVITUD CARCELARIA | ΕΝΑΝΤΙΑ ΣΤΗ ΣΚΛΑΒΙΑ ΤΗΣ ΦΥΛΑΚΗΣ | CONTRA A ESCRAVIDÃO PRISIONAL

Em 9 de Setembro de 1971 os presos tomaram de assalto e encerraram Attica, o mais famoso antro infernal do estado de Nova Iorque.
Em 9 de Setembro de 2016 presxs em luta iniciarão interrupções de trabalho e outras ações para encerrar prisões por todos os EUA, pondo um ponto final na escravidão prisional.
Que o fogo da solidariedade se propague através do mundo!

Apresentação & discussão sobre a greve dxs presxs com a participação de um companheiro da Cruz Negra Anarquista de Portland (EUA)

Quinta-feira 4 de Agosto às 20:00 no terraço da Okupa anarquista na rua Themistokleous 58, Exarchia, Atenas

Okupa Themistokleous 58 | Célula de solidariedade anarquista – Cruz Negra Anarquista (Grécia) | Contra Info – Rede tradutora de contra-informação

em grego, inglês, alemão, italiano, francês

Atenas: Propaganda de rua por um Dezembro Negro – 3/12

FOGO ÀS FRONTEIRAS
FOGO ÀS FRONTEIRAS
DEZEMBRO NEGRO
DEZEMBRO NEGRO
DEZEMBRO NEGRO - SEBASTIÁN PRESENTE  NOS MOTINS DAS RUAS
DEZEMBRO NEGRO – SEBASTIÁN PRESENTE NOS MOTINS DAS RUAS
ORGANIZAÇÃO INFORMAL E INSURECCIONAL – DEZEMBRO NEGRO
ORGANIZAÇÃO INFORMAL E INSURRECIONAL – DEZEMBRO NEGRO
DESTRUAMOS AS LEIS ANTITERRORISTAS – DEZEMBRO NEGRO SEMPRE E EM TODA A PARTE
DESTRUAMOS AS LEIS ANTITERRORISTAS – DEZEMBRO NEGRO SEMPRE E EM TODA A PARTE
BOMBAS ÀS MÁQUINAS, FOGO ÀS FÁBRICAS
BOMBAS ÀS MÁQUINAS, FOGO ÀS FÁBRICAS
FOGO ÀS MÁQUINAS
FOGO ÀS MÁQUINAS
DEZEMBRO NEGRO EM TODA A PARTE
DEZEMBRO NEGRO EM TODA A PARTE
PRESXS  EM LIBERDADE IMEDIATA!
PRESXS EM LIBERDADE IMEDIATA!
VIOLÊNCIA E INSURREIÇÃO – O DEZEMBRO NEGRO ESTÁ A APROXIMAR-SE  – A ANARQUIA NÃO SE ESQUECE  DE MICHALIS KALTEZAS
VIOLÊNCIA E INSURREIÇÃO – O DEZEMBRO NEGRO ESTÁ A APROXIMAR-SE – A ANARQUIA NÃO ESQUECE MICHALIS KALTEZAS
A ANARQUIA NÃO ESQUECE  MICHALIS KALTEZAS
A ANARQUIA NÃO ESQUECE MICHALIS KALTEZAS
LUTAS EM COMUM DENTRO E FORA DOS MUROS – EM FRENTE POR UM DEZEMBRO NEGRO
LUTAS EM COMUM DENTRO E FORA DOS MUROS – EM FRENTE POR UM DEZEMBRO NEGRO
FOGO AOS BANCOS
FOGO AOS BANCOS

Durante a manifestação da greve geral de 3/12 – em paralelo com os ataques contra a bófia e os símbolos da dominação – individualidades várias realizaram propaganda por um Dezembro Negro, pespegando pintadas nas paredes e atirando flyers (1,2). Entre outras, gritaram-se/escreveram-se as seguintes palavras de ordem:

Sebastián presente em cada dia de luta nas ruas, em cada incêndio e em cada assalto.

O sistema que vá à merda.

Solidariedade com a ação armada

Revolta em toda a parte

Fogo às celas das prisões

Adiante neoluditas, por um Dezembro Negro

Ps. Para os aspirantes a repressores que se vestem de manifestantes (como os partidários da Unidade Popular): Se tentarem travar, novamente, a violência insurrecional na próxima vez não nos limitaremos a brigas verbais. As ruas pertencem aos /às amotinadxs e não aos ajoelhados e  aos chibos.

Atenas: Motins no 12 de Novembro

Alguns momentos dos distúrbios que foram despoletados no âmbito da greve geral de 12 de Novembro, como os vimos e como nos foram contados por outrxs compas (supomos que hajam mais acontecimentos que não sejam de primeira mão). Vídeo a cargo dxs compas da ALFA TV:

Antes de ter começado a manifestação da manhã, encapuçadxs perseguiram um grupo da bófia que estava a patrulhar a pé, próximo do Museu, na rua Patision, e derrubaram, pelo menos um dos uniformizados.

Enquanto a manif  girava na rua Stadiou foi atacado um supermercado da cadeia Bazaar que estava aberto, apesar da greve geral. As montras foram atacadas, as máquinas de controle na entrada/saída foram destroçadas e por fim os responsáveis do negócio tiveram que baixar as persianas.

Um pouco mais adiante, perto do antigo parlamento, foi incendiada uma camioneta da empresa de telecomunicações OTE, enquanto isso ao longo da rua Stadiou encapuçadxs destruíram o mobiliário urbano (paragens de autocarros, semáforos etc.), e outrxs realizavam pintadas anarquistas nas paredes.

Na interseção das ruas Stadiou e Vasileos Georgiou foi levado a cabo um ataque com bombas incendiárias contra os esquadrões de antimotins, que se encontravam a proteger o hotel de luxo Gran Bretaña. Outro ataque com molotov foi realizado, contra o ministério da Economia, na parte baixa da praça de Syntagma.

Diante do parlamento tinha sido colocada uma bandeira grega gigante que foi retirada. Os patriotas que tentaram protegê-la foram espancados (várias vezes) e a sua merda de trapo foi queimada mais tarde.

Um ataque comando com molotov foi realizado também contra os antimotim que se encontravam ao lado do monumento do soldado desconhecido.

Na rua Panepistimiou, enquanto a manif estava a terminar, foi atacado com fogo o Banco da Grécia e registaram-se confrontos com a bófia perto dos Propileos.

Cerca das 15:00 horas a situação estava já bastante calma, no bairro de Exarchia e nos arredores. Não temos conhecimento de detenções ou prisões, nem tampouco de manifestantes feridxs.

Ps. Entre outras palavras de ordem incendiárias, gritou-se também a seguinte “Organização informal e insurrecional, Dezembro Negro em toda a parte ”, que na sua tradução em português não rima – mas não faz mal saber que por aqui estamos a aquecer…

grego | espanhol

Barcelona: Crónica da onda repressiva após a greve geral de 29 de Março

Segue-se uma pequena cronica dos factos mais importantes – do mês de Abril e primeira semana de Maio – que permitem seguir a agudização da constante repressão no Estado espanhol e, em particular, na Catalunha, após os acontecimentos da greve geral de 29 de Março.

Dadas as circunstâncias de estado de excepção que o regime democrático quis impôr, com a proximidade da Cimeira do Banco Central Europeu, realizada a 3 de Maio em Barcelona – para além da intenção de atemorizar o movimento anarquista e subversivo, através de detenções – e da histeria mediática dos  porta-vozes do Poder, fazemos um apelo aos/às compas para estar alerta e contribuir para as múltiplas tarefas de contra-informação, para que possamos difundir cada vez melhor, o que acontece, numa perspetiva revolucionária.

Após uma patética ação judicial e a Cimeira do Banco Central Europeu em Barcelona, no dia 4 de Maio Javi, Isma e Dani foram postos em liberdade sem fiança. No dia anterior a bófia tinha detido mais cinco pessoas em Iruñerria (Euskadi) acusadas de desordem pública durante a jornada da greve. Por seu lado, havia já sido levada a cabo uma nova operação repressiva , a 26 de Abril,  com a polícia a deter 7 pessoas e a invadir os seus domicílios, em Terragona, também no âmbito do 29M.

Mas a onda repressiva tinha começado já muito antes: Na manhã de terça-feira, 24 de Abril, tinha sido detida a secretária da Organização da CGT em Barcelona, Laura Gómez, de 46 anos de idade. Nessa altura, a sindicalista foi levada à esquadra da polícia de Les Corts, acusada de participação num ato de queima de papéis frente à entrada da Bolsa de Barcelona, no dia 29 de Março.

Algumas concentrações de solidariedade foram entretanto realizadas; depois de ter passado à disposição judicial,   Laura viu ser-lhe decretada prisão sem fiança com as acusações de incêndio e, por acréscimo, de danos, coações, delito de desordens públicas e delito contra os direitos fundamentais (25 de Abril).

Antes, na segunda-feira, 23 de Abril, tinha sido anunciada a apresentação oficial da nova ferramenta digital de repressão da polícia catalã. Trata-se, nem mais nem menos, de uma página de chibos para chibos, onde as autoridades fazem apelos de “cidadania” para que se delate e se passe informações sobre os/as manifestantes combativos/as que saíram às ruas a 29 de Março. Paralelamente, o Ministério do Interior tinha anunciado que: “Por motivo da Cimeira do Banco Central Europeu (BCE), a Espanha suspenderá o Tratado de Schengen e restabelecerá temporariamente os controlos fronteiriços com a França, desde as 0 horas do próximo sábado, 28 de Abril, até às 0 horas de sábado, 5 de Maio”.

Na tarde de domingo, 22 de Abril, levou-se a cabo a manifestação prevista em solidariedade com os três detidos da greve geral Javi, Dani e Isma – e com todos/as outros/as detidos/as pela mesma razão – que contou com a participação de mais de 2000 pessoas.

O protesto foi precedido por numerosos registros, realizados pela polícia catalã, colocada estrategicamente em todos os acessos à Praça da Catalunha, revistando as mochilas e exigindo provas de ADN a mais de uma centena de pessoas que se dirigiam para o centro da praça.

À cabeça da manif, compactada num único bloco, seguiam três faixas. Aquela seguiu sempre rodeada por carrinhas da polícia, tanto à frente como atrás. Na proximidade da rua Laietana, a marcha girou na direção do Forat de la Vergonya, onde foi lido um manifesto em homenagem aos/às processados/as pela montagem do caso 4F, antes de seguir o seu caminho até à zona pedonal de Lluis Companys.

Ao longo do seu trajeto, alguns/mas manifestantes realizaram pintadas contra a repressão de Felip Puig, o controlo social e as recentes detenções de dois estudantes da universidade de Barcelona e de um residente do bairro de Clot. Quando a manif estava a chegar à zona pedonal de Lluis Companys, recebeu o apoio de algumas pessoas que estavam presentes na Feira da Terra, situada a meio da zona pedonal, entre o Arco do Triunfo e o parque da Cidadela.

O ponto mais quente da marcha foi o momento em que esta passava diante do Tribunal Superior de Justiça da Cataluña (TSJC), totalmente rodeado de agentes anti-motim dos Mossos d’Esquadra, um edifício onde nos próximos días se há-de assinar a resposta ao recurso contra a detenção de Javi, Dani e Isma. Em concreto, será na oitava secção deste organismo judicial.

Debaixo do Arco do Triunfo foi lido um comunicado e também uma emotiva carta enviada por Javi, a partir do centro penitenciário Brians II (onde se encontra detido desde 1 de Abril).

Uma vez finalizada a marcha, assistiu-se a um estranho episódio policial: vários/as manifestantes encontravam-se sentados/as nos terraços dos bares da zona pedonal de Lluis Companys quando, de repente, agentes à paisana e anti-motins da polícia municipal levaram à força cinco pessoas. Duas delas foram detidas, acusadas de realizar pintadas ao longo da manifestação. Foram libertadas, por fim, nessa mesma noite, entre as 22h e 23 ou às 4h30 da madrugada, felizmente sem acusações.

Para além da manifestação, na Praça da Catalunha,a 22 de Abril,  um grupo de manifestantes colocou faixas em solidariedade com Stella Antoniou, anarquista presa nas masmorras gregas, e com todos/as os/as presos/as políticos/as. Contudo, a marcha de solidariedade foi marcada pelo mais recente episódio da caça aos lutadores/as desencadeada nos dias 19 e 20 de Abril.

A 19 de Abril seis pessoas foram detidas na Catalunha (4 em Barcelona e 2 em Tarragona) e, pelo menos, 12 mais em Irruña, País Basco, enquanto que na manhã de 20 de Abril, um numeroso dispositivo de anti-motins tinha assaltado os bairros de La Bordeta e Sant Andreu, registrando as casas dos/as 4 detidos/as, além das dos/as outros/as compas (confiscando objetos vários, o dinheiro encontrado e aterrorizando os/as residentes dos bairros).

O dogma da tolerância zero em relação ao movimento de resistência que propagam os altos cargos da bófia através da imprensa burguesa, também foi aplicado contra a concentração junto da esquadra da polícia de Les Corts em Barcelona, a 19 de Abril, em solidariedade com os/as detidos/as, naquele moment. Essa concentração foi rodeada pela bófia, que obrigou as pessoas a identificarem-se, uma a uma, antes de as deixar sair do local onde as retinha.

Para finalizar, a primeira fase do sequestro dos/as seis detidos/as na Catalunha tinha finalizado no sábado, 21 de Abril, com a sua libertação, no caso de dois deles/as, com a condição de se depositar uma fiança de 6000 euros. Uma semana antes, a 13 de Abril, na localidade de Esplugues de Llobregat os mossos tinha sido detido um companheiro como o presumível autor do ataque às caixas automáticas dos bancos. O dito companheiro está atualmente em liberdade provisória depois de ir a tribunal.

Além disso, as autoridades persecutórias acusaram duas pessoas mais, pela sua suposta participação, relacionando as 3 com um total de 13 ações e delitos penais similares. Não obstante, a investigação prossegue, embora se pretenda implicar o imputado e os denunciados com os distúrbios que se produziram a 29 de Março (onde um deles foi detido).

O que aqui se relata, ao fim e ao cabo, é a mínima contribuição ao processo de compreensão acerca dos dados específicos do último mes e das represálias contra os/as nossos/as companheiros/as na Catalunha.

O governo do Estado espanhol e os seus lacaios anunciaram já que vão transferir milhares de polícias na região para conter a raiva dos/as  oprimidos/as e manter a paz social que lhes alimenta a barriga. É por isso que nos detêm em massa, é por isso que nos destroçam olhos, cabeças e corpos, que nos retiram tempo de vida. Para matar a Rosa de Foc, no início do seu renascimento, nesta primavera ardente.

Para nós, os/as que entendemos a luta pela liberdade e a anarquia através do empenho diário pela extensão da solidariedade internacional e explosiva, é o momento de levantar bandeiras negras e apoiar a luta dos/as nossos/as irmãos e irmãs na Península Ibérica e nas periferias, criando simultaneamente, vínculos de comunicação entre lá e cá, seja onde for, estejam onde estiverem.

Não deixar ninguém nas mãos do Estado!
Ação direta e subversão!
Em frente companheiros/as, pela difusão do fogo!

Um grito sincero de liberdade ecoa por toda a Grécia: miséria ou revolução!

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Um grito sincero de liberdade ecoa por toda a Grécia e ameaça espalhar-se por toda a parte. E é com a solidariedade mundial que contam, ao lançarem-nos um desafio à revolta generalizada, um convite à participação na guerra total contra este sistema, à ocupação de espaços, às sabotagens, aos ataques, às expropriações, à solidariedade constante com os prisioneiros políticos, com os imigrantes, com as ações antifascistas.

Com metade dos jovens desempregados, 5 anos de recessão, 2 anos de austeridade, protestos e greves contra o empobrecimento programado pela troika sem qualquer eco nas escolhas políticas ou económicas do país assim começou, nos dias 10 e 11 de Fevereiro a mais recente greve geral grega. Os sindicatos de base, movimentos sociais e outros grupos e indivíduos combativos começaram as mobilizações, em toda a Grécia, para bloquear o parlamento no dia 12, de forma a impedir a aprovação de um novo pacote de medidas antissociais, decorrentes das imposições da Troika, que ameaçam a sua sobrevivência e os reduziriam a uma escravatura total.

Anarquistas, antiautoritários e autônomos ocuparam desde quinta-feira até segunda-feira a Faculdade de Direito de Atenas como “centro de luta e de contrainformação”, enquanto o Ministério da Saúde foi ocupado por trabalhadores do setor da saúde mental. Outros municípios e edifícios públicos sofreram ocupações por parte dos grevistas em diversas cidades do território grego.

Dentro das prisões, tanto masculinas como femininas, os protestos foram generalizados. Um projeto de lei de “justiça”, relativo entre outras coisas, ao descongestionamento das prisões gregas, foi rejeitado recentemente no Parlamento. Esperava-se obter um efeito positivo que poderia ter significado a libertação de muitos presxs (cerca de 1.500 homens e mulheres). Protestos coletivos imanentes às condições legislativas e de vida estão, neste momento, em marcha. As prisões envolvidas na mobilização a nível nacional incluem, até ao momento: Grevena, Trikala, Larissa, Koridallos, Nea Alikarnassos-Creta, Corfu, Malandrino, Patras, Domokos, Nafplion, Tebas (presídio feminino), Centro de Detenção de Menores de Avlona (prisão juvenil), Chios, Serres Nigrita, Komotini. No interior destes buracos infernais e saturados da democracia, os prisioneiros estão a levar a cabo protestos tais como recusando comer no refeitório, ou sedição no período da tarde, recusando-se a voltar para a cela após o tempo de pátio; também em muitas prisões estão sucedendo greves por parte dos prisioneiros que trabalham (Alikarnassos e Patras, e estão em greve). Todos e todas que participam nos protestos sabem que correm o risco de perder a condicional ao sair da prisão, e vivem, constantemente, debaixo da ameaça de castigos disciplinares e de torturas (à parte da dramática falta de comida, de aquecimento, etc.).

No Domingo, o dia em que se aprovariam os “ajustamentos” exigidos pela Troika, a maior manifestação contra os cortes, com mais de 500.000 pessoas acabou em confrontos em Atenas, com a polícia a lançar gás lacrimogéneo contras de milhares de manifestantes que assediavam o parlamento.

As manifestações foram marcadas por fortes confrontos com as forças repressivas, com profusão de pedras e coquetéis molotov. No final do dia, grupos de manifestantes pegaram fogo a dezenas de edifícios, incluindo dois cinemas, para além de sedes bancárias e cafeterias de cadeias multinacionais.

Entretanto, os Anonymous anunciaram ter atacado vários sites do governo e da polícia grega.

A 12 de Fevereiro, o povo vivenciou um dos capítulos mais marcantes na história da resistência contra a barbárie, o totalitarismo, o fascismo, o Poder e o Capital, e pela liberdade e dignidade. O dilema “submissão ou revolução” é mais atual e urgente do que nunca, não só para aqueles que vivem no território do Estado grego, mas todos os seres humanos neste planeta que aspiram a viver em liberdade. Tudo começa agora.

A solidariedade internacional irá mais uma vez provar ser a chave para a continuação da nossa luta.

Vídeos da greve geral, 10/2



Heraklion, ilha de Creta, 11/2: Ocupação do canal CretaTV por anarquistas e anti-autoritários – “Capitalismo ou Revolução”

Vídeos desde Atenas, 12/2
http://www.youtube.com/watch?v=_TUEchwXFsE




Ler também a cobertura em espanhol: 1011 de Fevereiro
Fotogaleria e mais informações em inglês: 12 de Fevereiro

mais informações em breve

Portugal: Comunicado sobre os acontecimentos do dia da greve geral de 24 de Novembro de 2011

Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão midiática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controle social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo midiático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples fato de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo. Continuar a lerPortugal: Comunicado sobre os acontecimentos do dia da greve geral de 24 de Novembro de 2011

Atenas: Convocatória-debate anarquista

Convocatória-debate acerca da presença anarquista durante os três días de comemoração da Revolta da Politécnica (15 a 17 de Novembro), após os acontecimentos na Syntagma durante o segundo dia da greve geral de 48 horas (20/10/2011).

Sobre a proteção das intervenções anarquistas perante possíveis provocações e desafíos por parte dos mecanismos dos partidos políticos.

Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011, às 19.00 horas na Escola Politécnica de Atenas                                                                         

Anarquistas 

Grécia: Atualizações do segundo dia de greve geral

20 de outubro

21.30 GMT+2  Pelos menos 10 esquadrões da polícia atacaram as pessoas na praça de Exarchia e nas ruas Solomou e Stournari, lançando gases lacrimogénos e ocupando a praça; os bastardos uniformizados cercaram todo o bairro.

Como se esperava, a nova lei financeira foi aprovada: 153 deputados votaram a favor.

20.50 GMT+2 A sessão dos deputados continua ininterruptamente. Toda a área de Syntagma foi totalmente evacuada pela pollícia anti-motim. O trânsito das ruas voltou à normalidade.

O número total de detidos/presos e manifestantes feridos ainda não pode ser verificado (mas os meios de comunicação alternativos informam quase 150 detenções até ao momento.

20.15 GMT+2   Várias perssoas estão cercadas pela polícia à porta da estação de metro de Acrópolis (algumas podem também ter sido bloqueadas no interior.  Neste sítio registaram-se detenções massivas.  Ao mesmo tempo outras equipas policiais cercaram também a paragem de metro de Omonia, invadiram o interior e atacaram as pessoas que estavam lá dentro.

19.20 GMT+2 Depois do cerco da polícia em Monastiraki, as pessoas desceram ao interior da estação do metro e encerraram as portas, com o fim de proteger-se da fúria dos porcos policiais.

Os polícias atacaram também manifestantes, perto das portas da estação de metro Acrópolis onde se registaram três detenções; os três manifestantes foram libertados poco depois, graças à forte presença de pessoas solidárias no lugar.

Neste momento os polícias estão a perseguir as pessoas pelas ruas da zona de Thissio.

18.40 GMT+2 Um homem de 53 anos de idade, que participou na manifestação de hoje, em  Atenas, faleceu. Continuar a lerGrécia: Atualizações do segundo dia de greve geral

Áqueles que guardam o parlamento…

Vídeo dos confrontos entre manifestantes e “policias vermelhos” de PAME/KNE

Na manhã de sexta-feira, 21 de outubro, um grupo de cerca de 25 compas realizaram uma intervenção anti-estalinista no campus universitário de Zografou, em Atenas. Todas as sedes estudantis do KKE/MAS (sindicato estudantil estalinista)  foram destruídas e frases contra os polícias vermelhos foram escritas. Durante a intervenção o seguinte texto de contra-informação foi distribuído:

Áqueles que guardam o parlamento…

Vamos esclarecer a nossa posição desde o início.

Se vemos um caminho “para sair da crise” com os termos dos oprimidos e não os termos dos patrões,este caminho começa pela auto-organização da sociedade – as assembleias nos bairros, as fábricas ocupadas, as greves de massa – caminho que acaba por esmagar cada coisa que reproduza o mundo da exploração e da miséria: desde os ministérios e os parlamentares ate às suas muletas morais e de ação, os seus meios de comunicação, os seus polícias e, às vezes, os paraestatais de cada cor (da extrema direita e guardas vermelhos).

Estes últimos, como outras reservas douradas do regime (ou para dizer melhor, reservas vermelhas) foram mobilizados durante a greve de 48 horas (19-20 outubro), para “cercar”/guardar o parlamento dos “maus” manifestantes.

Mas de quem afinal?

De todos aqueles que optaram por não participar nas linhas de (K)KE, que optaram por não entender o parlamento como algo que merece respeito, proteção ou participação, mas sim como uma instituição e um alvo material a ser questionado activamente.

A sua espionagem ultrapassou todos os limites na quinta-feira, 20 de outubro, quando com capacetes e bastões tentaram repelir os manifestantes para longe do parlamento. Nao entraremos numa lógica de vitimalizacãoo ou de heroísmo; as pessoas defendiaram a sua presença física na rua por qualquer meio, tendo perdas durante a batalha mas tambem ferindo várias unidades de KNAT (1), como iam fazer no caso das unidades de MAT.

A cooperacao dos dois mecanismos repressivos, do oficial e do “vermelho” deu a “soluçao”: As unidades de MAT salvaram as unidades de KNAT dos manifestantes, acabando assim por criar um esquema oxímoro: o partido “comunista” guardava o parlamento junto com os policias, tentando controlar por completo a manifestação.

E como se isto nao fosse suficiente, os caçadores de votos deste partido (2) acabaram por usar o assassinato dum trabalhador para os seus míopes interesses micro-politicos.

Abraçados com os medias corporativos, divulgam as suas calúnias, acusando as pessoas que lutaram durante os confrontos como responsaveis do assassinato estatal, oferecendo assim um álibi moral para o regime.

Não temos mais palavras para os “cidadãos exemplares” do PAME e da KNE. Temos só a declarar que cada mão que se estende será cortada porque simplesmente… o caminho pela autogestão individual e social passará por cima de cada colaborador pago ou subserviente da própria vontade do regime.

Revoltadxs


(1) KNAT, jogo de palavras que faz alusão às unidades da policia antidisturbios MAT. Este acrônimo é amplamente usado na Grécia para descrever os polícias vermelhos da juventude do partido estalinista KKE.

(2) Intraduzível jogo de palavras: Os autores do texto trocam a palavra “κόμμα”, que significa “partido politico”, com a palavra homófona heterográfica “κώμα”, que significa “estado de coma”, para descrever o estado adormecido e de cegueira em que se encontram os membros deste partido.

fonte

Larissa, Grécia: Ataque contra sede do partido estalinista KKE

20 Outubro de 2011: Os estalinistas do PAME/KNE protegendo o parlamento

Na noite desta sexta-feira, 21 de outubro, um grupo de anarquistas atacou a sede do partido stalinista KKE (partido comunista grego), na cidade de Larissa (Grécia central).

A ação direta foi realizada enquanto acontecia no interior da sede uma assembléia dxs stalinistas. Xs ativistas arrebentaram as janelas da sede partidária e jogaram alguns fogos de artifício no local. Em seu comunicado, elxs explicaram que o ataque foi uma resposta aos membros da KNE (a juventude do KKE), que decidiram substituir a polícia durante o segundo dia de greve geral na Grécia.

agência de notícias anarquistas-ana/Contra Info

Grécia: O separar das águas em tempo de greve geral

Ilha de Naxos
Ilha de Naxos

Do rio que desaguou nas últimas greves gerais parte-se agora para um separar de águas. A Grécia, hoje e amanhã, 19 e 20 de Outubro, realiza mais uma vez ações de resistência ao capitalismo assassino e ao canibalismo social. Uma luta sem tréguas que se distancia de sindicatos colaboracionistas.

Um povo que não desarma, que se auto-organiza, que se distancia de sindicatos ultrapassados, colaboracionistas. Um povo que decidiu lutar. Um povo que  luta, na rua, agora. Essa luta é cada vez mais uma luta de revolta não só a raiva.

Uma revolta imparável que necessita de toda a nossa solidariedade!

Atualizações constantes

Atenas
Atenas

fonte: pt.indymedia.org

Grécia,19 de Outubro: Actualizações constantes

Primeiro dia de greve geral nacional em todo o país

20,20 GMT+2: A polícia acaba de anunciar que há 28 detidos, cinco presos e 25 polícias feridos no hospital, em Atenas.

19,20 GMT+2: Pessoas começam a se reunir fora da sede da polícia de Atenas, na Avenida Alexandras, para exigir a libertação imediata de todos os detidos. Mais pessoas são necessárias no local. O número total de detenções e/ou prisões do dia tem de ser confirmado mais tarde.
Na Praça Monastiraki, polícias atiraram bombas de gás lacrimogéneo contra os manifestantes, bem como dentro da estação de metro.

19,00 GMT+2: São descritos confrontos na área de Monastiraki.

O bairro de Exarchia está sob ocupação policial total, com muitas pessoas espancadas e até detidos por polícias uniformizados e à paisana.

18.30 GMT+2:  Massivas invasões policiais na praça de Exarchia. Os polícias estão a perseguir as pessoas.

18,15 GMT+2: Só em Atenas,há pelo menos 15 detenções; 12 prisões foram confirmadas.
Confrontos em curso na Rua Stournari, em Exarchia.

18.00 GMT+2:  Em Thessalónica, muitos permaneceram no Centro de Trabalho, protestando contra a dura repressão e exigindo a libertação imediata de todos os detidos. Está a realizar-se uma Assembleia Aberta com a presença de cerca de 80 pessoas.

A praça Syntagma foi evacuada pela polícia, que não hesitou em atacar descaradamente mesmo grevistas idosos (houve uma constante necessidade urgente de ajuda médica na praça). Além disso, numerosas unidades  da polícia motorizada DIAS estavam a bloquear as pessoas que tentavam sair da Praça. Antes uma multidão tinha atacado o Banco Nacional da Grécia, destruindo o seu interior.

Deve-se notar que os sindicatos de base, blocos anarquistas/blocos anti-autoritários, blocos de assembleias de bairro, associações de estudantes, também estavam entre os manifestantes hoje. Amanhã, 20 de outubro, as mobilizações da greve em toda a Grécia irão atingir o seu pico, contra a votação da nova lei das Finanças multi-impostas pelo governo e a troika.

17,30 GMT+2: Só em Atenas, há pelo menos 10 detenções confirmadas, até agora.

17,10 GMT+2: De acordo com a Indymedia Athens, foto-repórteres pediram a manifestantes para não lhes tirarem a máscara de gás!

17.00 GMT+2: Confrontos generalizados em toda a Syntagma, no momento, em particular, nas ruas Voukourestiou, Mitropoleos e Filellinon. A maior parte da manif foi empurrada para fora da Praça, mas muitas pessoas resistem e contra-atacam a polícia. No centro da cidade o ar está cheio de gás e fumos de incêndios.

16,30 GMT+2: Novo e coordenado ataque da polícia na Syntagma; confrontos corpo a corpo com os serviçais do Poder. Milhares de pessoas  permanecem na Praça, apesar das granadas de choque e gases lacrimogéneos.

16,20 GMT+2: Um enorme bloco de encapuçados foi atacado por uma força policial massiva em frente do ministério das Finanças na rua Karageorgi Servias, na Praça Syntagma. Continuar a lerGrécia,19 de Outubro: Actualizações constantes

De Creta a Kavala, ações diretas para propagar a luta dos trabalhadores

ERGAMO-NOS:A mensagem da 'Democracia Direta em toda a parte', coletividade em Kavala, a toda a sociedade, no dia 15, dia da mobilização global de cidadãos.
ERGAMO-NOS:A mensagem da 'Democracia Direta em toda a parte', coletividade em Kavala, a toda a sociedade, no dia 15, dia da mobilização global de cidadãos.

Ilha de Creta : A assembleia geral dos trabalhadores na unidade periférica de Rethymnon decidiu ocupar o prédio da sub-região (prefeitura antiga) em 18 de outubro, para coordenar as suas ações com xs empregadxs, em várias regiões do país.

Vyronas, AtenasNo início da manhã de terça-feira, 18 outubro, os terminais do Eurobank, Banco Agrotiki, Banco Proton, Postbank Helénica e Bank Millennium, que estão localizados na rua Kolokotroni, foram “reformados” por um grupo de anarquistas que jogou tinta de várias cores nas fachadas, letreiros e caixas eletrônicos. Na sua reivindicação de responsabilidade, o grupo de anarquistas refere: ” … à beira de uma greve geral de 48 horas, escolhemos para atacar os ramos locais de agiotas, dando assim uma resposta simples e compreensível para os opressores das nossas vidas . “

Kavala, no norte da Grécia : As instalações do Centro de Trabalho estão sob ocupação desde a tarde do dia 18 de outubro. Os ocupantes lançaram um comunicado em que se exige a renúncia imediata das lideranças dos dois sindicatos colaboracionistas GSSE e ADEDY, e fazem um convite aberto a todos os trabalhadores e desempregados para organizarem assembleias gerais de base. A assembleia geral de trabalhadores será realizada na quarta-feira após o fim da manifestação, quando o edifício do Centro de Trabalho servir como centro de contra-informação, onde também existirão rastreios e cozinhas coletivas, realizadxs durante os dois dias da greve geral.

A Organização de Transportes Urbanos de Atenas recebeu uma ordem policial tendo em vista a greve geral de 48 h

Hoje cedo, 18 de outubro,  a Organização de Transportes Urbanos de Atenas (OASA) notificou os passageiros que a sua administração foi ordenada pela polícia para encerrar todas as entradas de estação de metro em Syntagma e em Evangelismos durante os dois dias da greve geral (19-20 outubro). É óbvio que o Estado grego está a tentar sabotar as mobilizações da greve, proibindo o acesso fácil ao centro da cidade, com esta medida desprezível. Resta ver se os trabalhadores do metro irão desobedecer à ordem  dos polícias e abrir as estações de metro.

Contra Info irá postar atualizações ao vivo
durante a greve geral de 48 horas na Grécia.

Grécia: Cartaz de convocatória da greve geral (1ºdia,19 Out)

Contra as maquinações do Estado, dos patrões,
dxs sindicalistas vendidxs

Greves, manifestações, ocupações

Ruptura-auto-organização-solidariedade

Para a concentração às 11.00 horas,frente ao Museu Arqueológico Nacional de Atenas, convocam as seguintes organizações de base:

Frente Classista (Iniciativa de Trabalhadores do Metro)
Trabalhadores no sector do livro-Vivliofrikarios
Iniciativa Aberta de Desempregadxs-SOVA
Iniciativa de Contratadxs nos Correios (ELTA)
Iniciativa Aberta de Trabalhadorxs-Desempregadxs

fonte

Atenas: Que ninguém fique sózinho a enfrentar a crise!

Sexta – feira, 14 de outubro, às 20h00: Assembléia Popular na Praça Merkouri

Sábado, 15 de outubro, às 15h00: cozinha coletiva na Okupa PIKPA (ruas Timodimou e Antoniadou, “Petrina”, Ano Petralona)

Terça-feira, 18 outubro, às 19h00: Manifestação no bairro (nos encontramos à saída da estação de metro Petralona, do lado da rua pedonal de Kato Petralona)

Quarta – feira, 19 de outubro, às 08:00: Acção de apoio à greve geral no nosso bairro / às 10h30: Marcha desde o bairro para a coleta de greve (que encontramos à saída da estação de metro Petralona, do lado da rua pedonal de Kato Petralona).

Greve geral permanente
até à derrubada total!

Assembléia popular dos moradores de Petralona, Koukaki, Thissio
Contato telefônico no: +30 69 72 75 16 20

fonte


A greve geral  na Grécia é prolongada para 48 horas , ja que os dois sindicatos colaboracionistas (as confederações de GSEE, do setor privado e de ADEDY, do sector público) apelaram para uma greve geral na quarta-feira, 19 de Outubro, e quinta-feira, 20 de Outubro

Atenas: A ditadura grega lança feroz repressão contra xs grevistas em 5 de outubro

Mais uma vez milhares de pessoas marcharam pelas ruas centrais de Atenas, principalmente em protesto contra as rígidas medidas de austeridade. A greve geral de 5 de outubro foi convocada pelos dois maiores sindicatos colaboracionistas (as confederações de GSEE do setor privado e de ADEDY do setor público), mas na demonstração participaram também xs estudantes.

Como em greves gerais anteriores, xs trabalhadores no metro mantiveram as instalações subterrâneas abertas para as pessoas e, desta vez, até tentaram expulsar os esquadrões policiais que invadiram a estação de metro em Syntagma, durante o protesto.

Xs manifestantes marcharam em direção a praça de Syntagma, em frente do parlamento, onde pequenos conflitos irromperam com a polícia. Em várias ocasiões, os policiais jogaram gás lacrimogêneo e granadas flash-bang, enquanto espancaram manifestantes e vários jornalistas da media corporativa. A polícia também invadiu a estação de metro em Syntagma atacando as pessoas que estavam lá dentro.

Loukanikos, o cão que sai em Exarchia, também foi atingido pela polícia, antes (ou depois) ele conseguiu morder a bófia.

Na praça Syntagma um grupo de manifestantes viu um homem que parecia um neonazi, e imediatamente perseguiram-lo, atacando-o efectivamente. Mais tarde, as forças repressivas ajudaram este canalha a escapar. Antes e depois do incidente, a bófia entreteve-se a quebrar dezenas de cabeças de manifestantes, atirando várias vezes pessoas ao chão e, em especia,l batendo ferozmente num homem que estava a protestar com a polícia (naturalmente, nenhum pollícia de merda veio em seu socorro).

Manifestações, ainda no contexto da greve geral,também foram realizadas noutras cidades gregas, como em Tessalônica, Patras, Kavala, Xanti, Arta, Komotini, Ioannina e na ilha de Naxos. A participação das pessoas na greve de 5 de outubro foi, sem dúvida, significativamente inferior à de outras vezes.

No dia seguinte, houve um “detido” entre os polícias maníacos, visto ter espancado brutalmente uma jornalista (algo que quase todxs xs jornalistas simplesmente merecem, mas é claro que a polícia apenas tentou evitar a cobertura até mesmo dos eventos da media corporativa, pelo menos em Atenas).

A próxima greve geral na Grécia será realizada no dia 19 de outubro.

A NOSSA JUSTIÇA SERÁ VINGANÇA

Para mais informações, vídeos e fotos aqui

O vídeo acima indicado foi realizado em memória deTroy Davis (9 de Outubro 1968 – 21 de Setembro 2011), assassinado pelas autoridades neoliberais em 2011 pela sua cor de pele, depois de estar encarcerado 22 anos.

Grécia: Trabalhadores preparam-se para protestos contra o governo

Os ataques brutais no direito à saúde e à sua prevenção, nomeadamente a redução em 50% em sectores como o da saúde mental, com rumores a falar do intolerável regresso dos doentes psíquicos ao asilo de Leros são como uma sombra negra a pairar sobre os pagamentos em atraso, há já alguns meses, dos funcionários de muitas das instituições de apoio e prevenção desse tipo de doenças, assim como o seu despedimento ou a sua dispensa “por tempo indeterminado”. Do mesmo modo, portadores de deficiência vêm os seus direitos espezinhados, através dos cortes brutais na Educação. Saúde, Educação encontram-se sob ataque cerrado. Depois da revolta dos estudantes do ensino secundário e do superior, é a vez da resistência dos trabalhadores gregos se manifestar, como um rio que transborda das margens.

“Ninguém vos escuta. Vocês já ouviram a notícia? Dentro de pouco tempo vão ser os únicos a precisar de intérprete”

-Em 15 de setembro de 2011, centenas de jovens surdos-mudos fizeram uma manifestação no centro de Atenas, protestando contra o corte de financiamento em relação aos intérpretes de língua de sinais qualificados.

-Em 20 de setembro, os trabalhadores do Centro de Educação e Reabilitação para Cegos (KEAT) decidiram ocupar as suas instalações em Kallithea, Atenas, e desenvolver uma luta diversificada em coordenação com outras instituições de solidariedade do Estado, com os deficientes, com os pais, e em geral com o movimento sindical para derrubar a política do governo.

-No mesmo dia, os funcionários do Ministério da Saúde decidiram ocupar as instalações do ministério a 21 de setembro, para protestar contra os cortes no sector dos cuidados de saúde. A maioria (181 trabalhadores) votaram a favor da ocupação durante a sua assembleia geral, enquanto os líderes do sindicsto tentava impedir essa ação!

-Além disso, os trabalhadores de todos os meios de transportes públicos declararam uma greve de 24 horas a 22 de setembro. Os taxistas também estão a participar na greve da quinta-feira, assim pela primeira vez, todos os setores de transporte estão ao mesmo lado

-Finalmente, a Coordenadora dos Trabalhadores em Saúde e Atenção Psicossocial chama a uma greve de 48 horas, em todas as estruturas de atenção psicossocial (22-23 de setembro).

Na tarde de 21 de setembro, o governo grego anunciou outra rodada de cortes destinados a agradar a “troika” (UE / FMI / representantes do BCE) e garantir o sexto do empréstimo que aqueles irão conceder:

-Diminuição do limiar imposto sobre a renda anual até 5.000 € (a partir de 8000 € anteriormente).

-Diminuição das pensões em 20%, para todas as pensões superiores a 1.200 €.

-Para pensionistas abaixo de 55 anos, redução de 40% na parte da sua pensão mais de 1.000 euros, até atingirem a idade de 55 anos.

-Aumento do intervalo de tempo da tributação de emergência através de facturas de electricidade, pelo menos, até o ano de 2014. Esta tributação de emergência não será mais a pagar em prestações, o governo agora solicita o valor total desde o inicio.

Horas antes do anúncio oficial, os dois principais sindicatos colaboracionistas no país (GSEE e ADEDY) haviam anunciado greves gerais conjuntas para os dias 5 e 19 de outubro, em resposta aos cortes de austeridade.

Actualizações em inglês: Occupied London

Chile: Comunicado da okupa T.I.A.O, após ser invadida pela polícia em Valparaíso

Aos solidários de sempre…

Hoje, 23 de Agosto de 2011, aproximadamente às seis da tarde, policiais anunciaram sua chegada batendo nas portas metálicas da nossa casa okupada há cinco anos, localizada na rua Yungay. Logo que entraram, fizeram “buscas” na casa, invadindo violentamente, quebrando as portas de metal e janelas, chutando e quebrando tudo em seu caminho, incluindo nossos pertences pessoais, enquanto reviravam todo o lugar.

Os companheiros que naquela hora estavam dentro da nossa casa foram algemados e ameaçados com armas de fogo. Os policiais, em seu ato terrorista, enfatizavam a todo momento que procuravam extintores, trazendo à memória de todos as recentes e conhecidas montagens judiciais e políticas contra outros centros sociais ocupados em todo o território controlado pelo Estado do Chile. Paralelamente a isto, no exterior da nossa casa era mobilizado um grande número de forças especiais apoiados por vários canhões de água e lançamentos de produtos químicos diversos, além de várias patrulhas e contingente de trânsito, que isolaram as imediações impossibilitando os indivíduos que em solidariedade vieram deter o despejo iminente.

As forças da ordem fascistas, chamados policiais, incluindo o Gope e o Laboratório de Criminalística, permanecendo por mais de uma hora, sem nenhuma testemunha civil, registrando cada canto deste espaço chamado T.I.A.O. (Taller Independiente de Artes y Oficios  – Oficina Independente de Artes e Ofícios), local onde se desenvolvem vários projetos destinados a auto-gestão e autonomia; entendemos o ataque dentro de um contexto repressivo montado pelas cúpulas do poder político e econômico para intimidar tanto os que lutam em Valparaiso, em Santiago, em Wallmapu e em todo o país. Hoje foi conosco, ontem outros companheiros, que será amanhã? Sabemos que para o poder quem se organiza para recuperar a vida que o capitalismo nos rouba é um inimigo, mas não nos assustam, temos muitos anos de batalha, não vamos parar hoje! Amanhã tampouco, é claro.

A dignidade daqueles que foram às ruas nas últimas semanas, dos peñis [Mapuches] que resistem no sul e dos companheiros presos que lutam na prisão nos enche de força, força para eles também, sua luta é a nossa!

Deixando claro que, sabendo que as leis são feitas e desfeitas pelos poderosos à sua conveniência, queremos apontar as irregularidades nas ações das forças terroristas: nenhum promotor esteve presente na invasão; a ordem apresentada tem como domicílio outra direção que não corresponde à nossa casa, por isso nunca tiveram permissão legal para entrar, além de declaram que passaram pela casa sem deixar danos, obviamente não foi assim, roubando e destruindo o material da oficina de serigrafia e outras partes da casa .

Estamos tranqüilos neste momento, mas expectantes, analisando nossos movimentos e os do inimigo, com a convicção rebelde de que estamos no caminho certo, que em 5 anos de okupação, sem esquecer dos problemas e dificuldades, construímos  mais coisas belas do que são capazes de fazer todos os parasitas juntos em toda a sua vida. E isso, nossa criatividade, nossa maneira de viver, sem líderes, sem hierarquia, nossos desejos de experimentar a liberdade aqui e agora, foram transformados, com a ajuda da imprensa, em delitos, em crimes. Mas estamos tranqüilos, pois bem sabemos quem são os criminosos.

A noite cai em Valparaíso, e ainda cheira a gás lacrimogêneo nossa casa, mas comemos uma refeição preparada por todos, cheia de amor; nossos corações estão tristes, mas um sorriso surge em nossos rostos, pois aconteça o que acontecer, nossa melhor vingança é ser livre e feliz.

Solidariedade a todas as casas okupadas, aos invadidos, aos investigados, encarcerados e todos os que lutam.

Um agradecimento especial a todos os indivíduos que espontaneamente solidarizaram-se, avante companheiros, isto acaba de começar!

Fonte: liberaciontotal.lahaine.org

agência de notícias anarquistas-ana

Solidariedade! De Portugal à Grécia a mesma luta!

É tempo de dançar com as cores da guerra!

Cerca de 20 pessoas, entre anarquistas e solidários, estiveram presentes na embaixada da Grécia, em Lisboa, no dia 1º de julho, para se solidarizar com a justa luta do povo grego e repudiar a repressão brutal que foram alvo centenas de pessoas principalmente em Atenas durante as duas últimas greves gerais.

Um comunicado, aprovado em assembléia e por consenso, foi entregue as autoridades do corpo diplomático grego de Lisboa. O texto se referia à escravatura laboral, o desemprego brutal, a regressão dos direitos sociais impostos pela UE, FMI e BE e contra os quais a luta é a mesma, em Portugal ou na Grécia, repudiando-se em particular a utilização pelas forças de segurança gregas – durante a greve de 48h dos passados dias 28 e 29 de junho – de gás com produtos químicos [proibidos pela Convenção de Genebra desde 1925]. Continuar a lerSolidariedade! De Portugal à Grécia a mesma luta!

Apelo urgente de contribuição financeira para fiança dos presos na greve geral de 28-29 de Junho

As pessoas presas durante as manifestações da greve geral de 28 e de 29 de Junho precisam do nosso apoio.

É urgente que 3.000 Euros sejam obtidos só para um deles, de modo que não fique preso. O dinheiro precisa ser junto até quinta-feira à noite, 7 de julho. Uma iniciativa de solidariedade com os manifestantes presos fez um apelo a todos para apoio financeiro. Para contribuir pode entrar em contato direto com a iniciativa em solidaridad2829@yahoo.gr.

Pode também  contribuir em dinheiro para a fiança através de  the Occupied London paypal account, occupiedlondon@riseup.net – se o fizer, por favor utilize o e-mail da Iniciativa de solidariedade no endereço acima.

fonte

Todxs xs detidxs das manifestações do dia 29 de Junho foram soltxs hoje, 04 de Julho, sob condições restritivas. A umx dxs manifestantes, que está enfrentendo acusações de crimes graves, está sendo exigido 70.000 Euros de fiança! Há uma necessidade urgente de levantarmos o dinheiro para esta fiança até segunda, dia 11; ou nossx compa será trancado na prisão.

Atenas: Atualização sobre os manifestantes detidos na greve de 48 horas

Seis dos detidos durante a  manifestação de 28 de junho e que foram acusados ​​de crimes, comparecerão  perante o Ministério público até sexta-feira, 1 de julho.

Os 17 detidos da manifestação de 29 de junho permanecem presos no QG da polícia. Na manhã de quinta-feira (30 / 6), foram transferidos para os tribunais  da  Evelpidon, a fim de comparecerem perante o Ministério Público. As cerca de 100 pessoas que se encontravam lá concentradas  em solidariedade com os detidos foram atacadas por quatro esquadrões de polícia. Pelo menos quatro dos detidos comparecerão perante o Ministério Público na sexta-feira 1 de julho, os restantes na segunda – feira, 4 de julho.

Concentrações de solidariedade nos tribunais da Evelpidon

sexta-feira 1 / 7: 09:00 / 12:00 ( blocos 7 e 9)
segunda-feira 4 /7: 09:00 (bloco 9)

LIBERTAÇÃO IMEDIATA DE TODOS OS REFÉNS DO ESTADO!
A LUTA PELA DIGNIDADE E PELA LIBERDADE NÃO PODE SER REPRIMIDA!

Saudações revolucionárias a todos os companheiros do exterior que apoiam a luta na Grécia. A SOLIDARIEDADE É A NOSSA ARMA!

Quarta-feira 29 de junho: Atualizações constantes

Segundo dia de greve geral em todo o país

APELO URGENTE DE DOCUMENTOS (FOTOS / VIDEOS) dos confrontos, a fim de provar a inocência dos manifestantes presos e para expor a brutalidade da repressão do Estado.
Qualquer informação relativa deve ser enviada para Atenas IMC: imc-athens-editorial@lists.indymedia.org

Grupo de Assistência Jurídica da Praça Syntagma : 0030 6932 582973, 0030 6938 907267

23.00 – 24.00 [GMT+2]: Updates da província
Tessalônica: Uma manifestação de mais ou menos 6000 pessoas marchou pelas ruas da cidade em direção à prefeitura para ocupá-la. No momento as pessoas estão reunidas em frente à prefeitura enquanto esquadrões de polícia estão em linha nas ruas paralelas acima da prefeitura.
Kozani, norte da Grécia: A ocupação do centro de trabalho da cidade continua.
Patra: Assembléia popular em andamento.
Ilha Chios: A prefeitura está ocupada por manifestantes.
Ilha de Lesvos, Mytilini: Um chamado para um mikrofoniki (protesto com uso de microfone aberto e PA’s)e encontro na praça Sapfous foi feito mais cedo

23.30 [GMT+2]: A polícia anti-distúrbio teve todo seu efetivo re-convocado para os próximos dias e foi ordenada a manter-se em estado de alerta máximo.

22.30 [GMT+2]: Apesar do profundo nivel de violência estatal em Atenas hoje, milhares ainda permanecem nas ruas e na praça Syntagma, resistindo. Uma assembléia está em andamento na praça Monastiraki enquanto uma barricada está sendo erguida em Filellinon. Muitos bloqueios policiais em vários pontos da cidade. Desde hoje cedo tem havido uma guerra química contra o povo. Policiais de motocicleta das forças DIAS e DELTA atacaram e espancaram centenas de manifestantes na rua Ermou, invadiram locais da universidade e até restaurantes, espancando manifestantes e turistas. Pela primeira vez na história, o luxuoso Hotel King George na praça Syntagma foi evacuado.

21.30 [GMT+2]: A estação de polícia de Exarcheia e dois jeeps na rua Tositsa no bairro foram atacados em retaliação a onde de violência estatal de hoje.

21.00 [GMT+2]: No momento tem pessoas reunindo-se na praça Monastiraki, respondendo ao chamado de reunir-se, que foi anunciado mais cedo com a intenção de coordenar as ações auto-organizadas. Os últimos relatos sugerem uma assembléia de aproximadamente 600-700 pessoas!

Quase ao mesmo tempo 50 motociclistas das forças DELTA e DIAS rodearam a estação de metrô de Akropolis e perseguiram as pessoas, inclusive aquelas dentro das lojas e cafés da área. Depois passaram pela rua de pedestres Aeropagitou sem hesitar em jogar químicos – ainda montados em suas motos – nas pessoas que passavam.

20.30 [GMT+2]: Grande quantidade de frentes de luta ao redor da cidade; há barricadas em frente ao hotel Rei Jorge e na maioria das ruas ao redor da praça Syntagma. Xs cidadãxs respondem aos reiterados pedidos de ajuda, tem começado a se unir ao povo nas ruas; ao mesmo tempo, a polícia bloquou inclusive uma ambulância que estava ajudando a manifestantes feridxs. A brutalidade policial não tem diminuído. Ha pouco, na parte inferior da praça, xs porcxs de uniforme detiveram jovens e xs golpearam com violência. Logo após isso, tiveram a audácia de fazer sinais de V em frente a manifestantes  que trataram de impedir as detenções.

20.15 [GMT+2]: Antidisturbios MAT atacam o perímetro da praça.

19.55 [GMT+2]: dois pedidos urgentes de ajuda médica e os médicos presentes em Syntagma. Há necessidade de máscaras, medicamentos antiácidos, cobertores e oxigénio.

19.45 [GMT+2]: Cerca de 1.000 pessoas estão reunidas novamente na Kolonaki, depois de terem sido expulsas das ruas centrais.

19.40 [GMT+2]: Syntagma: Polícias estão a jogar mais uma vez pedras contra as cabeças dos manifestantes. Continuar a lerQuarta-feira 29 de junho: Atualizações constantes